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Wanted: Dead já está disponível para PS5, PS4, Xbox One, Xbox Series X/S e PC

A 110 Industries surpreende a todos com o lançamento de Wanted: Dead para PS5, PS4, Xbox One, Xbox Series X/S e PC no dia de hoje. Com a elegante mecânica de combate de alta octanagem do jogo, vários minijogos, finalizações espetaculares no estilo John Wick e uma esgrima habilidosa e destruidora de membros, como não se apaixonar?

Desenvolvido pelo estúdio japonês Soleil, Wanted: Dead oferece uma experiência verdadeiramente hardcore, onde as lutas não são para os fracos de coração. Oferecendo uma mistura brutal de combate corpo a corpo impiedoso com espadas, tiroteios emocionantes e um sistema único de cortar membros, Wanted: Dead foi desenvolvido pelo talento por trás do Ninja Gaiden .série e carrega o DNA dessa série nesta carta de amor para a sexta geração de consoles.

Os jogadores assumirão o papel da tenente Hannah Stone, entrando em uma visão sombria e perigosa do cyberpunk Hong Kong como líder do “Esquadrão Zumbi”, uma equipe de elite que trabalha fora do alcance da força policial tradicional. As habilidades superiores de combate hack-n-slash de Stone combinam estilo e substância, oferecendo sequências legais em câmera lenta e mecânicas de quebrar ossos e cortar membros.

“Estamos muito empolgados por você colocar as mãos em Wanted: Dead ”, disse Sergei Kolobashkin, fundador e diretor criativo da 110 Industries. “Espero que este presente de dia dos namorados vermelho-sangue faça você cair de pernas para o ar!”

Entre de cabeça na batalha com uma mistura maluca de armamento avançado e retro futurismo lo-tech dos anos 90, causando danos devastadores usando armas de projéteis como rifles de assalto, SMGs, LMGs e lançadores de granadas. Teste sua coragem e use todas as técnicas que tiver enquanto luta contra hordas de mercenários, sintéticos e forças de segurança privada.

Já que é Valetines day, por que você não diminui o ritmo do combate cheio de adrenalina com um encontro no restaurante Atomic Heart? Isso fornece um lugar para o tenente Stone relaxar e recarregar enquanto ela consome comida e bebida para buffs que a ajudarão em suas missões mortais. É também uma ótima oportunidade para conhecer o excêntrico elenco de personagens que compõem sua equipe.

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Ultra Age | Devil May Souls? https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/24/ultra-age-devil-may-souls/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/11/24/ultra-age-devil-may-souls/#respond Wed, 24 Nov 2021 08:30:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=9082 Honestamente, o review desse jogo deveria ter saído muito antes da data que você está lendo, mas não o fiz por pura preguiça. Tá certo que no mês de outubro, boa parte foi gasta na preparação pra Brazilians Against Time e tudo mais (inclusive, batemos o recorde de doações na maratona). Não só isso, mas […]

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Honestamente, o review desse jogo deveria ter saído muito antes da data que você está lendo, mas não o fiz por pura preguiça.

Tá certo que no mês de outubro, boa parte foi gasta na preparação pra Brazilians Against Time e tudo mais (inclusive, batemos o recorde de doações na maratona). Não só isso, mas o fato de eu estar sem um microfone, me desmotivou a streamar de maneira feroz. Então, se você não me vê streamando, é porque não o tenho feito mesmo.

Mas enfim, dito isso, como eu posso começar o texto?

Não sei, honestamente, mas bem, saíram os indicados para o The Game Awards, e como esperado de uma premiação que é basicamente a indústria de jogos masturbando-se a si mesma, muitas das categorias tiveram indicados bosta.

LEIAM – Minha experiência na Brazilians Against Time de 2019

Pra ter uma ideia, Lost Judgement não teve uma indicação sequer, e FIFA 22 concorre a melhor jogo esportivo.

Entretanto, não vamos falar de tristezas hoje, já que você não está aqui pra ler eu reclamando de uma premiação que só serve pra galera ver trailers de jogos meia boca dos anos seguintes, e sim pra ler a análise de um jogo que provavelmente passou batido pelo seu radar.

Ultra Age

Uma conspiração digna de Vince Russo

Num futuro distante, onde o ecossistema é destruído e os recursos são escassos devido ao colapso de um gerador de poder fundido, Age, um jovem membro da organização “Orbit” recebe a ordem de fazer uma pesquisa de campo em um local.

