Arquivos Team 17 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/team-17/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 03 Dec 2023 19:54:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Team 17 - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/team-17/ 32 32 Trepang2 | Rápido e muito visceral https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/12/03/trepang2-rapido-e-muito-visceral/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/12/03/trepang2-rapido-e-muito-visceral/#respond Sun, 03 Dec 2023 19:54:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15703 O gênero FPS hoje em dia é muito mais focado em uma experiência Multiplayer do que pensado para uma experiência de um único jogador. Não que isso seja um problema, afinal, DOOM Eternal mostrou que é possível criar uma baita experiência única sem deixar de lado aqueles que não querem ter a mãe xingada em […]

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O gênero FPS hoje em dia é muito mais focado em uma experiência Multiplayer do que pensado para uma experiência de um único jogador. Não que isso seja um problema, afinal, DOOM Eternal mostrou que é possível criar uma baita experiência única sem deixar de lado aqueles que não querem ter a mãe xingada em um online.

O que nos leva a Trepang2 que segue essa mesma fórmula, mas tenta entregar um jogo que busca incorporar elementos de terror ao tiroteio. Friso aqui que é tiroteio e violência em níveis absurdos. Sair por ai atirando em tudo e despedaçando soldados e criaturas nunca foi tão prazeroso. Mas ai você se perguntar: Se o tiroteio é empolgante, o que mais ele tem a oferecer além disso?

Bem, pegue sua escopeta e junte-se a mim e ao agente 106 para derrotar as forças do mal. Sério.

Trepang2
Reprodução: Trepang Studios

Tente fugir

Nossa primeira missão consiste em sair de um complexo militar onde estamos presos, e é isso. Essa primeira fase será o nosso tutorial de combate e aqui aprendemos duas habilidades que iremos utilizar a torto e a direito durante todo o jogo, sendo elas: A câmera lenta ao melhor estilo Max Payne e a segunda é uma habilidade de camuflagem que nos torna invisível.

Ambas contam com uma barra de energia que é consumida na medida que utilizamos e ao esgotar, entra em modo de recuperação.

LEIAM – CRYMACHINA | Análise

O restante são corredores poucos iluminados e onde tentando ao máximo sobreviver as hordas de inimigos que os preenchem. Ouso dizer que esta primeira fase é um baita cartão de entrada para qualquer um que se atreva jogar Trepang2, pois ao término dele você sente-se o verdadeiro Steven Seagal.

Trepang2
Reprodução: Trepang Studios

Visceral

Trepang2 é visualmente incrível, mas o seu destaque está está no sistema de mutilação e o alto grau de violência. São poucos jogos da atualidade onde você é capaz de decepar um corpo com uma escopeta ou mesmo explodir alguém ao ponto de todos os seus órgãos ficarem espalhados pelo cenário. Me vem a mente apenas Mortal Kombat fazendo isso atualmente.

LEIAM – Spider-Man 2 | Análise 

E se a violência chama a atenção, também vale destacar a qualidade do tiroteio que consegue ser incrivelmente bem verossímil dadas as limitações financeiras. Os efeitos das explosões, a fumaça do cano da arma e as iluminações causadas por disparos, tudo isso foi feito de forma cuidadosa e que realmente salta aos nossos olhos durante as partidas.

Não só isso, o cenário e o personagem fica lambuzado com todo o sangue que vai se espalhando durante os confrontos. Isso com humanos, pois quando as criaturas começarem a surgir, o ritmo de jogo muda freneticamente e precisamos fugir em determinadas situações, o que faz com que a forma de jogar mude consideravelmente, principalmente no combate contra chefes.

Terpang2
Reprodução: Trepang Studios

Uma história qualquer

Buscar uma história que justifique toda a loucura que permeia Trepang2 é algo que não vale a pena. É como tentar assistir ao um bom filme de ação dos anos 90 com Chuck Norris e esperar encontrar profundidade de um roteiro do Christopher Nolan, você vai se frustrar.

Trepang2 é feito para você se divertir desligando o cérebro e redirecionar a energia apenas para os dedos e  usando ondas cerebrais apenas para conseguir se localizar e usar as habilidades. Estamos falando da luta contra um mal maior que quer destruir o mundo e cabe a você, o homem mais corajoso do mundo, dar conta do recado.

