Arquivos Statera Studio - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/statera-studio/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 15 Jul 2025 22:55:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Statera Studio - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/statera-studio/ 32 32 Arashi Gaiden é lançado com novo trailer e desconto especial https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/15/arashi-gaiden-e-lancado-com-novo-trailer-e-desconto-especial/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/15/arashi-gaiden-e-lancado-com-novo-trailer-e-desconto-especial/#respond Tue, 15 Jul 2025 22:55:19 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20619 Spin-off do primeiro jogo brasileiros indicado ao The Game Awards é uma espécie de “jogo de estratégia por turnos em tempo real Arashi Gaiden, o novo jogo do universo de Pocket Bravery, foi lançado hoje na Steam, com um novo trailer especial e um preço reduzido, muito abaixo da média do mercado e ainda com 10% de […]

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Spin-off do primeiro jogo brasileiros indicado ao The Game Awards é uma espécie de “jogo de estratégia por turnos em tempo real

Arashi Gaiden, o novo jogo do universo de Pocket Bravery, foi lançado hoje na Steam, com um novo trailer especial e um preço reduzido, muito abaixo da média do mercado e ainda com 10% de desconto por tempo limitado para comemorar a chegada do jogo.

Desenvolvido em parceria entre os estúdios brasileiros Statera Studio e Wired Dreams StudioArashi Gaiden é publicado pela Nuntius Games e será lançado futuramente para PlayStation 4 e 5, Xbox One, Xbox Series S|X, Nintendo Switch 1 e 2, com datas a serem anunciadas.

Um novo tipo de combate estratégico

Combinando estratégia por turnos com ação em tempo realArashi Gaiden oferece uma jogabilidade dinâmica, onde o jogador precisa refletir rapidamente e utilizar power-ups de forma tática para superar desafios em um ritmo acelerado.

A campanha principal conta com 7 fases diferentes, cada uma composta por 20 cenários únicos e um chefão exclusivo, totalizando mais de 140 desafios intensos.

“Mais que um jogo de ação por turnos, Arashi Gaiden combina ação estilizada, estratégia em ritmo acelerado e uma narrativa carregada de emoção e alma”, explica Jonathan Silva, produtor de Arashi Gaiden e CEO da Nuntius Games.

Uma jornada com emoção, dor e significado

“É a jornada solo de Shinji Arashi, marcada por dor, escolhas e reflexões, que aprofunda o lore de Pocket Bravery e dá novas camadas ao universo que os fãs já conhecem. Além de explorar o passado do protagonista, o jogo também nos aproxima do enigmático Mestre Lobo, acrescentando ainda mais mistério e significado à saga”, explica Jonathan Silva.

Este deve ser apenas o primeiro jogo da Statera Studio sendo publicado pela Nuntius Games. Em breve um novo grande anúncio relacionado será realizado e promete agradar muito aos fãs da famosa franquia brasileira indicada ao The Game Awards.

Vocês podem adquirir o jogo no Steam aqui.

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Pocket Bravery | Porradaria verde-amarela de primeira https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/18/pocket-bravery-porradaria-verde-amarela-de-primeira/#respond Fri, 18 Apr 2025 22:07:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20089 Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência […]

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Você já ouviu falar no jogo “Barravento, o Mestre da Capoeira”?. A não ser que você seja um leitor assíduo do Arquivos do Woo, que pegou de passagem um dos meus reviews um tempo atrás, a resposta é provavelmente não. Eu tenho minhas dúvidas de que o criador do jogo de hoje saiba da existência desse jogo. Mas enfim, Barravento, o Mestre da Capoeira foi um jogo lançado em 1993 para o Commodore Amiga pela Hitek Softworks (Ou Hitek Computação: Sistemas e Editora, como consta na tela título). Se a história contada por Divino Leitão no grupo da revista Micro Sistemas no Facebook (e reproduzido no site Retrópolis) for verdade (aqui estou apenas me resguardando legalmente, porque eu acredito na história), Barravento nasceu do plágio de uma paródia de Karateka. (É uma história fascinante, leiam)

