Arquivos 112th Seed - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/112th-seed/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 02 Oct 2021 00:11:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos 112th Seed - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/112th-seed/ 32 32 Welcome Back | Reencarnando e fritando a cabeça https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/01/welcome-back-reincarnando-e-fritando-a-cabeca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/01/welcome-back-reincarnando-e-fritando-a-cabeca/#respond Fri, 01 Oct 2021 15:35:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8340 Vou ser honesto, como desenvolvedor (ainda que por hobby) de jogos, eu adoro game jams. De certa maneira, elas estimulam nossa criatividade e nos preparam pra coisas que são comuns na indústria de jogos: Prazos apertados, temas específicos e poucos recursos. Claro, a primeira JAM que participei não era tão apertada assim nem tinha tão […]

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Vou ser honesto, como desenvolvedor (ainda que por hobby) de jogos, eu adoro game jams.

De certa maneira, elas estimulam nossa criatividade e nos preparam pra coisas que são comuns na indústria de jogos: Prazos apertados, temas específicos e poucos recursos. Claro, a primeira JAM que participei não era tão apertada assim nem tinha tão pouco tempo pra desenvolver, mas a parte de pouco recurso era bem real.

Enfim, lá no começo de 2017 eu participei de uma JAM (Finally Finish Something) e nesse período, desenvolvi a primeira versão de Wrestling & Romance. Apesar do jogo em si não ser nada demais (uma visual novel simplória), foi daí que eu comecei a escrever mais seriamente a ponto de publicar 3 livros na Amazon.

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Mas, não estamos aqui pra falar de mim, até porque eu sou péssimo nisso. O fato é que o jogo dessa análise, também se originou numa Game Jam, no caso em específico, um jogo surgido da Game Jaaj, que é uma Game Jam produzida pelo Youtuber Amdré Young, não só veio da Game Jam, como ele ganhou a quarta edição. Porém, no período entre a Game Jaaj 4 e o lançamento do jogo final, o Yugo Anzai lançou um outro jogo que falamos aqui tempos atrás, no caso o puzzle 112th Seed, que foi publicado pela EastAsiaSoft para consoles.

Welcome Back chegou agora em outubro ao Steam e será que ele vale a pena?

Você morreu. Hora de reencarnar

Você é um aspirante a programador que está trabalhando em algo numa Game Jam, a pessoa que você gosta lhe diz, preocupada, que você precisa de um descanso. Você não descansa, até que do nada, você tem um ataque cardíaco e morreu. Fim. Não, sério, você morreu. De verdade, pode ir embora, o texto acabou.

Ainda não foi?

Tá bom, mas de fato, você morreu. E você deve estar se perguntando agora. “Por quê esse gordo tá se referindo ao personagem jogável como ‘você’?”. A resposta é clara, jovem mancebo. Você escolhe o nome do seu personagem, e o nome da pessoa que você gosta. Namorada, esposa, aquela menina que você tava a fim no ensino médio, mas nunca falou nada por conta de sua timidez e ansiedade exageradas, não importa. Você morreu.

Porém, Deus, ou melhor, DEUS (sim, em Caps) em toda sua malemolência, diz que você tem uma chance de reencarnar. Só que para reencarnar, sua alma precisa reencarnar em cinco animais diferentes e passar por provações que o façam ser digno de ser humano novamente.

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Então, entre tiradas de sarro com DEUS e piadas ruins, é hora de encarar a tarefa da reencarnação, nem que para isso você tenha que utilizar seu cérebro.

Seus inimigos são suas armas… Literalmente

O jogo foi desenvolvido pra Game Jaaj 4 cujo tema era, seus inimigos são suas armas, e é essa a raiz da jogabilidade de Welcome Back, só que não é só aprender como o jogo funciona, porque como disse, são cinco etapas para a reencarnação e cada etapa possui uma jogabilidade completamente diferente da outra, sem sair da temática de usar os inimigos como armas.

