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Introdução

Com a saída de Hideo Kojima da Konami após os problemas com o desenvolvimento de Silent Hills, não ficou muito certo sobre o futuro do game designer. Ele iria ser contratado por outro estúdio? Ou abriria seu próprio? A segunda alternativa se tornou realidade, e ele montou uma nova encarnação da Kojima Productions, dessa vez independente da sua antiga chefia. Com isso em 2015, o Hideozinho começou a produção de Death Stranding.

Death Stranding | Kojima sendo Kojima

Estilo Kojimístico

Kojima sempre foi conhecido por suas maluquices na série Metal Gear, principalmente do jogo de PlayStation pra frente. Roteiros complexos, mecânicas pouco ortodoxas — mas bem competentes — em relação ao que se fazia em jogos da mesma época. Metal Gear Solid 1 e 2 foram evoluções naturais da série iniciada no MSX, enquanto que Metal Gear Solid 3 e 4 se mostram como novas tecnologias e diferentes ângulos de câmera.

Após isso, temos o que parece ser o elo entre a série da Konami e Death Stranding: Metal Gear Solid: Peace Walker (2010) e Metal Gear Solid 5 (2015). As mecânicas e loops de gameplay de ambos os jogos é a seguinte: planeje-se antes da batalha com os equipamentos necessários e depois vá do ponto A ao B para realizar os objetivos. Esse gerenciamento de recursos é expandido com algo paralelo, como a Mother Base onde os soldados criam recursos para serem utilizados em batalha posteriormente.

Em Death Stranding temos algo BEM semelhante aos últimos jogos do Snake. Nosso protagonista Sam Porter Bridges (que nome é esse?) se encontra em um mundo aberto, onde as diversas bases servem como local de preparação antes das entregas.

Death Stranding | Kojima sendo Kojima

Não pense que será fácil, pois o jogo faz questão de te mostrar através das mecânicas o quão difícil é atravessar os terrenos baldios cheios de montanhas, pedras e rios do que um dia foram os Estados Unidos. Sam possui recursos que podem “facilitar” as coisas, como escadas, cordas de rapel, tirolesas e até algumas motos, que devem ser usadas de acordo com a situação que a entrega vai requisitar.

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Em algumas situações, usar a moto não vai ajudar, já outras vão exigir um bom uso da mesma para fugir dos inimigos humanos que tentam roubar suas cargas. Além disso, temos um multiplayer assíncrono onde construções como pontes e bases feitas por outros jogadores aparecem em seu jogo e vice-versa, dando uma sensação de solidariedade, já que quanto mais você ajuda os outros, mais você é ajudado.

Ah, claro, temos também o B.B, seu feto de 7 meses in vitro que te acompanha durante toda viagem e é crítico para ajudar a fugir dos EPs, já que ele indica sua posição, além de chorar como o Mario em Yoshi’s Island sempre que você cai ou passa algum outro tipo de perigo. Dá até pra ninar o infante usando o controle de movimento do Dual Shock 4. Imersão!

Death Stranding | Kojima sendo Kojima

Combate

O combate em si é escasso durante todo o jogo — o que era uma dúvida das pessoas que não entenderam o conceito por trás dos trailers loucos lançados. É possível enfrentar os MULAs (os tais ladrões de carga) utilizando armas e até golpes físicos, mas como Sam não se chama Snake, o recomendado mesmo é evitar esse tipo de embate o máximo possível, até porque você corre o risco sério de perder a sua carga ou pior, morrer. O outro tipo de inimigo (tirando os chefes) são os BTs (Beached Things) ou EPs (Elos Perdidos) na tradução em português.

Explicando de forma rasa para quem não viu a história do jogo, eles são “fantasmas” invisíveis, que só podem ser evitados ao andar agachado e tampando a respiração, criando momentos bem tensos onde seu único objetivo deve ser evitar ser notado até sair da área onde as aparições… aparecem.

História

Nem em 5000 linhas eu conseguiria explicar de forma clara e resumida o que caralhos Hideo Kojima sem as rédeas da Konami fez em Death Stranding. Ele misturou diversos conceitos holísticos com futuro pós-apocalíptico, mas de modo geral o que temos é que houve uma extinção em massa da raça humana, e os sobreviventes — pelo menos dos EUA — se enfiaram em cidades subterrâneas conhecidas como Knot Cities, que funcionam isoladas umas das outras.

