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Quando Soul Reaver foi originalmente lançado, ele redefiniu o conceito de narrativa em jogos de ação e aventura. Agora, com sua versão remasterizada para o Nintendo Switch, temos a oportunidade de revisitar a saga de Raziel em uma plataforma moderna, mas será que o legado foi mantido intacto? Prepare sua espada espectral e me acompanhe nessa jornada por Nosgoth!

Soul Reaver I-II Remastered
Créditos: Aspyr Media

Uma carta de amor aos fãs

Soul Reaver I-II Remastered para o Nintendo Switch é, antes de tudo, uma carta de amor aos fãs da franquia Legacy of Kain. Os visuais foram cuidadosamente aprimorados, mantendo a estética gótica e os detalhes sombrios que tornaram o jogo um marco. As texturas receberam melhorias significativas, e a performance no Switch é sólida, garantindo uma experiência fluida tanto no modo portátil quanto no dock.

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A fidelidade gráfica é particularmente impressionante, considerando as limitações do hardware do Switch. Detalhes como a iluminação e os efeitos de partículas nos ambientes espectrais são notáveis e ajudam a dar vida à Nosgoth. Entretanto, os modelos dos personagens, embora melhores que os originais, ainda carecem de refinamento em comparação com remasterizações de outras plataformas.

Entretanto, há um ponto que merece destaque: o jogo não recebeu localização em português, o que pode ser um obstáculo para jogadores que não dominam o inglês. Isso é especialmente frustrante em um jogo onde a narrativa é um dos principais pilares. Por outro lado, existe um abaixo-assinado circulando pela comunidade de fãs, pedindo pela inclusão do idioma. Isso demonstra o carinho e a força da base de fãs que ainda deseja ver a obra mais acessível.

Soul Reaver I-II Remastered
Créditos: Aspyr Media

O sistema de combate e a exploração

O sistema de combate de Soul Reaver sempre foi um de seus pilares, e a remasterização traz melhorias sutis que ajudam a torná-lo mais palatável. A transição entre o plano material e o espectral, marca registrada do jogo, permanece tão impactante quanto antes, agora com tempos de carregamento praticamente inexistentes no Switch.

A exploração também continua fascinante, com puzzles inteligentes que desafiam a lógica do jogador, mas sem nunca serem frustrantes. Para quem é fã de desafios e ambientes interconectados, o design de Nosgoth permanece um deleite. As áreas ainda encantam pela complexidade, incentivando o jogador a revisitar locais antigos com novas habilidades, o que cria uma sensação de descoberta constante.

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No entanto, nem tudo são flores. Alguns aspectos envelheceram mal, como certas mecânicas de câmera que podem causar desconforto, especialmente em áreas mais apertadas ou em momentos de combate intenso. Apesar de ajustes na sensibilidade e controles, o sistema ainda pode ser frustrante, principalmente para novos jogadores que não estão familiarizados com títulos da época.

Outro ponto negativo é a física, que às vezes se mostra datada, resultando em interações estranhas com o ambiente. Esses problemas não comprometem completamente a experiência, mas mostram que o remaster poderia ter ido um pouco mais além.

Soul Reaver I-II Remastered
Créditos: Aspyr Media

 

Extras e melhorias

A remasterização não trouxe apenas ajustes visuais, mas também algumas adições que modernizam a experiência. Temos agora suporte a controles giroscópicos para mira, uma funcionalidade interessante que faz uso das capacidades do Switch. Além disso, a trilha sonora remasterizada continua épica, trazendo à tona a atmosfera melancólica e intensa que marcou o jogo original.

Um ponto que merece destaque é a inclusão de vídeos e conteúdos dos bastidores. Esses extras oferecem aos fãs uma visão rica sobre o processo de criação e o legado da série, celebrando a história de Soul Reaver de maneira significativa. Ver artes conceituais, entrevistas e uma linha do tempo detalhada da saga é um presente para quem acompanha a franquia há décadas.

Infelizmente, a ausência de localização em português ainda é uma limitação que impede o jogo de atingir todo o seu potencial entre os fãs brasileiros. Além disso, o preço do remaster é elevado em comparação com o conteúdo oferecido, o que pode afastar jogadores casuais ou aqueles que não conhecem o jogo original.

