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A iniciativa China Hero Project, patrocinada pela Sony, busca promover desenvolvedores chineses e facilitar a chegada de seus jogos ao mercado internacional. Muitos títulos dessa parceria já ganharam destaque, como o soulslike AI Limit, o jogo de luta Hardcore Mecha e o conhecido ANNO: Mutationem.

Agora, surge mais um fruto desse projeto: Awaken – Astral Blade, um metroidvania com estilo anime. Mas será que ele entrega uma experiência inovadora ou fica aquém de padrões estabelecidos por títulos como Metroid Dread e Prince of Persia: The Lost Crown? Vamos descobrir nesta análise.

Awaken - Astral Blade
Reprodução: Dark Pigeon Games

História

O jogo começa com uma animação simples, onde conhecemos Tania, uma robô estilizada que controlamos. Ela está sob as ordens do Dr. Harveus, explorando uma floresta em busca de uma cidade perdida.

Embora a narrativa seja promissora, a tradução para o português apresenta textos “duros”, resultado de uma adaptação do inglês que, por sua vez, sofreu ao ser traduzido do mandarim.

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Arquivos encontrados no mapa se tornam cansativos por sua abordagem excessivamente textual, um problema visto desde clássicos como Bioshock, onde achamos diversos “arquivos” de texto durante a aventura que por não estarem inclusos intrinsicamente ao jogo, se tornam enfadonhos e, sinceramente, duvido que muita gente vai ler, ainda mais que a narrativa é bem padrão de jogos com temática similar.

 


Gameplay e Exploração

O visual do jogo mistura elementos 3D com arte 2D, trazendo um estilo que lembra Muramasa: The Demon Blade. A fluidez dos movimentos remete a engines como a UbiArt usada em Rayman Legends, com um toque de simplicidade dos jogos em Flash.

Você começa com uma espada básica, acoplada ao braço de Tania, e pode realizar combos simples no chão e no ar usando os botões quadrado e triângulo. Após algum tempo, você ganha outras duas armas, que podem ser trocadas na hora para criar combos diferentes.

O combate contra inimigos normais é bem bananada, você luta contra eles como se fosse uma máquina de cortar mortadela e raramente precisa pensar muito.
Porém, é nos chefes que a coisa muda de figura, pois o desafio aumenta consideravelmente e é necessário pensar mais nas suas estratégias.

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Além disso, é possível coletar éter, equivalente às “almas” de outros jogos, usado para desbloquear habilidades nos pontos de salvamento.

O jogo introduz o pulo duplo logo após o primeiro chefe, em menos de 20 minutos. Isso é uma decisão esquisita, já que se era pra introduzir uma mecânica importante como essa logo de início, era melhor dá-la ao jogador logo ao apertar o Start no ínicio do game.

Outro aspecto curioso são as duas mecânicas de esquiva:

  • R1, que pode ser usado como parry, desacelerando o inimigo ao acertar o tempo exato.
  • L1, com uma função similar, mas que aparenta uma diferença sutil não tão perceptível.

A exploração também tem seus altos e baixos. O jogo abusa de esconder itens atrás de paredes secretas, muitas vezes sem pistas, obrigando o jogador a tocar todas as superfícies. O mapa, por sua vez, deixa a desejar: devido ao terreno irregular, ele não oferece uma visão detalhada dos ambientes, o que dificulta a navegação em áreas já exploradas. Porém, ele ainda mostra a progressão de cada área, então isso compensa um pouco a falta de detalhamento.


Trilha Sonora e Efeitos

A trilha sonora é predominantemente ambiental, característica comum em muitos jogos chineses. Ela cumpre sua função, mas dificilmente se destaca. Os efeitos sonoros seguem a mesma linha: são competentes, mas não oferecem nada memorável.

Awaken - Astral Blade
Reprodução: Dark Pigeon Games

Veredito

Awaken – Astral Blade é um metroidvania que se esforça em sua execução, apresentando gráficos que mesclam 2D e 3D de maneira funcional. Seus controles responsivos e lutas contra chefes adicionam um nível de desafio interessante, mesmo no modo de dificuldade normal.

