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Listarei aqui 5 Motivos para Comprar Mega Drive, um console que passou de maneira rápida em minha vida, mas o suficiente para me impactar pelo resto dela.

Porque será que demoro tanto para retornar a escrita de artigos assim?  Oh, sim, porque a lista de jogos está muito grande e o tempo curto.

Bem, mas é sempre muito relaxante voltar a elaborar alguns motivos para adquirir consoles antigos. Não que você realmente precise fazer isso, mas fica ai a sugestão caso esteja pensando sobre isso.

No último artigo eu abordei um dos meus consoles favoritos da SEGA, o Dreamcast. A publicação foi em maio do ano passado, mas eu sinto como se tivesse sido ontem.

De qualquer modo hoje eu abordarei outro console dessa empresa que causou boas dores de cabeça a Nintendo.

PREÇOS5 Motivos para você comprar um Mega Drive

É quase impossível não conseguir esse console por um preço bacana, principalmente agora que existem círculos retrogames. Claro, devemos ignorar alguns vendedores do Mercado Livre e OLX. Descobri recentemente que existem alguns grupos de troca e venda onde os preços são relativamente altos, isso quando não fogem a realidade e caem no ridículo: “Extremamente raro. Este item é apenas para quem quer agregar coleção”

Eu devo tá repetindo isso desde o meu primeiro artigo, mas é sempre bom reforçar, porque tem gente ai vendendo cartucho por preços exorbitantes. Creio que o cartucho mais caro que topei até agora, custava uns 8 mil reais. Um absurdo. Mas calma, por sorte o mundo ainda não foi tomado por esses doentes e você consegue encontrar o console em bom estado por um preço justo, coisa de 100 reais pra baixo.

Quem se interessar, também temos a alternativa que foi relançado pela TecToy.

O preço alterna entre 359 a 270 reais e pode ser facilmente encontrado em lojas como Casas Bahia e afins. O console sofreu muita critica após seu lançamento por uma parte do publico, mais por conta de uns problemas com o chip de som do aparelho, mas usuários criaram uma atualização e a distribuíram de maneira gratuita pela internet.

Apesar desses empecilhos apontados, creio que continua sendo um bom vir parar nos 5 Motivos Comprar Mega Drive

MANUTENÇÃO

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Como qualquer console já antigo, em algum momento ele vai precisar de manutenção e isso pode ser sanado facilmente.

Há varias pessoas pela internet que realizam esse tipo de manutenção hoje em dia, e se isso for um impedimento, você vai lá e compra outro por um preço em conta. Como citei acima existem diversos grupos onde se encontram o console por preços ótimos, além do serviço de manutenção.

De qualquer modo, deixo a indicação do meu amigo Massao Japanice (Basta clicar no nome), que faz manutenções em consoles clássico. Ele não só faz um ótimo trabalho, como também só cobrará o justo. Eu recomendo fortemente.

Japanice aprova os 5 Motivos Comprar Mega Drive mesmo não gostando do console abertamente.

CONTROLE

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Não há muito do que falar sobre o joystick, além de não que é um dos melhores para se jogar jogos de luta.

Apesar de isso ser questionável, no caso de você não ter tido tanto contato com a plataforma. O controle tenta replicar a disposição do controle arcade, assim tornando a experiência de quem veio dos fliperamas muito mais satisfatória.

LEIAM –  5 Motivos para você Comprar um Dreamcast

Eu particularmente acho lindo mas nunca me dei muito bem na hora de jogar games de lutas. O fato do meu contato com o Super Nintendo ter sido muito maior do que com o console da SEGA influenciou nisso, mas de uns anos para cá venho me adaptando.

OS JOGOS

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu não sou um exímio conhecedor da plataforma da SEGA, mas o pouco tempo que tive o console durante a minha infância me marcou o suficiente para nutrir um grande carinho e buscar adquirir o console nos dias de hoje.

Tive contatos com jogos que pareciam muito mais maduro do que eu havia visto na Nintendo e isso causou certo impacto na maneira como passei a enxergar o console, e por essa razão vou listar os títulos que se tornaram uma das razões pela qual passei a gostar tanto desse console de 16 bits da SEGA.

A começar por esse que é disparado um dos meus favoritos:

SPLATTERHOUSE 3

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Splatterhouse 3 não só é o jogo que me permitia jogar com um clone do Jason, mas como também eu podia trocar socos e me transformar em uma versão Stallone dele. Lembro que fiquei bem chocado com o quão macabro o jogo era para aquele tempo.

Oras, tem uma mão do capeta apontando pedindo para eu avançar, além de fetos um ursinho possuído por um dos primos do demônio, pentagramas e tudo mais que faria um jovem religioso perder o sono.

LEIAM – Splaterhouse | Um remake Memorável

É um jogo que estava totalmente fora do que havia visto antes no Master System e Super Nintendo. Meus pais são fascinados pelo gênero de filme de horror, então passei a acompanhá-los cedo e isso tornou esse titulo extremamente atraente.

Por sorte na locadora onde eu alugava eles possuíam o segundo jogo, que na minha opinião é o melhor da trilogia. Com um clima mais sério do que seu sucessor, além de icônicas batalhas com monstros extremamente grotescos. Para ter uma ideia, na batalha final eu lembro de ter passado o controle a um amigo para fechar pois minhas mãos não paravam de tremer de nervoso.

SPLATTERHOUSE 2

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Splatterhouse 2 e 3 são jogos que merece ir para coleção de qualquer amante do console. Infelizmente não tenho os cartuchos hoje em dia, mas é uma das minhas metas de aquisição para o console.

Passei a gostar tanto de Splatterhouse que até mesmo o remake eu joguei e me diverti bastante, apesar de não ser considerado um bom jogo, quem diria.

SONIC 2

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Sonic 2 foi o meu primeiro contato com o ouriço-azul e lembro como se fosse hoje. Estava na casa de um colega, o Zé Japa, responsável por derrotar o boss final em Splatterhouse e o cara que me mostrou que Sonic podia se transformar em super sayajin.

