Arquivos Mito Games - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mito-games/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 25 Jul 2024 23:11:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Mito Games - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mito-games/ 32 32 Willy’s Wonderland | Ou Wardogs com multiplayer https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/22/willys-wonderland-ou-wardogs-com-multiplayer/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/22/willys-wonderland-ou-wardogs-com-multiplayer/#respond Mon, 22 Jul 2024 21:40:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17152 Quando a QUByte e a Mito Games anunciaram Willy’s Wonderland algum tempo atrás (Primariamente pra celulares), eu achei que seria algo inspirado por Alice no País das Maravilhas, porque eu não tinha nenhum conhecimento do filme estrelado pelo Nic Cage (Willy’s Wonderland: Parque Maldito), que aproveitava a onda de Terror com mascotes, popularizada por Five […]

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Quando a QUByte e a Mito Games anunciaram Willy’s Wonderland algum tempo atrás (Primariamente pra celulares), eu achei que seria algo inspirado por Alice no País das Maravilhas, porque eu não tinha nenhum conhecimento do filme estrelado pelo Nic Cage (Willy’s Wonderland: Parque Maldito), que aproveitava a onda de Terror com mascotes, popularizada por Five Nights at Freddie’s (que ironicamente teve um filme de sucesso ano passado).

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O jogo, assim como o outro título da Mito Games que analisamos (WarDogs: Red’s Return) começou nos celulares, e recentemente recebeu um porte para PC e Consoles, no mês passado, fazendo desse review mais um dos “textos que deveriam ter saído em junho, mas a depressão do Sancini não deixou”.

Sem mais delongas, vamos ver se Willy’s Wonderland vale a pena seu tempo.

Créditos: QuByte Games

Descendo a porrada em Animatrônicos

Um grupo de animatrônicos ganha vida e começa a massacrar pessoas que ousam visitar o parque Willy’s Wonderland. Os jogadores assumem o controle do Zelador (Personagem de Nicholas Cage) ou de Liv (Personagem de Emily Tosta) enquanto enfrentam as hordas do mal comandadas pelos nefastos animatrônicos – Tito Turtle, Siren Sara, Arty Alligator, Cammy Chameleon, Willy Weasel e muito mais!

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A princípio, um filme de terror não seria a melhor premissa para um beat’ em up, porém o roteiro insano e o filme em si são perfeitos pro gênero, já que Cage chuta cus no filme. Pena que todo o contexto do filme foi perdido na transição para o jogo (possivelmente porque o Mito Games é um estúdio pequeno), seria legal ter visto o caos do filme traduzido em cutscenes (mesmo que estáticas em forma de quadrinhos, como aconteceu em Wardogs).

Créditos: QuByte Games

Como WarDogs, mas coop e com menos conteúdo

Willy’s Wonderland é um beat’ em up no estilo 2D, você basicamente precisa bater em tudo que se mexe. Temos um botão pra soco, um pra chute, e algumas técnicas que podem ser usadas com um botão, ou uma combinação de dois botões (L1 + quadrado, triângulo ou círculo). As técnicas de um botão usualmente tem um tempo de cooldown, herança do jogo ter sido originalmente lançado para celulares.

Já as técnicas que utilizam o L1 usam a barra de FUN, que vai sendo enchida conforme batemos nos inimigos, apanhamos ou coletamos itens que enchem a barra. As técnicas utilizam um, dois ou três terços da barra e variam, uma aumenta a sua força por um período de tempo, outra dá uma regeneração de energia e a outra ajuda no contador de combo.

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Em relação aos personagens, não há diferença entre o Zelador e a Liv, sendo algo meramente estético. Porém, ao contrário de WarDogs, aqui temos co-op, que ajuda bastante quando os inimigos resolvem judiar de você, tal qual as paquitas do Hamilton fizeram com o Latifi após Abu Dhabi 2021.

Infelizmente, tendo como comparação WarDogs, não há o modo extra (Horda), tampouco os chips desbloqueáveis para fortalecer seu personagem. E as batalhas de chefe, inimigos e padrões de ataque, são quase todos reciclados de WarDogs, fazendo o jogo parecer um reskin do mesmo.

Uma falha que permanece de WarDogs, é a detecção de colisão que em alguns pontos do jogo é falha (os próprios desenvolvedores admitem isso) e pode levar inimigos a te encurralarem e arrancarem um naco de vida com facilidade.

