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Starfield, a grande promessa de uma nova IP da Bethesda finalmente aterrissou, e isso causou um estardalhaço na internet. E aqui deixo claro que minha expectativa inicial para Starfield não era lá muito grande, afinal, eu queria continuações de Fallout e The Elder Scrolls.

Só que a medida que o lançamento se aproximava e mais sabíamos sobre Starfield, maior era a curiosidade para com esse novo universo. O que me levou a pensar, quando próximo do seu lançamento, se essa promessa de novo universo seria um sucesso capaz de garantir continuações, assim como outras franquias da empresa.

Bem, graças a Bethesda que nos forneceu uma chave do jogo em antecipado, e eu pudesse investir horas e mais horas em Starfield. Depois de finalizar o jogo, agora me sinto preparado para compartilhar com todos vocês a minha experiência.

Vista seu traje espacial e vamos desvendar os segredos do universo juntos!

Reprodução: Bethesda

O ENREDO DE STARFIELD

Com a atmosfera do planeta vazando para o espaço, a humanidade se viu forçada a criar um plano de fugir para outros planetas e os habitá-los.  Conseguindo fugir do desastre, somos levado a muitos anos no futuro desde esse fatídico evento onde o planeta Terra deixou de ser uma esfera azul e viva, para se tornar uma esfera cinza e sem qualquer sinal de vida.

Começamos nossa jornada como funcionário de uma empresa de mineração chamada ARGOS, e cabe a nós cumprir a jornada de trabalho duro se não quisermos morrer de fome em alguma sarjeta. Logo em seu primeiro dia de trabalho, acabamos encontrando um artefato que reage ao nosso toque e nos dá um vislumbre de um grande segredo que o universo guarda.

É a partir daqui que nossa aventura em Starfield terá início e passaremos a desbravar planetas e outros sistemas planetários em busca de desvendar um segredo além da compreensão humana.

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Não posso reclamar, apesar de uma premissa simples, a história se desenvolve muito bem a longo de todo o jogo, e a forma como algumas escolhas serão impiedosas com o protagonista mudo. Isso – Ele não tem uma voz, além daquela dos diálogos que você lê – nos permite maior imersão.

Isso talvez possa causar estranhamento em qualquer outro que não esteja familiarizado com os jogos da empresa, mas calma, as legendas estão localizadas em português e os demais personagens estão com dublagem em inglês. Muito boa a dublagem por sinal.

Reprodução: Bethesda

FALA DOS PROBLEMAS, SEU FANBOY, FALA DOS PROBLEMAS

Calma, calma, eu ia chegar lá, mas como eu acho que todo mundo parece tão mais inclinado a enaltecer os problemas, vou dedicar um parágrafo só para isso.

Primeiro de tudo, FLOP é meu ovo. Comecem a falar feito gente normal, por favor. Segundo lugar, Starfield tem alguns problemas que eu considero interessante frisar. Isso porque a Bethesda sempre foi conhecida por seus jogos contarem com bugs no mínimo inusitados, então pra mim foi um tanto surpreendente que não tenhamos tantos bugs no jogo logo durante o seu lançamento. Não que eles não existam aqui, mas o jogo chegou com poucos se comparado a outras obras.

Se uma missão consiste em ir até planeta X e entregar pão para um marciano, porque diabos eu iria o caminho todo conferindo textura do chão? Quem anda olhando somente para o chão enquanto vai realizar uma ação? Bem, dito isso, vamos lá.

Loadings, temos uma quantidade absurda de loadings em alguns momentos que você simplesmente não entende, até porque aparentemente o cenário parece todo carregado. O que acaba ficando um pouco cansativo, mas os loadings não são demorados. Olha, eu não sou desenvolvedor, logo não conseguiria opinar de forma adequada a escolha de introduzir tantos loadings, mas tem vários loadings, muitos. rápidos, mas tem.

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Em alguns momentos os companions ou inimigos pode enroscar em determinado local, mas isso é algo que notei acontecer pouco. O que me incomodou um pouco mais foi  que, as vezes, durante uma viagem rápida eu não conseguia ter acesso ao objetivo. Por 3 vezes eu tive que fechar o jogo e abrir novamente durante as minhas 30 e poucas horas de jogatina. Espero que seja algo resolvido após uma atualização.