Porém, lá, ele é atacado por outro membro da organização, e decide investigar. Avançando, ele acaba indo parar num esquema de conspiração que pode colocar o futuro do planeta em cheque.

A história não é das mais originais, eu sei, e o desenvolvimento dela, se quer saber minha opinião, é bem previsível. Especialmente se você olhar que os troféus relacionados a história não estão escondidos (como costuma acontecer).

Mas, honestamente, você não vai querer jogar Ultra Age por causa da história, acredite em mim.

Ultra Age

Você vai morrer… E muito.

Lembro que há muito tempo atrás, fiz uma piada sobre os jogos que caem no meu colo pra analisar, acabam sendo Souls-likes. E apesar do título desse review, o jogo não tem NADA a ver com Dark Souls e cia. Foi só um clickbait pra chamar a sua atenção.

Mas enfim, a existência em si de Ultra Age é meio que um retrato da diferença entre os desenvolvedores indie ocidentais e orientais, enquanto que no ocidente, muito é colocado em jogos 2D, devido a recursos limitados e tudo mais, e por vezes focados em narrativa, ou usando fórmulas já consagradas por outros (lembro de quando saíam 78 Metroidvanias por semana, e hoje em dia a moda é o roguelike e roguelite). No oriente, muitas vezes, além do 2D, o 3D é constante em jogos independentes.

Os estúdios coreanos Visual Dart e Next Stage trouxeram um hack’n slash bem na veia de Devil May Cry, mas com suas particularidades próprias, ainda que pareçam ter influência de certos jogos survivor (explico mais adiante).

Tecnicamente você só tem uma arma de ataque, a espada, porém, você pode, com o avançar do jogo, trocar de lâmina e isso é crucial na estratégia dos combates, porque existem quatro tipos de lâminas, e elas são mais efetivas contra determinados tipos de inimigo (uma lâmina funciona melhor com inimigos robóticos, outra com animais, etc). Você possui combos diferentes com cada uma delas, e pode fazer upgrades numa árvore de habilidades, como já é comum nos jogos de hoje em dia.

Advindo de jogos do estilo Survivor (e acho que em alguns outros tipos), existe o fato de que as lâminas quebram com o uso (mas sem problemas, você coleta múltiplas lâminas durante a jogatina), e quando elas estão prestes a serem quebradas, é possível dar um golpe devastador com elas.

O jogador pode fazer uso de uma espécie de Grappling Hook pra puxar os inimigos, ir até eles ou ir de um ponto a outro da tela usando pontos em específico.

A parte mais complicada pro jogador é a questão da recuperação de energia, porque ela utiliza uma barra que é enchida conforme se mata os inimigos, e não há itens de cura em específico no jogo. Tampouco os save points (usados pra upgrades) recuperam a energia, que adiciona um pouco na dificuldade do jogo.

E sim, o jogo é difícil. Mesmo inimigos comuns podem dar um bocado de trabalho, se o jogador estiver com a vida baixa e eles estiverem em grupo. Por outro lado, conseguir passar por uma situação difícil dá uma sensação de conquista, daí a minha comparação com Dark Souls no título do review. O primeiro boss real, eu apanhei bastante, mas depois que vi como ele ataca, minha luta contra ele acabou não sendo tão difícil quanto parecia.

Um pouco repetitivo graficamente

Os gráficos de Ultra Age não são exatamente o topo do PS4, diria que eles lembram um pouco Devil May Cry 4, mas não é esse o problema que temos aqui. E sim o fato de que os inimigos acabam ficando muito na mesmice, assim como os cenários.

Muitas fábricas, muitos inimigos robotizados, acabam deixando o jogo com um ar mais repetitivo do que ele é de fato. Por outro lado, essa aqui não é uma produção AAA, onde os desenvolvedores podem abusar de recursos financeiros pra garantir variedade. Os modelos de personagens em si são ok. Mas novamente, o jogo poderia ser mais, se fosse um estúdio maior.

LEIAM – Gynoug | Homens voadores não são anjos

A primeira coisa que me espantou com Ultra Age, é que apesar de ser um jogo coreano… Ele não possui dublagem nesse idioma em específico, ele conta apenas com dublagens em inglês e japonês. E como eu sou um weeaboo do caralho, não escutei a dublagem americana. Não foi muito profissional, admito, mas eu não estava com paciência pra isso.