Parece até que estou fazendo pouco do titulo, mas eu particularmente gosto muito de propostas mais simples e diretas, onde o foco é apenas o entretenimento. O que Trepang2 faz muito bem e  de uma forma que vai lhe prender o suficiente para continuá-lo jogando por um bom tempo.

Trepang 2
Reprodução: Trepang Studios

Concluindo

Trepang2 consegue entregar um jogo divertido o suficiente para entretê-lo e ainda agraciar aqueles que sentiam falta de um jogo violento aos moldes de Soldier of Fortune. E mesmo quem nunca jogou Soldier of Fortune pode vir a curtir o titulo, afinal, quem não gosta de ficar preso em lugares estreitos repleto de soldados armados com grosso calibre… É. To ficando bom nessas piadinhas.

Outro ponto que merece elogios é a sua trilha sonora que abraça de forma perfeita o clima de ação e nos deixa com a adrenalina lá em cima. No meu primeiro combate contra um Homem Mariposa, eu fiquei tão tenso com tudo o que acontecia, que as costas chegava a doer.

O fato de Trepang2 usar com referencia o jogo F.E.A.R  para a construção do elemento de horror é visível, principalmente no elemento escuridão, mas fica só nisso. Se este jogo tivesse sido lançado como uma DLC de DOOM Eternal inspirado em DOOM 3, eu acreditaria facilmente por conta da sua velocidade e sistema de combate.

Trepang Studios e o Team17 possuem em suas mãos um titulo que tem muito a oferecer no futuro, e que com mais tempo e talvez uma equipe maior, podem fazer algo que consiga atrair a grande mídia.

NOTA 08/10

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Esta análise foi feita com uma cópia digital do jogo cedida gentilmente pelo TEAM 17. O jogo está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, Microsoft Windows.

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Batora: Lost Haven está disponível para Nintendo Switch https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/06/batora-lost-haven-esta-disponivel-para-nintendo-switch/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/06/batora-lost-haven-esta-disponivel-para-nintendo-switch/#respond Thu, 06 Apr 2023 14:12:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13596 Team17 e Stormind Games lançaram hoje a aventura interplanetária Batora: Lost Haven no Nintendo Switch. Originalmente lançado para PlayStation, Xbox e Steam em 2022, Batora: Lost Haven combina um combate híbrido exclusivo de hack ‘n’ slash e twin-stick shooter com uma complexa solução de quebra-cabeças. Situado em uma galáxia de planetas alienígenas de outro mundo, […]

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Team17 e Stormind Games lançaram hoje a aventura interplanetária Batora: Lost Haven no Nintendo Switch. Originalmente lançado para PlayStation, Xbox e Steam em 2022, Batora: Lost Haven combina um combate híbrido exclusivo de hack ‘n’ slash e twin-stick shooter com uma complexa solução de quebra-cabeças. Situado em uma galáxia de planetas alienígenas de outro mundo, Batora: Lost Haven segue Avril – uma sobrevivente improvável com um destino que altera o mundo – enquanto ela aproveita os poderes duplos do Sol e da Lua, enfrenta inimigos de outro mundo e responde à pergunta final de quão longe ela está disposta a ir atrás daqueles que ama.

O que você está disposta a sacrificar em nome do amor?

Principais Características de Batora: Lost Haven 

  • Atenda ao chamado do destino: junte-se a Avril enquanto ela viaja pelo universo, descobrindo segredos antigos, exercendo poderes inimagináveis e tomando decisões que alteram a vida
  • Combate rápido e multifacetado: Domine os poderes do Sol e da Lua, aproveitando o poder da mente e do corpo em batalhas frenéticas contra inimigos sobrenaturais
  • Escolha seu caminho: considere suas ações e forje seu caminho em um conto épico e interplanetário, decidindo, em última análise, o quanto você está disposto a sacrificar por amor
  • Resolução de quebra-cabeças complexos: Resolva quebra-cabeças complexos e desafios sobrenaturais, colocando a mente e o corpo de Avril à prova.

O jogo está disponível na eShop com um desconto de lançamento de 20%.

Você pode ler a nossa análise de Batora: Lost Haven aqui.

