Arquivos OutRun - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/outrun/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 20 Jun 2025 20:24:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos OutRun - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/outrun/ 32 32 Formula Retro Racing: World Tour | Corridinha Low Poly https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/12/formula-retro-racing-world-tour-corridinha-low-poly/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/12/formula-retro-racing-world-tour-corridinha-low-poly/#respond Sun, 12 Nov 2023 22:02:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15635 Se você curte jogos de corrida, percebeu que em algum ponto dos anos 2000, os jogos de corrida acabaram indo pra um lado mais “realista”, ainda que muitos jogos, como Need for Speed, permanecessem acessíveis ao público casual. Com exceção de OutRun 2006 e Ridge Racer (exceções podem ser encontradas, mas eram exceção, e não […]

O post Formula Retro Racing: World Tour | Corridinha Low Poly apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Se você curte jogos de corrida, percebeu que em algum ponto dos anos 2000, os jogos de corrida acabaram indo pra um lado mais “realista”, ainda que muitos jogos, como Need for Speed, permanecessem acessíveis ao público casual. Com exceção de OutRun 2006 e Ridge Racer (exceções podem ser encontradas, mas eram exceção, e não regra), os jogos estavam cada vez menos focados na diversão no estilo arcade, com jogos como Forza e Gran Turismo nos consoles, e uma míriade de simuladores nos PC’s indo no caminho de simulação.

Nos anos 2010, entretanto, as coisas começaram a mudar, com a cena independente explodindo em popularidade, produzindo jogos que as grandes produtoras não tinham coragem (por conta de engravatados e custos de produção cada vez maiores) de fazer. Sejam platformers simples, RPG’s com sprites 8 e 16 bits, até mesmo visual novels, os desenvolvedores independentes passaram a replicar experiências do passado, com jogos inspirados por Mega Man, Ninja Gaiden, Final Fantasy, Super Mario 64, e o mesmo vale para jogos de corrida.

LEIAM – Alterium Shift | Potencial Old-School

Desenvolvedores que cresceram jogando clássicos como Top Gear, OutRun, Virtua Racing, Daytona USA, Ridge Racer Sega Rally, começaram a fazer jogos inspirados por esses títulos e não demorou para surgir frutos desse trabalho, com jogos como Horizon Chase Turbo (E Horizon Chase 2), Slipstream, HotShot Racing (esse aqui sendo feito pelos desenvolvedores de OutRun 2006, a Sumo Digital), e dentre outros, a prequel do jogo da análise de hoje, Formula Retro Racing, desenvolvido pela britânica Repixel8.

Lançado em 2020, era um título com pouco conteúdo em si, mas era já com potencial. E nesse ano, apesar da ideia de irem ao Kickstarter, a campanha aparentemente nunca foi lançada (a conta do Kickstarter não acessa o site desde fevereiro), e o jogo optou pela rota do acesso antecipado para a continuação, Formula Retro Racing: World Tour. . O jogo foi lançado, tanto no PC, quanto nos consoles, e agora no final de 2023, graças a Numskull Games, o jogo está recebendo uma versão física. Com isso, a Repixel8 nos enviou uma cópia do jogo para review. Confira conosco.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Modos de Jogo

O jogo possui quatro modos de jogo (cinco se você estiver jogando no PC), sendo que dois deles estão meio interconectados. Vou explicar cada um deles. O Modo Arcade funciona por exemplo como os clássicos jogos de corrida de arcade, como Daytona USA ou Ridge Racer, com o jogador tendo que completar o percurso com um timer diminuindo, e checkpoints a serem ultrapassados pra tempo extra. No caso de Formula Retro Racing: World Tour, cada pista possui um checkpoint, mas a ideia é a mesma.

