Arquivos Collection - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/collection/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 27 Feb 2026 09:20:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Collection - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/collection/ 32 32 Super Bomberman Collection – 7 jogos clássicos em um pacote excelente | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/22/super-bomberman-collection-7-jogos-classicos-em-um-pacote-excelente-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/22/super-bomberman-collection-7-jogos-classicos-em-um-pacote-excelente-analise/#respond Sun, 22 Feb 2026 21:11:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21755 A série Bomberman é uma daquelas franquias respeitadas do passado gamer, principalmente na era 16-bits, onde obteve maior destaque e sucesso. Lembro do meu saudoso pai alugando o Super Bomberman 4 de SNES na locadora, uma versão japonesa original que por algum motivo tinha na locadora Planet Games, perto da minha casa. Depois de jogos […]

O post Super Bomberman Collection – 7 jogos clássicos em um pacote excelente | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A série Bomberman é uma daquelas franquias respeitadas do passado gamer, principalmente na era 16-bits, onde obteve maior destaque e sucesso.

Lembro do meu saudoso pai alugando o Super Bomberman 4 de SNES na locadora, uma versão japonesa original que por algum motivo tinha na locadora Planet Games, perto da minha casa.

Depois de jogos em várias plataformas ao longo dos anos, até mesmo com lançamentos originais saindo até pouco tempo, a Konami — que adquiriu a produtora original, Hudson Soft — surpreendeu a todos soltando uma coletânea com todos os jogos da série lançados para o Super Nintendo (além dos dois primeiros games de NES).

Os títulos inclusos são:

  • Super Bomberman
  • Super Bomberman 2
  • Super Bomberman 3 (antes lançado somente na Europa e Japão)
  • Super Bomberman 4 (antes lançado somente no Japão)
  • Super Bomberman 5 (também lançado somente no Japão)

Jogos bônus:

  • Bomberman (NES)
  • Bomberman 2 (NES)

Será que esse lançamento é bem feito e vale sua graninha em troca de nostalgia? Vamos ver.

Reprodução: Konami

Jogabilidade

A jogabilidade da série Bomberman consiste em andar pelo mapa com o seu Bomber, destruindo os inimigos da CPU até encontrar a saída da fase. Todos os jogos dessa era seguiam esse padrão, com algumas mudanças de itens aqui e ali.

Outro modo de destaque — e talvez o de maior sucesso entre a garotada — era o modo Battle, onde quatro (ou mais, dependendo da versão) jogadores poderiam se digladiar numa arena até só sobrar um vivo.

Ambos os modos estão presentes em todos os jogos de Super Nintendo (Super Bomberman 1 ao 5) e a diferença entre eles é pouca, mudando mais a estética e uns pequenos detalhes. É notório que cada jogo é uma pequena evolução do anterior, e não há problema nisso.

Exclusivo dessa coletânea temos o modo Boss Rush, onde o jogador tem vidas limitadas para passar de todos os chefes de cada jogo e acredite: muita gente vai deixar de platinar a coleção por isso. Eu mesmo tentei e o negócio é difícil demais.

As trilhas sonoras dos games, principalmente as músicas do quarto jogo, são muito bacanas, quase todas compostas por June Chikuma, uma compositora que basicamente fez sua carreira em games na série Bomberman nessa época.

Reprodução: Konami

Apresentação

Um destaque merecido para Super Bomberman Collection é a sua apresentação visual. Produzida pela Red Art Games (sim, galera, uma empresa grande como a Konami não ia produzir uma coletânea de jogos de 30 anos atrás dentro do seu próprio prédio), o visual dos menus é excelente.

Além dos games em si, temos como ouvir a trilha sonora dos jogos e ver algumas artes de cada jogo.

Mas o destaque fica para a seleção dos jogos em si. Escolhemos os jogos pelas caixas deles, onde podemos abri-las e retirar o cartucho de dentro, além de ler o manual ali mesmo.

Inclusive, cada game tem sua caixa em 3D, além de um modelo 3D do cartucho de cada jogo, seja a versão americana, europeia e japonesa. Todas elas sem remover as referências à Nintendo, mesmo nas versões de PS5 e Xbox Series S|X.

Aliás, sobre as versões, é importante destacar que tanto Super Bomberman 4 quanto Super Bomberman 5 nunca foram lançados oficialmente no ocidente, e estão recebendo traduções em inglês (oficiais) pela primeira vez nessa coletânea. Inclusive já tem roms delas circulando por aí mas deixa quieto…

Outra coisa bacana é que os jogos foram editados para mostrar os botões de cada console, então não estranhe ver um botão Options do PS5 aparecer no menu de um jogo de Super Nintendo lançado em 1993.

