Arquivos Otome Novel - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/otome-novel/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 20 Mar 2025 21:21:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Otome Novel - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/otome-novel/ 32 32 Him, the Smile & Bloom | Pétalas de Romance https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/him-the-smile-bloom-petalas-de-romance/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/20/him-the-smile-bloom-petalas-de-romance/#respond Thu, 20 Mar 2025 21:21:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19635 Olha só, quem diria que finalmente depois de juntar dinheiro com cartinhas do Steam, e aliado a uma promoção dedicada ao nicho, eu adquiri a Visual Novel brasileira NVDA, que acho que estava na minha lista de desejos há um bom tempo. Ambientada no Brasil e patrocinada pela Prefeitura de Natal, é um bom jogo […]

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Olha só, quem diria que finalmente depois de juntar dinheiro com cartinhas do Steam, e aliado a uma promoção dedicada ao nicho, eu adquiri a Visual Novel brasileira NVDA, que acho que estava na minha lista de desejos há um bom tempo. Ambientada no Brasil e patrocinada pela Prefeitura de Natal, é um bom jogo que possivelmente falarei algum outro dia. E como eu sou um babaca, eu joguei a novel em inglês. Em inglês o jogo tem o título de NSG. Qual o significado de NSG? Certamente não é Nonosódio Glutoacido. Assim como NVDA não é um typo da NVIDIA. Enfim, divago.

Esse é o ano em que o Sancini joga Otome Novels! O que são Otome Novels? Bem, Otome Novels são novels que tem como o alvo o público feminino em geral, e são estreladas por uma menina que tem vários bonitões como interesses amorosos. O gênero surgiu graças ao estúdio Ruby Party, que é um estúdio interno da Koei (hoje Koei Tecmo) composto completamente por mulheres. O jogo Angelique (Super Famicom) foi o primeiro do gênero, e o início da série NeoRomance, que contém as séries Angelique, Haruka: Beyond the Stream of Time, La Corda D’Oro e Neo Angelique. Nesses mais de 30 anos do estúdio Ruby Party, apenas um dos jogos deles chegou ao ocidente, nesse caso, a colaboração com o Omega Force em Touken Ranbu Warriors. Mesmo traduções não oficiais são inexistentes. Irônico que os criadores do gênero não tenham aparecido no ocidente.

Enfim, da criação do gênero até hoje, diversos títulos passaram a chegar no ocidente, desde que Visual Novels passaram a ser mais aceitas nesse lado do oceano, claro que algumas das empresas que localizam otome novels, as mantém apenas no Nintendo Switch, ao invés de portar para o PC, né, dona AKSYS? Sério, AKSYS? Ignorar uma plataforma que dá mais visibilidade? Enfim, felizmente nem todas as publishers são assim, e quando trazem novels pro ocidente, fazem portes para o PC. Por exemplo, nas versões ocidentais de algumas novels que saíram só em consoles no Japão, a PQube trouxe o jogo para o PC, aconteceu com Konosuba, SINce Memories, Genso Manège dentre outros.

E no fim de fevereiro, a PQube trouxe aos PC’s e Nintendo Switches ocidentais, uma versão em inglês de Him, the Smile & Bloom, desenvolvido pela EDIA/TEAM Entretainment e a MintLip e lançado no Japão em 2024. É, ao contrário das novels da Mages, não levou uma eternidade pra aparecer no ocidente. E apesar do lançamento ter sido agora em 2025, o jogo já tinha suporte ao inglês na versão japonesa, mas com uma tradução, segundo alguns reviews gringos que li, um pouco duvidosa. Bem, leia nossa análise.

E vejo flores em você

O jogo foca no desenvolvimento do romance entre quatro casais, e tudo gira em torno da floricultura Fill Flower. O jogo não possui uma protagonista fixa, dependendo da rota escolhida no começo do jogo, você terá uma protagonista. Assim que iniciamos a partida, somos apresentadas as flores que representam cada um dos rapazes que são os interesses amorosos, e um resumo do que se trata aquela rota. Então somos apresentados a um vídeo de abertura do jogo, seguido da escolha da rota que você vai seguir.

O jogo recomenda uma certa ordem para a sua jogatina, apesar de não ser obrigatório, mas por conta da ordem dos eventos que vão acontecendo nas rotas. Cada um dos personagens esconde por trás de uma máscara proverbial, todas as inseguranças e cicatrizes. Wataru por exemplo (o moleque de cabelo azul), é jovem e animado, sempre positivo, mas logo no começo descobre-se que ele acabou de terminar com a então namorada da escola, já que os dois foram para faculdades diferentes e a distância, aliada a falta de comunicação dos dois causou a ruptura que levou a menina traí-lo e aos dois terminarem.