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The Knight Witch | A Cavaleira Bruxeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/07/the-knight-witch-a-cavaleira-bruxeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/07/the-knight-witch-a-cavaleira-bruxeira/#respond Wed, 07 Dec 2022 14:51:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12655 Dessa vez não vou começar o texto com nenhuma história engraçadinha (acho), mas começarei com uma confissão: Eu… Não gosto tanto assim do Castlevania Symphony of the Night. Ótimo jogo, mas nunca ressoou comigo como aconteceu com tanta gente ao longo dos anos. Talvez por eu não ter tido um PS1, ou jogado na época […]

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Dessa vez não vou começar o texto com nenhuma história engraçadinha (acho), mas começarei com uma confissão: Eu… Não gosto tanto assim do Castlevania Symphony of the Night. Ótimo jogo, mas nunca ressoou comigo como aconteceu com tanta gente ao longo dos anos. Talvez por eu não ter tido um PS1, ou jogado na época em locadoras, então o jogo não me passa aquela vontade de jogar. O que é esquisito, porque ao longo dos anos eu passei a gostar de Metroidvanias, ainda que eu seja incapaz de jogar um Metroid.

Agora que eu já angariei o ódio das comunidades de Castlevania e Metroid em um só parágrafo, a maioria de vocês deve saber que eu adoro shooters, seja vertical, ou horizontal, eu adoro os jogos de navinha. Eu sou ruim na maioria deles, mas sempre curti a atmosfera e o desafio deles. E os shooters evoluíram quando aumentaram exponencialmente o numero de projéteis, criando o sub gênero bullet hell, com jogos como Dodonpachi, Radiant Silvergun e Giga Wing (dentre outros), capitaneando o gênero nos anos 90, além da série Touhou que desde seu começo humilde no PC-98, se tornou um fenômeno da internet.

E a junção desses dois gêneros, não é algo necessariamente novo, já que existem até spin-offs metroidvanias de Touhou (Double Focus e Luna Nights me vem a mente) que colocam conceitos de bullet hell dentro da estrutura de um metroidvania, além de shooters que utilizam o foco de exploração como um metroidvania, como Moo Lander, lançado esse ano (e provavelmente devem ter outros que não me lembro).

Mas isso não impediu o Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team (segundo melhor nome de desenvolvedora, depois de Team Ninja) de fazer sua contribuição com o gênero, mesclando bullet hell e metroidvania em um singelo título que chegou agora no começo de dezembro ao PS4/PS5/Xbox One/Xbox Series (e tinha saído no finzinho de novembro no PC e Nintendo Switch), chamado The Knight Witch. Será que ele agrada, ou se perde em meio a falhas grotescas?

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Defendendo o seu lar e sendo relações públicas

Estamos no papel de Rayne, uma Cavaleira Bruxa (ou seria Bruxa Cavaleira? Pra efeitos da piada desse review, jogamos em inglês, mas o jogo está disponível com localização em português brasileiro) que precisa salvar o seu lar e descobrir quem é o responsável pela invasão dos Golens de Guerra.

E não apenas isso, mas ela também precisa a cada missão, relatar o que aconteceu, como uma espécie de relações públicas. Ela pode ser completamente honesta sobre o que está acontecendo, ou pode contar algumas mentiras aqui e ali para manter a moral da população alta. Em teoria isso é uma boa ideia, mas que na prática, o jogo segura na sua mão meio que apontando quais respostas das coletivas de imprensa dão mais pontos de experiência. Porque o apoio da população lhe dá pontos para desbloquear melhorias, então é… A honestidade nem sempre é a melhor escolha.

Ainda assim, esse não é o maior defeito do jogo, mas sim o fato de que apesar de (de acordo com o jogo) Rayne ser uma mulher casada de 35 anos, ela age como uma adolescente, e isso meio que acaba contrastando com a seriedade da situação. É meio que uma mania de produções modernas quererem ser “Marvel” com piadinha piadinha piadinha.

Eu entendo a necessidade de as vezes você usar do humor pra aliviar uma situação tensa, mas precisa ser bem dosado.

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Deckbuilder? Bullet Hell? Metroidvania? Que tal os três.

