Arquivos Bandai Namco - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/bandai-namco/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 13 Nov 2025 15:39:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Bandai Namco - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/bandai-namco/ 32 32 Little Nightmares III | A beleza do medo e o eco do familiar https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/13/little-nightmares-iii-a-beleza-do-medo-e-o-eco-do-familiar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/13/little-nightmares-iii-a-beleza-do-medo-e-o-eco-do-familiar/#respond Thu, 13 Nov 2025 15:39:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21037 Em um cenário atual onde os jogos parecem seguir fórmulas recicladas e lançamentos chegam incompletos ou apressados, Little Nightmares III surge com a promessa de manter viva a atmosfera sombria e poética que consagrou a franquia. Produzido pela Supermassive Games e publicado pela Bandai Namco, o título tenta equilibrar inovação e nostalgia, trazendo novos protagonistas, […]

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Em um cenário atual onde os jogos parecem seguir fórmulas recicladas e lançamentos chegam incompletos ou apressados, Little Nightmares III surge com a promessa de manter viva a atmosfera sombria e poética que consagrou a franquia. Produzido pela Supermassive Games e publicado pela Bandai Namco, o título tenta equilibrar inovação e nostalgia, trazendo novos protagonistas, novas mecânicas e um foco maior na cooperação — ainda que nem todas as apostas acertem completamente o alvo.

Enredo e Ambientação

Logo nas primeiras horas, o jogo estabelece seu tom. Você controla Low e Alone, duas pequenas figuras tentando escapar de um lugar chamado The Nowhere, um universo distorcido e surreal que mais parece um pesadelo consciente. A narrativa segue o estilo característico da série: sem falas, sem explicações diretas e com uma ambientação que fala por si só. O jogo não se preocupa em entregar respostas prontas, ele quer que você sinta, observe e interprete.

E isso é um dos maiores méritos de Little Nightmares III. Cada detalhe de cenário, cada ruído, cada sombra contribui para criar uma sensação constante de desconforto e curiosidade. Mesmo sem um enredo explícito, há uma coesão emocional muito forte, especialmente no vínculo entre Low e Alone, construído com gestos e olhares, sem precisar de palavras.

Visualmente, o jogo é um espetáculo à parte. A iluminação, o contraste entre o grotesco e o infantil e o design dos ambientes criam uma atmosfera única. A sensação de pequenez diante do mundo, marca registrada da franquia, permanece tão impactante quanto nunca. A direção de arte continua sendo um dos pontos mais fortes da série.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Jogabilidade e Cooperação

A principal novidade vem na forma de jogabilidade cooperativa. Pela primeira vez na franquia, é possível jogar com outra pessoa de forma online, o que amplia as possibilidades de interação e estratégia. Cada personagem tem suas próprias habilidades: Low usa um arco e flecha para resolver certos puzzles, enquanto Alone conta com uma chave inglesa para manipular mecanismos e abrir caminhos. Essa divisão incentiva o trabalho em dupla, seja com um amigo ou com a inteligência artificial controlando o parceiro.

No entanto, a ausência de um modo cooperativo local (couch co-op) é uma limitação sentida. Little Nightmares III parece feito para ser compartilhado no mesmo sofá, e restringir essa opção apenas ao modo online tira parte do charme da experiência. Jogando sozinho, a IA funciona bem na maior parte do tempo, mas há momentos em que suas ações soam hesitantes, quebrando um pouco o ritmo das fases.

Os controles, por sua vez, são responsivos e fluidos, embora não isentos de pequenos problemas, principalmente nas seções de salto e mira com o arco, onde a perspectiva tridimensional pode atrapalhar a precisão. A progressão, no entanto, é bem equilibrada. Cada cenário traz algo novo: quebra-cabeças inteligentes, perseguições tensas e momentos de pura exploração.

Ainda assim, o formato geral da jogabilidade mantém o padrão dos títulos anteriores. O ciclo “puzzle, fuga, descoberta” continua predominante, o que, para alguns, pode passar uma leve sensação de familiaridade excessiva. Mesmo assim, o design das fases é tão bem elaborado que raramente o jogo deixa de ser interessante.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Trilha Sonora e Design de Som

O som sempre foi uma das armas mais poderosas da série, e aqui não é diferente. A trilha sonora de Little Nightmares III é discreta, quase imperceptível em muitos momentos e é exatamente isso que a torna tão eficaz. Ela não está ali para preencher o silêncio, mas para amplificar o desconforto.

O som de passos ecoando em corredores vazios, o vento soprando em ruínas esquecidas ou o estalar distante de algo se movendo nas sombras criam um ambiente de tensão constante. É o tipo de design sonoro que te faz segurar a respiração sem perceber. Mesmo sem sustos explícitos, o jogo é capaz de causar arrepios com simplicidade e sutileza.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Estrutura e Duração

A campanha é relativamente curta, durando entre quatro e seis horas, dependendo do ritmo de exploração. Para alguns, isso pode soar decepcionante, mas a verdade é que Little Nightmares III não quer ser longo, ele quer ser intenso. E consegue. Cada cenário é cuidadosamente construído, sem enrolação ou repetição desnecessária.

Os ambientes são o verdadeiro espetáculo: desertos repletos de ruínas, fábricas abandonadas, escolas esquecida, cada local tem sua própria identidade visual e transmite sensações diferentes. A transição entre as áreas é fluida, e o ritmo de progressão mantém o jogador sempre curioso sobre o que virá a seguir.

Ainda assim, há uma sensação de segurança excessiva na estrutura geral. O jogo parece preferir não arriscar muito, permanecendo dentro da fórmula que já funcionou. É um equilíbrio entre “bom demais para ser ruim” e “seguro demais para ser incrível”.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Desempenho e Aspectos Técnicos

No quesito técnico, Little Nightmares III se mantém sólido. O desempenho é estável, as texturas são detalhadas e a iluminação dinâmica contribui diretamente para a ambientação opressiva. Em plataformas de nova geração, o jogo roda com fluidez e sem quedas notáveis de frame rate.

Os modelos dos personagens e inimigos são grotescamente encantadores, algo entre o feio e o fascinante, típico da franquia. O único ponto técnico que ainda merece atenção é a precisão nas colisões em certos puzzles e saltos, que às vezes exigem uma paciência maior do que o esperado. Fora isso, é uma experiência polida e imersiva do início ao fim.

Conclusão

Little Nightmares III é uma mistura de acertos e oportunidades perdidas. Ele mantém a essência que tornou a franquia especial, a mistura de terror psicológico, arte melancólica e narrativa silenciosa, mas hesita um pouco em se reinventar. Ainda assim, é um jogo que vale a pena ser experimentado, especialmente por quem valoriza atmosfera e emoção mais do que sustos e ação.

Se o segundo jogo foi um pesadelo inesquecível, este é um sonho estranho e belo, melancólico e inquietante. Pode não ser o capítulo mais marcante da série, mas continua sendo uma das experiências mais cativantes que o terror moderno pode oferecer.

Nota: 7/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Little Nightmares III para PC cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. O jogo está disponível para Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series S|X,  Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 4/5 e Steam. 

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Pac-Man World Re-Pac 2 | Advinha quem voltou com muita fome https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/22/pac-man-re-pac-2-advinha-quem-voltou-com-muita-fome/ Wed, 22 Oct 2025 22:25:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20976 Se tem um personagem que nunca sai de moda, é o nosso querido Pac-Man. Ele sobreviveu a gerações, consoles e revoluções gráficas. E agora está de volta com Pac-Man Re-Pac 2, um jogo que mistura nostalgia com frescor. É o tipo de título que faz a gente sorrir sem perceber, lembrando por que começou a […]

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Se tem um personagem que nunca sai de moda, é o nosso querido Pac-Man. Ele sobreviveu a gerações, consoles e revoluções gráficas. E agora está de volta com Pac-Man Re-Pac 2, um jogo que mistura nostalgia com frescor. É o tipo de título que faz a gente sorrir sem perceber, lembrando por que começou a jogar videogame lá atrás.

Pac-Man Re-Pac 2 não é apenas um remake com gráficos bonitinhos. Ele é, na real, uma releitura moderna do universo de Pac-Man, e consegue algo raro nos dias de hoje: respeitar o passado, sem parecer preso a ele. A jogabilidade foi atualizada, o mundo expandiu, e o amarelinho ganhou carisma o bastante pra conquistar até quem nunca encostou num jogo de pac-man na vida.

Um Novo Pac-Man

Esqueça os labirintos quadrados e repetitivos — aqui, o jogo brinca com diferentes estilos de fase, misturando momentos clássicos 2D com trechos 3D cheios de ação e exploração. A cada nível, você sente aquele gostinho de algo novo, seja uma mecânica, ou um boss diferenciado

As referências aos jogos antigos aparecem o tempo todo, mas sem depender da nostalgia pra funcionar. É como se o game dissesse: “Ei, lembra de mim?”, e isso deixa a experiência leve, divertida e cheia de ritmo.

Créditos: Bandai Namco

Jogabilidade: simples, divertida e viciante

O ponto mais forte de Pac-Man Re-Pac 2 é o quanto ele é gostoso de jogar. Os controles são precisos, a movimentação é fluida e as novas habilidades, como o Chomp Dash (um ataque que destrói tudo pela frente), dão um toque moderno à fórmula clássica.

