Arquivos Windows 10 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/windows-10/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 14 Jul 2025 00:32:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Windows 10 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/windows-10/ 32 32 Need for Speed: Most Wanted (2005) – Um bom jogo com progressão horrível | Análise Retro https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/13/need-for-speed-most-wanted-2005-um-bom-jogo-com-progressao-horrivel-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/13/need-for-speed-most-wanted-2005-um-bom-jogo-com-progressao-horrivel-analise-retro/#respond Sun, 13 Jul 2025 20:53:20 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20593 Leitores e amigos de longa data vão saber que existem dois gêneros de games que eu amo de paixão: JRPG e corrida. Não sou nenhum mestre em nenhum dos dois, porém: jogo meus JRPGs na dificuldade normal (tirando um ou outro) e não tenho as ferramentas ($$) para apreciar simuladores de corrida como se deve. […]

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Leitores e amigos de longa data vão saber que existem dois gêneros de games que eu amo de paixão: JRPG e corrida. Não sou nenhum mestre em nenhum dos dois, porém: jogo meus JRPGs na dificuldade normal (tirando um ou outro) e não tenho as ferramentas ($$) para apreciar simuladores de corrida como se deve.

Eu cheguei a comprar volante de PS3, mas me senti uma criança de boné de helicóptero já que eu tinha 25 anos quando peguei um e por isso, vendi logo.

Desde então eu me limito a apreciar esse gênero em jogos de arcade como Daytona USA e o PERFEITO OutRun 2, além de alguns simcades, como Forza Horizon (que tem seus defeitos). Até me arrisco em uns jogos de rali e Gran Turismo, mas é isso.

ISTO POSTO, Need for Speed sempre foi um nome muito presente na minha vida, mas não tanto no quesito jogatina. Na lan house que mais frequentei em meados de 2004 — a falecida Orion Games em Vista Alegre, bairro da ZN do Rio –, haviam basicamente três jogos instalados: Counter-Strike 1.5 (óbvio), Warcraft III (com o desconhecido mod DotA) e Need for Speed Underground 1.

Reprodução: EA

Era meio bizarro, pois jogar NFSU na lan house implicava sempre sentar no mesmo PC e torcer para que ninguém jogasse no seu save. Ou pior: deletasse ele.

Eu mesmo presenciei muitas brigas de criança por causa disso, em um tempo onde a relação das pessoas era mais calorosa por ser presencial e assim, mais verdadeira.

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Assim, conheci o meu primeiro Need for Speed DAQUELA geração. Sim, eu já havia jogado Hot Pursuit III (1998) no PlayStation 1, além de ter visto milhares de vezes o dublador do Jaspion, Carlos Takeshi, vender a versão de PC de Need for Speed II (1997) no canal Shoptime.

Porém, esse era o primeiro jogo da chamada “geração PS2” e eu, como demoraria anos para ter meu próprio em casa, conheci as corridas underground via PC de lan house mesmo.

Reprodução: EA

 

Need for Speed na geração PS2

Após seu sucesso inicial que se deu desde o 3DO com o primeiro NFS, a série deu uns passeios de sucesso no PC e no PS1, até que a EA Black Box, estúdio canadense, ficou responsável pelo primeiro jogo da série no PS2. Assim, surgiu Need for Speed: Hot Pursuit 2, que foi muito bem recebido, pelo menos no console da Sony.

Depois desse sucesso, a Black Box seguiu desenvolvendo os jogos da série, como o já citado Undergrounds 1 e 2 (2003 e 2004, respectivamente), Most Wanted (2005), Carbon (2006) até terminar em Pro Street (2007), pelo menos nessa geração.

Todos esses jogos, por serem feitos pelo mesmo estúdio, compartilham o mesmo DNA e Engine, a EAGL (EA Game Library), que foi evoluindo ao longo dos anos.

Reprodução: EA

Do Underground para a Lista Negra

Como se sabe, os dois jogos Underground foram um pináculo para a série, que até então tinha uma estética voltada para coleção de carros de luxo, com algumas curvas para perseguições policiais inspiradas em programas de TV da época.

Em Underground, a inspiração na cena de tuning da época atraiu a galera mais jovem, com suas corridas noturnas, neon nos carros e os agora cafona adesivos de chamas nas laterais dos veículos. Toda essa cena fez com que muita gente se interessasse pelo game.