A experiência de jogar Sonic 2 foi muito divertida, a começar que tudo era tão rápido que soltávamos gargalhadas sempre que alguém perdia o controle do Sonic e caia nos espinhos ou não desviava a tempo dos inimigos. O foco naquele dia ficou pela transformação do personagem, ficamos loucos e queríamos o tempo todo coletar 50 argolas para vê-lo se transformar novamente.

Quando adulto, logo após adquirir um emulador portátil, Sonic 1 & 2 foram devidamente terminados. O 2 continuou sendo o meu favorito, mesmo com Sonic & Knuckles sendo tão divertido, mas esse aqui não perdeu o posto. É compra garantida para o meu console – É só questão de não cobrarem um rim.

SHINING FORCE II

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Shinning Force II é facilmente o meu primeiro contato com o gênero estratégia de tabuleiro, além de ser um dos que mais me frustrou. To até hoje na esperança de finalizar algum titulo da franquia que não são nem um pouco amigáveis com o jogador, pois suas batalhas são demoradas e vai exigir do jogador.

Claro, o jogo é constituído por um trilha sonora maravilhosa e personagens muito carismático. Creio que esses pontos acabam sobressaindo o tempo gastaremos no longos combates.

Não sei se isso possa ter sido um fator decisivo para a franquia ter caído no esquecimento, afinal, hoje em dia com os milhares de lançamentos mensais á um clique do cartão de crédito, faz com que se dedicar muito tempo a um único jogo seja algo um tanto difícil para o jogador moderno.

Eu não to dizendo que é regra geral, gente, existem muitas pessoas no mundo compartilhando do mesmo gosto para vocês estourarem hemorroidas com a minha opinião.No caso to levando em consideração que muitos jogos de hoje em dia populares possuem um tempo de campanha muito pequeno, coisa que um Shinning Force ultrapassa facilmente.

Shinning Force II é um titulo que se você gosta de RPG e desafio, pode tranquilamente encontrar ambos em um único cartucho e vai te garantir horas de diversão.

DECAPATTACK

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

DecapAttack eu só fui conhecer depois de velho por meio dos emuladores, gostei tanto do que personagem que cheguei a colocá-lo em uma lista com os heróis mais legais dos videogames.

O personagem Chuck D. Head atira seu cranio nos inimigos e até ataca com mordidas provindas de sua barriga. É um jogo de plataforma super divertido e com uma cara toda unica. Não irei entrar no mérito de que se trata de uma versão repaginada para o ocidente de um jogo japonês chamado Magical Hat no Buttobi Tabo! Daibōken, porque gosto muito mais do design desse aqui.

Eu tive o cartucho, só que infelizmente precisei vendê-lo alguns anos atrás, me arrependo, mas tenho planos de adquirir novamente para a coleção.

ALADDIN

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu tenho boas lembranças com o Aladdin do Master System, até porque o console de 8 Bits da SEGA foi meu primeiro contato oficial com videogames em casa. Só que é fato de que essa versão não só é a mais bonita como também a unica em que Al porta uma espada.

Muito desse lance da espada se deve a postura da SEGA para vender um console voltado aos adolescentes rebeldes sem causa. O que é ótimo, pois ganhamos um excelente jogo aqui, quase uma animação controlável.

Oh, que tempos gloriosos em que a Disney nos proporcionava jogos tão bons de suas franquias. Não preciso reforçar que esse jogo é um must buy do console, né?

CASTLEVANIA: BLOODLINES

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Castlevania Bloodlines é sem duvida um dos meus jogos favoritos da franquia – Apesar de brigar bastante com Drácula X e Super Castlevania IV para ver quem fica no topo dos meus favoritos – e que ficou restrito ao console da SEGA. O que foi muito bom e agradeço por isso, pois o jogo é brutal e com violência antes nunca vista em outro jogo da franquia lançado para consoles caseiros, algo que provavelmente seria censurado se caísse nas mãos da Nintendo.

Nintendo jamais aceitaria violência, sangue, corpos sendo partidos ao meio por um chicote e etc… não não, não senhor, na casa da Nintendo não entra esse tipo de coisa.

Esse sexto jogo da franquia infelizmente foi o único a chegar a plataforma, uma pena, pois tenho certeza que poderíamos ter recebido ainda mais títulos no nivel desse aqui. Infelizmente é um jogo dificil de se encontrar por um bom preço, pelo menos o cartucho original. Há paralelos por um bom preço se você não for do tipo que gosta de certificar cartuchos para ficar cheirando e tirando foto depois.

X-MEN 2: CLONE WARS

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

X-Men 2: Clone Wars é o melhor jogo dos baseado nos mutantes da Marvel e ponto final, não dá para dizer o contrário. Quer dizer, até dá, mas ai é questão de gosto e eu to cagando regra aqui.

Lembrando que o anterior a esse daqui foi muito bom, mas essa sequencia é muito mais bonita, além de que termos diversos personagens a disposição e seus poderes. Nada de meia lua e soco ou qualquer combinação estranha. É possível jogar em até duas pessoas, pra dar uma amenizada, pois o jogo é difícil, acredite.

Não posso deixar de lembrar que é possível controlar Magneto, após desbloqueá-lo mais a frente da história, além de ser possível revezar. Oras, que jogaço temos em mãos. SEGA mandou bem demais aqui.

É um jogo que vale muito a pena se ter na coleção UM dia quando não custar 1000 conto eu compro o original.

KID CHAMELEON

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu sei que muitos olham para outros jogos da SEGA, mas KID CHAMELEON é o jogo que sempre me vem a mente quando falamos do Mega Drive. Tive ótimos momentos com esse jogo gigantesco ao lado da minha família. Fins de semanas foram dedicados a tentativa de finalizar o jogo, sempre sem sucesso.

Cada nova transformação do personagem era recebida com alegria e surpresa por meu pai, minha mãe, meu irmão e eu. Meu velho principalmente que queria terminar o jogo a qualquer custo.

O jogo claramente é um dos mais querido de todos os tempos nessa lista, não só por ser um ótimo jogo, mas também por estar carregado por esses momentos gostosos em família.

