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Não tem nem um ano que a Atlus nos presenteou com o relançamento de Persona 3 Portable, o que já foi um gostinho do que estava por sair este ano. A série Persona teve um boom de popularidade nos últimos 15 anos, e muito se deve ao Persona 3 original e suas versões posteriores, como a versão de PSP supracitada.

O jogo original, lançado para o PlayStation 2 em 2006, foi um marco para a Atlus, que até então nunca havia emplacado títulos de enorme popularidade no ocidente.

Hoje, 18 anos depois, temos a QUARTA versão de Persona 3, mas será se ela é a sua versão definitiva?

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

História

Sem entrar em detalhes muito profundos, podemos dizer que a história de Persona 3 segue um padrão dos shonens de sua época, com roteiro utiliza de dispositivos absurdos como plano de fundo para ilustrar relações interessantes entre os personagens.

Assim, seguimos a rotina de Makoto Yuki (seu nome padrão, mas que não é sugerido pelo jogo), que se muda para um município portuário.

Lá, ele descobre a Hora Sombria (Dark Hour em inglês), um espaço de tempo perdido após a meia-noite, em que seres humanos normais se transformam em caixões — desses de defunto –, enquanto que pessoas com um dom especial conseguem se manter acordadas.

Durante esse horário, a escola da cidade se transforma em um prédio gigantesco chamado Tártaro, que parece ser a origem dos inimigos que estão atacando pessoas durante essa Hora Sombria.

Para combater isso, um grupo seleto de jovens formou a S.E.E.S, um grupo que procura investigar o Tártaro e descobrir a origem do problema.

Sim, parece complexo, mas apesar da narrativa enfeitada, tudo isso serve como um bom pano de fundo para o gameplay.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Exploração noturna

Como dito acima, toda a história acaba nos colocando em uma situação onde o protagonista precisa se dividir entre a vida escolar e social durante o dia, e a exploração do Tártaro à noite. Esse já é um padrão da série, e tudo começou neste terceiro jogo.

Diferentemente de Persona 4 e 5, onde tínhamos várias dungeons diferentes ao longo da história, aqui temos um único lugar a ser explorado.

Por motivos que irei explicar mais à frente, em Reload o Tártaro não é tão repetitivo e seus blocos que devem ser explorados até determinadas datas possuem visuais diferentes entre si.

A exploração como sempre, é opcional, e o jogador pode simplesmente escolher não ir para a dungeon e fazer outras atividades noturnas, como visitar locais da cidade ou passar tempo com outros personagens.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Combate

O combate em Persona sempre foi bom. Diferentemente do Persona 3 original e Persona 3 FES (ambos no PlayStation 2), aqui controlamos todos os membros da equipe, assim como foi feito em Persona 3 Portable (PSP).

Isso evita muito da frustração do jogo original, onde a IA de seus companheiros, ainda que competente, cometia uns erros irritantes que atrapalhavam a sua estratégia.

Em P3R temos muitas coisas vindas de suas continuações, mas com inspirações mais diretas vindas de Persona 5.

Como novidade, temos os super-ataques, chamados de Teurgia, que se carregam como uma barra de especial durante as lutas.

Além disso, temos as Trocas, onde você pode passar seu turno para outro personagens após um ataque no ponto fraco do inimigo.

Tudo isso é feito, claro, com o uso das famigeradas Personas.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

As tais Personas

Partindo do princípio que talvez o leitor desse texto não seja familiarizado com a série, acho necessário explicar como funcionam as Personas.

Na história, as personas são manifestações da alma dos personagens. Seus amigos da equipe possuem uma cada, cada com sua capacidade diferente.

O protagonista, por ser DIFERENTÃO, pode simplesmente ter várias personas. Não obstante, ele também pode FUNDÍ-LAS, criando outras personas diferentes e mais fortes.

Pense nelas como seus pokémons, e você pode trocá-las durante as lutas para causar danos na fraqueza dos adversários.

Atingir a fraqueza concede um “+1”, que é a chance do personagens jogar por mais um turno ou passar a vez para outro, como já falado acima.