A dublagem japonesa é satisfatória. Não é necessariamente superior, ou coisa do tipo, ela funciona bem. E podemos colocar a trilha sonora no mesmo balaio. Ou talvez eu não lembre tanto porque eu joguei o jogo em outubro, e estamos no meio de novembro. Mas o fato é que a trilha não incomoda, mas não vai fazer você sair do seu caminho para ouvi-la.

Uma joia bruta

Talvez com melhor polimento, um roteiro mais interessante e menos cenários repetitivos, Ultra Age poderia ser considerado o Devil May Cry dos indies. Mas, apesar desses pesares, é um bom jogo. Numa promoção, talvez você possa considerar a compra.

Ultra Age está disponível para PlayStation 4 e Nintendo Switch, com uma versão para PC a caminho.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela DANGEN Entertainment.

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Como me Apaixonei por Castlevania: Lords of Shadow https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/07/como-me-apaixonei-por-castlevania-lords/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/07/como-me-apaixonei-por-castlevania-lords/#respond Wed, 07 Jun 2017 18:20:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/06/07/como-me-apaixonei-por-castlevania-lords/ Tenho um fraco por querer conhecer jogos que foram mal recebidos pela comunidade. E já conhecia bem a comunidade fã de Castlevania, principalmente vendo Castlevania II: Simon’s Quest sendo encarado como um totem agourento, devendo ser evitado ao máximo, sendo que é um jogo que me agrada muito por seus mais diversos motivos – mas […]

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Tenho um fraco por querer conhecer jogos que foram mal recebidos pela comunidade. E já conhecia bem a comunidade fã de Castlevania, principalmente vendo Castlevania II: Simon’s Quest sendo encarado como um totem agourento, devendo ser evitado ao máximo, sendo que é um jogo que me agrada muito por seus mais diversos motivos – mas falar de Simon’s Quest fica para outra hora.

LEIAM – Castlevania: Circle of the Moon | Análise

Foi então que num repente me deu vontade de jogar os tão falados jogos da linha Lords of Shadow.

São jogos que no geral foram muito mal recebidos. Também pudera, a Konami fez algo ousado, resolveu reescrever a linha do tempo de Castlevania, mudando alguns fatos icônicos da linhagem tradicional, mexendo de maneira abusada com personagens quase intocáveis e inserindo novos personagens e motivações numa trama que caminha paralela à linha antiga, e ao mesmo tempo, de maneira divergente.

Não vou passar aqui dados cruciais sobre a trama de Lords of Shadow, pois caso você queira, poderá ainda joga-lo.

Não é um jogo rápido, me levou 42 horas para terminar a história principal e as 2 DLCs (a versão da Steam – Ultimate Edition – já vem com ambas), no entanto, ainda existe mais jogo para render já que após terminar habilitamos uma dificuldade extra e também podemos ir atrás de todos os colecionáveis e de fazer as missões específicas de cada uma das mais de 50 fases, com os objetivos mais variados, o que acredito que poderia levar o jogo para as 60, 70 horas facilmente.

Diversas características me marcaram nesse jogo, mas pra deixar de maneira organizada, vamos analisar os fatos separadamente:

HISTÓRIA

Castlevania Lord of Shadow
Gabriel Belmont, o protagonista

Ok, eu me comprometi a não passar spoilers, mas vou passar aqui o básico, algo que represente a real motivação e jornada do nosso personagem, o que representa talvez a 1a hora de jogatina.

Ainda quando bebê, Gabriel foi largado na porta de um forte da Irmandade da Luz, uma entidade responsável por enfrentar as forças das trevas – sim, estilo aquela turma radical de frades no filme do Van Hellsing – e os monges lhe deram o nome Gabriel em homenagem ao anjo de mesmo nome e o sobrenome Belmont, já que desde jovem ele se mostrou muito interessado pelas montanhas.