É mais do que obrigatório listar como um dos 5 Motivos Comprar Mega Drive

OS BASTIDORES DA GUERRA

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu poderia citar mais jogos, mas como disse alguns parágrafos atrás que iria listar só os que realmente me marcaram com a plataforma da SEGA. Dito isso abrirei espaço para falar de um livro que li alguns anos atrás e que fiquei de produzir um artigo só para ele, então irei aproveitar e falar um pouco sobre ele aqui.

A Guerra dos Consoles foi um dos livros mais incríveis que li sobre os bastidores da guerra entre Sega e Nintendo. Eu terminei a leitura chocado com tudo o que rolou e como o marketing é importante para uma empresa que lida com entretenimento. Tom Kalinske e sua equipe conseguiram um feito que deixou uma marca na história dos jogos eletrônicos, que foi virar um jogo praticamente perdido.

Sei que muitos pontos são questionados nos dias de hoje, tanto que há um livro que conta o lado da Nintendo dessa guerra, além de focar mais nas figuras importantes da Big N. Outro livro que quero trazer artigo dedicado a ele aqui no site.

Se você gosta da SEGA e gostaria de saber mais a fundo tudo o que acontecia nela durante a guerra de consoles, por favor, se dê esse presente comprando o livro.

Apesar de ser uma lista com 5 Motivos para comprar um Mega Drive, o livro é leitura obrigatória a todo amante de videogames e seguistas.

CONCLUINDO

5 Motivos para você comprar um Mega Drive

Eu apontei diversas razões para se adquirir um console e ir atrás dos cartuchos, mas, estamos vivendo um momento em que suas empresas estão revivendo os consoles em suas versões mini e de modo que possa rodar em ótima qualidade e com resolução alta nas TVs modernas. O que os torna uma ótima alternativa para quem está pensando em economizar e não se importa em ter os cartuchos físicos.

Já cogitei ir atrás desses pequenos emuladores licenciados, acho que são interessantes para quem quer optar gastar menos e ainda ocupar menos espaço na estante. Colecionar significa ocupar espaço, e nos dias de hoje é algo que sinceramente vem reduzindo a medida que começamos a comprar mais e mais consoles.

Oras, olha os everdrive fazendo um baita sucesso ai.

Escrever artigos como esse é sempre muito prazeroso, então deixo claro que independente se você emula ou não, o que importa aqui é a experiência que você está tirando ao revisitar clássicos imortais.

O que não nos falta nos dias de hoje são formas de ir atrás de diversos títulos e resgatar, mesmo que por um curto momento, aquela magia do passado.

Espero que tenham gostado dos 5 Motivos Comprar Mega Drive e até a próxima.

 

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J-Stars Victory VS+ | O Arena Fighter da Jump https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/27/j-stars-victory-vs-o-arena-fighter-da/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/27/j-stars-victory-vs-o-arena-fighter-da/#respond Fri, 27 Dec 2019 19:40:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/27/j-stars-victory-vs-o-arena-fighter-da/ Festival da Boa Pancadaria Muitos dos leitores do site são obviamente familiarizados com anime, correto? Mesmo que você não goste, ou já tenha deixado essa fase pra trás por diversos motivos, é inegável que quem pegou o finalzinho dos anos 80 até metade da primeira década dos anos 2000, foi muito influenciada pela cultura japonesa, […]

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Festival da Boa Pancadaria

Muitos dos leitores do site são obviamente familiarizados com anime, correto? Mesmo que você não goste, ou já tenha deixado essa fase pra trás por diversos motivos, é inegável que quem pegou o finalzinho dos anos 80 até metade da primeira década dos anos 2000, foi muito influenciada pela cultura japonesa, que ficou enraizada na nossa mente e alma, tal qual os desenhos da Hannah-Barbera influenciaram nossos pais e primos mais velhos. 

Infelizmente, por outro lado, havia marketing de peso em cima dessas séries por aqui. Claro, haviam brinquedos, mas nos anos 90 a criançada queria era VIDEOGAME, e isso meu amigo, só na base de muita pirataria e sorte.

Sobre as séries da Shonen Jump, revista da Shueisha que publicou a maioria das séries para meninos que conhecemos por aqui, haviam muitos jogos, em sua maioria em japonês, que conhecemos graças aos paraguaios. Dragon Ball Z Super Butoden, Yu Yu Hakusho FINAL, um jogo do Hokuto no Ken de beat n’ up que não faço ideia do nome, etc. Muitas coisas chegaram aqui por tabela, e isso diluiu muito o possível impacto que esses jogos poderiam ter nas crianças.

Nos anos 2000, tivemos alguns jogos mais populares, inclusive em inglês, como os Dragon Ball Budokai e Tenkaichi no PS2, assim como os dois jogos de Cavaleiros do Zodíaco na mesma plataforma, que marcaram muito a galera que viveu essa época dos games. Ainda assim, parecia que faltava mais coisas, e a geração seguinte trouxe mais jogos, incluindo algumas iterações traduzidas para nossa língua(!), como é o caso deste J-Stars Victory VS+.

J-ogabilidade

J-Stars Victory VS foi lançado originalmente no Japão em 2014 para PS3, PS4 e PS VITA (usada neste review), com um lançamento mundial feito no ano seguinte, com algumas mudanças, como um modo Arcade — estranhamente ausente no original — e a remoção das músicas temas dos animes e as referências aos 45 anos da Jump. Vale lembrar que a versão com as músicas de cada série foi de um lançamento especial do game no Japão, então não se pode considerar isso uma verdadeira perda.

O game é de luta no estilo “arena fighter“, termo popularmente usado por quem conhece games de anime. Popularizado pelos jogos de Naruto na geração PS3, consiste numa grande área aberta onde os personagens se enfrentam, travando a mira e circulando ao redor do inimigo para atacá-los. A grande diferença aqui é que os personagens vêm de diversas séries diferentes, como Luffy, Goku, Naruto, Seiya, Kenshin e até algumas adições curiosas, como Saiki Kusuo, Arale (de Dr. Slump) e Ryotsu (de KochiKame), além de muitos outros. Um mérito da Spike Chunsoft, desenvolvedora que também fez a série DBZ Budokai Tenkaichi, foi criar movesets bem diferentes para cada personagem. Assim, mesmo que os botões de golpes e sua execução seja similar para todos, a melhor forma de utilizá-los e os combos são beeem diferentes para cada um deles. Alguns, como Luffy e Tsuna, são absurdamente overpowered, de modo que enfrentá-los ou usá-los contra a CPU muda completamente o rumo da batalha em segundos. Faltou balanceamento aí, infelizmente.