Embora não atinja o nível de qualidade de outros títulos do gênero, seu estilo anime e duração de 8 horas podem agradar quem busca uma nova experiência no estilo. Contudo, é importante estar ciente de que o jogo não oferece muitas novidades, focando em conceitos já estabelecidos e pouco arriscando em inovação.

Nota: 7/10

Awaken - Astral Blade
Reprodução: Dark Pigeon Games

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AWAKEN – Astral Blade está disponível para PlayStation 5, PC (Steam e Epic Games Store). Esta análise foi feita com uma cópia para PlayStation 5, cedida gentilmente pela Dark Pigeon Games.

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Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 2: Shadow Generations https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-2-shadow-generations/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-2-shadow-generations/#respond Thu, 31 Oct 2024 21:28:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18380 Shadow Generations é a parte nova do pacote lançado em outubro de 2024, junto com o remaster de Sonic Generations (2011). Nós, do Arquivos do Woo, fizemos dois textos sobre o game original: um feito pelo Geovanne, analisando o jogo em si, que você pode ler aqui, e outro focado nos aspectos do Remaster, escrito […]

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Shadow Generations é a parte nova do pacote lançado em outubro de 2024, junto com o remaster de Sonic Generations (2011). Nós, do Arquivos do Woo, fizemos dois textos sobre o game original: um feito pelo Geovanne, analisando o jogo em si, que você pode ler aqui, e outro focado nos aspectos do Remaster, escrito por mim, aqui. É quase a Biblioteca de Alexandria Furry isso aqui. Divirtam-se!

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Sobre o game em si, podemos dizer que essa é a parte mais bem trabalhada do pacote. Enquanto Sonic Generations recebeu um remaster que trouxe pequenas mudanças visuais e de controles, no lado Shadow temos um jogo completamente novo que, apesar de menor, entrega uma experiência completa e essencial para os fãs de jogos 3D da série.

Reprodução: SEGA

História

A história de Shadow Generations se passa paralelamente ao jogo do Sonic. Enquanto Sonic revisita fases clássicas do seu lado do Espaço Branco, Shadow revisita a base ARK e descobre que Black Doom, vilão do jogo Shadow the Hedgehog (2005), sobreviveu ao embate anterior.

Na bagunça gerada por enfrentá-lo novamente, Shadow é mandado para o mesmo Espaço Branco onde Sonic está, mas em outro lado.

Assim, temos uma desculpa para Shadow passar por várias fases baseadas em cenários de jogos anteriores da mesma forma que Sonic faz em Generations.

Reprodução: SEGA

O Mundo Branco 3D

Diferentemente do jogo do Sonic, a tela de seleção de fases não é mais em side-scrolling. Na parte de Shadow, você explora um mini-mundo 3D, onde as fases estão espalhadas pelo mapa, ao estilo de muitos jogos de plataforma 3D clássicos, como Banjo & Kazooie (1998) e, de certa forma, lembrando Sonic Jam, coletânea dos jogos de Mega Drive do Sonic para o Saturn.

Para preencher esse mundão, o Sonic Team novamente enfiou um monte de objetivos paralelos na forma de portais, que dão como recompensa chaves para enfrentar os chefes, além de alguns coletáveis, como artes dos jogos anteriores, músicas para ouvir durante as fases e outros quitutes.

Essa “trava” obrigatória faz o famigerado “padding”, quando um jogo enrola com algum conteúdo maçante para fazer o game durar mais. Era um problema já conhecido de Sonic Generations, e aqui volta com toda força.

Esses portais são compostos de pequenos desafios em fases que você já passou, como coletar tantos anéis (me recuso a chamá-los de Rings, nome em inglês usado até mesmo na tradução em português), matar X inimigos, ou coisas do tipo. Por sorte, 90% desses desafios são relativamente fáceis e não chegam a ser irritantes.

Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Diferentemente de Sonic Generations, que foi feito na antiga engine Havok, Shadow Generations utiliza a Hedgehog Engine 2, que já havia sido utilizada em games anteriores, mas principalmente em Sonic Frontiers.

