Arquivos Shoji Meguro - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shoji-meguro/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 30 Jun 2025 12:02:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Shoji Meguro - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/shoji-meguro/ 32 32 RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/06/29/raidou-remastered-the-mystery-of-the-soulless-army-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/06/29/raidou-remastered-the-mystery-of-the-soulless-army-analise/#respond Sun, 29 Jun 2025 19:43:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20498 Shin Megami Tensei: Devil Summoner – Raidou Kuzunoha era uma duologia de jogos feitos pela Atlus para o PlayStation 2, que misturavam a mitologia da série Shin Megami Tensei com um gameplay de ação, ao invés da convencional batalha de turnos. Outro detalhe interessante é que normalmente os jogos desse universo se passam no tempo […]

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Shin Megami Tensei: Devil Summoner – Raidou Kuzunoha era uma duologia de jogos feitos pela Atlus para o PlayStation 2, que misturavam a mitologia da série Shin Megami Tensei com um gameplay de ação, ao invés da convencional batalha de turnos.

Outro detalhe interessante é que normalmente os jogos desse universo se passam no tempo presente ou em um futuro próximo. Já no caso de Raidou Kuzunoha, a história se passa em um 1931 alternativo (ano 20 da Era Taishou, que nunca existiu),  numa Tóquio alternativa e estilizada, cheia de tecnologia steampunk e misticismo.

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Em 2025, a Atlus lançou RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army, que apesar do nome, não se trata de uma remasterização como estamos acostumados, e sim um remake feito do zero, mas será que as mudanças são tão significativas em relação ao game original?

História

Você controla o jovem que acabou de herdar o título de Raidou Kuzunoha XIV, um detetive oculto e invocador de demônios. Ele trabalha disfarçado como assistente na Agência de Detetives Narumi, resolvendo casos sobrenaturais.

Tudo começa quando uma jovem misteriosa chamada Kaya Daidouji aparece pedindo para ser morta. Logo em seguida, ela é sequestrada por soldados com armaduras futuristas — a Soulless Army (Exército Sem Alma).

Com ajuda de seu gato falante Gouto-Douji e de demônios aliados, Raidou precisa salvar Kaya, impedir que o Capitão Rasputin e o exército do futuro alterem o curso da história e proteger Tóquio de uma catástrofe espiritual e tecnológica.

Toda narrativa do jogo gira em torno desse primeiro ponto de roteiro, mas a trama vai evoluindo aos poucos ao longo dos seus capítulos, assim como seria uma história de uma série de TV.

Reprodução: SEGA / Atlus

Exploração

Em RAIDOUvocê explora o mapa do jogo a pé, assim como nos jogos da série SMT ou Persona.

Essa estrutura foi mantida no remake, assim como os ângulos de câmera fixa ou semifixa. Mas a comparação entre essa versão e a antiga fica para depois.

Além da história principal, é possível resolver pequenos Case Files”, que funcionam como missões secundárias. Elas envolvem interações com NPCs e, muitas vezes, exigem o uso de demônios com habilidades específicas como Voar, Acender ou Atravessar.  

Essas missões secundárias dão uma vida estendida ao jogo, e criam pequenos cenários onde Raidou precisa resolver certos puzzles e também fechar arcos de personagens que já

Diferente do jogo original, não é mais necessário trocar o demônio manualmente nos menus para usá-lo fora de batalha. Se você possuir o demônio certo, o jogo faz essa troca automaticamente. Essa é apenas uma das várias melhorias de qualidade de vida da nova versão.

A ambientação também é muito diferente do comum dos jogos da série Megaten, pois os diversos ambientes da cidade misturam o ruralismo do Japão recém-aberto às culturas ocidentais, com a sua industrialização que havia chegado para mudar as vidas das pessoas.

Você se locomove de bonde entre os diversos pontos da cidade e vê e interage com carros da época, ao mesmo tempo que explora áreas rurais e tradicionais do Japão, como templos, casas de banho, mansões antigas e por aí vai.

Reprodução: SEGA / Atlus

 

Combate

As batalhas acontecem em arenas. Você é transportado ao encontrar inimigos no mapa e tem controle total sobre Raidou, que conta com ajuda de até dois demônios.