É um sistema que causa um bom efeito psicológico no jogador, pois fazer uma luta perfeita, sem dar chance para o inimigo reagir, é satisfatório e não faz a exploração ser enfadonha. Muito pelo contrário.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Exploração diurna

Já durante o dia, o game tem um aspecto totalmente diferente. O jogador passa por tudo que um adolescente em idade escolar já tá cansado de viver: responder perguntas aleatórias em sala de aula, conversar com alunos a fim de reforçar amizades ou relacionamentos — mais disso adiante –, participar de clubes, visitar lanchonetes, um fliperama, lan house, ir ao cinema, karaokê, comprar armas (?), passar o dia jogando MMORPG, etc.

Toda e qualquer atividade no jogo gasta um período do seu dia, e cabe ao jogador gerenciar isso, pois toda atividade melhora um ou mais atributos.

Esse atributo pode ser social, como Charme, Intelecto e Coragem, e determinado nível entre eles é necessário para realizar OUTRAS atividades.

Por exemplo: para entrar na boate Escapade, é necessário ser nível 2 em Coragem. E sua Coragem pode ser aumentada através de outras atividades, como ver um filme de terror ou comer um lanche gigantesco.

Além desses atributos, temos o já clássico Social Link.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Vínculos Sociais

Os Social Links foram introduzidos oficialmente na versão original de Persona 3, e são a raíz da estrutura do game, pois é o fator principal que une o gameplay diurno com a exploração e o combate.

Para os não familiarizados, os Vínculos Sociais (tradução oficial de P3R) são feitos com alguns personagens específicos durante a trama.

Cada conversa com eles aumenta pontos em seus Social Links e, após um período, a relação entre vocês evolui.

Cada um desses personagens está associado a uma arcana do tarô, assim como suas personas.

Logo, melhorar os vínculos sociais com os personagens de determinada arcana, faz com que novas personas se tornem mais fortes, pois elas vão receber os bônus dessas relações.

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Na via oposta, ter posse de uma persona com a mesma arcana de um social link no momento da interação com o personagem, faz com que esse elo evolua mais rapidamente.

Essa interação é crucial para que você veja todas as interações entre personagens até o fim antes do final do jogo e também faça personas mais fortes com maior facilidade.

Infelizmente, os personagens masculinos do seu grupo seguem sem Social Links, mas foram adicionados elementos similares que não influenciam as suas personas, mas sim as habilidades destes personagens durante as batalhas.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Visual

Nas versões anteriores, O Tártaro era uma dungeon com a mesma cara durante o jogo inteiro, e isso era meio modorrento de ver, pois tudo era muito repetitivo visualmente.

Porém em Reload, a Atlus fez com que cada grupo de andares tivesse um visual suficientemente diferente, a fim de não cansar o jogador.

Graficamente o jogo pega muito da fórmula de Persona 5. Temos menus muito bonitos, que trazem de volta a identidade visual azul do original, mas agora com elementos dinâmicos que se movem durante a navegação. Tudo isso sem parecer confuso de navegar.

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O uso da Unreal Engine 4 também permitiu uso de técnicas como raytracing nos reflexos, além de visuais bonitos de modo geral.

Os personagens agora possuem proporções normais, ao invés do estilo SD (super-deformed) das versões anteriores, além de que a maioria dos diálogos está dublada em japonês e inglês.

Reprodução: Sega/Atlus

Músicas

Talvez a parte mais fraca dessa nova versão, pois as músicas antigas foram regravadas por uma nova cantora. O tema de batalha antigo, “Mass Destruction“, perdeu uma pouco da força no refrão.

Todas as outras músicas possuem um arranjo mais suave e menos “dance”, deixando a trilha um pouco mais sóbria e suave de modo geral.

As músicas novas são boas mas até agora, com 25 horas de jogo no momento que escrevo essa parte do texto, não encontrei um tema que ficasse tanto na cabeça, diferentemente de Persona 4 e 5, onde a trilha era grudenta e muito boa de se ouvir, mesmo fora do jogo.

https://www.youtube.com/watch?v=CT230p4QTQo

Melhorias de qualidade de vida

O jogo original tinha ótimas mecânicas, mas ainda não tínhamos chegado em um consenso sobre o que poderia ser implementado em jogos sem tirar sua diversão.