Esses detalhes, como os menus bem animados e traduzidos, os cartuchos 3D, a não-remoção das referências à Nintendo e a edição direta das roms mostram que a Red Art teve um cuidado gigante com a franquia, além de trazer a estética japonesa dos lançamentos originais, mesmo eles sendo um estúdio ocidental.

Fica também de exemplo para empresas nacionais como a QuByte, que apesar de estar melhorando em suas coletâneas, não faz um trabalho sequer perto da qualidade dessa coleção dos jogos de Bomberman.

Reprodução: Konami

Veredito

Super Bomberman Collection nos traz de forma acessível 7 jogos cruciais na história da série Bomberman. Como é uma coletânea focada nos games de SNES, ficaram de fora alguns lançamentos como as versões de PC Engine e Mega Drive, além dos jogos mais fora da curva, como os games de Gameboy e a única versão para arcade, feita para o Neo Geo.

Obviamente que não era o foco aqui e é bom que eles tenham fechado o pacote em 7 jogos, ainda mais que dois deles são os primeiros dois games de NES que vieram de bônus.

Caso você lembre de Super Bomberman da sua infância ou queira apresentar uma série colorida e diferente pro seu filho(a), recomendo fortemente que comece por aqui.

_______________________________________________________________

Esta análise de Super Bomberman Collection foi feita com uma cópia gentilmente cedida pela Konami. O game está disponível para PlayStation 5, Switch, Switch 2, Xbox Series S|X e PC (Steam).

Reprodução: Konami

O post Super Bomberman Collection – 7 jogos clássicos em um pacote excelente | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/22/super-bomberman-collection-7-jogos-classicos-em-um-pacote-excelente-analise/feed/ 0
Top Racer Collection | Análise da Coletânea de Top Gear https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/#comments Sat, 30 Mar 2024 13:17:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16694 Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte. Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também […]

O post Top Racer Collection | Análise da Coletânea de Top Gear apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte.

Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também fizemos um texto gigantesco e bem desenvolvido pelo Geovane .

Lá, ele aborda toda a história de sua criação, desde a origem da série nos computadores Amiga, até seus ports para outros consoles e as continuações pós-SNES.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Por que diabos “Top Racer”?

Antes de mais nada, precisamos deixar claro o que está presente nesse collection. Temos três jogos: Top Gear, Top Gear 2 e Top Gear 3000.

Os três games estão com o nome “alternativo” de Top Racer, que é o nome dado aos dois primeiros jogos no Japão. Em nível de curiosidade, Top Gear 3000 saiu no oriente com o horrível nome de “The Planet’s Champ: TG3000”, mas nessa versão foi produzido um novo logotipo para o game se chamar Top Racer 3000.

A razão da troca de nome é óbvia para aqueles que conhecem o universo de esporte a motor: “Top Gear” é um programa britânico, produzido pela BBC, que fala sobre carros deeeesde 1977 (!!).

LEIAM – O Futuro dos Consoles Xbox: Uma Nova Era de Possibilidades

De alguma forma, a Kemco — produtora original dos games — conseguiu passar batida nos anos 90 ao lançar games de carro com o mesmo nome do programa — mesmo na Europa — mas no mundo globalizado atual isso ficaria difícil de passar batido sem alguns entraves legais.

A Piko Interactive, detentora atual dos direitos da série, resolveu trabalhar os games com os nomes japoneses. Como as roms japonesas não possuem diferença alguma entre as americanas além do logo/nome, eles simplesmente usam essas versões em todo relançamento moderno, como no portátil Evercade.

É a primeira vez que Top Gear 3000 é relançado, e a QUByte deu uns pulos pra se livrar de mostrar o nome original do game, mas isso será abordado mais a frente.

Créditos: QUByte

Emulação e desempenho

Os três games da coletânea rodam perfeitamente em qualquer plataforma. Afinal, são três jogos de Super Nintendo, não é mesmo?

Porém, na demo lançada ainda em fevereiro, Top Gear 2 estava com um problema sério no áudio do motor dos carros, soando em nada parecido com o game original. Ainda bem que isso foi consertado.

Top Gear 3000, famoso por ser difícil de emular por anos graças ao seu chip DSP-4, funciona sem problemas também.