A questão é que para os padrões de 1993, Barravento era um jogo horroroso, eu mesmo mal consegui passar do segundo oponente. Mas enfim, pro bem ou pro mal, Barravento é possivelmente o primeiro jogo de luta brasileiro. Claro que ser o primeiro não diz que será o melhor, ou relembrado. Duvido que muita gente hoje em dia saiba da existência desse jogo. Computação no início dos anos 90 era coisa de hobbista que tinha dinheiro. O povão que queria diversão eletrônica pagava o Master System em 500 prestações, se contentava com os 200 famiclones que haviam no Brasil ou torravam seus cruzeiros na máquina de Street Fighter II da rua de baixo. Os mais sortudos (pros padrões de 93) tinham SNES da Playtronic ou Mega Drives da Tec Toy. Mas bem, a Capcom pode ter arrebanhado muita gente com SF II (e por um período nos anos 90, tinhamos fliperamas traduzidos por ela), mas o que era muito proeminente em toda esquina, em especial na segunda metade dos anos 90, eram os jogos de lutinha da SNK, mais especificamente, KOF. Quantos Kofeiros não foram formados nesses botequins, acompanharam os lançamentos atuais in-loco da 96, 97, 98… Este que vos fala é um deles, inclusive.

Alguns deles dedicam sua atual vida a falar groselha na Internet, outros decidem transformar essa paixão em algo maior e mais original do que isso. Durante e após um período conturbado da produção de Trajes Fatais, Johnathan “Jon Satella” Silva e Anderson Halfeld começaram um projeto de paixão, chamado Bravery. A princípio, os sprites seriam em HD, semelhantes aos de KOF XIII, mas em algum ponto do desenvolvimento, eles optaram por um visual inspirado pelos jogos de luta do Neo Geo Pocket, chegando ao visual de Pocket Bravery que temos hoje em dia. Mas não foi uma jornada fácil, tem o documentário que o Renato Cavallera (que hoje em dia é parte da Nuntius Games, publisher brasileira criada pelo próprio Jon Satella) produziu e recomendei num outro texto. Depois de comer o pão que o diabo amassou, o jogo finalmente fora lançado em agosto de 2023. E o jogo foi bem avaliado, inclusive, foi indicado ao The Game Awards daquele ano concorrendo na categoria de Melhor Jogo de Luta. Sim, sabemos que essas premiações são… Questionáveis (só lembrar que MULTIVERSUS venceu como melhor jogo de luta em 2022, num ano em que tivemos KOF XV. E Multiversus está MORTO, enquanto que KOF XV completou seu ciclo com o lançamento de Mature e Vice no ano passado), ainda assim. Ter o jogo concorrendo com figurões como Street Fighter 6, é louvável, prova do trabalho competente da Statera. Só que… O tempo foi passando e a versão de consoles não surgia. 2024 veio e foi embora, e nada de Pocket Bravery.

E finalmente, após um ano e oito meses de seu lançamento original de PC, a revelação da data de lançamento que deveria ter sido num live stream… Havia “vazado”, quando a Meridiem Games, distribuídora espanhola, anunciou a pré-venda da edição física de Pocket Bravery. Passou batido por muita gente, mas não por mim que faço meu dever de casa como jornalista de jogos. Mas enfim, após uma longa espera, finalmente nesse dia 10 de abril, o jogo está disponível para todos os consoles. Confira nossa análise.

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Em busca de Redenção… E além.

Algo estranho acontece pelo mundo… Mas só algumas pessoas conseguem sentir (ui!) e manifestar esse algo. Existem aqueles que atiram energia pelas mãos, outros ampliam seus músculos, enquanto certas pessoas transferem essa essência para objetos e armas, e por fim outros resolvem ir reclamar na Internet. Ninguém sabe o que caralhos acontece e todo mundo tenta entender por si só. No meio dessa treta, A Matilha, uma organização criminosa, quer roubar artefatos antigos e relíquias que envolvem diversas nações e pessoas notáveis.