LEIAM – Castlevania: Bloodlines | Prévia do jogo por Rodrigo Vigia

Fora então desde cedo treinado então para ser um cavaleiro da irmandade, batalhando as forças do mal com sua arma, a cruz de batalha, um chicote de ferro confeccionado pelo artesão Rinaldo Gandolfi (o mesmo nome do alquimista que confecciona o chicote utilizado por Leon Belmont em Castlevania: Lament of Innocense). Gabriel desde jovem se envolveu com a delicada Marie, que fazia trabalhos voluntários na Irmandade da Luz. Essa amizade foi evoluindo até que anos mais tarde se casaram… e então chegamos no ponto onde o jogo começa.

Castlevania Lord of Shadow
Zobek, membro da Irmandade

O ano é 1047 e diversas criaturas das trevas aterrorizam o mundo. Marie acabara de ser morta, o que fez com que a irmandade enviasse Gabriel para o lago do esquecimento, um local místico onde as pessoas poderiam falar com os espíritos que ainda estão presos neste plano, imaginando que talvez Marie tivesse alguma mensagem para Gabriel que justificasse esse desequilíbrio recente das forças das trevas.

No lago do esquecimento não somente encontramos Marie como também conhecemos Zobek, outro cavaleiro da Irmandade da Luz. Marie nos informa num curto período em que pudemos nos comunicar com ela, que a chave para tudo estava nos Lordes das Sobras e que deveríamos seguir uma profecia, a qual Zobek informa ser sobre um homem de coração puro que destruiria os Lordes das Sombras, unindo seus poderes e assim unificando a terra com os céus, assim então começa a jornada de Gabriel para enfrentar e destruir os 3 senhores das trevas, cada qual representando uma estirpe de criaturas do mal, os licantropos, os vampiros e os necromantes.

Castlevania Lord of Shadow
Marie, falecida esposa de Gabriel

Um fato que gostei muito foi como eles conseguiram criar toda uma mitologia para o jogo… cada monstro que enfrentamos, cada personagem (ok, não são muitos) relevante na trama, cada item… todos tem uma história interessante por trás, mostrando que eles não estão simplesmente lá por estar, ou que existe um real motivo para fazerem o que fazem.

Desde textos explicando a diferente origem de vampiros até pergaminhos de cavaleiros amedrontados em seu leito de morte, os textos de Lords of Shadow são riquíssimos e me fizeram fazer algo que há muito não fazia… ler! Sim, nesse jogo eu li praticamente tudo, desde os prefácios até os pergaminhos, pois eu vivia encontrando referências a outros jogos da série, como singelas homenagens, ou fatos totalmente originais dentro desta nova mitologia… talvez a história tenha sido o ponto mais forte do jogo, me agradou muito mesmo.

JOGABILIDADE

Castlevania Lord of Shadow
Uma artwork mostrando um dos belos cenários

Você já deve ter ouvido uma série de piadas referentes a como esse jogo se assemelha a God of War. Sinceramente, eu terminei God of War 1 e 2 e terminei o Lords of Shadow (aliás, terminei também sua continuação, o Mirror of Fate e estou jogando com muito gosto o Lords of Shadow 2), e acho que não temos tantas batalhas assim no jogo.

LoS (vou começar a usar abreviado pra economizar teclado hehe) é repleto de segmentos de “parkour”, algo que me lembrou um pouco as mecânicas dessa modalidade em Uncharted, de maneira intuitiva e muito dinâmica, além de bastante quebra-cabeças que me consumiram – ou treinaram? – algumas centenas de neurônios.

O grande “quadrado, quadrado, quadrado, triângulo” não serve aqui, já que os combos são mais simples, se baseando em ataques mais fortes, mas focados em inimigos únicos, ou amplos, para atingir a galera toda, não se combinando entre si, mas sim com pulos associados a combos aéreos e a associação de habilidades com as relíquias extras que vamos conseguindo ao longo do jogo juntamente com magias que encantam nossos ataques, permitindo causar mais dano ou então recuperar vida com seus acertos, além de tipos diferentes de habilidades para as quais cada magia possibilita, incentivando o jogador a não ser acertado, o que faz com que ele recupere magia para continuar utilizando estas habilidades.

Quanto à esses fatores ditos até então não tenho do que reclamar. Os combates, embora não tão frequentes são bem otimizados, as partes de parkour são dinâmicas e intuitivas e os quebra-cabeças são… bem, quebradores de cabeça bem elaborados – na maioria das vezes -, no entanto, nem tudo são flores.