Dificuldade em jogos é uma parada totalmente subjetiva. Porque eu vi MUITA GENTE dizendo por exemplo que Nioh era mais difícil que Dark Souls e isso e aquilo. Só que eu não tive dificuldade nenhuma de entender como Nioh funciona e me adequar corretamente aos controles. Mas como não é de Nioh que estamos falando (e sim de The Knight Witch), vamos a como funciona o jogo. Os controles funcionam quase como um Twin Stick Shooter, com o controle de Rayne no analógico esquerdo e a mira no analógico direito. Mas caso queira, pode ser usada uma mira automática que pode quebrar muito o galho.

O jogo possui um sistema simples de construção de baralhos (eu disse baralhos) com habilidades diferentes que podem ser assignadas em botões diferentes. Uma parte divertida é você testar quais habilidades vão se adequar melhor ao seu tipo de jogo. Não é um sistema profundo, como em jogos com maior foco em deckbuilding, mas para um completo imbecil como eu, dá pra brincar legal.

Para um Metroidvania, na maior parte do tempo, The Knight Witch é um tanto linear, mas ainda assim, você vai precisar ficar na ponta dos pés, porque como bullet hell, não vão faltar projéteis pra tentar te matar, e isso vai testar seus reflexos. Em especial nos chefes (destaque aqui pro chefe do final verdadeiro que pode causar algum rage.).

Em termos de duração, se você for fazer o final verdadeiro, o jogo deve durar umas seis, sete, talvez oito horas. E considerando o sistema de deckbuilding, garanto que o jogo tem um bom fator replay. E aos jornaleiros da internet que tão reclamando da dificuldade do jogo: GIT GUD.

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Maravilindamente bonito graficamente

Graficamente, The Knight Witch é fabuloso. Os cenários são maravilhosamente construídos e vibrantes, com detalhes em diversos pontos. E os personagens são bem desenhados e animados, e os retratos deles e aparência em cutscenes, são de uma qualidade ímpar.

A trilha do jogo, composta por Damian Sanchez (Temtem, Immortal Redneck, Rise and Shine) é bastante diversa, com instrumentais variados, passando climas e emoções diferentes. Battle of the Broken Sky, que abre a trilha do jogo começa com violinos agitados, até que passa a melancolia que leva a um crescendo no fim da musica é um bom exemplo. Mas não apenas isso, Robyn’s Day é uma melodia calma que usa instrumentos de sopro pra transmitir esse sentimento, enquanto que Hall of Giants é uma melodia que passa um sentimento de grandeza com instrumentos de corda (violão e guitarra) e por aí vamos.

Também destaco Golem Army, que passa um clima de perigo iminente, o tema vocal The Knight Witch Tales (com a performance da cantora Greta G.) é belíssimo, e eu poderia ficar um tempão falando da trilha sonora, mas cacete, é uma trilha boa pra caralho.

Reprodução: Team17, Super Awesome Hyper Dimensional Mega Team

Você está a altura do desafio?

The Knight Witch não é um jogo perfeito, ele falha em alguns aspectos da narrativa, e poderia ter ido mais a fundo nos elementos que possui, mas é competente o suficiente para você querer ir até o final. Tem muito potencial pro futuro, se quer saber minha opinião.

The Knight Witch está disponível para PC, Nintendo Switch, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One e Xbox Series X|S, e a análise foi feita com uma cópia digital para Playstation 4, fornecida gentilmente pela Team17.

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Batora: Lost Haven | O Triunfo da Competência https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/25/batora-lost-haven-o-triunfo-da-competencia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/25/batora-lost-haven-o-triunfo-da-competencia/#respond Tue, 25 Oct 2022 08:00:37 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12419 O jogo da análise de hoje, vem de três frontes diferentes. Primeiro, temos a publisher, Team 17 que é sem sombra de duvidas, a publisher indie mais antiga ainda em atividade, com suas raízes lá no final dos anos 80, começo dos anos 90, vinda da cena de demos britânica. Se você não sabe o […]

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O jogo da análise de hoje, vem de três frontes diferentes. Primeiro, temos a publisher, Team 17 que é sem sombra de duvidas, a publisher indie mais antiga ainda em atividade, com suas raízes lá no final dos anos 80, começo dos anos 90, vinda da cena de demos britânica.