Os inimigos podem aparecer em hordas ou sozinhos e o jogador precisa explorar fraquezas elementais para vencê-los.

Diferente dos Personas, atacar a fraqueza não derruba o inimigo, mas o deixa inerte por alguns segundos. Nessa janela, seus ataques causam mais dano e você acumula mais MAG (sua “energia mágica”).

Essa estratégia também é essencial para quebrar escudos, pois certos inimigos só são vulneráveis após perderem muita energia.

Essencial para o combate são o uso dos seus demônios, que podem ser trocados em qualquer momento durante a luta. Para conseguir novos monstros, você pode capturá-los como na imagem abaixo, ou fundi-los para conseguir bichos melhores.

LEIAM – Diplomacy is Not an Option: Quando a guerra é sua única linguagem

Os combos são importantes também, pois quanto maior o combo, mais rápido você pode encher a barra de MAG, e assim, executar mais ataques elementais com seus demônios, além do ataque especial de Raidou.

Se comparado com o combate do jogo de PS2, as mudanças foram gigantes. No game original, Raidou tinha um único combo, acesso a somente um demônio por vez e era isso o jogo inteiro. Essa parte foi bastante expandida e isso talvez seja a mudança mais significativa dessa versão.

Ainda assim, o jogo ainda dá a sensação de que os inimigos são esponjas de dano, e o único indicativo de que os inimigos estão tomando dano é a própria barra de energia deles.

Em poucos momentos você é punido por atacar sem parar. Desde que esteja usando as skills e os demônios com elemento certo, na maior parte das vezes dá pra levar as lutas como uma batalha de Dinasty Warriors, onde atacar sem parar tem quase nenhum impacto negativo, mesmo em dificuldades altas.

Reprodução: SEGA / Atlus

O arsenal inclui ataques elementais com as armas de Raidou, o revólver (que interrompe ataques ou faz os inimigos pararem de se mexer) e ataques especiais como Devil’s Bane e Spirit Slash. Esses são ativados após esquivas perfeitas ou acúmulo de dano.

Apesar de parecer simples, o combate é cheio de nuances. Você pode recuar demônios, esquivar, defender e gerenciar recursos.

Ataques fracos geram MAG, que alimenta habilidades suas e dos demônios. Eles usam magias sozinhos, mas também podem ser comandados para atacar e gerar mais MAG.

A chave é equilibrar uso de magia e ataques físicos para explorar fraquezas.

Reprodução: SEGA / Atlus

Fusão de demônios (e de armas)

A fusão de demônios funciona como nos outros títulos da Atlus: combine dois demônios para gerar um novo.

A fase da lua e as habilidades herdadas influenciam nas fusões. Outro ponto importante são as “Ordens” dos demônios, como a Volt, que permite usar a habilidade de “Investigação” fora do mapa.

Agora é possível fundir demônios sem que seu nível de Lealdade esteja no máximo, como era no jogo original. A barra de Loyality agora serve para que o demônio tenha chance de te dar um item após ser fundido.

As armas também podem ser fundidas com itens obtidos no jogo. Isso lembra uma árvore de habilidades, onde cada nova arma exige materiais e a anterior como base.

Elas se dividem em Espadas, Lanças e Machados, com tipos diferentes de combos. Isso oferece mais variedade que o sistema limitado do original.

Reprodução: SEGA / Atlus

Mudanças do Remake (e não “Remaster”)

Claramente a Atlus escolheu dar o nome de Remastered para o título pois sabe que jogos que são classificados assim têm uma saída muito grande, porém, a realidade é que essa versão de Raidou foi feita do zero.

Temos sim algumas coisas da versão antiga sendo utilizadas, como algumas animações, que foram renderizadas novamente, mas usando os mesmos assets da versão original. Além disso, provavelmente alguns modelos dos demônios são reutilizados de jogos recentes, como de Persona 5.

