Arquivos Ryu ga Gotoku Studio - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ryu-ga-gotoku-studio/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Ryu ga Gotoku Studio - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ryu-ga-gotoku-studio/ 32 32 Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii | As Primeiras 20 Horas de Jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/#respond Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19705 Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos […]

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Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos novamente, e desde então tem obtido muito sucesso, sendo talvez o carro chefe da Sega, passando Sonic depois de muitos anos.

LEIAM – Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise

O mais novo jogo da série é mais um spin-off, ou “Gaiden”, como é chamado no Japão. Depois do game solo de Kiryu chamado Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, que se passava entre os eventos de Yakuza: Like a Dragon e Like a Dragon: Infinite Wealth (6º e 7º jogos da série principal, respectivamente), agora temos Pirate Yakuza In Hawaii, sendo o jogo mais recente na timeline da saga, se passando após os eventos do oitavo jogo.

Nesse texto, vamos abordar, de forma mais sucinta, as primeiras 20 horas de jogo. Posteriormente, teremos um segundo texto mais completo, abordando todo o jogo após finalizarmos ele.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Mais uma aventura fora do Japão

Acho que a maior loucura do RGG Studio foi tirar a série da sua zona de conforto. Com tantos jogos e spin-offs se passando no bairro de Kamuro-cho e outras cidades japonesas, parecia impensável levar os personagens para um ambiente totalmente diferente do que os jogos costumam abranger.

E não é pra menos, dada a natureza da história, que desde o início é basicamente um grande novelão sobre a máfia japonesa, não haveria como fazer esses caras durões, que provavelmente nem inglês sabem, saírem do Japão pra fazer nada.

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Kiryu, o protagonista anterior da série, já falou em várias ocasiões em outros jogos que ele não era o tipo de cara que gostaria de viajar pra fora, e mesmo assim ele dá as caras no oitavo jogo, que se passa em Honolulu, no Havaí. Mas como todo mundo muda, aqui estamos, no segundo jogo que se passa na região sul do território americano.

A escolha de Honolulu como sendo novamente a cidade base de um jogo da série é perfeitamente compreensível para quem já conhece o modus operandi do Ryu ga Gotoku Studio. Eles simplesmente não queriam desperdiçar todo o cenário e ambientes criados para o jogo anterior — que sim, é ENORME — e como aquele game era um JRPG de turnos, seria perfeitamente plausível trazer de volta a cidade inteira para um jogo de briga de rua.

Mas não só de reciclagem vive o game, e tem um lado da ambientação totalmente novo, que tem a ver com…

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Piratas?

Realmente não faz nenhum sentido lógico termos piratas, com navios antigos e vestimentas dignas de um filme do Jack Sparrow numa ambientação moderna, mas os caras só pensaram: “ah, quem liga?”.

E assim, o único jeito de tornar uma aventura pirata minimamente plausível na série Yakuza seria colocando o Majima como protagonista, e assim eles fizeram.

As minúcias dessa situação toda serão abordadas no texto final da análise, mas entenda que você, como Goro Majima — desmemoriado, por causa do naufrágio, por alguma razão — vai parar numa pequena ilha próxima ao Havaí, e ele faz amizade com um ex-pirata chamado Jason e seu filho, Noah. Após algumas idas e vindas, nosso protagonista se encontra como capitão de um navio pirata clássico, e deve enfrentar outros piratas da região — que nesse universo é habitada por um monte de caras como você — e isso gera bastante conflito, afinal todos estão aparentemente atrás de um grande tesouro pirata antigo, e cabe a você, o Capitão Majima, encontrá-lo.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

Assim, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii gira em torno de navegações com sua tripulação, que é o grande mini-game principal desse jogo, onde você monta um time de piratas, cada um com habilidades especiais que te ajudam em partes do navio. Pense neles como cartas de um card game: cada um tem características como ser bom com canhões, ou de aumentar o ataque durante invasões em ilhas ou a outros navios.

Você conhece esses tripulantes de N maneiras, como em Honolulu fazendo missões ou parados no mapa, esperando que você atenda certas condições, como ter ranque pirata necessário para ele te respeitar, ou através de brigas mesmo.

Divulgação: SEGA / RGG Studio

Que mais tem no jogo?