O Mini Mapa do jogo é algo que definitivamente deveria ter, pois ficamos perdidos muito fácil e sem saber onde encontrar lojas para se comprar armas e kits médicos. Talvez esse tenha sido uma das maiores dificuldades que eu tive  com o jogo, afinal, saber onde adquirir energia e munição deveria ser mais simples. Você encontrará itens de cura sendo vendida em clinicas e munição e armas em um centro de distribuição, pelo menos foi o que eu encontrei em Guarida, uma das cidades principais.

Starfield
Reprodução: Bethesda

Agora vamos ao ponto que muita gente deve tá salivando: Viagens rápidas.

Se sua nave está pousada em um determinado planeta e você quer sair dele, então será preciso entrar na nave e partir, o que nos leva a uma cena da ação e em seguida estamos no espaço. A partir daqui eu posso ir até o outro planeta se eu desejar, a questão é que você pode levar até 6 horas para o fazer dependendo da distancia.

Eu fiz esse teste e gastei quase 7 horas do ponto onde fiz a viagem rápida até chegar a 10km de distancia do ponto no planeta onde queria pousar. Claro, eu ficaria muito contente se houvesse uma animação de reentrada na atmosfera e tudo mais, só que visto o tamanho do universo criado é um pouco exagerado.

O que noto é, por algum motivo, eu não sei qual, as pessoas estão se apegando a esses por menores só para criticar.  Inclusive usando opinião de gente que faz sucesso gritando e fingindo susto em lives.

O GAMEPLAY

Se existe um ponto que merece louros em Starfield é o seu sistema de combate armado, onde você conta com uma quantidade alta de armas a disposição e modificações. Se em Fallout 4 a Bethesda havia melhorado essa mecânica, aqui eles refinaram ainda mais.

Os tiroteios são frenéticos e as variações de equipamento tornam isso ainda melhor, e não estou levando nem em consideração alguns poderes que podem ser desbloqueados. Você até pode ter a sensação de que se tornou um anjo da morte espacial, mas só isso dura até você enfrentar robôs. É, te falar que com nível baixo eu passei uma missão paralela fugindo feito cachorro de rua quando motoqueiro corta o giro da moto.

Deixando de lado a questão do combate, temos algumas arvores de habilidades a disposição que nos garantirá melhorias seja no hackeamento, uso de pistolas, fuzis e até do jetpack. Não dá pra sair voando se tu não desbloquear essa perk primeiro. Esse sistema de perks não é novo, mas percebi que comparado aos outros jogos da Bethesda, em Starfield é um pouco mais demorado para ganhar nível o suficiente para investir nessas habilidades.

Também não poderia deixar de apontar uma das características únicas do jogo que é o seu sistema de naves, onde você pode montar e desmontar como bem quiser, ou comprar naves prontas, ou roubá-las. Se for de pirata espacial, bem, ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, não é mesmo?

Starfield também conta com o famoso sistema de escolhas morais, sendo possível resolver na lábia ou na força bruta, ou ser caçado como o bandido que tu é por ficar roubando os transeuntes pelo espaço. Como sempre isso tem um impacto no companheiro que está contigo, pode ele gostar ou não. Isso nos leva a opção de que podemos começar relacionamentos românticos com quatro companheiros independente do gênero. Não importa, o que vale é o amor. Inclusive leva ao casamento, então pensa bem.

Nesse campo eu achei que temos poucas opções de diálogos e acredito que poderia ter sido mais encorpado, mas eles inseriram uma mecânica de pontos que quando atingida, você é bem sucedido ou também pode persuadir de forma automática. Há alguns momentos em que isso é bem útil, principalmente se você estiver tentando roubar um artefato espacial dentro de uma nave repleta de soldados e quer convencer a pessoa abrir o cofre na amizade.

Reprodução: Bethesda

MONTANDO SUA NAVE

Caso você opte por montar a sua nave, ai entra um elemento um pouco mais complexo e que vai demandar algum tempo para você entender como cada parte funciona, mas o primordial é o reator da sua nave, afinal ele é como a fonte do seu PC. Se tu colocar algo que demanda mais energia do outras partes, vai ficar desequilibrado e a sua nave não vai funcionar.

O que vai mandar é quantidade de créditos/dinheiro que você tem, afinal é um tanto caro. Eu não me arrisquei muito no sistema de criação, pois acidentalmente encontrei uma nave em uma missão paralela que é muito boa mesmo, mas vale a pena checar para ter uma noção do funcionamento.

