Arquivos MyTeam Career - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/myteam-career/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 09 Aug 2023 03:00:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos MyTeam Career - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/myteam-career/ 32 32 Porquê achei F1 23 desapontador https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/09/porque-achei-f1-23-desapontador/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/09/porque-achei-f1-23-desapontador/#respond Wed, 09 Aug 2023 03:00:37 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14713 Esse artigo não é visado como uma análise do F1 23, porque já temos uma no site e eu de fato não joguei o jogo. Mas esse texto é resultado de uma observação de horas e mais horas de conteúdo criado por pessoas que jogam essa franquia desde que a Codemasters assumiu em 2009, e […]

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Esse artigo não é visado como uma análise do F1 23, porque já temos uma no site e eu de fato não joguei o jogo. Mas esse texto é resultado de uma observação de horas e mais horas de conteúdo criado por pessoas que jogam essa franquia desde que a Codemasters assumiu em 2009, e um pouco de preocupação que possuo com um produto que gostei por um bom tempo.

O fato é que F1 23 no geral, se você joga a franquia há anos… Acaba sendo um pouco decepcionante. Vou explicar os meus argumentos ponto a ponto de onde a Codemasters falhou com o jogo, e o único ponto positivo de verdade, se você vem jogando a franquia há anos. Sem mais delongas, vamos nessa. ALERTA: Esse texto contém spoilers do modo Breaking Point e do Breaking Point 2.

Reprodução: EA, Codemasters

Breaking Point 2 (Parte 1): A Codemasters ainda não sabe contar uma boa história de F1

Uma das minhas críticas no modo Breaking Point em F1 2021, era que Aiden Jackson, o nosso protagonista tem a profundidade de um píres, com Casper Ackerman roubando a cena (apesar do material promocional esconder isso), e Devon Butler sendo o babaca que sabíamos que ele seria (se você jogou F1 2019 no modo carreira começando na F2). Dito isso, F1 23 é uma história que tecnicamente vai do nada a lugar algum.

No fim do Breaking Point original, é deixado implícito que o protagonista teria uma chance em uma das três grandes, dependendo da sua equipe escolhida (Alpha Tauri leva a uma vaga na Red Bull, Racing Point/Aston Martin e Williams levariam a uma vaga na Mercedes, e Haas e Alfa Romeo levariam a uma potencial vaga na Ferrari), ou seja, você sai de uma equipe de trás/meio do pelotão pra uma equipe do topo. Mas, não é o que acontece, já que no Breaking Point 2, somos mandados para uma nova equipe, Konnersport Racing, que obviamente está atrás no Grid na temporada de 2022 e Meio do Pelotão na temporada de 2023.

E Aiden Jackson… Continua sendo o mesmo personagem genérico, com a adição de ser irritante porque ele acha que merece uma vaga numa equipe grande. Eles transformaram Devon Butler em um personagem menos irritante, por conta do caso de surdez que ele enfrenta em parte da temporada de 2022 e leva a sua saída da equipe em 2023. E temos, California “Callie” Mayer, a irmã de Butler… Que é uma personagem IRRITANTE pra caramba. Ela é o tipo de personagem que leva muita gente a criticar a escrita moderna dos filmes ou mesmo jogos, utilizando as palavras do Critical Drinker: “STRONG FEMALE CHARACTER”.

Ela tem a mesma arrogância que vimos em Devon, só que ao contrário do Devon, que sofre adversidade através de adversidade (O acidente em Abu Dhabi em F1 2021 custou a equipe dele o lugar no Campeonato de Equipes, e a possibilidade de surdez levou a sua aposentadoria precoce), Callie não sofre consequências pelos atos. Ela vive entrando em atrito com Aiden, se recusa até mesmo a estar na mesma sala com o pai (ela tem problemas com o pai, compreensíveis, mas uma falta de profissionalismo é INADMISSÍVEL em uma equipe de F1.) e é unidimensional do começo ao fim.

Essa é a dificuldade do Braking Point 2

Breaking Point 2 (Parte 2): Ainda é muito fácil

Uma das mudanças do Breaking Point 2 em relação ao anterior, era que no original, não havia seleção de dificuldade e agora possui seleção de dificuldade. Em teoria, algo bom. Porém… Não me parece que a dificuldade no Hard é tão difícil quanto o nome diz. Diversos criadores de conteúdo colocaram a dificuldade no mais difícil, e ainda assim, cumpriam os objetivos com bastante antecedência.

A coisa era tão fácil que Jarno Opmeer, campeão de 2020 e 2021 do F1 Esports Championship abriu tanta vantagem numa corrida do Breaking Point que ele fez um pitstop e trocou o pneu pra pneu de chuva e ainda manteve uma larga vantagem. Para os desinformados, o pneu de chuva tem menos aderência por conta das reentrâncias (que escoam a água em provas com chuva), e desgasta rápido em pista seca. Ele pode ser campeão da categoria no eSports, mas ele (assim como os outros pilotos de esports) pilota sem assistências como frenagem e tração.

Não seria melhor se tivesse uma maneira de calibrar a dificuldade aos poucos, permitindo o jogador ajustar a dificuldade ao seu nível de habilidade? Não, pera, ISSO EXISTE NO MODO NORMAL DE JOGO.