Já outros que normalmente seriam bem mais fortes, como os personagens de Dragon Ball, foram nivelados por baixo, talvez para dar mais destaque a outras séries que normalmente não são representadas em jogos com frequência. Achei justo e deixou o jogo com um toque diferente da maioria do gênero.

As batalhas são normalmente feitas em dupla e raramente em trio, com um outro personagem que pode ser usado como “reforço”, chamado ao toque de um botão, com um cooldown que varia de acordo com cada um. Pra tristeza de muitos, alguns bonecos não são selecionáveis para lutar, sendo limitados a essas aparições curtas de um ataque. É claro que muitos deles, como os representantes de animes de esportes como Kuroko (no Basket) e Hinata (de Haikyu) seriam difíceis de ganhar movimentos para um jogo de combate, mas se era esse o problema, por que não colocar outros mangás mais apropriados ao estilo do jogo? Acredito que a escolha tenha sido feita com base em tradição e também com a popularidade das séries à época do jogo. Só isso explicaria Toriko sendo representado.

As arenas tem pouca variedade, sendo 12 fases apenas, cada uma de uma série diferente. Para alegria de nós brasileiros, temos em destaque o estádio do Torneio das Trevas de Yu Yu Hakusho (aqui chamado de “Torneio Sombrio” na tradução mais ou menos da Bandai Namco) e também o Templo de Atena de CdZ. A versão de Vita possui gráficos bem mais simples, portanto me preservo de opinar sobre a beleza desses cenários, mas você pode ver a versão de PS4 e dar sua própria opinião.

Modos de Jogo

Existem alguns modos de jogos, como a J-Aventura, onde ocorre a maior parte das batalhas. Você escolhe entre 4 campanhas, onde o que muda realmente são os personagens que você joga. Esse modo tem uma história facilmente desconsiderável, e você pode só ficar apertando X até a cena acabar, já que as missões, em sua maioria, ficam marcadas no mapa. Aqui você precisa controlar um barquinho num mapa-múndi, onde vários lugares que representam as séries da JUMP estão espalhados, sem nenhuma explicação, mas que funciona para você visitar e conversar com personagens que não aparecem como jogáveis.

Existem também o modo Estrada da Vitória, que funciona como uma campanha mais linear, mas que se torna extremamente repetitivo, ainda mais se o jogador busca fazer 100%. Ao total, esse modo conta com 130 batalhas (!), que variam muito de dificuldade mas que talvez sirvam pra deixar a vida do game mais longa, caso você seja louco o suficiente para tal. 

O Modo Arcade, exclusivo do lançamento ocidental, não oferece muita coisa além de mais e mais batalhas. Faltou variedade e criatividade nesse quesito, já que todos os modos de jogo são apenas variações do mesmo, divididos em blocos só para aumentar o tamanho do jogo.

Conclusão dessa loucura

Apesar de gameplay satisfatório até certo ponto, o modo J-Aventura faz o jogo cansar rapidamente. Controlar o navio pelo mapa não é divertido e apenas dá a sensação de que está te atrasando de seguir a jornada. A história é totalmente rasa e a tradução da Bandai Namco segue a tradição de falhar constantemente, já que muitas vezes o texto parece mal traduzido do inglês ou se apresenta nessa língua em algumas partes sem motivo algum. Fica claro que o tradutor possuía algum conhecimento de algumas séries, porém por retratar diversos universos — com alguns sequer conhecidos por aqui — nota-se que poderia ter havido um pouco mais de pesquisa, porém o jogador comum só vai notar essas falhas nos quizzes que aparecem nos loadings.

O multiplayer não foi citado anteriormente mas, pra variar, é mais do mesmo. Jogar em tela dividida nos consoles de mesa estranhamente não preenche a tela inteira, deixando a área de visão do jogador limitada. Caso queira jogar com um amigo, dê preferência ao online e deixe o game como plano de fundo para aproveitar uma boa conversa. Talvez seja essa a melhor forma de apreciar esse jogo, que na minha opinião possui muito conteúdo, mas o jogador vai enjoar nas primeiras horas.

Caso queira conferir, ele frequentemente está em promoção na PlayStation Store. O louco aqui platinou pra fazer esse review. Se eu recomendo? Bem, você gosta MUITO da Shonen Jump?

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Little Adventure on the Prairie | As horríveis aventuras de Jesuíno https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/26/little-adventure-on-prairie-as/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/26/little-adventure-on-prairie-as/#respond Thu, 26 Dec 2019 22:03:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/26/little-adventure-on-prairie-as/ Jogos ruins. Todo mundo já jogou algum. Jogos péssimos, certamente. Eu mesmo fiz a análise de duas das maiores atrocidades que a Espanha cometeu contra o mundo nos tempos recentes. Existem aqueles jogos, que só de você olhar a capa (ou a thumb, se você usa algum serviço digital, como o Steam/PSN/Live/eShop), já percebe: NÃO, […]

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Jogos ruins. Todo mundo já jogou algum. Jogos péssimos, certamente. Eu mesmo fiz a análise de duas das maiores atrocidades que a Espanha cometeu contra o mundo nos tempos recentes. Existem aqueles jogos, que só de você olhar a capa (ou a thumb, se você usa algum serviço digital, como o Steam/PSN/Live/eShop), já percebe: NÃO, nem ferrando eu compro isso.

Eventualmente, se o preço é baixo, a curiosidade mórbida acaba batendo e é assim que títulos como Little Adventure on the Prairie acabam parando na biblioteca de muitos jogadores. Custando cerca de 2 dólares (R$ 6,50 na PSN), ele é o que há talvez 10 anos atrás, chamaríamos de ‘jogo do Milzão’, aquele jogo ruim que você compraria a um preço baixo só pra conseguir 1000 pontos fáceis em seu gamescore do Xbox 360 (em 2009, os troféus ainda não eram uma coisa tão massiva no PS3, quanto os Achievements eram no 360). Mas enfim, eu vou deixar claro logo aqui: NÃO COMPRE Little Adventure on the Prairie, eu cometi esse erro, então vamos lá.