Temos algumas poucas opções de imagem:

  • Normal: onde o jogo fica bastante pixelado;
  • Suave: onde a tela dá uma amaciada e deixa mais palatável ao se jogar numa TV de LCD moderna e gigante;
  • CRT: uma aberração que deixa a imagem toda trêmula, simulando uma tv com mau-contato. Evite a todo custo. Não era pra isso EXISTIR.

Além disso temos algumas coisas comuns como papeis de parede e possibilidade de esticar a imagem pela tela inteira, caso você seja algum tipo de louco.

Os controles funcionam bem e não percebi atraso de input, ou se tem, é algo quase imperceptível. É possível remapear os controles e dou graças a Deus por isso, já que acelerar com o TRIÂNGULO é algo totalmente fora da casinha desde 1990.

Créditos: QUByte

Apresentação visual

Uma bola fora é que o jogador não tem acesso aos menus dos próprios jogos. Tudo é feito através da interface da coletânea, como escolha de nome, marcha, campeonato e carro (em TG1). Depois disso, o jogo abre já na tela da corrida.

Entendo que foi uma tentativa de modernizar e padronizar o produto, mas parte da experiência é navegar pelos menus e isso foi tirado do jogador.

LEIAM – South Park: A Fenda que Abunda Força | Uma continuação ainda mais polêmica?

Como exemplo disso em outra coletânea, podemos ver o caso do Street Fighter 30th Anniversary Collection, lançado pela Capcom em 2018. Lá tínhamos diversos jogos da série, emulados de diferentes máquinas de arcade.

A Digital Eclipse, desenvolvedora, optou por deixar todos os menus na interface “externa”, colocando o jogador já na tela de seleção de lutadores. Isso agiliza o gameplay, mas tira a experiência original dos jogos.

O mesmo acontece aqui em Top Racer Collection: temos as três roms dos jogos originais, mas não podemos usar seus menus ou mesmo o sistema de passwords dos games originais.

E aí que entra meu maior ponto de descontentamento com essa coletânea da QUByte. Os menus.

Créditos: QUByte

Menus feios

Como o h2 desse parágrafo já entrega, eu achei que a identidade visual da coletânea não condizem em nada com os jogos.

Esteticamente eles não casam com o que é apresentado nos jogos, pois usam menus estáticos, similares a algo visto em menus de DVD mais simples.

No fundo dessas telas temos carros renderizados em 3D que VAGAMENTE lembram o carro das capas do Top Gear 1 e 2, mas parecem algo tão genérico que eu ainda tenho minhas dúvidas se não foram feitos com IA.

E caso tenha sido isso, que pelo menos buscassem algo parecido com os jogos ou com a capa dos mesmos. Mas ao invés disso, temos menus com tons azuis predominantes que talvez pegam inspiração na estética dos menus do primeiro jogo, mas nossa… é tão vaga essa lembrança que considerar que isso foi algum template pronto da engine deles não seria tão fora da realidade.

Não só isso, mas as músicas usadas nessas telas antes de entrar nos jogos é genérica. Poderiam optar por rearranjos das canções dos jogos, já que são tão marcantes, ou mesmo usar as próprias músicas extraídas de cada um deles.

Mas não. O que temos são temas tocados em guitarra que não remetem a nenhuma trilha de nenhum dos três jogos. Uma escolha minimamente bizarra por parte da QUByte, que por ser brasileira, deveria entender o que esses jogos carregam de importante para quem gosta deles.

Créditos: QUByte

Outros detalhes negativos

Na página da comunidade de Top Racer Collection no Steam, os produtores pediram que déssemos feedback do que havia sido publicado na demo e eu consegui notar diversas coisas.

Algumas eles corrigiram antes do lançamento final, porém outras acredito que não terão solução. Seja por design ou por fugir do escopo/verba da QUByte. Algumas delas são:

  •  A falta de outros jogos antigos da série Top Gear. Temos alguns games no Nintendo 64 e no Game Boy. Isso sem falar da versão bizarra de Top Gear 2 para o Mega Drive, que apesar de ser péssima, faz parte da história da série.

Isso talvez – e é uma suposição minha – seja devido a falta de direitos sobre os jogos por parte da Piko, que provavelmente só possui os três games de SNES. Uma pena.

  •  Falta de tradução dos jogos em si. Isso é algo que eu acho BIZARRO para ser sincero. Eles fizeram todo um rom hack do primeiro game chamado “Top Gear Crossroads” que traz quatro skins novas para os carros, baseadas no Horizon Chase 1 da Acquiris –, mas não conseguiram traduzir os jogos?

