Arquivos reflexão - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/reflexao/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 09 Aug 2023 03:00:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos reflexão - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/reflexao/ 32 32 Porquê achei F1 23 desapontador https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/09/porque-achei-f1-23-desapontador/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/09/porque-achei-f1-23-desapontador/#respond Wed, 09 Aug 2023 03:00:37 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14713 Esse artigo não é visado como uma análise do F1 23, porque já temos uma no site e eu de fato não joguei o jogo. Mas esse texto é resultado de uma observação de horas e mais horas de conteúdo criado por pessoas que jogam essa franquia desde que a Codemasters assumiu em 2009, e […]

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Esse artigo não é visado como uma análise do F1 23, porque já temos uma no site e eu de fato não joguei o jogo. Mas esse texto é resultado de uma observação de horas e mais horas de conteúdo criado por pessoas que jogam essa franquia desde que a Codemasters assumiu em 2009, e um pouco de preocupação que possuo com um produto que gostei por um bom tempo.

O fato é que F1 23 no geral, se você joga a franquia há anos… Acaba sendo um pouco decepcionante. Vou explicar os meus argumentos ponto a ponto de onde a Codemasters falhou com o jogo, e o único ponto positivo de verdade, se você vem jogando a franquia há anos. Sem mais delongas, vamos nessa. ALERTA: Esse texto contém spoilers do modo Breaking Point e do Breaking Point 2.

Reprodução: EA, Codemasters

Breaking Point 2 (Parte 1): A Codemasters ainda não sabe contar uma boa história de F1

Uma das minhas críticas no modo Breaking Point em F1 2021, era que Aiden Jackson, o nosso protagonista tem a profundidade de um píres, com Casper Ackerman roubando a cena (apesar do material promocional esconder isso), e Devon Butler sendo o babaca que sabíamos que ele seria (se você jogou F1 2019 no modo carreira começando na F2). Dito isso, F1 23 é uma história que tecnicamente vai do nada a lugar algum.

No fim do Breaking Point original, é deixado implícito que o protagonista teria uma chance em uma das três grandes, dependendo da sua equipe escolhida (Alpha Tauri leva a uma vaga na Red Bull, Racing Point/Aston Martin e Williams levariam a uma vaga na Mercedes, e Haas e Alfa Romeo levariam a uma potencial vaga na Ferrari), ou seja, você sai de uma equipe de trás/meio do pelotão pra uma equipe do topo. Mas, não é o que acontece, já que no Breaking Point 2, somos mandados para uma nova equipe, Konnersport Racing, que obviamente está atrás no Grid na temporada de 2022 e Meio do Pelotão na temporada de 2023.

E Aiden Jackson… Continua sendo o mesmo personagem genérico, com a adição de ser irritante porque ele acha que merece uma vaga numa equipe grande. Eles transformaram Devon Butler em um personagem menos irritante, por conta do caso de surdez que ele enfrenta em parte da temporada de 2022 e leva a sua saída da equipe em 2023. E temos, California “Callie” Mayer, a irmã de Butler… Que é uma personagem IRRITANTE pra caramba. Ela é o tipo de personagem que leva muita gente a criticar a escrita moderna dos filmes ou mesmo jogos, utilizando as palavras do Critical Drinker: “STRONG FEMALE CHARACTER”.

Ela tem a mesma arrogância que vimos em Devon, só que ao contrário do Devon, que sofre adversidade através de adversidade (O acidente em Abu Dhabi em F1 2021 custou a equipe dele o lugar no Campeonato de Equipes, e a possibilidade de surdez levou a sua aposentadoria precoce), Callie não sofre consequências pelos atos. Ela vive entrando em atrito com Aiden, se recusa até mesmo a estar na mesma sala com o pai (ela tem problemas com o pai, compreensíveis, mas uma falta de profissionalismo é INADMISSÍVEL em uma equipe de F1.) e é unidimensional do começo ao fim.