O jogo não tem nem um conceito básico pra eu chamar de história, então vamos inventar uma aqui: Nosso herói, Jesuíno (estamos próximos do Natal, que acabou de passar, então ele é uma mistura de Jesus com Natalino), entediado que não conhece nenhuma princesa a ser salva, nenhum vilão déspota a ser derrubado, tampouco nenhum traficante para lhe fornecer drogas, resolve sair em uma carnificina sangrenta e destruir todos que cruzarem seu caminho. Como ele vai fazer isso? Pulando na testa dos inimigos, sacudindo sua espada e esperando pelo melhor.

Primeiramente, Little Adventure parece um projeto de alguém que aprendeu a usar a UNITY semana passada. O jogo é um platforming 2D que faz tudo de errado possível. A movimentação do personagem é esquisita, assim como a maneira que ele pula. Assim como em Yasai Ninja, efeitos de colisão são inexistentes. Você só ataca com a espada até o inimigo desaparecer.

O design de fases do jogo é risível, geralmente uma linha reta, às vezes abismos a serem saltados, e por vezes você desce para um ponto inferior do mapa e vai para o outro lado. Ah sim, você precisa matar todos os inimigos pra terminar. E curiosamente, a melhor maneira de matar todos os inimigos, é pulando na testa deles e atacando sem parar, pois a colisão do jogo é tão ruim, que você vai ficar grudado na testa do inimigo e a possibilidade dele te atacar é menor.

Existem power-up’s nas doze fases, além de itens pra recuperar sua energia. Eles não são (talvez o item de saúde seja) obrigatórios pra terminar o jogo, mas você irá os pegar mesmo assim porque eles estão no caminho. E sim, são doze fases. Você vai levar no máximo, meia hora pra terminar tudo… E ainda vai ganhar um troféu de platina no processo.

Graficamente… Não tem nada que se salve. Tanto Jesuíno, quanto os inimigos são compostos de poucos frames de animação e a movimentação deles é atroz. Os cenários são genéricos, e mal feitos, basicamente um JPEG onde dá claramente pra ver onde é o fim da figura, porque o fim e o começo não se ligam, deixando uma linha evidente.

Sonoramente… Eu juro que não lembro das musicas desse jogo, se é que ele tem música. Colocar um CD com o som de gatos brigando seria um som de fundo mais memorável para esse arremedo de jogo.Essa foi uma review mega curta, eu sei… Mas serve de alerta a todos, que quando um jogo parece ruim, tem cara e screenshots que denotam a falta de qualidade, polimento e redenção, evite-o, porque o jogo certamente é pior que bater na mãe com tamanco de madeira. Little Adventure on the Prairie não merece seu dinheiro, sua atenção ou curiosidade.Fuja dessa atrocidade como o diabo foge da cruz.

Essa atrocidade está disponível para Android, iOS, PlayStation 4, PlayStation Vita (mas não é cross-buy, vá entender) e Nintendo 3DS

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Brasil Game Show 2019 | Tudo o que pudemos conferir https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/24/brasil-game-show-2019-tudo-o-que/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/24/brasil-game-show-2019-tudo-o-que/#respond Tue, 24 Dec 2019 01:45:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/24/brasil-game-show-2019-tudo-o-que/ Esse ano tivemos a oportunidade de cobrir a Brasil Game Show mais uma vez, sendo o nosso 5º ano no evento, então não podíamos deixar de relatar aqui tudo o que pudemos conferir ao longo dos dias em que estivemos por lá. A começar que esse foi o ano em que pudemos passar mais tempo dentro […]

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Esse ano tivemos a oportunidade de cobrir a Brasil Game Show mais uma vez, sendo o nosso 5º ano no evento, então não podíamos deixar de relatar aqui tudo o que pudemos conferir ao longo dos dias em que estivemos por lá.

A começar que esse foi o ano em que pudemos passar mais tempo dentro do evento, conseguimos cobrir três dias do evento, então jogamos muitas coisas, e lembrando que esse foi o ano em que a Nintendo retornou a BGS. Sua ultima participação foi em 2012, logo foi muito bom ver a BIG N por lá.

Mas vamos ao que interessa.

Eu não vou negar, a Nintendo foi a grande atração do evento pra mim, passei mais tempo por lá do que em outras estandes disponíveis. Não me arrependo, até porque quando não fui lá jogar os games disponíveis no Switch, eu tava andando pelo evento.Como disse anteriormente, esse ano decidi dar uma atenção especial a Nintendo e assim pude conferir o mais novo lançamento Luigi’s Mansion 3, que foi disparado um dos meus jogos favoritos do evento.

Não sei se o fato de não ter tido contato com os outros jogos anteriores da franquia possa ter influenciado no impacto que tive ao jogar esse jogo, mas como primeiro contato, só tenho elogios. Graficamente é lindo e os controles muito intuitivos, além de muito divertido. O fato de focarem no medroso do Luigi em uma situação onde assombrações estão envolvidas geram momentos engraçados.

A demo disponível no evento encerrava após o combate com o vilão do jogo, dentro de uma arena, onde ele vestia uma armadura e ficava nos cercando e investindo algumas vezes. Nada complexo, só questão de desviar da investida e acertá-lo algumas vezes no alvo em seu peito para torná-o vulnerável e arremessá-lo ao chão até zerar sua energia.

Ah, controlar Luigi ou sua contra-parte fantasmagórica não foi difícil e certamente foi uma adição interessante ao jogo, além de que podemos alternar a qualquer momento entre eles, nesse caso o Luigi feito de ectoplasma (Ghostbuster me ensinou muito bem) pode passar por áreas pontiagudas sem levar nenhum dano, enquanto Luigi fica adormecido esperando

Creio eu que seja o primeiro dos diversos combates que teremos contra ele ao longo da historia.