Os jogos possuem meia dúzia de linhas de texto, e eu acho simplesmente inaceitável que eles não se deram o trabalho de traduzir oficialmente cada um deles.

E para quem achar que seria muito complicado, saiba que eles já fazem um processo de edição na hora das roms, podendo ser evidenciado pelo fato de você poder editar seu nome fora do jogo e ele aparecer na tela de jogo dentro da rom.

Isso indica que alguma edição no código em tempo real está sendo feita e com scripts de Lua isso é facilmente feito hoje em dia. Aliás, muitas coletâneas fazem isso com jogos antigos e com jogos mais complexos, diga-se de passagem. Bola fora total.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Pontos positivos

Além da já citada emulação, que é perfeita nos três games — mais o Crossroads que é só o Top Gear 1 de novo –, temos algumas coisas que são interessantes.

  • Modo online, podendo ser jogado por dois jogadores nos dois primeiros jogos e em até quatro jogadores em Top Gear 3000;
  • Save State, extremamente necessário caso o jogador não queira se frustrar nas corridas mais difíceis;
  • Conquistas/Troféus, que são bem difíceis de se completar, exigindo que o jogador chegue em primeiro em TODAS as corridas de TODOS os jogos;
  • Galeria com manuais e caixa dos jogos — ainda que em japonês;
  • Tocador de música, que apesar de não tocar nos menus, pode ser acessado no menu principal em uma tela separada;
  • Recriação da abertura do Top Gear 3000, já que ela não pode ser acessada durante o jogo devido a já citada escolha de tirar todos os menus originais. Essa abertura está traduzida em todas as línguas disponíveis e foi refeita fora da engine do jogo. É um easter egg interessante até
  • O tão falado Top Gear Crossroads. Pode ser um fator legal para alguns mas depois de jogar, vi que é só um romhack do original que apenas troca os sprites dos carros. O desempenho deles não muda e as pistas são as mesmas. Acredito que o tempo investido nisso deveria ter sido gasto com a tradução do jogo ou fazendo menus mais bonitos, mas coloco aqui como ponto positivo porque tem gente que amou esse raio desse Uno com escada em cima.

    Top Racer Collection
    Essa tela de seleção de carros ainda era da versão beta, mas mudou pouco no lançamento final. – Créditos: QUByte

Conclusão

Apesar das minhas críticas acima, Top Racer Collection AINDA É uma boa forma de contemplar esses três games em plataformas modernas.

Evidentemente que você pode só baixar as três roms e jogar em um emulador, mas pelos troféus e para ter os games oficialmente da única forma que é possível hoje em dia sem ser comprando um cartucho velho, acho que é completamente aceitável, principalmente nos consoles.

Ainda temos alguns extras, como troféus. Alguns desses inclusive, fazem referência ao forró da banda Total Mix, que usou a primeira canção do Top Gear 1 como base para uma de suas músicas.

Se você quer matar saudade e tem um console aí na sua sala ou deseja ter tudo de forma oficial, Top Racer Collection é para você.

Nota Final: 6/10

___________________________________________________
Esta análise foi escrita usando uma cópia do jogo para PlayStation 5, gentilmente cedida pela produtora.
Top Racer Collection está disponível no PC (Steam), PlayStation 4, Playstation 5, Xbox e Switch.

 

O post Top Racer Collection | Análise da Coletânea de Top Gear apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/feed/ 1
Mega Man X Legacy Collection | Análise das duas coletâneas https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/08/13/mega-man-x-legacy-collection-12/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/08/13/mega-man-x-legacy-collection-12/#respond Mon, 13 Aug 2018 16:57:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/08/13/mega-man-x-legacy-collection-12-analise/ Desnecessário fazer qualquer apresentação da série Mega Man. É uma das mais reconhecidas da ~era de prata~ dos jogos (eu diria Era de Ouro, mas sabe, tiveram outras que pavimentaram esse caminho), junto com Mario, Sonic, Zelda e claro, Bubsy. Por ser um humano nascido na década de 1990, acredito que assim como muitos, meu […]

O post Mega Man X Legacy Collection | Análise das duas coletâneas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>

Desnecessário fazer qualquer apresentação da série Mega Man. É uma das mais reconhecidas da ~era de prata~ dos jogos (eu diria Era de Ouro, mas sabe, tiveram outras que pavimentaram esse caminho), junto com Mario, Sonic, Zelda e claro, Bubsy.