Sua nave conta com barras na tela onde você divide onde vai direcionar a energia do reator, sendo para o sistema de armas, o que pode obrigar a você reduzir a energia no motor e consequentemente ficar mais lento, mas ter um grande poder de fogo durante o combate,  mas tem o escudo da nave que também demanda energia do reator e você precisa direcionar caso queira aguentar os tiros que vai lá.

No primeiro combate talvez você fique confuso, eu mesmo morri logo de cara até entender, mas depois fica mais fácil e cabe só a você escolher se vai enfrenar inimigos no modo primeira ou terceira pessoa enquanto navega pelo espaço.

Sendo franco com vocês, acho controlar a nave não é lá a coisa mais legal de se fazer. Pelo menos pra mim, se não estivesse presente no jogo, não me faria falta.

Starfield
Reprodução: Bethesda

TRILHA SONORA

Gosto muito de trilha sonora dos jogos, e a Bethesda sempre foi muito bem sucedida nesse campo em seus jogos, até mesmo naqueles que ela publica. DOOM ETERNAL tem uma das trilha sonoras mais incríveis dos últimos tempos, mas Starfield agora entra nessa minha competição pessoal.

Toda a trilha sonora passa uma sensação de aventura grandiosa, e nos momentos de maior emoção ela realmente consegue embalar toda a situação que se desdobra a sua frente. Eu recomendo muito jogarem com fones de ouvido, vai ser uma das melhores experiência sonora possível.

Vou deixar esse vídeo abaixo para vocês terem uma noção da qualidade absurda da trilha sonora:

https://www.youtube.com/watch?v=IO_xtpxlbVY

NAVEGANDO ENTRE PLANETAS

Starfield é grande e com muita coisa para se fazer, mas se 8 bilhões de pessoas se espalharem pelo espaço, não espere que grandes colônias serão formadas em único lugar.

Apesar da humanidade ter deixado o planeta terra, isso não os impediu de guerrear entre si e se espalharem em grupos, facções e até seitas. Uns passam suas vidas no espaço atacando inocentes, outros estão vivendo no submundo e sendo considerados inferiores.

Com isso em mente, quando falamos de exploração, não espere grandes variações entre planetas, afinal, muitos estão desabitados e contam com climas hostis para se viver. Ou são colônias que se espalharam no subterrâneo daqueles planetas.

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Há também as criaturas, algumas são nativas do planeta e outras são um reflexo do ser humano povoando determinados planetas. O que é um dos mistérios do jogo, afinal, porque um Terrormorfo surge a cada 100 anos somente em áreas habitadas por humanos?

Para chegar a esses planetas é preciso se guiar por um mapa onde é possível conferir cada um dos sistemas planetários e o quanto de combustível precisará para realizar as dobras espaciais para chegar até lá. Não dá só pra pular, você terá que se aproximar de uma e saltar para a outra, e ai voltamos a questão da nave, reator e etc…

E isso me leva a crer que qualquer um que use No Man Sky como parâmetro de comparação não conhece bem os jogos da Bethesda. Muito do que envolve exploração tá atrelada as histórias e mistérios do universo que criam, então comparar com um jogo lançado há quase 8 anos atrás e que recebeu milhares de atualizações ao longo desse tempo e não compartilha da mesma proposta ou mesmo escopo, acaba sendo no mínimo bobo.

Starfield
Reprodução: Bethesda

CONCLUSÃO

Criar um novo universo não é uma tarefa fácil e todos nós sabemos muito bem. Grandes franquias tiveram os seus altos e baixos, após sequencia que não caíram no gosto do publico cativo, então ver a Bethesda se arriscar a criar um novo é algo louvável. É impossível prever a recepção em razão de toda a expectativa que isso gera.

Todos nós, amantes de algumas da franquias sempre esperamos por sequencias, então quando uma empresa decide deixar uma sequencia (aguardada) de lado para se dedicar totalmente a criação de uma nova propriedade intelectual, o público vai ficar apreensivo. E mesmo que a reação da internet tenha sido um tanto histérica…

Starfield no fim das contas traz elementos novos envolto de mecânicas que todos nós estamos familiarizados. Isso é ruim? Não, nem um pouco. Significa que tenha muitos problemas? Talvez.

