Arquivos Disney - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/disney/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 01 May 2026 23:16:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Disney - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/disney/ 32 32 Donald Duck: Goin’ Quackers – Pato Donald Pato da Vida | Análise Retrô https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/01/donald-duck-goin-quackers-pato-donald-pato-da-vida-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/01/donald-duck-goin-quackers-pato-donald-pato-da-vida-analise-retro/#respond Fri, 01 May 2026 23:16:57 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=22066 A Disney sempre teve bons jogos baseados em suas propriedades intelectuais. Desde o NES com seu DuckTales e tantas outras nos anos seguintes, principalmente os que foram criados pelas mãos da CAPCOM ou da SEGA, é possível dizer que tudo que era propriedade do Walt Disney era bem cuidado no que se trata de games. […]

O post Donald Duck: Goin’ Quackers – Pato Donald Pato da Vida | Análise Retrô apareceu primeiro em .

]]>
A Disney sempre teve bons jogos baseados em suas propriedades intelectuais. Desde o NES com seu DuckTales e tantas outras nos anos seguintes, principalmente os que foram criados pelas mãos da CAPCOM ou da SEGA, é possível dizer que tudo que era propriedade do Walt Disney era bem cuidado no que se trata de games. Quero dizer, nem sempre. Jogos como Pocahontas e Bela e a Fera foram sofríveis, mas deixemos esses como pontos fora da curva, pelo menos nessa época.

No final do século 20, os jogos da Disney estavam adentrando o mundo 3D. Mickey Speedway USA era uma espécie de Mario Kart feito por ninguém mais, ninguém menos que a própria Rare, para o Nintendo 64. Toy Story 2 também deu as caras nessa época para todos os consoles da época e foi muito bem recebido. Mas e esse jogo do Donald? Quem viveu a época das revistas de games naquele período com certeza viu MUITAS propagandas desse game; Donald com cara de enfezado, com o título do jogo com aqueles caracteres impossíveis de se ler, ainda mais se seu conhecimento de inglês era limitado. “”Qu@c!kers”? Que diabo é isso?

Bem, explicando o título: “Going Quackers” é um trocadilho com “Going crackers”, ou seja, ficar louco. O Quack você já sabe, eu espero. E eu já adianto que o que mais me DÓI é que esse jogo saiu com dublagem em português na versão de PC e não traduziram o título como “Pato da Vida”. É uma tristeza enorme dentro de mim.

Reprodução: Disney / Ubisoft

Crash Bandipato

A Ubisoft Casablanca (estúdio com base em Marrocos, vejam só vocês) foi bem SAFADINHA ao fazer esse game. Logo de início você percebe que o jogo te coloca num hub com alguns teletransportes, cada um te levando pra uma fase. Ao entrar na primeira, você vê que o caminho é um corredor pra frente e a câmera fica atrás do nosso amigo pato. O que será que isso te lembra? Um certo marsupial laranja, correto?

Então, meus amigos, Donald Duck Goin’ Quackers é literalmente um clone de Crash Bandicoot. Um clone mais fácil, eu diria. Algumas fases são nessa progressão vertical, enquanto outras são em scroll lateral. Diferente de Crash, Donald não precisa pegar todas as frutas da fase. Aqui os itens equivalentes às frutas são estrelinhas, mas elas só servem pra te dar mais vidas. Juntou 100, ganhou uma vidinha a mais.

Já os coletáveis da vez são os brinquedos dos seus sobrinhos (Huguinho, Zezinho e Luizinho, para quem esqueceu). Existem três por fase e eles só aparecem após ativar um livrinho que aparece no caminho. Daí você tem alguns segundos pra encontrar o brinquedo e coletar. Nunca é muito difícil, mas é legal essa mudança de paradigma onde os coletáveis aparecem com limite de tempo.

Além disso, toda fase tem uma peça de quebra-cabeça. Ao juntas os quatro de cada mundo, você libera a fase do chefe pra poder ir pro próximo.

Não bastasse isso, ainda tem uma fasezinha extra onde você corre em direção a tela, fugindo de algum inimigo que vem por trás destruindo tudo. Sim, mais uma vez, igual aos jogos do Crash.

Donald Duck Goin' Quackers
Reprodução: Disney / Ubisoft

Dificuldade e duração

Donald Duck Goin’ Quackers é um jogo CURTO. Eu zerei ele em menos de 3 horas, e isso porque eu me dei ao trabalho de pegar todos os coletáveis. Demorei mais uma horinha pra refazer todas as fases no Time Trial, à fim de desbloquear as roupas extras pro Donald (das quais eu nem cheguei a usar muito porque não tinha mais o que fazer no jogo).