Reprodução: Illumination

My Team Career: NADA MUDOU, EXCETO…

As mudanças que a EA tanto alardeou em press releases (e inclusive apontadas na nossa análise) não passam de ajustes naturais que são esperados de um ano pro outro. Elas não mudam nada no jogo. Um jogador casual não notaria as mudanças, e um hardcore só nota que é esperado. É um jogo esportivo, então esse tipo de ajuste fino é o padrão, porque (por exemplo) um jogador não tem performance igual em dois anos seguidos, ela pode até ser parecida, mas um jogador não vai fazer exatamente 36 gols, 25 assistências, fazer 78 cruzamentos corretos do lado esquerdo e 46 cruzamentos corretos do lado direito e 137 chutes a gol dois anos seguidos.

Mas sabe o que mudou pra pior? (pode ter sido consertado com patches, mas esse fix não é aplicado em saves velhos) O sistema de contratos. Não sei se bug ou incompetência da Codemasters, mas do jeito que o jogo funciona no My Team, é que antes do começo do modo, assinamos um contrato com um companheiro de equipe, e há duas rodadas de negociações, uma no meio da temporada e uma após a conclusão da mesma, indo pra temporada seguinte. Só que se você correr as 23 provas, a segunda rodada de negociação vem… ANTES DA ÚLTIMA CORRIDA em Abu Dhabi.

E o modo de carreira do piloto? Esquece, a Codemasters largou de mão dele quando veio com o MyTeam em 2020.

Reprodução: EA, Codemasters

Bandeira Vermelha: Ela veio bugada

Uma das coisas que os fãs pedem há anos porque desde que migrou para a geração do PS4 foi eliminada, era a volta das bandeiras vermelhas. Pois bem, elas voltaram, mas… Novamente, a competência da Codemasters pra trazer não foi lá muito precisa.

Em teoria, a Bandeira Vermelha acontece num incidente onde, ou a pista tá molhada e perigosa pros pilotos, ou vai ser necessário muito tempo pra retirar sujeira da pista, reparar barreiras após um acidente. Isso dá as equipes um pit stop gratuito, no qual elas podem reparar alguns danos, ou trocar de pneus pra uma estratégia ousada.

Só que no F1 23, o que acontecia? A bandeira vermelha ocorria, todos iam pros pits, e no reinício a corrida continua normalmente. Só que o resultado da corrida, não era o que foi determinado na pista, mas o que havia sido estabelecido NO MOMENTO da bandeira vermelha. Então se você estava em sétimo no momento da bandeira vermelha, e após o reinício conseguiu o milagre de ultrapassar todo mundo e vencer a corrida… Você não venceu de verdade, porque o jogo considerou seu sétimo lugar após a bandeira vermelha.

Reprodução: aarava/Youtube

F1 World: Pra quem?

A outra grande novidade que veio, foi o F1 World, que substitui o fracassado F1 Life do F1 22 (que era um IKEA Simulator, e é mais uma tentativa da EA de Fifalizar a franquia, ou seja, o equivalente ao Ultimate Mode que temos no EA FC (anteriormente chamado de Fifa), Madden, NHL.. Só que apesar dele ser marginalmente melhor que o IKEA Simulator, o público que ele deveria apelar, meio que não existe.

Numa enquete feita pelo público do youtuber aarava, com seu público (composto por gente que de fato consome o jogo), cerca de 6% dos jogadores tem o F1 World como seu principal modo de jogo, e 73% dos jogadores sequer o jogam, com 21% até tendo jogado, mas não era o principal modo para eles.

Mas números são só uma coisa, o importante, foram os comentários. A maioria só entrava no F1 World para utilizar os time trials, e fazer desafios quando havia pinturas especiais como recompensa, como a pintura da McLaren da Triplice Coroa. O fato é que não há incentivo pros jogadores voltarem pra lá (sem contar que os desafios não mudam)… E o modo com CPU não é desafiante, relatos de pessoas com pneus de chuva em pista seca limpando o chão com a CPU.

Sancini em seu habitat natural. Reprodução: Codemasters

Não é de todo ruim, mas…

F1 23 não é um jogo ruim, as críticas que fiz neste artigo vem do ponto de que eu joguei bastante da franquia, e algumas coisas não funcionaram tão bem no F1 23, se dermos um olhar mais crítico. E como positivo, a dirigibilidade do jogo melhorou MUITO em relação ao que era no jogo anterior, isso foi uma coisa que TODOS os criadores de conteúdo que jogaram concordam.

Mas ainda assim, com os bugs que acontecem, os que vieram e melhorias que não são exatamente melhorias, dá pra entender a frustração de muita gente.