Créditos: Aspyr Media

Conclusão

Soul Reaver I-II Remastered no Nintendo Switch é um retorno triunfante a uma das sagas mais queridas dos games. Ele mantém a essência dos clássicos enquanto moderniza aspectos técnicos para torná-los mais acessíveis. No entanto, a ausência de localização em português, problemas com a câmera mostram que ainda há espaço para melhorias.

Por outro lado, é impossível ignorar o impacto positivo da remasterização. Revisitar Nosgoth em um console híbrido como o Switch é uma experiência única, especialmente para fãs que desejam levar a aventura de Raziel a qualquer lugar. A jogabilidade e a atmosfera envolvente continuam sendo os pontos altos que tornam Soul Reaver atemporal.

Se você é fã de longa data, este remaster é uma oportunidade incrível de reviver a jornada de Raziel. E para quem nunca jogou, é uma chance de conhecer um clássico que fez história com o gênero de ação e aventura. Mas fica aqui nosso apelo: assinem o abaixo-assinado pela localização em português e ajudem a tornar Nosgoth mais acessível a todos os jogadores!

Em suma, Soul Reaver I-II Remastered prova que clássicos nunca morrem, mas ainda podem evoluir.

NOTA 08/10

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Soul Reaver I-II Remastered está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch gentilmente cedida pela Aspyr Media.

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Shadows of the Damned: Hella Remastered | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/13/shadows-of-the-damned-hella-remastered-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/13/shadows-of-the-damned-hella-remastered-analise/#respond Wed, 13 Nov 2024 14:44:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18494 Falar de Shadow of the Damned, especialmente na sua versão remasterizada para Xbox Series S|X, é uma experiência que me faz reviver um pouco dos jogos que recebíamos 2011, antes do mundo começar a dar errado, mas também me faz refletir sobre a natureza da remasterização em si. Como um fã de jogos que fogem […]

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Falar de Shadow of the Damned, especialmente na sua versão remasterizada para Xbox Series S|X, é uma experiência que me faz reviver um pouco dos jogos que recebíamos 2011, antes do mundo começar a dar errado, mas também me faz refletir sobre a natureza da remasterização em si. Como um fã de jogos que fogem um pouco da norma geral e apostam em um estilo único, eu sempre vi Shadow of the Damned como um dos títulos subestimados da sétima geração de consoles.

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Agora, com o nome “Hella Remastered“, me questiono: será que esta versão consegue redimir o título original em alguma escala ou temos aqui apenas o passado com um brilho de grafismo sem realmente captar a essência que o fez se destacar?

Bem, para responder a essa pergunta precisamos descer as profundezas do inferno, me acompanhe!

Reprodução – Grasshopper Manufacture – NetEase

A remasterização

A primeira coisa que salta aos olhos em Shadow of the Damned: Hella Remastered são os seus gráficos. Se a versão original já era colorida e com um design estilizado que refletia o espírito irreverente do jogo, agora, com o poder do Xbox Series S|X (que é a versão que joguei), os gráficos estão mais vibrantes e nítidos. A paleta de cores é mais saturada, os modelos dos personagens parecem mais detalhados e as animações fluem com uma suavidade impressionante.

O protagonista Garcia Hotspur, que já era um “badass” em sua versão original, agora está mais polido, mas com o mesmo charme descarado que o caracteriza. Acredite, a energia do personagem continua a mesma, e isso é algo a se comemorar. E temos também a própria Paula, que já era uma personagem grotescamente sedutora, agora ganha uma aura ainda mais inquietante. Não é só uma atualização gráfica: é uma atualização do impacto visual, e isso é um ponto positivo.

Eu, que sou fã de jogos de terror (apesar de ser medroso para caramba) e ação diferenciado, posso afirmar que não me canso de admirar o trabalho feito com as animações e os efeitos visuais, mas se você é daqueles que se importa um bocado com a questão gráfica, talvez o jogo não te surpreenda tanto. A jogabilidade é onde as coisas começam a ficar interessantes.