Essa é a dificuldade do Braking Point 2

Breaking Point 2 (Parte 2): Ainda é muito fácil

Uma das mudanças do Breaking Point 2 em relação ao anterior, era que no original, não havia seleção de dificuldade e agora possui seleção de dificuldade. Em teoria, algo bom. Porém… Não me parece que a dificuldade no Hard é tão difícil quanto o nome diz. Diversos criadores de conteúdo colocaram a dificuldade no mais difícil, e ainda assim, cumpriam os objetivos com bastante antecedência.

A coisa era tão fácil que Jarno Opmeer, campeão de 2020 e 2021 do F1 Esports Championship abriu tanta vantagem numa corrida do Breaking Point que ele fez um pitstop e trocou o pneu pra pneu de chuva e ainda manteve uma larga vantagem. Para os desinformados, o pneu de chuva tem menos aderência por conta das reentrâncias (que escoam a água em provas com chuva), e desgasta rápido em pista seca. Ele pode ser campeão da categoria no eSports, mas ele (assim como os outros pilotos de esports) pilota sem assistências como frenagem e tração.

Não seria melhor se tivesse uma maneira de calibrar a dificuldade aos poucos, permitindo o jogador ajustar a dificuldade ao seu nível de habilidade? Não, pera, ISSO EXISTE NO MODO NORMAL DE JOGO.

Reprodução: Illumination

My Team Career: NADA MUDOU, EXCETO…

As mudanças que a EA tanto alardeou em press releases (e inclusive apontadas na nossa análise) não passam de ajustes naturais que são esperados de um ano pro outro. Elas não mudam nada no jogo. Um jogador casual não notaria as mudanças, e um hardcore só nota que é esperado. É um jogo esportivo, então esse tipo de ajuste fino é o padrão, porque (por exemplo) um jogador não tem performance igual em dois anos seguidos, ela pode até ser parecida, mas um jogador não vai fazer exatamente 36 gols, 25 assistências, fazer 78 cruzamentos corretos do lado esquerdo e 46 cruzamentos corretos do lado direito e 137 chutes a gol dois anos seguidos.

Mas sabe o que mudou pra pior? (pode ter sido consertado com patches, mas esse fix não é aplicado em saves velhos) O sistema de contratos. Não sei se bug ou incompetência da Codemasters, mas do jeito que o jogo funciona no My Team, é que antes do começo do modo, assinamos um contrato com um companheiro de equipe, e há duas rodadas de negociações, uma no meio da temporada e uma após a conclusão da mesma, indo pra temporada seguinte. Só que se você correr as 23 provas, a segunda rodada de negociação vem… ANTES DA ÚLTIMA CORRIDA em Abu Dhabi.

E o modo de carreira do piloto? Esquece, a Codemasters largou de mão dele quando veio com o MyTeam em 2020.

Reprodução: EA, Codemasters

Bandeira Vermelha: Ela veio bugada

Uma das coisas que os fãs pedem há anos porque desde que migrou para a geração do PS4 foi eliminada, era a volta das bandeiras vermelhas. Pois bem, elas voltaram, mas… Novamente, a competência da Codemasters pra trazer não foi lá muito precisa.

Em teoria, a Bandeira Vermelha acontece num incidente onde, ou a pista tá molhada e perigosa pros pilotos, ou vai ser necessário muito tempo pra retirar sujeira da pista, reparar barreiras após um acidente. Isso dá as equipes um pit stop gratuito, no qual elas podem reparar alguns danos, ou trocar de pneus pra uma estratégia ousada.

Só que no F1 23, o que acontecia? A bandeira vermelha ocorria, todos iam pros pits, e no reinício a corrida continua normalmente. Só que o resultado da corrida, não era o que foi determinado na pista, mas o que havia sido estabelecido NO MOMENTO da bandeira vermelha. Então se você estava em sétimo no momento da bandeira vermelha, e após o reinício conseguiu o milagre de ultrapassar todo mundo e vencer a corrida… Você não venceu de verdade, porque o jogo considerou seu sétimo lugar após a bandeira vermelha.

Reprodução: aarava/Youtube

F1 World: Pra quem?