A inteligência dos fantasmas foi aprimorada: cada um tem seu próprio estilo de perseguição, o que exige um pouco mais de atenção e estratégia. É aquele tipo de dificuldade que não irrita, mas desafia na medida certa. E quando você domina o ritmo das fases, o jogo te recompensa com aquela sensação de divertimento genuíno, coisa rara na maioria dos jogos hoje em dia

Além disso, há colecionáveis, fases secretas e pequenos desafios extras que aumentam a rejogabilidade. Não é um jogo enorme, mas é o tipo de experiência que te convida a voltar só pra melhorar o próprio desempenho, ou pra se divertir mais um pouquinho, quantas vezes me peguei refazendo as fases só pra liberar um roupinha diferente pro Pac-mac.

Créditos: Bandai Namco

Visual: colorido, carismático e cheio de vida

Visualmente, o jogo é um espetáculo. Cores vibrantes, cenários criativos e animações cheias de personalidade fazem cada mundo parecer um parque temático diferente. Os gráficos são nítidos e o estilo artístico aposta em algo entre o cartunesco e o moderno, com uma identidade que cai como uma luva pro universo do Pac-Man.

As cutscenes são um show à parte — curtas, bem-humoradas e com aquele ar “sábado de manhã” que remete a desenhos animados clássicos. Os fantasmas, por exemplo, estão mais expressivos do que nunca, e cada um tem uma personalidade única que dá um charme enorme ao jogo.

Trilha Sonora e Som: o Wakka Wakka está de volta!

A música continua sendo um dos pilares do charme de Pac-Man. Aqui, a trilha sonora combina remix de temas clássicos com músicas novas cheias de energia, que se encaixam perfeitamente nas fases e chefes. E claro, o icônico “wakka wakka” está intacto, que arranca um sorriso nostálgico toda vez que aparece.

Créditos: Bandai Namco

Conteúdo e Rejogabilidade

Pac-Man Re-Pac 2 não é um jogo gigantesco, mas é compacto e bem aproveitado. Cada fase tem identidade própria, e o ritmo é ágil — perfeito pra quem gosta de se divertir sem se preocupar com longas campanhas. Além da história principal, há desafios extras, modos especiais e colecionáveis que incentivam o famoso “100%”.

O jogo também é ótimo pra todos os tipos de jogadores: os mais novos pegam rápido a dinâmica, e os veteranos sentem aquele conforto nostálgico de “voltar pra casa”.

Veredito Final: O Pac-Man que a gente queria (e nem sabia)

Pac-Man Re-Pac 2 é aquele tipo de jogo que chega sem fazer muito barulho, mas conquista pela simplicidade e carisma. Ele não tenta reinventar completamente o clássico, apenas o reinventa com respeito, energia e muito amor. O resultado é uma experiência divertida, leve e nostálgica, que serve tanto pra veteranos, quanto pra novatos curiosos.

É um lembrete de que diversão não precisa ser complexa, e que o bom e velho Pac-Man ainda está muito vivo para continuar. Entre fases coloridas, fantasmas simpáticos e uma trilha sonora deliciosa, o jogo entrega exatamente o que promete: diversão pura e um mergulho nostálgico de primeira.

Nota: 9/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Pac-Man Re-Pac 2 para PlayStation 5 cedida gentilmente pela Bandai Namco. O game está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

 

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Patapon 1+2 Replay | Marchando no ritmo da nostalgia https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/16/patapon-12-replay-marchando-no-ritmo-da-nostalgia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/16/patapon-12-replay-marchando-no-ritmo-da-nostalgia/#respond Wed, 16 Jul 2025 19:48:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20623 Hoje é dia de mergulhar num clássico que marcou muita gente lá no PSP e que agora volta repaginado para o Nintendo Switch. Patapon 1+2 Replay traz os dois primeiros jogos da série, aquela mistura inusitada de ritmo, estratégia e uns bonequinhos bolotinhas com uma vibe tribal. Se você nunca experimentou, prepare-se para um jogo […]

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Hoje é dia de mergulhar num clássico que marcou muita gente lá no PSP e que agora volta repaginado para o Nintendo Switch. Patapon 1+2 Replay traz os dois primeiros jogos da série, aquela mistura inusitada de ritmo, estratégia e uns bonequinhos bolotinhas com uma vibe tribal. Se você nunca experimentou, prepare-se para um jogo que te desafia a bater tambores no tempo certo para comandar seu exército, tudo embalado por uma trilha sonora que gruda na cabeça feito chiclete.

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Apesar de ser um pacote bem enxuto, sem grandes firulas, ele consegue entregar a essência que fez esses jogos ficarem tão queridos. Agora, se você é daqueles que espera uma coletânea recheada de extras, galerias, conteúdos bônus e aquele tratamento caprichado, talvez acabe ficando meio na vontade — mas vamos por partes.

Patapon 1+2 Replay
Reprodução: Bandai Namco

História e Contexto

A história de Patapon é simples, mas funcional, e aposta muito no charme minimalista e na construção de uma atmosfera tribal única. Você assume o papel de um Deus, responsável por comandar a tribo dos Patapons — criaturas pequenas, engraçadas e corajosas que confiam cegamente no seu comando. A missão principal é guiar seu exército através de batalhas desafiadoras até a lendária Terra Prometida, chamada Earthend, enfrentando inimigos, monstros e desafios ao longo do caminho. Cada jogo traz uma continuação natural, e a coletânea reúne esses dois capítulos principais. Infelizmente, o terceiro jogo, que muitos fãs aguardavam para fechar a trilogia, ficou de fora, o que deixa aquele gostinho de “quero mais”.

Mas, mesmo assim, o que temos aqui é uma jornada que mistura simplicidade com estratégia e ritmo de uma forma muito particular, criando um jogo que é tão divertido quanto desafiador.

Patapon 1+2 Replay
Reprodução: Bandai Namco

Jogabilidade

A jogabilidade é o coração pulsante dessa experiência. O diferencial está na forma como você controla seu exército: ao invés de simples comandos de ação, você precisa tocar sequências rítmicas usando os comandos “Pata”, “Pon”, “Don” e “Chaka”, que representam diferentes tambores. Cada sequência resulta num comando para seu exército marchar, atacar, defender, usar habilidades especiais, e por aí vai. A complexidade aparece porque você precisa acertar a batida para manter o ritmo — errar significa que suas tropas ficam paradas, confundidas ou até recuam, abrindo espaço para o inimigo avançar.

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Além disso, os jogos oferecem ajustes de dificuldade e calibração de timing, para compensar o atraso natural que pode acontecer por causa do hardware do Switch ou do input lag das TVs modernas, especialmente quando você joga com o console conectado na dock. É um sistema que exige prática, mas que recompensar quem gosta de desafios rítmicos e táticos. Patapon 2, em especial, é mais profundo, com mais tipos de unidades, magias, evoluções e estratégias para explorar, o que faz dele o destaque da coletânea.

Patapon 1+2 Replay
Reprodução: Bandai Namco

Visual e Áudio

O visual de Patapon é um charme à parte — um estilo minimalista, quase cartoon, com formas geométricas simples e cores vibrantes que dão uma identidade única e fácil de reconhecer. A remasterização para o Switch trouxe melhorias na resolução e suavidade das animações, deixando tudo mais nítido tanto no modo portátil quanto na TV. Ainda assim, não espere gráficos ultra detalhados ou efeitos visuais modernos; o foco está na clareza e na atmosfera lúdica, que combinam perfeitamente com a proposta do jogo.

Mas o que realmente brilha é o áudio. A trilha sonora é feita para ser parte integrante da jogabilidade: cada batida dos tambores forma a música que guia as tropas. Quando você acerta as sequências e entra no famoso “Fever Mode”, a música cresce em intensidade e ritmo, criando uma sensação quase hipnótica. É aquela coisa que faz você querer bater palmas junto. Uma dica importante aqui é jogar com fones com fio para evitar o atraso do áudio que pode atrapalhar sua precisão — usar Bluetooth ou jogar conectado na TV sem ativar o modo game pode resultar num delay chato que vai ferrar seu timing e a experiência.

Patapon 1+2 Replay
Reprodução: Bandai Namco

Pontos Positivos

Um dos grandes acertos da coletânea é a jogabilidade que mistura ritmo e estratégia de um jeito único, que até hoje poucos jogos conseguiram replicar com sucesso. O pacote entrega dois jogos que rodam lisos a 60 FPS e com uma interface atualizada para facilitar a vida do jogador, incluindo ícones fixos dos tambores na tela, o que ajuda bastante a manter o ritmo. Os ajustes de dificuldade e o calibrador de timing são um plus importante para novos jogadores ou para quem quer um desafio mais tranquilo, ampliando o acesso ao jogo. E não dá para esquecer a enorme variedade de armas, equipamentos e upgrades, que dão uma profundidade estratégica bem bacana, especialmente em Patapon 2.

Reprodução: Bandai Namco

Pontos Negativos

Nem tudo é perfeito, claro. O maior pecado da coletânea é a ausência do terceiro jogo, que deixa o pacote incompleto para quem queria a trilogia fechada e pronta para jogar. Outro ponto que pesa é a falta de tradução para o português — em pleno 2025, lançar jogo no Brasil sem legendas ou menus no nosso idioma é uma barreira significativa para muitos jogadores. Também temos que mencionar o problema do input lag, especialmente ao jogar na TV com o console dockado, o que pode exigir ajustes manuais e uso de fones com fio para evitar frustração. Por fim, a coletânea é bem simples no que oferece: nada de conteúdos extras, galerias, trilha sonora desbloqueável ou bônus para os fãs mais antigos.

