Arquivos QUByte Interactive - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/qubyte-interactive/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 27 Dec 2024 20:55:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos QUByte Interactive - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/qubyte-interactive/ 32 32 Rage of the Dragons NEO | Porradaria clássica de volta https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/09/rage-of-the-dragons-neo-porradaria-classica-de-volta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/09/rage-of-the-dragons-neo-porradaria-classica-de-volta/#respond Mon, 09 Dec 2024 00:26:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18783 A história do jogo de hoje começa… Quase 30 anos atrás. Em 1995, a Technos Japan lançou para o Neo Geo, o hoje considerado clássico Double Dragon, um jogo bacana de luta, que é e ao mesmo tempo não é inspirado pelo filme live action, que curiosamente teve TRÊS DUBLAGENS aqui no Brasil, duas para […]

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A história do jogo de hoje começa… Quase 30 anos atrás. Em 1995, a Technos Japan lançou para o Neo Geo, o hoje considerado clássico Double Dragon, um jogo bacana de luta, que é e ao mesmo tempo não é inspirado pelo filme live action, que curiosamente teve TRÊS DUBLAGENS aqui no Brasil, duas para TV e uma para o mercado de vídeo em VHS. Mas enfim, Double Dragon teve um porte para o Playstation. Tá certo que algumas pessoas não curtiram tanto o jogo, mas a máquina de DD de Neo Geo vivia com gente nos botecos que tinha.

Na época, a Technos já estava na pindura, só lembrar o quão prostituíram DD na década, com o licenciamento para a Rare fazer Battletoads e Double Dragon, os quadrinhos da Marvel, o cartoon, o live action, aquele jogo pavoroso desenvolvido pela Leland (aka Double Dragon V) e o horrendo Double Dragon: The Revenge of Billy Lee, da Virgin, no Game Gear… E AQUELA MERDA FOI RAZOÁVELMENTE BEM RECEBIDA.

Sério, A Game Pro deu 4,5 de 5, a EGM chamou o jogo de DECENTE, com um score de 60% e a Computer & Video Games deu um scrote de 83%. Cara, e a gente achando que a imprensa de jogos tinha escrúpulos antigamente, mas nãão. Enfim, onde eu estava?

Ah, sim, a Technos estava na pindura. A desenvolvedora mexicana Evoga, que tinha em seu portifólio apenas um jogo de futebol para arcades (que na minha opinião, pra arcade, é decente) começou a fazer o design de uma possível sequência para o clássico de Neo Geo, porém, a empresa não conseguira adquirir a licença de Double Dragon, que a Million (companhia formada por ex-desenvolvedores da Technos Japan) adquiriu, assim como as ip’s da própria Technos.

Assim, os mexicanos tiveram que refazer algumas coisas, e o projeto se tornou um tributo a Double Dragon. E para concluir o projeto, foi feito uma conexão entre o México e o Japão, entrando em campo a Noise Factory, empresa surgida de ex-desenvolvedores da Atlus (aliás, fun fact, de Princess Crown, o jogo que a equipe que formaria a Noise Factory produziu, foi dirigido por George Kamitani, que depois formou a Vanillaware) e responsável por Gaia Crusaders e Sengoku 3, dentre outros jogos. Nisso, em 2002, chegava ao Neo Geo, o excelente Rage of the Dragons, que prova que bons desenvolvedores tiram leite de pedra de um Hardware na época, extremamente ultrapassado. Não vamos mentir, o Neo Geo é um hardware do fim dos anos 80, de 1990. Então vendo o que a Evoga e a Noise Factory (com auxílio da Brezzasoft) fizeram em 2002, é impressionante.

Infelizmente, devido a problemas financeiros (especialmente considerando que os arcades já estavam em declínio e a pirataria chinesa era enorme), a Evoga fechou as portas em 2004 (o processo de fechamento se iniciou em 2002), e de acordo com Mario Vargas, um dos membros da equipe, a empresa tinha alguns projetos na manga, incluindo aí uma continuação de Rage of Dragons, um porte do original para PS2… E um spin-off de basquete de The King of Fighters… Mas o jogo, assim como a continuação de Rage of the Dragons, estava apenas em fase conceitual, de acordo com uma entrevista de Mario Vargas para a página Power Geyser em 2019. Enfim. Em 2020, a PIKO Interactive adquiriu os direitos de Rage of the Dragons, e manifestou interesse em relançar o jogo. Mas, se dependesse do que a PIKO fazia até então com seus relançamentos, seria algo bem básico, tipo as emulações que a DotEmu lançava tipo 10, 12 anos atrás. Porém, desde que a parceria com a QUByte iniciou a parceria com a PIKO, as expectativas mudaram… Depois de ser anunciado, uma nova versão de Rage of the Dragons finalmente foi lançada para PC e Consoles. Por quê a análise não saiu antes, você pergunta?

Você deu uma olhada no meu backlog, a quantidade de reviews que postei na última semana… Enfim, confiram a análise de Rage of the Dragons NEO.

Créditos: QUByte

Um cultista quer enfiar no CULTO de todo mundo

Johann é o líder do culto chamado Dragão Negro, e é visto por muitos membros desse culto como a reencarnação do próprio Dragão Negro, uma entidade que de acordo com uma profecia professante (essa palavra não existe), está destinado a espalhar a destruição, treta e vídeos do Felipe Neto por Sunshine City. Agora, como esses vídeos vão afetar uma população que não fala português, não faço ideia, só precisava de algo engraçadinho pra complementar.

Mas como Johann planeja fazer isso, você se pergunta? Se candidatar a prefeito? Contratar capangas que ficam em posições previsíveis e são facilmente derrotados por combos de três socos? Claro que não, amigo, isso não é um beat’em up (Embora o pitch da Noise Factory para o Project DD era um Beat’em up, de acordo com Mario Vargas), então ele resolve fazer o que todo vilão de jogo de luta tem uma tara imensa… UM TORNEIO. Mas, com exceção dele e de seu subordinado Abubo, o torneio seria disputado em duplas.

O torneio e a presença de Johann atrai uma míriade de pessoas, incluindo uma famosa dupla de irmãos, Billy e Jimmy Le…wis, Lynn, a parceira de treinos de Billy e Jimmy, Sonia uma assassina russa que se apaixonou por Jimmy, e um elenco bem balanceado. Considerando tudo, os personagens e suas motivações, é um elenco carismático, com algumas inspirações em Double Dragon. Obviamente, Billy e Jimmy são Bimmy e Jammy, Abubo foi inspirado por Abobo, Kang foi inspirado por Burnov (primeiro chefe de Double Dragon II e personagem do jogo de luta de DD), Marian faz uma aparição incorpórea, já que Mariah, sua contraparte do jogo e namorada de Jimmy, resolveu fazer como sua contraparte de Double Dragon II, e morreu. Linda, aquela personagem de nome irônico no jogo original, faz uma pontinha como assistente de Abubo.