A outra grande novidade que veio, foi o F1 World, que substitui o fracassado F1 Life do F1 22 (que era um IKEA Simulator, e é mais uma tentativa da EA de Fifalizar a franquia, ou seja, o equivalente ao Ultimate Mode que temos no EA FC (anteriormente chamado de Fifa), Madden, NHL.. Só que apesar dele ser marginalmente melhor que o IKEA Simulator, o público que ele deveria apelar, meio que não existe.

Numa enquete feita pelo público do youtuber aarava, com seu público (composto por gente que de fato consome o jogo), cerca de 6% dos jogadores tem o F1 World como seu principal modo de jogo, e 73% dos jogadores sequer o jogam, com 21% até tendo jogado, mas não era o principal modo para eles.

Mas números são só uma coisa, o importante, foram os comentários. A maioria só entrava no F1 World para utilizar os time trials, e fazer desafios quando havia pinturas especiais como recompensa, como a pintura da McLaren da Triplice Coroa. O fato é que não há incentivo pros jogadores voltarem pra lá (sem contar que os desafios não mudam)… E o modo com CPU não é desafiante, relatos de pessoas com pneus de chuva em pista seca limpando o chão com a CPU.

Sancini em seu habitat natural. Reprodução: Codemasters

Não é de todo ruim, mas…

F1 23 não é um jogo ruim, as críticas que fiz neste artigo vem do ponto de que eu joguei bastante da franquia, e algumas coisas não funcionaram tão bem no F1 23, se dermos um olhar mais crítico. E como positivo, a dirigibilidade do jogo melhorou MUITO em relação ao que era no jogo anterior, isso foi uma coisa que TODOS os criadores de conteúdo que jogaram concordam.

Mas ainda assim, com os bugs que acontecem, os que vieram e melhorias que não são exatamente melhorias, dá pra entender a frustração de muita gente.

Referências:

Racing Games.gg: Red Flags seems to be causing bugs in F1 23 – https://racinggames.gg/f1/red-flags-bugs-in-f1-23/

aarava Community Poll: https://www.youtube.com/post/Ugkx0z1eVpMMfu_tJvCxy7mXWBMjHwNkZRtJ

aarava: Did ‘F1 World’ flop? As a game mode on F1 23…

Jarno Opmeer: Gameplay

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Por que decidimos falar sobre videogames? https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/31/por-que-decidimos-falar-sobre-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/12/31/por-que-decidimos-falar-sobre-video-games/#comments Fri, 31 Dec 2021 23:58:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9629 Faz algum tempo que venho escrevendo aos poucos no celular este texto, dentre os breves momentos sozinhos. Que são bem poucos. Mas não é a primeira vez que faço isso, outros textos foram escritos desse modo ao ter alguma ideia que achará interessante. O motivo é que gosto de produzir conteúdo. Gosto de o fazer […]

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Faz algum tempo que venho escrevendo aos poucos no celular este texto, dentre os breves momentos sozinhos. Que são bem poucos. Mas não é a primeira vez que faço isso, outros textos foram escritos desse modo ao ter alguma ideia que achará interessante.

O motivo é que gosto de produzir conteúdo. Gosto de o fazer quando quero, quando realmente me sinto bem em falar a respeito sobre um determinado jogo ou filme que o tenha visto. O que não aconteceu após eu assistir Homem-Aranha: Sem volta pra Casa, mas fora isso, a sensação de obrigação em entregar algo sempre foi incomoda.

LEIAM – Não importa a plataforma, divirta-se!

Isso fez com que eu me sentisse menos afim de produzir conteúdo, porque não estava jogando nada que me interessava.

Cheguei a cogitar dar um tempo com tudo, até porque o trabalho realmente tem me desgastado muito mentalmente. E quanto aos jogos, nem posso dizer que faltou títulos, pois conto com vários consoles e jogos, então me perguntei?

Reprodução/ Internet

Por que decidimos falar sobre Vídeo Games?

