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Ah, a Luta Livre. O esporte nobre… Ops, complemento de frase errado! Ah, sim… A Luta Livre, um dos esportes mais estilosos do mundo, aonde visual e pancadaria se complementam. Nos anos 90 surgiram excelentes jogos de WWF, aonde podíamos surrar pessoas como Hulk Hogan, The Undertaker, Yokozuna, entre outros, sem o menor esforço, o que seria impossível na vida real, já que o mais fraco deles tem força o suficiente para nos surrar daqui até a semana que vem sem o menor esforço.

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E o melhor deles, com certeza foi o WWF Wrestlemania Arcade, lançado pela Midway. Com jogabilidade simples, personagens em motion capture (semelhante aos lutadores dos 3 mk’s clássicos), não demorou a ganhar um port para os consoles da época, o Mega e o SNES. Inclusive na época, cheguei a jogar a versão de SNES no próprio videogame, e lembro, como um garoto de 9, 10 anos que tinha bom gosto e escolhia o UnderTaker (é Cyber Woo, o Undertaker é melhor que o Doink e ponto final), porém, com a habilidade de um orangotango de luvas, levava surras abissais do próprio Undertaker (o que é completamente compreensível, nem tanto para um garoto cansado de zerar Double Dragon II, ou seja, derrotar os Shadow Warriors era moleza, difícil era ganhar do UnderTaker.). Pois bem, paremos de devaneios e vamos com o review dos ports caseiros de WWF Wrestlemania.

O jogo tem um objetivo bem simples, controlando um dos seis lutadores (versão SNES) ou oito (Versão Mega) disponíveis, ganhar o título de melhor lutador do mundo, lutando contra todos os outros. Escolhendo entre Shawn Michaels, Bret ‘Hitman’ Hart, The Undertaker, Doink The Clown, Lex Luger, Razor Ramon, Yokozuna (Somente No Mega) e Bam Bam BigeLow (Somente no Mega), derrote todos e adquira os cinturões de melhor do mundo.

Jogabilidade

Reprodução/ Internet

São os melhores jogos do gênero em ambos os consoles. Só há uma ressalva na versão Mega Drive quanto ao mapeamento de botões, que a princípio (mais pelo meu controle que é estilo ps1) é confuso. Mas nada que algumas jogatinas não resolvam.

Em geral, temos dois botões para soco e dois para chute (tendo a versão SNES como padrão) e um botão para defesa. Combinando alguns botões determinados você pode dar a corrida para usar a lona como estilingue e acertar golpes encaixados para causar mais dano. Usando alguns comandos conhecidos de jogos de luta (como o meia lua + chute fraco com o Undertaker) é possível executar algumas técnicas especiais.

Se por um lado, o SNES tem uma funcionalidade maior, o Mega Drive tem mais personagens, o que dá um melhor replay value.

O jogo possui apenas dois modos de jogo, em ambos você confronta lutas com os outros, e chegando nas finais, são 2 contra um, ou três contra um, ou até um survival contra oito lutadores seguidos (sempre em 2 x 1).

Graficamente

O SNES dá um banho no Mega. Como visto nas fotos, a versão de SNES traz gráficos mais parecidos com os do Arcade. Os lutadores estão bem feitos, embora só haja um cenário e isto não seja lá muito animador. (Algumas alterações nas cores dos cenários viriam bem a calhar, como no ótimo Saturday Night Slam Masters (Arcade /SNES/ Mega).

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No mega, a limitada palheta de cores do console contou contra, embora ter Yokozuna e BigeLow possa ser um mérito do 16bit da SEGA.

O SOM

Sonoramente não tem tanto destaque, as músicas são poucas e as vozes dos lutadores são genéricas, mas os efeitos sonoros são bons, e fazem referências a outros jogos da Midway, como NBA JAM (é normal ouvir um BOOM SHAKALAKA durante as lutas) e Mortal Kombat (Toasty!). Pensando bem, a trilha é realmente esquecível.

Finalizando

Relacionando potência com conteúdo final, a versão de Mega perde ligeiramente, pois embora tenha mais personagens, é menos potente que a versão de SNES.

Ainda assim, são ambas boas conversões, mas pecam em número de personagens, pois as versões anteriores de WWF tinham as vezes 10, 12 ou mais lutadores. Embora poder usar o UnderTaker pra dar um chute no saco de Shawn Michaels e escutar Dan Forden gritando: TOASTY! simplesmente não tem preço, por isso, WWF Wrestlemania, leva 78/100 em sua versão Mega e 82/100 em sua versão SNES.

Análise publicada originalmente em 25/02/2011 no New Old Players.