O Modo Grand Prix é o único com suporte a multiplayer para até quatro jogadores em tela dividida, e a diferença pro Arcade, é que o timer não estará lá pra te incomodar, mas também as pistas que você destravou pelo Arcade, não estarão desbloqueadas nesse modo. Aqui, é possível escolher o número de voltas de cada prova (no Arcade, são setadas dependendo do tamanho da pista).

VÍDEO: HORIZON CHASE 2 | ANÁLISE

O terceiro modo de jogo, que está ligado ao Arcade é o Modo Eliminator, só que ele não funciona como o nome poderia sugerir (uma corrida onde o último colocado a cada volta é eliminado), mas sim uma “corrida” com certos objetivos (por exemplo, chegar até a décima posição antes do fim da primeira volta, e posteriormente, ficar até a décima posição nas voltas posteriores, com os carros adversários ficando mais rápidos), com duração de até 30 voltas. Por fim, os dois últimos modos são o de Tomada de Tempo, e o Modo de VR, auto explicativos.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Carros com Drift são OverPower

Em termos de jogabilidade, Formula Retro Racing: World Tour é bem, bem simples, o mais complexo que o jogo pode ter, além do layout de algumas pistas, é o fato de que os carros se dividem em duas categorias, os de Formula, semelhantes a carros de Formula 1 (e em um caso, semelhante a carros antigos de Endurance) e os carros do tipo Stock, semelhantes aos de Nascar. Os Carros de Stock possuem drift (o Drift é automático nas curvas, então não se preocupe com isso), e isso os torna extremamente vantajosos pra fazer as curvas. Não há problema em escolher um ou outro, já que os carros dos oponentes serão do mesmo tipo que você escolher, mas um é claramente melhor que o outro.

Para desbloquear as pistas restantes nos modos Arcade, Grand Prix e Eliminator, são necessários pontos conquistados nesses modos, como o Arcade e o Eliminator são ligados, abrir pistas no Arcade, fará o mesmo no Eliminator, e vice versa, já o Grand Prix tem pontuação própria que abre as pistas para ele (E o requerimento é igualmente escalonado). Cada pista possui três dificuldades, cada uma com sua pontuação própria, o que é bom pra grindar pontos.

LEIA: CLASSIC RACERS ELITE | CORRIDA SOLITÁRIA

Em termos de pistas, subimos de oito no jogo anterior para dezoito agora (vinte e quatro na edição física, com variantes do traçado inverso), mas não são todas as pistas do original que retornam. O jogo possui uma física de destruição, com danos que vão se ampliando até que o carro se destroça com um efeito semelhante ao da série Burnout (câmera lenta, com efeito em preto e branco), mas não se perde tanto tempo. A CPU também sofre danos e é destruída, o que não nos deixa em desvantagem, como muitos jogos onde a CPU é invencível a coisas que afetam o jogador.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Orgulhosamente Low Poly

Uma das coisas que é utilizada pra chamar a atenção do público em materiais, é o estilo Low Poly, básico, remetendo muito a Virtua Racing, a principal inspiração de Formula Retro Racing. Infelizmente, alguns cenários não possuem tanta inspiração, apesar do conjunto não ser feio. Só parece genérico, como muita coisa que vai pra estética low poly acaba caindo. Há algumas coisas reconhecíveis, como a Torre de Tóquio na pista japonesa, ou a Ponte Golden Gate na pista de São Francisco.

LEIAM – Castlevania: Aria of Sorrow | Análise

A trilha sonora tem uma pegada agradável, com composições aceitáveis, que combinam com o ritmo retrô, mas sem querer ficar puxando pra pegada completamente retrô. Por fim, o jogo possui uma boa performance, não sendo muito pesado na versão de PC, podendo chegar a 4K (nas plataformas onde isso é possível) e 60 frames por segundo.

Reprodução: Repixel8, CGA Studio

Numa promoção, quem sabe?