Eu adoro vídeo games e por várias vezes falei sobre como foram muito importantes em minha infância. Porém, enquanto adulto eu percebi que estava buscando reviver um pouco da sensação boa que sentia com os jogos, mas isso não conseguia sentir mais no processo.

Criei um blog, passei a falar sobre jogos velhos, me deparei com pessoas que tinham essa mesma paixão, mas durou pouco. Isso passou. Hoje as coisas mudaram e continuaram sempre mudando, afinal o tempo é implacável com tudo, mas eu quero falar menos e me dedicar mais ao meu filho, até mesmo jogar com ele.

Claramente não deixarei de compartilhar minhas experiências, afinal foi por isso que criei um espaço na internet. E como devem ter notado temos o mais variado tipo de jogo por aqui, e não nos preocupamos em jogar jogos que a massa está hypando.

Simplesmente temos analises de jogos velhos, novos e títulos que certamente o Geovane deve ter se arrependido de ter comprado, mas ele foi lá e o fez, e compartilhou sua experiência conosco.

Mas qual seria a força motora do site, porque continuo falando sobre vídeo games?

Vídeo Games
Foto de Francesco Ungaro no Pexels

Continuaremos!

Graças ao site desenvolvi laços duradouros, alguns poucos amigos e colegas que estão há 10 anos em contato comigo. Ou seja, decidimos falar sobre vídeo games e seus jogos, porque realmente amamos esse hobbie e temos isso em comum.

Não tenho um site popular, de fato, mas assim como o Tony disse recentemente durante uma conversa que tivemos  “fico feliz de produzir conteúdo para os meus amigos, aqueles que importam estão vendo.” ou quase isso, busquei de cabeça a frase. Não poderia concordar mais com ele, pois é basicamente isso que sinto hoje quanto ao site.

Gosto muito quando alguém me procura por e-mail ou mensagens perguntando coisas relacionadas ao site. Isso inspira a continuar. Por isso continuamos o fazendo enquanto temos folego para tal, e agradecemos a todos os amigos, colegas e leitores que tem sido o combustível que nos levou aonde estamos hoje.

São 10 anos produzindo conteúdo da forma mais genuína e sincera possível, e fico feliz de ter amigos ao meu lado contribuindo para isso.

Com isso eu quero apenas dizer: Obrigado, e que 2022 seja um ano muito melhor para todos nós. Que todos nós possamos nos tornar pessoas melhores.


Observação: O texto autoral não reflete a opinião do veículo

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Vish, esse role aqui as pessoas esqueceram no dia seguinte

Nostalgia é um negócio legal, não é mesmo?

Existem páginas, jogos, filmes, estética e uma infinidade de coisas hoje em dia que despertam esse sentimento em nós. De uns anos pra cá — acredito que da segunda metade dos anos 2000 — isso se tornou uma constante em praticamente tudo que consumimos: filmes com referências ou situados em outra época, bandas que tentam resgatar “o espírito” de décadas atrás, jogos que te dão direito a usar roupas ou cenários baseados em suas primeiras versões.

Tudo pra te fazer lembrar da infância ou de épocas já muito distantes da nossa realidade. Mas eu acredito que há um ponto cego aí. Uma área nebulosa no tempo que, tal qual o End of Time de Chrono Trigger, parece se situar fora do tempo, em épocas que não são tão antigas pra nostalgiar e nem tão novas pra ser consideradas passado recente.

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Quero dizer, você na casa dos 25~30 anos, provavelmente se lembra de ter assistido Homem-Aranha 1 no cinema ou de ter jogado Donkey Kong no Super Nintendo, mas será que sua memória é tão boa pra lembrar o que fazia da vida na época em que saiu Batman Begins, por exemplo?

Digo, com quem você andava, quais comunidades do orkut era mais ativo ou de um passeio legal que fez no verão daquele ano? Não sei a explicação científica pra isso — ou se sequer existe uma — mas é engraçado como certos pontos das nossas vidas ficam perdidos. É lógico que se você não sofre de Alzheimer, muitos pontos-chaves desse período do “limbo temporal” ficam guardados.

