Arquivos Sierra - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/sierra/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 13 Jan 2023 13:44:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Sierra - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/sierra/ 32 32 Half-Life | Será que Ivermectina trata Siri de Cabeça? https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/13/half-life-sera-que-ivermectina-trata-siri-de-cabeca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/13/half-life-sera-que-ivermectina-trata-siri-de-cabeca/#comments Fri, 13 Jan 2023 13:25:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12966 Rapaz! Os anos 90 foram incríveis para a ascensão dos First Person Shooters, quer-se dizer, Doom Clones. Lembro do Wolfenstein 3D presente no computador do escritório do meu pai e, mesmo sem saber ler e escrever, eu já sabia acessar o diretório, iniciar o jogo e usar o cheat MIL para liberar todas as armas […]

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Rapaz! Os anos 90 foram incríveis para a ascensão dos First Person Shooters, quer-se dizer, Doom Clones. Lembro do Wolfenstein 3D presente no computador do escritório do meu pai e, mesmo sem saber ler e escrever, eu já sabia acessar o diretório, iniciar o jogo e usar o cheat MIL para liberar todas as armas e encher vida/munição.

Reprodução: Internet

Bom, já é meu terceiro review aqui no site e tenho que falar dela: A revista com jogos demo. Pois é, foi assim que eu caí no Half-Life pela primeira vez. Foi um mix de computador sofrendo pra rodar e eu sofrendo aguentando a introdução que parecia ter uma hora.

Jogar o jogo completo demoraria ainda um bocado. O Half-Life: Blue Shift surgiu em um CD com vários jogos piratas adquirido pelo meu primo. Esse eu joguei bastante, mas em algum momento o save se perdeu e deixei pra lá.

Lá por 2007 eu tava numa febre de jogar (e acabar vários jogos). Foi aí que eu baixei o Half-Life e dei segmento nele. Porém o meu foco na época estava mais para RPG’s e ele acabou sendo esquecido novamente.

Foi só em Agosto de 2020 que eu finalmente peguei o jogo pra terminar e colocar um fim nessa “divida” que eu tinha comigo mesmo.

Ah! Eu já ia esquecendo! Half-Life é um jogo de tiro em primeira pessoa, desenvolvido pela Valve e publicado pela Sierra em 1998. Curioso, né? É meu terceiro review aqui e todos tem um dedo da Sierra.

Roteiro bom e narrativa impecável para o gênero

Half-Life
Reprodução: Valve

Ok. Eu sei o que John Carmack pensa de história em jogo. Mas tem casos em que ela é necessária e a de Half-Life é ilustre. A história acaba sendo contada entre os eventos por alguns NPC’s com uma ou duas frases, cabe ao jogador realizar as conexões. Sem a necessidade de gigantescos blocos de texto

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A própria introdução e acontecimentos logo após o desastre inicial te deixam bem situados da posição do protagonista Gordon Freeman dentro da Black Mesa. Esses incidentes iniciais também servem como um tutorial para o jogo que vai acrescentando elementos aos poucos, porém sem tratar o jogador como um ignorante.

A trama vai se desenrolando conforme novos fatos são descobertos e novas áreas são reveladas. Na minha opinião, o jogo poderia ser mais curto pois dá a sensação que os desenvolvedores tinham a ambição de mostrar tudo que a engine GoldSource era capaz de realizar.

Música boa e efeitos sonoros agridoces

Half-Life
Reprodução: Valve

A música é boa e casa com os eventos do jogo, porém nada memorável. Não me vejo ouvindo a trilha durante o trabalho como faço com Killing Floor 2, Perfect Dark ou os jogos da série Donkey Kong.

Já os efeitos sonoros são… difíceis de explicar. Entenda, os efeitos sonoros são muito bem tratados em questão de como eles são inseridos dentro do jogo: No caso de encanamentos há uma reverberação; É possível identificar o posicionamento dimensional das criaturas ou soldados através do áudio perfeitamente. Mas eu sinto que há muita compressão, talvez tenha sido a saída para reduzir o tamanho do jogo. As falas dos militares pelo rádio são impossíveis de entender e alguns efeitos como subir escadas e selecionar equipamentos são muito altos.