Créditos: QUByte

Luta Tag-team de primeira

Eu não sou PHD em lutinhas como o Sr. Renato Segredos dos Games, ou como o DioRod, sou a merda de um casual no gênero, que curte dar umas porradas virtuais em vários jogos diferentes, tanto que raramente compro jogos do gênero (especialmente porque eles são caros em alguns casos, algo que NÃO SE APLICA AQUI, spoilers, até no PS4 o jogo tem um preço razoável), então vou tentar falar da jogabilidade pela perspectiva de alguém ultra casual que não manja nada de frame data, não sabe fazer combos ou coisas do tipo. O jogo é um jogo de luta (NÃO DIGA, SANCINI, PUTA MERDA, DESCOBRIU O BRASIL) tag-team, mas que não tem o exagero da série Versus da Capcom, estando mais próximo do que KOF 2003 e XI foram. Escolha dois personagens, e é aquilo, caia na porrada com as duplas oponentes, até SNK Boss Syndrome atacar e você jogar seu controle na parede porque mesmo na dificuldade mais baixa, Rage of the Dragons NEO não pega leve.

Em termos de controles, é o típico jogo de luta do Neo Geo, dois botões fracos, dois botões fortes, soco e chute, com os dois fracos dando uma esquiva (com o direcional, a esquiva é pra frente ou pra trás, e em posição neutra, a esquiva é parada. Com os dois botões fortes, um Charge Attack é ativado, onde o jogador pode fazer um combo pré-determinado (o prompt acima da barra de Super ainda usa a nomenclatura do Neo Geo de ABCD, mas é fácil identificar os botões) e dois botões (soco forte e chute fraco se eu não estiver enganado), troca o personagem. E caso o você não queira usar dois botões para isso, há atalhos no controle para esquiva/Charge Attack/troca).

Rage of the Dragons NEO reflete muito a maturidade dos jogos de luta 2D do fim dos anos 90, como Street Fighter III 3rd Strike, Garou: Mark of the Wolves e Martial Masters, sendo acessíveis a novatos com os comandos, mas para aqueles que manjam dos paranauês, resultarem em partidas lindas de se ver. E no caso, o online de RotD NEO possui rollback, então se você quiser se divertir com seus amigos, vai fundo.

O que a QUByte fez com o jogo, olha, é semelhante ao trabalho da Breakers Collection. O jogo possui adições para aqueles que querem melhorar no jogo, com um modo de treino ultra completo, com visualização de hitboxes e tudo que o jogo precisa para te ajudar. Na hora de iniciar a jogatina no modo arcade, você pode ajustar coisas como a dificuldade, tempo do round, o quanto do seu HP restaura ao derrotar um inimigo e coisas assim. Abubo e Johann foram adicionados como jogáveis, o Abubo logo de cara e o Johann precisa de um “truquezinho” que o jogo ensina logo na primeira vez que o jogo é iniciado.

Uma adição da QUByte para Rage of the Dragons NEO, é o modo dos Desafios do Dragão, que quando foi anunciado, achei que seriam trials, mas é, a grosso modo, um modo de sobrevivência. Basicamente, enfrente X adversários + o Abobo e para cada um dos degraus do desafio, a quantidade de oponentes aumenta. É básico, mas é uma adição interessante. Eu preferiria um sistema de trials, mas… Enfim, para o modo versus, é possível jogar com equipes de até 5 personagens, o que é… Interessante.

Créditos: QUByte

Crocância pixelada, boa trilha e arte especial.

A trilha sonora de Rage of the Dragons foi composta por Toshikazu Tanaka, que tem em seu currículo, trilhas como a do Fatal Fury original e de sua continuação, além de Sengoku 3 e os Metal Slugs do 4 ao 7, além da série Power Instinct. As composições tem passam a identidade única de cada dupla do jogo. Por exemplo, a dupla Pepe (JÁ TIREI A VELA) e Pupa, tem em seu tema (Cheer Up!) uma pegada animada, misturando a personalidade playboy de Pepe e o espirito capoeirista de Pupa. Já Exorcism, tem o clima “sagrado” de Elias (que é um padre) e um toque profano do espírito maligno que habita Alice. Isso vale para todas as duplas, se puder, separe um tempo pra ouvir a trilha sonora do jogo. Ela é gostosinha… Aliás, dá pra ouvir ela no jogo, no modo Jukebox, e escolher que música irá tocar nos menus do jogo… Uma pena que a dupla especial de Billy e Jimmy (que tem um final próprio) não tem um tema próprio. Num mundo ideal, eles teriam um remix do tema de Double Dragon.

Rage of the Dragons já era um jogo bonito em 2002, especialmente considerando o hardware, e ele envelheceu como um bom vinho, sprites lindos e pixel art dos retratos muito bacana. Apesar de que a foto do Johann quando ele está em Standby ficar saindo pra fora do retrato. A animação do jogo é de primeira, típica dos jogos da SNK da época. Os cenários são bonitos e expansivos, porque eles tem elementos que são interagíveis e quebráveis, revelando mais cenário ainda.

Como todo relançamento moderno de jogos retro, ele tem os já esperados filtros e modos de visualização do jogo, com bordas… E pelo amor de Cristo, NÃO ESTIQUE A TELA. Sim, existe essa opção, mas só criminosos a utilizam. Por fim, temos uma nova arte do jogo, que inclusive é usada nas bordas do jogo, feita por ninguém menos que o brasileiro Fabiano “Zehb” Santos, que se não reconheceu o nome, mas a arte, ele fez a arte de outro jogo que analisamos aqui, Blazing Strike. Pois é, e a arte é de primeira, mais estúdios de lutinha deviam chamar o cara.

Créditos: QUByte

Jogue Rage of the Dragons NEO

Rage of the Dragons NEO é um relançamento altamente recomendado. A jogabilidade é primorosa, com bons gráficos, jogabilidade e um preço super em conta. Nos consoles é um pouquinho mais caro, mas vale a pena pelo que oferece. É competente como a coletânea de Breakers. Não há muito o que reclamar.

Nota: 9/10

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Rage of the Dragons NEO está disponível para PC, PS4, PS5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X|S. Esta análise foi feita com uma chave de PlayStation 4 gentilmente cedida pela QUByte.