Com isso, os portadores (carteiros) desse universos são a profissão com maior prestígio, pois são eles que fazem a sociedade andar, levando encomendas de uma cidade ou base para outra, como comida e objetos para pessoas com necessidade. Sam é nosso protagonista como já dito, e logo de início ele é chamado pela BRIDGES, uma empresa que aparentemente é responsável pelo funcionamento de tudo tecnológico no mundo do jogo, pois uma certa pessoa requer sua presença.

Death Stranding | Kojima sendo Kojima

Ao chegar ao local, descobrimos que a pessoa é ninguém menos que a última presidente dos Estados Unidos e pior, MÃE de Sam! Ela está no leito de morte e faz um último pedido a ele: ligue as cidades restantes através da rede quiral (uma espécie de internet) de costa à costa, para realizar seu sonho de construir a UCA, as Cidades Unidas da América, reconstruindo o conceito de nação.

Além disso, temos Samantha Strand, filha da presidente aparentemente está sequestrada na última cidade do oeste, sendo essa outra missão da história.

Com isso, seu objetivo é fazer as entregas enquando realiza as missões principais de ligar as cidades, chegando ao lado oeste e salvando Samantha Strand, para que ela carregue o legado de sua mãe e seja a nova presidente em seu lugar. Parece muito pra deixar tudo a cargo de um só cara né? Pois é!

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Conclusão

De certa forma, o jogo exacerba muito mais a vontade de Kojima de se tornar diretor de cinema, com narrativas mais complexas e cutscenes longas. Essas por sua vez geram amor e ódio de jogadores, onde alguns apreciam o story-telling do diretor, enquanto outras acham que há um certo exagero em suas longas cenas sem nenhum conteúdo jogável.

Assim, temos um game onde as entregas e evitar combate são o foco, o que nem sempre é o ideal pra quem procura um jogo de ação e chegou de para-quedas em Death Stranding só porque era o jogo AAA da moda ano passado. E somando isso às cutscenes longas que se acentuam demais no finalzinho do jogo, temos um produto que não é MESMO para todo jogador, e nem falo do público mais casual, já que muito veterano vai se entreter com a apresentação e jogabilidade complexa, mas não é exatamente o que eu chamaria de divertido.

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Em nenhum momento do jogo você chega em um ponto se sente confortável completamente com suas mecânicas, mesmo com as facilidades conseguidas ao longo da história. Seu roteiro também, além de complexo, mostra que o Kojima cria muitos conceitos bons — principalmente em relação a alguns personagens como a Mama e Heartman — mas que são jogados em pontos aleatórios do jogo e não se desenvolvem de forma natural, tendo seu ciclo de história acabando cedo demais e ficando sem sentido no grande esquema das coisas.

Isso sem falar que a maior parte do que é importante para o entendimento do roteiro acontece nos últimos 20% dele, com muita coisa sendo dita ao mesmo tempo, deixando o jogador pensando no porquê de tudo aquilo não ter sido diluído em todas as outras horas em que nada da história era desenvolvido enquanto fazíamos as entregas.

Death Stranding | Kojima sendo Kojima

Se você procura uma experiência diferenciada e com a cara de seus idealizador, vá fundo. Hideo Kojima tem conceitos maravilhosos, mas que ao meu ver, sem o controle de uma empresa maior por trás como a Konami, acabou se perdendo em seu primeiro projeto como desenvolvedor independente.

Ainda assim, merece pelo menos ser visto pela curiosidade, já que apesar de todos os poréns, ainda consegue ser muito bem feito tecnicamente. Nem tudo pode ser perfeito, não é mesmo?

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Este review foi feito com uma cópia pessoal do jogo para PlayStation 4. 

Death Stranding | Kojima sendo Kojima

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5 Jogos que marcaram a minha infância https://www.arquivosdowoo.com.br/2014/11/17/5-jogos-que-marcaram-minha-infancia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2014/11/17/5-jogos-que-marcaram-minha-infancia/#comments Mon, 17 Nov 2014 23:54:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2014/11/17/5-jogos-que-marcaram-minha-infancia/ O meu amigo Juliano do canal Os Invasores me convidou para participar de um corrente do YouTube ” 5 Jogos que Marcaram a Minha Infância.”. Primeiramente pensei na possibilidade de participar produzindo um vídeo, mas infelizmente o tempo livre não colaborou, então optei pelo formato escrito, afinal, é o meu preferido. Espero que gostem de […]

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O meu amigo Juliano do canal Os Invasores me convidou para participar de um corrente do YouTube ” 5 Jogos que Marcaram a Minha Infância.”.