Gráficos ótimos mas não revolucionários

Half-Life
Reprodução: Valve

Eu sou muito suspeito pra avaliar gráficos, é a parte de um jogo que menos tem importância pra mim. Sinceramente, gráficos em jogos são como beleza na vida real: são apenas um cartão de visita para despertar um interesse posterior.

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As texturas e polígonos obviamente envelheceram, mas dá para jogar o jogo original sem desencantos. Minha única ressalva é que dentro das instalações da Black Mesa o cenário é sempre sempre bem igual, e fora é sempre um deserto gigante. De resto, é completamente aceitável.

Quando comparado com jogos como Quake 2, ele aparenta não inovar em nada.

Controles extremamente precisos

Reprodução: Valve

Os controles são excelentes. Pode não ter sido o primeiro, mas foi o jogo de FPS mais popular até então a definir como padrão o movimento através das teclas WASD e Mouse. É fácil mirar e é fácil se movimentar!

Alias, no jogo também é possível recarregar a arma. Característica de FPS que eu só lembro de ter visto em Outlaws e GoldenEye 007 (ambos de 1997).

Por fim, a única observação que eu faço é que em alguns momentos é frustrante subir escadas e o chão parece “escorregadio” em algumas sessões de plataforma. Nada que estrague o resto da experiência, só um pouco frustrante.

Considerações Finais

Reprodução: Valve

Jogue! Jogue agora, mas jogue no modo normal – o modo hard é tirano e injusto.

O jogo está sempre em promoção na Steam, não tem desculpas para não jogar. Se os defeitos e gráficos envelhecidos não te agradam, veja o remake Black Mesa.

Falando em Black Mesa, além de todos os pontos fortes que já citei acima, vale entender a importância de Half-Life na comunidade de mods. Mods como Counter-Strike e Day of Defeat permitem que desenvolvedores amadores tenham uma experiência na indústria de games. Com muito talento e sorte estes desenvolvedores conseguem lançar seus mods como produtos a parte.

O Black Mesa surgiu como um mod para o Source Engine, modernizando o Half-Life clássico para plataformas mais novas. A própria Valve endossou o projeto e hoje ele está disponível na Steam. Seria notável se outras empresas tomassem a mesma atitude quando surgem projetos usando sua propriedade intelectual, né Big N?

Como dito anteriormente, em alguns momentos o jogo parece ser só uma exibição do que é possível fazer com a Engine. Uns segmentos de plataforma desnecessários e um trecho maior do que o necessário em outro planeta. Mas é inegável que a Valve acertou em cheio com seu estreante na indústria.

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Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/#comments Mon, 02 Jan 2023 06:14:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12937 Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro. Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que […]

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Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro.

Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que vinham em revistas. Lembro de ler a análise do Phantasmagoria 2 nessa época na CD-ROM Today e ele me a chamou atenção.

Ao longo dos anos fui desenvolvendo interesse por point-and-click como: Torin’s Passage; Leisure Suit Larry; Monkey Island; Full Throttle. Depois migrei para os jogos de escape em Flash e mais recentemente para jogos de aventura como Journey of the Roach, Machinarium e Deponia.

Enfim, fui verificar a versão da GOG. A versão roda em cima do DOSBox e acompanha um manual. Rodei alguns segundos de jogo mas senti dificuldade em alternar as telas com Alt+Tab e como pretendia realizar streaming da jogatina, fui atrás de uma alternativa.

O jogo roda super bem dentro do ScummVM. Plataforma que recomendo imensamente para qualquer amante (ou não) de point-and-clicks. É possível ainda aplicar alguns filtros de scaling para melhorar os gráficos.

Roteiro de cinema trash, atuação idem

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

Você inicia o jogo apenas com um vídeo sendo tratado em um hospital/ sanatório e em seguida a mensagem de “um ano depois”. No trabalho, é possível conversar com alguns colegas e ler alguns e-mails, isso te dá um pano de fundo para as relações e passado do protagonista. Um outro momento que aprofunda a história são as consultas com a psiquiatra, lá dá pra entender ainda mais tudo o que se passou e se passa com o personagem principal – Achei muito interessante essa abordagem para ir descobrindo a história.