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Metroland | Um dos runners infinitos já feitos https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/metroland-um-dos-runners-infinitos-ja-feitos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/22/metroland-um-dos-runners-infinitos-ja-feitos/#respond Tue, 22 Oct 2024 19:03:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18111 Se você tem um telefone celular, certamente em algum momento já experimentou algum desses jogos de corrida infinita, seja o horizontal Jetpack Joyride, ou verticais, como Sonic Dash. Um dos mais conceituados títulos do gênero, é o famoso Subway Surfers, lançado pela dinamarquesa KILOO, o título alcançou a impressionante marca de 2 bilhões de downloads. […]

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Se você tem um telefone celular, certamente em algum momento já experimentou algum desses jogos de corrida infinita, seja o horizontal Jetpack Joyride, ou verticais, como Sonic Dash. Um dos mais conceituados títulos do gênero, é o famoso Subway Surfers, lançado pela dinamarquesa KILOO, o título alcançou a impressionante marca de 2 bilhões de downloads. Em 2020, a manutenção de Subway Surfers fora passada para a SYBO Games, que havia co-desenvolvido o jogo com a KILOO.

Em 2022, a KILOO lançava o que se esperava ser um “runner infinito para a nova geração”, intitulado Metroland. Bom, não sei se o jogo foi bem sucedido financeiramente, pois em 2023, se a Wikipédia estiver correta, a KILOO demitiu todos os funcionários. E por incrível que pareça, os jogos da produtora não estão disponíveis no site oficial, com o mesmo sendo usado como um dos inúmeros sites de jogos online que você já deve ter ouvido falar.

Eu não saberia nada disso se a QUByte não tivesse anunciado um porte de Metroland para PC e consoles, que chegou ao mercado na última semana, pela módica quantia de 5 dólares (15 Reais no Steam, Switch e Xbox, 25 Reais no Playstation… Porque é lógico que os jogos no Playstation vão ser mais caros, eles sustentam a industria, de acordo com os fanboys com mais problemas mentais que DSTs contraídas pela A… Deixa pra lá.). Vamos a análise do jogo.

Como funciona

Logo de cara, assim que você boota o jogo, você é presenteado com uma tela lhe ordenando a correr, que é o tutorial do jogo. Sem vaselina, sem nada. E, só a título de comparação, o cenário me parece ter sido alterado em relação a versão mobile, que eu baixei a título de comparação. Fora isso, funciona como qualquer runner infinito que você deve ter jogado, mas substituindo os movimentos da touch screen pelos botões do direcional. Isso é meio que uma vantagem se você tem ojeriza a controles touch.

Você desvia de obstáculos, pula sobre eles, agacha pelo máximo de tempo possível. E como todo runner infinito, existe uma gama de power-up’s a serem coletados, que lhe dão coisas como velocidade extra (e resistência a pelo menos um hit), escudos, botas para pulo duplo, Jet Packs pra seções aéreas, magnetismo pra coletar moedas e por aí vamos. Todas as tropes de um jogo do gênero são utilizadas em Metroland, com a vantagem de não ter passes de temporada e ads a cada partida, já que todos os aspectos freemium monetizáveis foram removidos.

Ainda há alguns elementos no jogo em si, mas são elementos que não são intrinsecamente ligados ao modelo monetizável da versão mobile, você pode montar sua base, desbloquear personagens extras, comprar roupas a mais, melhorar a duração dos power-up’s com tokens adquiridos nas partidas. O jogo tem esse loop de gameplay pra manter o jogador voltando constantemente ao jogo, incluindo uma leaderboard global.

Esse loop simples também é um negativo, já que obviamente é o tipo de jogo que você joga entre um RPG enorme da Atlus e o próximo grande lançamento, ou aquele jogo que você joga pra descansar de outros jogos. Aqui no meu próprio caso, ele está entre minhas sessões de Unknown 9: Awakening e SINce Memories: Off the Starry Sky (spoilers dos meus próximos reviews).

Uma das coisas que não falei antes, então esse adendo vai parecer colocado as pressas, mas enfim… O jogo possui cenários que são desbloqueados conforme você vai jogando, não são fases diferentes, mas locais que aleatoriamente podem aparecer na jogatina após desbloquearmos.

Screenshot

 

A DESCULPA PARA JOGARMOS, VULGO, A PREMISSA:

Ah, meio que tem uma… Blá blá blá, futuro distópico, resistência versus opressores, então vou tirar do cu aqui algo em cinco minutos e essa será a nova história canônica de MetroLand, quer a QUByte aceite ou não (Spoilers: Isso é uma piada e não é pra ser levada a sério por ninguém com mais de dois neurônios fundamentais).

O terrível Doutor Cabelo bloqueou acesso das pessoas da República das Bananas a feira da fruta. Porém, frequentadores da feira da fruta descobriram que podem acessar a feira da fruta com o uso de guarda-chuvas.

Puto com isso, Doutor Cabelo instituiu prisão para aqueles que usassem guarda-chuvas para entrar na feira da fruta. E você, como parte de um grupo de frequentadores da feira da fruta que utilizavam guarda-chuvas, deve fugir dos agentes do Doutor Cabelo.

Pronto, história totalmente original e criada em cinco minutos, tirada do meu cu. E é a nova história canônica de MetroLand.

 

Marginalmente mais bonito que a versão de celulares

Os cenários de Metroland foram ligeiramente mudados com relação versão original… Ou talvez não tanto, mas a resolução maior e o maior campo de visão são uma boa vantagem em relação ao original.

Obviamente o jogo é um salto em relação ao Subway Surfers original, já que Subway Surfers é de 2012 e MetroLand apareceu em 2022, mas o visual é simples e limpo, ainda que genérico.

Será que um runner infinito tem espaço nos consoles?

No fim das contas, pesando todos os pontos, Metroland é só mais um dos runners infinitos, e não sei se esse gênero tem espaço nos consoles… Porém, considerando a grande quantidade de absoluto lixo lançada nos PCs e consoles, Metroland não é tão ruim quanto poderia ser. O preço baixo é convidativo, isso é um positivo. 5 dólares pra remover ads e uma resolução maior? Se você tem apreço por runners infinitos, por quê não? A todos os outros, é um dos runners já feitos na história, com a diferença de que foi criado pelos responsáveis por Subway Surfers, e publicado por uma publisher brasileira.

Nota final: 7/10

MetroLand está disponível para PC, Playstation 4 e 5, Xbox One e Series X|S, Nintendo Switch, iOS e Android. Esta análise foi feita uma cópia de PS4 cedida pela QUByte Interactive, e algumas horas da versão mobile pra efeitos de comparação.

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Hannah chegará ao Steam e ao Xbox dia 31 de Outubro https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/18/hannah-chegara-ao-steam-e-ao-xbox-dia-31-de-outubro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/18/hannah-chegara-ao-steam-e-ao-xbox-dia-31-de-outubro/#respond Fri, 18 Oct 2024 20:36:36 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18044 A QUByte Interactive, em parceria com o estúdio de jogos independente Spaceboy, tem o prazer de anunciar o lançamento de seu próximo jogo de plataforma e quebra-cabeça 3D Hannah, que chega ao Steam e Xbox em 31 de outubro! Hannah é um jogo de plataforma e quebra-cabeça 3D profundamente emocional que acompanha a protagonista enquanto […]

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A QUByte Interactive, em parceria com o estúdio de jogos independente Spaceboy, tem o prazer de anunciar o lançamento de seu próximo jogo de plataforma e quebra-cabeça 3D Hannah, que chega ao Steam e Xbox em 31 de outubro!