Referências:

Racing Games.gg: Red Flags seems to be causing bugs in F1 23 – https://racinggames.gg/f1/red-flags-bugs-in-f1-23/

aarava Community Poll: https://www.youtube.com/post/Ugkx0z1eVpMMfu_tJvCxy7mXWBMjHwNkZRtJ

aarava: Did ‘F1 World’ flop? As a game mode on F1 23…

Jarno Opmeer: Gameplay

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Coisas que a Codemasters/ EA precisa colocar nos futuros jogos da F1 https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/26/coisas-que-a-codemasters-ea-precisa-colocar-nos-futuros-jogos-da-f1/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/26/coisas-que-a-codemasters-ea-precisa-colocar-nos-futuros-jogos-da-f1/#respond Sat, 26 Nov 2022 14:21:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12587 Uma das piores coisas que aconteceu recentemente, foi a aquisição da Codemasters por conta da EA. Especialmente para quem é fã de Formula 1, porque honestamente, a qualidade dos jogos assumidamente caiu desde então. Vamos detalhar parte por parte de como a EA estragou F1. Primeiro, questão do preço pro público Brasileiro. F1 2019 e […]

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Uma das piores coisas que aconteceu recentemente, foi a aquisição da Codemasters por conta da EA. Especialmente para quem é fã de Formula 1, porque honestamente, a qualidade dos jogos assumidamente caiu desde então. Vamos detalhar parte por parte de como a EA estragou F1.

Primeiro, questão do preço pro público Brasileiro. F1 2019 e 2020 tinham preços razoáveis para o público brasileiro. Claro, eu peguei o 2019 numa promoção de 75% de desconto na edição especial do jogo. E quando fiz a pré-compra do 2020, eu paguei cerca de 260 reais na edição Schumacher (vulgo Deluxe), porque os donos de jogos anteriores possuem 10% de desconto, por fidelidade.

O Formula 1 2021, o primeiro sob a publicação da EA (a compra se deu no meio do desenvolvimento, então não tem tanto dedo da EA), custava 300 reais, a edição REGULAR nos consoles. E o que o jogo trazia de novo? O modo historinha, que apesar de bacana, tinha 0 fator replay. E perdemos nisso, os carros clássicos. E as pinturas pro My Team foram diminuídas drasticamente, estando ligadas ao Passe de Pódio. No 2020 algumas estavam, mas no 2021 era RIDÍCULA a quantidade de pinturas iniciais disponíveis. E, para incentivar os otários a comprarem moedas pra desbloquear coisas, as recompensas do passe regular eram igualmente ridículas.

LEIAM – Fazendo justiça a um grande Fighting Game

O F1 22, que foi o primeiro Full EA Sports, piorou mais ainda as coisas. O jogo possui alguns glitches que honestamente, não existiam no jogo anterior, e o que ele trouxe de novo pra franquia? O simulador da IKEA, conhecido como F1 Life, utilizado por exatamente 0 pessoas. Os Super Carros, tão alardeados no anuncio? Apenas para certos eventos, que nos jogos anteriores eram com carros clássicos da categoria. E claro, a monetização do Passe de Pódio está lá, pra incentivar… O F1 Life? Pra quê? Esse modo não traz NADA de interessante em termos de gameplay. Se fosse ao menos como no NHL, onde você adquirir certas coisas com o dinheiro ganho dentro do jogo, dão bônus ao seu jogador no modo carreira, mas não, no F1 22, o F1 Life é COMPLETAMENTE INÚTIL.

Pra completar no que a EA estragou de F1, ela simplesmente REMOVEU a opção de compra dos jogos anteriores da série. A Codemasters sempre deixou disponível a compra dos jogos anteriores, muitas vezes até abaixando o preço deles nas lojas online, para aqueles que não possuem dinheiro ou Hardware potente o suficiente para rodar o mais novo jogo. Caramba, passei quatro parágrafos inteiros reclamando da EA. O que não é nenhuma surpresa, visto a fama da mesma. Mas, não é só de xingar a Electronic Arts que vive o homem, então para esse artigo, que é meio que uma sequência/remake de um artigo semelhante que escrevi antes do F1 2020, aqui vou listar alguma das coisas que a EA PRECISA colocar em jogos futuros da Formula 1.

Aperte o seu cinto, e vamos conosco.

Reprodução: Internet

Estratégia de Equipe para o modo Carreira/My Team

Não muita gente vai entender, porque F1 é nicho entre os jogos de corrida, mas muitas vezes durante uma corrida, algum evento incomum acontece (como um acidente), o que pode dar aos pilotos, um PitStop gratuito, com mudanças de estratégia e tudo mais, só que isso pode causar uma dor de cabeça, especialmente no modo My Team, porque invariavelmente se o jogador e o companheiro de equipe dele irem pro pit na mesma volta, vai causar o double-stack, que no caso é quando o segundo piloto a fazer o PitStop perde tempo porque tem que aguardar a equipe fazer a parada do outro piloto.

Na vida real, obviamente as equipes planejam as estratégias de modo a evitar o double-stack, mas nos jogos, isso é impossível, já que não controlamos diretamente o companheiro de equipe. Em jogos de manager, como Motorsport Manager (PC) e F1 Manager 2022 (Multi), é possível nas estratégias, definir quando os pilotos vão parar, evitando o double-stack, mas no jogo oficial da Codemasters, não, o que pode causar dores de cabeça se você tá trabalhando pra ganhar o campeonato de construtores e precisa dos pontos, com um dos pilotos perdendo posições pelo double-stack.

Uma boa solução, seria ter mais influência na estratégia de seu companheiro de equipe, na parte de pré-corrida, definindo quando seu companheiro de equipe vai fazer a parada. E continuando com a parte de estratégia de equipe, os jogos poderiam adotar um sistema parecido com o da série GRID, onde é possível dar ordens básicas ao companheiro de equipe, seja para ele dirigir defensivamente (defendendo a posição dele), ou mais agressivamente, caso ele esteja muito para trás.