Comparando os consoles, no Xbox, o jogo está mais barato, custando R$ 74,95, com os valores do Switch e Playstation estando próximos, por R$ 100,00 e R$ 104,90 respectivamente, mas ainda assim, pra um jogo que não tem tanta coisa assim, uma promoção seria uma boa. Claro, tem jogos mais caros e com menos conteúdo nos consoles, mas enfim, essa seção aqui é sobre custo-benefício do jogo em questão. No PC, obviamente o jogo é mais em conta, saindo por R$ 37,99, sendo uma boa pedida, se curte jogos de corrida retrô.

O jogo é decente, divertido, apesar de um pouco estressante, mas nada que quem já jogou outras coisas não esteja acostumado. Formula Retro Racing: World Tour está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.

Nota Final: 8/10

Esta análise foi feita com uma cópia digital da versão de PS4, cedida pelo CGA Studios. A Edição física do jogo está em pré-venda, mais informações, clique aqui.

O post Formula Retro Racing: World Tour | Corridinha Low Poly apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/12/formula-retro-racing-world-tour-corridinha-low-poly/feed/ 0
Slipstream | O OutRun brasileiro https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/15/slipstream-o-outrun-brasileiro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/15/slipstream-o-outrun-brasileiro/#comments Fri, 15 Apr 2022 20:16:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10829 Quem me conhece do twitter sabe o quanto eu sou fã de jogos de corrida, sendo que meu game favorito do gênero é OutRun 2, lançado originalmente para Xbox em 2003. O game era uma continuação do arcade clássico de 1986 lançado pela SEGA, onde o jogador não necessariamente corria contra adversários para chegar em […]

O post Slipstream | O OutRun brasileiro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Quem me conhece do twitter sabe o quanto eu sou fã de jogos de corrida, sendo que meu game favorito do gênero é OutRun 2, lançado originalmente para Xbox em 2003.

O game era uma continuação do arcade clássico de 1986 lançado pela SEGA, onde o jogador não necessariamente corria contra adversários para chegar em primeiro, mas sim “passeava” por diversas pistas, podendo pegar caminhos diferentes até chegar no final do jogo.

Em Slipstream, jogo brasileiro lançado para consoles em 2022, temos um grande jogo moderno com inspirações óbvias nesse jogo da SEGA, mas que vai um pouco mais além de simplesmente copiar um jogo famoso.

Reprodução/ BlitWorks

História de desenvolvimento

Sandro Luiz (ou Ansdor) é o programador brasileiro que praticamente sozinho criou Slipstream. Lembro do jogo começar a ser divulgado em uma demo bem inicial em 2015 (!), no saudoso podcast do GamesFoda, além de aparecer no especial da E3 2015 deles, que você pode conferir abaixo:

De lá pra cá o jogo evoluiu muito, e a versão de consoles portada pela Blitworks só consolida o espaço que este game merece no panteão de jogos modernos com inspirações retrô.

Estética retrowave

Falando em retrô, tudo que Slipstream entrega tem inspiração na estética retrowave, que pra quem não sabe, é um estilo visual e sonoro que ficou popular nos anos 2020 mas que remete à nostalgia em relação aos anos 1980.

Isso se reflete nos visuais, onde o foco é sempre o uso de muito neon e visuais similares à computadores antigos.

Musicalmente, o estilo é voltado principalmente à música eletrônica da época, também conhecido como “synthwave“.

Esse estilo é espalhado por todos os lados, como carros, pistas e músicas dignas de algo que caberia em um game de corrida feito para o computador Amiga (1985).

Além disso, muitas referências à outras coisas são encontradas, como praticamente TODAS as pistas sendo baseadas em jogos do Sonic e até uma pista que me lembra Cavaleiros do Zodíaco. Mas isso são detalhes que não tiram a originalidade do game.

Reprodução/ BlitWorks

Trilha Sonora

A trilha é composta por effoharkay e pode ser ouvida em sua totalidade no Bandcamp do compositor. São 16 faixas e todas elas tem essa pegada retrô, usando instrumentos digitalizados e samples que combinam muito com a estética do jogo.