Em oposição a Matilha, também existem indivíduos excepcionais que tem uma vendeta contra a mesma, em especial, Nuno Alves, que no passado pertencera a organização e agora quer se vingar da mesma. Outros possuem ideais semelhantes por um motivo ou outro. E algumas pessoas querem coisas muito pessoais.

A história de Pocket Bravery é bastante competente, e possui um universo atualmente em expansão, não só com a continuação que foi recentemente anunciada e está em estágio de pré-pré-produção, mas também com outros jogos no mesmo universo, como Guns N’ Runs, o primeiro jogo da Statera e de onde veio Rick Johnson, primeiro personagem de DLC do jogo e Arashi Gaiden, um dos jogos presentes no showcase da Nuntius Games e anunciado há um tempo.

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Porradaria Estilosa

O jogo é um prato cheio pra quem curte jogos da era do Neo Geo. Como padrão da época, o jogo utiliza o esquema dois socos e dois chutes (também conhecido como o estilo superior bidimensional), com os comandos especiais saindo da maneira que estamos acostumados. Não somente isso, mas o jogo também tem um esquema de controles “moderno” ou “acessível”, ou como gosto de chamar… “A prova de idiotas”, sendo mais simplificado.

Cada um dos treze personagens possui golpes e habilidades únicas (como padrão, dá pra ver os golpes dos personagens no menu de pausa). Obviamente, há uma barra de ataques especiais que é preenchida conforme o jogador utiliza alguma habilidade e apanha, aprendemos esse tipo de barra especial na quinta série. E quando a barra é cheia, um ataque especial pode ser usado. E também existe uma segunda barra, a barra elementar (meu caro Watson… Aliás, a frase “Elementar , meu caro Watson” NUNCA FOI PROFERIDA por Sherlock Holmes, isso foi um efeito mandela coletivo na humanidade), enfim, a barra elementar se enche sozinha e acumula dois níveis, permitindo o jogador a usar versões EX das habilidades, que usam o elemento do personagem escolhido.

O roster do jogo possui treze personagens, sendo um deles Sho Kamui, de Breakers, clássico do Neo Geo, que veio por conta da parceria com a Pixel Heart, a atual detentora das Ip’s da Visco (A produtora de Breakers), cada um deles com a jogabilidade diferente, dando possibilidades de estratégia e variedade nos combates. O jogo possui online com Rollback netcode, mas como eu tenho Aversão a Online e não possuo a PS Plus pra jogar online, não irei comentar esse aspecto (e mesmo se eu tivesse a Plus, eu cago pra online).

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Mais que um feijão com arroz

Hoje em dia, se um jogo de luta índie vier com Arcade, Versus, Training e Online, já dá pra dizer que ele é mais ou menos básico. Mas Pocket Bravery foi ao infinito e além para colocar o jogo recheado de conteúdo pra fazer o seu dinheiro valer a pena. Claro, ele possui esses modos que mencionei, mas vai muito além disso. Se você quiser ir a fundo na lore do jogo, do ponto de vista de Nuno e sua jornada em busca de redenção e vingança contra a organização Matilha. Você pode aprender os paranauês do jogo no Tutorial, e praticar e criar seus próprios combos no modo Fábrica de Combos. Nem precisa dizer que eu NÃO USEI esse modo porque eu não sou nem tenho pretensão de ser datilógrafo de combos. Deixo esse trabalho pro DioRod.

Você tem também um modo de Trials, no qual cada personagem tem que fazer dez combos com dificuldade crescente, ideal para melhorar naquele combo. O modo de Time Attack, para speedrunners encherem os inimigos de porrada no menor tempo possível. Só que não são lutas normais, durante as lutas, várias orbes podem aumentar ou reduzir sua vida, ataque ou barra elementar. Assim como no Arcade (que não expliquei, por motivos de Alzheimer), o Time Attack é contra oito oponentes. O modo Sobrevivência é clássico de jogos de luta a essa altura do campeonato, derrotar os oponentes usando apenas uma barra de energia.