A sua dificuldade é bem mais simples se comparada à dureza de um Crash da época do PS1. O jogo não chega a ser simplório, feito totalmente pra crianças abobadas; ele apresenta uma dificuldade legal, mas para os que já manjam de videogames, o gameplay pode ser encarado como um Subway Surfers desses que tem no celular. Tente passar das fases sem soltar o analógico pra frente e vai ver que o fluxo de gameplay fica bem gostoso e aceitável.

Já os time trials exigem que você jogue quase que de forma perfeita em cada fase. Esse desafio à mais dá uma pequena (mesmo) longevidade a um jogo que possui apenas 20 fases (desconsiderando os quatro chefes).

Donald Duck Goin' Quackers
Reprodução: Disney / Ubisoft

Veredito

A Ubisoft entregou um joguinho bem divertido do Pato Donald nos anos 2000. Donald Duck Goin’ Quackers é sim um clone simplificado de Crash, mas feito com muito talento.

Não tenho como não recomendar um jogo de plataforma como esse: simples, com desafio na medida, que pode agradar tanto os adultos quanto seus filhos, que carecem de jogos do gênero feito pra eles. Se você se interessa pela história dos games e quer algo que você com certeza vai tentar zerar e fazer 100% ao invés de só jogar alguns minutos, esse pode ser um ótimo candidato. Inclusive ele é perfeito pra lives no YouTube.

Nota 7,0/10


Donald Duck: Goin’ Quackers foi lançado para PC, Nintendo 64, Dreamcast (versão analisada). Além disso, existem versões distintas para PS1, GameBoy Advance, PS2 e Gamecube.

Donald Duck Goin' Quackers
Reprodução: Disney / Ubisoft

O post Donald Duck: Goin’ Quackers – Pato Donald Pato da Vida | Análise Retrô apareceu primeiro em .

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/01/donald-duck-goin-quackers-pato-donald-pato-da-vida-analise-retro/feed/ 0
Ahsoka | Tem um show decente querendo sair desse tédio https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/30/ahsoka-tem-um-show-decente-querendo-sair-desse-tedio/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/30/ahsoka-tem-um-show-decente-querendo-sair-desse-tedio/#respond Wed, 30 Aug 2023 12:35:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15049 Acredite ou não, mas eu não conheci Star Wars pelos filmes… Mas sim através de uma exibição na TV de S.O.S.: Tem um louco solto no espaço, vulgo Spaceballs, a brilhante paródia lá dos anos 80, e se a memória não me falha, eu vi na época do relançamento da trilogia clássica de SW nos […]

O post Ahsoka | Tem um show decente querendo sair desse tédio apareceu primeiro em .

]]>
Acredite ou não, mas eu não conheci Star Wars pelos filmes… Mas sim através de uma exibição na TV de S.O.S.: Tem um louco solto no espaço, vulgo Spaceballs, a brilhante paródia lá dos anos 80, e se a memória não me falha, eu vi na época do relançamento da trilogia clássica de SW nos anos 90 (eu lembro que consegui um brinquedinho da Millenium Falcon), como aquecimento para o começo da trilogia Prequel. E daí eu vi a trilogia clássica no SBT, em preparação pra estréia de A Ameaça Fantasma, e de lá pra cá, muita coisa aconteceu.

Teve a trilogia prequel, que não agradou a todos, um bocado de jogos, quadrinhos, livros (cuja maioria das coisas, eu ignorei porque eu era pobre e ainda sou), animações. E é claro, a Disney assumiu as rédeas da franquia e decidiu fazer Speedrun de como matar uma franquia com a trilogia da Rey Palpatine, um monte de quadrinhos e livros medíocres e pra matar ainda mais algo que já tava morto, um monte de conteúdo questionável no Disney +.

LEIAM – Venom | Não é Marvel, mas não falha

A verdade é que boa parte do conteúdo, eu não consumi, Os Últimos Jedi matou meu interesse na franquia, e a única coisa interessante de Star Wars que veio junto da nova trilogia, veio justamente da EA, porque os dois Star Wars Jedi (Fallen Order e Survivor) são bons jogos, apesar do segundo ter vindo com as falhas de um AAA rushado (otimizações merda e bugs galore). Eu tenho ojeriza a sistemas de streamings, então meu interesse em Pedro Pascal, digo, Mandalorian, Andor, Book of Bobo Fett e Rev, digo, Kenobi era zero.