Assim, a jogabilidade é idêntica ao último grande jogo do ouriço azul. Pular, dar homing attack e emendar tudo com dashes e pulos em corrimãos, molas e afins fazem o loop do game ser maravilhoso.

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E os fãs dos primeiros jogos 3D do Sonic podem ficar tranquilos, pois aquela quantidade incrível de bugs do boneco parar do nada num loop ou sair caindo para o infinito foi bastante diminuída nos jogos feitos nessa engine, e em Shadow Generations temos um gameplay coeso e sem falhas. Parece que a Sega finalmente entendeu como fazer um jogo de Sonic sem ser tão bugado.

Mas não pense que esse jogo é apenas mais do mesmo com um Sonic preto. Shadow tem diversos poderes diferentes que adquire ao longo da sua curta jornada de 7 fases (já contando o DLC baseado no terceiro filme).

Reprodução: SEGA

Ele pode atirar raios de seus dedos, que servem para paralisar inimigos distantes ou ativar botões, pode bicar um inimigo pra cima e para frente para teleportar para o local onde o bicho foi lançado (estilo combo de Dragon Ball Z), surfar na água, se transformar em uma gosma preta para andar pelas paredes e até mesmo usar um PAR DE ASAS totalmente edgy que fazem Shadow ficar ainda mais descolado para seu sobrinho ou filho de 12 anos.

Mas o poder mais notável é o Chaos Control, que é uma barra de energia que se enche aos poucos e, quando ativada, faz Shadow andar em bullet time, tal qual Max Payne ou Neo de Matrix, parando inimigos e plataformas para que ele possa matá-los rapidamente ou usar projéteis como plataformas para atingir locais de difícil acesso.

Todas essas habilidades estão intrinsecamente ligadas ao design das fases, e o jogo sempre faz o favor de indicar qual botão apertar quando você precisa usar uma delas em específico, então nada fica muito complicado em momento algum.

Reprodução: SEGA

Fases

As fases do game são as seguintes (spoilerzinho de leve):

  • Space Colony Ark (Sonic Adventure 2, 2001)
  • Rail Canyon (Sonic Heroes, 2003)
  • Kingdom Valley (Sonic the Hedgehog, 2006)
  • Sunset Heights (Sonic Forces, 2017)
  • Chaos Island (Sonic Frontiers, 2022)
  • Radical Highway (Sonic Adventure 2, 2001)
  • Tokyo (do filme Sonic the Hedgehog 3, via DLC)

Como você pode ver, são poucos cenários, mas as fases são bem bonitas, principalmente as baseadas em jogos mais antigos. Podemos ver quanto os jogos do ouriço evoluíram graficamente nos últimos 20 anos, e só nos fazem imaginar como seria legal ver esses clássicos sendo refeitos do zero.

Apesar de aparentar ser pouco conteúdo, esses cenários são longos e cada um deles possui duas versões, uma para ser jogada em 3D e outra em 2D, assim como os atos eram divididos em Sonic Generations.

Após zerar o game, ainda temos um modo que aumenta a dificuldade dos chefes, fora ainda o velho lance de voltar às fases anteriores com os poderes adquiridos posteriormente, a fim de pegar itens escondidos ou fazer a melhor rota possível.

Reprodução: SEGA

Veredito

Fica muito claro que o pacote Sonic x Shadow Generations foi bastante inspirado no relançamento de Super Mario 3D World para Switch. Aquele lançamento incluía um jogo anterior, somado a uma aventura nova, com um mundo aberto 3D a ser explorado. Algumas mecânicas, como a de navegar pela água, são quase idênticas ao jogo do Mario. Não que inspirações sejam ruins, mas é tão óbvio quanto Sonic Frontiers é baseado em Zelda: Breath of the Wild.

Shadow Generations é mais um jogo bom dessa nova safra de games do Sonic. Após o fiasco de Forces de 2017, a Sega parece ter realmente tomado um tempo para corrigir o que estava errado, e tudo que saiu — em jogos 3D, pelo menos — foi bem feito.

Caso você seja um fã antigo ou um novato, saiba que esse pacote é uma das melhores formas de conhecer o mundo do ouriço.