Créditos: QuByte Games

Gráficos e sons

A apresentação inicial do jogo é boa, mas ruim ao mesmo tempo. Faltou aquele tchan no menu principal, algo pra se passar por história. O que é bom ali é só o menu de seleção de fases.

Os modelos do jogo, bem… Poderiam ser melhores. Eles são passáveis, melhores que por exemplo o jogo de Tormenta. Os cenários são um tanto genéricos, apesar de tentarem lembrar o filme. Os protagonistas não lembram os atores que deveriam representar.

A trilha sonora é esquecível. Não tem músicas ruins, porém elas não empolgam o suficiente.

Willy's Wonderland
Créditos: QUByte

Nah

Willy’s Wonderland tropeça na falta de conteúdo, é mais quebrado que WarDogs, e o único positivo real é a adição de cooperativo. Há uma miríade de beat’em up’s melhores no mercado. Esse aqui é apenas meh, uma reskin com menos coisas.

Nota: 5,5/10

Willy’s Wonderland: The Game está disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e Nintendo Switch. As versões de Android e iOS foram delistadas em 2023.

Esta análise foi feita com uma cópia da versão de PS4, cedida pela QUByte.

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WarDogs: Red’s Return | Final Fight dos Cachorros https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/01/wardogs-reds-return-final-fight-dos-cachorros/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/01/wardogs-reds-return-final-fight-dos-cachorros/#comments Tue, 01 Jun 2021 08:00:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7445 Antes de falar do jogo, uma história legal minha a respeito da QUByte, a produtora do jogo. Eu fui um dos apoiadores do Catarse do jogo do 99 Vidas, lá no longínquo ano de 2015 (Cala a boca, Tony, ninguém pediu tua opinião). Porém, em algum momento entre o meu apoio e o lançamento do […]

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Antes de falar do jogo, uma história legal minha a respeito da QUByte, a produtora do jogo.

Eu fui um dos apoiadores do Catarse do jogo do 99 Vidas, lá no longínquo ano de 2015 (Cala a boca, Tony, ninguém pediu tua opinião). Porém, em algum momento entre o meu apoio e o lançamento do jogo, eu havia perdido o acesso ao e-mail da minha conta do catarse (que era um e-mail do yahoo).

Para evitar qualquer problema, obviamente eu troquei meu e-mail do Catarse, para o meu atual no Gmail.

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Porém, a data de lançamento do jogo em dezembro de 2016 veio e eu não recebi nada lá. Vi alguns amigos jogando, mas nada. Contatei o Evandro (do 99 Vidas) e ele me deu o toque. Entra em contato com os caras da QUByte que eles podem te ajudar. Isso era na véspera de Natal. Mandei e-mail, e com um pouco de paciência, NA FUCKING VÉSPERA DE NATAL, o cara me atendeu e mandou o código necessário para que eu jogasse.

Então, ainda que o jogo tenha o mesmo problema de Scott Pilgrim vs The World: The Game, de forçar você a grindar os personagens pra poder avançar. Não consigo ficar de todo zangado com o jogo.

De lá pra cá, a QUByte cresceu bastante, e passou “Dos caras que fizeram o jogo do 99 Vidas”, a uma das principais publishers de jogos brasileiros em consoles.

Isso não é um superlativo pra puxar o saco dos caras, porque eles publicaram bastante coisa mesmo, e um dos jogos mais recentes foi um beat’em up que tinha um pouco de familiar por conta da marca envolvida, a Red Nose, uma linha de roupas brasileira.

Desenvolvido originalmente pelo estúdio capixaba Mito Games, a QUByte cuidou do porte para PC e consoles do Beat’Em Up WarDogs: Red’s Return, lançado no fim de Abril para PC, PS4 e Xbox One e Switch.

Hora de encarar AS RUAS DA RAIVA!

WarDogs: Red's Return

Após uma praga catastrófica quase varrer o mundo, os remanescentes da humanidade se voltaram à engenharia genética para sobreviver. Irreconhecíveis, os humanos agora se esforçam para se recuperar nas poucas cidades que ainda existem.

Habitando a periferia de um paraíso tecnológico, os rejeitados de sua sociedade vivem sob o domínio das muitas gangues que controlam os subúrbios. Entre eles está Red, um jovem lutador voltando para casa depois de passar um ano afastado, encontrando-a imersa em conflito. Depois de reencontrar velhos amigos, ele precisa descobrir quem é o responsável por esse caos e acabar com seus planos antes que seja tarde demais.