Claro, que GRID é um tanto mais arcade que os F1, seu companheiro de equipe não vai sair batendo nos outros, mas é possível. E seria bem vindo, porque novamente, o My Team Career tornou o modo de carreira de piloto completamente obsoleto e é o que os fãs de F1 aguardam nos jogos desde a introdução no jogo de 2020.

Reprodução: Codemasters

Calendário Customizável com pistas de DLC

Uma das coisas boas que o jogo de 2020 trouxe em relação aos anteriores, foi a possibilidade de temporadas mais curtas pro modo carreira. Antes, você precisava fazer todas as pistas da temporada, em todas as 10 temporadas. No F1 2020, você tem a opção de fazer temporadas mais curtas com 16 ou 10 provas, porém, você não pode mudar a ordem das provas.

Só que na vida real, muitas vezes a ordem das etapas mudam, por exemplo, em 2021, o GP dos Direitos Humanos (vulgo GP da Arábia Saudita) era um dos últimos da temporada, em 2022 foi um dos primeiros. Então seria legal poder mudar a ordem das corridas numa temporada, a partir da segunda temporada, refletindo um pouco mudanças que acontecem na vida real.

E pra completar, seriam bem vindas pistas adicionais, como pistas fora do calendário regular, como Sepang (Malásia), Mugello (Itália), Hockenheim (Alemanha), ou a da Turquia, que foi utilizada em 2020 e 2021, o traçado do anel externo do Bahrein, que foi usado pro GP de Sakhir em 2020. Essas pistas poderiam ser adicionadas como conteúdo pago e serem utilizadas no modo carreira, customizando o calendário. Ajudaria muito, dando longevidade extra ao jogo e variedade para as temporadas.

Reprodução: Codemasters

A volta da árvore de Upgrades ou ao menos uma mudança do sistema atual

Esse aqui é um tanto pessoal, mas uma das coisas que não gostei no F1 2021, foi que mudaram a árvore de Upgrades da Pesquisa e Desenvolvimento. Eu sei que a Codemasters sempre muda a maneira que eles são demonstrados visualmente no modo carreira, mas a skill tree utilizada no jogo de 2019 e 2020 (creio que também vale pro 2018, mas eu não tenho como jogar ele. Até tenho a versão de PC, mas minha lata velha não roda.) era bastante eficaz. Você tinha como saber o que precisava abrir, sem muitas complicações.

No 2021, é um pouco diferente e honestamente… Não é intuitivo como a árvore dos jogos anteriores. É a mesma coisa na teoria, mas na prática, nem tanto. Talvez uma volta a árvore, ou um sistema mais intuitivo ajude nessa parte. Eu sei que não sou o único a reclamar disso.

Reprodução: Codemasters/Electronic Arts, Race Department

Um editor de pinturas decente (ou a opção de copiar pinturas clássicas)

Essa é uma reclamação que já vem desde o F1 2020, mas a Codemasters PRECISA colocar um editor de pinturas decente no jogo. E não dá nem pra colocar a culpa no hardware limitado da geração PS4/Xbox One, porque Gran Turismo Sport é de 2017 e tem um puta editor. O mesmo vale pros últimos Forzas que tem excelentes editores. Enquanto isso, na Codemasters, temos um editor mega limitado que faz o seu carro parecer um bootleg chinês óbvio em meio a carros reais, tirando toda a imersão que o My Team supostamente deveria dar.

LEIAM – Lunistice – Perfeito em sua simplicidade

Um editor decente, com formas básicas, sem limitação de cores, poder posicionar os patrocinadores livremente no carro, não seria muito pedir. Outra coisa que poderia ser adicionada (até mesmo atrelada ao Passe de Pódio, eu não me importo), é a opção de poder copiar as pinturas de carros clássicos da categoria (obviamente somente as formas, não as cores, apesar da imagem que ilustra esse parágrafo ser um mod da Renault de 2003~2006) adaptadas para os modelos dos carros atuais.

Reprodução: Internet

Patrocinadores Realistas (com logos melhores)

Esse parágrafo aqui é quase uma complementação do anterior. Uma das coisas legais que o F1 2020 adicionou no MyTeam, foi a questão dos Patrocínios, que dão dinheiro pra melhorar o QG da equipe… Até chegar o momento onde o dinheiro não importa mais porque você já evoluiu tudo, mas divago. A questão é… Sim, a Codemasters não pode colocar patrocinadores reais por conta de licenciamento (apesar de DIRT 5 ter patrocinadores reais), mas seria legal ter patrocinadores mais realistas.

Porque as “empresas” do jogo são EXTREMAMENTE GENÉRICAS com logos sem graça. Algo mais “realista” do tipo, que você pode ver no mundo real seria legal. Por quê não colocar as equipes da GRID, como a Seneca Sports ou a Ravenwest como possíveis patrocinadoras? Ou uma bebida energética fictícia (não, apesar dos rumores, Rich Energy não era fictícia), marcas esportivas ou de eletrônicos, mas algo que se assemelhe a algo que poderíamos ter no mundo real. (O exemplo da imagem é uma paródia, mas deu pra entender meu ponto)

Reprodução: Mercedes-AMG

Criar a sua própria unidade de potência

F1 2020 trouxe o MyTeam Career, e o F1 22 expandiu um pouco essa ideia com a possibilidade de já começar a carreira como um potencial time de meio ou frente de pelotão (com mais recursos do que o usual), e a progressão natural disso, poderia ser o jogador poder construir sua própria unidade de potência (algo especialmente importante, ainda mais com a mudança no regulamento das unidades de potência a partir de 2026).