Apesar das histórias serem até tratadas de uma maneira madura, o jogo tem um clima mais puxado para os slices of life. Em termos de finais, cada personagem possui um final excelente, um regular e um ruim, e não é tão difícil conseguir os finais. A história é leve o suficiente para se continuar jogando na minha opinião.

Altos valores de produção

Talvez por ser baseado em uma série de Drama CD’s, mas Him, the Smile & Bloom tem valores decentes de produção, com uma dublagem muito competente em japonês… Mas é meio chato as protagonistas não terem voz. Certamente pelo fato de que dá pra mudar o nome da protagonista jogada (tanto que Wataru chama Serina de Senpai, porque ela é tecnicamente a senpai dele na floricultura).

Os traços do jogo são os esperados de uma otome novel, rapazotes bonitões e bem vestidos, cabelos coloridos, pacote completo. Como toda visual novel, ela começa com um shot do céu. Enfim, cenários bonitos e bem feitos, que me dão saudade de visual novels mais japas, talvez por eu jogar muita coisa adulta ocidental 3D em termos de VN, esses cenários japoneses dão uma nostalgia de animes slice of life.

A trilha sonora da novel é competente, com boas músicas, compostas por Toshinori Orikura (de Corona Blossom e Lover Pretend) que casam como uma luva para os momentos, e a abertura e encerramento da novel são cantadas por uma conhecida de quem jogou a versão de PC de Nekopara Vol. 3 (as versões de PS4 e Switch possuem outra abertura), a Duca, mas com outro pseudônimo, mao.

Recomendamos

Ainda que o valor do jogo no Switch seja salgadinho, a versão de PC custa cerca de metade desse valor, e com um pouquinho mais, dá pra comprar com um pequeno cenário extra de Halloween. Him, the smile & Bloom é uma excelente novel sobre o romance na vida adulta. Com um clima de slice of life e personagens variados, pra quem curte o gênero Otome, é uma boa pedida. Eu evitei comentar mais sobre a história, porque não quero dar tantos spoilers.

Nota: 9,5/10

Him, the Smile & bloom está disponível para Nintendo Switch e PC, e a análise foi feita como uma chave do Steam, fornecida pela PQube.

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Genso Manège | Vamos fugir do parquinho https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/#respond Fri, 21 Feb 2025 18:32:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19352 Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que […]

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Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que não se dá ao trabalho de portar os otome games que eles lançam pro PC), e até onde eu me lembro, eu não tenho um Nintendo Switch. É, grande choque, eu sei.

Mas isso não quer dizer que eu não tenha experiência com o sub gênero, sim, é limitada, mas eu joguei ao menos algumas Visual Novels do gênero Otome, até mesmo analisando uma aqui para o Arquivos do Woo, sendo essa C14 Dating, quando esta saiu no PS4. E uma outra, que não analisei, mas joguei no meu PC há muito, MUITO tempo atrás e que foi parcialmente responsável por me fazer de fato criar visual novels, é Seduce me Otome (essa é gratuita no Steam). Deve ter alguma outra em algum lugar, mas eu não lembro de cabeça.

Enfim, em 2020, o estúdio LOVE&ART, uma divisão dedicada a Otome games da MAGES (responsável por algumas das visual novels que analisamos aqui) lançou Genso Manège no Switch, e cinco anos depois, a PQube trouxe o jogo para o ocidente, incluindo aqui um novo porte para PC, como acontece com outros títulos da MAGES que a PQube trouxe pro ocidente (Konosuba: Love for these clothes of Desire, SINce Memories: Off the Starry Sky), assim ampliando o potencial público do jogo. Mas… Como o jogo se sai? Confira a nossa análise de Genso Manège.

Para quebrar a maldição

“Eu vou despertar a magia em você, e você vai nos libertar do Rêve…”

O jogador acompanha a história de Emma (você pode alterar o nome dela no começo), uma garota que ficou órfã muito nova, em sua luta para revelar memórias esquecidas. Emma, uma bruxa que perdeu os poderes quando jovem e agora vive uma vida sossegada, é guiada pela lembrança deixada para ela pelo pai, mas se vê abalada com a chegada de um parque de diversões na cidade.

Com muita magia e sonhos, mas carregando um segredo sombrio, Emma sente uma conexão imediata com o fascinante La Foire du Rêve. Sob o charme fantástico do parque, ela descobre que, na verdade, os funcionários estão presos, obrigados a ficar no parque de diversões, e só a magia dentro de Emma pode libertá-los. Acontece que faz anos que Emma não acessa sua magia, e ela precisa buscar muito fundo dentro de si, lidando com dolorosas memórias reprimidas, para conseguir recuperá-la.