Shadow of the Damned
Reprodução: Grasshopper Manufacture, NetEase

Jogabilidade

O combate de Shadow of the Damned nunca foi a coisa mais refinada da face da Terra. O jogo sempre teve um foco muito grande no estilo e na “pegada” mais ágil do que na precisão técnica. Aqui, em Hella Remastered, essa filosofia se mantém, mas com uma atualização que não altera a essência, mas sim oferece mais fluidez e, claro, mais opções de combate.

Garcia agora tem mais armas, mais poder e mais variedade de inimigos. As mecânicas de “combinação” de armas, por exemplo, continuam a ser uma das grandes sacadas, e mesmo que algumas delas não sejam tão profundas, elas encaixam bem no ritmo frenético do jogo.

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Em termos de dificuldade, Shadow of the Damned: Hella Remastered mantém o desafio interessante. Não é o tipo de jogo em que você vai “passar de boa” só porque a remasterização trouxe gráficos mais bonitos. A inteligência artificial dos inimigos não é das melhores, mas a dificuldade vem da pressão: sua munição é escassa, os inimigos não param de vir, e os puzzles (que, por mais simples que sejam, continuam divertidos) vão testando sua paciência. E, sim, você vai morrer – e vai morrer bastante. E esse é um dos pontos que Shadow of the Damned consegue manter bem. Não é um Resident Evil da vida, mas tem o seu charme.

Shadow of the Damned
Reprodução: Grasshopper Manufacture, NetEase

O humor negro

Em Hella Remastered, o humor continua sendo um dos pilares que sustenta o título. A história, repleta de piadas, trocadilhos e aquele clima de filme B de terror, é algo que não se perdeu na transição para a nova geração.

Garcia Hotspur continua sendo um anti-herói que para não levarmos a sério, o que é uma benção e uma maldição ao mesmo tempo. A maldição, porque, depois de algumas horas de jogo, o humor um tanto repetitivo pode cansar, mas a benção porque, sem ele, o jogo não teria a personalidade que tem.

E a forma como o jogo mistura momentos de ação com diálogos hilários é algo que eu gostei bastante. A interação entre Garcia e Johnson ao longo da jornada, e a maneira como Garcia se porta diante das situações é uma das características que faz o jogo tão singular. O humor irreverente é, sem dúvida, um dos maiores méritos da obra original, e ele continua presente aqui com força.

O que Shadow of the Damned: Hella Remastered consegue, acima de tudo, é manter sua essência intacta, mesmo com os gráficos turbinados. Não se trata apenas de uma atualização visual, mas sim de uma experiência revisitada que, embora não inove em muitos aspectos, consegue entreter. A jogabilidade permanece simples, mas eficaz; o humor não cansa – até que cansa, mas é impossível não se divertir ao longo do caminho. O que temos, no fim, é um jogo que continua se divertindo ao brincar com suas próprias limitações.

Shadow of the Damned
Reprodução: Grasshopper Manufacture, NetEase

Um Jogo Que Não Deveria Ser Esquecido

Shadow of the Damned: Hella Remastered é, no fundo, uma versão melhorada de um título que nunca deveria ter sido esquecido. Para aqueles que já jogaram o original, é um presente visual e uma desculpa para revisitar uma aventura única, cheia de personalidade e humor ácido.

Para os novatos, é uma chance de ver como os jogos de ação e terror poderiam ser ousados e irreverentes antes que se tornassem mais “sérios” e “limpinhos”. Não é um jogo que vai redefinir a indústria, mas é, sem dúvida, uma experiência que vale a pena viver. Afinal, por mais que o humor bizarro e a jogabilidade simples possam não agradar a todos, Shadow of the Damned sabe exatamente quem é e não tem vergonha disso.

Então, se você está em busca de um jogo com gráficos interessantes, ação insana e uma história cheia de piadas de gosto duvidoso, Hella Remastered vai fazer jus ao legado da versão original. Ao contrário de muitos remasters por aí, esse não tenta se reinventar – ele apenas é. E, para muitos, isso já é o suficiente.

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Dragon Ball: Sparking! Zero | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/#comments Mon, 21 Oct 2024 19:10:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18036 Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase […]

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Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase de ouro de DBZ”.

É uma tarefa difícil, seja pelo volume de personagens que continha nessa franquia famosa ou mesmo por sua jogabilidade, que eu amava, mas talvez não pudesse ser abraçada pelos consumidores modernos. Pelo menos eu pensava isso.

