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Os dragões ocidentais

A série Yakuza começou lá em 2005, no longínquo PlayStation 2, e foi aos poucos ganhando espaço no coração das pessoas. Hoje em dia, a saga de Kiryu pode ser considerada a franquia mais popular da Sega, vendendo até mesmo mais que os jogos da série Sonic.

A série conta até 2020 com incríveis 18 jogos, sendo que sete deles são spin-offs e incríveis cinco nunca saíram no ocidente (pelo menos não até hoje).

Aqui começa a Parte 1 da nossa retrospectivas dos spin-offs da série. Para ler a Parte 2, onde abordamos os Yakuzas que nunca saíram no ocidente, clique aqui.

Vamos à lista dos games da série Yakuza que, mesmo não fazendo parte da cronologia original, chegaram a ser lançados desse lado do globo:

Ryū ga Gotoku

Yakuza Dead Souls (2012)

Lançado no Japão como Ryū ga Gotoku OF THE END (algo como “Como um Dragão DO FIM”), foi o último jogo feito na engine usada desde Yakuza Kenzan! no PlayStation 3.

Entrando na onda de zumbis que voltou com tudo durante o período em todas as mídias durante a época em que foi lançado, Dead Souls conta uma história típica de filmes de zumbis, onde a cidade de Kamurocho foi invadida por mortos-vivos. Sendo assim, fica a cargo de Kazuma Kiryu, Goro Majima, Ryuji Goda (de Yakuza 2) e Shun Akiyama (de Yakuza 4) salvar o mundo dessa invasão.

O gameplay aqui é menos focado em combate corpo a corpo, usando mais armas bizarras, como canhões e tanques. Os mini games por sua vez ainda estão presentes, como dardos, pescarinha, beisebol e karaokê.

Yakuza: Dead Souls não foi bem recebido, principalmente porque suas mecânicas de tiros são mal implementadas, se tornando quase impossível de se divertir mais para o fim do game, quando a quantidade de zumbis já é gigantesca. Porém, a história continua muito bem escrita, e seu senso de humor nonsense é o ponto alto desse game.

Fist of the North Star: Lost Paradise (2018)

Esse é um título totalmente inesperado que até hoje me pergunto qual foi o brainstorm que levou a sua criação.

Ryū ga Gotoku

Lançado no Japão como Hokuto ga Gotoku (algo tipo “Como uma Estrela do Norte”), o game recebe esse nome justamente por se basear na série Hokuto no Ken, mangá clássico dos anos 80.

Aqui, o protagonista Kenshiro tem uma semelhança visual e vocal com Kiryu, como se o personagem de Yakuza (Ryū ga Gotoku) estivesse “interpretando” o boneco do mangá.

O estilo da série Yakuza combina muito bem com a narrativa do mangá, que aqui é contada de outra forma, onde Kenshiro visita a cidade de Eden.

A maioria dos eventos se passa aqui, para que a adaptação use o lugar como um hub principal, ao invés da peregrinação presente na história original.

A violência presente no game é ainda maior, com cabeças explodindo e desmembramentos, todos com o mesmo visual da série publicada nas páginas da Shonen Jump.

Como não poderia deixar de ter, os mini games também fazem parte do jogo, que contém o já conhecido Space Harrier (arcade da Sega de 1985), além de eventos onde Ken usa sua técnica Hokuto Shinken para trabalhar como médico.

Ryū ga Gotoku

Além desses, temos o incrível mini game de bartender, onde Kenshiro precisa preparar e servir drinks para os clientes, com animações divertidas que não combinam com a cara séria do personagem. Fora isso, temos corrida de carros, dardos, coliseu e gerenciamento de uma boate.

LEIAM – Neighbours back From Hell | Se vingue do vizinho ao vivo

O game foi muito bem recebido e teve até uma dublagem em inglês, que serviu como um teste da Sega pra saber se valeria a pena trazer uma nova dublagem para um game da série Yakuza.