Por ser um humano nascido na década de 1990, acredito que assim como muitos, meu principal contato com a franquia foi com Mega Man X e suas continuações. Lembro-me que a primeira vez que aluguei o primeiro jogo para SNES, eu simplesmente não conseguia passar da primeira fase e DEVOLVI o jogo, isso lá com meus 5, 6 anos de idade. Nessa época, a série X já encaminhava para o quarto jogo, que é exatamente onde acaba o Mega Man X Legacy Collection 1.

Pra começo de conversa, não entendi essa de dividir a coleção em dois títulos. Quando o Legacy Collection da série clássica foi produzido, o estúdio responsável — a Digital Eclipse, hoje Backbone Entertainment — fez um ótimo trabalho ao trazer os jogos de NES para a geração atual. Foi um teste de mercado e uma proposta da própria Digital Eclipse feita à Capcom, e talvez por isso eles trabalharam somente com os jogos mais “fáceis” de se portar. O Legacy Collection original, retroativamente chamado de Mega Man Legacy Collection 1, com os jogos MM1 até MM6, foi um port de uma qualidade incrível, bem melhor que o Anniversary Collection lançado anos antes pela própria Capcom no PlayStation 2.

Assim sendo, foi posteriormente produzida uma continuação com MM7 (SNES), MM8 (PSX) e MM9 e MM10 (PS3/360/Wii), mantendo a qualidade da primeira coletânea, mas dessa vez capitaneada pela própria Capcom, deixando a Backbone de lado.

Tendo isso dito, é natural que a primeira coletânea tenha sido feita em duas partes. Mas hoje em dia e com o teste de mercado já feito — inclusive servindo de base para que a Capcom produzisse Mega Man 11 — não havia necessidade de separar a série X em duas coletâneas. Entendo que algumas pessoas prefiram os primeiros jogos (até X4) em detrimento dos subsequentes, mas são jogos antigos e cabem muito bem em um Blu-ray né? Pelo amor de Deus.

Reprodução: Capcom

ANÁLISE INDIVIDUAL

Reclamações à parte, o tratamento visual e o esmero acertam em 90% das vezes. Todos os jogos, desde os de SNES e PSX e indo até os horrorosos jogos de PS2 são portados com muita qualidade, cada um com sua versão americana e japonesa contidas no disco (com ressalvas que serão abordadas mais à frente) e com direito a conquistas/troféus/medalhas (dependendo da versão), gerando desafios mais interessantes para os que já conhecem a franquia. Além disso, a possibilidade de remapear os controles foi mantida, podendo inclusive usar mais botões do que os controles do SNES permitia (isso claro, considerando X1, X2 e X3).

Vou analisar brevemente cada jogo contido na coletânea, facilitando para aqueles que têm interesse em apenas alguns jogos específicos da série X. Vamos lá:

Mega Man X (SNES, 1994)

Port perfeito da versão de SNES. É basicamente emulação, sem queda de framerate onde não deveria ter mas mantendo alguns, como na parte do carrinho na mina do Armored Armadillo). Foi adicionada opção de save, colocada intrinsicamente na tela de passwords, que também podem ser usados.

Pra quem não conhece a série direito, recomendo começar por esse:

Mega Man X2 (SNES, 1995)

Mesma situação do jogo acima. Sobre o jogo em si, ele mantém a mesma dificuldade razoável do primeiro, com a vantagem de já começar com as botas de Dash.

Mega Man X Legacy Collection

– Mega Man X3 (SNES/PSX, 1996)

Diferentemente da versão contida no X Collection de PS2, o MMX3 dessa coleção é o mesmo que saiu pro SNES. Ou seja, nada de trilha sonora de CD, tampouco aberturas e cutscenes animadas antes dos chefes.

É uma pena pois a abertura japonesa desse jogo é muito boa, mas acredito que se tivessem mantido as CGs, as músicas seriam cortadas anyway, e já já explico porquê.

– Mega Man X4 (PSX/Saturn, 1997)

Assim como no X Collection de PS2/Gamecube, a versão usada aqui foi a de PlayStation, principalmente por ser mais fácil de ser portada e também porque a versão de Saturn é idêntica.

LEIAM – Claybook | Um jogo onde se brinca com massinha

As cutscenes em anime foram mantidas, inclusive com a péssima dublagem. As músicas japonesas de abertura e encerramento foram cortadas (assim como no lançamento ocidental original). O erro mais gritante dessa versão é que uma das cenas da abertura, onde os robôs da Repliforce fazem uma saudação que lembra vagamente um comprimento nazista (lol) foi cortada, mas de maneira pobre: desaceleraram parte do vídeo para que a cena fosse pulada, mas isso fez o framerate da abertura parecer um slideshow. Foi ridículo e desnecessário. Esse é só o primeiro ponto baixo dessa coleção, e mais pra frente teremos mais alguns.