Com o jogo em mãos eu finalmente pude jogar e fiquei espantado com tudo o que eu vi, então peço a vocês que vista seu uniforme de batalha e me acompanhe nessa jornada atrás das bolas do dragão… é, não resisti. Shala head shalaaa!

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Uma carta de amor aos fãs

Dragon Ball: Sparking! Zero é uma carta de amor aos fãs da franquia Dragon Ball, porque ele entrega logo de cara 182 personagens que podem ser adquiridos sem nenhum custo adicional. O que é certamente um dos maiores acertos que vejo em muitos anos envolvendo a marca Dragon Ball.

Outro ponto importante é que entre as mudanças em comparação ao Budokai Tenkaichi, foi a maneira como o modo história funciona em Dragon Ball: Sparking! Zero. Uma das coisas que realmente incomodava um pouco no clássico, era que você se via obrigado a jogar todas as temporadas do anime, o que era muito cansativo de se fazer várias vezes para conseguir determinadas missões e desbloquear personagens. Já aqui o modo história é rápido e pode ser concluído em umas 4 horinhas, sendo dividido pela perspectiva dos personagens que participaram da temporada do anime.

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Se você escolhe Goku, então jogará o resumo com as participações mais importantes de Goku durante todas as temporadas, agora se você escolhe Vegeta, você terá lutas na qual Goku não participou mas o personagem foi decisivo para as mudanças. É um grande acerto por parte da Bandai Namco, porque isso faz com que você queira jogar novamente e sem se cansar pela repetição de ser obrigado a rever todas as cenas novamente, que até podem ser puladas.

Tudo isso contribui para que você tenha horas prazerosas lidando com diversos inimigos visando desbloquear ou mesmo comprar um determinado personagem utilizado a moeda do jogo que ganhamos. O que também é um acerto e isso me remete aos bons tempos dos jogos de luta que não nos obrigávamos a gastar dinheiro real comprando personagens – O que considero até hoje uma pratica triste da indústria.

Por sinal Dragon Ball: Sparking! Zero entrega aos fãs a possibilidade de jogar com todos os personagens que tanto ama sem pagar a mais por isso. Claro, precisamos ter em mente que provavelmente possa surgir alguma DLC paga, mas até você conseguir fazer tudo em Dragon Ball: Sparking! Zero, pode ter certeza que já conseguiu levantar a grana.

 

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Combate de Sparking! Zero

Se existe uma mecânica que remete ao Budokai Tenkaichi é o seu sistema de combate, que aqui em Dragon Ball: Sparking! Zero foi refinada e está até mais palatável para qualquer jogador que se arrisque com o titulo.

Não é difícil se adaptar ao seu combate, que após algumas batalhas se torna bem intuitivo até mesmo para os que não são familiarizados com a franquia Budokai Tenkaichi. O combate em si consiste em esquivar e aplicar combos que lançam o inimigo ao ar ou ao solo, além da defesa que nem sempre é uma boa ideia.

Uma outra característica de Dragon Ball: Sparking! Zero e essa até chegou ser a utilizada em Dragon Ball Xenoverse, é a sua liberdade durante os combates. Xenoverse talvez tenha sido o titulo que mais se aproximou ao que fora Budokai Tenkaichi, mas ele pecava por excessos que o sistema de jogo extremamente moroso e cansativo, como a necessidade de ter que ir até quiosques para buscar missões e por ai em diante. Já Dragon Ball: Sparking! Zero é mais direto ao ponto e ainda resgata algumas funções do passado, que irei abordar mais adiante.

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Outra funcionalidade que sempre gostei e também está presente nesse titulo atual é a possibilidade de se transformar após carregar algumas barras de KI durante o combate. No passado fazíamos isso pressionando o analógico L3 ou R3, aqui você seleciona a transformação que gostaria de ativar usando o direcional que abrirá um leque de transformações disponíveis para o personagem que você selecionou, com a diferença de que cada versão de um personagem possui as transformações correspondente a sua temporada ou anime.