Mas uma série me chamou a atenção pelo título Ahsoka. O por quê? Bem, a quantidade de por, digo, a personagem Ahsoka sempre foi uma das mais interessantes, vinda das Guerras Clônicas, e além dela, uma outra personagem vinda de Star Wars Rebels estaria junto, Sabine Wren, a Mandaloriana esquentadinha que certamente Ezra queria dar uns pegas (lembre-se disso, vai ser importante mais adiante). E agora, os dois primeiros episódios chegaram ao Disney+. Será que eles valem a pena? Er, se você leu o título da matéria, você sabe a resposta, mas vamos lá.

Ahsoka
Reprodução: Disney

Muito diálogo que não vai do nada a lugar algum

A premissa da série é acompanhar a jornada de Ahsoka, uma sobrevivente da Ordem 66, após os eventos de Retorno de Jedi (e de Mandalorian, onde Ahsoka fez uma ponta) que precisa evitar uma nova ameaça, enquanto reata os laços com sua aprendiz, Sabine Wren. O que é essa ameaça? Simples, simpatizantes do Grão Almirante Thrawn planejam usar mapa para encontrar um modo de trazer Thrawn do exílio e reconstruir o Império.

Isso não é a única coisa que está em jogo, porque a pessoa responsável pelo exílio de Thrawn, o jedi Ezra Bridger pode estar junto, e a localização de Thrawn pode levar a Ezra. Os primeiros episódios geralmente tem o dever de setar todas as coisas pra história funcionar. Só que, como esperado da Disney, eles tiveram o prazer de deixar todo o setup de Ahsoka o mais tedioso possível. Você tem conversas e mais conversas, as vezes com a mesma coisa acontecendo em tempos diferentes, ditas por personagens diferentes.

Eu comentei nas minhas impressões no Twitter/X: Se você cortar metade dos diálogos dos dois primeiros episódios, não vai perder nada. O pior, é que o cerne, a base da história, é interessante, mas os diálogos enrolam e enrolam e enrolam. Julgar um produto final pelos dois primeiros episódios é foda, mas não é uma boa primeira impressão.

Ahsoka
Reprodução: Disney

Personagens mudados e nothing burgers

Na série, Ahsoka diz que não terminou o treinamento com Anakin e se afastou dele… Er… O roteirista por acaso ASSISTIU A Vingança dos Sith? Porque nesse filme acontece um pequeno evento que não tem muita influência no universo de Star Wars, chamado… ORDEM SESSENTA E FUCKING SEIS. Existe uma razão pela qual Anakin não terminou o treinamento de Ahsoka. FOI POR CAUSA DA ORDEM 66. Pelo menos a Twi’lek verde (Hera) tá bem caracterizada na série, sendo até um bom contraponto a Ahsoka e Sabine, mas dado o background da personagem, foi uma falha sequer mencionar o filho dela com Kanan.

Completando o trio principal de Ahsoka, temos Sabine Wren, a mandaloriana, que por conta do diálogo merda, parece um nothing burger. Mas o que tá mais revoltante (não sei se essa é a palavra que procuro), é que mudaram o contexto da tensão que havia entre Ezra e Sabine em Rebels, com o holograma de Ezra dizendo que ela é como uma irmã pra ele. Aparentemente não pode ter mais nenhum indício de romance na Disney, só ver as entrevistas da atriz da Branca de Neve.

LEIAM – Star Wars Jedi: Survivor – Aventura épica na galáxia com Cal Kestis

Pro resto do elenco, temos aí o Robô Dr. Who, que a personalidade dele falar com sotaque britânico… Não resisti a piada. É que o Robô Dr, Who é interpretado pelo David Tennant, reprisando o papel do personagem, que veio de Clone Wars. Temos a vilã principal, que apareceu em Mandalorian, cujo nome não quero lembrar, então vou chamar de Space Karen, que claramente é arrogante e prepotente, até pensei que ela era a protagonista, dado o histórico da Disney. Ela quer trazer o Thrawn de volta porque obviamente, uma mulher não pode ser vilã, tem que ser um homem, de preferência branco… O que é estranho, já que Thrawn é azul.