Em uma etapa, você pode absorver alguns inimigos (meio a la Kirby) e jogá-los contra espinhos (ou outros inimigos), em uma, você tem que mover dois personagens ao mesmo tempo (com WASD e teclas direcionais), em outra você se utiliza de teias para passar os obstáculos e fazer com que as aranhas colidam entre si, em uma, você rebate os inimigos contra os espinhos em um autoscrollers e na quinta etapa, você pode congelar os inimigos e utilizá-los como plataforma (e matar outros inimigos, se o inimigo congelado cair em cima deles depois de você utilizá-los como plataforma).

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Cada etapa possui uma quantidade de fases com dificuldade crescente (mas nada tão difícil), e em algumas fases, existem uns cristais verdes, que de acordo com DEUS, você deve ignorar, não precisa pegar (que em termos de videogame significa que você DEVE PEGÁ-LOS).

Assim como 112th Seed, você não vai demorar pra pegar a manha de como funciona o jogo e chegar até o fim da quinta área. E é aí que outra coisa do jogo surge, os finais múltiplos. Você pode escolher seguir as ordens de DEUS e não utilizar os cristais verdes, ou você pode fazer, tal qual o Hitoshura fez em Shin Megami Tensei III: Nocturne, não obedecer DEUS, usar os cristais verdes para…

Entrar em uma nova etapa, na qual devemos enfrentar DEUS, que possui o auxílio de naves espaciais. Aqui, é onde entram os verdadeiros elementos de puzzle do jogo, mas ainda na temática “inimigos como armas”. DEUS possui naves saídas de algum shooter, e você deve posicionar os cristais para rebater o tiro das naves para que eles acertem DEUS.

Os cristais podem vir tanto como um quadrado como um losango e isso interfere no ângulo em que as balas serão rebatidas, então vai ser muito na base da tentativa e erro (to fazendo parecer dramático, eu sei, mas é porque eu sou burro mesmo), digo, com calma e cálculo, isso.

Visual simples, limpinho

A pixel art de Welcome Back é simples e o jogo pode até usar azul demais pro meu gosto (ei, preciso de espaço pra jogar minhas piadas), mas isso não quer dizer necessariamente algo ruim.

Cada etapa da reencarnação, traz não somente mecânicas únicas, mas elementos únicos, você não vai ver inimigos se repetindo de uma etapa pra outra, mesmo na que controlamos um cardume de peixes (que possui só 2 fases), os inimigos são únicos em relação aos outros.

A parte sonora do jogo serve apenas como complemento pra mecânica do jogo, não sendo necessariamente ruim, mas não sendo o tipo de música que vai ficar na sua cabeça. Sei que quando falo de música, eu sou direto e falo pouco, mas é que usualmente eu não fico impressionado com facilidade NESSE departamento.

Veredito final

Considerando que é um jogo curto, feito (originalmente) em quinze dias pra uma Game Jam, Welcome Back entrega uma experiência de jogo sólida e criativa, valendo cada minuto jogado (exceto pela parte em que eu pensei que no estágio 4 da primeira reencarnação eu precisava matar todos os inimigos e não só os que tinham brilho de estrelinha em volta, aquela parte do meu playthrough foi burra demais até pros meus padrões). Então, se a oportunidade surgir (e a grana permitir), recomendo a compra do jogo sem pensar duas vezes.

Welcome Back está disponível para PC.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Slider Games

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112th Seed | A Semente da salvação https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/17/112th-seed-a-semente-da-salvacao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/17/112th-seed-a-semente-da-salvacao/#respond Mon, 17 Aug 2020 09:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4638 Eu já devo ter dito nas análises de Kotodama e Metamorphosis, que não sou a pessoa mais esperta do mundo, no que se trata de puzzles de videogame. Descer por um tobogã de gilete numa piscina de álcool sem me ferir é mais fácil do que eu resolver um daqueles puzzles de Tomb Raider. Sim, […]

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Eu já devo ter dito nas análises de Kotodama e Metamorphosis, que não sou a pessoa mais esperta do mundo, no que se trata de puzzles de videogame. Descer por um tobogã de gilete numa piscina de álcool sem me ferir é mais fácil do que eu resolver um daqueles puzzles de Tomb Raider. Sim, sou burro a esse ponto.