Enquanto trabalha no Rêve e desvenda os fios emaranhados de seu passado esquecido, Emma cria laços com os funcionários do parque de diversões.

A história de Genso Manège é mais profunda que a sua temática no parquinho de diversões deixa transparecer, o elenco de personagens é variado, ainda que eles caiam nas tropes do “Amigo de Infância”, “O Manipulativo”, “O Frio”, “O Tsundere”… E pelo menos aqui classificam como tsundere, e não como “male fragile ego”, como certa empresa traduziu anos atrás. Etc, etc.

O jogo possui grande fator replay, com cada um dos personagens tendo sua rota com diferentes finais (A rota de Arnoud, o amigo de infância só está disponível quando se conclui a rota de Hugo), e o final verdadeiro está escondido, depois de todas as rotas serem concluídas.

Uma visual novel fácil com minigames

Como toda visual novel que s e preza, o core do gameplay é baseado em ler os textos e fazer escolhas para aumentar a afeição com os rapazes… Bem, exceto que em Genso Manège, é facilimo aumentar afeição deles, basta escolher a segunda opção nos diálogos individuais… Eu queria estar brincando, mas não. Por outro lado, essa opção evita súbitos finais ruins em escolhas erradas, como a vez em que eu explodi o mundo ao olhar a Rei Ayanami se trocando no vestiário na visual novel de Evangelion. SIM, ESSA FOI UMA SITUAÇÃO REAL, E SIM, FOI NUM PRODUTO OFICIAL FEITO PELA GAINAX.

Voltando ao jogo, além dos trechos de visual novel, o jogo coloca no seu caminho, dois minigames bem simples, para simular a nossa protagonista recuperando a magia. Num deles, você precisa clicar na maior quantidade de estrelas possíveis num determinado período de tempo (E o jogo vai ranquear sua performance de acordo) e no outro, você precisa alinhar a estrela que diminui o tamanho com o espaço demarcado. Bem simples. Como eu disse, minigames simples, e que após a primeira vez que o jogador os completa, é possível pular esses minigames na próxima vez, garantindo sucesso automático. Vou confessar que preferiria que ao invés disso, houvesse uma opção de jogar com ou sem os minigames, como acontece em C14 Dating, por exemplo. Por outro lado, a opção de pular evita a repetição da mesma coisa sempre.

Espetáculo audiovisual

As composições do jogo, excelentes que passam o clima fantasioso e lúdico de um parque de diversões, foram compostas por um velho conhecido nosso, Takeshi Abo, que fez a trilha de SINce Memories: Off the Starry Sky. Recomendo dar uma escutada na OST do jogo. O tema de abertura e encerramento são interpretados por pessoas que são relativamente de peso pra quem assiste anime, com Rico Sasaki (que canta o tema de Welcome to Japan, Ms. Elf) interpretando o tema de abertura “Histoire du Rêve” e Yumi Matsuzawa interpretando o tema de encerramento, “Kyoumei ~Rèsonance~”.

O jogo possui um elenco talentoso de dubladores por trás, como manda as produções de alto orçamento da MAGES, com os seiyuus desempenhando bem seus papéis. Pena que Emma não tem voz, mas ei, não se pode ter tudo.

Graficamente, vamos começar com um dos problemas, por assim dizer do jogo… As caixas de texto, elas são em um tom claro demais, e contrastando com a fonte branca, mesmo com o contorno, deixa um cadinho incômodo de ler. E no PC, o jogo pode ter alguns problemas vez ou outra, sprites não carregando (isso também acontecia na versão de PC de Konosuba). Fora esses problemas, Genso Manège é um deleite visual com belíssimos sprites e cenários de tirar o fôlego (para o padrão de visual novels), com uma paleta de cores que passa um calor suave, que até engana o jogador, já que o jogo é mais profundo do que as imagens deixam transparecer. Mas, por alguma estranha razão, nas CG’s onde Emma e o par em questão se beijam… Os lábios não se tocam. Vai entender.

Uma boa porta de entrada para o gênero Otome

Genso Manège esconde uma história mais profunda sob o véu de mágica e parquinho de diversões. É uma visual novel excelente e pode ser usada como porta de entrada para o subgênero de Otome Novels, ainda que o preço de R$ 104,90 do PC não pareça convidativo. Você pode deixar o jogo na sua lista de desejos e aguardar por uma promoção.

Nota final: 9/10

Genso Manège está disponível para Nintendo Switch e PC (e existe uma versão para iOS, disponível apenas no Japão) e esta análise foi feita com uma chave do Steam gentilmente fornecida pela PQube.

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