Reprodução: Bandai Namco

Conclusão

Se você está procurando uma experiência diferente, que mistura ritmo, estratégia e uma vibe tribal charmosa, Patapon 1+2 Replay entrega exatamente isso com muita competência. É uma coletânea que funciona melhor em modo portátil, com fones com fio e um pouco de paciência para ajustar o timing. Se nunca jogou, pode se apaixonar fácil. Se já é fã, vai curtir revisitar os jogos, mesmo sentindo falta de conteúdo extra e do terceiro título. Se sua expectativa era por uma coletânea recheada de extras e polida ao máximo, aí pode ficar meio desapontado, mas não dá pra negar que o coração do jogo bate forte.

Nota: 7,0/10

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Patapon 1+2 Replay está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC. Essa análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch.

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Tekken 8 | Análise da 2º temporada https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/21/tekken-8-analise-da-2o-temporada/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/21/tekken-8-analise-da-2o-temporada/#respond Mon, 21 Apr 2025 15:49:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20201 É inegável que Tekken 8 se despontou como um dos melhores jogos de luta 3D da atualidade, e muito se deve à quantidade e qualidade do conteúdo entregue aos jogadores. O que agradou os casuais, mas desagradou parte da cena competitiva por conta de um gameplay mais agressivo do que o do jogo anterior. Bem, […]

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É inegável que Tekken 8 se despontou como um dos melhores jogos de luta 3D da atualidade, e muito se deve à quantidade e qualidade do conteúdo entregue aos jogadores. O que agradou os casuais, mas desagradou parte da cena competitiva por conta de um gameplay mais agressivo do que o do jogo anterior. Bem, não podemos culpá-los, certo?

Ainda assim, a segunda temporada era ansiosamente aguardada, tanto pelos novos personagens quanto pelas melhorias tão pedidas pela comunidade. E agora, depois de toda a espera, ela está entre nós — com uma nova personagem: Anna Williams, a eterna rival de Nina Williams.

Será que essa segunda temporada foi capaz de agradar a todos e ainda entregar conteúdo inédito o suficiente? Bem, vamos descobrir.

Reprodução: Bandai Namco

Ainda mais agressivo

Tekken 8 é um título que te incentiva a ser muito mais agressivo e deixa poucos motivos para se manter na retranca, nos levando a utilizar muito mais a mudança de plano como esquiva e contra-ataques — mas ao menos nos oferecia uma maneira de cancelarmos o agarrão adversário. Isso, pelo menos, permitia que realizássemos algumas mudanças bruscas durante o jogo.

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Com as atualizações dessa nova temporada, agora, ao cancelarmos o agarrão, o personagem sofre um dano mínimo, o que é conhecido no meio profissional como cheap damage. Em um nível casual, isso por si só é ruim, mas no meio competitivo, isso é, sem dúvida, algo que pode virar o rumo do embate. Como o jogo incentiva agressividade o tempo todo, a comunidade esperava um recurso defensivo. Mas o estúdio decidiu seguir justamente o caminho oposto.

Se até pra mim, que sou casual, isso incomoda, imagina pra quem joga competitivo? Não é um elemento incomum no meio de jogos de luta, só que é algo que ninguém gosta. Então, introduzir isso em uma atualização é uma decisão ruim, sem sombra de dúvida. Agora, se me perguntar, as chances de removerem ao longo da temporada existem — mas talvez nem aconteça.

Reprodução: Bandai Namco

Novos golpes, novos personagens

Não podia deixar de comentar sobre ela: a irmã mais nova e eterna rival de Nina Williams, sua irmã Anna Williams, simplesmente chega ao jogo trazendo consigo um lança-mísseis para o combate. Com golpes simplesmente arrasadores, diga-se de passagem.

A personagem chega cheia de carisma e com um ótimo design, além de combos em que faz uso do seu lança-mísseis personalizado, que, por sinal, causa um dano considerável. E se você é um casual, muito provavelmente encontrará facilidade no manuseio da personagem, que tem golpes simples e desencadeia combos divertidos de se realizar. Creio que Anna Williams foi uma ótima escolha como personagem de entrada nessa nova temporada.

Ah, mas além de Anna Williams, entre as novidades dessa nova temporada, posso dizer que a mais significativa foram os novos golpes que chegaram para todos os personagens. Cada um deles recebeu de 3 a 4 novos golpes, o que é muito bom, enquanto alguns outros golpes foram refinados. Levando em consideração que os personagens não possuem poucos golpes, essa nova adição diversifica ainda mais o leque de combos que poderemos executar com nossos personagens prediletos e ainda melhora o desempenho de alguns golpes já existentes.

Reprodução: Bandai Namco

Melhorias visuais e novos fantasmas

Uma das melhorias que chegou em Tekken 8 é o V-Sync, que agora pode ser ativado e desativado nas configurações do jogo. Isso ajuda a sincronizar os quadros do jogo com a taxa de atualização do monitor, garantindo uma experiência mais fluida. Isso até então estava disponível para PC, mas agora chega aos consoles Xbox Series S|X e PlayStation 5 — para alegria dos aficionados.

Levando em conta que os gráficos de Tekken 8 são ótimos, qualquer adição é muito, mas muito bem-vinda nesse sentido. Não que isso realmente faça uma diferença gritante, mas para quem conta com monitores ou televisores de nova geração, com certeza sentirá as diferenças.

Saindo do campo visual, temos novidades no modo treino, que já era robusto, mas agora recebeu novas adições, onde você pode personalizar ainda mais cinco novas reações aos bonecos durante os treinos, como passo lateral, caminhada lateral, corrida para trás e outras variações. O que é perfeito para treinar qual o melhor meio de esquivar ou evitar certos golpes e simular o máximo de reações em um combate.

Quem costuma usar o modo Practice com toda a certeza se alegrará com as novidades, que transformam esse modo em um intensivão para aprender a jogar Tekken 8 como nenhum outro. E quanto ao seu online, temos novos fantasmas adicionados ao saguão de luta, e, quando vencidos, garantem ilustrações do jogo como premiação.

Reprodução: Bandai Namco

Ecos Não Esquecidos

Também não podia deixar de comentar sobre a DLC Ecos Não Esquecidos, que coloca o protagonismo em Lídia e Eddy enquanto nos conta como Heihachi sobreviveu aos eventos do sétimo jogo.

É uma DLC que conta uma história pouco interessante, e apesar dos absurdos que são a alma da franquia, realmente não agrada tanto quanto a trama do jogo base. É um dos poucos momentos que pudemos ver um Heihachi diferente daquele que conhecemos bem, mas ao fim da DLC, a decisão por parte do estúdio e torná-lo aquilo que sempre foi: um vilão.

Por outro lado é uma DLC com combates ferozes e agressivos, enfrentar o clã Mishima é literalmente um osso duro de roer. Por algumas vezes eu simplesmente quase desliguei o vídeo game durante os combates, de tamanho nervoso que senti, pois a IA dos inimigos são ridiculamente boa.

No fim das contas é uma DLC fraca em termo de história, com diálogos bobos e situações até que um pouco vergonha alheia, mas um baita desafio.

Reprodução: Bandai Namco

Conclusão

Tekken 8 chega com uma boa variedade de mudanças e uma personagem que todo fã da franquia gosta — e, se desgosta, saiba que você está errado. Infelizmente, entre as mudanças, acabaram não entregando à comunidade o que mais pediram: recursos defensivos. Pelo contrário, deixaram o jogo ainda mais ofensivo.

Por outro lado, também retiraram os replays que podíamos registrar de nossas lutas. Então, se você tinha algum salvo, ele simplesmente sumiu. O motivo é que, segundo eles, com essa nova temporada temos um jogo novo, que não se equipara ao jogo da primeira temporada.

Outro pecado que tem sido cometido pela Bandai Namco desde a primeira temporada é a ausência dos personagens novos no modo Episódio de Personagem. Depois de uma DLC relativamente fraca (Ecos Não Esquecidos), apesar de gratuita para quem comprou o passe da primeira temporada, esperávamos que  ao menos estes personagens pudessem ganhar um episódio só seu e com um final, mas isso não parece ter entrado no radar da empresa.

No fim das contas, temos uma segunda temporada que começa agridoce, mas com muito potencial de melhorias, visto que o Harada e a Bandai Namco parecem atentos aos anseios da comunidade de Tekken — Só que não adianta ouvir a comunidade se as decisões continuam na contramão, né?

Por hora, a única coisa que nos resta é aguardar para conferir quem serão os novos personagens que entrarão para o Torneio Rei do Punho de Ferro.

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Freedom Wars Remastered no Switch | Uma Segunda Chance para um Clássico Injustiçado? https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/08/freedom-wars-remastered-no-switch-uma-segunda-chance-para-um-classico-injusticado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/08/freedom-wars-remastered-no-switch-uma-segunda-chance-para-um-classico-injusticado/#respond Sat, 08 Feb 2025 21:20:51 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19467 Quando Freedom Wars foi lançado para o PS Vita em 2014, ele trouxe uma proposta que misturava combates frenéticos, narrativa distópica e um sistema de penalidades absurdas (no bom sentido) para criar um jogo subestimado da era do portátil da Sony. LEIAM – Soul Reaver I-II Remastered no Nintendo Switch | Análise Agora, em 2025, […]

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Quando Freedom Wars foi lançado para o PS Vita em 2014, ele trouxe uma proposta que misturava combates frenéticos, narrativa distópica e um sistema de penalidades absurdas (no bom sentido) para criar um jogo subestimado da era do portátil da Sony.