Além da vida pirata, temos as já características hordas de missões paralelas. Muitas delas são com personagens que já apareceram em Yakuza 7 e 8, e isso pode ser um ponto de crítica, pois muitas dessas missões são parecidas com outras que apareceram anteriormente.

Temos também o já popular Dragon Kart, o nosso Mario Kart da Yakuza, que continua sendo meio medíocre porém divertido o suficiente para você querer terminar pelo menos a história principal dele;

Outras atividades como jogos de dardos, sinuca, baseball, golfe também dão as caras novamente e continuam bastante divertidas.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 2 | Os exclusivos do Japão

Uma novidade é a caça aos bandidos, onde você deve ajudar a polícia de Honolulu a caçar bandidos e pegar recompensas com isso. É uma das formas eficazes de ganhar dinheiro rápido no início do jogo e vale a pena investir nisso sempre que puder.

O melhor pra mim, eu deixei pro final: os jogos de arcade e o Master System que você tem acesso a todo momento. Clássicos como Virtual Fighter 3 e Daytona USA 2 estão presentes, com uma emulação ótima.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Combate

O combate está bastante interessante nesse jogo do Majima pirata. Ele agora possui dois estilos de combate, o já consagrado “Cachorro Louco”, que trás diversos golpes vindos principalmente de Yakuza 0, e o novo “Lobo do Mar”, onde Majima usa duas espadas longas, um gancho e uma garrucha, lutando basicamente como Jack Sparrow mesmo.

Os estilos se completam e você deve trocar entre eles durante os combos apertando o direcional para baixo, criando combos maiores e aproveitando de suas características: o Cachorro Louco é mais indicado para combates um a um, pois ele é rápido mas a distância e a área de seus ataques são menores. Já o Lobo do Mar é indicado principalmente para batalhas contra vários inimigos (como nos navios), até porque ele permite que você defenda de todas as direções.

De forma geral, minha única crítica ao combate é que as Heat Actions, onde você aperta Triângulo para usar uma habilidade especial, estão mais restritas, e a janela para usá-las é muito curta, fazendo você perder a possibilidades de usá-las em diversas situações, mas nada disso é tão crítico a ponto de deixar o combate ruim.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

E as primeiras 20 horas?

A principal razão desse texto não ser a análise final está explícita nas linhas acima: Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é um spin-off gigantesco. Tem tantas atividades no jogo que fica impossível ficar se dedicando somente à história principal. Aliás, diria que é até um PECADO fazer isso.

Você deve aproveitar cada segundo do jogo sem pressa. Faça as atividades paralelas, jogue os minigames e só aproveite tudo que as lojas do jogo têm a oferecer.

Eu passei essas primeiras 20 horas em 3 capítulos do jogo, e parece que é pouco mas muito pelo contrário! Cacei piratas, joguei os jogos de arcade, comprei uma porção de roupas para o Majima — que aliás, você pode pela primeira vez na série vestir o personagem como quiser –, sem falar da customização e luta com navios.

A exploração do mar está bem divertida, dando com pau em jogos como Assassin’s Creed IV: Black Flag. E o mais incrível é que tudo isso é uma parte pequena do que o jogo tem a oferecer.

Assim sendo, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii veio assim como quem não quer nada e é um jogo divertidíssimo, que acredito que pode ser porta de entrada para a série, mesmo por aqueles que conhecem vagamente o ambiente da série.

Não, não acho que fazer isso é indicado — particularmente preferiria começar pelo 0, Kiwami 1 ou Yakuza: Like a Dragon — mas é uma opção até que viável.

Minhas impressões já demostraram que esse jogo vale muito a pena e é uma experiência diferente na série, mostrando que eles realmente conseguiram tirar a série da sua zona de conforto. Espero que o RGG Studio sempre consiga esse atingir esse nível de excelência.

E em breve teremos o review completo aqui no site! Até lá!

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

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Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/07/yakuza-like-a-dragon-yakuza-7-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/07/yakuza-like-a-dragon-yakuza-7-analise/#comments Mon, 07 Oct 2024 14:15:49 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17540 A série Yakuza possui trocentos jogos, mas a série principal mesmo, possui 9 jogos até agora. Do 0 ao 6, tu jogas com o protagonista que todos conhecem, o Senhor “Dame da ne”, Kazuma Kiryu. Já no sétimo jogo, tivemos um novo protagonista chamado Kasuga Ichiban, e é a sua história que conhecemos nesse jogo […]

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A série Yakuza possui trocentos jogos, mas a série principal mesmo, possui 9 jogos até agora.