Se por um lado, o jogador não precisa gastar com a taxa da unidade de potência, por outro, o motor não seria tão potente quanto o das outras montadoras, já que ele precisaria desenvolver mais o mesmo. Obviamente o publico casual não veria tanto apelo nisso, mas os jogadores mais hardcore da franquia apreciariam o desafio extra.

Reprodução: Team Ninja, Koei Tecmo

Um criador de personagens

Os avatares presentes no jogo são uma porcaria. Um editor de personagens, como o de qualquer jogo da EA Sports, é tudo o que peço. Sério. Não precisa nos dar algo nível WWE 2K, só poder escolher gênero do piloto, penteado, cor de pele, cabelo e olhos já seria um avanço IMENSO.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts, WWE

Elimine o F1 Life, apenas isso

O F1 Life foi literalmente usado como cortina de fumaça em termos de marketing, porque a Codemasters não trouxe NENHUMA evolução substancial ao F1 22, e o modo não traz NENHUM apelo ao fã de F1, ou sequer ao jogador casual. Como a comunidade apelidou, é o simulador de IKEA, ou pra nós brasileiros, simulador da Leroy Merlin.

O ideal seria a Codemasters remover esse modo, porque por mais que do ponto de vista financeiro, o jogo precisa de algo pra fazer os jogadores gastarem em DLC, não é dessa maneira, já que esses cosméticos do F1 Life não tem serventia alguma em termos de gameplay ou mesmo visual, já que eles ficam limitados a tela do F1 Life.

Eu não sei como terminar esse artigo, mas sei que provavelmente muitas dessas coisas não vão aparecer porque a Codemasters é preguiçosa e a EA mais ainda. Mas deixo registrado esse artigo como reclamação mesmo.

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F1 2021 | No caminho certo, ainda que tropeçando https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/27/f1-2021-no-caminho-certo-ainda-que-tropecando/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/27/f1-2021-no-caminho-certo-ainda-que-tropecando/#comments Wed, 27 Apr 2022 23:14:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10798 Quem diria que esse ano de 2022 teríamos MAIS de um jogo oficial da Formula 1 saindo nos consoles e PC, hein? Além do já óbvio anual e esperado F1 22 (recém revelado pela EA/Codemasters), teremos o primeiro jogo de Manager de F1 em mais de 20 anos, com a Frontier Developments (responsável por Planet […]

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Quem diria que esse ano de 2022 teríamos MAIS de um jogo oficial da Formula 1 saindo nos consoles e PC, hein? Além do já óbvio anual e esperado F1 22 (recém revelado pela EA/Codemasters), teremos o primeiro jogo de Manager de F1 em mais de 20 anos, com a Frontier Developments (responsável por Planet Coaster e Planet Zoo, entre outros jogos de sucesso) estando a frente do desenvolvimento.

Claro, nesse meio tempo tivemos aí o Motorsport Manager no PC, mas não tínhamos a licença oficial da Formula 1 (até tinha a licença da Formula E na versão mobile), sendo disponível tal coisa apenas através de mods da comunidade (que foi sinceramente o que manteve MM vivo nesses seis anos desde o lançamento da versão de PC.

LEIAM – Coisas que queremos no F1 2020

Enfim, em 2022 temos novos carros e novos regulamentos em relação aos mesmos, tanto que a Haas, que nos últimos 3 anos tinha vivido um calvário com carros horríveis, voltou a ter um carro competitivo, e até conquistou pontos com o Kevin Magnussen, e a Alfa Morreu, digo, Romeo tem beliscado pontos aqui e ali com Valteri Galochas e Goiano Jô (Obrigado Victor Ludgero pelos apelidos).

A Ferrari voltou a ter um carro a altura do legado do time, apesar do azar do Comic Mainz, e a Mercedes… Bem, parece que o azar do Jorge Russo passou pra equipe, porque esse carro de 2022 é equivalente aos busões que o Russo pilotava na Williams.

Dito isso, no lançamento, eu não pude jogar F1 2021 porque nem fodendo eu ia pagar 300 reais em um jogo, esse foi o maior male da aquisição da Codemasters pela EA. Agora em março o jogo entrou no EA Play, o serviço de assinaturas da EA, então pude aproveitar o jogo, o máximo possível. Será que ele vale seu tempo? Confira conosco.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Enfiaram um pouco de drama Netflixiano na minha Formula 1

A principal novidade que F1 2021 traz (ou ao menos a que foi mais alardeada na época), foi o modo Braking Point, que é um modo história, que conta a ascensão e problemas da carreira de Aiden Jackson, jovem piloto da Formula 2 que no fim de 2019, está na disputa pelo título da mesma e depois, ganha uma vaga numa equipe da Formula 1.