Agora não eram só os fãs do gênero que compravam Need for Speed, mas também fãs de Velozes & Furiosos, que por não ter jogos bons, perdeu seu espaço no mercado para os jogos da EA.

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E após dois jogos com temática similar, a Black Box resolveu que seria interessante mudar um pouco o ambiente: para trás ficaram as corridas noturnas e agora temos de volta o tom de sépia/amarelado de jogos como NFS III: Hot Pursuit.

A cidade de Rockport, é baseada em regiões do nordeste americano, como Baltimore e Philadelphia, com áreas industrializadas, além de um subúrbio bem arborizado.

O tom de sépia, muito criticado hoje em dia, era na época uma novidade do que a tecnologia da época poderia proporcionar. A ideia era dar um tom de outono ao jogo, tanto que a maioria das corridas se passa ou de dia ou durante um entardecer alaranjado, bem diferente das corridas noturnas dos dois jogos anteriores.

Reprodução: EA

O corredor mais procurado

A historinha do jogo é contada por cutscenes com atores reais, mas bem estilizadas.

Você joga como um piloto sem nome (apelidado só de “The Player”) que chega em Rockport City para desafiar os melhores corredores de rua.

Durante uma corrida contra o chefão local, Razor Callahan, ele sabota seu carro (retira o bloqueio do óleo), fazendo você perder a corrida e ser preso pela polícia. Enquanto está detido, Razor fica com seu carro tunado — o mais rápido da cidade — e usa ele pra subir até o topo da Blacklist, o ranking dos 15 corredores mais procurados da cidade.

A ideia é bem similar aos dois jogos anteriores, mas a progressão é mais claramente dividida entre esses 15 corredores. Aí você vai pensar: “nossa, então são só 15 corridas?

Ah, meu amigo. É claro que não. É um jogo da EA GAMES (challege everything). 

Para enfrentar cada rival da black list, você precisa vencer uma série de corridas, além de alguns objetivos (“milestones“), e esses milestones são o que tornam um jogo que seria nota 9,0 em algo bem abaixo disso, e eu vou te dizer o por quê.

Reprodução: EA

Os modos de corrida

Existem ideias incríveis nesse jogo. Em relação as corridas normais, não se tem do que reclamar. O jogo tem um monte de variações legais que até hoje não vi em outros jogos modernos, que são:

  1. Circuit

    • Corrida em circuito fechado (2 a 5 voltas).

    • Ganha quem terminar primeiro.

  2. Sprint

    • Corrida ponto-a-ponto, do início ao fim em linha contínua.

    • Sem voltas. Ganha quem chegar primeiro.

  3. Lap Knockout

    • Em cada volta, o último colocado é eliminado.

    • Continua até restar um.

  4. Speedtrap

    • Vence quem tiver o maior total de velocidade ao passar por todos os radares na pista.

    • Não importa a posição final da corrida, só a soma das velocidades registradas.

  5. Drag

    • Corrida de arrancada com troca manual de marchas.

    • Pistas retas, com obstáculos e tráfego.

    • Exige reflexos rápidos para trocar de faixa e marchar no tempo certo.

  6. Tollbooth Time Trial (também chamado só de “Tollbooth”)

    • Corrida contra o tempo, passando por vários pedágios (checkpoints).

    • Cada pedágio tem um tempo-limite. Chegue antes para ganhar segundos extras.

  7. Lap Time Trial

    • Corrida solo contra o relógio.

    • Objetivo: completar uma ou mais voltas no menor tempo possível.

    • Pouco comum na carreira principal.

Todos esses modos aparecem na Campanha espalhados entre os desafios para enfrentar cada rival. Então imagine que para enfrentar o seu rival atual, você precise ganhar 5 corridas. Aí, o jogo te apresenta 9 desafios diferentes, te deixando escolher quais fazer até atingir a meta.

Isso gera uma variedade de escolha do jogador, que pode não se sentir a fim de fazer sempre as mesmas corridas com 3 voltas, e queira simplesmente fazer todos Time Trials ou outros modos disponíveis.