As principais mudanças incluem:

  • Dublagem completa em inglês e japonês (é possível remover as vozes para deixar o jogo como no original);
  • Autosave e possibilidade de salvar manualmente;
  • Cenários totalmente em 3D (antes eram pré-renderizados);
  • Combate reformulado com possibilidade de travar a mira, dois demônios simultâneos e mais profundidade;
  • Troca automática de demônios e objetivos marcados no mapa;
  • Falando em mapa: agora temos um minimapa no canto, acabando com problemas de orientação causados pelos ângulos de câmera fixos;
  • Viagem rápida por bondinho instantânea para locais específicos;
  • Mais de 120 demônios (ao invés dos 70 do jogo original) e opção de ter duplicatas na equipe.
  • Novos modos de dificuldade, sendo quatro disponíveis desde o começo e a mais difícil — “Detective Legend” — liberada após zerar o jogo uma vez.

Estilo de arte

O estilo de arte do jogo original lembrava muito os filmes mudos do início do século XX, com tons de sépia e a falta de dublagem. Houve um certo criticismo por parte de alguns fãs de longa data em relação às escolhas feitas para esse Remake, onde se usou mais cores vivas nas interfaces. 

Particularmente, eu não tenho afeição ou apego pelo game original para achar ruim o fato de terem usado um verde-limão para destacar uma informação na tela aqui e ali.

De modo geral, o jogo inteiro ainda se inspira muito na estética dos anos 1920/1930. Desde a escolha das fontes quanto os menus, todos complementam o visual da história.

Inclusive, esse é um dos jogos modernos que mais traz à vida a arte de Kazuma Kaneko. Normalmente presente nos jogos de Persona somente através do design dos demônios, aqui os personagens humanos também têm arte feita por ele, assim como na série principal Shin Megami Tensei.

Todos são muito bem animados e os designs dos personagens são bonitos, mesmo sendo contidos, já que a ideia era capturar o visual mais básico e sério das pessoas daquela época.

Reprodução: SEGA / Atlus
Reprodução: SEGA / Atlus

 

Trilha sonora

Também é necessário dar destaque a trilha de Shoji Meguro em RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army, que apesar de ser a mesma do jogo original, ainda é ótima. Ela lembra muito seus trabalhos da época, como em Persona 4 e Digital Devil Saga, e mesmo que o jogo tenha um tom totalmente diferente, as músicas casam muito bem com a narrativa, com elementos de jazz e rock.

As músicas são em geral as mesmas do original, mas estão com qualidade superior. Em alguns momentos, são usados novos arranjos, como até mesmo uma versão da música de batalha do primeiro Devil Summoner e o tema de batalha da Naomi do Devil Summoner: Soul Hackers, ambos para Sega Saturn.

Esses remixes são do álbum Devil Summoner: Hyper Rearrange Collection, que não foram feitas para o jogo em si, mas também são feitas pelo Shoji Meguro.

 

Pontos negativos

Apesar da qualidade geral, alguns problemas persistem. A navegação pode ser confusa no início. Algumas ruas não estão bem indicadas no submenu e nem sempre os objetivos estão marcados.

Menus durante as batalhas ainda são lentos. O direcional é usado para mover o personagem na exploração, mas poderia servir para atalhos.

Existem dois menus de pausa redundantes, o que atrapalha a fluidez. A habilidade de “Investigação” ainda precisa ser ativada manualmente, mesmo com demônio correto em campo, diferentemente de todas as outras habilidades do jogo.

A descrição de alguns Case Files (as missões paralelas) são óbvias demais, meio que dando a solução do caso de forma rápida ao invés de dar dicas que valorizem o quesito “detetive” do jogo.

Outro ponto negativo é a ausência de idioma português. É um caso estranho, pois todos os lançamentos recentes da SEGA, como Like a Dragon e Persona 3 Reload tiveram seus diálogos traduzidos, pelo menos em texto.

Desnecessário dizer que a barreira linguística é impeditiva para que mais pessoas joguem coisas que não sejam só Fortnite e Valorant. Portanto, o investimento valeria a pena para que a SEGA e a Atlus trouxessem fãs novos para seus jogos.

Sei que a minha geração aprendeu a jogar em inglês na marra, mas nós não tínhamos muita opção, né: era jogar em outra língua ou ir pra rua ver a grama crescer. As pessoas de hoje têm mais opções, e se as empresas não se igualarem em termos de acessibilidade em relação às outras, seus produtos vão continuar vendendo menos em mercados que não falam inglês.