No caso, não sei se vale a pena citar, mas eu joguei usando um pro controller do Switch, o que trouxe uma experiência diferenciada em comparação a que tive jogando nos joy-con em outros jogos ali na estande da Nintendo. Os Joy-con’s realmente passam uma sensação de fragilidade. E como sendo o meu primeiro contato com o novo console da Nintendo, de modo geral foi muito positivo.

Eu fui um dos idiotas que criticaram quando a Nintendo anunciou Super Mario Maker em alguma E3. É. eu mereço levar umas chibatadas no lombo para aprender a ser gente de vez em quando. Mas o tempo ensina e dessa vez eu fui de coração aberto e me pus ao teste de jogar Super Mario Maker 2.

Reconheço que queimei a língua porque o jogo não só é muito divertido, como também possibilita a criação de todo tipo de fase para se desafiar. Essa ultima parte é meio obvio só pelo nome do jogo MAKER.

Bem, eu joguei algumas disponíveis e me diverti bastante com o jogo. É algo para se jogar descompromissado, para passar o tempo sem esquentar muito a cabeça, pelo menos sem pegar alguma fase criada por satanás.

Cara, eu quero um Switch pra mim.

Eu nunca  terminei nenhum Zelda em toda a minha vida, e sei que preciso dar mais atenção a famosa franquia do eterno jovem, Link. De qualquer maneira, eu não podia deixar de jogar o mais recente jogo The Legend of Zelda: Link’s Awakening, que na verdade é um remaster, mas um de peso.

O visual do jogo é lindo e aparentemente a Nintendo sabe muito bem como cuidar da estética de seus jogos. Ignorando totalmente o padrão de realismo que temos aos baldes, ela optou por um tom mais cartunesco que salta aos olhos de tão belo.

Eu não gosto muito da expressão “Jogo que vende consoles” mas a biblioteca de exclusivos da Nintendo faz essa expressão ter todo o sentido. Eu realmente fiquei muito espantando com o quão bonito ficou esse remaster e os demais jogos que pude jogar. Todos eles fizeram meus olhos brilharem e cogitar a aquisição de um Switch.

Depois da Nintendo a estande da Xbox foi disparada a que mais passei tempo ao longo dos três dias de evento. Lembrando que nos demais dias foi um pouco mais difícil conseguir jogar alguns jogos, mas creio que consegui experimentar todos os que queria – Exceto o FFVII.

Bleeding Edge é o jogo multiplayer que vem sendo desenvolvido pela Ninja Theory, estúdio recém-adquirido pelo Xbox. Não posso dizer que estava muito animado por esse jogo, pelo simples motivo de que não me dou bem com jogos do gênero. Na grande e disparada maioria das vezes exige muito tempo para ganhar habilidades e começar a xingar os amiguinhos durante as partidas. Coisa que não tenho muito tempo e paciência para gastar, mas deixando o meu gosto e relatando o que vi: É bem divertido.

O jogo disponibilizado na estande se trata de uma versão alpha, então não dá pra atirar muitas pedras. Pelo menos deu pra notar o que está por vir.

Bleeding Edge é basicamente um filho fora do casamento entre Overwatch e League of Legends em terceira pessoa, acho que foi a melhor definição que encontrei para o jogo. Ele não está muito distante da arvore que gerou o fruto dos jogos citados. Ele claramente é voltado para criar competições. O que é muito bom, eu acho.

Bem, mas sem me estender mais, achei os combates muito divertidos, tem hora que não dá pra ver se você tá batendo ou apanhando, tal como LOL quando estamos aprendendo os macetes. Os respawns estão terrivelmente demorados, e em um jogo como esse é algo que não dá pra tolerar muito, só que é preciso entender que ainda está em alpha. É o tipo de coisa que será consertado rapidamente após um beta fechado. Foi uma experiência divertida, eu até joguei bem e me senti estimulado a jogar mais vezes. Talvez seja esse o jogo focado em multiplayer online que vai me capturar? Não sei. Fallout 76 eu tinha expectativas e elas foram devidamente destroçados pelo chão.

Ori and the Will of Wisps é um dos jogos mais bonitos que eu vi lá na BGS, alias, o seu antecessor é tão bonito quanto, mas aqui se nota que realmente buscaram evoluir toda a arte do jogo.

Eu infelizmente não fechei Ori and the Blind Forest, apenas joguei um pouco e dei prioridade a outros jogos, mas é um jogo que certamente quero terminar antes de mergulhar em sua sequencia que me pareceu ainda mais belo que seu antecessor. A musica do jogo e o design estão em um nivel absurdo. O jogo é quase uma pintura em movimento.

Curiosamente em todas as vezes que passei na estande, ao menos no dia de imprensa, estava sempre livre para jogar. Fiquei um tanto chocado, vide que hoje em dia muitos adoram encher a boca para falar de arte dos jogos, e Ori and the Will of Wisps é arte visual pura.

O novo Battletoads estava lá e bem acessível para jogar no dia de imprensa, então pude jogar bastante sem ter que me preocupar em dar lugar para outra pessoa. Sério.

Eu sei que é um jogo que a velharada ficou bem ouriçada por conta do novo visual e pela lentidão dos personagens. Olha, realmente eles são lentos e isso incomoda um pouco, porque um beat’em up precisa ser rápido o personagem e a resposta. Eu acho até OK não gostarem do visual cartoon e tudo mais, só que os personagens serem lentos é algo que compromete o jogo todo.

Os sapos são lentos e os golpes igualmente, o Pimple que é o sapo maior e mais forte é o mais lento de todos, quase se arrasta, por sorte temos uma esquiva que ajuda a movimentar um pouco melhor mas que não sustentaria horas de jogatina sem você atirar o controle no chão de tão frustrado.

Eu e os demais não conseguimos avançar no Turbo Tunnel, acho que deve ser uma maldição que também decidiram remasterizar. Eu perdi a conta do número de mortes tentando chegar ao fim desse túnel maldito. A diferença aqui entre o clássico é que há check points para não obrigar o jogador voltar ao início ou atirar o joystick contra a TV. Acho que não dá pra reclamar disso, pois mesmo sendo dificil o check point auxilia horrores.