Reprodução: EA

 

O problema do jogo: Milestones e Bounty

Além das corridas tradicionais, o jogo também exige que você complete “Bounty” e “Milestones”, que são metas de perseguição policial, como:

  • Ficar um tempo X em perseguição

  • Danificar viatura, passar por barreiras políciais e escapar de espinhos deixados por eles

  • Atingir valor de procurado

  • Passar por radares em alta velocidade (também chamados de Speed Cameras nos Milestones)

Os desafios dos radares são divertidos, mas Cristo Rei, como odeio todos os outros.

Ficar fugindo da polícia é chato, já que a IA às vezes te ignora ou simplesmente foge, fazendo você perder a perseguição e ter que começar tudo de novo.

Danificar viaturas é ok… mas também envolve o mesmo problema da perseguição poder acabar a qualquer momento sem que seja culpa do jogador.

Reprodução: EA

O valor de procurado (Bounty) é um problema à parte, pois chega um ponto que o jogo simplesmente te FORÇA a ficar perambulando fugindo da polícia só pra aumentar esse valor arbitrário, apenas como forma de esticar a duração do jogo.

E esses são os reais problemas de Need for Speed: Most Wanted: travar sua progressão com esses Milestones é fazer o jogador de palhaço.

Muitas das sessões de jogo que fiz para zerar e escrever essa análise se limitaram a ficar fugindo da polícia por minutos, tendo que apelar para uma área circular onde eu podia explorar a forma que os carros de polícia “nascem” no mapa.

E mesmo assim foi completamente chato, a ponto de eu tirar o som do jogo e ficar ouvindo YouTube no segundo monitor.

Reprodução: EA

Mods modernos para PC

No fim, eu cansei de brigar com um jogo que foi feito sem pensar no meu bem-estar e usei diversos mods. Alguns deles completamente estéticos e outros feitos para fazer com que eu ME DIVERTISSE, mesmo com toda palhaçada da EA Black Box.

A versão de PC roda no Windows 10 e 11 de boa e possui packs gráficos, mods para usar controles de PS4/PS5/Xbox, além de um chamado Extra Options que permite que você mude até seu nível de procurado, o que adianta bastante alguns objetivos, te impedindo de ficar horas aumentando o número de policiais atrás de você só para perder seu progresso por um bug da IA do jogo.

Existe um ótimo compilado deles aqui no moddb.com, que você instala de uma vez só.

Eu recomendo que você instale ele em cima de uma instalação limpa do jogo no Windows. Não precisa instalar nada além disso: já tem tudo que você precisa para ter uma experiência legal com o game.

Reprodução: EA

Veredito

Need for Speed: Most Wanted fez bastante sucesso quando foi lançado. Seus controles são ótimos para um jogo de corrida estilo arcade, a ambientação laranja da cidade de Rockport reflete bastante como eram os games e a estética daquela época e a grosso modo, é um jogo bem divertido para se jogar por algumas horas.

Porém, sua progressão limitada para fazer o game durar mais nas mãos do jogador faz mais mal que bem, e garanto que a maioria das pessoas da época simplesmente não terminou o modo carreira por se frustrar com a forma que tudo é tratado.

A questão das milestones é tão frustrante que até as perseguições policiais, que eram para ser o mote principal do jogo, ficam ruins quando se leva em conta a IA da polícia, que vai de burra para implacável em questão de segundos, dependendo do seu nível de procurado.

O problema foi tão relevante que na sua continuação direta, Need for Speed: Carbon, essas perseguições deixaram de ser obrigatórias, mudando a progressão para um sistema de território, bem menos exigente com o tempo livre do jogador.

As corridas por outro lado, são ótimas e são bem melhores que os jogos modernos da série, como Unbounded (2022), além das hilárias e mal atuadas cutscenes, que divertem e trazem uns alentos para os olhos, como a Mia, interpretada pela atriz Josie Maran.

Caso queira se aventurar nesse jogo, recomendo se proteger de todas suas frustrações: instale o mod acima, aprenda como usar as funções do mod Extra Options e procure apelar pra elas somente quando precisar, pois apesar de tudo que falei, o jogo começa a ficar frustrante somente lá pelo 5o cara da Black List, e até lá você já vai ter se divertido bastante também.