Nos modos singleplayer, você ganha uma pontuação que pode usar na loja do jogo para adquirir cenários extras, cores, desbloquear um dos personagens secretos e ítens de customização pro seu perfil do jogo. Além de desbloquear dois modos extras. Um deles, é o Hot Pursuit* (Perseguição da Gostosa em tradução livre e você vai entender a piada em seguida), onde Daisuke deve perseguir a Ximena (entendeu agora?) como se fosse num runner sem fim, desviando dos obstáculos que Ximena manda em sua direção. Você não tem como atacar nesse modo, mas possui uma barra que vai enchendo ao longo do tempo, e quando está cheia, você pode utilizar uma técnica pra limpar a tela dos obstáculos. Tenho a impressão de que esse modo foi inspirado na minha vida pessoal, sempre atrás de uma gostosa, numa perseguição sem fim, nunca chegando lá.

*O modo é chamado de Busca Implacável na versão em Português

Enfim, tem o último modo extra do jogo, que vale toda a aquisição do jogo. O modo Rodoviária. Se jogos de luta tem a preocupação de fazer os personagens balanceados, não muito fortes, mas não muito merdas, esse modo pega todo o balanceamento e equilíbrio de Pocket Bravery e joga ele pela janela (eu pensei em usar a expressão “enfia no cu”, mas não seria muito profissional). Inspirado pelos bootlegs de Street Fighter II (O Lendário Street Fighter de Rodoviária) e King Of Fighters (não tão comuns, mas existentes), com ataques sendo desferidos no ar, multiplas magias e o escambau a quatro.

Trilha do Caralho, Belíssimos gráficos

Pocket Bravery mostra ao que veio logo de cara com uma belíssima abertura animada, com um tema cantado, tanto em português (Bravura na Alma) quanto em inglês (Bravery in my soul), por ninguém menos que Rodrigo Rossi. Sim, aquele Rodrigo Rossi que cantou as músicas de CDZ Lost Canvas e Dragon Ball Z Kai. A composição e o instrumental dessa abertura é da banda Miura Jam, um excelente instrumental aliás. O mesmo vale para os encerramentos, também em português (Um Novo Ideal) e inglês (Be Brave), com o instrumental da Miura Jam e vocal da Bruna Higs, igualmente bons.

Claro que eu não elogiaria somente a abertura e o encerramento, quando o jogo tem temas excelentes atrás de temas excelentes. incluindo um excelente remix do tema de Sho Kamui (de Breaker’s Revenge). Cada tema foi bem pensado pra se encaixar a uma rivalidade, a um personagem. Nada soa estranho e passa aquele clima dos anos 90, onde nos bons jogos de luta, os personagens tinham temas marcantes.

Na parte gráfica, Pocket Bravery possui excelentes e variados cenários ambientados ao redor do mundo. Do Parque Lage, aqui no Rio de Janeiro, as proximidades da Ponte Dom Luís I em Porto, ao telhado do Midtown Manhattan em Nova York, o jogo viaja ao redor do mundo com seus personagens, destaco aqui também um cenário em Osasco, o cenário de Jorge Chagas, cujo tema me fez ficar rindo dez minutos só pelo nome do tema, Goodbye Osasco… Sim, uma referência a Goodbye Osaka. E se você pregar o olho bem, pode encontrar o Vampeta fazendo um cameo. Assim como no cenário do Parque Lage na variante noturna, é possível encontrar o Snoop Dogg em um cameo (ele gravou um clipe no local em 2003). Outro cenário extra que quero destacar, é o do Treta Championship, Treta que é basicamente a nossa EVO, o maior campeonato de jogos de luta do Brasil.