E completando o cast principal no momento, temos os Jedi sombrios, Velho Barreiro e Garota Ucraniana. Ambos aparecem no trailer. O Velho Barreiro, pelo menos quando não tá sendo tratado feito lixo pela Space Karen, é um personagem levemente decente, ele se preocupa com a Garota Ucraniana, sua pupila e tem até insights decentes, credito aqui o trabalho de Ray Stevenson, seu intérprete, que faleceu em maio desse ano. Garota Ucraniana é competente, mas impetuosa, se ela cometer erros, vai ser melhor. E conhecendo o histórico da Disney de escrita preguiçosa, possivelmente Garota Ucraniana será redimida no fim da série, ao contrário da Trila que teve sua redenção interrompida a la Sephiroth. Ops, acabei de contar um spoiler do Jedi Fallen Order.

Reprodução: Disney

Qual a mania da Disney de fazer duelos de sabre de luz a noite?

As cenas de luta da série são mistas. A introdução (que havia sido mostrada em parte no trailer) tem um tom até parecido com o do filme original. Ataque dos vilões a uma nave, e é visualmente decente.

O duelo da Ahsoka próximo do fim do episódio 2 também é bom, mas por outro lado temos a mania da Disney de fazer duelos de Sabre de Luz com iluminação baixa, dessa vez com o duelo entre Sabine e Garota Ucraniana. Apesar da coreografia decente, a iluminação era merda, apesar de que menos merda que aquele duelo do Vader com o Obi-Wan em Kenobi. E a cena de ação na base da ex-empresa da Space Karen (antes do duelo da Ahsoka) foi merda por causa da shake-cam. Parecia que eu tava vendo um tiroteio dirigido pelo J.J. Abrams.

Eu não sou tão rigoroso na avaliação de CG por um motivo: Eu estou acostumado a assistir a Tokusatsu moderno há pelo menos 18 anos, e CG bosta nunca foi problema pra mim. Então eu não vou julgar, porque pra mim, CG é o menor dos problemas de Ahsoka.

A série, junto com outros produtos de Star Wars, e do MCU (se tratando de Disney +), é uma prova de que o formato de séries com 40, 50 minutos pra produtos com foco teórico na ação, NÃO É SUSTENTÁVEL. Se você tem algo por exemplo com drama (como Breaking Bad) ou Política (como Game of Thrones), você consegue, mas pra algo que tem foco na ação, algo na casa de 23~30 minutos é melhor, para ter um roteiro mais coeso e focado, sem precisar de diálogos que alongam artificialmente pra durar x minutos.

No caso de atuação, não vou julgar o elenco por dois episódios apenas, seria muito cedo, mas no momento, qualquer má impressão dá pra colocar mais culpa na direção e no roteiro.

Ahsoka
Reprodução: Disney

Conclusão

Ahsoka é uma série ruim? Não. É o que vai salvar Star Wars? Não. Tem algo bom querendo sair do mar de tédio que os diálogos proporcionam.

Apesar das piadas com rule 34 que fiz a respeito da Ahsoka, ela é uma personagem que gosto bastante, o mesmo vale para Sabine Wren. Thrawn é um vilão icônico, reconhecido até mesmo por quem NUNCA leu nada do Universo Estendido, tanto que a trilogia Herdeiros do Império ainda tem boas vendas, e isso levou a sua canonização em Rebels. Eu quero ver até onde esse troço vai, mas se eu recomendo? Não.

Nota Final: 5.5/10

O post Ahsoka | Tem um show decente querendo sair desse tédio apareceu primeiro em .

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/30/ahsoka-tem-um-show-decente-querendo-sair-desse-tedio/feed/ 0
Disney’s Tarzan | Uma desafiadora aventura no N64 https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/07/disneys-tarzan/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/07/disneys-tarzan/#comments Wed, 07 Apr 2021 21:06:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6923 Quando a animação Disney’s Tarzan saiu em 1999, a minha família decidiu alugar a fita VHS para conferirmos durante um fim de semana. Como qualquer família “normal” gostamos tanto que assistimos uma centena de milhares de vezes naquele mesmo fim de semana. O meu pai chegou a fazer uma cópia da VHS, que acabou correndo […]

O post Disney’s Tarzan | Uma desafiadora aventura no N64 apareceu primeiro em .

]]>
Quando a animação Disney’s Tarzan saiu em 1999, a minha família decidiu alugar a fita VHS para conferirmos durante um fim de semana. Como qualquer família “normal” gostamos tanto que assistimos uma centena de milhares de vezes naquele mesmo fim de semana. O meu pai chegou a fazer uma cópia da VHS, que acabou correndo de mão em mão pelos demais membros de nossa família.

Senhora Disney fez um tremendo sucesso com minha família (e o mundo), afinal, naquela época tínhamos ótimas animações. Muitas dessas animações viriam a se tornaram ótimos jogos durante a era 16 bits, e com Tarzan não foi diferente.