Se posso fazer uma crítica, seria que não existem músicas mais “upbeat” (ou ~felizes~) como no jogo Out Run, com todas as faixas evocando um sentimento de nostalgia quase que melancólico que, apesar de combinarem com 90% do game, destoam um pouco em alguns cenários, como na fase da praia.

Reprodução/ BlitWorks

Jogabilidade

O “slipstream” do título nada mais é que o “vácuo” que seu carro pega quando fica um tempo atrás de um outro carro. Aqui, isso funciona como o turbo/nitro de outros games, e pode ser feito com adversários, rivais e até com carros do tráfego comum, mesmo em curvas. Pegar esses vácuos é essencial para vencer algumas corridas mais difíceis ou  — caso você se importe — melhorar seu tempo.

Como já falado na introdução, Slipstream é bastante inspirado em OutRun, principalmente no sistema de drifting do segundo jogo.

Assim como no jogo da SEGA, o jogador precisa soltar o acelerador, dar um toque no freio e voltar a acelerar para derrapar nas curvas. Isso claro, no modo manual de derrapagem.

Infelizmente, esse modo de derrapagem é muito “duro”, dando pouco controle do jogador durante as curvas, sempre jogando o carro pra fora delas e causando na maioria das vezes, uma batida nas placas laterais.

Reprodução/ BlitWorks

Para dominar o drifting, além de ter que assistir Velozes Furiosos: Desafio em Tóquio (2006), o jogador deve primeiro visualizar para que lado é a próxima curva, lá no final do horizonte.

Depois disso, é necessário entrar na curva BEM ANTES dela começar e torcer para que nenhum obstáculo entre no caminho pra atrapalhar.

Isso funciona bem nas pistas mais fáceis, mas assim que começam a aparecer caminhos mais estreitos ou curvas em sequência, facilmente o jogador vai perder o controle — e a paciência.

Reprodução/ BlitWorks

Dificuldade? Aqui não

A fim de mitigar essa dor, o Andsor colocou um sistema de REBOBINAR, já popular nos jogos de corridas modernos desde Forza Horizon 2 (se não me engano), onde é possível voltar uns 5 segundos no tempo e consertar os erros.

Isso ajuda em alguns casos, mas várias vezes só serve para que você repita o erro novamente e se sinta duas vezes burro.

Eu já estava me sentindo traído pelo game quando fui me render ao modo de derrapagem automática.

Aqui, poucas vezes é necessário frear, já que o carro entra em drifting automaticamente, mas isso melhora TANTO a diversão que não tive coragem de voltar ao modo manual, ainda que naquele modo o jogo parecesse mais com OutRun 2.

Isso COM CERTEZA deixa o jogo mais fácil, não vou mentir; porém, eu senti que o equilíbrio ideal entre diversão e dificuldade é: Derrapagem Automática + Dificuldade Difícil. E isso vale para todos os modos de jogo. E falando neles…

Reprodução/ BlitWorks

Modos de jogo

Apesar de ser um jogo basicamente de dirigir até o final do percurso, foram implementados diversos modos diferentes para criar variedade.

Existe um modo idêntico ao OutRun, o Grand Tour, onde o jogador percorre 5 estágios diferentes, desafiando um rival em cada um deles e tentando bater o limite de tempo para conseguir durar até o fim das cinco fases.

Esse modo apresenta 90% das fases que aparecem nos outros modos, então tirando a mecânica de dirigir por diversos caminhos, os outros modos apresentam poucas mudanças visuais.

O modo Grand Prix possui 4 copas, sendo um modo de corrida mais tradicional. As três primeiras possuem os estágios do modo anterior, e a última copa possui apenas pistas originais, que são muito bacanas.

Também há um modo Cannonball, que é nada mais que um modo totalmente customizável, podendo ser escolhidos pistas, adversários e duração das corridas.