LEIAM – Soul Reaver I-II Remastered no Nintendo Switch | Análise

Agora, em 2025, ele ressurge das cinzas em um remaster  que nos traz aquela dúvida sempre que um titulo pouco badalado ganhar um remaster: vale a pena dar uma nova chance?

Vamos descobrir.

Freedom Wars
Reprodução: Bandai Namco

Distopia com estilo

Freedom Wars se passa em um futuro onde a humanidade vive em uma cidades-estados subterrâneas chamadas Panopticons. Cada cidadão nasce com uma dívida absurda de um milhão de anos de prisão e deve trabalhar (No caso: lutar) para reduzir sua sentença. Esse conceito é bem original e, o posso dizer que é bem intrigantes.

O Switch permite que a direção de arte do jogo brilhe ainda mais, com cenários urbanos decadentes e designs de personagens que exalam um mix de anime e ficção científica. Essa nova versão conta com resolução aprimorada, texturas refinadas e taxa de quadros estável, o que deixa tudo muito mais fluido e bonito.

Freedom Wars
Reprodução: Bandai Namco

Combate desafiador

Se você gosta de jogos no estilo Monster Hunter, God Eater e Soul Sacrifice, então Freedom Wars pode conseguir atrair a sua atenção, pois são batalhas que misturam combate corpo a corpo e tiroteios contra criaturas gigantescas e soldados inimigos. O diferencial aqui é o “Thorn”, uma ferramenta que funciona como um gancho, permitindo movimentação vertical, ataques à distância e interações táticas com o ambiente durante todo o combate.

A jogabilidade recebeu ajustes de qualidade de vida no Switch, incluindo um sistema de mira melhorado e controles mais responsivos, tornando o combate divertido e fluído. Ah, claro, ele também conta com um multiplayer cooperativo, recomendado para quem quer enfrentar os desafios com amigos.

Freedom Wars
Reprodução: Bandai Namco

Liberdade e Restrições

Uma das mecânicas mais curiosas de Freedom Wars é a progressão do seu personagem. No início, até andar mais de cinco passos dentro da base é proibido, mas conforme você realiza missões, você pode reduzir a sua sentença e começar a desbloquear direitos básicos, como falar com NPCs, personalizar seu personagem e até mesmo dormir deitado em sua cela.

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Essa mecânica é uma das bela sacadas do jogo, o que oferece uma maior imersão ao universo que estamos inserido. É uma forma criativa de fazer o jogador sentir o peso da opressão e celebrar cada pequena conquista a medida que encaramos novos desafios.

Reprodução: Bandai Namco

Vale a Pena?

Se você assim como eu não jogou Freedom Wars no PS Vita, essa é a oportunidade perfeita para experimentar um dos títulos pouco celebrado do portátil da SONY. Para quem já viveu essa experiência antes, o remaster melhora a parte técnica e traz pequenas melhorias que deixam o jogo mais fluido e acessível.

Com um universo cativante, combates intensos e uma progressão criativa, Freedom Wars Remastered prova que merece mais reconhecimento. Quem sabe, se fizer sucesso, até role uma sequência que os fãs tanto esperam.

NOTA 08/10

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Freedom Wars Remastered está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch gentilmente cedida pela Bandai Namco.

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Unknown 9: Awakening | Podia ter sido muito mais… https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/26/unknown-9-awakening-podia-ter-sido-muito-mais/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/26/unknown-9-awakening-podia-ter-sido-muito-mais/#respond Sat, 26 Oct 2024 20:06:41 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18048 É difícil entender a chamada “audiência moderna”, você sabe, aquele grupo de pessoas que até hoje clama que o fracasso do Caça-Fantasmas de 2016 foi por conta de machismo, sexísmo, extrema direita e Trump (sim, aquele filme foi usado como munição nas eleições americanas), e não por ser um filme completamente sem graça, arrastado e […]

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É difícil entender a chamada “audiência moderna”, você sabe, aquele grupo de pessoas que até hoje clama que o fracasso do Caça-Fantasmas de 2016 foi por conta de machismo, sexísmo, extrema direita e Trump (sim, aquele filme foi usado como munição nas eleições americanas), e não por ser um filme completamente sem graça, arrastado e que o público para o qual apelava NÃO FOI VER. Digo, você clama por algo online, mas quando tal produto existe… Você NÃO VAI LÁ COMPRAR/ASSISTIR/JOGAR? Quase como se essas pessoas só quisessem tornar o hobby de outros uma experiência miserável porque não passam de bullies que atazanavam nossa vida no passado.

Agora saindo numa tangente totalmente desconfortável, uma das principais reclamações que podemos colocar na indústria AAA, são as tentativas de reboot ou continuação que tiram o que faziam algo ser especial e substituem por… Nada. Como o reboot de Saints Row que é um dos jogos mais covardes de todos os tempos, que removeu o humor edgy dos últimos dois jogos (e expansão), e pretendia por substituir por um humor com tendência “progressista”, mas que no final falhou miseravelmente nisso a ponto de fecharem a Volition.

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Pelo menos ultimamente, alguns dos fracassos tem sido ip’s originais, o que quer dizer que ao menos estão tentando criar algo. Infelizmente esse algo que foi criado, são produtos como o Cringefest chamado Forspoken (que ainda quero jogar, porque porra, é o Isekai da USP mano), e a completa comédia que é Dustborn (Que em uma das músicas do jogo comete a pachorra de rimar born com born). Claro, flops com ip’s famosas ainda são lançados, como não lembrar o fiasco que foi o jogo do Esquadrão Suicida, que praticamente catalisou o Gamer Gate 2? E Concord, que vendeu 25 mil cópias e teve seus servidores fechados em menos de duas semanas, menos tempo que um scam chamado The Day Before.

Um jogo que até chamou minha atenção quando revelado, mas passou batido por muita gente (inclusive pelo Diogo, que me contou sequer saber da existência dele) e posteriormente também foi sugado nesse vórtice da guerra cultural. Claro, falo de Unknown 9: Awakening. Distribuído pela Bandai Namco e desenvolvido pela Reflector Entretainment, o jogo é estrelado pela atriz Anya Chalotra, que fez a Yennifer na adaptação de The Witcher da Netflix, o jogo chegou com tanto marketing quanto a Sony fez para Concord e Everybody’s Golf (o de PS4)

As Aventuras de Yennifer

Os jogadores estão no papel de Haroona, uma Quaestor nascida com a capacidade de se aventurar numa dimensão misteriosa que se sobrepõe à nossa, conhecida apenas como Umbral. Na sua demanda por conhecimentos ocultos, Haroona aprenderá a dominar a sua ligação única ao Umbral e que lhe permite canalizar os seus poderes no nosso mundo… Mas estes poderes não passam despercebidos e Haroona passa a ser o alvo de uma fação renegada conhecida como os Ascendentes, que quer usar o Umbral para alterar o rumo da história humana.

Em teoria, a história de Unknown 9: Awakening tem potencial pra ser algo decente, mas tudo parece ter sido feito pela metade… E obviamente, a narrativa é lotada dos tropes de escrita pro público moderno, como “mulheres sábias e homens burros”. E claro, não podemos esquecer dos diálogos que são tão naturais quanto Ryan Gosling interpretando o Pantera Negra ou Miles Morales sendo um Deus Nórdico. (Adivinhem qual dessas duas alternativas foi feita real nos quadrinhos?).

É uma pena, como eu disse, tinha um potencial, mas pelo visto a consultoria de um certo grupo canadense é feita por gente que não sabe escrever. No fim, é o típico quase chega lá.


Combate quase divertido

Assim como a história, há muitos elementos da jogabilidade de Unknown 9: Awakening que me agradam. O problema é que o combate não possui refinação o suficiente para chegar ao nível de jogos aclamados. O corpo a corpo é totalmente duro. E mesmo o stealth é básico demais.

Pelo menos quando desbloqueamos as habilidades do Umbral, o jogo brilha levemente, com o combate ficando mais divertido, controlar um inimigo para atirar no outro é bem bacana. Um ponto positivo na minha opinião, é o design linear. Numa época onde todo santo AAA tenta fazer um mundo aberto com centenas de sidequest’s, coletáveis imbecis e alongamentos extremamente penosos, é bom ver um jogo ser linear. Sim, chegamos a ESSE PONTO, onde ser linear é positivo.

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Mas, chega de elogiar o combate de Unknown 9: Awakening, porque o combate contra chefes do jogo é boçal pra caramba, e se resume a repetição de padrões e fases, com tudo se resumindo a repetição até o fim. E agora vamos a rant do Sancini sobre uma coisa não só relacionada a Unknown 9, como aos jogos modernos de ação em geral.

Desde que Demon/Dark Souls se popularizou, muitos jogos resolveram colocar seu combate nos botões de ombro e essa é uma praga que eu detesto. Nem todo jogo precisa disso, por isso eu curti Nioh, onde o combate é com os botões de face do controle, como nosso senhor Jesus Cristo ordenou. E sim, se não deixei claro com isso, o combate de Unknown 9: Awakening USA OS BOTÕES DE OMBRO.

Belos cenários, modelos feios, performance medíocre

Uma das coisas que me deixou genuinamente impressionado são os cenários do jogo, que são absolutamente lindos. Eu sou fã de arquitetura de videogames, graças as recriações de Assassin’s Creed, então o que a Reflector conseguiu com Unknown 9 é admirável.