Hannah é um jogo de plataforma e quebra-cabeça 3D profundamente emocional que acompanha a protagonista enquanto ela embarca em uma jornada ao seu passado, confrontando seus medos e descobrindo os segredos de sua infância. Situado em um mundo surreal de memórias e pesadelos inspirados no retrô, os jogadores navegarão por uma variedade de desafios, desde escalar cordas, balançar e deslizar até resolver quebra-cabeças, montar dispositivos e veículos e até usar inimigos como cobertura para não serem detectados.

Hannah é um dos projetos mais ambiciosos da indústria mexicana de videogames, apresentando um compositor vencedor do Grammy e utilizando tecnologia detalhada de captura de movimento.

Atualmente, Hannah tem uma demo disponível no Steam, permitindo que você experimente um pouco da experiência que o mundo sombrio tem a oferecer.

Hannah estará disponível primeiro no Steam, Xbox One e Xbox Series X/S, com lançamento posterior planejado para Nintendo Switch e PlayStation 4 e 5.

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Beta fechado de Rage of the Dragons NEO é anunciado https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/02/beta-fechado-de-rage-of-the-dragons-neo-e-anunciado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/02/beta-fechado-de-rage-of-the-dragons-neo-e-anunciado/#comments Wed, 02 Oct 2024 21:53:02 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17703 A QUByte Interactive, em parceria com a Piko Interactive, tem o prazer de anunciar as datas do primeiro Beta Fechado do Rage of the Dragons NEO. Os testes começam na sexta-feira, 11 de outubro, e vão até domingo, 13 de outubro, no Steam. A inscrição pode ser feita aqui. Este Beta Fechado inicial tem como […]

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A QUByte Interactive, em parceria com a Piko Interactive, tem o prazer de anunciar as datas do primeiro Beta Fechado do Rage of the Dragons NEO. Os testes começam na sexta-feira, 11 de outubro, e vão até domingo, 13 de outubro, no Steam. A inscrição pode ser feita aqui.

Este Beta Fechado inicial tem como objetivo testar os recursos online como Ranked, criar e pesquisar lobbies, replay match e um placar de líderes.

No entanto, a versão final do jogo contará com uma gama diversificada de conteúdo, incluindo Arcade, modo de treinamento, modo online e um novo modo de jogo exclusivo chamado Dragon’s Challenges, um modo com diferentes desafios para você jogar.

Uma nova demo do jogo estará disponível no Steam Next fest de 14 a 21 de outubro. Nela, os jogadores poderão aproveitar alguns recursos do modo single-player, como o modo versus e os novos Dragon’s Challenges!

Rage of the Dragons NEO traz de volta o clássico cult Rage of the Dragons, lançado originalmente em 2002 para o Neo Geo. Esta nova versão revitaliza a jogabilidade amada ao adicionar recursos modernos como os modos Online e Training, proporcionando uma experiência definitiva para fãs de longa data e novatos.

Rage of the Dragons NEO estará disponível no Steam, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch.

 

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Mars 2120 | Quantos metros tem essa vania? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/30/mars-2120-quantos-metros-tem-essa-vania/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/30/mars-2120-quantos-metros-tem-essa-vania/#comments Fri, 30 Aug 2024 19:36:12 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17332 No momento em que escrevo esse review, estou preparando meu currículo porque abriram vagas no Supermercado aqui do Bairro, se eu conseguir, ah muleke, a emoção de não morrer de tédio em casa. Mas vocês não estão aqui pra ouvir os delírios de um gordo desempregado de meia idade. Delírios de um Gordo Desempregado de […]

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No momento em que escrevo esse review, estou preparando meu currículo porque abriram vagas no Supermercado aqui do Bairro, se eu conseguir, ah muleke, a emoção de não morrer de tédio em casa. Mas vocês não estão aqui pra ouvir os delírios de um gordo desempregado de meia idade. Delírios de um Gordo Desempregado de meia idade, título do seu novo livro de comédia. Enfim…

O desenvolvimento de jogos nacionais percorreu um longo caminho desde a década de 80, antes mesmo dos reskins da Tec toy, com alguns adventures de texto, no ZX Spectrum (ou algum clone de Spectrum lançado no Brasil), temos o reskin de um jogo do Odyssey pro Didi na Mina Encantada. E nos anos 90, tinhamos os reskins da Tec Toy, com jogos desconhecidos ao longe, como Barravento: O Mestre da Capoeira (Amiga), um dos jogos de luta mais boçais que já joguei. E a própria Tec Toy tentou jogos próprios no Master System e Mega, como Street Fighter II, Férias Frustradas do Pica-pau e Duke Nukem 3D. Um outro jogo que chamou a atenção do público nacional no fim dos anos 90, foi o lendário Incidente em Varginha.

No começo dos anos 2000, o que era comum nos PC’s, eram os jogos licenciados baseados em obras nacionais, como o jogo do Big Brother Brasil, os jogos de Sandy & Junior (Aventura Virtual e Acquaria), o Vampiromania (baseado na novela “O Beijo do Vampiro”) e um jogo baseado em Xuxa e os Duendes 2 (que não passa de um reskin de um advergame do McDonalds)… Até o Programa do Ratinho teve um jogo de PC, era uma coletânea de Mini Games… E como não esquecer dos jogos de PC do Show do Milhão (e os dois jogos de Mega Drive). Fora esses jogos, possivelmente se você conhecia algum outro jogo nacional, certamente era algum jogo feito no RPG Maker, já que a cena era incrivelmente ativa em meados dos anos 2000 com inúmeros fóruns e sites.

A coisa começou a andar de verdade com o avanço da tecnologia no fim dos anos 2000 e começo dos anos 2010, mas não podemos descartar nessa retrospectiva, o jogo da Tec Toy pro Nintendo DS, Tim Power/Jake Power: Soccer Star, e os esforços da Ubisoft São Paulo, que chegou a produzir alguns jogos, como as versões de DS e PSP do Michael Jackson: The Experience. E com a explosão indie nos anos 2010, aliado ao Steam Greenlight, muitos jogos passaram a ser publicados no PC, dando visibilidade a equipes de desenvolvimento menores, projetos solo e algumas obras que para o bem e para o mal, se tornaram sinônimos de jogo Brasileiro. Se por um lado tivemos os clássicos da JoyMasher (Oniken, Odallus, Blazing Chrome e Vengeful Guardian Moonrider), por outro, jogos como Mineirinho e Porradaria 2: Pagode of the Night não exatamente ajudam a nossa reputação lá fora.