Tirando esse ano de 2005 como exemplo, mas que pode ser qualquer um que se encaixe, eu mesmo tenho ligeiras recordações desse período; terminei um namoro nessa época e entrei no Ensino Médio.

Não tem como NÃO lembrar de 2005. Mas todo o resto, todas as miudezas e frivolidades dessa adolescência se perderam como lágrimas na chuva. Não sei se sou só eu, mas é engraçado como justamente essa época do “pós-ginasial” foi meio perdida. Tenho poucas fotos, muito culpa da falta de tecnologia da época, onde se você não tinha um Motorola V3 ou uma Sony Cybershot, os eventos ficavam guardados até todos os envolvidos esquecerem.

Triste, porém natural.

Dia desses eu esbarrei com meu antigo fotolog, onde eu no alto dos meus 16 anos, postava reviews engraçadinhos de jogos (inclusive ele existe até hoje: fotolog.com/silver_horo) e comecei a passar pelos outros flogs de pessoas que eu seguia na época. Logicamente todos eles largaram a mão de postar naquele site — assim como todo mundo — mas lá haviam muitas histórias. Coisas pessoais e fotos de mais de 10 anos atrás.

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Não faço ideia de quem seja esse cara com violão, mas deve ter sido meu professor

Era uma época com certeza mais simples: a internet começava a dar seus primeiros passos largos. Começavam a aparecer pessoas com banda larga, baixar filmes começou a se tornar realidade, a interação com gente que você nem conhecia pessoalmente ficava cada vez mais pessoal graças a webcams de qualidade duvidosa e fotos em incríveis 8 megapixels.

Lembro de conversas com amigos sobre como juntar 1500 reais pra comprar um PS2, o “novo” clipe do Gorillaz (Feel Good Inc.), quais os melhores sites pra se baixar jogos de Gameboy Advance… enfim, eram tempos onde a vida “real” era bem destacada. Não sei se eu era inocente mas a impressão que tenho é que as pessoas eram mais de boa com a vida.

Ninguém perdia tempo discutindo opinião de forma realmente ríspida. Não havia nem sequer o conceito de bloquear alguém. Aliás, foi nessa época que eu fiz grandes amizades e olha que legal: minha atual namorada foi conhecida naquela época! Sem falar nas outras pessoas, que provavelmente já devem estar mais gordas, casadas, com outro tipo de vida, etc, e o mais incrível é que provavelmente nem ELES devem se lembrar daqueles momentos, fotos ou do que escreveram na época.

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Histórias de jogos que foram jogados, rolês que terminaram com um lanche na calçada ou um show que só teve duas fotos borradas do palco como registro, declarações pra namoros que hoje são só uma marca na história de vida deles… enfim, era a vida acontecendo ali!

Pra não dizer que sou stalker, eu mesmo tenho minha cota de lembranças, mas elas estão espalhadas por outros lugares e fotos salvas em computadores antigos que nem estão montados mais. Além disso, existem causos famosos como do Leonam que… “engravidou” seu Dreamcast ou do próprio Reirom, que ficou famosinho entre o pessoal dos videogames em meados de 2000. Sabe, eu gosto muito de, de vez em quando, revisitar certas páginas ou posts que se encaixam nesse “limbo temporal”.

É como entrar num museu totalmente pessoal sobre a minha história ou a de pessoas normais. Nada muito incrível mas completamente interessante.

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Será que essa pessoa lembra desse dia?

Sinceramente, espero que todo esse pessoal esteja feliz agora, vivendo coisas novas e etc, mas tomara que lembrem também daquela época adolescente e desocupada, das jogatinas de PlayStation 1, dos lanches na calçada, do celular de flip que tirava fotos horríveis e dos amigos que sumiram.

Sério, ler essas coisas é a verdadeira nostalgia, e o mais incrível é que você pode talvez estar lendo esse texto num futuro não tão distante, e a data dessa publicação talvez esteja nesse “limbo” da sua vida.

Ai.. viver tem dessas coisas.

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