Nota: 7,0/10

Reprodução: EA

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HALO | Mais do que apenas um FPS https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/10/26/halo-mais-do-que-apenas-um-fps/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/10/26/halo-mais-do-que-apenas-um-fps/#comments Thu, 26 Oct 2017 13:22:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/10/26/halo-muito-mais-do-que-apenas-um-fps/ Meu primeiro contato com HALO ocorreu lá em 2005. Foi um dos primeiros jogos que instalei em meu PC – que rodava muitos jogos graças a Geforce de 512Mb – Na época eu até que gostei do jogo. A ideia de controlar um soldado robótico contra hordas dos alienígenas mais feios que eu já tinha […]

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Meu primeiro contato com HALO ocorreu lá em 2005. Foi um dos primeiros jogos que instalei em meu PC – que rodava muitos jogos graças a Geforce de 512Mb – Na época eu até que gostei do jogo. A ideia de controlar um soldado robótico contra hordas dos alienígenas mais feios que eu já tinha visto era interessante.

É, eu sei que estava enganado, mas por um tempo foi o que sabia a cerca de HALO. O meu inglês não ajudava naquele tempo.

Ao longo dos anos acabei deixando de lado todos os jogos da franquia, principalmente pelas criticas que ouvia a respeito. Mas desde que comprei  um Xbox One, decidi que deveria dar uma nova oportunidade a essa franquia tão famosa da Microsoft, então comprei a coletânea HALO: The Master Chief Collection, que é uma coletânea com os quatros jogos da franquia remasterizados.

LEIAM – FABLE III | Uma jornada inesquecível

Depois de jogar o primeiro jogo da franquia do inicio ao fim. Eu finalmente posso opinar sobre o que achei desse jogo tão criticado por uns e amados por outros. Olha, posso dizer que muito do que ouvi a respeito do jogo caiu por terra – É como sempre digo, não importa o quão bom ou mal digam sobre determinado titulo: JOGUE!

Só assim você realmente vai descobrir se um determinado jogo é bom ou não.

HALO: The Master Chief Collection

HALO

HALO nos coloca no comando de Master Chief, um super soldado que estava em estado criogênico por algum motivo que desconhecemos, mas que teve de ser acordado as pressas devido a um ataque na nave que o transportava, sendo os responsáveis pelo ataque a aliança alienígena Covenant.

OK, o jogo começa com um ataque e você despertando com um péssimo humor – O que nos dá motivos de sobra para atirar em qualquer alienígena safado que encontrarmos pelo caminho.

Chief conta com uma barra de energia e um escudo recarregável que em um primeiro momento passa a impressão de que a jornada será moleza. Só que não é bem assim. A medida que você leva dano, seu escudo precisa de um tempo para recarregar, e se descarregá-lo todo, será preciso buscar alguma cobertura urgente, caso contrário vai a óbito facilmente.

Pra ajudar, os inimigos costumam andar em grupos numerosos, então a probabilidade de você tomar uma enxurrada de tiro e ir para o colo de satanás é muito grande.

O que sem dúvida acrescenta um grande desafio em HALO, que diferente do que eu pensava, não foi apenas mais um entre os diversos outros jogos do gênero FPS lançado no ano de 2001.

O universo de HALO

Nos primeiros minutos de Halo você se ver diante de apenas mais um jogo onde controlamos um soldado, a frente de uma guerra entre humanos e alienígenas. Não que isso deixe de ser verdade, só que a medida que você avança no jogo, descobrimos que a muito mais nessa guerra do que pensávamos .

Pra entenderem melhor, falarei um pouco sobre os inimigos do jogo, os Covenant. Calma, me esforçarei para não soltar nenhum spoiler que possa comprometer toda a experiência.

Descobri um pouco mais sobre os Covenants ao começar o segundo título, e achei tão interessante que decidi acrescentar essa informação aqui mesmo que esteja abordando o primeiro título. Creio que não irá afetar sua experiência ao jogar, e sim, torna-la ainda mais interessante ao mostrar um pouco mais sobre esses inimigos.

Enquanto todos nós leigos acreditávamos que os Covenants se resumiam a uma única espécie bem estranha de alienígenas, ao jogar é possível entender que Covenant são uma aliança militar teocrática. São diversas espécies de alienígenas unidos sobre uma mesma crença em uma jornada bélica.

Aqui no caso o objeto de crença dos Covenant são os “Forerunners“, uma raça super avançada que fora misteriosamente extinta, restando apenas a sua tecnologia e os HALO’s para trás como registro de vida – Tecnologia essa que foi devidamente absorvida pelos Covenants.