Assim termina a X Legacy Collection 1. Lembrando que pegando todos os troféus dessa coleção, pode-se obter o troféu de platina (no PS4, obviamente).

Mega Man X Legacy Collection
Reprodução: Capcom

Agora vamos a segunda parte da coleção, a X Legacy Collection 2:

– Mega Man X5 (PSX, 2000)

Um port direto da versão original, nessa vez não se tem muito o que reclamar, tirando algo que PODERIA ser melhorado: o uso das músicas em japonês da versão japonesa (“MONKEY”, pela banda Mosquito-Milk). Mesmo jogando a versão ROCKMAN X5, a música não se encontra presente, o que nos leva a crer que foi uma opção da Capcom para baratear os custos com licenciamento. Uma pena a falta de esmero em algo que leva o nome de “legado”.

LEIAM – Genital Jousting (PC) | Análise

Uma curiosidade interessante: no lançamento original, alguém muito louco da Capcom colocou 7 dos 8 chefes como referências à banda Guns n’ Roses. Esses nomes foram revertidos de volta para uma tradução mais direta dos nomes japoneses. Não chega a ser uma perda, mas era engraçado lutar contra o “Duff McWhalen” e o “Axle the Red”.

– Mega Man X6 (PSX, 2001)

Mesmo caso do X5, porém no lançamento original e na coleção de PS2, a abertura em japonês foi mantida na versão americana. Aqui, pela primeira vez, temos X6 com uma música nova instrumental. Uma pena, pois as músicas “The Answer” e “Moonlight” eram muito marcantes. Em termos de gameplay, o jogo mais uma vez se mantém perfeito. Aliás, um ponto positivo é que trouxeram de volta a dublagem (só em japonês), visto que na coleção anterior as vozes foram tiradas sem motivo.

– Mega Man X7 (PS2, 2003)

Aqui conseguiram melhorar o jogo graficamente, deixando ele verdadeiramente como um HD Remaster. Infelizmente X7 é uma porcaria né? hahaha

– Mega Man X8 (PS2, 2004)

Mesmo caso de X7. O jogo é bem melhor que o anterior, porém não se equipara aos jogos de PSX e SNES. A qualidade do port é excelente.

Reprodução: Capcom

CONCLUSÃO

Resumidamente, temos ótimos ports dos jogos clássicos em Mega Man X Legacy Collection, e com uma ótima apresentação. Não falei antes, mas uma coisa nova e interessante é o modo X Challenge, onde você enfrente dois chefes de diferentes jogos e ao mesmo tempo. É uma adição interessante e vai realmente colocar à prova a habilidade do jogador. Inventaram até uma armadura nova pro X para esse modo que na artwork fica linda, porém no jogo… é só a armadura Ultimate do X4 pintada de branco no Paint.

Infelizmente, também ficaram de fora dessa coleção os jogos Mega Man Xtreme 1 e 2, versões de Game Boy Color que tinham seu valor. Mas isso é só um detalhe.

Mega Man X Legacy Collection
Reprodução: Capcom

Além disso, também temos o novo Rookie Mode, que nada mais é que o Easy, novidade dessa versão. Nela, alguns momentos dos jogos ficam mais fáceis, além de espinhos e buracos não matarem o jogador de cara. Deve ter sido um verdadeiro desafio de programação, por isso parabéns aos responsáveis por implementar isso em cada um dos jogos.

Se você sente saudade dos jogos da série X e queria uma maneira fácil de tê-las hoje, essa é sua oportunidade. Para puristas como eu, seria interessante que tivessem colocado as músicas das versões japonesas e legendas nas cutscenes, pelo menos quando se joga as versões Rockman X dos jogos. Mas para quem se importa apenas com o gameplay, Mega Man X Legacy Collection 1-2 está impecável e é uma ótima aquisição para sua biblioteca de jogos.

Mega Man X Legacy Collection 1-2 está disponível como pack ou individualmente no PS4/XONE/Switch/Steam. Essa análise não foi feita com uma cópia fornecida pela Capcom 🙁

O post Mega Man X Legacy Collection | Análise das duas coletâneas apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/08/13/mega-man-x-legacy-collection-12/feed/ 0