Agora temos muitas melhorias que facilitam a vida do jogador, como por exemplo:

  • Mapa que aparece também durante o dia e não só no Tártaro;
  • Aviso sobre Social Links disponíveis;
  • Controle total da party;
  • Retroceder para um ponto anterior recente da história (para corrigir erros de escolha de diálogos ou fazer outra atividade, por exemplo);
  • “Teleporte” para pontos de interesse no mapa;
  • Uma função de “Auxílio” durante as lutas, onde ao apertar um botão, a melhor ação possível do personagem é escolhida no menu, desde que você já tenha descoberto manualmente antes.

Isso torna o game mais palatável àqueles que não querem ficar anotando ou decorando coisas que eventualmente se tornam mais trabalho do que diversão.

O jogo deixa tudo direto ao ponto e bota nas mãos do jogador a função de apenas viver aquele ambiente, com chance mínima de perder um evento pois simplesmente esqueceu.

Reprodução: Sega/Atlus

Localização em português

Antes da conclusão, gostaria de separar um parágrafo para falar do marco que é Persona 3 Reload em termos de tradução.

Esse é o primeiro jogo da série oficialmente localizado na nossa língua e temos aqui um trabalho muito bem feito. Apesar de estar tudo muito bom, notei um erro ou outro, que provavelmente se deram pela falta de contexto em que o tradutor encontrou o diálogo.

Coisas como uma única troca de gênero do personagens durante um diálogo solto ou uma conversa onde alguém perguntava: “Tá tudo bem?” e seu personagem responde com “É.”, sendo essa talvez uma tradução de “Yeah” que, por estar fora de contexto na ferramenta usada pelo tradutor, acabou passando batida.

Uma adaptação curiosa foi o nome do shopping da cidade. Antes chamado de Paulownia Mall, tanto em inglês quanto em japonês, na nossa língua ele se chama “Kiri Shopping”.

A princípio achei que fosse o nome na língua original, mas como não era, fui mais a fundo e vi que “paulownia” é o nome científico de uma flor chamada “kiri” em japonês.

Por questão de espaçamento ou por simples vontade do tradutor, foi escolhido usar o nome da flor em japonês, mesmo que o shopping se chame Paulownia mesmo. É curioso.

Reprodução: Sega/Atlus

Conclusão

Persona 3 Reload usa tudo que deu certo em Persona 5 para reviver a história de um jogo de muito sucesso no PlayStation 2.

A sua temática adolescente ainda conversa muito bem com os jovens da geração atual, enquanto que os que jogaram na época, agora podem reviver aquela história de maneira mais agradável aos olhos de quem tem menos tempo para se dedicar a jogos, devido a quantidade gigantesca de melhorias de qualidade de vida apresentadas nessa versão.

É notável também a falta da campanha “The Answer” de Persona 3 FES e da jornada com a protagonista feminina de Persona 3 Portable. Provável que tais elementos venham a ser lançados como DLC, o que é uma putaria com o jogador que já teve essas coisas de graça com os jogos base.

Com mudança estruturais em relação os jogos anteriores da série, P3 veio a mundo com a proposta de misturar exploração de dungeons com um simulador de vida adolescente. Com isso, o game se provou como uma fórmula de sucesso que rende frutos até hoje para a empresa.

Assim, ao combinar diversos elementos das três versões anteriores da história, Persona 3 Reload tenta melhorar e trazer para os padrões e expectativas atuais um game que já foi muito bem recebido em sua primeira versão. Infelizmente não trouxeram todo o conteúdo anterior, mas o pacote aqui apresentado já é suficiente para agradar aqueles que gostam da história principal do jogo original e também os novatos que estão chegando agora nas terras de Persona.

Reprodução: Sega/Atlus

Prós:

  • Melhorias de qualidade de vida em vários quesitos;
  • História e gameplay que conversam e se influenciam bastante;
  • Visualmente agradável, com gráficos bonitos em todas as versões;

Contras:

  • Trilha sonora mais fraca que a original;
  • Falta de elementos de outras versões, como a campanha “The Answer” de Persona 3 FES.