Fora isso temos os já comuns Time Trial, Single Race e o Battle Royale, que consiste na eliminação do último colocado a cada volta.

Não bastasse isso, o jogo possui modo multiplayer LOCAL de até quatro jogadores, que rende bastante diversão, pois pude testar aqui em casa e é bem legal pra tirar um contra casual com a família e amigos.

Reprodução/ BlitWorks

Conclusão

Feito basicamente por um cara só (tirando as músicas), Slipstream é mais uma prova que desenvolvedores nacionais possuem o tato perfeito para criar jogos com estética retrô.

Demorou, mas o esforço do Andsor valeu muito a pena e todo sucesso que ele venha a alcançar na carreira de Dev vai ser muito merecido.

__________________
Slipstream está disponível para PC (Steam), Switch, Playstation, Xbox e esta análise foi feita com uma cópia do game para PlayStation 4, gentilmente cedida pela distribuidora.

 

 

 

O post Slipstream | O OutRun brasileiro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/15/slipstream-o-outrun-brasileiro/feed/ 1
Horizon Chase Turbo | As Novidades da Versão de Switch e Xone https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/#respond Sat, 18 May 2019 13:31:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/   Já falamos anteriormente tudo sobre a versão do jogo feita para PS4 em nosso review, que você pode ler nesse link aqui. Mas agora vamos apontar às novidades que chegaram recentemente a versão atualizada do jogo, feita para os consoles Nintendo Switch e Xbox One. O principal destaque é o novíssimo modo Playground, um tipo de […]

O post Horizon Chase Turbo | As Novidades da Versão de Switch e Xone apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
 

Já falamos anteriormente tudo sobre a versão do jogo feita para PS4 em nosso review, que você pode ler nesse link aqui. Mas agora vamos apontar às novidades que chegaram recentemente a versão atualizada do jogo, feita para os consoles Nintendo Switch e Xbox One.

O principal destaque é o novíssimo modo Playground, um tipo de desafio onde diversas corridas com “gimmicks” diferenciadas vão aparecendo e sendo atualizada constantemente pelos desenvolvedores.

Na época do lançamento, existiam duas corridas Time Trial — uma espelhada e outra com mudanças climáticas — e três corridas com alterações variadas (turbos infinitos, sem HUD, etc). Enquanto esse modo continuar sendo atualizado, a diversão será infinita, até porque os seus recordes continuam sendo enviados para os placares de líderes.

Além disso, foram adicionadas novas cores para os carros já existentes, além de carangas novas e bizarras, como o incrível UNO COM ESCADA DA FIRMA, uma adição incrível pra brasileiros mas que não deve fazer sentido algum para os gringos. Inclusive uma das características do jogo — desde a versão para mobile — era essas referências populares que nem todo mundo consegue pegar de cara, como o carro do não-Batman e o carro “underground” Walker-X, uma referência dupla a Need for Speed e Velozes & Furiosos.

Além disso, o modo multiplayer local continua excelente, sem frame caindo mesmo com 3 ou 4 jogadores, um diferencial gigantesco para esse tipo de jogo, principalmente no portátil da Nintendo.

Infelizmente porém, continuamos sem multiplayer online em nenhuma plataforma. Uma escolha esquisita da Aquiris, visto que o gênero é perfeito pra jogar online enquanto se conversa com os amigos.


Horizon Chase Turbo está disponível agora para todas as plataformas e é uma recomendação fortíssima para todos os nostálgicos com Top Gear e amantes de corridas arcade de modo geral.