Porém, o roteiro segue a receita trash dos anos 80: cenas de sexo que não acrescentam a trama e o gore. O horror ficou bem escondido em algum lugar, mas dá pra ir levando… até o capitulo final. No capitulo final tentam explicar os acontecimentos de uma forma que, ao meu ver, parece ter sido a saída mais fácil.

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A interpretação dos atores não é das mais convincentes e alguns efeitos práticos são bem falsos como algumas cenas com sangue e o vilão no final. Não que o contrario fosse mudar a experiência no jogo.

Vale lembrar que a nudez e violência presentes eram comuns em filmes, porém não me recordo de ver esse nível em jogos da época. Carmageddon e Postal só iriam ser lançados em 1997.

Ressalto ainda que a trama do jogo trata de temas não comuns de serem tratados como homossexualidade, bissexualidade, praticas sexuais não convencionais, relacionamento aberto e abuso infantil.

Áudio excelente, mas com ressalvas

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

A dicção é muito boa e sem sotaques fortes, facilitando para entender as falas. A qualidade também é excelente, em contrapartida com áudios de locução da mesma época que tinham muita compressão (por exemplo Half-Life).

Música também chama atenção, por sinal bastante. Na minha gameplay eu desabilitei pois achei a trilha com piano que toca no apartamento um pouco estridente e também para facilitar ouvir os diálogos. Porém tirei a tarde antes de acabar o jogo para ouvir a trilha e adorei, é um instrumental muito gostoso e recheado de dissonância para te dar aquele ar de desconforto e agonia.

Minha única critica é que é possível ouvir o que produtores chamam de “areia”. Inclusive na trilha presente no YouTube isso também existe, não sendo um problema único da minha emulação.

Gráficos aceitáveis, mas preguiçosos

Reprodução: Internet

O jogo é todo filmado e ponto. Na época, a compressão de filmes não era tão boa quanto hoje e as resoluções eram outras. Levando isso em consideração, dá pra tolerar o framerate sem problemas. As scanlines presentes também são contornáveis com os filtros de scaling, pena que eu só descobri no finalzinho da gameplay.

No capitulo final existem muitas cenas que foram criadas com computação gráfica. Elas obviamente envelheceram mal, mas impressionam quando se considera a época em que foram criadas. Basta comparar com os cinematics de Diablo 1 e Warcraft II que são contemporâneos.

Uma coisa que me incomodou bastante foi os personagens usarem a mesma roupa (isso quando estavam de roupa). Visto que cada Dia/Capitulo é um CD diferente, seria possível fazer o personagem ter uma vestimenta para cada dia, porém decidiram reaproveitar as cenas.

Jogabilidade nada agradável

Reprodução: Internet

A jogabilidade de um point-and-click tem que ser essa mesma: apontar e clicar. Todavia, em Phantasmagoria 2 as vezes eu clicava e nada acontecia (ou demorava a acontecer), e eu clicava novamente pulando o vídeo que estava sendo carregado.

O uso de itens é bem simples, eles ficam mais claros quando são “usáveis”. Apesar disso, em dois momentos do jogo é necessário combinar itens e a forma de fazer isso não é nada convencional, levando a frustração.

Um ponto que poderia ser facilmente incluído na época é o de legendas. Tanto por questões de acessibilidade quando para facilitar a vida de quem não é fluente no idioma.

Por fim, minha maior critica é que não existe jogabilidade. É um filme interativo e a tarefa do jogador é acionar o maior número de vídeos possível para interpretar a historia. Tem “gatilhos” para ativar algumas cenas que não fazem sentido algum e simplesmente travam o avanço do jogo. Exemplo: olhar no espelho em casa para aí então poder ir em algum destino. Os únicos desafios estão em adivinhar as senhas de acesso aos computadores e o puzzle final.

Considerações finais

Reprodução: Internet

Tenho que ser sincero comigo mesmo: Eu esperava um point-and-click e caí em um filme interativo. Ano passado tive minha dose de filmes interativos com As Dusk FallsA Way Out. Definitivamente não é um gênero pra mim, mas devo reconhecer que Phantasmagoria 2 é uma produção ambiciosa pra época.