Do 0 ao 6, tu jogas com o protagonista que todos conhecem, o Senhor “Dame da ne”, Kazuma Kiryu.
Já no sétimo jogo, tivemos um novo protagonista chamado Kasuga Ichiban, e é a sua história que conhecemos nesse jogo que não introduz somente o personagem, mas também a série a um novo público.

Mudança de nome da série

A decisão da Sega de alterar o nome ocidental da série para Like a Dragon é um tanto duvidosa, visto que até hoje eles usam o nome “Yakuza” toda hora.

O sétimo jogo, lançado no oriente como Ryu Ga Gotoku 7, saiu aqui como Yakuza: Like a Dragon, que seria um meio-termo para amaciar essa transição entre os nomes.

Isso vem junto com o novo protagonista da série, fazendo assim com que o jogo seja uma porta de entrada para novos jogadores, que talvez se afastassem ao ver o número SETE gigante no título.

Reprodução: SEGA

História

Isto posto, temos aqui a aventura de Kasuga Ichiban, um yakuza baixa-renda que fica preso por 18 anos para salvar a pele de um subordinado de seu chefe, mas ao ser libertado, ninguém vai buscá-lo.

Pra piorar, ele descobre que seu chefe agora está a mando da Aliança Omi, que era rival do Clã Tojo, seus antigos superiores.

Muito puto da vida, Ichiban invade uma reunião de seu chefe, e descobre que ele está jantando com todos os membros do clã Omi. Sem reação, Ichiban pergunta o que está acontecendo e tudo que recebe é um tirambaço no peito.

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Ele acorda num lixão em Yokohama, longe pra dedéu de Tóquio, e é ajudado com Nanba, um mendigo amigável que é ex-enfermeiro, e usou suas habilidades para curar sua ferida quase mortal.

Daí temos a base para o plot, onde devemos descobrir porque seu chefe tentou te matar, além de resolver os problemas das máfias que disputam o poder em Yokohama.

Reprodução: SEGA

Gameplay em RPG

Estranho eu não ter falado sobre isso até agora, mas é sempre bom lembrar que Yakuza 7 é o primeiro jogo que é um JRPG em sua total plenitude. Ele não tem “só elementos de RPG”; esse jogo é simplesmente um Dragon Quest 3 com pessoas de verdade.

Inclusive, até o próprio Yuji Horii (criador de DQ) participou do teste do jogo, além da Square-Enix ter liberado a Sega de usar o nome do jogo nos diálogos de Yakuza 7.

Sua party pode ter até quatro membros de uma vez, e todos os personagens têm “jobs” (“Ocupação“, na tradução oficial em português). Esses jobs estão associados a profissões do mundo real, como guarda, secretária, dançarino, bartender e por aí. Somente Ichiban possui habilidades de Freelancer e Herói, que estão associadas a JRPGs normais mesmo.

E se você não tem afinidade com a língua inglesa e tem medo de se perder no jogo, não se preocupe. Like a Dragon foi o primeiro jogo da série Yakuza onde a Sega traduziu tudo para o português brasileiro.

A tradução está feita em cima da tradução em inglês que foi mais fiel ao texto em japonês, portanto nunca foi tão fácil entrar no universo da série.

Reprodução: SEGA

Combate

A luta é por turnos, o que pode desagradar pessoas que estão acostumadas a jogar só o que tem nas prateleiras das Lojas Americanas, mas para quem aprecia realmente videogames, é uma mudança bem divertida no combate que até então era somente de briga de rua comum.

Os inimigos também têm aparência engraçada, fruto da imaginação de Ichiban. Eles “se transformam” no início das lutas, mudando de pessoas normais para inimigos com armaduras e escudo, ou coisas mais esquisitas, tipo um tarado que ataca mostrando os bagos, etc.