São pormenores que não causam tanto problema, ainda mais depois que o jogador se adapta a eles, mas que poderiam ter sido ajustados durante os testes antes do lançamento.

Veredito

RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army moderniza um clássico do PS2 com novos sistemas, visuais e combate profundo. Mesmo com pequenos problemas e ajustes que poderiam ter sido refinados antes do lançamento, o jogo entrega uma experiência sólida, envolvente e respeitosa com o material original.

A narrativa continua envolvente, o sistema de batalha é ágil e estratégico, e a ambientação faz jus à proposta estilizada dos anos 30. É um daqueles remakes que acerta ao manter o espírito do original, ao mesmo tempo em que corrige várias de suas limitações técnicas.

Quem jogou o título original encontrará muitas melhorias. Já os novatos poderão experimentar uma das histórias mais peculiares e interessantes do universo Megaten, com mecânicas modernas e mais agradáveis ao gosto dos recém-chegados na série da Atlus.

Com uma duração que vai de 24 até umas 55 horas, dependendo do quanto você deseja completar além da missão principal, RAIDOU traz de volta um jogo do PlayStation 2 da melhor forma possível, com mudanças que melhoraram a fórmula e abrem caminho para um possível terceiro jogo no futuro.

Nota: 8,0/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela SEGA. RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army está disponível para Xbox Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5, Switch 2 e PC. 

 

Reprodução: SEGA / Atlus

 

 

 

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Explicação confusa sobre a ideia geral de um jogo de música 


Persona 5: Dancing in Starlight é, junto com Persona 3: Dancing in Moonlight, sequência do aclamado jogo de PS Vita Persona 4: Dancing All Night, onde bonecos (vou evitar usar palavras com prefixo “persona” demais nesse texto, mas vai ser difícil!) da série dançam na tela ao som de músicas de seus jogos, além de remixes das mesmas.

Parece estranho pra quem chega de fora, ver que jogos pareados baseados em Persona 5 e Persona 3 sejam sequências de outro com foco em Persona 4, mas se você está aqui lendo, provavelmente sabe do que se trata: P4DAN foi lançado em 2015, ainda enquanto a ATLUS explorava o sucesso grandioso do jogo de RPG. 


Infelizmente, na época esse spin-off ficou limitado ao recém-falecido PS Vita. Porém desde o fim de 2018 é possível jogar todos os três games de rítmo no Playstation 4, sendo P5D e P3D lançamentos do ano passado, fazendo com que a tríade de games de dança esteja disponível tanto no PS4 quanto no Vita.



Jogabilidade


Como já fiz um texto anterior sobre Persona 4: Dancing All Night, não irei me aprofundar aqui, pois a jogabilidade P5D é exatamente igual.


De novidade, temos apenas a nota Double, representada por um botão amarelo com uma letra “D”, que veio para indicar melhor quando duas notas repetidas aparecem muito próximas, além de fazer “vista grossa” pra uma possível e inevitável quebra de ritmo nessas sequências rápidas, o que foi algo legal e fora da caixa, pois as mecânicas dentro das músicas parecia perfeita, mas… ah menino, eles conseguiram errar com outras coisas, como:


A Trilha Sonora


Muitos de vocês podem discordar, mas a escolha de canções pra P5D está bem mais fraca que em P4DAN. Obviamente foi um jogo feito com menor orçamento, daí ainda devemos levar em conta que esse dinheiro foi dividido no meio, pois tanto P5D e P3D foram produzidos juntos, quase como versões pareadas de Pokémon. Era esperado que a queda de qualidade fosse ficar notável em algum aspecto, mas é triste que em um jogo de rítmo onde a música é o principal chamariz, logo ela tenha sofrido um pouco.


E não se engane, não quero dizer que o som do jogo é ruim. As canções originais de Persona 5 estão lá e são ótimas, afinal Shoji Meguro é um compositor excelente que sabe como criar músicas pop com influência dos mais diversos gêneros. O problema real aqui são os remixes.