Teve um projeto no Kickstarter para remasterização dos vídeos em VHS e existe sempre a possibilidade dos desenvolvedores de  ScummVM melhorarem o jogo, no entanto parece não haver certo interesse nessa área e é aquela coisa: não dá pra polir o que já não é necessariamente bom.

Não vou falar o que você deve ou não jogar. Phantasmagoria 2 é uma experiência diferente e tem seu peso histórico. O jogo desenrolou bastante desde a primeira consulta na psiquiatra até o início do quinto capitulo, já o início é bem monótono e o fim é maçante.

Quem sabe já até é um clássico cult, só que com ênfase no cu.


Abaixo vocês podem conferir a jogatina completa que realizamos em live: 

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Quest for Infamy | A Jornada de um anti-herói https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/03/16/quest-for-infamy-a-jornada-de-um-anti-heroi/#respond Wed, 16 Mar 2022 23:21:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10367 Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo. Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas […]

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Eu não acho que os point’n clicks estejam morrendo. Honestamente. Falo isso porque recentemente, um vídeo do canal Triple Jump sobre gêneros que estão morrendo ou faleceram, mencionou point’n clicks. E eu discordo.

Talvez eles não estejam mais no mainstream, mas francamente, com a insistência da indústria em jogos que sejam corredores de 60 horas que seguram na sua mão e a cada cinco minutos te aponta na direção do objetivo, é difícil pra um gênero que faça o jogador PENSAR, chamar a atenção.

Mas ainda que as empresas grandes ignorem os adventures, ainda existem as empresas médias e pequenas que apostam no nicho, como a Daedalic, que possui um bom portfólio do gênero (como a série Deponia, que discutimos no passado aqui no site), e produtores menores que contribuem para que o gênero permaneça vivo, no ano passado tivemos Encodya por exemplo, além de diversos portes de jogos de PC para consoles. E sim, evito falar muito sobre os jogos da Telltale porque honestamente, eles deixaram de ser adventures para serem basicamente filmes interativos, e por mais que eu goste de Tales from Borderlands e Back to the Future, fica difícil colocá-los no mesmo balaio que os antigos Sam & Max ou Quest for Glory.

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Por quê menciono Quest for Glory, a fantástica série da Sierra, você pergunta? Bem, o jogo da análise de hoje, Quest for Infamy, começou sua jornada sendo um fangame inspirado por Quest for Glory, só que ao invés de você controlar um herói, você seria o cara mal.

Só que Steven Alexander e Shawn Mills, perceberam que se você fosse um cara malvado que simplesmente chegasse nos vilarejos matando todo mundo, não teria necessariamente uma história pra contar. Então ao invés de fazer Roehn, o protagonista, ser um vilão, o transformaram num anti-herói, um cara que as vezes tá no lado errado da lei, geralmente pensa mais em si mesmo, mas que no fundo não é necessariamente um mal sujeito. Tipo o Han Solo.

Após recrutarem uma equipe, intitulada Infamous Quests, em 2012, um Kickstarter foi lançado com sucesso, para em 2014, o jogo sair no Steam. Oito anos depois, o jogo chega aos consoles.

Será que ele vale o seu tempo?

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Cultistas, delegados corruptos e um artefato amaldiçoado

Você está no papel de Roehm, um bon vivant que acaba “preso” no vale de Krasna quando uma aventura romântica dá MUITO errado. Lá, numa cidadezinha, ele tem que encontrar um meio de sobreviver e acaba se envolvendo em muitas tretas ao longo do caminho, incluindo um Culto, um delegado babaca pra caramba e um artefato chamado Olho de Jaagar.

No fim das contas, mesmo não sendo a pessoa moralmente correta para a missão, acaba sendo ele quem salva o dia, a sua própria maneira… Com direito a muitas piadas. Em termos de narrativa, Quest for Infamy é misto, já que em um lado, temos boas sacadas, mas ao mesmo tempo, algumas piadas geram zero resposta de mim.