Abaixo vocês podem conferir o review em vídeo da versão de PlayStation 4:

 

O post Horizon Chase Turbo | As Novidades da Versão de Switch e Xone apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/feed/ 0
Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/29/horizon-chase-turbo-verdadeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/29/horizon-chase-turbo-verdadeira/#comments Tue, 29 May 2018 19:41:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/29/horizon-chase-turbo-verdadeira/ A ORIGEM Ah, Top Gear… um clássico da infância de 11 em cada 10 brasileiros. Muito me assustou quando descobri, durante o show do Vídeo Game Live, que a série é completamente desconhecida em territórios como EUA e Europa (nesse último talvez menos). Lançado como “Top Racer” no Japão em 1992, Top Gear era uma […]

O post Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A ORIGEM

Ah, Top Gear… um clássico da infância de 11 em cada 10 brasileiros. Muito me assustou quando descobri, durante o show do Vídeo Game Live, que a série é completamente desconhecida em territórios como EUA e Europa (nesse último talvez menos).

Lançado como “Top Racer” no Japão em 1992, Top Gear era uma versão adaptada da série Lotus Challenge, que teve versões para o Amiga e Mega Drive, produzida TALVEZ pela própria Gremlin Graphics (que é creditada na tela título) e publicado pela japonesa Kemco.

Eu disse “talvez” porque tenho uma teoria um pouco diferente. A única razão de Top Gear existir da forma que é — e não como um port completo de um jogo da série Lotus — seria a falta de licença da marca de carros em questão.

LEIAM – FINAL FIGHT 3 | Porrada comendo solta no Super Nintendo

Porém, é sabido que Lotus Turbo Challenge 2 foi portado para o Mega Drive em 1991, apenas um ano antes do lançamento de Top Gear com seus carros genéricos.

Será que eles perderam mesmo a licença? E por que o jogo seria publicado por uma empresa JAPONESA e não pela própria Gremlin, como foi feito com as outras versões?

Pra mim o que aconteceu foi o seguinte: a Gremlin licenciou os assets e design do jogo (incluindo as músicas) e a Kemco fez in-house uma “versão” própria, mas sem os carros da Lotus, resultando assim no que conhecemos como Top Gear.

Isso explicaria o motivo de não termos uma versão do Lotus pro SNES mas termos suas músicas no jogo em si. Lógico que tudo isso é especulação minha.

A RELAÇÃO COM HORIZON CHASE

Horizon Chase Turbo

Nem vou entrar no mérito de explicar o quão popular o jogo de SNES foi/é no Brasil.

Apesar de não ser tecnicamente impressionante — ele usa as mesmas técnicas de design do Enduro de Atari –, Top Gear tinha um desafio competitivo, controles bem ajustados e músicas bem acima da média, com BPM superior a maioria das músicas mais “lentas” que eram vistas até então naquela primeira fase do SNES, com exceção de F-Zero, que por coincidência também era um ótimo jogo do mesmo gênero.

Talvez por isso (e por estar em todas as locadoras e fitas piratas do país) o jogo tenha se tornado tão popular, sendo cultuado até hoje pelos brasileiros, fenômeno totalmente alienígena pros gringos, que têm como referência muito mais o OutRun da Sega.

Evidentemente que esses brasileiros cresceram e alguns se tornaram desenvolvedores de jogos, o que foi o caso do pessoal da Aquiris, que usou como inspiração o jogo de OutRun da SEGA para criar este maravilhoso Horizon Chase Turbo.

O JOGO EM SI

Horizon Chase Turbo

Horizon Chase foi lançado para celulares Android e iOS em 2015, custando aproximadamente R$10,00, e eu lembro desse exato valor pois foi o primeiro jogo mobile que eu gastei dinheiro real e juro nunca ter me arrependido.

Mesmo com controles de touch, a jogabilidade mantinha-se precisa e não necessitava internet para funcionar, algo raro há 3 anos e muito mais hoje em dia. Lembro de ter demorado umas 2 semanas jogando com frequência até conseguir completar todos os desafios do jogo.