 A CÂMERA

A câmera do jogo não é controlável e em alguns raros momentos de minha jornada tive sérios problemas com ela, até mesmo em uma batalha contra chefe. Tive a sorte de perceber a falha logo e na segunda tentativa passar por essa parte do jogo, mas um jogador mais desavisado pode perder um bom tempo nesses momentos.

Outro fator que me frustrou bastante foram os segmentos de plataforma livre 3D. Infelizmente acertar pulos específicos ficou muito longe da perfeição dos segmentos de Parkour. Agora, some a isso a frustração de ter que passar pela famosa “Clock Tower”, em 3D com pulos mal controlados, talvez até piorados pelo fato de não podermos ajustar a câmera. Felizmente só me lembro de 2 fases que apresentaram esse problema para mim, então o prejuízo não foi grande.

Ah sim, já ia esquecendo… quick time events. Eles existem, mas são mais simples… qualquer botão pressionado no momento certo já vai funcionar.
Outro ponto que gostei muito foi que podemos revisitar as fases, até mesmo para pegar itens com upgrades que não tínhamos no momento. Coisa simples, mas que facilita a vida, até porque o jogo avisa quantos itens ainda podemos coletar e coloca umas missões extras para o pessoal que curte colecionar conquistas.

Gráficos e Trilha sonora + efeitos sonoros

Quanto a gráficos, difícil dizer… o jogo é de 2010, essa versão em específico é de 2013. São belos gráficos, bem trabalhados, mas o que impressiona mesmo é a direção de fotografia. A sutileza de mostrar um castelo longe começando a aparecer de maneira empolgante, uma tomada do alto de uma torre mostrando toda um caminho percorrido, um deserto com ídolos gigantes desmontados… enfim, as paisagens são ótimas e o posicionamento das tomadas em muitas vezes me tirou o fôlego. Infelizmente não posso dizer o mesmo das cutscenes. Algumas parece que não foram trabalhadas, apresentando a mesma resolução que foi apresentada nos consoles em 2010, mas num jogo remasterizado em 2013… ou seja, a cutscene ficou, em muitos casos, MAIS FEIA QUE O PRÓPRIO JOGO!

Quanto ao som, os efeitos são pertinentes (principalmente quando defendemos no exato momento – famoso parry à la Dark Souls – num misto de empolgação, com flash, com câmera lenta e o barulho como se tivesse soado um gigante sino antigo), mas a trilha sonora é sensacional. Ela consegue ser bem pertinente.

Desde os momentos em que estamos nos aventurando num bosque calmo, com uma música tranquila, até os momentos de batalha mais épicos, com uma incisiva música de combate, e principalmente a música curta, mas tocante que reflete a passagem de Gabriel pela sua trajetória na transição de atos, com um título extremamente condizente.

Journey! (escute AQUI essa curta trilha de 41 segundos).

A experiência em si

Castlevania Lord of Shadow

Jogar e terminar Lords of Shadow foi extremamente gratificante, principalmente porque joguei de uma maneira despretensiosa. Fui esperando um frenético Hack’ n Slash com uma história bobinha pra preencher lacunas e me deparei com um jogo que criou toda uma mitologia associada a diversos fatores de jogabilidade que me agradaram, assim como a trilha sonora e as tomadas de fotografia que foram bárbaras.

Depois de um tempo eu passei a procurar referências em tudo que via, e assim descobri como o jogo homenageou os jogos da série clássica, com referências a personagens, locais, itens… Não só a mitologia, mas o desenvolver do enredo foi interessante, instigando a jogar mais, conseguindo misturar fases de quebra-cabeças, batalhas épicas e fases de exploração numa proporção que não me enjoou.

Enfim, se já jogaram, o que acharam? Se não jogaram, por que não o fizeram?

Digam suas experiências com Lords of Shadow! Lembrando que atualmente estou jogando o segundo, ainda no começo, pouco menos de 5 horas de jogo, mas estou gostando até então.

Atualmente o jogo está custando R$ 49,99 na Steam e na Nuuvem, mas isso não significa que você não pode esperar aquele belo desconto pra pegar em promoção por 10 ou 15 reais.

Caso queiram conferir, abaixo vocês conferem a playlist inteira desse jogo, mostrando minha jogatina do começo ao fim, assim como resumos dos 2 primeiros capítulos (planejo fazer dos outros capítulos mais pra frente) e alguns vídeos “extras”.

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