Arquivos Quest - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/quest/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 11 Oct 2021 22:12:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Quest - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/quest/ 32 32 Dragon Quest III: The Seeds of Salvation | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/11/dragon-quest-iii-the-seeds-of-salvation-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/10/11/dragon-quest-iii-the-seeds-of-salvation-analise/#comments Mon, 11 Oct 2021 20:07:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=8590 Introdução Originalmente lançado em 1988 no Japão para o Famicom/NES, DQ3 é uma evolução natural dos seus antecessores (dos quais as análises podem ser lidas aqui e aqui). Como novidade, esse foi o primeiro da série (na versão japonesa) a ter sistema de saves ao invés de passwords. Além disso, essa iteração se passa antes […]

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Introdução

Originalmente lançado em 1988 no Japão para o Famicom/NES, DQ3 é uma evolução natural dos seus antecessores (dos quais as análises podem ser lidas aqui e aqui).

Como novidade, esse foi o primeiro da série (na versão japonesa) a ter sistema de saves ao invés de passwords. Além disso, essa iteração se passa antes dos dois primeiros games da série.

Aqui, analisamos a versão de Switch, que se trata de um remake lançado anteriormente para celulares. Esse port é muito baseado no jogo original de NES, mas também bebe um pouco de seus remakes anteriores feitos para SNES e Game Boy Color, respectivamente.

Também foi anunciado em 2021 um quarto (!!) remake do game, dessa vez para os consoles modernos, usando a Unreal Engine 4 e com gráficos similares ao jogo Octopath Traveler, mesclando sprites com cenários 3D.

História

Nesta terceira iteração de Dragon Quest, seguimos a jornada do herói sem nome (ou heroína), filho do lendário guerreiro Ortega, que ao completar dezesseis anos, recebe a missão de derrotar o demônio Baramos.

Boa parte da história gira em torno do herói e de seus aliados — mais sobre eles à frente –atravessando o mundo todo do jogo em busca de três chaves que permitem que o jogador acesse todas as áreas do mapa, conhecendo as cidades e pequenas histórias que acontecem em cada uma das regiões.

Durante essa busca, o herói descobre que, para acessar o castelo do vilão, será necessário procurar das seis esferas (não as do dragão), necessárias para reviver o pássaro lendário Ramia.

Por fim, temos o capítulo derradeiro da história (que funciona como o terceiro ato do game), porém é melhor deixar essa parte para ser descoberta por aqueles que ainda não jogaram.

Minha única recomendação é: joguem DQ3 após o primeiro game, pois essa parte está totalmente ligada com os dois jogos anteriores e isso facilita muito a vida do jogador que queira zerar o game sem recorrer a guias.

Classes

Dragon Quest III não inova muito em relação ao segundo game. O sistema de party é mantido, porém seus aliados não são estabelecidos pela história e sim gerados pelo próprio jogador, que escolhe seus nomes e suas classes logo no início da história.

Isso diminui consideravelmente a qualidade da narrativa, mas em termos de jogabilidade se mostra interessante, pois as classes escolhidas podem ser mudadas/evoluídas em certos pontos do jogo.

LEIAM – Redenção Gamística: Super Mario 64 (Nintendo 64 / DS / Switch)

Além disso, os próprios aliados da party podem ser trocados a qualquer momentos por personagens novos, ao custo de começar do primeiro level com o novo boneco.

Mas não se preocupe, pois seus personagens anteriores continuam no local inicial, fazendo com que a troca não gere ônus algum para o jogador.

As classes disponíveis são: Hero (somente para o personagem principal), Soldier, Fighter, Pilgrim, Wizard, Merchant, Goof-Off, Sage e Thief.

Cada uma delas obviamente possui suas vantagens e desvantagens, que tecnicamente devem ser descobertas pelo jogador ao longo de sua jornada mas a maioria das pessoas vai apenas olhar guias online, mesmo.

Mundo Aberto

Contando com um mapa ainda maior que seus antecessores — e mais um local adicional mais pro fim do jogo –, DQ3 expande ainda mais o conceito de mundo aberto de DQ2.

Logo nas primeiras horas, o jogador fica livre para explorar qualquer área que possa se locomover.

Isso causa um pouco de frustração para aqueles que gostam de experiências mais guiadas e lineares, pois fatalmente o jogador vai passar por locais onde os inimigos são muito mais fortes que ele e com isso, encontrarão a ruína bem rapidamente.