Pena que conseguiram estragar a parte gráfica com os modelos dos personagens, que são atrozes. Maldita essa tendência ocidental de enfeiar mulheres na hora de fazer seus jogos, embora pra ser honesto, TODO MUNDO É FEIO NESSA PORRA. Mas não, não vou passar pano, porque embarangaram a Anya Chalotra, uma atriz linda (não importando o que a produção do Netflix disse sobre escalá-la para ser a Yennifer), que ficou parecendo ter sido atingida por golpes de pá. E não, não é uma questão de poderio da geração passada, só olhar vídeos da versão de PC ou PS5, por exemplo, todo mundo continua feio.

ASSISTAM – O que eu acho sobre remasters e remakes

Falando em PS5… A performance do jogo não faz uso do poderio do mesmo (pra isso eu tive que consultar outros reviews, porque o pé rapado aqui só tem PS4) e o SSD do mesmo só é utilizado para loadings mais rápidos, o jogo é capado a 30 FPS no PS5. Bom, pelo menos nisso o jogo é equivalente no PS4, mas é triste quando jogos mais velhos do PS4 tem performance melhor que um lançamento de nova geração.

A dublagem é uma faca de dois legumes, já que a performance dos atores é inconsistente. Não é de toda ruim, mas inconsistente. Entretanto, se você não quer ouvir ocidentais falando, o jogo possui dublagem em japonês, pra ressoar com seu weeaboo interior.

Podia ter sido mais

Há coisas que eu genuinamente gostei em Unknown 9: Awakening, mas em sã consciência eu não poderia recomendar esse jogo a todos, especialmente pelo preço cobrado e a duração, entre 10 e 15 horas com uma história pretensiosa, modelos de personagens feios e jogabilidade refinada.

Se não fossem as circunstâncias ao redor dele, seria uma jóia bruta, mas sendo o que é, é um resquício do que poderia ser. Se eu jogaria ele de novo? Sim, mas esse sou eu que gosto de jogos medíocres. E no fim do dia, é o que define Unknown 9: Awakening, oportunidade desperdiçada. Se por malícia (da tal empresa de consultoria canadense) ou incompetência, fica a seu cargo decidir.

Nota Final: 6,5/10

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Unknown 9: Awakening está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Bandai Namco

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Dragon Ball: Sparking! Zero | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/#comments Mon, 21 Oct 2024 19:10:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18036 Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase […]

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Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase de ouro de DBZ”.

É uma tarefa difícil, seja pelo volume de personagens que continha nessa franquia famosa ou mesmo por sua jogabilidade, que eu amava, mas talvez não pudesse ser abraçada pelos consumidores modernos. Pelo menos eu pensava isso.

Com o jogo em mãos eu finalmente pude jogar e fiquei espantado com tudo o que eu vi, então peço a vocês que vista seu uniforme de batalha e me acompanhe nessa jornada atrás das bolas do dragão… é, não resisti. Shala head shalaaa!

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Uma carta de amor aos fãs

Dragon Ball: Sparking! Zero é uma carta de amor aos fãs da franquia Dragon Ball, porque ele entrega logo de cara 182 personagens que podem ser adquiridos sem nenhum custo adicional. O que é certamente um dos maiores acertos que vejo em muitos anos envolvendo a marca Dragon Ball.

Outro ponto importante é que entre as mudanças em comparação ao Budokai Tenkaichi, foi a maneira como o modo história funciona em Dragon Ball: Sparking! Zero. Uma das coisas que realmente incomodava um pouco no clássico, era que você se via obrigado a jogar todas as temporadas do anime, o que era muito cansativo de se fazer várias vezes para conseguir determinadas missões e desbloquear personagens. Já aqui o modo história é rápido e pode ser concluído em umas 4 horinhas, sendo dividido pela perspectiva dos personagens que participaram da temporada do anime.

LEIAM – Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 2 | O melhor jogo do DBZ

Se você escolhe Goku, então jogará o resumo com as participações mais importantes de Goku durante todas as temporadas, agora se você escolhe Vegeta, você terá lutas na qual Goku não participou mas o personagem foi decisivo para as mudanças. É um grande acerto por parte da Bandai Namco, porque isso faz com que você queira jogar novamente e sem se cansar pela repetição de ser obrigado a rever todas as cenas novamente, que até podem ser puladas.

Tudo isso contribui para que você tenha horas prazerosas lidando com diversos inimigos visando desbloquear ou mesmo comprar um determinado personagem utilizado a moeda do jogo que ganhamos. O que também é um acerto e isso me remete aos bons tempos dos jogos de luta que não nos obrigávamos a gastar dinheiro real comprando personagens – O que considero até hoje uma pratica triste da indústria.

Por sinal Dragon Ball: Sparking! Zero entrega aos fãs a possibilidade de jogar com todos os personagens que tanto ama sem pagar a mais por isso. Claro, precisamos ter em mente que provavelmente possa surgir alguma DLC paga, mas até você conseguir fazer tudo em Dragon Ball: Sparking! Zero, pode ter certeza que já conseguiu levantar a grana.

 

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Combate de Sparking! Zero

Se existe uma mecânica que remete ao Budokai Tenkaichi é o seu sistema de combate, que aqui em Dragon Ball: Sparking! Zero foi refinada e está até mais palatável para qualquer jogador que se arrisque com o titulo.

Não é difícil se adaptar ao seu combate, que após algumas batalhas se torna bem intuitivo até mesmo para os que não são familiarizados com a franquia Budokai Tenkaichi. O combate em si consiste em esquivar e aplicar combos que lançam o inimigo ao ar ou ao solo, além da defesa que nem sempre é uma boa ideia.

Uma outra característica de Dragon Ball: Sparking! Zero e essa até chegou ser a utilizada em Dragon Ball Xenoverse, é a sua liberdade durante os combates. Xenoverse talvez tenha sido o titulo que mais se aproximou ao que fora Budokai Tenkaichi, mas ele pecava por excessos que o sistema de jogo extremamente moroso e cansativo, como a necessidade de ter que ir até quiosques para buscar missões e por ai em diante. Já Dragon Ball: Sparking! Zero é mais direto ao ponto e ainda resgata algumas funções do passado, que irei abordar mais adiante.

LEIAM – Dragon Ball Xenoverse 2 | Será que vale a pena?

Outra funcionalidade que sempre gostei e também está presente nesse titulo atual é a possibilidade de se transformar após carregar algumas barras de KI durante o combate. No passado fazíamos isso pressionando o analógico L3 ou R3, aqui você seleciona a transformação que gostaria de ativar usando o direcional que abrirá um leque de transformações disponíveis para o personagem que você selecionou, com a diferença de que cada versão de um personagem possui as transformações correspondente a sua temporada ou anime.

Por exemplo: Temos varias versões do Goku e Vegeta, mas o Goku que se transformar em Oozaru não é o mesmo que se transforma em Super Sayaijin Blue, então se você escolhe o Goku de Dragon Ball Super, ele será limitado as transformações que surgiram durante toda a temporada do anime, assim como as fusões presentes nesse anime. O que pode não fazer muito sentido para alguém que não está familiarizado com a franquia de animes por ser o mesmo personagem (se é que existe alguém que jogue e não conheça minimamente Dragon Ball), mas cada um desses Goku possui golpes e características próprias, o que influencia na execução dos seus golpe seu especiais.

 

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Os complementos  e as missões

O combate de Dragon Ball: Sparking! Zero não se resume apenas ao combate, ele também faz uso de personalização, o que faz com que cada personagem possa ter uma arvore de habilidade onde seja mais forte em um ponto e mais fraco em outro, e isso influencia diretamente no combate.

Essa árvore de habilidades pode ser alterado com a compra de capsulas que podemos aumentar a explosão de KI e que são avaliadas por levels. Parece bobagem, mas quando você investe tempo na compra e personalização desses itens, você perceberá como isso influencia na composição dos personagens que você quer mais usar. Logo, se você gosta de DB e quer ter o personagem mais forte para encarar o online, vale a pena dedicar algum tempo checando as lojas de itens.

Nessa mesma loja você encontra segunda aba de personalização, que como o nome sugere, é lá que você customizara o seu personagem, e todos os itens podem ser adquirido por zeni, que é a moeda do jogo. Outros itens podem ser adquiridos por meio do cumprimento de missões, elas estão disponíveis na aba desafios e missões, e uma vez ali você tem noção do que deve ser feito para conseguir determinados itens.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Dragon Ball: Sparking! Zero também fornece uma tonelada de conteúdo single player para você se divertir, como as batalhas personalizadas que são criadas pelos jogadores ao redor do globo e ainda conta com um sistema de avaliação, onde todos podem avaliar se aquele desafio criado por outro jogador é digno do que guerreiro que você tenta ser. Nesse modo você pode roteirizar e criar qualquer tipo de luta que nunca tenha ocorrido, então se em algum momento você pensou como seria ver Vegeta lidando com o pai de Goku, pois bem, você pode fazer isso nesse modo.

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São conteúdos como esse que só estenderão ainda mais o seu tempo investido no jogo, e não estou nem falando do torneio mundial que pode ser jogado no online e que vai te criar algumas inflamações nos dedos de tanto esmagar botão alucinadamente no  combate.