Claro, jogos bons e jogos ruins vem de todos os países, não é exclusivo dos brasileiros, mas o que quero dizer é que o desenvolvimento por aqui evoluiu bastante, temos nosso jogo de corrida na série Horizon Chase, temos nosso jogo de lutinha com Pocket Bravery (pau no cu de Trajes Fatais), temos jogos que emulam clássicos como Shinobi e Contra, nos já citados Moonrider e Blazing Chrome, temos jogos que trazem a experiência de DKC, com Kaze & the Wild Masks, beat’em up’s como 99 Vidas, e até mesmo jogos que trazem a experiência de Wonderboy, como Wife Quest e A Lenda do Herói.

Mas… E quanto a Metroidvanias? Provavelmente deve ter um ou dois jogos que existam (mais do que isso, é uma hipérbole), porém nenhum que eu consiga lembrar como marcante na minha cabeça. Há um bom tempo, a Qubyte anunciou Mars 2120, seu próprio Metroidvania, com meta para todas as plataformas, mas sem uma data definitiva na época. Em 2022, o jogo era lançado em acesso antecipado, e no começo de agosto, finalmente o jogo chega em sua versão full, para todas as plataformas do mercado. Qual será o resultado final? Quantos metros será que a Vania tem?

 


Será que há vida em Marte?

Você está no papel da sargento Anna “Thirteen” Charlotte, membro de um grupo de soldados de elite, que foi enviada para investigar um pedido de socorro enviado da primeira colônia humana em Marte, após semanas sem comunicação. A nave de Charlotte acaba caindo na superfície do planeta, deixando-a isolada. Nisso, ela parte para investigar a colônia aparentemente abandonada, descobrindo a verdade sobre o que causou a queda da colônia.

Não é nenhuma premissa inédita, já que é inspirada pelo clichê básico do orgulho e ganância humanas que ocasionam várias merdas ao longo da história, seja na ficção, realidade, ou um misto dos dois.

Só que nem tudo são flores, já que numa imensa coincidência (digo isso da minha parte), a lore do jogo é espalhada por logs encontrados durante a exploração, tornando o storytelling um tanto fragmentado, coisa que curiosamente aconteceu nos últimos jogos que analisei (Mists of Noyah, Veritus e até mesmo Willy’s Wonderland, que tem nada do roteiro no jogo).


O combate é onde o jogo brilha

Mars 2120 é um metroidvania, então, um bom sistema de combate é ordem de caixa para o gênero. Felizmente, o jogo entrega muito no departamento de jogabilidade. O jogo oferece opções de combate a distância, com armas de fogo, e corpo a corpo, com opções de combo, em especial podendo arremessar inimigos em armadilhas ambientais. Além disso, o jogo possui um sistema de elementos, que combinado com as armas e melee, dá um sabor interessante ao jogo.

Mas nem tudo são flores, com o sistema de upgrades sendo meio contra intuitivo. Algumas habilidades são automáticas, assim que se adquire, são usáveis, entretanto outras, é necessário ir até um save point para utilizá-las. As batalhas contra chefes (com exceção das primeiras, onde o jogador está se habituando ao jogo e são simples) são divertidas e criativas, algumas com multiplas fases e ajudam a dar um sal.

O jogo tem uma duração mediana, de 6 a 8 horas, e pelo menos na PSN brasileira, custa menos do que eu paguei por exemplo em Timespinner, e palmas para a QUByte que conseguiu localizar o preço para a PSN Brasileira (Só lembrar da diferença de preço pra coletânea de Top Gear/Racer). E momento print para a posteridade, o jogo é mais barato no Playstation do que no Steam aqui no Brasil. Sim, são 50 centavos de diferença, mas ei, são 50 centavos mais barato.

O principal problema em Mars 2120, são alguns dos bugs e glitches, como na hora do save, onde a tela congela por alguns segundos, ou o personagem ficar em plataformas invisíveis. Mas, o defeito em jogabilidade é a falta de frames de invencibilidade, que na maior parte do jogo pode ser contornada, mas se cair em uma área de espinhos, largue o controle e aguarde a morte.


Funcional em gráficos e sons

Em termos de performance, ao menos no Playstation, é bem satisfatório, atingindo uma taxa de frames estável, a 60 FPS, essencial em jogos onde a ação é constante. Apesar do jogo se passar em uma colônia espacial, Mars 2120 possui uma boa variedade de biomas, com cenários e obstáculos criativos, assim como o design dos chefes. A trilha de Mars 2120, apesar de não ser marcante, é competente, trazendo a ambientação necessária.


Não é prioridade, mas vale a pena

Após dois anos em Acesso Antecipado, Mars 2120 vale a pena, especialmente considerando o preço no Brasil. Mas há outros jogos de maior calibre que você deve ter em seu console. Talvez a QUByte precise polir mais um pouco, aparar os bugs, adicionar iFrames, mas é um jogo sólido.

Nota final: 8/10

Mars 2120 está disponível para PC, PS4, PS5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X|S e esta análise foi feita com uma cópia de PS4 cedida pela QUByte Interactive.

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Mists of Noyah | Ação de dia, defesa durante a noite https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/18/mists-of-noyah-acao-de-dia-defesa-durante-a-noite/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/18/mists-of-noyah-acao-de-dia-defesa-durante-a-noite/#respond Sun, 18 Aug 2024 20:37:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17330 Reviews atrasados do Sancini, parte 2 chegando! Mais um jogo que recebi no mês passado, mas devido a n razões, acabou atrasando. Eu não vou ficar arrumando desculpas, porque não é do meu feitio. Mas ei, passado é passado e não se pode mudar. Mas enfim, uma das coisas que pra mim aqui no Arquivos […]

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Reviews atrasados do Sancini, parte 2 chegando! Mais um jogo que recebi no mês passado, mas devido a n razões, acabou atrasando. Eu não vou ficar arrumando desculpas, porque não é do meu feitio. Mas ei, passado é passado e não se pode mudar.

Mas enfim, uma das coisas que pra mim aqui no Arquivos do Woo tem sido uma constante, são análises de jogos que estão ou saíram do Acesso Antecipado do Steam. É de certa forma encantador ver os jogos evoluindo de acordo com o feedback dos jogadores e os planos dos desenvolvedores. Claro, que nem sempre dá certo, as vezes o dinheiro acaba, as vezes os produtores não cumprem o prometido. Existem milhares de jogos em Acesso Antecipado que foram abandonados pelos criadores, então quando um jogo de Acesso Antecipado chega ao lançamento completo, é não só um testamento de compromisso dos desenvolvedores, mas como um testamento da resiliência deles. Além do suspiro de alívio por parte dos jogadores.