Faltou uma dublagem em português, como sempre, mas temos tradução dos textos e escolha de áudio entre inglês e japonês, então todos vão poder aproveitar as aventuras do Sonic flamenguista (Shadow).

Nota: 8,0/10

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Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic x Shadow Generations para PC, cedida gentilmente pela SEGA. Sonic x Shadow Generations está disponível no PC (Steam e Epic Store), Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox Series S|X.


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Ravenlok | Um lindo zeldavania https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/ravenlok-um-lindo-zeldavania/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/04/ravenlok-um-lindo-zeldavania/#comments Sun, 04 Jun 2023 22:02:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14184 Você tem saudade de jogos de combate rápido que não sejam simplesmente a coisa mais difícil do mundo, como um Souls da vida? Então Ravenlok pode ser a sua cara. Lançado em 4 de maio de 2023 e desenvolvido pela Cococucumber, esse joguinho é uma espécie de metroidvania, com combate similar aos Zeldas clássicos e […]

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Você tem saudade de jogos de combate rápido que não sejam simplesmente a coisa mais difícil do mundo, como um Souls da vida? Então Ravenlok pode ser a sua cara.

Lançado em 4 de maio de 2023 e desenvolvido pela Cococucumber, esse joguinho é uma espécie de metroidvania, com combate similar aos Zeldas clássicos e com alguns poucos elementos de adventures clássicos.
Tudo isso é combinado de maneira leve, com um estilo visual que agrada qualquer tipo de jogador e que pode ser zerado numa única sentada (ui!).

Reprodução: Cococucumber

Fetch quests

A nossa protagonista, que tem seu nome digitado pelo jogador, começa junto de seus pais numa mudança de casa. Aparentemente ela morava na cidade grande e sua família decidiu começar uma vida nova no campo, numa fazenda que pertencia à sua vó.

Ela, porém, não parece seguir aquele estereótipo narrativo de adolescente chateada de perder os amigos — ainda que ela mencione isso — mas de forma geral tudo que ela (você, no caso) faz é ajudar seus pais com algumas tarefas básicas, que ajudam a ensinar como boa parte do jogo funciona: fetch quests.

Pra quem não sabe fetch quests são aquelas missões que envolvem você: (1) falar com um personagem; (2) ir buscar o que ele pediu; (3) trazer de volta pra ele.

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O jogo é voltado para essas missões, e no menu de pause você tem um seletor de lista de quests, como nos jogos modernos como Witcher 3, Cyberpunk e Zelda TotK. Quando você encontra um item de outra quest, o guia na tela muda para essa quest nova, mas pode ser trocado de volta no menu.

Não há diferenciação entre quests principais e quests secundárias, porque o jogo todo é interligado de forma que 98% das quests sejam necessárias para se chegar ao fim do jogo.

Ainda que a ambientação do jogo lembre muito Earthbound, com ambientação moderna, depois de algum tempo nossa protagonista é transportada para um mundo de fantasia e é recebida por, vejam só, um coelho com pressa.

Reprodução: Cococucumber

Ravenlok no país das maravilhas

Como o texto acima escrito com formatação h2 pode ter deixado claro, isso foi uma referência à famosa história de Lewis Carroll. Já tivemos jogos que usaram a premissa de “Alice no país das maravilhas”, como American McGee’s Alice, muito popular algumas décadas atrás, mas em Ravenlok, a inspiração é muito mais livre e sem nenhuma distorção significativa na narrativa.

A protagonista é chamada de Ravenlok pelo coelho e por todos que moram nesse mundo — algo que parando pra pensar agora, não faz sentido e não é explicado — e ela, por ser muito prestativa, resolve ajudar todos com seus problemas, sendo o principal deles, a Rainha, que está ferrando com a vida de todos no reino.

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A inspiração visual em relação às adaptações de Alice, principalmente a da Disney, é bem diferente. Os soldados de cartas de baralho, por exemplo, aparecem muito para o final do jogo, e eles não são brancos como cartas normais, por exemplo.

A Rainha parece feita de papercraft, assim como praticamente todos os personagens secundários. Aliás, falando do estilo visual vamos falar dele agora.