Um aspecto que vale a pena ter em mente é que todos os personagens são tão forte quanto os seus poderes demonstram, o que faz com que alguns combates precisem ser vencidos na astucia ao invés do poder, e por isso cada luta acaba sendo uma experiência única, o que é algo que só adiciona mais tempero ao jogo.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Budokai Tenkaichi Definitivo

Dragon Ball: Sparking! Zero entrega um jogo bem otimizado recheado de conteúdo para se investir horas e horas, além de um combate que inicialmente parece simples, mas tem uma curva relativamente elevada para se dominar, mas nada que vá tirar noites de sono. E apesar do modo de campanha, aqui chamado de batalha de episódio ser um resumão de vários eventos, ele te deixa jogar episódios onde o cenário muda caso algumas decisões importantes fossem deixadas de lado.

Tudo isso corrobora para que tenhamos a experiência definitiva que todos os fãs de Dragon Ball Budokai Tenkaichi sempre sonharam. Não consegui encontrar nada que pudesse desabonar o titulo, o que enxerguei foi que o tempo levado em desenvolvimento e cuidado com o titulo são perceptíveis desde a sua introdução animada ao simples movimentar de uma opção para a outra no menu principal, onde temos uma animação bem humorada e sinaliza que o jogo está localizado em português por sinal. Tudo parece que foi pensado para que a experiência final fosse a melhor possível, e conseguiram.

Dragon Ball: Sparking! Zero chega aos fãs como o titulo definitivo da franquia Dragon Ball Budokai Tenkaichi em um ano que tivemos que lidar com a partida do seu criador, Akira Toriyama que nos deixou em março desse ano, mesmo ano em que a obra completa 40 anos de sua concepção. O titulo chega aos jogadores honrando o legado do seu criador.

NOTA 10/10

É um jogo obrigatório para qualquer fã de Dragon Ball

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Dragon Ball: Sparking! Zero está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Bandai Namco

 

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Elden Ring: Shadow of the Erdtree | A expansão… do número de vezes que morri https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/25/elden-ring-shadow-of-the-erdtree-a-expansao-do-numero-de-vezes-que-morri/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/25/elden-ring-shadow-of-the-erdtree-a-expansao-do-numero-de-vezes-que-morri/#respond Thu, 25 Jul 2024 14:36:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17168 Acho que Shadow of the Erdtree foi a expansão mais aguardada de todos os tempos para um jogo single-player, gerou um interesse absurdo em todos, inclusive em pessoas que nunca haviam jogado o jogo base, e sem duvidas foi uma das experiências mais incríveis que já tive em um jogo single-player. LEIAM – Shin Megami […]

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Acho que Shadow of the Erdtree foi a expansão mais aguardada de todos os tempos para um jogo single-player, gerou um interesse absurdo em todos, inclusive em pessoas que nunca haviam jogado o jogo base, e sem duvidas foi uma das experiências mais incríveis que já tive em um jogo single-player.

LEIAM – Shin Megami Tensei V Vengeance | Análise

Lançou no dia 21 de Junho de 2024, e graciosamente nos foi cedido uma copia para realizar a avaliação, peço desculpas desde já à From Software pela demora, mas vocês também não colaboram né, colocaram como “guardião” do mapa da DLC o Mohg, passei uma semana pra derrotar ele.

Shadow of the Erdtree nos leva até a terra das sombras, um local fisicamente desconectado das Terras Intermédias, com uma experiência e uma “vibe” completamente nova e diferente (e infinitamente mais difícil).

Shadow of the Erdtree
Créditos: From Software

Mecânicas e Jogabilidade

Uma das principais inovações em Shadow of the Erdtree são as novas armas e habilidades, são 103 novas armas, 16 novas cinzas de guerra e 19 magias, adicionando ainda mais variedade e complexidade, permitindo criações de novas builds completamente diferentes, incluindo algumas com umas modificações de jogabilidade bem diferentes, mostrando a capacidade da From Software de inovar a cada oportunidade que tem o estilo de jogo que virou um gênero inteiramente novo nos jogos.

LEIAM – Kunitsu-Gami: Path of the Goddess – Folclore interativo

Shadow of the Erdtree
Créditos: From Software

Narrativa e Exploração

Ela é uma extensão completamente natural e orgânica do enredo do jogo base, a forma como as duas se conectam, e como tudo dentro da expansão amplia a visão que temos do jogo base, mostra a capacidade da From Software de conseguir criar uma história coesa e bem trabalhada. NPCs bem feitos e um novo sistema de progressão de personagem que encaixa muito bem com a lore apresentada.

LEIAM – Monster Hunter Stories Remaster | O Poder da Amizade!

Ao chegar na expansão não nego que fiquei sem palavras, o mapa era absolutamente lindo e gigantesco, a exploração do mapa é divertida, eu pelo menos achei mais divertida que a do próprio jogo base, antes de chegar ao primeiro boss já havia explorado uma boa parte do mapa só de “curioso”, o mapa te instiga a ir cada vez mais longe e explorar cada vez mais, é convidativo.

Shadow of the Erdtree
Créditos: From Software

Desafios e a trilha sonora

Desafios de Shadow of the Erdtree, são infinitos basicamente, só de chegar na terra das sombras e ir enfrentar o primeiro inimigo que achei já tomei um sacode absurdo, ali eu vi que se o Mohg tinha sido um problema, o que me esperava era muito pior (e realmente era MUITO pior mesmo).

Muitas lutas difíceis e diferentes do que estamos acostumados, para não dar muitos spoilers irei usar como exemplo a luta contra a Rellana, irmã da nossa querida Rennala, e completamente ao oposto da Luta contra a Rennala que é absurdamente fácil, a Rellana não tá pra brincadeira MESMO, me amassou na porrada incontáveis vezes, e ela tem um move set tão diferente dos jogos Soulslike (pra mim) que eu fiquei realmente maravilhado de ver, é uma luta terrivelmente difícil, porém linda. E no quesito desafio, Shadow of the Erdtree entrega, entrega até demais.

Tudo isso embalado por uma trilha sonora magistral, reforçando algo que tenho pra mim, a From Software nunca errou na aspecto sonora de nenhum dos seus jogos, mas neste em específico, ela continua sem errar, impecável demais.

Créditos: From Software

Conclusão

Shadow of the Erdtree é uma expansão tão grande, dentro de um jogo gigante, a expansão é maior que muito jogo “completo” que temos hoje em dia, o jogo é um complemento perfeito para um dos melhores jogos já feitos nos últimos anos.

“Try fingers, but hole”

Elden Ring: Shadow Of The Erdtree está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S/X e PC

Nota: 9 / 10

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Esta análise foi feita com uma chave digital  de PC cedida gentilmente pela Bandai Namco.

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Sand Land | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/22/sand-land-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/05/22/sand-land-analise/#comments Wed, 22 May 2024 14:06:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16913 Após o fim de Dragon Ball em 1995, Akira Toriyama não tinha nem motivo para continuar escrevendo. Com a vida resolvida, o autor poderia passar o resto da vida vivendo de renda. Ainda assim, sua motivação como mangaká não se apagou, e ele produziu algumas histórias curtas. Claro, nenhuma delas teve o peso de Dragon […]

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Após o fim de Dragon Ball em 1995, Akira Toriyama não tinha nem motivo para continuar escrevendo. Com a vida resolvida, o autor poderia passar o resto da vida vivendo de renda. Ainda assim, sua motivação como mangaká não se apagou, e ele produziu algumas histórias curtas.

Claro, nenhuma delas teve o peso de Dragon Ball, mas nem ele mesmo tinha essa expectativa. Suas obras seguintes foram:

Sand Land, por sua vez, teve apenas 12 capítulos, e foi publicada em um único volume, que inclusive foi lançado no Brasil. Temos um roteiro curto, mas que entrega um lado de Toriyama mais maduro do que o visto em suas comédias pré-Dragon Ball. O mangá ainda é de comédia, mas não é tão escrachada, e ele claramente preza mais pela ambientação.

Reprodução: Internet

A história de SAND LAND se passa em um mundo machucado por guerras e secas, no lugar chamado Sand Land. Esse país é controlado por um rei bobo, que controla um exército que não se esforça muito para melhorar a condição de seu povo.

Além dos humanos presentes nessa terra, existe também um local onde vivem demônios de vários tipos, que são liderados por Lúcifer (Satan, na versão original), um diabão que é idêntico ao Dabura de Dragon Ball.

Seu filho, Beelzebub, é um demoniozinho de bom coração que, apesar de não assumir, está sempre preocupado com seus outros amigos demônios.

Um belo dia, um velho bigodudo aparece na porta da terra dos demônios pedindo ajuda para encontrar uma fonte d’água para que possa ajudar tanto as vilas humanas como as de demônios. Esse velho se chama de Rao, e ele é o xerife de uma aldeia.

Beelzebub resolve se juntar a Rao nessa busca, junto de um ancião da aldeia, o Thief. Eles partem em sua jornada, mas acabam tendo problemas com o exército do rei, que se tornam os antagonistas nessa busca pela água.

Créditos: Bandai Namco

O jogo

Lançado em 2024, vinte e quatro anos depois do lançamento do mangá, chega num momento agridoce. O projeto, que engloba o jogo e um anime novo que está disponível na Disney+, foi lançado apenas após a morte de Toriyama, que nos deixou mais cedo neste mesmo ano.

Antes de partir porém, ele trabalhou nos designs dos personagens para esse novo projeto, incluindo novos personagens de uma nova saga exclusiva do jogo e do anime. Entre esses personagens está Ann, uma personagem nova feminina que está intrinsicamente ligada a Beelzebub e a uma nova área, que não existe no mangá original.