Oh, alienígenas religiosos! Por que eles nos atacam, Woo?

COVENANTS

Covenants acreditam que os HALO’s deixados pelos Forerunners sejam estruturas sagradas, então querem ativá-los afim de completar a profecia do seu povo. O problema é que você descobrirá ao longo do jogo que aquilo não é exatamente tão sagrado quanto aparenta.

Há uma razão para os Forerunners terem sido extintos e um motivo ainda mais obscuro para a criação de Halo. Só que os profetas, lideres dos Covenants,  tendem a eliminar qualquer herege que contrarie o entendimento que possuem sobre os HALO’s.

HALO

Em Halo existe uma variedade de inimigos e alguns deles  quando em grande número causam uma dor de cabeça tremenda, mas em compensação você tem um numero considerável de armas a sua disposição.

O que não te impede de ficar enroscado em algumas fases por falta de energia ou munição. Isso nos coloca em situações onde você se vê obrigado a criar estratégia para contornar alguns desses sufoco.

Não é só atacar

Logo ir de frente encarnando o Rambo é sempre uma péssima ideia, pois as armas possuem um recuo quando você pressiona o gatilho, fazendo com que você mate mais paredes e pedras do que os inimigos.

Dê tiros cadenciados e certeiros porque vai precisar de munição na hora de enfrentar os Caçadores (São alienígenas grandes e blindados) que podem matá-lo com apenas um tiro de rajada explosiva de plasma.

Meu primeiro contato com eles foi bem divertido, graças ao fato de que estava sem munição do rifle e meus companheiros estavam mortos. Me encontrava sozinho contra dois deles. Depois de morrer muito, resolvi pensar um pouco e acabei descobrindo um modo “fácil” de derrotá-los – Mas não vou contar aqui.

Ah, também não posso deixar de dizer que em determinado ponto da história, o ritmo do jogo muda drasticamente ao nos colocar frente a frente com um novo inimigo. O que nos leva a uma reviravolta surpreendente, pois a prioridade de eliminar os Covenants é deixada de lado e precisamos focar em apenas sobreviver e impedir que a ameaça se espalhe.

Mas será que dá pra dizer que HALO é perfeito?

Durante toda a jogatina apenas duas coisas me incomodaram: O controle do Warthog (O jipe do jogo) e as bases repetitivos.

Não me entendam mal, controlar o veiculo não é difícil e sim uma tarefa apenas frustrante, pois diferente do que estamos habituados ao controlar veículos em outros jogos, aqui você controla a mira para direcionar o Warthog. E o veiculo é primordial para você finalizar o jogo.

Por outro lado quando adentramos algumas bases, a probabilidade de você se perder por alguns minutos ou ter a sensação de que está indo para o caminho errado são grandes. Você fica com a sensação de que está sempre voltando para o mesmo lugar, o que pode frustrar algumas pessoas.

CONCLUSÃO

Eu não me considero um fã de jogos como Battlefield ou Call of Duty, que são considerado jogos de peso do gênero FPS nos dias de hoje, ainda assim consegui encontrar em HALO um jogo que prende a atenção e não te cobra técnicas monstruosa para ser terminado.

Seu enredo é muito bom e consegue se manter interessante até a sua resolução final, então por mais divertido seja ser um genocida, ainda assim você se importa com tudo o que está acontecendo a sua volta. Se  você deixou a franquia de lado por se tratar em um FPS,  fique tranquilo, você ainda vai se divertir.

CONFIRAM – Dead Space 3 do início ao fim

Depois concluir o jogo, a sensação de que você deve continuar é grande, então não demorou muito para eu decidir começar o segundo jogo e ficar surpreso com as diversas melhorias do jogo, mas isso é artigo para outro dia.

No momento o que posso dizer é joguem HALO, tenho certeza de que se você ignorou a franquia seja por preconceito ou desgosto pelo gênero FPS, ainda existe uma probabilidade de você se divertir e mudar a maneira como enxerga a franquia.

Se você possui um Xbox One, recomendo vivamente HALO: The Master Chief Collection que possui os quatros jogos remasterizados e com as mais belas cutscenes que eu já vi. Sério, são incríveis. Mas se você faz parte da comunidade retro, encare o original, vai se divertir muito.

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