Ainda que a direção de Yuji Horii tenha sido focada nessa liberdade de exploração, fica claro que existe um certo caminho pré-determinado pelos criadores que não é exposto claramente ao jogador.

Em vários momentos o jogo dá uma certa canseira, pois mesmo falando com todos os NPCs possíveis em cada área, muitas vezes a narrativa não deixa claro o próximo objetivo e nem uma área geral do mapa a ser explorada para prosseguir.

Esse é um problema constante da série até esse ponto e que — já adiantando o próximo review — melhora muito pouco em Dragon Quest IV.

É aquela velha situação de jogos feitos para uma época onde se esperava que o produto fosse degustado com mais tempo do que se faz hoje em dia, e ao tentar aproveitar Dragon Quest III esperando uma progressão constante e sem travamentos, o jogador moderno vai com certeza se frustrar em determinados momentos.

Guias ajudam muito, mas usá-los desde o início tira muito do fator de conquista que os produtores esperavam gerar em quem estivesse jogando na época.

Esse limite sobre quando ou não usar guias é um assunto muito complicado e acredito que varia muito de pessoa pra pessoa.

Minha opinião é de que todos devam jogar sem ajuda, mas não perca mais que 20 minutos batendo cabeça sem saber o que fazer nesse jogo. Pois cada momento de frustração desses pode criar uma imagem ruim sobre um game que apesar de tudo, é muito divertido e gostoso de se jogar.

Dragon Quest III

Melhorias em relação aos jogos anteriores

Além da mudança da forma que a party é formada — com um sistema que só voltaria a ser usado em Dragon Quest VI — o game passou por diversas mudanças em relação aos jogos anteriores.

Algumas mudanças/melhorias:

  •  Possibilidade de escolher o gênero do personagem;
  •  Ciclo dia e noite, que muda o que acontece nas cidades e também afeta os monstros que aparecem no mapa;
  •  Novas magias e skills.

Conclusão

Dragon Quest III: The Seeds of Salvation foi o primeiro grande sucesso da série no Japão e por isso é sempre referenciado em jogos futuros.

Seu mundo aberto enorme, trilha sonora em linha com jogos anteriores — e por isso não foi abordada no texto acima — e combate de turnos claramente atingiram um nível acima da sua concorrência na época.

Até hoje existem quatro versões diferentes do game, sendo a de Gameboy Color e de SNES vistas como as de melhor qualidade. O port moderno para mobile e Switch tem suas qualidades, mas peca bastante por se prender demais às limitações do original para Nintendinho.

Dragon Quest III

Esse é o primeiro game da série analisado aqui que recomendo para jogadores iniciantes na série, pois sua estrutura se assemelha mais aos JRPGs dos anos 90.

Ele foge um pouco da insanidade pitoresca dos games do gênero que o antecederam e ainda assim, DQ3 exige um pouco mais do jogador devido a sua não-linearidade e dificuldade um pouco elevada.

O terceiro game fecha a trilogia original do herói Erdrick. Já o quarto game, também lançado para o NES, começa uma nova trilogia que traz mudanças ainda mais drásticas para a série, sendo o último jogo feito para o 8-bits da Nintendo. Até lá!

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal do game para Nintendo Switch.

Dragon Quest III

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Dragon Quest II: Luminaries of the Legendary Line | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/19/dragon-quest-ii-luminaries-of-the-legendary-line-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/07/19/dragon-quest-ii-luminaries-of-the-legendary-line-analise/#respond Mon, 19 Jul 2021 21:27:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7932 Introdução Originalmente lançado para o Famicom em 1987 e três anos depois no ocidente com o nome de Dragon Warrior II, o game se passa cem anos após os eventos do primeiro jogo (que a análise você lê aqui). Dessa vez acompanhamos as aventuras dos descendentes do Herói do game original. Assim, dessa vez temos […]

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Introdução

Originalmente lançado para o Famicom em 1987 e três anos depois no ocidente com o nome de Dragon Warrior II, o game se passa cem anos após os eventos do primeiro jogo (que a análise você lê aqui).

Dessa vez acompanhamos as aventuras dos descendentes do Herói do game original.

Assim, dessa vez temos três personagens formando uma party, evoluindo em relação ao DQ1, onde só controlávamos um herói solitário.

LEIAM – Dragon Quest | A origem dos JRPG’s

A party dessa vez consiste nos príncipes de Midenhall e de Cannock, além da princesa de Moonbrooke. Os três partem em busca do mago maligno Hargon, que destruiu o castelo de Mindenhall no início do game.