EM P4DAN, tivemos diversos artistas trabalhando nos remixes, o que gerou uma trilha bem eclética e com qualidade. Já em P5D (e presumo que se estenda ao P3D, que ainda não joguei), temos versões básicas e ligeiramente modificadas da trilha original, onde pequenas mudanças de BPM com algum sample ao fundo dão a imagem geral do jogo.


Pra completar, a escolha das canções originais deveria ter sido mais seletiva, já que vários temas simplesmente não servem pra um jogo de dança, e fica até cômico ver um personagem dançando tão animado ao som de um tema originalmente composto para uma cena melancólica ou de suspense.




Por fora do Ritmo


Outra mudança que deve ter sido feita pra cortar gastos, mas que foi muito bem vinda, foi o corte do modo história em favor de um sistema de Social Link, similar aos jogos de RPG da série.


Aqui, ainda temos uma história básica, que coloca os personagens em uma disputa de dança gerenciada pelas assistentes de Igor. Diferentemente de P4DAN, onde todo o plot gigantesco acontecia no mundo real, aqui as trupes de ambos os jogos são trazidas para um mundo de sonhos, eliminando a necessidade de explicar como aqueles desajustados aprenderam a dançar.


A evolução dos social links acontece no modo Dancing mesmo (equivalente ao Free Dance do P4DAN), onde pequenas conquistas vão liberando novas conversas entre os personagens, que dão como recompensa novas roupas e acessórios, dão acesso a uma exploração em 3D do quarto dos personagens e modificadores que facilitam ou dificultam a jogabilidade em troca de mais ou menos pontos.


Aliás, a pontuação aqui sofreu um belo de um downgrade em relação ao jogo anterior de 2015.


Ao invés de ganhar DINHEIRO pra ser gasto na loja do jogo, você faz pontuação numérica comum, e obviamente que NINGUÉM LIGA PRA ISSO, então o peso de fazer placares maiores é quase nulo aqui, ainda mais que nada no jogo é atrelado ao score, nem mesmo os troféus. Atrelar os itens à pontuação era uma ótima forma de conectar o jogador com as mecânicas propostas, porém aqui houve essa desassociação que ao meu ver foi feita apenas por necessidade de mudar.


Com o problema acima temos outro, que foi ligar os itens aos social links, fazendo com que o jogo demore pelo menos o dobro do tempo pra ser terminado por completo. Quero dizer, se você gosta de tocar as mesmas músicas pelo menos umas três vezes, isso é ótimo, mas sinto que em Persona 4: Dancing All Night, isso foi bem mais trabalho e polido.




No fim, vale a pena


Apesar das críticas incisivas do chato aqui, acredito que P5D valha a pena ser jogado. Não vou entrar no mérito do seu preço absurdo, custando o mesmo que o próprio jogo de RPG em que foi baseado, mas pela sua qualidade. Apesar de menos inspiradas, suas músicas são empolgantes até pra que não jogou Persona 5, e a interação com os “bonecos” da série é uma extensão do que foi visto no jogo de RPG, servindo como uma ótima forma curta de matar a saudade dos Ladrões de Corações.


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Persona 4: Dancing All Night | Em Ritmo de Festa https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/03/29/persona-4-dancing-all-night-em-ritmo-de/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/03/29/persona-4-dancing-all-night-em-ritmo-de/#respond Fri, 29 Mar 2019 14:09:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/03/29/persona-4-dancing-all-night-em-ritmo-de/ A Verdadeira Ressurreição da Deusa É inegável o sucesso da série Persona. Se você clicou nesse artigo, certamente já conhece ou até finalizou um ou mais jogos da série principal. Essa por sua vez, é um spin-off da série Shin Megami Tensei, que também POR SUA VEZ é um spin-off da série Megami Tensei. Todos […]

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A Verdadeira Ressurreição da Deusa



É inegável o sucesso da série Persona. Se você clicou nesse artigo, certamente já conhece ou até finalizou um ou mais jogos da série principal. Essa por sua vez, é um spin-off da série Shin Megami Tensei, que também POR SUA VEZ é um spin-off da série Megami Tensei. Todos os jogos têm em comum o gênero de JRPG e uma temática mais moderna e sombria, sempre mostrando o embate entre jovens e demônios.