A experiência final com Battletoads foi até positiva, eu realmente queria avançar mais naquele jogo, mas a jogabilidade lenta é um fator que realmente atrapalha a experiencia final. Torço para que isso seja alterado até o lançamento do jogo, porque o design, efeitos e humor estão ótimos.

Dragon Ball Z: Kakarot é um jogo que estava disponível para se jogar na loja da Panini dentro do evento. Foi uma baita surpresa topar com o jogo enquanto eu procurava por algumas HQs e mangás.

Fui convidado por um dos rapazes que trabalhava na loja e que também se ofereceu para tirar fotos e até filmar. Muito gentil da parte. Essa foto que encabeça esse trecho do artigo foi tirado por mim e sou péssimo com fotos. Certo, deixemos isso de lado e vamos ao que interessa.

O jogo é um anime controlável, podemos voar com Goku pelo cenário e até mesmo com a nuvem voadora. Gostei bastante dessa experiência de liberdade pelo cenário sem ficar preso a loadings e mais loadings para avançar de uma cena a outra. Porém, essa primeira fase consiste em uma batalha contra Raditz, o irmão de Kakaroto. Oras, quem conhece o anime sabe disso, mas não custa relembrar que Goku se mata com o irmão.

O combate é fluido, os especiais são tão grandiosos como deveriam obrigatoriamente ser e os efeitos visuais são de arrancar lagrimas de felicidades. Vale lembrar que o jogo também está localizado em português, o que é sempre maravilhoso de se deparar. Creio que se colocarem os dubladores brasileiros oficiais no jogo, estaremos diante de uma das melhores coisas já feita nos games com a franquia.

Por enquanto não tenho nada negativo a dizer sobre o jogo. Mas eu também não tinha nada a dizer sobre Dragon Ball Fighter Z – E isso vai ficar para outra hora, me aguardem.

Olha, estou com boas expectativas, acredito que terei em Dragon Ball Z: Kakarot o meu Budokai Tenkaichi 4 que sempre sonhei, até porque ele é um RPG de pancadaria. Que o jogo venha com todos os personagens possível para se desbloquear. É. Chega de querer me vender os personagens em suas outras variações, coloca tudo no jogo e me deixa desbloquear, cacete.

Como dizem os jovens: PISTOLEI.

Foi a primeira vez que dediquei tempo em fila para conseguir um autografo, mas valeu a pena

Brasil Game Show 2019 foi memorável pra mim, pois além de conseguir jogar jogos que queria, ainda tive a oportunidade de tirar uma foto com Charles Martinet, dublador do Mario, Wario, Waluigi e cia. Eu estava tão nervoso que tropecei ao subir no palco e recebi um “Careful, are you ok?”. Eu respondi com um inglês digno dos bordões que permeava as novelas da rede Globo nos 90: Yes, sorry, i’m really happy to be here.

Ele foi extremamente gentil, enquanto eu era só tremedeira e mãos suadas. O importante aqui é que valeu a pena trocar algumas palavrinhas com ele, isso é o que importa.

Deixando esse momento gostoso e embaraçoso de lado, vamos ao que interessa que é a opinião geral sobre o evento. No caso fica perceptível que a BGS tem rumado para se tornar um evento semelhante a CCXP. Eu não enxergo isso com maus olhos, contanto que os games continuem sendo o foco principal, o que acho que não deve mudar, acho.

Não posso deixar de dizer que cada vez fica melhor o ambiente para se locomover, mesmo nos dias mais cheios, sendo possível ficar fresquinho por conta do ar condicionado. Só foi uma pena mesmo a Americana não ter comparecido esse ano. Era quase de lei ir comprar algumas besteiras por lá, assim não gastava tanto com alimentação lá dentro, algo que é caro.

Outro ponto que merece ser criticado e não acho que seja culpa do evento, na verdade foi algo que descobri durante uma conversa que tive com um pessoal em frente a sala de imprensa. Se você fosse até a estande da SONY e se identificasse como imprensa, receberia um adesivo circular dourado no crachá que possibilitava o acesso aos jogos sem ter que aguardar na fila.

Olha, eu devo ser muito burro mesmo, porque normalmente não me identifico dentro das estandes, sempre peguei fila. Fiquei enfurecido ao descobrir isso, apesar de que cheguei a conversar com um cara da estande e ele disse que eu tinha que pegar fila. Outras pessoas confirmaram a mesma coisa, então só posso deduzir que o problema era comigo. Como descobri isso apenas no meu ultimo dia lá dentro, deixei pra lá, mas ano que vem e vou direto pra estande da SONY – Credencial se prepare que irei lhe usar.

Quanto a treta que rolou com os atores que interpretavam os personagens de GTA V? Infelizmente eu já havia retornado a minha amada Itu, logo li tanto quanto vocês a respeito do assunto.

Foi também a primeira vez que produzi conteúdo em vídeo, o que foi bem legal, porque é algo que começarei a produzir com muito mais frequência a partir do ano que vem, então já convido a todos a se inscreverem no canal e conferir o vídeo da cobertura:

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima BGS!

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Shovel Knight: King of Cards | O Rei babaca https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/12/shovel-knight-king-of-cards-o-rei-babaca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/12/shovel-knight-king-of-cards-o-rei-babaca/#comments Thu, 12 Dec 2019 12:51:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/12/12/shovel-knight-king-of-cards-o-rei-babaca/ Shovel Knight é um dos melhores exemplos de um projeto financiado no Kickstarter que não apenas entregou o que prometia, mas foi ao infinito e além, se tornando um exemplo de como fazer um jogo retro, sendo ao mesmo tempo moderno. E desde seu lançamento, o jogo recebeu duas outras expansões, Plague of Shadows, estrelando […]

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Shovel Knight é um dos melhores exemplos de um projeto financiado no Kickstarter que não apenas entregou o que prometia, mas foi ao infinito e além, se tornando um exemplo de como fazer um jogo retro, sendo ao mesmo tempo moderno.

E desde seu lançamento, o jogo recebeu duas outras expansões, Plague of Shadows, estrelando o astuto Plague Knight e Specter of Torment, onde o herói é o atormentado Spectre Knight, cada uma não apenas expandindo o mundo de Shovel Knight, mas acrescentando variedade na jogabilidade, fazendo com que o valor agregado a sua compra elevasse imensamente.