Se você não sabe o que é uma demo, deixa eu explicar. Usualmente, são demonstrações que tem o intuito de mostrar a capacidade gráfica de um hardware, ou produzindo coisas que devido a inúmeras limitações, não poderiam ser reproduzidas em um jogo, por conta da exigência de memória (já que a memória era toda usada para reproduzir a demo).

LEIAM – Superliminal | Análise

Usualmente, as demos também eram vistas em versões pirateadas de jogos de computadores como o Commodore 64, ZX Spectrum, Amstrad CPC, Amiga, etc. Até mesmo em jogos de GBA, demos eram comuns de serem vistas em roms de jogos. Enfim, a Team 17 pode não ter a pompa de uma Devolver, mas os caras estão aí publicando jogos independentes e ajudando estúdios menores desde seu início, lá em 1990.

Depois, temos a desenvolvedora italiana Stormind Games, que até então era conhecida pelos dois jogos da série Remothered, Remothered: Tormented Fathers (2018) e Remothered: Broken Porcelain (2020), jogos que tinham uma pegada de suspense, terror e um bocado de gore. Apesar de não terem sido exatamente sucessos de crítica, uma coisa em comum havia neles: O potencial do estúdio. Então, qual seria o próximo passo lógico de um estúdio que fez jogos na vibe de terror? Exatamente, um Hibrido de hack’n slash e twin-stick shooter onde se salva a galáxia… Ou algo do tipo.

E por fim, temos a escritora italiana Annika Morris, que lançou em 2018, seu primeiro livro: Batora: Il Risveglio (Batora: O Despertar), que por mais que eu tenha procurado, não tem muita presença em redes sociais (Twitter mal foi usado, e a última atualização dela no Facebook foi no ano passado, ou pelo menos os posts públicos, o Instagram é relativamente atualizado). E esses três frontes se juntaram (mais ou menos, já que eu não sei o quanto de input a autora do livro teve no roteiro do jogo) para criar Batora: Lost Haven. Será que o jogo vale a pena seu tempo? Ou falha miseravelmente? Confira conosco.

Reprodução: Stormind Games, Team17

A Salvação do Universo depende de você

Você está no papel de Avril (não Lavigne), uma adolescente normal de um livro de fantasia antes que as coisas aconteçam, ou seja, sem grandes tretas em sua vida, vivendo despreocupadamente e tudo mais. Só que merdas de proporções bíblicas acontecem, e nosso planeta é dizimado. Nisso, somos contatados por entidades místicas denominadas Sol e Lua, que dizem que uma merda maior está para acontecer, e a merda não vai apenas bater no ventilador da Terra, mas de todo o universo. Ao lado de sua amiga de longa data Milla, você viajará por planetas para tentar dar um jeito de evitar esta catástrofe.

Primeiro de tudo… Apesar do jogo ser baseado no livro, ele não traz exatamente os protagonistas do livro (Diane, Amy e Alex), tampouco a premissa… E sim, eu dei uma pesquisada sobre o livro, apesar de não muita coisa estar disponível na internet (o livro só foi publicado em italiano, e meu italiano é tão ruim que nem consigo pensar em uma analogia engraçadinha pra isso), a narrativa se difere, com parte da temática das duas mídias (livro e jogo) tendo elementos em comum. E pela premissa do livro, até daria para fazer um RPG de turnos com aqueles personagens, mas divago.

Mesmo eu tendo feito o comentário sobre a diferença entre Batora: Lost Haven e Batora: O Despertar, isso não desmerece nenhuma das mídias, já que apesar de eu não saber tanto sobre o livro, a narrativa do jogo se sustenta bem, tanto no pilar das interações entre Avril e Milla (tanto entre si, quanto com o universo a sua volta), quanto na questão das escolhas morais, porque sim, o jogo as possui e ele pode levar a dois finais diferentes. Você pode ser mais agressivo ou apaziguador, mas essas escolhas tem consequências.

Por exemplo, em um ponto da narrativa, você tem a opção de deixar algo que vai permitir que uma tribo possa comer, eliminando assim a possibilidade deles serem agressivos mais adiante. Só que caso você de fato DEIXE esse algo, alguém próximo de você irá morrer, e o jogo vai deixar claro isso, que a Avril foi a culpada. E apesar de te darem os poderes que você possui, os deuses Sol e Lua poderiam ganhar o prêmio de piores pais do ano, já que eles não são exatamente as pessoas mais altruístas do mundo.