Nisso, o relacionamento dele com o companheiro de equipe, o veterano holandês Casper Akkerman não é dos melhores, já que a princípio, logo na primeira corrida, acontece um acidente entre os dois, que prejudica a corrida do veterano. Só que acidentes a parte, temos aí obviamente um outro fator aumentando a tensão entre o novato e o veterano, Devon Butler, uma das pessoas mais socáveis em todo paddock da Formula 1, e para quem jogou F1 2019, é um dos seus rivais no modo Carreira lá.

Só que ao contrário do que o material divulgado pela Codemasters deixou transparecer, o Braking Point não é jogado SOMENTE do ponto de vista de Aiden, já que no meio da campanha, passamos a ter o ponto de vista de Akkerman, que lida com justamente problemas oriundos da idade (na F1), suas performances já não são as mesmas, há uma nova geração liderando o pelotão, e sua cabeça está cheia de duvidas se ele consegue ainda correr a nível competitivo pelo menos uma última vez.

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Ainda que eu ache o Braking Point uma boa ideia, Aiden Jackson tem a personalidade de um pires de leite, ou seja, raso. Devon Butler é um grandessíssimo filho da puta, com tramoias dignas de novelas mexicanas (mas quem jogou F1 2019 meio que já esperava isso, o cara não era flor que se cheire lá) e Akkerman é um sujeito que aparenta ser durão, mas é um coração mole.

E uma outra crítica válida é que o Braking Point basicamente não tem fator replay ou dificuldade ajustável, como as corridas regulares e do modo carreira, já que as escolhas das entrevistas não influenciam em nada de importante, e mesmo que você vença as corridas possíveis de se vencer, não influencia nada já que o modo é completamente scriptado. Se o objetivo do capítulo é terminar em quinto, não importa que posição você chegue entre primeiro e quinto, pra história, você vai ter terminado em quinto, mesmo que na pista, tenha vencido a prova.

Mas nem tudo são críticas, já que a apresentação cinemática do modo, na minha opinião, é melhor que a apresentação “Drive to Survive” que GRID Legends teve.

As transições entre CG e corrida do jogo estão perfeitas, e os modelos dão um pouco do que os personagens da F1 podem parecer quando a Codemasters adentrar de vez a nova geração de consoles (ou não, já que lembramos o desastre que foi F1 2015, que foi a estreia da Codemasters na geração PS4).

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Cadê meus carros clássicos, Codemasters?

Esse ponto aqui da análise, deixa claro o velho deitado, digo, ditado que diz que só damos valor a algo quando não se tem.

Bem, para esta edição da franquia, não há mais a opção de jogar com os carros clássicos (só lembrar que no jogo de 2020, parte da campanha de Marketing sinalizava que você poderia ter o clássico carro que o Schumacher pilotou em sua estreia em 1991 na Jordan), o que significa que no modo carreira (seja o de piloto ou o MyTeam), não temos mais os eventos especiais que pilotamos carros clássicos (e basicamente dava dinheiro e fama ao jogador, mas era um pé no saco ter que fazer).

E sem carros clássicos, sai a opção de Campeonatos com carros clássicos, aliás, foi removida a opção de campeonatos separados em sua totalidade. Não que fosse algo realmente importante, já que os jogadores fazem isso no Modo Carreira, mas eu gostava de fazer os Campeonatos da F2, principalmente porque eu consigo jogar eles em dificuldades altas.

Outra coisa que removeram, foi a opção dos traçados curtos das pistas (Bahrein, Japão, EUA e Inglaterra possuíam versões reduzidas de seus traçados), que novamente, não era algo particularmente utilizado pelos jogadores.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Para os casuais e para os hardcores, muita coisa mudou

A Codemasters reformulou muita coisa mínima do jogo em relação ao 2020 (que já havia reformulado coisas do 2019), que aumenta bastante o fator simulação do jogo, sem necessariamente transformar F1 em um daqueles simuladores chatos pra cacete. Pra começar, o sistema de danos do carro foi amplificado em relação ao jogo anterior, se antes tínhamos como local principal de dano a asa dianteira, agora temos o dano na parte inferior e sidepods do carro, e até mesmo na asa traseira.

E como a parte inferior do carro vai sofrer dano? Simples, passando de maneira agressiva por zebras, cortando chicanes. Esses danos acabam interferindo na questão aerodinâmica, possivelmente custando aí aqueles décimos, centésimos ou milésimos de segundo que separam você da pole position.

A opção de regular o consumo de combustível do carro foi removida (com exceção do modo qualificatório, que permanece), então não temos mais a possibilidade de ganhar um pouquinho a mais de potência, a custo do combustível acabar mais rápido, tampouco a de economizar nos momentos em que acontece um safety car, logo, a questão de ultrapassagem vai ser determinada pela potência do motor, vácuo, DRS e ERS. Nada mais de usar o modo de mistura rica pra conseguir se aproximar.

Para corridas normais, fora do modo carreira, a opção de performance equalizada foi adicionada, oriunda do modo multiplayer, o que tecnicamente poderia colocar nessas corridas, uma Williams e uma Red Bull em pé de igualdade, mas é claro que em termos de IA, os status dos pilotos ainda vão fazer diferença.

Em termos de modo carreira, temos a opção de fazer o modo carreira com dois jogadores, seja como companheiros de equipe, ou rivais em equipes diferentes, o que dá uma lufada de ar fresco, já que o modo carreira de piloto foi meio que jogado pra escanteio no F1 2020 com a introdução do MyTeam.