Desafios esses que não se limitam a ganhar as corridas, mas fazê-lo ao mesmo tempo que pega todas as moedas azuis da pista. Caso não deixe faltar nenhuma e ainda consiga a primeira colocação, será premiado com um selo “PRO” (chamado de Super Troféu na versão atual para consoles e PC). É um desafio opcional que dava ao jogador pouco além de um carro extra legal no final, mas que por só aparecer depois de completar tudo, acabava perdendo o sentido.

Pra acabar com esse problema, a Aquiris criou um outro modo além do World Tour, o Arcade, que funciona exatamente como em Top Gear: quatro corridas por país, sem necessidade de pegar as moedas para completar. Além disso existem os Challenges que como o nome já diz, são desafios opcionais que aí sim, vão testar os limites da sua habilidade E paciência.

É bom lembrar que todos esses modos podem ser jogados com 1 até 4 jogadores, facilitando a aquisição dos troféus e sendo também uma ótima opção de jogo para aquele momento de ócio com os amigos em casa.

Eu mesmo joguei quase quatro horas de Horizon Chase Turbo durante um fim de semana!

Tá tudo gravadinho lá no Horo Joga.

EVOLUÇÃO

Horizon Chase Turbo

É notório que muita coisa mudou desde o lançamento do original. As pistas e carros possuem mais detalhes, mas mantendo o visual low poly do original.

Existem mais carros, fases, músicas, etc. Aliás, é importante notar que a trilha do jogo foi feita pelo mesmo compositor da série Lotus (e por tabela, Top Gear): Barry Leitch.

Ele manteve a qualidade das suas trilhas antigas, criando temas bastante marcantes para esse jogo, incluindo também alguns rearranjos das músicas clássicas do SNEs, é muito gostoso jogar um jogo novo com a trilha de algo antigo como Top Gear.

A jogabilidade de Horizon Chase Turbo é tão boa quanto no celular. Foi implementado um botão de freio, não presente no original, onde você automaticamente freava quando soltava o acelerador. Agora existe uma diferença entre deixar o carro “na banguela” e realmente frear, e o jogo leva isso em consideração.

A colisão entre os carros é infelizmente o maior problema. O jogo não trata da mesma forma quando você bate em um carro e quando um carro te bate. Se você der um simples toque na traseira de outro corredor, seu veículo para bruscamente, enquanto que uma pancada na sua traseira não te joga pra frente na mesma intensidade. Leis básicas da física, galera!

Apesar do problema, muitas mudanças foram feitas para melhorar a qualidade de vida do jogador.

Quando sua gasolina está para acabar, o mapa da pista mostra os pontos do percurso onde existem itens de gasosa (que substituem os pit-stops do Top Gear), além disso também foi adicionada uma notificação na tela para quando todas as moedas da fase são pegas, coisa que incrivelmente não existia no original.

O mapa mundi do jogo também recebeu uns retoques, mostrando agora uma visão mais distante com o planeta Terra. É bonitinho, mesmo sendo inútil.

CONCLUSÃO

Horizon Chase Turbo

Horizon Chase Turbo tem em sua atenção aos detalhes o maior de seus méritos.

Toda a apresentação e qualidade mostra que os três anos de produção da versão de consoles/PC foram bem usados, com melhorias que poderiam ser usadas pra justificar um número “2” no título, já que é praticamente um jogo novo, tamanhas as mudanças feitas pra trazê-lo para telas maiores.

Essa qualidade e apreço foram o que tornaram esse lançamento um dos melhores jogos feitos no Brasil até hoje. Eu espero sinceramente que a Aquiris e outros estúdios possam trabalhar em mais jogos e que atinjam esse nível de excelência. Estão de parabéns demais.

Horizon Chase foi analisado com uma cópia do jogo…. fornecida pela Sony! Olha só, quem diria!

Para ver mais análises dessa forma, compartilhe esse review no facebook, twitter, insta e todas as redes que tiver!

O post Horizon Chase Turbo | A verdadeira continuação de Top Gear apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/29/horizon-chase-turbo-verdadeira/feed/ 1