Falamos dos belíssimos cenários, e ainda não chegamos nos lutadores, que são extremamente bem animados. A Animação dos sprites de Pocket Bravery é muito detalhada, especialmente considerando que os lutadores possuem estilos de combate diferentes, e ajustar animações de tomar ataque pra cada estilo e personagem (de acordo com a própria Statera) foi um trabalho do cão e o resultado é evidente. O jogo possui uma animação fluidíssima, o que me faz pensar, se a Statera tivesse mantido o estilo original de Bravery, acho que o jogo ainda estaria em produção. Mas divagações a parte, o que eu falei acima é fato, do ponto de vista gráfico, Pocket Bravery é um deleite… Exceto se você não curtir SD, mas aí o problema é seu e não do jogo.

Por último, mencionar aqui o fato da dublagem do jogo que está competente, e conta com nomes como o Rocky Silva (O Seiya, da paródia Vai Seiya) como o protagonista Nuno, Vii Zedek (Tails nos filmes de Sonic) como Mingmei e Lia Mello (Kiriko em Overwatch) como a mortífera Ximena. Não vou gastar seu tempo falando todos os dubladores, mas o elenco de Pocket Bravery é competente e desempenha seu papel bem.

Altamente recomendado

O lançamento de Pocket Bravery, tanto no PC, quanto nos consoles foi algo extremamente importante pro mercado brasileiro de jogos. Porque é meio que uma vitória depois do calvário que foi a produção de Trajes Fatais. Pocket Bravery possui uma ótima jogabilidade, gráficos belíssimos e estilosos, e uma trilha sonora excepcional. Assim como comentei no meu review de Raccoo Venture anos atrás, Pocket Bravery é um marco pra jogos de luta nacional. E o preço, em qualquer plataforma, é extremamente convidativo. Só faltou o crossplay (culpa da Sony), mas como eu não jogo online, caguei pra falta de crossplay.

Nota: 10/10

Pocket Bravery está disponível para Playstation 4, Playstation 5, PC, Xbox One, Xbox Series X | S e Nintendo Switch, com uma versão para Mega Drive sendo produzida oficialmente pela equipe do RheoGamer, que fez o impressionante porte de Mega Drive de Real Bout Special. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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Brasil Game Show 2022 | Poucas novidades, mas ainda divertido https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/30/bgs-2022-poucas-novidades-mas-ainda-uma-boa-experiencia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/30/bgs-2022-poucas-novidades-mas-ainda-uma-boa-experiencia/#respond Fri, 30 Dec 2022 08:00:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12452 No mês de outubro eu pude prestigiar mais uma vez a maior feira de games da América-Latina, a Brasil Game Show depois de dois anos das pausa do evento, devido a pandemia. Um evento que frequento desde 2015 realmente fez falta, e por esse motivo a expectativa para o retorno da BGS22 era bem grande. […]

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No mês de outubro eu pude prestigiar mais uma vez a maior feira de games da América-Latina, a Brasil Game Show depois de dois anos das pausa do evento, devido a pandemia. Um evento que frequento desde 2015 realmente fez falta, e por esse motivo a expectativa para o retorno da BGS22 era bem grande.

Dessa vez me programei para poder curtir dois dias do evento, o imprensa e o primeiro dia aberto ao público. Para quem teve sua primeira participação no evento e acabou dormindo na rodoviária, as coisas melhoraram um pouco para o meu lado.

LEIAM – Pós-BGS 2015 | A noite em que dormi em uma rodoviária

Se por um lado não dormi na rodoviária, por outro pegamos um transito horroroso logo no dia da abertura do evento. O objetivo era chegar pouco depois da abertura, mas acabou nos atrasado quase duas horas.

Para quem não sabe, vivo no interior de SP, então por aqui não temos o transito alucinado da capital.

Mesmo com atrasos, chegando no evento, corremos para tentar conferir o máximo possível.

Arquivo pessoal – Na foto esquerda: Marvox e eu. Na foto direita: Rodrigo Vigia e eu

O reencontro com os amigos

Com o retorno do evento, enfim pude rever amigos de longa data que fiz pela internet, e outros que ainda não conhecia mas se tornaram pessoas muito especiais pra mim.