Nota: 8,0

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Esta análise foi feita no PC, utilizando uma assinatura pessoal do serviço GamePass.

Persona 3 Reload está disponível no PC (Steam, Game Pass e Xbox Store), PlayStation 4 e PlayStation 5.

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Ter a oportunidade de falar sobre Resident Evil 2 Remake é uma experiência sem igual pra mim, que sou fã e até mesmo escrevi o quão importante foi o título em minha vida no Especial do Dia dos Pais. Um artigo antigo onde contei como Resident Evil virou um programa em família na minha infância.

Não só fez toda a diferença na minha infância como na de milhares de outros gamers mundo afora, logo, é certo afirmar que muitas pessoas cruzaram os dedos na esperança de que esse jogo pudesse nos impactar tanto quanto a sua obra original, afinal, estamos falando do jogo que levou a franquia ao auge.

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Com as expectativas na estratosfera, assim que tive acesso ao jogo eu tive que esperar por dias tranquilos para retornar a Racoon City.

Oras, eu sou pai agora e não podia no momento, mas a ansiedade tava daquele jeito.

Resident Evil 2 Remake

O PRIMEIRO CONTATO

Uma das primeiras coisas que salta aos olhos logo no inicio de Resident Evil 2 Remake é o design dos personagens.

Bicho, o Leon e a Claire estão lindos. Na boa, o cara que escalou o elenco merece um aumento, porque foram varias as vezes que me peguei admirando a beleza dos personagens.

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Outro ponto que vale destacar foi a escolha da câmera nas costas do personagem, que apesar de parecer fixada, te dá liberdade total dela, assim sendo possível olhar o que te persegue se necessário.

Talvez pareça prematuro comentar sobre a mira logo no começo do artigo, mas o jogo te joga em um tutorial logo no início, onde você pode morrer se vacilar. Claro, é possível sair do local sem dar um único tiro e economizar munição, mas encarar os primeiros zumbis a melhor forma de você aprender os comandos do jogo e entender a mira.

Resident Evil 2 Remake

O SISTEMA DE MIRA

O sistema de mira é muito bom e não se resume em apenas apontar para uma direção e atirar, existe um plus. Na medida que a retícula da mira vai se retraindo, o nível de acerto aumenta e a possibilidade de causar um crítical hit são maiores.

Por exemplo: Se estiver mirando na cabeça de um zumbi ou qualquer outra parte do corpo você poderá decepar o membro, mas o crítical é sempre aleatório, o que pode rolar é você derrubar o zumbi com um tiro.

Eu posso garantir a vocês que sou péssimo quando o assunto é mirar, mas consegui causar um bom estrago nesse jogo.

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Se no jogo original os zumbis eram apenas estorvos a serem eliminados ou desviados, aqui eles são uma grande ameaça. Posso afirmar que eles acabam dando muito mais trabalho do que os vilões que encaramos durante toda a jornada. Aqui os zumbis são quase irrefreáveis, e tentar matar um pra valer é gastar munição que vai fazer falta lá na frente.

Decepar membros muitas das vezes é a melhor solução, ainda que isso te garanta total segurança, pois qualquer segurança, uma vez que eles podem saltar em suas pernas sem vacilar.

Resident Evil 2 Remake

DESMEMBRAMENTOS

Um detalhe curioso é que os zumbis não ficam parados apenas em uma localização, as vezes você pode ver um zanzando por uma sala e fugir dele, porém, ele pode segui-lo e invadir o lugar onde você está. O que nos faz sempre ficar em alerta, principalmente se você fugiu de um grupo de zumbis.

Por outro lado, temos também um grande inimigo, literalmente grande, o Mr.X, ou como foi localizado em Br “Tirano“, resolveu dar o ar de sua graça de um modo que vai deixar o jogador tenso por uma grande parte do jogo. Se você achava que ele enchia o saco no passado, mas podia ser contido com alguns tiros de Magnum pra se ver livre dele por um tempo, aqui é o cenário mudou.

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Ele te persegue como um verdadeiro predador e os tiros não causam muito dano, mas se conseguir derrubá-lo, saiba que ele ficará apenas cerca de 10 segundos tomando um ar e depois vai se levantar para dar bom dia.