Primeiramente pensei na possibilidade de participar produzindo um vídeo, mas infelizmente o tempo livre não colaborou, então optei pelo formato escrito, afinal, é o meu preferido.

Espero que gostem de conhecer um pouco mais sobre esse que vós os fala:

SHINOBI

5 Jogos que marcaram a minha infância

O primeiro jogo que tive o prazer de jogar no Master System foi Alex Kidd, mas posso dizer que Shinobi foi o que mais marcou.

Primeiramente porque na época eu era vidrado nos filmes do Bruce Lee e American Ninja, assistia sempre que passava na TV, pois levou algum tempo até comprarmos nosso primeiro vídeo-cassete.

LEIAM – Shinobi | O Maior e Melhor Ninja do Master System

Agora pense em um gordinho que era louco para fazer acrobacias, mas nunca o fez devido a ausência de coordenação motora, e medo de causar abalos sísmicos.

Obviamente que no game Joe não faz acrobacias, só que na minha cabeça ele fazia muito mais. – Principalmente nos momentos em que estava sozinho e começava a falar por ele.

Bons tempos!

Meu tio e eu jogávamos a exaustão esse game, mas nunca o finalizamos juntos, o que foi uma pena.

PITFALL

5 Jogos que marcaram a minha infância
Depois de entrar no mundo dos games com o Master System, recordo que tive um pouco de preconceito quando meu pai apareceu com um Atari em casa.

De início fiquei extremamente empolgado, pois eu queria um videogame, mas depois ao descobrir que não poderia jogar nenhum dos games que já tinha jogado, fiquei um pouco triste.

LEIAM – A Noite de Jogatinas no Atari

Criança não tem jeito, nunca fica feliz! Claro, a tristeza só durou o tempo dele alugar cartuchos na sexta-feira, um ritual muito comum nos anos 90.

Recordo até hoje que pagamos 60 centavos por cartucho locado, já que o Atari não era mais sensação. Foram noites e mais noites jogando a família toda, sem parar e que por sinal até relatei uma delas em um texto.

METAL GEAR SOLID

5 Jogos que marcaram a minha infância

Metal Gear Solid foi o primeiro game “adulto” que zerei jogando sozinho e lembro até hoje a sensação de progredir na jogatina sem revistas. E olha que o cara da videolocadora até insistiu que eu levasse o detonado.

LEIAM – 20 anos de PlayStation 2

Coloquei o dicionário embaixo do braço, acomodei o traseiro de forma confortável em frente a televisão e passei o final de semana todo jogando sem parar – Mentira, minha mãe ameaçava me surrar se eu não desligasse o vídeo game.

Foram vários domingos com minha família reunida na sala conversando enquanto eu acabava com a raça de Liquíd Snake e seus amiguinhos.

Odin do céu!! Eu amo esse game!

D

5 Jogos que marcaram a minha infância
D foi o primeiro game Adventure/horror que conheci no Sega Saturn, além de também ter sido o primeiro a trazer um pouco de suspense as noites de jogatina em família.

O game não tem save, então nos divertíamos muito com minha mãe socando e beliscando meu pai a cada tela de game over. Lembro que os puzzles era um pouco complicado, principalmente para meu pai que nunca fora chegado em games com essa pegada.

Esse é um game que apesar de EU não ter jogado, mas sim, ter sido co-piloto do meu pai, acabou por me marcar muito, então ele merece o lugarzinho nessa lista.

KING OF MONSTER 2

5 Jogos que marcaram a minha infância

King of Monster 2 é um dos games que meu irmão e eu jogamos muito, não só por ser um Beat´em Up, mas porque seus personagens são gigantes.

Quando se é criança e gosta de Godzilla, Spectreman e Jaspion, jogar um game em que os mocinhos são criaturas gigantescas é de encher os olhos. Claro, eu já tinha experimentado o game do Ultraman, que era uma merda, então agradecíamos a Izanagi por essa benção de cartucho como opção.

Um fato não importante é que quando comecei a fuçar pela internet, usava diversos pseudônimos, como DarkBoy, SadClown, mas quando decidi criar um blog sobre games, na hora pensei no gorila robô Cyber Woo, que era o meu personagem favorito.

É, eu disse que não era interessante. Bem, espero que tenham gostado desses 5 Jogos que marcaram a minha infância.

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