O que se percebe é que existe muito cuidado no desenvolvimento da história e personagens, além de um melhoria significativa na engine que a Bethesda usa há um bom tempo. Quem joga os títulos conhecem bem algumas das expressões assustadoras que os personagens costumavam apresentar, e ainda acho que deveriam trocá-la. Nesse aqui temos alguns momentos assustadores também.

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Bem, chegamos ao ponto que irei bancar o advogado do Diabo: Jogos da empresa como Elders Scrolls e Fallout sempre foram focado em sua história principal, suas missões paralelas externamente divertidas e os personagens que dão vida a esse cenário.

Em Starfield não é muito diferente nesse quesito, e manter essa tradição foi o que acabou me fisgando logo de cara. Não me entendam mal, afinal, não estou dizendo que uma empresa não possa ter como prioridade produzir títulos curtos linear hyper realistas com roteiros que só a geração TikTok se emociona. Pode, tanto que até tem uns ai cujo nome não vou citar, porque se não vão choramingar.

Starfield não está isento de problemas, obviamente, mas nenhum deles são realmente capazes de estragar a experiência que você terá com o titulo que conta com um universo rico e com grandes histórias a serem vivenciadas, mas cabe a você se arriscar ou não.

Altamente recomendado para os fãs de Fallout e Elder Scrolls!

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Starfield está disponível para PC, Xbox Series S|X e XCloud, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Bethesda.

 

 

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Street Fighter 6, o novo capitulo de uma franquia que completará 36 anos em agosto, enfim está entre nós. O mais surpreendente aqui nem é a idade da franquia, mas sim como ela se manteve relevante ao longo de todos esses anos, nos provando ser um sucesso até mesmo nos títulos em que muitos apontam como uma mancha em seu legado, como em Street Fighter V, que apesar da chuva de criticas, ainda se manteve firme – Pelo menos no competitivo.

Falando por mim, a minha história com a franquia começou bem cedo enquanto eu ainda era moleque, desde então  busquei consumir quase tudo o que foi lançado sobre Street Fighter. Digo isso como alguém que amava passear em frente aos arcades, mas só fui ter contato em casa jogando direto de um Super Nintendo.

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Infelizmente eu não tive a oportunidade de jogar tanto SF4  no Xbox 360 como queria ou tampouco SF5 devido sua limitação ao PS4 e PC, mas esse ano a coisa mudou, estou tendo a oportunidade de analisar o titulo ainda em seu lançamento e isso é incrível pra mim. Obrigado Capcom Brasil por ter nos fornecido uma chave do jogo para analisar.

Faz alguns dias que estou jogando e nesse momento eu me sinto seguro para compartilhar com todos vocês minha experiência com Street Fighter 6.

Street Fighter 6
Minha avatar – Créditos: CAPCOM

VAMOS COMEÇAR PELO MODO WORLD TOUR

Entre as adições, o modo World Tour de Street Fighter 6 deu um pouco o que falar, isso por conta dele parecer mal otimizado, com quedas de frame constante em determinados momentos e isso chega a incomodar, afinal é um jogo da nova geração.

Por outro lado mesmo diante dessa dificuldade é um modo interessante por possibilitar que você conheça mais da história de Street Fighter, caso você seja alguém novo no universo ou mesmo não tenha qualquer afinidade com os personagens clássicos da franquia. Não que entendê-los um pouco melhor mude alguma coisa, mas é um fanservice bacana.

Logo no início desse modo você precisará usar das ferramentas de criação para criar o seu avatar no jogo. Não sei criar gente bonita nesse jogo. Obviamente isso não tira o mérito do titulo, mas você não conseguira criar uma garota que tenha um modelo de corpo igual ao da Cammy por exemplo se tiver as mesmas habilidades que eu na ferramenta de criação.

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Eu não costumo reclamar, mas pelo tamanho do jogo eu esperava ao menos que tivéssemos uma dublagem recorrente ao invés de textos e suspiros. Tá, eu entendi que a Capcom fez um RPG de luta nesse modo, mas a gente não esperava. Talvez o ponto mais negativo é que ele não seja realmente interessante pra você se esforçar até o seu final e o motivo é exatamente as constantes batalhas que você pode se deparar enquanto caminha por Metro City, além dos cansativos diálogos e as idas e vindas.