LEIAM – Destruction Derby | Burnout no Nintendo 64?

Quando o game chegou ao PlayStation e o nosso primo o levou para jogarmos em um domingo, a reação foi tão impactante quanto a de assistir a animação pela primeira vez. Não avançávamos muito no game mas a ideia de controlar um personagem que curtíamos estava ali. Soltávamos falas como: Uou, olha só o que dá pra fazer com o personagem.

Eu gosto bastante dessa lembrança com  o titulo, mas é fato que nostalgia as vezes nos cega pra muita coisa. Hoje, 22 anos depois de seu lançamento eu decidi jogar novamente e escolhi a versão que não tive acesso na época, a do Nintendo 64.

O Tarzan do 64

Disney's Tarzan

Uma das razões pela qual eu decidi optar pela versão do Nintendo 64 do Disney’s Tarzan foi que consegui o cartucho para jogar no console. Não tive um bom contato com o console na época, então tenho tentado compensar hoje em dia, sempre que posso.

Uma coisa é que se nota logo de cara é a diferença quanto a versão do PlayStation, sendo a mais marcante por suas cutscenes e trilha sonora. Sabemos que esses aspectos foram negativos para diversos títulos adaptados a console da Nintendo, logo sabia que iria trombar com esses pontos.

Por outro lado os loadings se foram junto com as cutscenes, então ao término de cada fase somos levado a tela de seleção de fases e com uma porcentagem na frente do titulo de cada uma delas, mostrando se deixamos algum coletável para trás.

Eu preciso dizer que outro fator que me atraiu foi que os gráficos são um pouco melhor que sua contraparte no PSX. O hardware do N64 faz a diferença aqui e temos menos serrilhados, tornando o mais bonito.

Coletáveis e o gameplay

Disney's Tarzan

Disney’s Tarzan traz alguns coletáveis para que possamos concluir 100% de cada fase, desde a coleta das letras que formam o nome do personagem a moedas e partes do retrato daquele macaquinho da animação.

As moedas são um pouco mais difíceis de se conseguir todas, principalmente nos mini games da água. Nada que um pouco de treino no resolva, mas tenha em mente que isso demanda algumas horinhas pra pegar o jeito.

O gameplay por outro lado é interessante e não enjoa, devido a variação nas fases, que hora estamos pulando e desviando da bicharada e em outra estamos correndo de uma manada de elefantes. Por sorte Tarzan utiliza de frutas como projeteis, cada uma com um resultado diferente.

Claro, ele também usa aquela faca de pedra que mais para frente se torna uma lança, o que permite um ataque próximo. Sinceramente, com o uso das frutas, faz pouco sentido querer usar a faca, mas ao menos ela tá aqui pra remeter a trecho do filme e a luta contra Sabor.

A trilha sonora

Perde um pouco da graça nessa versão do cartucho, muito por conta da limitação que todos estamos cientes. E eu adoro a trilha sonora dessa animação composta por Phil Collins (Ed Motta, também curto sua versão, mas acaba aqui meu conhecimento sobre seu trabalho), devo ter perdido a conta das vezes que parei para ouvi-la, então fiquei levemente desapontado.

Para os que não jogaram a versão do PlayStation ou PC, provavelmente não sinta tanto essa diferença, mas quem teve contato vai perceber a queda na qualidade sonora por conta da compressão. Não compromete mas é perceptível. Por outro lado as vozes ainda estão aqui.

Concluindo

Eu esperava encontrar algumas dificuldades no controle do Nintendo 64, que pelo motivo de não ter sido um console que joguei muito, realmente tinha dificuldades.  Como o game não usa muitos comandos, então funciona bem e o botão Z acaba sendo usado para realizarmos um golpe no solo, para abrir passagens secretas.

No geral tudo funciona bem e o game não perde o brilho que tinha, chegando até ser muito mais dinâmico por conta da ausência de loadings e outros cortes.

A dificuldade dele pode assustar aqueles que se arriscarem pensando ser apenas um jogo para passar o tempo, pois ela é gradativa. Depois da primeira fase se prepare para encontrar com níveis mais complexos, com coletáveis mais difíceis de serem encontrados.

Disney’s Tarzan continua sendo um dos meus games favoritos, mesmo com as limitações do hardware do N64, ele agrada por conta de todos esses elementos. Se ainda não o jogaram, recomendo.

Hey, me sigam no Twitter!

O post Disney’s Tarzan | Uma desafiadora aventura no N64 apareceu primeiro em .

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/04/07/disneys-tarzan/feed/ 1