Vale muito a pena pela bizarrice, mesmo que você não seja fã de mangás ou de Hokuto no Ken.

Judgment (2018)

Conhecido no Japão como Judge Eyes, o game não só foi localizado mas também recebeu vozes em inglês, sendo o primeiro jogo no universo principal da série Yakuza a receber esse tratamento desde o primeiro game, lá em 2005.

Aqui, acompanhamos o advogado Takayuki Yagami, que se tornou um detetive particular depois de abandonar a profissão, se sentindo culpado por salvar da prisão um homem que posteriormente matou a namorada.

Durante essa fase, Yagami começa a investigar um caso onde um assassino está matando membros do Clã Tojo, retirando seus olhos.

Apesar de se passar na mesma cidade da série Yakuza, usando a maioria dos mesmos assets de Yakuza 6, o game possui uma jogabilidade diferenciada.

Yagami não é um monstro de luta como Kiryu, por isso ferimentos graves só podem ser tratados com médicos. Além disso, existe a volta dos variados estilos de luta, que estavam ausentes desde Yakuza Kiwami.

Porém, o maior diferencial é o modo de investigação, onde Yagami precisa analisar um ambiente onde foi realizado um crime e ligar os pontos para chegar a uma pista, mais ou menos como na série Ace Attorney.

O game foi bem recebido no ocidente, ainda que exista um consenso de que as partes investigativas eram muito simples, porém o combate continua ótimo como no restante da série.

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Assim, terminamos a primeira parte da retrospectiva dos spin-offs da série Yakuza (Ryū ga Gotoku)!

Na minha opinião pessoal, a vantagem desses spin-offs é que eles podem ser jogados sem que se tenha sequer encostado em nenhum jogo anterior da série, pois eles não estão amarrados por história, funcionando perfeitamente sozinhos.

Na Parte 2 (que você já pode ler aqui), abordamos os games que infelizmente nunca receberam tradução.

Até lá e sigam nosso perfil oficial no twitter.

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Project Judge | Analise da demo do mais novo jogo dos desenvolvedores de Yakuza https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/15/project-judge-analise-da-demo-do-mais/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/15/project-judge-analise-da-demo-do-mais/#respond Sat, 15 Sep 2018 16:05:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/15/project-judge-analise-da-demo-do-mais/ Antes da Tokyo Game Show, a Sega revelou um novo jogo dos criadores de Yakuza, intitulado Judge Eyes, no qual encarnaremos um advogado em busca de justiça. Claro, a apresentação estava com tradução simultânea e a parada tinha tanto cringe que eu não consegui assistir a um minuto do vídeo ali presente. Felizmente, a SEGA […]

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Antes da Tokyo Game Show, a Sega revelou um novo jogo dos criadores de Yakuza, intitulado Judge Eyes, no qual encarnaremos um advogado em busca de justiça. Claro, a apresentação estava com tradução simultânea e a parada tinha tanto cringe que eu não consegui assistir a um minuto do vídeo ali presente. Felizmente, a SEGA of America liberou um trailer com legendas em inglês, logo um pouco de contexto nos foi jogado.


Mas essa não é a razão pela qual você está lendo esse texto, mas sim porque você quer saber as primeiras impressões de alguém que JOGOU a demo do jogo, disponível na PSN japonesa.



Primeiramente vou ser honesto, minha experiência com a série Yakuza é limitadíssima, constituída de uma jogatina do Yakuza 2, muito tempo atrás, algumas horas do Yakuza Dead Souls e a demo do Yakuza 0. Eu não joguei o resto da série porque… Eu só fui conseguir o PS3 em 2015 e o PS4 agora em 2018.