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O grosso do combate é simples, assim como em Dragon Quest III. Você tem ataques normais, que são divididos em golpes físicos, tiro ou corte. As magias são divididas em Fogo, Água ou Elétrico. Todo inimigos e sua party tem vantagens e desvantagens em relação a esses tipos, mas isso influencia mesmo somente nas últimas duas dungeons ou no modo difícil do jogo.

Existem também “Summons”, que aqui se chamam “Disque-Ajuda” (nome sensacionam em português, aliás). Basicamente, Ichiban recruta alguém por telefone, que solta um ataque especial e vai embora depois.

Essas ajudas são conseguidas após fazer histórias paralelas ou ao avançar na história e fazem total diferença no final do jogo, quando seus pontos de magia já acabaram e você precisa de um gás para finalizar algum chefe.

Reprodução: SEGA

Aventura ainda como antigamente

Apesar de ser um JRPG, me surpreendeu o fato que Like a Dragon possui a mesma estrutura dos jogos antigos: temos algumas cidades a explorar à exaustão, side-quests com histórias divertidas — como uma em que você enfrenta um aspirador de pó gigante e até um leão — além dos pontos principais de roteiro onde a história se desenvolve.

De diferente mesmo temos algumas dungeons, que funcionam como os prédios dos jogos anteriores, com portas e andares a serem explorados, com a diferença que as lutas aqui são como JRPGs e por tanto, demoram mais.

Mini-games e relacionamentos

Os minigames da série como karaoke e baseball estão de volta, sem muitas mudanças. De novidade, temos o divertido Dragon Kart, que é um Mario Kart meio duro mas que diverte por algumas horas. Além disso, temos o modo de catar lixo de bicicleta, que por ter controles melhores que o kart, acaba se tornando um minigame bem mais divertido

Ichiban também tem um sistema de afinidade com seus amigos e com algumas mulheres do jogo, que funciona de forma muito parecida com os social links da série Persona.

O destaque fica no modo de gerenciamento de empresa. Aqui, Eri — uma das personagens da sua party — tem uma pequena loja de vender biscoitos, e você tem que ajudá-la a crescer, comprando novos empreendimentos na cidade, contratando mais gente e convencer investidores de que seu trabalho está sendo bem feito.

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Não se preocupe com a complexidade, pois o jogo é todo apresentado de maneira bem “gamificada“, de forma que lembra bastante os jogos de gerenciamento como Game Dev Story, da Kairosoft.

Todas essas interações com minigames, histórias paralelas e “social links”, agem intrinsicamente com seu crescimento no jogo, te dando itens ou melhorias como equipamentos e habilidades de luta, fazendo com o que o jogador pelo menos avance um pouco em cada um desses eventos paralelos para facilitar sua vida nas lutas.

Inclusive, o jogo tem uma dificuldade mediana, mas as últimas duas dungeons vão realmente exigir o melhor do jogador, caso ele queira pegar o troféu de platina.

Reprodução: SEGA

Conclusão

Yakuza: Like a Dragon, é um JRPG clássico com uma camada estética moderna, com personagens realistas e com a qualidade já bem estabelecida da série mais popular da SEGA hoje em dia.

A narrativa também surpreendeu positivamente, pois simplifica o roteiro em relação aos jogos 3,4 e 5, mas traz um frescor mais interessante que a história meio chata de Yakuza 6, provando que a decisão de trocar o protagonista foi bem acertada.

Contando com algumas surpresas, personagens interessantes e ótimo gameplay, principalmente para uma mudança total na série, Like Dragon é talvez um dos melhores JRPGs da geração PS4/PS5, junto de Dragon Quest XI e Final Fantasy VII Remake.

Nota: 9.0/10

Reprodução: SEGA

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal do jogo para PlayStation 5.
Yakuza: Like a Dragon está disponível para Xbox Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC (Steam).

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Super Monkey Ball Banana Rumble | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/02/super-monkey-ball-banana-rumble-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/02/super-monkey-ball-banana-rumble-analise/#respond Fri, 02 Aug 2024 23:08:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17263 Monkey Ball é uma série de jogos da Sega que começou nos arcades com o primeiro Monkey Ball (sem o Super), lá em 2001, porém seu sucesso mesmo veio alguns meses depois, quando Super Monkey Ball foi lançado para o Nintendo GameCube, ainda no mesmo ano. A série consiste em controlar um mico preso numa […]

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Monkey Ball é uma série de jogos da Sega que começou nos arcades com o primeiro Monkey Ball (sem o Super), lá em 2001, porém seu sucesso mesmo veio alguns meses depois, quando Super Monkey Ball foi lançado para o Nintendo GameCube, ainda no mesmo ano.