LEIAM – Veritus | Zelda-like de primeira

Em Fevereiro de 2020, o estúdio carioca Pyxeralia lançava no acesso antecipado do Steam, o RPG de sobrevivência Mysts of Noyah, e durante dois anos a equipe trabalhou com o feedback dos jogadores, até que em 2022, o jogo chegava (supostamente) ao seu release 1.0 no Steam. Dois anos e muitas críticas depois (só olhar a página do Steam do jogo), o jogo chega aos consoles, graças a QUByte. Será que ele vale a pena o seu tempo? Confira conosco.

Reprodução – Pyxeralia

Tem uma história aqui? Acho que não.

Logo de cara, você escolhe um dos personagens, e cria um “mundo” (esse mundo equivale a seu save), e é jogado de cara, sem nenhum tutorial ou explicação. A lore do jogo é espalhada em pergaminhos que podem ser COMPRADOS ao longo da jogatina e oferecem um pouco do que acontece. Aparentemente, uma entidade maligna que odeia o bem está corrompendo o mundo e seus monstros. Mas, antes de mais nada, vamos parar pra analisar uma coisa:

Você tem que COMPRAR esses pergaminhos pra entender a história do jogo, e uma história mais rasa que um beat’em up genérico dos anos 80/90, ou seja, você paga por quase nada. Faz o jogador se sentir em um mundo dominado pela EA, não? Ou em um jogo da Blizzard. Uma pena a história ser descartável, quando a belíssima arte do jogo poderia ser base pra uma história épica e detalhada… Ou no mínimo decente.

Reprodução – Pyxeralia

Platforming de dia, Defesa de noite, muitos bugs no meio

Os controles de Mists of Noyah funcionam relativamente bem, durante o dia, o jogo funciona como um side-scroller, onde se deve matar inimigos em fases, explorando diversos biomas, coletando recursos para craftar itens, coletar experiência de inimigos para subir níveis, e toda a papagaiada que um RPG de sobrevivência possui. Em termos de controle puro, funciona bem, mas os sistemas de upgrade são pouco intuitivos, um tutorial ajudaria bastante. E um ponto negativo que posso apontar, é que o original de PC foi pensado como um jogo cooperativo, mas a versão de consoles não possui online, tornando alguns chefes e inimigos mais casca grossa do que o pretendido.

LEIAM – Kunitsu-Gami: Path of the Goddess | Análise

Com as plantas de edifícios, você pode construí-los para defender a cidade central durante a noite. Mas a falta de um tutorial, novamente, atrapalha a jogatina. Então, se você não olhar a descrição do jogo, não vai saber que o jogo tem momentos de tower defense… O que pra mim não é divertido (eu sou um hater declarado de Tower defenses). As mortes nas partes diurnas não são tão punitivas quanto poderiam ser, mas o posicionamento de inimigos (a única parte que é de fato randomizada) as vezes atrapalha e pode levar a mortes injustas.

Agora, o que quebra muito o jogo é a quantidade de bugs presentes. Alguns são coisas ignoráveis, como sprites de inimigos permanecendo na tela após morrerem, outros, literalmente fodem a performance do jogo, como quando se dropa 100 ítens do inventário. Dá pra contornar? Dá, mas é chato você ter que contornar algo pra não perder performance. E com uma das personagens, se você usar uma determinada summon e entrar em uma tela de loading… Parabéns, você deu softlock e vai ter que resetar o jogo.

Reprodução – Pyxeralia


Músicas OK, belíssimos gráficos

A trilha de Mists of Noyah é decente. Não é memorável, mas não é ruim. São musicas funcionais, que cumprem bem seu papel, casam com os locais onde tocam. O único negativo da música, é a música noturna, que é apenas uma. Ela dá nos nervos, tal qual aquele tema de bordel que tocava nas batalhas do Werehog em Sonic Unleashed. E sim, a música de batalha do Werehog lembra musica de bordel.

LEIAM – Meu setup e uma breve introdução ao mundo RGB

Os gráficos são certamente o destaque do jogo. Cenários maravilhosos com efeitos incríveis, até mesmo a água do jogo é bonita. Os sprites do jogo mostram personalidade, que mais uma vez, como eu comentei lá em cima, poderiam ser base pra um jogo épico. Pixel art é algo insubstituível, e vou defender o seu uso.

Reprodução – Pyxeralia

Conclusão

Mists of Noyah podia ser um jogo incrível. A jogabilidade e gráficos são decentes, mas a falta de uma história concisa, um tutorial, e a quantidade de bugs (além de decisões obtusas de design) impedem o jogo de atingir seu potencial. Talvez numa promoção, mas a preço cheio eu não recomendo.

Nota: 6,5/10

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Mists of Noyah está disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch. Esta análise foi feita com base na versão de PS4 com uma cópia gentilmente cedida pela QUByte.

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Willy’s Wonderland: Filme de Nic Cage vira beat’em up https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/06/06/willys-wonderland-filme-de-nic-cage-vira-beatem-up/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/06/06/willys-wonderland-filme-de-nic-cage-vira-beatem-up/#respond Thu, 06 Jun 2024 19:28:17 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17039 Willy’s Wonderland – The Game é um jogo de beat ‘em up 2.5D baseado no filme de mesmo nome (Willy’s Wonderland: Parque Maldito, com Nicholas Cage), no qual um grupo de Animatrônicos ganha vida e mata pessoas que ousam visitar Willy’s Wonderland. Os jogadores assumem o controle do Faxineiro ou da Liv enquanto enfrentam as […]

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Willy’s Wonderland – The Game é um jogo de beat ‘em up 2.5D baseado no filme de mesmo nome (Willy’s Wonderland: Parque Maldito, com Nicholas Cage), no qual um grupo de Animatrônicos ganha vida e mata pessoas que ousam visitar Willy’s Wonderland.

Os jogadores assumem o controle do Faxineiro ou da Liv enquanto enfrentam as hordas do mal comandadas pelos nefastos Animatronicos – Tito Turtle, Siren Sara, Arty Alligator, Cammy Chameleon, Willy Weasel e mais!

O jogador pode jogar no modo cooperativo com outro jogador e pode tentar diferentes combinações de socos e chutes para executar diferentes combos e fazer uso de técnicas especiais e habilidades poderosas para se livrar de Willy e seus capangas.

O jogo teve uma primeira versão lançada para dispositivos móveis em 2021 que não está mais disponível para smartphones. Mas agora, o jogo está voltando reformulado para PCs e todos os consoles modernos para uma experiência de jogo em tela grande.

Características do jogo

  • Lute contra hordas de inimigos no estilo “beat ‘em up retrô 2.5D” inspirado nos clássicos do gênero;
  • Passe por fases temáticas de Willy’s Wonderland;
  • Dois personagens para escolher;
  • Use técnicas especiais e habilidades poderosas;
  • Derrote várias ondas de inimigos, bem como chefes ameaçadores em cada nível;
  • Modo cooperativo local para dois jogadores.