E, óbvio, para cumprir as últimas metas estendidas da campanha, para esse ano foram anunciadas as  expansões “King of Cards” e “Showdown”. King of Cards é uma aventura estrelando o Bufão King Knight, e Showdown é um jogo versus, para até quatro jogadores, no melhor tipo Super Smash Bros.

Deixemos Shovel Knight Showdown pra outro dia, e falemos de Shovel Knight: King of Cards. O jogo é uma prequel, e mostra as desventuras de King Knight, que quer se tornar o Rei das Cartas, mas para isso ele precisa derrotar os três Árbitros do Joust e conseguir a Coroa do Joust.

A estrutura da campanha do King Knight é totalmente diferente das campanhas anteriores. Enquanto que nos jogos anteriores, você passeia por fases relativamente longas (não muito longas, sendo honesto), aqui o jogo é dividido em diversas fases curtas, com um ou no máximo dois check points.

Claro, são várias fases nos mesmos cenários do jogo original, mas não são as mesmas fases, cada fase tem um design único e alguns cenários não muito explorados (como a lagoa do Rei Truçã) se transformaram em fases desafiadoras.

E desafio é uma constante em King of Cards. Apesar do desafio ser mais auto imposto do que parte do design do jogo. Porque, enquanto que nas campanhas anteriores, apesar de poder completar as fases na ordem que quisesse, para prosseguir adiante ainda era obrigatório concluir todas as fases com chefes. Isso não acontece em King of Cards.

Algumas das fases do jogo tem múltiplas saídas, tal qual Super Mario World, basta achar uma entrada secreta (às vezes nem tão secreta assim), um som irá tocar (e terá uma placa com uma seta na cor vermelha), indicando que a saída secreta é por aquele caminho. E claro, o caminho pra essa saída secreta é mais difícil que o caminho regular, aumentando seu desafio.

Eu contei que o jogo é dividido em várias pequenas fases, e isso é refletido em diversos gimmicks no qual as fases se baseiam, sejam tornados que te teleportam, gelo que escorrega, paredes nas quais não é possível quicar, dentre outros. A variedade traz uma maneira de jogar menos linear e direta, como no Shovel Knight original, e algo mais pensado.

O desafio do jogo é crescente, culminando (como sempre) na Torre do Destino, onde a Feiticeira nos espera. E é possível que durante o seu caminho, você acabe vociferando alguns impropérios por conta de mortes… Especialmente quando se está a centímetros do fim da fase.

A jogabilidade é diferente, o ataque principal do King Knight é uma ombrada que ao atingir o inimigo ou as paredes, faz com que ele suba rodopiando, rodopio que pode ser usado pra quicar em certos elementos do cenário, ou nos inimigos. E essa gimmick, utilizada com alguns power ups, é bastante útil para atravessar as fases, conforme a dificuldade aumenta.

Os power ups são variados, e oferecem desde um ataque que faz com que o King Knight cruze a tela toda, a uma bolha que o faz flutuar (e é útil para atravessar certos abismos). Claro, que a utilidade de seus power ups é definida pela sua jogatina, então o que pode parecer inútil pra mim, é uma mão na roda pra você. É divertido testar os power ups.

Como o jogo se passa antes dos eventos principais de Shovel Knight, a Ordem dos Cavaleiros Inclementes ainda não fora formada, logo, não são eles os chefes que você enfrentará na aventura principal. Mas, assim como os errantes em Shovel Knight, eles aparecerão em sua jornada pelo mapa, e é um extra divertido enfrentá-los.

Dito isso, os novos chefes são o Rei de Brejorgulho, o Rei Truçã e o Passarorror-Rei, que trazem um novo desafio, porque são padrões novos de ataques, que precisam ser aprendidos até a vitória.

Por fim, uma novidade trazida, são as partidas de Joust. Joust é um jogo de cartinhas no qual o objetivo é encher o tabuleiro com as cartas, mas não apenas isso, mas conquistando a maior quantidade de jóias que estão disponíveis.

É um jogo simples, você tem um baralho com 16 cartas que possuem setas apontando para certas direções. Essas setas podem ser usadas para empurras suas cartas ou as do oponente. Você não pode empurrar cartas que tenham uma seta apontada na direção oposta ou caso o lado de fora do tabuleiro (um espaço extra ao redor do tabuleiro) esteja ocupado. Parece um pouco complicado, mas funciona de maneira simples… Embora os duelos contra chefões nos clubes de Joust sejam difíceis, pois eles possuem habilidades extras.

Graficamente, é a mesma beleza pixelada que Shovel Knight sempre foi, com cenários bonitos e sprites bem animados. Os novos cenários (como a lagoa do Rei Truçã, que no original não tinha muito a se mostrar) adicionaram ao jogo, e mesmo cenários conhecidos ganharam retoques para dar um ar de novidade (como em Specter of Torment). O jogo também adicionou alguns inimigos e elementos novos aos cenários, ainda que alguns sejam só variantes gordas de velhos inimigos.

A trilha sonora… Bem, é o Jake Kaufmann, né? Aqui, as músicas originais e os remixes de Specter of Torment fazem sua reaparição, além é claro, de musicas novas em folha. As novas músicas são tão boas quanto as anteriores, é até redundante falar isso, mas a trilha de Shovel Knight é um dos pináculos do chip tune 8-bit moderno.

O único revés contra Shovel Knight atualmente é o preço… Na PSN Brasileira, o Shovel Knight Treasure Trove, que contém as quatro campanhas, mais o Showdown sai por salgados 143,50 (versão de PS3/Vita que dá direito a de PS4, porque a de PS4 é 149,90).

Por fim, Shovel Knight: King of Cards é um jogo que expande o universo de Shovel Knight e traz uma jogabilidade nova, que é simples de executar, mas difícil de dominar. Se você já tem Shovel Knight, vale a pena baixar ele novamente pra ter a nova campanha, e se você não tem… Espere uma promoção.

Shovel Knight: Treasure Trove está disponível para PC, PS3, PS4, PS Vita, Wii U, 3DS, Switch e Xbox One.

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