Resident Evil 2 Remake

O MIX DE ERVAS

Uma novidade que a o título também traz, se isso aconteceu em algum outro jogo me avisem, são o status causado pela combinação de ervas. Por exemplo: Se você misturar erva verde, azul e vermelha, o personagem fica imune a envenenamento e o dano recebido é diminuído.

Por sinal é uma das melhores combinações pra se usar, apesar de que três ervas verdes recuperam toda a vida e também reduz o dano por um curto período. Oras, não vamos deixar a erva azul de lado como sempre fizemos, né. Garantir imunidade a veneno é sempre bem-vindo, principalmente nos esgotos, oh, os esgotos.

Também temos as pochetes para aumentar o espaço no inventário. No passado era útil e não foi diferente nos dias atuais.

Faz uma falta danada e quando você esquece um item no baú e tá com o personagem todo ferrado, faz mais falta ainda. E assim como no jogo original, gerenciamento de inventário é imprescindível até que você consiga desbloquear todos os espaços.

Resident Evil 2 Remake

OLHA A FACA!

Uma novidade aqui, e podemos dizer que isso veio do primeiro remake de Resident Evil lá no Game Cube, foi o uso de facas e entre outros itens. A faca possui uma barra de vida que vai diminuindo a medida que se a usa.

Dá pra cortar tudo e a todos, mas se você a usa por mais de 3 vezes tentando fugir de um inimigo – Que é quando a personagem crava ela pra se soltar de um ataque – ela se parte.

Há granadas e bombas de efeito moral que podemos usar, além de madeiras para cobrir janelas e evitar que uma horda de zumbis invadam a delegacia. Esse número grande de itens que realmente salvam sua pele te obriga a gerenciar o inventário como nunca antes.

NOVOS PUZZLES

RE2 Remake tem muitos pontos positivos no que compete a gameplay, e que claramente vai agradar novos e velhos gamers. O jogo possui níveis de dificuldades, sendo o tenso o mais difícil de ser encarado, o que vai garantir desafio para todo mundo.

Os puzzles no final das contas não são lá muito complexo, até pode te fazer pensar um pouco mais, mas não deixará você enroscado por horas ou ao ponto de você desligar o videogame irritado e ir dormir as 3 da tarde. Todas as resoluções estão lá, algumas exigem que você vasculhe a delegacia, analise quadros e etc…

Explorar ciente de que há um brutamontes o perseguindo ou que um Carniçal, nome que o Licker recebeu na localização, pode estar a espreita e pode nos atacar ao menor ruído, nos causa uma sensação de insegurança a todo momento.

É essa sensação que talvez seja um dos principais pontos positivos nesse remake.

MENOS É MAIS

Apesar de não termos uma variedade tão grande de inimigos quanto no original, o que ao meu ver foi um ponto negativo.

Eu adorava sofrer na mão das aranhas, mariposas, corvos e as baratas. Ou aquelas aranhas bebês que brotavam do corpo das aranhas que matávamos.

De qualquer modo quero dizer que não dá pra ficar tranquilo, nem mesmo nas safe rooms.

Se o original conseguiu nos impactar com essa sensação de insegurança, logo replicar aquilo fielmente não iria nos causar o mesmo impacto, e nesse ponto RE2 Remake o faz muito bem ao nos causar desconforto e insegurança o tempo com sua imprevisibilidade.

CONCLUSÃO

Resident Evil 2 Remake conseguiu superar qualquer expectativa, não só nos vislumbrou com gráficos belíssimos – Já disse que o Leon tá um gato? Já, OK! – como também nos brindou com novidades que agradaram os amantes do jogo clássico e jovens curiosos que estão disposto a conhecer o mais aclamado título da franquia.

Claro, eu entendo que alguns fãs purista do clássico podem torcer o nariz por conta de algumas mudanças no roteiro, mas é preciso entender que estamos falando de um jogo de 1998, ele só foi atualizado para os dias atuais.

