Olá meus caros e assíduos leitores (Alguém ai?), aqui quem fala é o seu amigo Cyber Woo, e hoje iremos falar a respeito de um game marcante e responsável pelo meu primeiro contato com a SEGA.

Meu contato com Joey Musashi e suas primeiras aventuras aconteceu aos meus sete anos, precisamente em 1991, e posso recordar como se fosse ontem.

Jogando em um sábado de manhã junto com meu tio, Labutávamos para conseguir destruir, Mandara o terceiro vilão do jogo, e como meu tio havia adquirido recentemente o aparelho, de 2º mão, o controle não tinha sua carcaça, era apenas a placa central com as borrachinhas coladas e os fios revestidos com fita isolante, coisa linda de se ver.

BONS TEMPOS!

Uma pena que nos dias de hoje, poucos poderão ter essa experiência, ou mesmo lembranças tão agradáveis como essa, Já que todos estão sempre com pressa e os controles já não possuem fios.

Bem, mas posso viver sabendo que posso reviver uma pequena parcela de minha infância, quando quiser, graças a esse mesmo avanço, sim, sou um hipócrita as vezes.

UM POUCO DA HISTORIA

Como havia citado no inicio, aqui controlamos o ninja Joe Musashi na luta contra o mal, as força de Zeed.

Que nada mais é que o vilão principal da série, até mesmo ganhou uma versão Cyber, que um dia abordaremos por aqui. Isso prova que Zeed é um vilão clássico, não importa de qual forma o destruímos, ele sempre volta.

A primeira vez que joguei, não tinha noção alguma do seu enredo, apesar de que ainda não tenho certeza quanto a sua historia, mas também não quis destruir a lembrança que tenho desse game.

Para mim sempre será o ninja armado, até mesmo criei um personagem em quadrinho quando moleque baseando-me nas shurikens que Joey lançava em seus inimigos.

Diferenciando-o apenas pelo fato de que o meu personagem realmente atirava com uma arma, mas é outra historia.

GRAFICAMENTE FALANDO

Estamos falando de um game portado dos árcades para o Master System, e mesmo com a grande diferença de plataforma, trouxe gráficos muito bons.
O cenário é tão detalhado como deveria, mas possui suas variações, tornando o aceitável no decorrer da aventura, mas deixa claro que não houve uso de todo o potencial da plataforma, mas cumpre muito bem com sua proposta. Já os inimigos e nosso protagonista, são grandes e com detalhes, ficaram show de bola, e fluem perfeitamente.

NO CONTROLE DE UM NINJA

Joey é um ninja e como todo bom ninja, tem de possuir comandos precisos, para fazer jus ao lema de silenciosos e letais, e pasmem, aqui conseguimos essa proeza.

Podemos saltar e até mesmo intercalar os lançamentos de shurikens muito bem, pois a resposta do controle é rápida, o que é crucial a qualquer game.

Isso só mostra que não são necessários gráficos maravilhosos, ou mesmo sangue para um game ser divertido, mas é necessário ter uma boa jogabilidade.

Imaginem Ninja Gaiden com um controle duro. Isso mesmo, NÃO DÁ.

SÓ DUAS, QUE FALTA DE RESPEITO

Não sei dizer a vocês, se o motivo do game possuir duas música, seja devido a limitações da plataforma ou mesmo relaxo.

A Nintendo tinha uma plataforma de 8 bits, e assim mesmo investia na trilha dos seus games, imaginem Ys, com apenas uma música martelando no decorrer de toda a aventura, é de se enforcar com o joystick. Não é a toa que a SEGA foi à falência, demorou em aprender.

As músicas não são ruins, mas pelos poderes de Greyskull, não há que aguente ouvir apenas duas músicas durante muito tempo.

DIFÍCIL? NO, NO, NO, NO!

Dificuldade elevada, mas nada que decorar os movimentos não cure, já que os inimigos não são nada inteligentes, e atacam sempre no mesmo padrão, mas também não torna a jogatina um passeio ao parque, já que conforme se avança sua dificuldade aumenta.

Há algumas fases que exigem muito do seu reflexo para serem passadas, assim como alguns chefes, mas graças ao controle é possível passar a todas sem muito sofrimento, eu disse sem muito, porque sofrimento era o que vinha junto de cada caixinha de game nessa época, Yo! Noid que o diga – Vale lembrar a fase do Masked Ninja.

Fase do cão perdia todas as minhas vidas e tinha que começar do zero varias vezes, como alguém pode conseguir desviar daqueles ninjas voadores, nem mesmo Jack Chan poderia.

FASE BÔNUS

Esse foi um dos momentos mais tortuosos que tive de encarar, pois não importava o quanto lançasse shurikens, sempre um deles escapava. Não aguento mais olhar para a cara daquele ninja cor de limão.
Ninjas cor verde-limão, era só o que faltava, eu nem me lembrava disso, e por que diabos verde-limão?

Provavelmente nos dias de hoje esse ninja deva trabalhar em alguma rodovia

E CHEGAMOS AO FIM

Shinobi é nostalgia pura, principalmente a versão do Master System, joga-lo depois de tantos anos foi ótimo, não há coisa melhor que jogar um game clássico do início ao fim, soltando gargalhadas e até mesmo alguns palavrões.

O game envelheceu muito desde a primeira vez, mas não perdeu o seu charme, continua sendo um excelente entretenimento dentro de tantos outros títulos da mesma época, mas com seu algo mais.

Por hoje é só meus caros, em breve voltarei com alguns outros games da série.

Abaixo vocês podem conferir o meu gameplay do jogo:

Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, além de ser um eterno apaixonado por retrogames e RPGs clássicos. Sua rede social favorita é o Twitter: https://twitter.com/cyber_woo Sigam-me os bons, maús e os feios !!!