Quest for Infamy
Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Um jogo de escopo enorme

Quest for Infamy traz influências enormes de Quest for Glory, o que não é incomum, já que a série da Sierra foi a principal fonte de inspiração, e não somente isso, mas junto com o remake (gratuito) de Quest for Glory 2: Trial by Fire (que você pode baixar aqui) e Heroine’s Quest: The Herald of Ragnarok, Quest for Infamy foi um dos poucos projetos nascidos nos fóruns da Tierra (um grupo de fãs que hoje atende pelo nome de AGD Interactive) que saiu da fase de conceito e se tornou um jogo completo.

O jogo tem toda a pegada de um point’n click, colete itens, vá de um ponto ao outro, resolva certos enigmas com soluções que só fazem sentido no mundo do jogo (arrancar os dentes de ferro de uma criatura, distrair o ferreiro com uma caneca de vidro arremessada ao longe e então usar a forja pra derreter esse ferro é um dos exemplos), e tudo que esperaríamos do gênero, mas… Quest for Infamy também é um RPG, com um twist. Após alguns dos eventos iniciais do jogo, você poderá escolher um mentor que irá definir a sua classe.

A classe que você escolhe (bandido, feiticeiro ou ladino) define o tipo de habilidades que você vai poder usar e algumas das quests que você irá realizar. E obviamente, como RPG, combates irão acontecer e eles são simples, e explicados. No menu de combate você vai poder escolher o tipo de ataque (stab, hack e slash), defender ou utilizar um item. Seus ataques tem porcentagens de acerto, e conforme você as usa, eles vão melhorando. Itens podem ser usados pra cura e magias podem ser usadas pelo feiticeiro, se você tiver os ingredientes para realizar a magia.

Apesar da aventura ser relativamente linear, o mundo de Quest for Infamy é ENORME e não é difícil ficar perdido, então não se acanhe se precisar de um detonado, esse é um daqueles jogos que você pode precisar.

Mas, apesar das múltiplas escolhas em diálogo e múltiplas classes, no fim das contas o resultado é linear e muitas das suas escolhas só alteram os diálogos, e não o resultado final da sua aventura. Mas como eu disse, as influências de Quest for Glory são latentes, e conforme se avança no jogo, percebe-se coisas aqui e ali, de determinados trechos da série.

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

O narrador é a melhor parte do jogo

Graficamente, para um point and click na pegada retrô, Quest for Infamy é tão bonito quanto poderia ser nos personagens in-game. Em combate, os sprites são mais detalhados e decentemente animados. E os cenários… Bem, os cenários do jogo são maravilhosos, muito mais bonitos do que Sumatra: The Fate of Yandi e Trails and Traces: The Tomb of Thomas Tew, outros adventures em pixel art que analisamos.

Os retratos dos personagens em diálogos são uma caixinha de sortidos, porque por um lado temos personagens retratados de maneira mais pixelada, como se saídos de um quadrinho, outros retratos ficaram mais foto-realistas, não sei dizer se ruim ou diferente, mas o contraste chega a me incomodar um pouco.

Vou ser honesto, eu não prestei tanta atenção na música. Sério. Mas por outro lado, a dublagem… Bem, varia de personagem pra personagem, mas a maioria cumpre bem seu papel, entregando as falas dependendo do tipo de personagem que é.

E o destaque da dublagem, certamente é o narrador, especialmente porque ele sempre tem um comentário quando você clica pra interagir com algo que não dá pra interagir, não daquela maneira. Como quando você tenta falar com o chão, ou toca a si mesmo (com a opção pra pegar itens, que fique claro);

Reprodução/ Ratalaika -Infamous Quests

Uma grande aventura sólida

Se você é um daqueles velhos que curtia a série Quest for Glory, então a compra de Quest for Infamy é uma boa pedida, o mesmo vale para quem curte os point’n clicks mais antigos. O humor pode não ser para todos, mas não se nega que é um jogo sólido. Só queria que fosse menos gigantesco no universo, porque é muito fácil se perder.

Quest for Infamy está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X | S, além da versão original de PC. 

Créditos extras ao Hardcore Gaming 101 pelas informações sobre a produção do jogo.


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

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