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Produzido pela ILCA, a mesma de One Piece Odyssey e os remakes de Pokémon Diamond e Pearl, o jogo saiu para Todos os PlayStation’s, Xbox e PC, mas estranhamente não para o Switch. A escolha de deixar o Switch de lado já indica que várias empresas já estão pensando no próximo console da Nintendo e acham que não valem desenvolver para o tablet de quase 10 anos de idade.

Créditos: Bandai Namco

Jogabilidade

No game, você viaja inicialmente pelo deserto de Sand Land, utilizando-se de vários veículos diferentes que você mesmo deve montar.

Não é algo profundo como um Lego da vida, mas sim uma combinação de peças que, após encontradas, podem ser levadas para a oficina para que o novo veículo seja feito.

Você começa com um tanque do exército, mas vai adquirindo diferentes veículos que possuem diferentes utilidades, como um hovercraft para andar na água, um saltador para alcançar áreas mais altas e outras surpresas que aparecem mais pra frente no jogo.

Também pode-se controlar Beelzebub a pé, e isso vai acontecer muito, principalmente nas dungeons, onde nem sempre é possível explorar com veículos. Também será necessários usá-lo em missões de stealth, onde você deve invadir bases militares e derrotar os soldados pelas costas.

Essa exploração a pé deixa muito a desejar, pois o combate é bem travado e sem muitas alternativas, enquanto que as missões de stealth são até divertidas, mas se limitam a encontrar a rota certa para atacar os inimigos de costas e realizar a mesma animação de susto nos caras pra eles sumirem do mapa.

Créditos: Bandai Namco

Customização de veículos complicada

Grande parte do jogo gira em torno da customização dos tanques, carros, naves e barcos que você utiliza durante a jornada. A Ilca porém, parece que não deu tanto foco nesse aspecto a ponto de deixá-lo nos trinques.

Pra começo de conversa, a construção de peças novas é bem confusa: durante os menus da oficina, você consegue ver os materiais necessários para construir peças novas, mas não há como comparar na mesma tela se essas peças são melhores que as que você já tem equipadas.

Isso gera um pouco de problema, pois você precisa decorar o que quer fazer, trocar de menu e depois fazer a peça nova.

LEIAM – Super Mario Wonder: Uma Odisseia Elefantástica pelo Reino dos Cogumelos

Os materiais necessários pra isso é um pouco complexo, pois não há uma metodologia de quality of life que permita, por exemplo, saber onde que certos materiais podem ser encontrados no mapa.

Inclusive, em determinado momento eu fiquei travado, pois o jogo queria que eu criasse um veículo específico para avançar na história, mas eu não tinha o material necessário e também não fazia IDEIA de onde consegui-lo.

Logicamente, a internet ajudou. Mas depender de algo externo ao jogo pra encontrar algo não é muito amigável para um produto de 2024.

Por fim, alguns materiais precisam ser feitos usando OUTROS materiais, e pra piorar, em alguns momentos você precisa tanto do material original quanto do outro para produzir uma peça, e aí temos situações como no exemplo a seguir:

  • Certa peça necessita de 10x Aços Avançados e 5x Aços B;
  • Para produzir 1x Aço Avançado, você precisa de 3x Aços B;
  • Aí eu tinha 9x Aços Avançados e 5x Aços B. Fui produzir o Aço Avançado que faltava e lógico que fiquei apenas com 2x Aços B;   =)
  • Resultado, fiquei indo e voltando da oficina para uma área onde se cria peças (que tem um loading no meio, aliás), até conseguir criar o que eu precisava. Se você ficou cansado e confuso só de ler, então imagina eu jogando.
Sand Land
Créditos: Bandai Namco

A parte boa dos veículos

São pormenores, mas que irritam um pouco num jogo atual, mas não tiram completamente o brilho do jogo e nem da coisa legal de andar com os veículos que você cria.

A troca entre eles é bem rápida e você pode cancelar a animação para agilizar, e o combate entre tanques ou outros robôs é bem bacana, principalmente se você jogar no Hard, pois é a dificuldade ideal se você é um adulto. Não é tão difícil, acredite.

Mudar de peças para peças melhores muda não só seu poder de fogo, mas também como as armas funcionam. Tem metralhadoras full automáticas, tem as semiautomáticas, tem lança foguetes, lança-chamas e tudo que você poderia esperar em um Metal Slug, caso fosse um jogo 3D.

Sand Land
Créditos: Bandai Namco

Exploração, história e ritmo

A história do jogo de SAND LAND é dividida em duas partes: o arco do mangá e a história original que se passa em outro mapa (sem spoiler aqui).

Esse novo arco começa até rápido, já que a história do mangá não era muito complexa pra começo de conversa. Aqui no jogo, aquela narrativa parece mais uma introdução do que acontece na continuação original do jogo (e do anime).

O mapa é completamente diferente do primeiro, e é aqui que as melhores lutas e narrativas acontecem. Nada é muito complexo, mantendo o nível Toriyama de narrativa que preza mais por carisma do que por roteiros muito doidos.

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A Ilca errou bastante no One Piece Odyssey e também no Pokémon. Eles claramente dominam o material original e a apresentação de seus jogos é muito bonita, pois eles entendem bem sobre como transpor animação 2D para gráficos 3D, porém tem algo nos jogos que eles produzem que não gera engajamento o suficiente.

One Piece Odyssey, por exemplo, ficava bem chato após algumas horas. Já o Pokémon DP não era muito além de um remake 1:1 em 3D, o que abaixou as expectativas das pessoas.

Porém graças à Deus, aqui em Sand Land eles acertaram a mão. O jogo é um pouco repetitivo em alguns momentos, principalmente nas missões stealth e em algumas dungeons, onde o cenário é meio parecido, mas de modo geral é um jogo que você pode jogar algumas horinhas por dia e avançar um pouco a história, o que torna ele um jogo ideal para o fim de noite após faculdade ou trabalho.

Sand Land
Créditos: Bandai Namco

Conclusão

Sand Land é importante pois mostra um lado de Akira Toriyama que as pessoas normalmente não são familiares. Ter essa história em um formato de jogo (e anime) é um jeito de atrair as pessoas para conhecerem mais obras do autor.

O jogo em si faz jus ao traço do autor, com gráficos bonitos e um sombreamento mais rústico que o difere de games como os de Dragon Ball e a série Dragon Quest.

Outro fator que me chamou atenção foi a trilha sonora, que entrega umas músicas muito boas que surpreendem por estarem presentes em um jogo licenciado e fazem boa companhia durante as viagens pelos mapas longos e às vezes um pouco vazios.

Com muito carisma e jogabilidade redondinha, Sand Land é um ótimo jogo para os fãs de jogos de anime e de RPGs de ação num geral. Apesar de alguns bugs e falta de opções de qualidade de vida que facilitariam a vida do jogador, a experiência ainda é positiva e deixa o legado de Akira Toriyama marcado mais uma vez no mundo dos games.

Nota Final: 7.5/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do game para PlayStation 5, gentilmente cedida pela Bandai Namco.
Sand Land também está disponível para PlayStation 4, Xbox Series S/X e PC.

Sand Land
Créditos: Bandai Namco

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Quando penso em Tekken, logo me vem a mente o meu primeiro contato um dos títulos. O que ocorreu quando ainda criança durante uma volta para casa com minha família. Existia uma casa de fliperamas pelo caminho até o ponto de ônibus e Tekken 2 ressoava em alto e bom som, atraindo os olhares das crianças e adolescentes que por ali passava. Meu irmão e eu ficamos deslumbrados nesse primeiro contato.

Quando Tekken 3 foi lançado, nesse segundo contato o titulo ficou cravado em minha mente como a referência de jogos de luta na vida da minha família, que tinha o vídeo game como um programa familiar. Com Tekken 8 eu tive uma experiência similar com a que eu tive com Tekken 3, onde encontrei mais do que eu realmente esperava encontrar ao ponto de ficar surpreso com o quanto poderíamos nos divertir off-line.

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Claro, ainda tem a questão gráfica que está salta os olhos. Uns anos atrás eu estava olhando para um personagem de braço quadrado e agora estou enxergando as fibras dos músculos do Kazuya. O que inicialmente poderia me preocupar, afinal, só a questão visual não é o suficiente para se sustentar um jogo de luta, mas tive a oportunidade de tirar isso a limpo, pois graças a Bandai Namco Brasil que nos forneceu uma chave de jogo, eu finalmente pude jogar o suficiente e agora me sinto confortável para compartilhar com todos vocês a minha experiência com o titulo.

É hora de combater o sangue demoníaco, me acompanhem!

Tekken 8
Créditos: Bandai Namco

Um novo capitulo na história de Tekken

Começo abordando que Tekken nunca foi um grande primor no quesito história, alias, eu sempre achei que um fio de história é o suficiente para sustentar um titulo de luta, então quando os estúdios decidem investir um pouco mais de tempo no roteiro, acho ótimo, afinal o universo do jogo passa ser levemente crível.

Tratando-se de Tekken onde temos lutadores extremamente fortes e brucutus entre meio a garotas fortes e seres humanos com sangue demoníaco se enfrentando em um combate pelo destino da humanidade que será decido em um torneio. É preciso dedicar um certo tempo para escrever essa maluquice e ainda deixá-lo com algum sentido.

O fato de Tekken 8 pegar essa trama e elevar a nona potencia torna tudo isso ainda mais divertido de se acompanhar, porque sabemos que a resolução dos problemas será na base do pancadaria, mesmo que existe um exército armado e robôs de combate. Quem se importa, se você for lançado na estratosfera da terra em um combate de vida e morte que decidira o rumo do planeta, tá tudo certo.