Reprodução: Cococucumber

Voxel art

Eu fiquei bastante impressionado com a direção de arte de Ravenlok. Apesar dos mapas concisos, todas as telas são bem detalhadas, com sombras em tempo real, oclusão de ambiente e outros efeitos bonitos. Em pesquisa, não encontrei qual a engine usada para produção do jogo, mas por ter sido publicado pela Epic, vou tentar dar um chute educado e dizer que foi feito na Unreal Engine 4.

Não somente os efeitos visuais são bonitos, mas a direção geral é muito impressionante. O game mistura geometrias normais (como as roupas e modelo da Ravenlok), com alguns objetos feitos em voxels (pense Minecraft), com texturas em pixel art.

Tudo isso dá um ar retrô e ao mesmo tempo, moderno. Um exemplo não tão recente assim que se assemelha muito ao alcançado aqui é o game de 2009 chamado 3D Dot Game Heroes, para o PlayStation 3.

Lá foram usados efeitos semelhantes aos vistos em Ravenlok, mas com tecnologia da época e um pouco mais simples visualmente.

Assim, acabamos tendo um jogo com gráficos modernos que usam de inspiração um estilo similar ao pixel art de games antigos, mas sem perder a qualidade de um jogo de 2023.

Reprodução: Cococucumber

Jogabilidade meio esquisita mas beleza

 

De início, a jogabilidade de Ravenlok me assustou um pouco. Nossa protagonista se movimenta de maneira lenta, mesmo correndo. Para andar, é necessário dar um clique no L3/shift, porém caminhar não tem utilidade alguma durante TODO o jogo, sendo uma funcionalidade que talvez seja legado do início do desenvolvimento.

Além disso, a personagem possui um dash infinito que te acelera mais do que a corrida. E o que você acha que acontece quando descobre isso? Logicamente, passamos o jogo todo apertando o botão de dash ao invés de correr normalmente.

A intenção desse dash talvez fosse para uso em combate, mas esse se mostra tão simples, até mesmo na dificuldade difícil, que raramente o jogador vai se ver dando dashes durante as lutas.

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Outra função que é mal utilizada é o escudo. Temos uma barra de estamina/defesa embaixo da barra de energia o tempo todo durante o jogo, mas logo cedo o jogador descobre que defender não vale a pena.

Sempre tomamos dano ao usarmos o escudo, fazendo com que valha mais a pena só correr pelo cenário, já que não tem penalidade alguma, como cansaço ou algum frame onde a personagem não possa se mexer após o dash.

Já atacar sofre da mesma idiossincrasia. Você pode bater infinitamente sem descanso, e o que te impede de devastar os inimigos e chefes é somente seu level.

Conforme o jogo vai passando, você passa a relevar essas coisas, pois não são problemas per se, mas apenas falta de refino. Ainda assim, o jogo consegue ter um combate divertido, pois os inimigos batem forte (na dificuldade difícil, pelo menos), mas com certeza poderia ter um pouco mais de risco e recompensa envolvido.

Reprodução: Cococucumber

Veredito

Ravenlok é um jogo bonito e competente, e apesar de minhas críticas em relação ao combate, é um jogo que eu PLATINEI do início ao fim numa sentada, coisa que nunca fiz com jogo nenhum na vida. São entre 5 e 7 horas onde o ritmo nunca cai e, devido ao ritmo rápido, faz com que o jogador se interesse em continuar jogando sempre mais um pouco até cansar.

A tradução é um ponto fraco, pois não parece ter sido feita com esmero. Sua personagem é uma menina e todos te tratam no masculino. Não parece ser um caso desse modernismo besta e sim uma falha em quem pegou o texto para traduzir.

Algumas palavras aparecem em inglês no meio do texto em português, também. Assim, mesmo sendo perfeitamente possível jogá-lo na nossa língua, eu preferi jogar no idioma original mesmo.

Tirando esses pormenores que são menores mesmo, essa é uma recomendação forte para esse ano, podem jogar que não tem como se arrepender.

PRÓS


  • Gráficos muito bonitos, direção de arte fez algo incrível com mistura de voxels com pixel art;
  • Sistema de quests interligadas funciona bem.