Esse clima de reencontro foi bem importante,  afinal, depois de pouco mais de dois anos de pandemia e restrições, ter a chance de rever amigos e saber que estão bem e saudáveis é algo imensurável, visto que muitos perderam pessoas queridas.

Esse clima é algo que permeava a todos os amigos que pude encontrar durante essa BGS22. Cada um que estava lá, sem dúvida alguma passou por algum drama nesse tempo, e a feira por alguns dias nos fez esquecermos da tristeza que a pandemia nos proporcionou.

Arquivo pessoal: Estande da QUByte durante a BGS

Sobre jogos?

Infelizmente foi uma edição com poucas novidades, mas ainda assim posso dizer que é a edição onde os indies finalmente ganharam maior destaque com o mais variado número de títulos interessantes. Logo não vou perder tempo refletindo a respeito dos inúmeros porquês de tais empresas não estarem presentes com qualquer novidade ou sem novidade, mas focarei no que pude ver por lá.

Donut Arena do Estúdio Mario Adriano

Esse daqui foi uma daquelas grandes descobertas que me deparei pela feira, porque ele é viciante devido a sua jogabilidade simples e visual agradável. Mesmo com sangue sendo lançado na arena, o jogo consegue nos captar com sua criativa ideia de colocar gordos dentro de arenas.

Uma vez lá dentro é necessário matar todos eles para receber donuts ao final, além de armas e armaduras (cuecas) que garantiram alguma vantagem no combate, pois cada item oferece uma habilidade única.

LEIAM – Trilogia Enigmatis | Começo promissor, fim desapontador

Durante minha conversa com o Mario Adriano foi difícil não dizer que Donut Arena é algo que certamente a Devolver Digital publicaria. O que pra minha surpresa ele respondeu dizendo que chegou a contatá-los, mas infelizmente não deu certo.

Uma curiosidade é que o jogo foi desenvolvido apenas por Mario, o que é surpreendente dada a qualidade do titulo, que segundo o mesmo terá uma vida longa, pois ele pretende manter o titulo atualizado de modo que os jogadores sempre se deparem com novidades.

Donut Arena está disponível na Steam por um preço ótimo, COMPREM, vale a pena. Esse daqui assim que possível tratei um texto dedicado.

BGS 2022
Reprodução: LUMO Entertainment

Feelings da LUMO Entertainment

Feelings é um jogo gostosinho que encontrei enquanto andava pelo corredor indie. Nele controlamos a garotinha Sarah na companhia do seu lagarto voador de estimação em uma jornada de autodescoberta, onde precisaremos explorar ilhas que são manifestações de alguns dos sentimentos da guria.

É muito bonito e prazeroso jogar esse jogo, não só pelo visual convidativo mas porque adoro jogos de plataforma clássico, com seus vários puzzles a serem resolvidos ao longo da partida. Há um sistema onde Sarah faz uso da câmera fotográfica que nos faz enxergar objetos e plataformas invisíveis ao fotografá-los.

Feelings com certeza merece entrar no seu radar, principalmente se gosta de jogos nessa pegada.

Reprodução: Statera Studio – Pixelheart

Pocket Bravery da Statera Studio e Pixelheart

Pocket Bravery é aquele titulo que correspondeu as expectativas que eu havia criado através dos vídeos de divulgação pelas redes sociais.

É um jogo rápido, bonito (notaram que gosto de dar ênfase nisso?) e que possibilita a criação de muito combos, o que agradará muito os amantes de jogos de lutas. E levando em consideração que estamos diante de um titulo brasileiro, eu fico ainda mais feliz.

Durante as minhas partidas eu me diverti também com a dublagem, que é muito boa e merece destaque. Talvez o único ponto negativo ao meu ver é o numero de personagens, o que realmente espero que aumente consideravelmente até o seu lançamento.

Street Fighter 6 da Capcom

Eu jogo Street Fighter até os dias de hoje, mas não me adaptei bem ao quarto titulo da franquia e tampouco pude jogar o quinto com a frequência que esperava devido a limitação de plataforma. Não tinha PS4 e tampouco o meu PC dava conta. E com o anuncio de que Street Fighter 6 sairá para todas as plataformas, exceto Switch por enquanto, corri até a estande da Capcom.