Agora se você for alguém que preza por um enredo pé no chão, talvez se incomode, mas eu diria para você abraçar o absurdo e entrar na onda.

Tekken 8
Créditos: Bandai Namco

O gameplay

Street Fighter 6 entregou em sua sexta edição o controle moderno que fez muita gente torcer o nariz, pois ele simplifica um pouco a mecânica e torna possível atalhos para realização de golpes específicos e até combos. Parece que os produtores de Tekken 8 gostaram disso e resolveram trazer um sistema semelhante e que chama Estilo Especial. O que muda pouco é que o achei um pouco mais limitado se comparado ao controle moderno de SF6, mas ao menos permite quem não é familiarizado realizar combos específicos esmagando um botão ou dois.

O ponto aqui é que apesar dele simplificar esses comandos, você não vai aprender a jogar Tekken 8. Diferente de outros jogos, cada botão corresponde a um membro do personagem (Olha a piadinha de 5º série.) no jogo, e por se tratar de um titulo que combos não faltam para se aprender, pode ter certeza que vale mais a pena investir tempo em tentar aprendê-los e assim criar o seu jeito de jogar com determinado personagem, do que se limitar a ao Estilo Especial.

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Testando o Estilo Especial, o jogo fica relativamente fácil de se jogar nos modos off-line mesmo com dificuldade elevada, agora quando levado para o online, você sente logo de cara a diferença ao enfrentar alguém que sabe jogar e conhece os combos do personagem que usa e aqueles que só está macetando dois botões. Independente disso, acho que você deve jogar da maneira que se sentir mais confortável.

Outra novidade que chega em Tekken 8 é o sistema de heat,  que é muito eficaz para aqueles que gostam de jogar ofensivamente ou mesmo só usar a barra na tentativa de contornar situações dificeis. No caso, usando a barra de heat você é capaz de dar um golpe pesado que abre a guarda do inimigo, assim dando a brecha perfeita para que você possa puni-lo do jeito que quiser ou mesmo executar um golpe especial mais forte cinemático que quebra a barra por aquele round. Independente do sua forma de jogar, a barra de heat com certeza vai possibilitar que você seja capaz de mudar o rumo de alguns combates.

Tekken 8
Créditos: Bandai Namco

Conteúdo Off-line aos baldes

O modo história de Tekken 8: O Despertar das Trevas é composto por 15 capítulos e pode ser finalizado em até 3 horas de jogatina. Um tempo relativamente bom, até porque o jogo não perde muito tempo enchendo linguiça e nos coloca rapidamente sobre controle em vários momentos, inclusive um dos capítulos remete ao divertido modo Tekken Force.

E não pensem que acaba por ai, pois você ainda conta com um modo arcade chamado Missão Arcade que funciona como um gigantesco tutorial, onde criaremos um personagem ao melhor estilo avatar do Xbox Live e somos conduzidos por uma história envolvendo a comunidade de jogos de luta e o seu amor por ele. Não é algo profundo, mas sim muito funcional por conta do seu objetivo, que é o de ensinar o jogador a conhecer todos os novos elementos e como se jogar Tekken.

Pode ser uma modalidade que alguns não se empolguem tanto, mas vale a pena investir um tempo nem que seja pra tentar uma platina ou miletada.

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Outro modo é o História de Personagem onde podemos jogar com os 32 personagens no torneio King of Iron Fist Tournament (Torneio do Rei do Punho de Ferro) e conhecer cada uma das motivações dos seus personagens que os levaram a entrar no torneio e ainda ser beneficiado com um final animado e sempre bem humorado.

Há também o retorno do saudoso modo Tekken Ball, um modo que nasceu em Tekken 3 e sem dúvida, pelo menos pra mim, foi muito bem recebido como conteúdo nesse oitavo capitulo.  Em um momento na indústria em que o conteúdo online é obrigatório, ver o tanto conteúdo off-line entregue de maneira gratuita é quase uma carta de amor aos fãs de longa data.

Tekken 8
Créditos: Bandai Namco

Batalhe contra fantasmas

Se você chegou a essa parágrafo deve ter notado que Tekken 8 está recheado de conteúdo, principalmente off-line. Dentre esses conteúdos também existe um que eu particularmente gostei muito e se resume a você enfrentar o fantasma de outros jogadores.

Se arriscou no online e enfrentou alguém que lhe bateu como se você fosse um trapo velho? Baixe o fantasma desse jogador e jogue o quanto quiser no modo off-line e aprenda mais do seu oponente. Sem dúvida alguma você ganhará um pouco mais de fibra e coragem para se aventurar pelo modo online, e caso ainda não queira dar esse passo, continue no modo off-line e procure por outros jogadores para enfrentar – Você até pode baixar o fantasma do Katsuhiro Harada, produtor da série Tekken.

Mesmo que esses fantasmas não sejam uma representação fieis do jogador, até porque as reações durante um combate real é diferente de uma reproduzida pela maquina, ainda assim nota-se o quão perceptível os combos e alguns maneirismo utilizados pelo oponente são replicados de maneira muito próximas as habilidades daquele que você enfrentou.

Encarar esses fantasmas no modo Super Batalha com Fantasmas também te beneficiará com cosméticos e roupas dos personagens, o que mais uma vez só expande o fator replay de se jogador off-line.

Tekken 8
Créditos: Bandai Namco

Escolha a sua trilha sonora

Se o eletrônico moderno de Tekken 8 não lhe agradou, calma, outra possibilidade que o jogo oferece é a de você escolher a trilha sonora dos outros sete jogos da série na aba Jukebox.

Não preciso ne ir muito além para dizer o quão surpreso fiquei ao ver que podemos alterar a qualquer momento pela trilha sonora clássica. É um detalhe pequeno e recorrente no jogos da franquia, mas certamente muito bem-vindo para a comunidade de fãs. Apesar de eu gostar muito da trilha sonora do Tekken 8, eu particularmente não morro de amores por ela.

Funciona muito bem e creio que abraça o contexto de toda a jornada de Jin até o confronto final contra o Kazuya, sempre alternando entre os momentos de tensão para os momentos de calmaria. Mas jogar com a trilha sonora de Tekken 3 é ainda melhor.

Escolha a que mais te agrade e seja feliz.

Créditos: Bandai Namco

Personalize como bem quiser

Não é de hoje que a série Tekken implementou um sistema de personalização que permite ao jogador deixar o personagem como bem quiser e até transformar personagens icônicos em figuras conhecidas como Goku entre outros da cultura pop.

Eu não sou lá um cara que investe muito o tempo nessa seção, mas gosto bastante de ter essa ferramenta a disposição. E se por um lado eu não invista muito tempo em personalizar os meus personagens prediletos, por outro é uma ferramenta que a comunidade de Tekken abraça de forma fervorosa, sendo bem difícil não se deparar com personalizações incríveis durante as partidas ranqueadas.

O sistema é tão primoroso que muitos jogadores estão investindo um bom tempo nesse modo e recriando versões únicas de personagens, como o Scorpion e o Sub-Zero que pode ser visto no vídeo acima. Se você é um desses que adora um bom sistema de personalização, pode ter certeza que vai estará bem servido em Tekken 8.

Créditos: Bandai Namco

Conclusão

Tekken 8 é uma verdadeira carta de amor aos fãs dessa tão icônica série de jogos de luta. Nota-se que ele não foi apenas pensado para o jogador hardcore que vai dedicar toda a sua atenção ao modo online, como também se preocuparam muito com jogador casual.

É muito conteúdo off-line para se investir horas e mais horas sem enjoar. Seja enfrentando fantasmas ou mesmo se desafiando em outros modos arcade e até aprendendo a jogar em sua missão arcade, que também nos presenteia com mais conteúdo cosmético. O que realmente é surpreende, visto que hoje em dia muito jogos simplesmente entregam muito pouco e ainda lhe cobram por itens cosmético, enquanto Tekken te entrega muito conteúdo de forma gratuita.

Pode parecer até um pouco de exagero, mas é um dos poucos jogos em que não encontrei nenhum problema durante as minhas 22 horas de jogatina no Series S. Não me deparei com quedas de frame ou mesmo problema durante as partidas online, sempre encontrando partidas rapidamente e que se mostraram estáveis o tempo todo. Quanto a questão gráfica, mesmo com a limitação do console Series S ele consegue ser ainda mais bonito que outros jogos que chegaram ao console.

Dito isso, ouso dizer que Tekken 8 é um dos melhores jogos 3D que eu joguei. Ele entrega muito conteúdo no jogo base e ainda diversifica o seu gameplay com novos sistemas que agradará aqueles curiosos pela franquia e não te cobram a mais pela grande quantidade. O que é realmente surpreendente. Se cabe reclamar de algo, certamente é o fato de que o nosso saudoso capoeirista Eddy Gordo foi anunciado como DLC, mas nem isso é capaz de tirar o brilho do titulo.

Tekken 8
Créditos: Bandai Namco

Nota Final: 10/10

Tekken 8 está disponível para os consoles Xbox Series S|X e PlayStation 5 por R$ 349,90 e para o PC na Steam por R$ 269,90. Sei que é um valor relativamente alto, mas olhando para a quantidade de conteúdo, certamente é um titulo que vale a pena guardar uma grana para comprá-lo, pois vai lhe entreter por muito tempo.

https://youtu.be/RxF5wOVeVUE

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Esta análise foi feita com uma chave digital de Xbox Series S| X cedida gentilmente pela  Bandai Namco.

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