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Action Arcade Wrestling | O potencial existe, só falta chegar lá https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/17/action-arcade-wrestling-o-potencial-existe-so-falta-chegar-la/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/09/17/action-arcade-wrestling-o-potencial-existe-so-falta-chegar-la/#respond Fri, 17 Sep 2021 08:00:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8159 Houve uma época que os jogos de Wrestling eram muitos e variados, como na época da Attitude Era da WWE, onde mesmo relacionados a uma empresa só (seja a WWE ou a WCW), você tinha jogos de mais de uma produtora/desenvolvedora, e mesmo quando a THQ assegurou a exclusividade dos jogos da WWE, e a […]

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Houve uma época que os jogos de Wrestling eram muitos e variados, como na época da Attitude Era da WWE, onde mesmo relacionados a uma empresa só (seja a WWE ou a WCW), você tinha jogos de mais de uma produtora/desenvolvedora, e mesmo quando a THQ assegurou a exclusividade dos jogos da WWE, e a WCW (e a ECW) faleceu, se você tinha uma plataforma, era garantido que seu wrestling seria diferente do de outra pessoa.

Isso continuou por alguns anos, e tinhamos diversos jogos, porém a coisa se afunilou a ponto de que o que nos restara eram apenas os jogos da Yuke’s.

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Jogos da New Japan Pro Wrestling não chegavam ao ocidente, a série Fire Pro Wrestling tinha lançamentos irregulares e a EA cagou no terceiro Def JAM. A Midway e a Konami até tentaram algo, mas a Midway estava mal das pernas quando lançou o TNA Impact, e o jogo da AAA não vingou como a Konami esperava.

Porém, recentemente tivemos uma ressurgência nos jogos de Pro Wrestling, a Spike Chunsoft renovou a franquia Fire Pro com o bem sucedido Fire Pro Wrestling World, a Yuke’s resolveu trabalhar em um projeto próprio por conta da insatisfação em fazer só o jogo annual da WWE (O que levou a 2K a encerrar o contrato com eles causando aquela batida de trem chamada WWE 2K20), a Retrosoft Studios lançou o bacana Retromania Wrestling, contando com o licenciamento da Arc System Works para a questão de ser a continuação oficial do WWF Wrestlefest (inspiração do Retromania), um dos jogos mais aguardados pelos fãs é o Wrestling Code, feito pelo pessoal da Virtual Basement.

A All Elite Wrestling se juntou oficialmente a Yuke’s para criar o jogo da AEW (que deve sair em algum ponto de 2022, talvez) e MDickie continua fazendo seus jogos, com o mais recente, Wrestling Empire saindo para Nintendo Switch, PC e Mobile.

E se você quiser brincar de booker, ainda tem alternativas, como a série Total Extreme Wrestling (e seu clone gratuito Extreme Warfare Revenge, que inclusive tenho jogado de tempos em tempos) e o próprio Wrestling Empíre tem um modo de Booking.

Enfim, a finada empresa Chikara (quando estava no mercado) também quis uma fatia nessa ressurgência, e em 2019, nos PC’s, lançaram o Chikara: Action Arcade Wrestling. Porém, em 2020 com a pandemia e o movimento Speaking Out (onde diversas wrestlers denunciaram comportamento abusivo/conduta sexual inapropriada cometido por diversos wrestlers), a empresa acabou fechando as portas e nisso, o jogo acabou sofrendo uma mudança, removendo o nome da Chikara.

Agora, em 2021, o jogo finalmente chegou ao PlayStation 4 e ao Xbox One (com a versão de Nintendo Switch a ser lançada), será que ele vale a pena o seu dinheiro?

A falta de um modo principal prejudica com relação a concorrência

Action Arcade Wrestling

Action Arcade Wrestling não tem um modo história. Ou um modo carreira. Isso é um ponto realmente negativo, não pelo que o jogo em si oferece, mas por conta da concorrência em termos de Wrestling.

Wrestling Empire posso um modo carreira excelente (anos luz dos jogos da WWE), Retromania possui um modo história (estrelando John Morrison) e um modo dedicado ao NWA Championship, o Fire Pro Wrestling World possui três modos história.

Um modo carreira, ou ao menos um modo torneio seria algo bem vindo, mas só o que temos de cara são lutas de exibição.

Como Wrestling deveria ser: Divertido (ainda que bugado)

Action Arcade Wrestling

Como o jogo não tem mais a marca da Chikara, ele possui um roster composto de lutadores genéricos (como o Fire Pro Wrestling World antes da atualização com os lutadores da New Japan), mas esse problema é facilmente resolvido com as criações da comunidade.

Ao contrário de jogos como os da WWE onde cada plataforma possui suas criações separadas, em Action Arcade Wrestling, as criações são cross-platforming, graças a ferramenta de criação de personagens, o Wrestle Lab.