Ainda que esse seja o tema principal, desde Persona 3 a série de mesmo nome vem se tornando mais acessível ao público que gosta de JRPG de modo geral, com dificuldade mais balanceada e temas mais populares entre os jovens japoneses. Nesse balaio temos os três últimos jogos da série e seus spin-offs (sim, é um Inception quase), que basicamente sustentam a Atlus — empresa responsável pela série — com merchandising como CDs, figures e até shows musicais.


E dado o sucesso das músicas compostas por Shoji Meguro, foi desenvolvido em 2015 para o Playstation Vita (RIP), o game rítmico Persona 4: Dancing All Night.



Dançando a Noite Toda (ou não)


Apesar do nome, obviamente seria um pouco complicado dançar com um PS Vita na mão, então o que a Atlus fez foi pegar os jogos de ritmo populares e dar seu próprio tom a eles. O esquema é assim: ao redor da tela, temos os ícones dos direcionais cima, esquerda e baixo e os botões triângulo, círculo (ou bola, como falamos aqui) e X. As notas saem do meio da tela para as bordas, e você só precisa apertá-las quando passarem por cima dos ícones. Fácil, não?


Lógico que existem notas especias, como as de apertar dois botões ao mesmo tempo ou fazer um “scratch”, que pode ser feito com um toque na tela ou mexendo os analógicos em qualquer direção. De início, tudo isso é bem explicado e a curva de aprendizado é bem boa, porém nas dificuldades mais difíceis dá pra ficar louco com tanto botão ao mesmo tempo aparecendo.


Existem quatro modos de dificuldade:


Easy (que por incrível que pareça é mais difícil de fazer combos), Normal, Hard e All Night (que é um inferno).




Além dos modos (que variam em velocidade e tipos de combinações de botões), existem modificadores dos mais diversos tipos, que aumentam ou dificultam cada partida, como um item que dobra a velocidade das notas ou outro que faz com que elas desapareçam antes de chegar nos botões.


Os “dificultadores” aumentam os pontos/dinheiro ganhos, enquanto que os “facilitadores” fazem exatamente o contrário. O dinheiro, que é um ponto exclusivo do jogo de dança de P4 — pois foi infelizmente removido em P3D e P5D — serve para comprar itens para os personagens e os modificadores. Toda essa variedade deixa o jogo bem divertido e faz com que o mesmo renda por horas, já que aumentar a dificuldade aumenta a quantia de grana recebida por música e consequentemente agiliza para se completar o jogo com 100%.


Modo História e o problema de visual novels


Infelizmente, nem tudo é perfeito. Existem dois modos de jogo. O Story e o Free Dancing. Pra mim — e sei que isso não é algo que afetaria todos os jogadores — o modo História é apenas um trabalho árduo, onde o jogador é obrigado a ver HORAS de interação entre os personagens em uma Visual Novel. Ou seja: são imagens .png conversando enquanto o jogador tem um ou dois inputs de fala a cada 20 minutos, e em ZERO dessas vezes, a opção escolhida pelo jogador influencia na história.


Eu sinceramente detesto esse gênero, principalmente quando é um livro interativo disfarçado de jogo. Aqui, o diferencial é que entre as longas conversas, tem uma música a ser jogada. Passando dela, é possível usá-la no modo Free Dancing.


Ainda que dê pra aliviar a dor de ver todas as cenas (que acredite: são desinteressantes até pra quem ama Persona 4) usando fast forward, não é possível cortá-las, então prepare-se pra mexer no celular por uns 5 minutos entre cada música nesse modo. Isso, claro, se você não tiver interesse em visual novels, como é o meu caso.




Conclusão


Persona 4: Dancing All Night é um excelente jogo de ritmo, não ficando atrás de outros jogos portáteis do gênero. Quem gosta das excelentes músicas do jogo original, vai amar jogar com elas enquanto seus personagens dançam no fundo, sem falar nos excelentes remixes criados para esse jogo. Pra quem não tem um Vita, ele foi lançado em dezembro de 2018 para PS4, juntamente com suas duas sequencias baseadas em Persona 3 e 5. Em breve teremos texto de ambos aqui mas adianto: as músicas de P4DAN são bem melhores. Jogue logo essa desgraça!





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