A série consiste em controlar um mico preso numa bola de plástico, e fazer com que ele chegue ao gol no final de cada fase. Diferentemente do que se possa imaginar, você NÃO controla o símio, e sim a FASE. Pense naqueles quebra-cabeças onde você tem que balançar o labirinto pra fazer a bolinha de metal chegar do outro lado.

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É verdade também que os responsáveis pela série sempre foram os mesmos da série Yakuza (hoje Like a Dragon). Toshihiro Nagoshi inclusive, criou as duas séries. Agora, mesmo após ele ter deixado a Sega depois de 30 anos, os seus colegas antigos de trabalho dão continuidade a seus projetos, e isso inclui a série dos macacos nas bolas.

Reprodução: SEGA – Ryu Ga Gotoku Studio

A série no Switch

Talvez o Nintendo Switch seja o console moderno com mais versões de Monkey Ball, o que é curioso pois mostra que a série realmente está tendo um revival nas mãos do Ryu ga Gotoku Studio, o mesmo de Yakuza.

Banana Blitz HD foi o primeiro game da série no console atual da Nintendo, sendo um port de um jogo de Wii lançado em 2006. Essa versão teve uma recepção meio morna, visto que o jogo foi portado para a engine Unity e mudou algumas mecânicas do jogo original, deixando-o mais difícil e até mesmo mais sem graça.

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Banana Mania foi um remake de Super Monkey Ball 1, 2 e do Deluxe, e teve uma recepção igualmente morna, mas ainda superior ao Banana Blitz HD. Notou-se aí que a série poderia estar voltando a um purgatório de jogos medianos pra baixo, mas mesmo assim eles ainda estão tentando e nos trouxeram em 2024 o Super Monkey Ball Banana Rumble, que tenta otimizar e trazer de volta a magia dos jogos da série no GameCube.

Super Monkey Ball Banana Rumble
Reprodução: SEGA – Ryu Ga Gotoku Studio

Jogabilidade

A jogabilidade da série nunca foi muito diferente. O diferencial aqui talvez seja o spin dash, similar ao da série Sonic, onde ao segurar o botão B, seu miquinho pode dar um impulso na direção apontada. Pela minha experiência nas primeiras 50 fases, eu não achei que isso tenha ajudado no modo Aventura do game, sendo talvez mais útil nos mini games.

Porém, como todas as fases possuem objetivos adicionais, como “Pegar todas as bananas” ou “passar em tantos segundos”, acredito que os jogadores mais complecionistas irão utilizar-se desse pequeno turbo pra cortar grande parte das fases e chegar no gol mais rápido.

Super Monkey Ball Banana Rumble
Reprodução: SEGA – Ryu Ga Gotoku Studio

Modo Aventura

Uma coisa que não é novidade na série (sendo vista em Super Monkey Ball 2 primeiramente, se não me engano), são cutscenes em CGI com uma pequena historinha simples com os miquinhos. O estilo de arte dos personagens mudou bastante em relação aos primeiros jogos da série, e as CGIs obviamente estão mais bonitas.

O porém pra mim é que tantas cenas em vídeo nunca casaram bem com um game estilo arcade, e tratando-se de uma história bobinha similar aos desenhos do Gloob, acredito que só as crianças menores vão se divertir com elas, até porque os macacos não falam em nenhuma língua específica, mesmo que exista legenda em português no jogo inteiro.

Essas cenas são usadas para intercalar um modo com 200 fases diferentes. Um número gigantesco e que vai te prender por bastante tempo, principalmente nas mais difíceis. Não só isso, mas esse modo pode ser jogado por até 4 pessoas ao mesmo tempo, o que com certeza deixa a experiência mais divertida, mesmo que vocês morram o tempo todo.