Por exemplo: Temos varias versões do Goku e Vegeta, mas o Goku que se transformar em Oozaru não é o mesmo que se transforma em Super Sayaijin Blue, então se você escolhe o Goku de Dragon Ball Super, ele será limitado as transformações que surgiram durante toda a temporada do anime, assim como as fusões presentes nesse anime. O que pode não fazer muito sentido para alguém que não está familiarizado com a franquia de animes por ser o mesmo personagem (se é que existe alguém que jogue e não conheça minimamente Dragon Ball), mas cada um desses Goku possui golpes e características próprias, o que influencia na execução dos seus golpe seu especiais.

 

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Os complementos  e as missões

O combate de Dragon Ball: Sparking! Zero não se resume apenas ao combate, ele também faz uso de personalização, o que faz com que cada personagem possa ter uma arvore de habilidade onde seja mais forte em um ponto e mais fraco em outro, e isso influencia diretamente no combate.

Essa árvore de habilidades pode ser alterado com a compra de capsulas que podemos aumentar a explosão de KI e que são avaliadas por levels. Parece bobagem, mas quando você investe tempo na compra e personalização desses itens, você perceberá como isso influencia na composição dos personagens que você quer mais usar. Logo, se você gosta de DB e quer ter o personagem mais forte para encarar o online, vale a pena dedicar algum tempo checando as lojas de itens.

Nessa mesma loja você encontra segunda aba de personalização, que como o nome sugere, é lá que você customizara o seu personagem, e todos os itens podem ser adquirido por zeni, que é a moeda do jogo. Outros itens podem ser adquiridos por meio do cumprimento de missões, elas estão disponíveis na aba desafios e missões, e uma vez ali você tem noção do que deve ser feito para conseguir determinados itens.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Dragon Ball: Sparking! Zero também fornece uma tonelada de conteúdo single player para você se divertir, como as batalhas personalizadas que são criadas pelos jogadores ao redor do globo e ainda conta com um sistema de avaliação, onde todos podem avaliar se aquele desafio criado por outro jogador é digno do que guerreiro que você tenta ser. Nesse modo você pode roteirizar e criar qualquer tipo de luta que nunca tenha ocorrido, então se em algum momento você pensou como seria ver Vegeta lidando com o pai de Goku, pois bem, você pode fazer isso nesse modo.

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São conteúdos como esse que só estenderão ainda mais o seu tempo investido no jogo, e não estou nem falando do torneio mundial que pode ser jogado no online e que vai te criar algumas inflamações nos dedos de tanto esmagar botão alucinadamente no  combate.

Um aspecto que vale a pena ter em mente é que todos os personagens são tão forte quanto os seus poderes demonstram, o que faz com que alguns combates precisem ser vencidos na astucia ao invés do poder, e por isso cada luta acaba sendo uma experiência única, o que é algo que só adiciona mais tempero ao jogo.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Budokai Tenkaichi Definitivo

Dragon Ball: Sparking! Zero entrega um jogo bem otimizado recheado de conteúdo para se investir horas e horas, além de um combate que inicialmente parece simples, mas tem uma curva relativamente elevada para se dominar, mas nada que vá tirar noites de sono. E apesar do modo de campanha, aqui chamado de batalha de episódio ser um resumão de vários eventos, ele te deixa jogar episódios onde o cenário muda caso algumas decisões importantes fossem deixadas de lado.

Tudo isso corrobora para que tenhamos a experiência definitiva que todos os fãs de Dragon Ball Budokai Tenkaichi sempre sonharam. Não consegui encontrar nada que pudesse desabonar o titulo, o que enxerguei foi que o tempo levado em desenvolvimento e cuidado com o titulo são perceptíveis desde a sua introdução animada ao simples movimentar de uma opção para a outra no menu principal, onde temos uma animação bem humorada e sinaliza que o jogo está localizado em português por sinal. Tudo parece que foi pensado para que a experiência final fosse a melhor possível, e conseguiram.

Dragon Ball: Sparking! Zero chega aos fãs como o titulo definitivo da franquia Dragon Ball Budokai Tenkaichi em um ano que tivemos que lidar com a partida do seu criador, Akira Toriyama que nos deixou em março desse ano, mesmo ano em que a obra completa 40 anos de sua concepção. O titulo chega aos jogadores honrando o legado do seu criador.

NOTA 10/10

É um jogo obrigatório para qualquer fã de Dragon Ball

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Dragon Ball: Sparking! Zero está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Bandai Namco

 

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