Willy’s Wonderland – The Game será lançado em 13 de junho para PC, Xbox One, Xbox Series X/S, Playstation 4, Playstation 5 e Nintendo Switch.

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Lunar Axe | Mata a Cobra e Mostra o… Machado https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/04/21/lunar-axe-mata-a-cobra-e-mostra-o-machado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/04/21/lunar-axe-mata-a-cobra-e-mostra-o-machado/#respond Sun, 21 Apr 2024 19:36:38 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16759 Eu gosto de adventures de objetos ocultos. Eu tropecei no gênero por acaso, quando comprei Valerie Porter and the Scarlet Scandal, e de lá pra cá, joguei vários jogos do gênero, me aprofundando a ponto de fazer speedruns de um deles no PS4. E durante um tempo, eu pensei em criar o meu próprio jogo […]

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Eu gosto de adventures de objetos ocultos. Eu tropecei no gênero por acaso, quando comprei Valerie Porter and the Scarlet Scandal, e de lá pra cá, joguei vários jogos do gênero, me aprofundando a ponto de fazer speedruns de um deles no PS4. E durante um tempo, eu pensei em criar o meu próprio jogo do gênero, visto que tempo atrás, existia uma engine dedicada a isso, mas a publisher responsável a tirou do ar, acho.

Dentre os mais de duzentos jogos do gênero que experimentei, foram muitos altos, muitos baixos e até mesmo um jogo que se passa no Brasil, ainda que não retrate especificamente coisas locais. Curiosamente, o dito jogo não tem legendas em português. Enfim, em relação a jogos de objetos ocultos, até mesmo escrevi um especial sobre a série Enigmatis (uma das poucas séries que de fato tem uma continuidade) um tempo atrás aqui no Arquivos do Woo.

Mas, meu conhecimento sobre produções nacionais sobre o gênero era menor que reputação de político. Sério, nunca vi jogos do gênero feitos aqui, é quase como Visual Novel, uma parada nicho do nicho do nicho, se tem gente BR trabalhando, certamente é junto com gente de fora, como na visual novel Gods of the Twilight. Bem, isso meio que mudou quando a QUByte anunciou o porte de Lunar Axe para consoles.

Desenvolvido pelo estúdio Maranhense Ops Game Studio, Lunar Axe foi lançado nos PC’s em julho de 2022, e chegou agora em Abril de 2024 para consoles, graças a QUByte. Vamos ver como é o jogo?

Reprodução: Ops Game Studio, QUByte Interactive

A cobra vai destruir a cidade

A verdade é que o roteiro de Lunar Axe é bem raso, o seu personagem em si nem tem nome. Você está numa casa que foi destruída após um terremoto, um de muitos, que tem assolado a cidade de São Luís, no Maranhão. Você precisa dar um jeito de sair da casa e descobrir o mistério por trás desses terremotos, ligados a uma lenda local e evitar a destruição da cidade.

Uma das coisas que me incomodou, considerando que é um jogo de Objetos Ocultos, é que o jogo é vazio de personagens, o que temos no máximo é o Guardião do Machado Lunar, que aparece como um fantasma, e lembranças de personagens da última vez que a cobra atacara São Luís, através de logs que você encontra em diários e cartas espalhados.

Por outro lado, um positivo é que é possível encontrar as referências utilizadas pela equipe na narrativa, em puzzles extras. E outro positivo que podemos mencionar, é que o jogo possui dois finais, dependendo do resultado da batalha final.

Reprodução: Ops Game Studio, QUByte Interactive

Funcional, com falhas… E curto.

Se você souber o que está fazendo, e for bom nisso, Lunar Axe pode ser terminado em menos de uma hora, o que é um tempo curto, até mesmo para os padrões de Adventures de Objetos Ocultos (minha speedrun de Abyss: The Wraiths of Eden foi feita em 53 minutos), que usualmente duram entre 2 e 4 horas, dependendo se você vai fazer tudo. Mas a duração curta é o menor dos problemas de Lunar Axe como um adventure de objetos ocultos.

Pra começar, os puzzles, apesar de em sua maioria, simples e condizentes com o gênero, não oferecem explicação alguma sobre a execução dos mesmos, e para aqueles menos desafortunados, não há como pulá-los, como acontece com os jogos do gênero. O jogo oferece opções de dificuldade, mencionando maior tempo para resolver os puzzles, mas só há um puzzle que se utiliza de um limite de tempo.

As cenas de objetos ocultos são ridiculamente fáceis, com poucos objetos a serem coletados (apenas seis por cena), e após a resolução das mesmas, a cena ainda é acessível, mesmo que não haja nada lá, novamente levantando a comparação, outros jogos costumam reaproveitar locais de cenas de objetos ocultos, mas enquanto elas não são reaproveitadas, ficam inativas. Aqui, elas são clicáveis, mas não há nada.

O sistema de dicas do jogo não funciona tão bem quanto deveria, e ainda que ele seja mais ou menos linear, as vezes é meio obtuso saber pra onde se deve ir. Outras coisas do jogo acabam sendo contra intuitivas para o gênero, como o uso de itens e a combinação dos mesmos para uso posterior. A batalha final é criativa (não são muitos jogos do gênero que possuem algum tipo de combate), mas as hitboxes da cobra não são lá bem claras.

O curioso, é que apesar de todas essas falhas que indiquei, o jogo não possui falhas GRAVES de um adventure de objetos ocultos, a experiência é suave, relativamente falando, é meio difícil explicar pra quem não conhece o gênero, mas ainda que Lunar Axe não chegue ao patamar dos jogos da Big Fish ou da Artifex, ele também não chega ao nível de jogos que estão na parte baixa do Steam (aqueles que você compra a um, dois reais e estão com 50% em promoção).

Reprodução: Ops Game Studio, QUByte Interactive

Graficamente estiloso e bom sonoramente falando

Para um adventure de objetos ocultos, faltou uma coisa que é essencial no gênero: Uma dublagem cafona. Sim, esse é um dos pilares, que torna os jogos divertidos: Dublagem feita com gente do leste europeu com sotaque forte.

O jogo tem um estilo gráfico desenhado único, com traços fortes, o que trabalha postivamente e negativamente em prol do jogo. O positivo é que ele se destaca, sendo graficamente diferente da maioria dos jogos do gênero, porém, na hora de coletar coisas nos cenários, os objetos acabam se confundindo um pouco com os backgrounds.

Os cenários, baseados na cidade de São Luís, no Maranhão (onde a história se passa) dá um bom toque de brasilidade ao jogo, o que na minha opinião, dá um gostinho bom ao jogo, ainda que obviamente eu nunca tenha visitado o Maranhão. (Geograficamente, o mais próximo do Maranhão que estive, é quando visitei Rio das Ostras, numas férias em 2000, 2001).As animações são ok, bem feitas, no mesmo traço.