O Modo MyTeam ganhou mais opções de customização da carreira, que pode facilitar, dificultar ou equalizar as coisas, já que agora a opção de ganhos financeiros pode ser ampliada ou reduzida para as equipes, tanto do jogador quanto da CPU. Ainda na questão de equalizar a competição, foi adicionada a opção de falha aleatória no motor do jogador, coisa que não existia na franquia, e isso coloca uma pressão maior por melhores performances, já que um DNF numa prova pode mudar o campeonato.

Outra coisa que era algo aparente no jogo anterior, mas agora se tornou um status oficial do jogo, é a questão do Foco da IA. Se o piloto da IA tiver boa performances em corridas seguidas, esse status irá aumentar, fazendo com que as chances desse piloto conseguir melhores posições, mesmo sendo tecnicamente mais inexperiente que outros pilotos, sejam maiores. E o inverso vale também, caso o piloto da IA se envolva em acidentes, ou tenha uma série de DNF’s causados por problemas de motor, o foco dele irá diminuir.

Uma das reformulações que não foi tão boa, entretanto, foi a da pesquisa e desenvolvimento. Na teoria, nada mudou, mas na prática, as coisas pioraram porque a Codemasters trocou a árvore de R&D por um sistema que é totalmente contra intuitivo. Diabos, mesmo o esquema primitivo de R&D do F1 2016 era mais intuitivo que isso.

Para aqueles com um pouco mais de dinheiro e que conseguiram a edição deluxe do jogo, para o modo MyTeam, é possível ter como companheiro de equipe, sete pilotos especiais, disponíveis somente para esse modo e somente para a sua equipe, que basicamente é a Codemasters reaproveitando assets antigos, mas são eles: Felipe Massa, Nico Rosberg, Jenson Button, Michael Schumacher, Alain Prost, Ayrton Senna e David Coulthard.

Se você sempre quis uma vingança pelo “Is that Glock?”, eis a oportunidade.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Menos customização de cara

No MyTeam, em comparação ao F1 2020, houve um decréscimo no número de pinturas disponíveis ao jogador logo de início, talvez num incentivo maior ao uso do Passe de Pódio, o que convenhamos, é a maneira da Electronic Arts de tentar fazer o jogador gastar grana nas Pit Coins. Isso só funciona relativamente nas versões de console, já que os jogadores de PC, cansados da customização merda de pinturas que o jogo tem, simplesmente baixam mods e deixam o carro mais chamativo.

Porque convenhamos, as opções de pinturas do jogo não são as melhores, e fazem o carro se destacar de uma maneira não muito agradável. Tá certo que não podemos ter patrocínios reais no jogo da Codemasters, mas ter um sistema de customização de pinturas decente é o mínimo que poderiam nos oferecer.

Nem precisa ser algo próximo do que Gran Turismo ou Forza oferecem, mas não parecendo um lixo já é um avanço, Codemasters.

F1 2021
Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

Ah sim, a jogabilidade

O jogo funciona como seus antecessores em termos de dirigibilidade, talvez uns pequenos ajustes tenham sido feitos, em especial na questão das curvas com assistência (também conhecido como direção ultra casual), que no F1 2020 era horrendo do ponto de vista de quem tem experiência, porque o jogo te forçava a voltar pra linha de corrida numa reta, tornando ultrapassagens um saco.

Mas enfim, você tem as óbvias opções de Grande Prêmio e Modos Carreira de Piloto, Equipe e Coop e precisa tomar as melhores decisões possíveis para ganhar os mundiais de pilotos e construtores. Algumas das coisas foram reformuladas, como eu expliquei anteriormente, mas não comentei sobre outras duas mudanças feitas. Uma delas, é que com a remoção dos eventos com carros clássicos, algo foi adicionado. Em determinados momentos, um membro da sua equipe lhe trará uma questão sobre alguma coisa, seja sobre qual área investir ou focar, e pode ou não estar relacionado ao seu segundo piloto. Essas questões geralmente não tem uma opção certa, porque usualmente elas vão beneficiar um setor específico que depende da sua escolha.

Outra coisa que mudou, foi a questão dos treinos livres. Antes havia a opção de realizá-los ou simulá-los, sendo que as simulações davam menos pontos de pesquisa e desenvolvimento. A opção de simular os treinos livres foi substituída por um “mini-game”, no qual você precisa escolher quais programas de prática vai fazer, com uma porcentagem e tempo determinados.

Assim, é possível conseguir os pontos de R&D sem precisar de fato fazer os chatíssimos programas de prática, e ainda conseguir descontos nos upgrades, cumprindo determinadas tarefas.

De resto, a mesma coisa do jogo anterior no MyTeam, com você criando a sua equipe, escolhendo a unidade de potência (Honda, Ferrari, Renault e Mercedes) e o segundo piloto, entre os pilotos da F2 de 2020. Responda as perguntas do repórter hipster (Will Buxton), que vão lhe dar uma bonificação inicial de um setor do carro. O jogador pode escolher jogar o calendário completo da Formula 1, ou calendários reduzidos com 16 ou 10 provas, mas infelizmente ainda não é possível mudar a ordem das mesmas.