Super Monkey Ball Banana Rumble
Reprodução: SEGA – Ryu Ga Gotoku Studio

Modo multiplayer

Como é de praxe na série, o modo para mais jogadores está presente também em Super Monkey Ball Banana Rumble, com mini games variados, como corrida ao estilo Mario Kart, onde você desce uma ladeira gigante pegando itens e tentando acertar os outros símios;

Tem também um modo de batata-quente, outro onde você deve destruir mais robôs em uma arena e um onde os jogadores dividem-se em times pra ver quem passa por mais gols na fase.

Além de jogar com os amigos, é possível colocar até 15 bots, deixando a luta caótica e dropando o FPS do jogo loucamente, mas nada que atrapalhe de verdade o gameplay.

Super Monkey Ball Banana Rumble
Reprodução: SEGA – Ryu Ga Gotoku Studio

Customização dos personagens

Também é algo visto em jogos anteriores, aqui você tem aquela clássica coisa de poder vestir seu mico com roupinhas diferentes, com moedas que você adquire no jogo.

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Existem sim alguns DLCs, como a possiblidade de jogar com o SONIC GORDINHO (que já vem do jogo anterior), Tails e Beat (de Jet Set Radio), além de algumas roupas da loja online Rakuten, por algum motivo. Quando você joga com o porco-espinho da Tec Toy, todas as bananas se tornam anéis, é bonitinho até.

Super Monkey Ball Banana Rumble
Reprodução: SEGA – Ryu Ga Gotoku Studio

Duração do jogo

Super Monkey Ball Banana Rumble dura umas cinco horas no máximo, se você não ficar morrendo muito, contando com cinco mundos na história principal e mais cinco versões mais difíceis dos mesmos.

A duração é ideal pra jogar em pequenas partidas e, dada a natureza do portátil da Nintendo, se torna algo ideal porque também não deixa o jogo ser longo demais a ponto de enjoar.

Nota 7,0/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para Nintendo Switch, cedida pela distribuidora. Super Monkey Ball Banana Mania está disponível exclusivamente para Nintendo Switch (por enquanto)e  PC.

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Yakuza: Like a Dragon | Renovando a série https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/15/yakuza-like-dragon-renovando-serie/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/15/yakuza-like-dragon-renovando-serie/#respond Fri, 15 Nov 2019 12:03:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/15/yakuza-like-dragon-renovando-serie/ Ah, Yakuza… Uma das melhores franquias que eu não terminei um jogo sequer. Porque os jogos são caros. Enfim, não é para isso que vocês vieram aqui. Pois bem, há algum tempo, a SEGA vinha soltando notícias esparsas sobre o projeto Shin Ryu ga Gotoku, primeiro que haveria um novo protagonista, Ichiban Kasuga. Chegou no […]

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Ah, Yakuza… Uma das melhores franquias que eu não terminei um jogo sequer. Porque os jogos são caros. Enfim, não é para isso que vocês vieram aqui. Pois bem, há algum tempo, a SEGA vinha soltando notícias esparsas sobre o projeto Shin Ryu ga Gotoku, primeiro que haveria um novo protagonista, Ichiban Kasuga. Chegou no primeiro de abril desse ano, o Ryu ga Gotoku Studio solta uma ‘pegadinha’ mostrando um Yakuza com… Combate por turnos?

Até que setembro chega, e a SEGA revela que a ‘pegadinha’ não era pegadinha e o sétimo título (na verdade oitavo, se contarmos com o Yakuza 0) trouxe uma mudança total no estilo de jogo, saiu de um jogo de ação para um RPG de turnos.

Intitulado Yakuza: Like a Dragon, ele é um recomeço para a série, desde a ambientação (sai o familiar distrito de Kamurocho, entra Isezaki Ijincho, em Yokohama. Mas Kamurocho e Dotenbori estarão disponíveis) até o protagonista, passando pelo gameplay. E nesse dia 13 de novembro, a SEGA liberou a primeira demo na PSN japonesa. E é claro, que vamos destrinchar o que nos espera no produto final.

Primeiramente, a demo não nos coloca no começo do jogo, como em Judgement, mas em algum ponto não muito depois disso. Primeiramente, nota-se de cara que a mudança de gênero traz um frescor novo, mas não mudando o exagero pelo qual a série é conhecida. Numa das primeiras cenas, temos nosso protagonista Kasuga, tirando um taco de beisebol com arame farpado do chão, tal qual Arthur faria com a Excalibur.