Batora: Lost Haven
Reprodução: Stormind Games, Team17

Complexidade simples, bem executada

Eu mencionei na introdução do artigo que o jogo é uma mistura de hack’n slash com twin-stick shooter, e cada um desses elementos tem a ver com o poder que lhe foi dado pelo Sol e pela Lua. Você pode alternar entre os dois poderes durante o combate, e cada um dos poderes, tem uma barra de vida própria (o que pode ajudar a salvar de momentos mais cabulosos, mas a um custo). Os inimigos também possuem afinidade com esses poderes, no caso, alguns inimigos tomam mais dano do Sol, e outros da Lua.

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Além das armas básicas do Sol e da Lua, também existem runas que podem ser usadas para lhe dar habilidades extras e bônus de ataque e defesa naqueles elementos em si. É um sistema que a primeira vista pode parecer complexo, mas devido ao pequeno escopo do jogo em si, é bem simples de se entender na prática. Eu comentei sobre os inimigos terem afinidades com os poderes, e além disso, os chefes do jogo possuem afinidades com os DOIS elementos, e assim como você, possuem barras de vida para os dois elementos, alternando entre eles durante a luta.

Os combates contra os chefes são a melhor parte do jogo, porque apesar de não pedirem tanto do jogador, já que quando você chegar em um, já vai estar acostumado com a jogabilidade, o que torna o combate contra eles bem divertido.

A campanha principal do jogo não é longa, variando entre 8 e 10 horas de duração, com o fator replay estando no New Game+, para aqueles que desejam ver o outro final por exemplo. Mas não é só de combate que vive Batora: Lost Haven, já que outro elemento presente, são os puzzles… Que mesmo pra alguém burro feito eu, não são tão complicados, usualmente sendo baseados na mesma troca de elementos que utilizamos nos combates. Apesar disso, são uma lufada de ar fresco pra descansar dos combates, então são bem vindos.

Batora: Lost Haven
Reprodução: Stormind Games, Team17

Espetáculo audiovisual

Os ambientes de Batora: Lost Haven são absolutamente maravilhosos, os quatro planetas que visitamos durante nossa jornada no jogo representam os quatro elementos e cada um possui uma identidade visual única, dos habitantes ao habitat. Sendo ainda mais evidente nas cutscenes, que possuem um estilo de arte contemporâneo, lembrando um pouco a animação Arkane.

Uma pena que durante a jogatina em si, a câmera é afastada demais (mesmo para o padrão Twin-stick shooter), não permitindo que muitos detalhes sejam vistos, é um problema pequeno, mas ainda assim um problema.

A trilha sonora de Batora foi composta por Ron Fish, que é responsável por trilhas de jogos como God of War e Batman: Arkham City (ainda hoje, meu favorito da série Arkham), e a trilha cai como uma luva na narrativa do jogo, nos locais que o jogo te leva. Cada um dos planetas do jogo é inspirado por uma cultura diferente do mundo real, e com isso, diferentes instrumentos são utilizados para as composições, dando um tom único a cada planeta, ainda que todos sejam interconectados com a temática espacial (palavra dos desenvolvedores, não minha).

A dublagem do jogo é um saquinho de balas sortidas, enquanto que as protagonistas Avril e Milla são bem dubladas (embora há de se notar que o entrosamento parece ocorrer conforme as dubladoras iam se sentindo mais confortáveis), o resto é passável. Nada atroz, mas nada destacando, os outros dubladores.

Batora: Lost Haven
Reprodução: Stormind Games, Team17

Conclusão

Se você quer um RPG de ação top-down sólido, recomendo Batora: Lost Haven. O jogo possui um universo bacana, personagens que conseguimos ter empatia e uma jogabilidade caprichada. Tem alguns defeitos, mas eles são pequenos no esquema geral. Temos aqui potencial para se transformar numa franquia em si, se refinar os elementos em possíveis continuações.

Batora: Lost Haven está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, com uma versão para Nintendo Switch saindo em breve.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Team 17.

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