Mas isso não quer dizer que eu não me divirta com jogos do gênero, eu só levo 16x o tempo que uma pessoa normal levaria pra concluir um puzzle. E se um jogo do gênero cair em minhas mãos, sempre vejo se consigo me divertir.

Nessa, de jogos aleatórios que eu descubro, eis que 112th Seed, jogo brasileiro da East Asia Soft chega a mim, e é claro, vamos ver se ele vale a pena o seu dinheiro.

A última esperança da humanidade

112th Seed

Devido a catástrofes, hecatombes e o topete do Donald Trump, o mundo está indo pro saco e boa parte da população foi pra algum lugar do espaço, pra quem sabe conseguir figuração em algum dos próximos filmes de Star Wars ou alguma série de Star Trek.

Mal sabem eles do fiasco que foi a nova trilogia, e o quanto menos falarmos de Star Trek Picard, melhor.

Enfim, na Terra, um grupo de cientistas faz testes com sementes para tentar salvar o planeta, mas cento e onze tentativas falharam. Mas como um dos cientistas provavelmente era Joseph Klimber e não desiste NUNCA, os cientistas depositaram suas esperanças na centésima décima segunda semente e entraram em casulos de criogenia, porque no melhor dos casos, o teste vai dar certo, e no pior dos casos, eles farão pontas em Wall-E 2. E cabe a você evitar que esses cientistas esperem por um filme que nunca virá.

Puzzle 101: Novato em casa

112th Seed

112th Seed é um híbrido de puzzle e platformer, com o objetivo de ir do ponto A ao casulo no ponto B, em seções de uma tela apenas. A estrutura do jogo consiste de apresentar um tipo de mecânica ao jogador em um ambiente safo e depois ir gradativamente aumentando a dificuldade, utilizando essa mecânica.

As mecânicas começam simples, mas vão ficando cada vez mais complexas a ponto de nos puzzles finais, misturarmos duas ou três mecânicas numa mesma tela.

Empurre blocos, puxe alavancas e transforme-se em outros tipos de semente para passar por certos obstáculos. A princípio parece esquisito, mas conforme se avança percebe-se o quão natural é.

Claro, não são puzzles especificamente difíceis, mas certamente exigem um pouco de pensamento fora da caixa para a resolução deles. E não é um jogo particularmente longo, a platina leva menos de uma hora (após terminar o trigésimo puzzle, a platina pipocará na sua tela), dependendo da habilidade do jogador, ele talvez leve umas duas horas pra terminar tudo.

Nada demais no departamento audiovisual

112th Seed

Eu queria ter uma piada engraçada pra descrever o audiovisual desse jogo, mas gastei todas as minhas piadas na hora de descrever o pequeno roteiro do jogo. Mas os gráficos de 112th Seed são competentes, feitos num estilo 8-bits que não desagrada.

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E os sprites são bem feitinhos e as animações de mudança da semente são bonitinhas. Pena que os cenários são repetitivos e nada marcantes. E a trilha sonora do jogo…

Bem, ela meio que é inexistente boa parte do tempo. Com exceção de uns ruídos e barulhos, o jogo não tem muita coisa na trilha sonora.

Veredito final

112th Seed

Não levem a mal, 112th Seed é um bom jogo e uma boa porta de entrada para iniciantes em jogos de puzzle. Porém, o preço cobrado na versão de PS4 (R$ 20,00) faz com que seja difícil a recomendação de compra desta versão em particular.

A análise foi curta, mas assim como o jogo, preferi florear pouco e ir direto ao ponto. É um bom jogo, mas quanto a versão de PS4, espere uma promoção.

112th Seed está disponível para Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

A análise foi feita com base na versão de PS4, com uma cópia cedida gentilmente pela East Asia Soft.

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