É um clássico revitalizado para capturar o publico mais jovem e que não ignora os pontos que tornaram o original tão importante para a história do videogame, logo repetir fielmente tudo o que foi mostrado no original iria diminuir o impacto.

Não posso deixar de destacar que os modos que também estavam presentes no jogo clássico: The 4 Survivor também está disponível aqui inteiramente gratuito, além de uma DLC gratuita chamada de Ghosts Survivors, onde podemos jogar com personagens que encontramos ao longo da história.

RE2 Remake é um jogo que merece a sua atenção, não por ser ótimo, mas sim porque é uma verdadeira aula de como se deve remasterizar um clássico sem ferrar com o que há de melhor obra clássica.

*O jogo Resident Evil 2 Remake foi analisado com uma chave digital fornecida pela Capcom.*

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FUNNY GAME | Horror psicológico obrigatório https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/04/24/funny-games-2008/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/04/24/funny-games-2008/#comments Wed, 24 Apr 2013 20:22:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/04/24/dicas-de-filme-funny-games/ Funny Games (1997) foi concebido em 1997 pelo diretor alemão Michael Haneke e conseguiu chocar o público, porém, ficou restrita. E com essa nova leva de filmes sendo refeitas, enfim, Funny Games acabou por receber um remake dirigido pelo próprio Michael em 2008. Para a nossa sorte e a minha, que não conferi o clássico, […]

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Funny Games (1997) foi concebido em 1997 pelo diretor alemão Michael Haneke e conseguiu chocar o público, porém, ficou restrita. E com essa nova leva de filmes sendo refeitas, enfim, Funny Games acabou por receber um remake dirigido pelo próprio Michael em 2008.

Para a nossa sorte e a minha, que não conferi o clássico, me deparei com um filme que mostra que não é preciso sangue em profusão e vísceras na sendo atirada no publico para se causar desconforto.

Confiram minhas breves impressões sobre o remake.

O Enredo

Funny Games

O filme começa com uma família feliz em férias que ao chegar até sua casa beira ao lago, se depara com dois jovens rapazes extremamente educados, mas que ao fim do dia mostram-se dois psicopatas dispostos a brincar com a sanidade dessa família.

Somos levado ao uma noite de jogos divertidos (sacaram o trocadilho?) regado a torturas psicológicas e questionamentos que levam os telespectadores a repensarem alguns pontos de sua vida.

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A noite parece interminável e a essa altura estava muito ansioso com o desenrolar da trama. Diálogos realmente poderosos que nos cortam mentalmente, além de cenas que extrapolam o que entendemos como normal.

Há muitos momentos em que simplesmente queria tirar o DVD e desejar não ter visto nada daquilo, porém, a maneira como tudo é conduzido te deixa preso e você quer ver o rumo que aquele jogo doentio vai tomar.

Funny Games
Brady Corbet & Michael Pitt  

Michael Pitt e Brady Corbet estão insanos, não consigo encontrar outra definição. São duas figuras que odiaria me deparar em algum momento da minha vida, devido a maneira como se transformam, sempre intercalando entre pessoas cultas ou totalmente alucinadas.

Ao fim do filme eu não conseguia tirar a pergunta: Será que realmente precisamos ter algum problema emocional ou externo para que sejamos maus?

Eu acredito que para sermos pessoas realmente más, basta nos soltar das amarras da moralidade e bons costumes, porque a maldade está sempre na superfície, prestes a nos tomar. E o filme brinca com isso de tal forma que rende momentos perturbadores.

Conclusão

Funny Games
Funny Games não é recomendado para pessoas facilmente impressionáveis,  mesmo ele não possuindo cenas de gore ou vísceras sendo atiradas.

Ele realmente extrapola os limites da crueldade e tortura psicológica, mostrando que pessoas “ruins” não enxergam crianças e adultos, mas apenas marionetes para sua diversão.

O filme deixa tantas reflexões, e inclusive brinca com o absurdo sem se importar como isso se conecta ao restante da obra. É uma obra que justifica o seu remake para o público moderno.

Esse texto curto foi apenas para mostrar o quão impactado eu fiquei com a obra.

Encerro dizendo: VEJAM FUNNY GAMES. E me sigam no Twitter @Cyber_Woo

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