No lançamento do jogo, o calendário estava incompleto, mas com atualizações gratuitas, os três circuitos que entraram em definitivo pro calendário, o GP da Emilia Romanha, o GP de Portugal e o GP dos Direitos Humanos, digo, Arábia Saudita foram adicionados. A pista de Ímola volta a um jogo de F1 após sua última aparição no F1 2013, na parte de clássicos do mesmo, enquanto que as pistas de Portimão e Jedá fazem sua primeira aparição nos jogos, já que anteriormente o GP de Portugal era em Estoril e a pista de rua da Arábia é de fato estreante na categoria em si.

Ímola é uma pista que exige muito do jogador… Ou eu sou ruim, porque eu me fodi bonito lá. O circuito de Portimão é um bom circuito, mas tem seu grau de dificuldade porque possui muitas subidas e descidas que são enganosas. E o circuito de Jedá é um circuito de rua, e veloz… O que deixa as coisas um pouquinho perigosas, porque um erro e você vai fazer uma ótima imitação do Nicolas Patifi, digo, vai beijar o muro.

O jogo, como os anteriores há um bom tempo, possui uma dificuldade ajustável de maneira milimétrica, assim jogadores com diferentes níveis de habilidade podem se divertir igualmente, e caso você erre uma curva ou resolva fazer cosplay de Vettel e mandar aquele sBinalla, pode utilizar a função de flashback pra voltar no tempo e corrigir o erro.

F1 2021
Reprodução: Codemasters,. Electronic Arts

A maldição de jogos esportivos

Tecnicamente, F1 2021 é um jogo igual ao seu antecessor. Incluindo os problemas com texturas em baixa resolução em determinados momentos e loadings demorados que citei na análise do F1 2020.

Felizmente os problemas de carregamento dos modelos de pilotos foram resolvidos, então é uma reclamação a menos. Dessa vez, como não houve problemas grandes na temporada (tudo bem que devido a pandemia, algumas provas foram canceladas/substituídas), os veículos estão com as pinturas semelhantes as contrapartes reais, e durante algum tempo, em uma atualização, a Red Bull estava com a pintura especial branca, que era pra ser utilizada no GP do Japão, mas acabou sendo usada na prova da Turquia.

Essa pintura foi removida do jogo posteriormente, mas readicionada em um update recente, porém para o MyTeam Career, e numa escolha de design esquisita, a pintura seria somente a do carro do Verstappen, então se o jogador quiser utilizar essa pintura, terão três carros número 33 na prova.

Como eu havia dito anteriormente, os modelos das CG’s do Braking Point são bem feitos, e as recriações dos circuitos, estão, usando as palavras do narrador da Band: NO CAPRICHO! Mas, entra ano e sai ano, e os efeitos de chuva do Formula 1 continuam uma bosta e devem continuar bosta até o fim dos tempos, já me conformei com isso.

Quanto ao áudio, entra ano e sai ano, e o jogo continua com a linguagem atrelada ao sistema. Que preguiça é essa de colocar a porra de um menu pro idioma inteiro do jogo? Caramba, isso é um inferno, toda santa vez que eu vou falar de um jogo, tenho que ver se o idioma dele é atrelado ao sistema.

A dublagem, obviamente recomendo que jogue com o áudio em inglês, que é onde as falas são melhor dubladas, embora crédito devido, ao menos dessa vez os dubladores dos comentaristas em português estejam mais a vontade e naturais. Mas não posso deixar passar que o dublador diz (geralmente quando faz a pole) que o Max Verstappen pilota pela TORO ROSSO.

Sendo que a Toro Rosso não existe mais a duas temporadas (ela virou Alpha Tauri após a temporada de 2019) e o Max não pilota lá tem uns 6 anos.

E para o Braking Point temos alguns nomes conhecidos da dublagem brasileira, como o Leonardo “Ikki de Fênix” Camilo fazendo o Brian (chefe da sua equipe) e o Marcio “James da Equipe Rocket” no papel do veterano Casper Akkerman.

F1 2021
Reprodução: Codemasters, Electronic Arts

No fim, depende se você tem ou não o jogo anterior

Num mundo ideal, onde jogos no Brasil custariam um preço justo, eu poderia recomendar F1 2021 para quem quisesse ter a versão mais atual da franquia, até porque pra quem possui o F1 2020, existe um desconto bacana de 30% na versão regular do jogo. Mas, com o preço de um Triple A novo na casa dos 300 reais (com algumas produtoras filhas da puta cobrando mais do que isso), fica difícil recomendar sem pensar duas vezes.

O jogo traz novidades, mas nem todas elas são boas, o modo Braking Point tem fator 0 replay, apesar de ser uma adição bacana e o modo carreira cooperativo pode render boas risadas com um amigo. Agora que o jogo está disponível no EA Play (nas versões de console), talvez seja a oportunidade perfeita pra conferir o jogo, porque fora disso, não há justificativa o suficiente para largar o jogo de 2020 por esse aqui.

Não me levem a mal, F1 2021 é um jogo excelente por si só, mas assim como qualquer jogo anual, é vítima justamente disso, é um jogo anual e F1 22 sai em menos de 3 meses. Se você assina o EA Play e é fã de corrida, pode baixar, caso contrário, numa promoção é uma boa porque 300 reais? Nem fodendo EA.

F1 2021 está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S e esta análise foi feita com base na versão de PS4, gratuita através do EA Play.

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