Outro fator interessante é que será nesse modo que você aprenderá o passo-a-passo de como se jogar no controle moderno, então dá pra encará-lo como um grande e longo tutorial que vai exigir a sua paciência. Ou não, afinal, pode agradar você esse modo.

Street Fighter 6
ISSO, METRO CITY! CIDADE DO EX-PREFEITO HAGGAR!!   – Créditos: CAPCOM

Uma das vantagens, e essa eu digo que é um teste de paciência é que se você quer desbloquear roupas dos seus personagens sem ter que desembolsar uma grana comprando moeda do jogo com dinheiro real, você terá que elevar o nível de afinidade com os personagens do jogo que estão disponíveis como mestre no modo World Tour.

Basta você ir lutando e ganhando moeda, para depois comprar esses presentes e entregar ao Ryu, Ken, Chun-li ou Luke, escolhe um e vai fundo agradando eles pra conseguir roupa clássica ou alternativa – Eu acho que até entendo porque uma galera prefere comprar com dinheiro real.

Onde eu estava mesmo, ah, sim, METRO CITY.  A cidade está tomada de gangues e cabe a você resolver todos os problemas em sua jornada de se tornar o mais forte e encontrar a razão do porque quer ser um lutador. Essas coisas. O jogo tem um fiapo de historia que o leva a encontrar com todos os personagens disponíveis no jogo atual e até pedir que eles ensinem seus golpes especiais. É isso.

Talvez isso seja utilizado de outra forma também, como adicionar novos personagens que venham a entrar no passe de batalha, quem sabe.

Créditos: CAPCOM

Battle Hub

Fliperamas com jogos clássicos e desafios, além da possibilidade de enfrentar outros avatares em um combate no mínimo curioso onde você será macetado. Isso porque se estiver em level baixo, encarar pessoas com level acima é garantia de ser destruído, seja por conta das diversas barras de energia ou pelos comandos desbloqueados que você não tem até aquele momento.

Por outro lado é interessante porque você pode treinar jogando contra outros jogadores e ainda realizar desafios diários que lhe fornecem bonificações com um determinado personagem. A parte boa é que se você se preocupa com ranking, aqui tu vai enfrentar todo o tipo e aprender muito jogando sem perder pontuação.

Créditos: CAPCOM

Quer enfrentar alguém? Então se sente em uma das maquinas e espere outro jogador o desafiá-lo. Quer desafiar algum oponente valioso mas ele está no meio de uma partida? Entre na fila e assista a  luta dele contra o oponente atual e vá conhecendo sua forma de jogar.

Eu que particularmente não gosto desses lobbys de jogos, reforço que o de Street Fighter 6 me cativou mais pela forma como ele se apresenta, tenho de reconhecer isso. Há centenas de avatares deformados que o povo cria pela zueira, mas no sentido de combate é ótimo enfrentar gente habilidosa e se desafiar pelo hub.

Uma sacada genial da Capcom aqui é terem colocado fliperamas com seus jogos clássicos, como Final Fight, Street Fighter 2 e até mesmo o primeiríssimo Street Fighter. Sendo possível jogar com fichas infinitas ou tentar registrar o maior nível de ranking possível no desafio da maquina.

Vai lá, desafie-se.

Fighting Ground

É aqui onde realmente a diversão começa, pelo menos foi para mim, pois conta com o modo arcade onde você escolhe os personagens e aproveita o modo história, batalhas extremas, treinamento e lutas ranqueadas e salas personalizadas, onde você se reúne só pra trocar sopapos e prosear com os amigos.

Nesse ponto vou dar um ênfase ao cuidado que a Capcom teve por encher de informações em como se jogar com os personagens, treinar seus combos e se arriscar nas batalhas ranqueadas. Claro, tem o modo história que você vai curtir, mas o jogo entrega uma jogabilidade tão boa e refinada que você sentira confiança em se arriscar em partidas online.

Eu digo isso como alguém que sempre fugiu do online pelo fato de ser um ambiente estressante, porém, aqui, a coisa muda um pouco de figura. Começando pela possibilidade de você  ter a sua disposição 3 tipos de controle, o moderno, dinâmico e o clássico.

Street Fighter 6
Créditos: CAPCOM

No comando moderno você terá os principais golpes do personagem a sua disposição de maneira mais fácil, mas não o suficiente para você não ter que aprender fazer um melhor uso, afinal, ele é apenas um atalho para golpes que você teria de realizar um comando especifico.