O clima do jogo é uma versão menos espalhafatosa de Yakuza. Sim, o universo é o mesmo e Kamurocho é reconhecível logo de cara, mas as cores do cenário parecem mais sóbrias. A demo não nos dá tantos detalhes da história, apenas a cena de abertura (disponível no trailer) que nos apresenta os personagens principais, entre eles o protagonista Takayuki Yagami, um advogado de defesa que conseguiu uma reviravolta milagrosa em um tribunal cuja taxa de condenação era de 99% dos casos.



Só que a vida de Yagami vira de pernas pro ar quando esse mesmo cliente (Okubo, pelo que consegui entender) foi preso novamente, dessa vez por matar a própria namorada e incendiar a casa dela. Naquele momento, a carreira de advogado de Yagami não significava mais nada (ele ficou conhecido como um advogado que deu liberdade a um assassino), Passam-se três anos, e nosso advogado agora trabalha como detetive, podendo usar uma roupa e penteado mais legal que o da época de cosplayer de Phoenix Wright


A mecânica do jogo é fácil de entender, se você tem familiaridade com a série Yakuza, golpes, combos e contra golpes funcionam da mesma maneira, e um tutorial bem didático ensina a quem é novato na série a se familiarizar com o combate. É simples e em pouco tempo você poderá bancar o Bruce Lee, o Jet Li ou a Negra Li.



A Navegação pela cidade, novamente, é igual Yakuza, vá do ponto A ao B, tendo liberdade de explorar como quiser, mas na demo, obviamente a área é limitada e a progressão na mesma é linear. 


Como a temática de jogo é de detetive, algumas novas mecânicas foram introduzidas, como a do reconhecimento de suspeitos, na qual você recebe um retrato falado do suspeito e deve encontrá-lo na multidão. É fácil, com o R2 você dá um zoom e usando o analógico direto, direcione a mira. Quando surgir um ponto de interesse (alguma pessoa), um ícone com o botão de ação (X em console ocidental, O em console japonês) irá surgir e você pode fazer o reconhecimento, o sistema irá bater as características da pessoa com a do retrato falado. Eu expliquei de maneira complicada, mas na verdade é bem simples, e um sistema semelhante é utilizado na ativação do drone em um ponto da demo.


Se haverá um sistema de drone no jogo final, ou se será coisa de cutscene, só o tempo dirá.


Por fim, outra coisa mostrada na demo, é o sistema de perseguição de suspeito, que funciona mais ou menos como um jogo sob trilhos, onde controlamos apenas a direção do personagem, da esquerda pra direita e nos desviamos de obstáculos em quick-time events, coisa que não sei se tem em Yakuza.



Agora, minhas considerações sobre a demo e algumas outras coisas que não estavam na demo. Recentemente eu joguei a demo do Fist of the North Star: Lost Paradise, e mesmo os jogos usando a engine de Yakuza, são dois jogos com o gameplay completamente diferente, mesmo o combate sendo parecido. Judge Eyes tem um combate menos galhofado que um Yakuza, ainda que seja possível acertar alguém com uma lata de lixo. 


A demo tinha pequenos problemas de taxa de quadros em certos pontos, especialmente assim que o jogo faz a transição para Kamurocho, mas são detalhes que podem ser remediados até dezembro. As minhas dúvidas são relativas a coisas da temática do jogo que não foram mostradas. Será que teremos um sistema de controle dos drones? E tribunais? Eles farão parte do gameplay de Judge Eyes?



Por fim, o jogo traz um caso de assassinatos em série, que é o foco principal da narrativa, se eles estão ligados com a morte de Emi (A namorada de Okubo), só veremos na versão final… Mal posso esperar pra socar meliantes virtuais.  


Judge Eyes é exclusivo de PlayStation 4 e sairá em Dezembro de 2018 no Japão, e em 2019 no ocidente, com o nome provisório de Project Judge.

Abaixo você pode conferir o gameplay em meu canal do Twitch, alias, não deixem de se inscrever:


Assista a Judge Eyes – Novo jogo da equipe de Yakuza de MrSancini em www.twitch.tv

 

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