O Wrestle Lab é um programa próprio do PC, que possui muita flexibilidade e permite uma customização imensa, com a imaginação do jogador sendo o seu limite. Infelizmente o programa não rodou no meu PC, mas as criações ficam disponíveis para todas as plataformas.

Logo, você pode ter lutas, desde Adam Cole vs CM Punk, até mesmo uma revanche entre Shawn Michaels e DEUS contra Vince e Shane McMahon… Ou você pode dar uma de louco e colocar Optimus Prime contra uma máquina de Pepsi. O céu (ou a criatividade da comunidade) é o limite.

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O jogo possui 16 tipos de luta diferentes, mas eles podem ser dividos em 4 tipos, lutas de singles (com as variantes de 3-way, 4-way e handicap), lutas de duplas/times (com a variação de tornado tag e eliminação como a Survival Series) e as lutas de Rumble, que podem ser ou o Battle Royal (com todos no ringue ao mesmo tempo) ou Battle Rumble (adicionada recentemente, funciona como o Royal Rumble, dois no ringue e os outros participantes vão entrando em intervalos fixos).

Infelizmente não há nenhum tipo de luta especial, como ladder matches ou table matches, apesar das mesas poderem ser usadas como armas nas lutas.

Você pode criar internamente no jogo, sua própria federação e customizar seu elenco e títulos, com os itens desbloqueados conforme se sobe de nível (quanto mais combates, mais seu nível vai crescendo).

Porém, os títulos do jogo são algo menos que cosmético, já que eles sequer aparecem em lutas e mesmo você colocando lutas pelo título, nada muda. Não sei se pretendem implementar no futuro, mas é uma pena que não funcione agora.

Sancini, fale da jogabilidade

Action Arcade Wrestling

É pra já! Anyway, a jogabilidade funciona como uma versão ainda mais arcade do que o que é visto nos jogos da WWE, um botão de ataque, um de agarrão, usar os dois botões em conjunto para um golpe forte (ou utilizar um terceiro botão).

Os golpes podem ser feitos em conjunto com o direcional e combos simples podem ser feitos. Você pode bloquear os golpes indo para trás, como em um jogo de luta e correr pra bater nas cordas utilizando ataque+agarrão em conjunto com o direcional.

Os movimentos especiais (também conhecidos como finishers) são executados somente quando o oponente está com a barra de vida quase vazia e depende das condições para a aplicação, se você está perto do oponente caído (para um movimento de submissão tipo o Walls of Jericho), se você está agarrando o oponente para algo tipo o Tombstone Piledriver, e assim sucessivamente.

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O gameplay incentiva a variedade, já que as reversões de movimento acontecem de forma automática, caso você repita muitas vezes um movimento, agarrão ou mesmo finisher. E as lutas são ferozes, quando o jogo não decide bugar.

Porque sim, bugs e glitches são uma constante no jogo (mais de uma vez num Battle Royal, um glitch me fez jogar o oponente PRA DENTRO do ringue) e em mais de uma vez, o jogo decidiu simplesmente dar softlock com o meu oponente se recusando a lutar comigo numa 5-on-5 elimination.

A questão de bugs no jogo me parece sempre “um passo adiante, dois passos atrás”, porque no mais recente patch de atualização, enquanto consertaram alguns bugs, outros surgiram e os tempos de loading no jogo aumentaram exponencialmente no PS4.

Esteticamente bonito, esquecível no departamento sonoro

Graficamente, é um jogo simples, mas bonito. Ele não tem arenas ultra detalhadas ou coisas do tipo, mas a estética da base é boa.

Os personagens em cellshading ajudam a mascarar possíveis falhas, e muitas das criações da comunidade que usam os gráficos base, se fundem bem com o roster do jogo.

O mesmo não pode ser dito da trilha sonora do jogo, composta de uma única música no menu principal. Os lutadores não possuem temas, ou mesmo entradas, o que novamente, conta negativamente.

A narração, bem over the top, feita por Zach Johnson, é limitada, mas ao menos não cansa como nos jogos da WWE.

Difícil decisão

O potencial do Action Arcade Wrestling é grande, mas existem falhas e falta de conteúdo base o suficiente, que evitam que esse jogo seja considerado uma compra obrigatória. Ele é melhor que o WWE 2k20?

Certamente, mas até aí receber prazer oral da Mileena do Mortal Kombat é melhor que WWE 2k20, mesmo que isso signifique ser um eunuco pro resto da vida. (Nota do Editor: BA DUM TSSS)

Ele é mais barato que os outros jogos de Wrestling no mercado, e possui um bom conteúdo da comunidade, e existe um modo Arcade Gauntlet vindo pro jogo em breve (ao menos essa é a intenção dos produtores), mas ainda assim. Se quiser esse jogo, talvez numa promoção em consoles.

Action Arcade Wrestling está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One, com uma versão de Switch a caminho.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Reverb Triple XP.

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