CONTRAS


  • Câmera quase fixa atrapalha em alguns pontos;
  • Combate simples porém funcional.

 

NOTA: 7,5

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Esta análise foi feita com uma cópia do game cedida gentilmente pela distribuidora. Ravenlok está disponível no PC via Epic Games Store e Xbox One e Series S/X.

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Kao the Kangaroo está DE GRAÇA na Epic Games Store https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/05/04/kao-the-kangaroo-esta-de-graca-na-epic-games-store/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/05/04/kao-the-kangaroo-esta-de-graca-na-epic-games-store/#respond Thu, 04 May 2023 14:22:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13858 O canguru saltitante e socador Kao está de volta com o lançamento hoje de seu mais recente DLC Bend the Roo’les. Este novo DLC adiciona uma quantidade incrível de conteúdo ao jogo com uma campanha totalmente nova e um novo chefe inimigo, o Rei Caranguejo, bem como cinco novos níveis com diferentes desafios, incluindo um […]

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O canguru saltitante e socador Kao está de volta com o lançamento hoje de seu mais recente DLC Bend the Roo’les. Este novo DLC adiciona uma quantidade incrível de conteúdo ao jogo com uma campanha totalmente nova e um novo chefe inimigo, o Rei Caranguejo, bem como cinco novos níveis com diferentes desafios, incluindo um desafio de tempo, lava crescente, escurecimento da luz e até mesmo um nível 2D! “Bend the Roo’les” já está disponível em todas as plataformas por R$ 39,69 (PC)/R$ 42,90 (PSN)/R$ 38,95 (Xbox Live).

A Tate Multimedia também tem o prazer de oferecer a todos os jogadores de PC o jogo base Kao the Kangaroo gratuitamente na Epic Game Store até 11 de maio!

Além disso, Kao the Kangaroo: Anniversary Edition será lançado hoje. Esta edição especial contém o jogo base, o DLC lançado anteriormente Oh! Well e o novo DLC Bend the Roo’les! Também vale a pena notar que alguns bônus extras foram adicionados à edição para PC, pois contém um Art Book e a trilha sonora do jogo!

Você pode ler nossa análise do jogo base aqui, e em breve, nossa análise da DLC estará disponível.

Por fim, como lembrete, Kao the Kangaroo: The Trilogy também foi lançado na semana passada no Steam e na Epic Game Store! Esta compilação clássica inclui o original Kao the Kangaroo (2000), Kao the Kangaroo: Round 2 (2003) e Kao the Kangaroo: Mystery of Volcano (2005), fornecendo muito conteúdo retrô para pular e perfurar seu caminho!

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Dying Light Enhanced Edition está de GRAÇA na Epic Games Store – RESGATE AGORA https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/08/dying-light-enhanced-edition-esta-de-graca-na-epic-games-store-resgate-agora/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/08/dying-light-enhanced-edition-esta-de-graca-na-epic-games-store-resgate-agora/#respond Sat, 08 Apr 2023 16:59:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13615 Você não leu errado, o jogo Dying Light Enhanced Edition pode ser resgatado gratuitamente na Epic Games Store até o dia 13 de abril. Depois do resgate, o jogo ficará para sempre em sua conta, não perca essa oportunidade única! Além de Dying Light, o jogo Shapez também pode ser resgatado gratuitamente. CLIQUE AQUI PARA […]

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Você não leu errado, o jogo Dying Light Enhanced Edition pode ser resgatado gratuitamente na Epic Games Store até o dia 13 de abril. Depois do resgate, o jogo ficará para sempre em sua conta, não perca essa oportunidade única! Além de Dying Light, o jogo Shapez também pode ser resgatado gratuitamente.

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Dying Light: Enhanced Edition

Mais de 50 prêmios e nomeações, apreciado por mais de 16 milhões de jogadores em todo o mundo.
Dying Light: Enhanced Edition é tudo o que você precisa para começar sua aventura em um mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis. Sua experiência de jogabilidade será elevada com uma expansão que conta com um bugre (seu novo veículo), um modo de jogo adicional, duas zonas de quarentena extras e dois pacotes.

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