Evolução de gameplay

Apesar da mudança mais drástica da sequência ser o controle de três personagens, ainda temos um mundo muito mais extenso, que conta com as cidades de DQ1 e mais um continente a ser explorado posteriormente.

Em relação às batalhas, como a party tem mais personagens, agora também aparecem mais inimigos ao mesmo tempo. Já as lutas continuam aleatórias como todo RPG daquela época.

Outras mudanças e melhorias incluem mais itens, habilidades e magias, além de ser o primeiro da série a contar com um navio onde o jogador pode explorar todo o mapa após determinado momento da história. Todas essas mudanças viriam a ser marcas que nunca seriam mudadas nos jogos futuros.

História

O resuminho que dei no primeiro parágrafo foi o suficiente pra explicar o roteiro, que é bem básico. Ainda assim, os nuances fazem DQ2 ter muito mais carisma que outros RPGS de sua época.

Uma característica da série — que a difere de sua irmã adotiva, Final Fantasy — é ter histórias mais simples e com mais humor, se assemelhando à um conto de fadas medieval, sem muito fantasia ou alegorias.

Em Dragon Quest II, temos diversas cidades, onde é absolutamente necessário conversar com todos os NPCs, pois cada um deles é essencial, seja para dar dicas do próximo passo a ser seguido ou para explicar algum aspecto da lore daquele lugar.

Por exemplo: em uma cidade, existe um homem bêbado escondido em um canto da cidade, fugindo da esposa; já em outra vila, só existem mulheres, pois os homens desapareceram depois de uma viagem para pescar, entre outros causos que ajudam a colorir o roteiro principal.

Isso é incrível em um jogo dos anos oitenta, pois essas pequenas historinhas fazem os personagens das cidades terem muito mais serventia do que apenas entregarem itens chave ou avançar o roteiro.

Dificuldade

Infelizmente, o pior fator de DQ2 é a dificuldade desnecessária, principalmente em seu final.

Isso talvez seja uma característica de todos os jogos do Nintendinho de sua época, com pontos onde o jogador não tem dicas suficientes in-game para avançar, ficando totalmente à deriva, caso não queira procurar um detonado.

LEIAM – Dragon Quest VIII | Terminado meu primeiro DQ

As batalhas tem um pico de dificuldade na última parte, forçando o jogador a fazer o famoso grinding por horas até alcançar um level mínimo necessário pra enfrentar a última dungeon.

As diversas versões do game

Esses problemas são facilitados na versão de Switch e mobile (usada nesta análise), pois ela possui tradução atualizada e uma ótima função de Quick Save, essencial se você não quer simplesmente largar o game por raiva.

Essa versão também possui um baú que alivia a perda de dinheiro em caso de game over.

E por fim, os itens escondidos no World Map agora possuem um brilho, pois incrivelmente não existia isso no seu lançamento original.

Graficamente o jogo fica melhor, porém por ser um port de uma versão pra flip phones japoneses do início dos anos 2000, temos uma inconsistência constante, onde os sprites dos personagens se assemelham aos de um jogo de Super Nintendo, porém não combinam muito com os cenários.

LEIAM – Aniversário de 10 anos do blog Gamer Caduco

Em batalha, usam-se as artes originais feitas pelo Akira Toriyama, porém os inimigos não são animados. Isso seria até aceitável no port original para celulares, mas fica bem feio em aparelhos modernos, principalmente no Nintendo Switch.

O port feito para Super Famicom anos antes não possui as melhorias da versão de Switch, porém é esteticamente mais bonito. Também existe uma versão para Game Boy, porém seu maior mérito é apenas ser melhor que o original para NES.

Conclusão

Dragon Quest II

“Dragon Quest II: Luminaries of the Legendary Line” está longe de ser o melhor game da série, e sua dificuldade pode assustar aqueles que querem conhecê-la.

Acredito que jogar Dragon Quest II seja como assistir um filme em preto e branco: à primeira vista pode ser um pouco dolorido, mas estando com o mindset correto, sabendo das limitações da época, é possível se divertir de forma satisfatória, mas fique ciente de que entre os 11 jogos principais, esse é um dos menos gostados entre os fãs.

A série Dragon Quest viria a atingir o sucesso maior no Japão com o próximo jogo, que viria a fechar a trilogia original, mas isso já é uma história para outro dia.

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Essa análise foi feita com uma cópia pessoal do game para Nintendo Switch.
Dragon Quest II

Dragon Quest II

Dragon Quest II

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