E no minuto seguinte, já estamos duvidando da saúde mental do protagonista, porque quando confrontados por inimigos, os mesmos mudam a aparência, mas aparentemente… SÓ KASUGA os vê daquele jeito.
A seguir, temos uma mistura de RPG por turnos com o exagero que os fãs estão habituados, que resulta numa experiência, se não única, no mínimo peculiar.

Você vai encontrar o que já está habituado a ver em Yakuza, brigas com meliantes aleatórios, NPC’s de side-quests excêntricos e talvez uma história dramática. (eu digo talvez porque eu não entendo japonês) sobre um cara que foi pra prisão pra salvar o clã, dezoito anos depois, ninguém lembra dele e ainda por cima toma um tiro do cara que ele salvou ao ir pra prisão. Sim, essa é a história de Ichiban Kasuga.

O combate, como eu já devo ter escrito umas dezessete vezes nesse artigo, é por turnos, cada personagem escolhe sua ação e etc. As magias (ou habilidades) gastam MP, e existe em alguns casos, um QTE rola para potencializar o dano, meio que substituindo os ataques que usavam partes do cenário nos outros jogos.

Uma das coisas mais divertidas em Yakuza são os estilos de combate, porque eles alteram a maneira que você joga, conferem habilidades diferentes e jeitos diferentes de se jogar. Aqui, os estilos estão presentes no formato de Jobs, que conferem habilidades e roupas diferentes para os personagens. Infelizmente não dá pra mudar a classe como se muda de estilo nos jogos anteriores da série, apenas indo no local específico para fazer isso. É um tanto incômodo? Talvez, mas isso não diminui em nada a diversão.

Como todo Yakuza que se preze, existem pequenas distrações para impedir o jogador da história, seja o karaokê ou aquele viciante joguinho de administrar bordel em Yakuza 0. Aqui, não é diferente. Você pode ir no karaokê (apenas uma música está disponível), ou disputar uma corrida de kart. Se for um fã da sétima arte, pode assistir um filme no cinema (e tentar não dormir no meio dele), ou se quiser, catar latinhas montado numa bicicleta.

Os minigames de karaokê e do cinema funcionam de maneira semelhante. No karaokê, os botões vem pela tela, da direita para a esquerda, como você já está acostumado na série. Já o cinema, homens com cabeça de cabra aparecem com um botão para você apertar. Faça e você permanece desperto, erre e a barra de sono começa a esvaziar. E quando aparecer um sujeito com cabeça de galo, não aperte porque ele tira um naco considerável dessa barra. É simples e intuitivo.

O minigame de kart funciona como Mario Kart, escolha um carro e um circuito (três karts e um circuito disponíveis na demo) e corra contra oponentes. Pegue itens e os use ao seu favor. Nada muito complexo, os veículos tem status diferentes e provavelmente teremos como customizar os mesmos no jogo final.

Já o mini game de catar latinhas tem a jogabilidade semelhante, mas basicamente funciona como… Talvez pac-man? Você recolhe as latinhas (que estão marcadas no mapa) até ter uma quantidade X, e as leva para o ponto Y. É simples, mas você deve tomar cuidado com veículos que podem ficar no seu caminho, outros catadores de latinha e o caminhão de reciclagem. Nada muito sério, apenas por segurança.

Graficamente falando, é o que se espera de um jogo da série Yakuza. Protagonistas detalhados, enquanto que os NPC’s seguem o molde genérico dos personagens da série. Claro, existem outros tipos de inimigos não vistos em jogos anteriores, como os otakus. E em uma side quest você luta com homens adultos usando fraldas. Eu não estou mentindo. E eu não parava de rir.
Os cenários, talvez por não começarmos diretamente em Kamurocho, há uma sensação de frescor. E a reprodução, talvez não 100% fidedigna, mas ainda assim fiel a contraparte da vida real, traz um pouco do que é passear por Yokohama.

Esse é um jogo que aguardo muito pelo produto final, não só por ser um jogo da série Yakuza, mas por ser uma experiência divertida, tanto para quem joga, quanto para quem vê.

Yakuza: Like a Dragon, sairá em Janeiro de 2020 no Japão, e em algum ponto do ano, no ocidente, até o momento, exclusivamente para PlayStation 4.

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