Depois de algumas partidas de Street Fighter 6 durante a BGS 2022 eu  posso dizer que o jogo está no mínimo incrível. É notável o banho de loja que a franquia recebeu no quesito visual, mas a jogabilidade que é primordial para um jogo de luta é o destaque.

Claro, não joguei o suficiente pra dominar todas as nuances e alguns sistemas novas, mas a grosso modo tudo fluiu muito bem. Com certeza é um titulo que quero adquirir assim que descolar um console para jogá-lo.

BGS 2022
Reprodução: QUByte

Breakers Collection & Top Racer  Collection da QUByte Interactive

Durante os dias em que tive na BGS 2022, a estande da QUByte foi uma das minhas preferidas pelo motivo de que trouxe três jogos muito divertidos, mas o destaque vai para dois em especial que joguei muito.

Breakers Collection em primeiro lugar pelo motivo de que joguei várias partidas, e nunca foi um jogo que morri de amores pelo fato de que a maquina me surrava com uma frequência enorme, mas aprendi a  gostar. É um baita jogo divertido e vê-lo nos consoles modernos é um ótimo.

LEIAM – Nerd Trash na BGS 2022

Top Racer Collection é uma coletânea do TOP GEAR mas com algumas mudanças, creio que por razões de copyright, mas que não deixa de tornar um titulo interessante. Que inclusive tem um crossover com o maravilhoso Horizon Chase Turbo, onde é possível correr com o saudoso Carro da Firma, aquele UNO com uma escada no teto.

É jogo pra família toda, então sem dúvida são jogos para ficar de olho, pois vale muito a pena, uma vez que você seja um apreciador de jogos clássicos.

Nintendo no evento

Em 2019 quando estive na BGS a Nintendo simplesmente roubou a minha atenção, e não foi só pelo motivo de que era o seu retorno ao evento, mas também por trazer trouxe novidades Luigi Mansion 3 e The Legend of Zelda: Link’s Awakening.

E esse ano não foi muito diferente na BGS 2022, pois trouxeram Mario + Rabbids Sparks of Hope, o recente Splatoon 3 e uma área pra se jogar indies brasileiros que vão pintar no Nintendo Switch.

Joguei algumas partidas de Mario Kart e quando comecei a jogar Splatoon 3, começou o anuncio do Super Mario Bros. O Filme não muito longe de onde eu estava, ai foi aquele corre-corre. Mas sendo bem franco, achei bem zuado a introdução com Miyamoto sendo dublado em inglês, sabe, era só legendar, oras.

BGS 2022
Arquivo pessoal

Conclusão

A BGS 2022 pode não ter nos entregado muitas novidades, mas ainda assim foi um retorno importante para todos nós. Claro, tava cheio de influencer gamer que chora pelo fato do evento não os tratarem como um Deus que acham que são, mas também tinha uma galera muito bacana.

O corredor indie estava incrível e com muita coisa bacana para se conferir, alias,  nunca deixem de dedicar um dia só pra explorar essa área. Havia muitos jogos para se conferir. E ainda encontrei com o Jesús na estande da Leonardo Interactive, onde joguei o ótimo Shattered Heaven (que tem texto de impressão aqui no site).

No geral, a BGS 2022 foi um evento necessário para esquecermos um pouco do quão difícil foi os últimos dois anos e ainda reencontrar os amigos.

Quem vai a BGS sabe que o evento tem um clima muito bom, algo único, e isso realmente é algo que renova um pouco da energia. Esquecemos um pouco dos problemas e nos prendemos uma realidade que só quem vai ao evento há algum tempo sabe como é.

Talvez não tenha sido o melhor ano do evento pra mim, mas foi muito necessário e isso me faz crer que a BGS de 2023 tem tudo para ser ainda melhor.

É isso, valeu a pena.

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