O jogo não te dá exatamente essa descrição, você só aparece voltando ao bar da Cindy após ter feito uma besteira e aí começamos a porradaria. O jogo é conciso e direto ao ponto, mas é bom saber que tem um mínimo de lore por trás.

Porrada, acertos e erros

WarDogs: Red's Return

WarDogs é um Beat’Em Up no estilo 2D, você basicamente precisa bater em tudo que se mexe.

Temos um botão pra soco, um pra chute, e algumas técnicas que podem ser usadas com um botão, ou uma combinação de dois botões (L1 + quadrado, triângulo ou círculo). As técnicas de um botão usualmente tem um tempo de cooldown, herança do jogo ter sido originalmente lançado para celulares.

Já as técnicas que utilizam o R1 usam a barra de fúria, que vai sendo enchida conforme batemos nos inimigos, apanhamos ou coletamos itens que enchem a fúria. As técnicas utilizam um, dois ou três terços da barra e variam, uma aumenta a sua força por um período de tempo, outra dá uma regeneração de energia e a última é uma técnica boa pra limpar a tela… Até a sexta fase, onde o modo Berserker é adquirido e a técnica das três barras se torna o Berserker Mode, onde os inimigos ficam mais lentos e você pode usar as outras técnicas da barra de fúria mais vezes, ideal para chefes, onde você pode arrancar um bom dano.

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O jogo não é muito difícil. De fato, dá pra você conseguir o troféu de platina em pouco mais de duas horas. A versão do Steam possui um pouco mais de conquistas em relação a versão de PS4, mas não são necessariamente mais trabalhosos.

Algumas das coisas que posso criticar no jogo, são a detecção de colisão que em alguns pontos do jogo é falha (os próprios desenvolvedores admitem isso) e pode levar inimigos a te encurralarem e arrancarem um naco de vida com facilidade. E outro problema, é o excesso de câmeras lentas dramáticas no jogo.

Tipo, alguns combos ao finalizar, o jogo dá um zoom em câmera lenta no momento. O que seria uma coisa esteticamente legal ao finalizar uma onda de inimigos… Só que isso acontece com uma frequência que irrita MUITO.

O jogo possui um modo extra de missões e um modo Horda, que em teoria deveriam estender a vida do jogo, e na versão de PC tem sua utilidade, já que uma das conquistas do jogo requer que se compre todas as roupas (essa conquista não existe nas versões de PS4 e Xbox One), mas nas versões de console não é tão necessário assim (a não ser que você tenha TOC e queira todas as roupas possíveis do jogo).

Existe um sistema de customização do jogo através de chips de implante que você compra na loja e ganha após terminar uma fase ou missão. Os chips são divididos em graus de raridade e quanto mais raro, melhores eles serão e tornarão a sua jogatina mais fácil.

Gráficos e sons

WarDogs: Red's Return

A apresentação do WarDogs: Red’s Return (em especifico, algumas cutscenes) na estética de quadrinhos, ficou muito boa, ainda que ela em geral apareça relativamente pouco no jogo, já que a maior parte das cenas é apresentada com os retratos (no mesmo traço) e diálogos, como numa visual novel.

Os modelos do jogo, bem… Poderiam ser melhores. Eles são passáveis, melhores que por exemplo o jogo de Tormenta. Os cenários são um tanto genéricos, cidade atrás de cidade. O design de inimigos é criativo, assim como o dos bosses, mesmo que os modelos sejam medianos.

A trilha sonora é o ponto fraco do jogo. Não tem músicas ruins, porém elas não empolgam o suficiente.

Pesando prós e contras, recomendado

WarDogs: Red's Return

No fim das contas, WarDogs: Red’s Return é um bom jogo. Sim, tem sua cota de problemas, mas não chega a ser um jogo ruim, principalmente considerando que é o primeiro projeto fora da área de Advergames do pessoal da Mito Games, e considerando a quantidade de problemas que beat’em up’s 3D com jogabilidade 2D podem ter. E mais, é uma platina relativamente fácil de se conseguir.

WarDogs: Red’s Return está disponível para Android, iOS, PC, Playstation 4, Xbox One (E PS5 e Xbox Series via retro) e Nintendo Switch.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela QUByte.

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