No Comando clássico, este consiste como o próprio nome sugere é modo o qual todos nós sempre jogamos Street Fighter.

No comando dinâmico, este você não conseguirá jogar online, muito porque ele facilita em muito no desenvolvimento de combos fazendo pouco ou quase nenhum esforço. É interessante caso queira jogar com alguém no versus, mas a nível pratico causaria um estrago tremendo no online.

Créditos: CAPCOM

Sendo bem direto, não gostei muito dos controles novos, assim tenho mantido jogando no clássico apenas por referencia mesmo. Já estou acostumado com a execução de comandos e até vejo como um desafio positivo quando me deparo com jogadores usando controle moderno. Outro fator que me faz apreciar o controle moderno é a inclusão que ele oferece.

Isso é algo muito incrível, porque ninguém deveria ficar de fora dos jogos de luta, e os controles modernos contribuem em muito para isso.

No Batalhas Extremas você vai realizar desafios no mínimo curiosos, como lutar com um personagem enquanto touros atravessam a tela – Loucura total isso aqui, mas eu ainda prefiro acessar o Fight Ground pelos modo arcade, treinamento e ranqueadas.

Créditos: Digital Foundry

E AI VOCÊS ME PERGUNTAM, EXISTE ALGUM PROBLEMA?

Único ponto que realmente me decepcionou e friso aqui que não sou lá uma pessoa de reclamar, é a questão gráfica no Series S se comparado ao seu irmão mais caro e com entrada de disco. Isso vale até para o PlayStation 5 que também conta uma qualidade gráfica melhor.

Entendo que o Series S é um console da nova geração, mesmo que isso cause controvérsias nas rede sociais, o que não me importo muito, mas jogos como Resident Evil Village que também usa da  entregou gráficos espetaculares em consoles como Xbox One e PlayStation 4 e absurdos em um PlayStation 5 e Series S | X, é quase impossível não se questionar quanto a questão gráfica do jogo no Series S.

Não que isso vá interferir na experiência geral, MAS, o Series S ainda é um console relativamente caro, mais barato se comparado aos PlayStation 5 e Series X, mas ainda caro, então reclamar disso é sim plausível.

CONCLUSÃO

Street Fighter 6 é um grande salto no futuro da franquia, onde todo mundo agora poderá jogar contra seus amigos, exceto no Nintendo Switch e o Xbox One. O que é uma pena, mas é melhor do que manter o titulo restrito a uma única plataforma e PC, né Capcom.

Os personagens novos são muito interessantes, e o protagonismo de Luke tampouco incomoda, na verdade eu gostei muito do personagem e sua rivalidade com Jamie. Os personagens clássicos Ken, Ryu  e Chun – Li estão lá, mais velhos e mais poderosos, então ver que novos personagens estão ganhando um maior protagonismo, não torna esses personagens inferiores. Eu diria que são até mais poderosos, apesar de que alguns personagens são uma verdadeira maquina de bater no online e que vão te deixar puto.

Só que tudo funciona muito bem e o sistema de Drive Impact é algo delicioso, talvez uma das coisas que mais gostei, porque trata-se de uma barra que pode ser usada tanto para você atacar de forma pesada e paralisar o oponente por alguns segundos, também pode ser usado para que você corra e encaixe combos mais rapidamente, tornando o combate frenético.

E jogar online é uma das melhores experiências, eu não tive nenhum problema em encontrar partidas online e pelo fato de que o jogo permite que cada um jogue com o seu cenário predileto, você não carrega a conexão, por os cenários são instalado em seu console, então cada estará no cenário que quiser enquanto batalha.

No fim das contas, eu não poderia ter ficado mais feliz com tudo o que eu vi em Street Fighter 6, não a toa que no momento conto com pouco mais de 30 horas de jogatina. Se você acha que os elogios foram exagerados, bem, alguns deles sim, mas todos devidos, vide a qualidade empregada no desenvolvimento do jogo.

Quem gosta de jogos de luta não vai se arrepender de adquirir Street Fighter 6

Nota Final: 9,5

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Street Fighter 6 está disponível para PC, Xbox Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5 e esta análise foi feita com uma chave de Chave enviada pela Capcom.

 

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