A trilha, é bem esparsa, mas bem utilizada para dar melhor ambientação, o que é bem comum no gênero em si. Não tenho muito a falar.

Reprodução: Ops Game Studio, QUByte Interactive

Podia ter sido mais

Lunar Axe tinha potencial pra ser um expoente do gênero aqui pro Brasil, porque a base é relativamente bem feita, mas tropeça nas minuncias do que faz um adventure de objetos ocultos ser um adventure de objetos ocultos.

A história esparsa, e as falhas de gameplay me impedem de dar uma recomendação completa, mas o jogo é relativamente barato em qualquer plataforma (No Switch e no Xbox o jogo é mais barato do que a versão original de PC), então vai muito de você curtir ou não o gênero.

Nota: 6.5/10

Lunar Axe está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X | S e PC. Essa análise foi feita com uma cópia de PS4, cedida gentilmente pela QUByte.

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Encontre uma saída e desvende os mistérios de uma cidade e de uma casa abandonada em Lunar Axe https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/04/04/encontre-uma-saida-e-desvende-os-misterios-de-uma-cidade-e-de-uma-casa-abandonada-em-lunar-axe/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/04/04/encontre-uma-saida-e-desvende-os-misterios-de-uma-cidade-e-de-uma-casa-abandonada-em-lunar-axe/#respond Thu, 04 Apr 2024 20:48:20 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16727 A QUByte Interactive, em parceria com a Ops game Studio, tem o prazer de anunciar o lançamento de Lunar Axe para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox One/Series X|S em 18 de abril. Lunar Axe é um jogo de aventura point-and-click com locais e histórias inspiradas em lugares reais com incrível arte de […]

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A QUByte Interactive, em parceria com a Ops game Studio, tem o prazer de anunciar o lançamento de Lunar Axe para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox One/Series X|S em 18 de abril.

Lunar Axe é um jogo de aventura point-and-click com locais e histórias inspiradas em lugares reais com incrível arte de desenho à mão. A história começa depois que um grande terremoto sacode a cidade, prendendo você dentro das ruínas de um prédio desabado. Agora, você deve encontrar uma maneira de escapar desta casa abandonada, desvendar o mistério por trás dos estranhos tremores e conhecer o espírito guardião de um artefato místico.

IMERSIVO

Investigue, colete, combine pistas e objetos através de vários quebra-cabeças e cenas de Objetos Ocultos. Encontre itens históricos que o ajudarão a compreender o mistério que envolve a cidade. Explore diferentes locais baseados em ambientes reais que oferecem uma combinação perfeita de lenda e história, aprendendo mais sobre os fatos reais que inspiraram o jogo com uma galeria de referências.

QUEBRA-CABEÇAS

Você deve resolver quebra-cabeças e explorar diferentes ambientes para encontrar uma arma mística e descobrir o mistério por trás dos terremotos que estão destruindo a cidade.

Características do jogo

  • Mais de 35 cenários diferentes baseados em locais reais
  • Mais de 30 quebra-cabeças e cenas de objetos ocultos
  • Arte 2D incrível desenhada à mão
  • Trilha sonora original
  • História inspirada no folclore brasileiro
  • Material bônus com referências ao enredo

Lunar Axe estará disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series S|X em 18 de abril.

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Lista de desejos do Sancini do DOS para a QUByte https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/15/lista-de-desejos-do-sancini-do-dos-para-a-qubyte/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/15/lista-de-desejos-do-sancini-do-dos-para-a-qubyte/#respond Fri, 15 Mar 2024 19:28:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16539 Nesse dia 12 de Março, a QUByte anunciou que a QUByte Emulation Engine agora trará suporte ao MS-DOS, permitindo portes de jogos de DOS para PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. E no mesmo post, a desenvolvedora e publisher brasileira pediu sugestões de jogos. E é claro que muita gente pediu jogos que […]

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Nesse dia 12 de Março, a QUByte anunciou que a QUByte Emulation Engine agora trará suporte ao MS-DOS, permitindo portes de jogos de DOS para PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. E no mesmo post, a desenvolvedora e publisher brasileira pediu sugestões de jogos. E é claro que muita gente pediu jogos que fizeram parte de sua infância, e alguns incluíram até jogos que tecnicamente já tem portes modernos.

E eu, como não tenho namorada, decidi fazer uma lista com jogos que eu acho que seriam interessantes de ver, não porque foram parte de minha infância (se eu fosse colocar o que de DOS joguei na infância, poderia se resumir a Abuse e Dangerous Dave, no curso de informática), mas porque são jogos que já joguei ou vi, e também com dicas de jogos que de fato podem aparecer em consoles, através da QUByte. Sem mais delongas, vamos lá.


The Eye of the Typhoon

Esse é um jogo de luta obscuro sul-coreano, produzido para PC e 3DO. Haveria uma versão para Neo-Geo, mas foi cancelada (um novo porte de fãs para NeoGeo está sendo produzido). Esse jogo é praticamente uma redenção pelo título anterior da Viccom, o genérico Fight Fever, de Neo Geo. A jogabilidade é bem reminiscente dos jogos de luta do console da SNK, com o maior problema na versão de PC é a falta de remapeamento de teclas, e o posicionamento das mesmas no teclado.

Esse aqui é um dos que eu joguei quando fazia lives jogando jogos de MS-DOS, e recomendo dar uma procurada, é bem sólido, mais do que os portes de DOS de SF II e Mortal Kombat, por exemplo.


Lotus III: The Ultimate Challenge/Lotus: The Ultimate Challenge

Como recentemente fiz um texto sobre a série Top Gear, desde sua origem, e o que aconteceu pós SNES até o relançamento da Top Racer Collection (o texto ainda está sob revisão, vai ao ar em breve), eu tive oportunidade de jogar a série Lotus. Os dois primeiros jogos saíram no Amiga e em outras plataformas, como Atari ST, Commodore 64, Acorn Archimedes e Mega Drive, o terceiro jogo saiu para MS DOS.

Sendo um híbrido dos dois primeiros (corrida tradicional ou time attack com checkpoints), Lotus III é um excelente jogo de corrida, e recomendo se você curte a série Top Gear/Top Racer. A versão de MS DOS é um porte melhorado do jogo de Amiga.

Vinyl Goddess from Mars

Mas hein? Vinyl daonde? Marte? Deusa? Enfim, originalmente produzido para ser o segundo jogo da série Jill of the Jungle, a Epic Megagames (Hoje Epic Games) recusou o jogo, e publicou Jazz Jackrabbit, então o plot e sprites tiveram que ser rearranjados para algo original. É bastante semelhante a série Jill of the Jungle, mas com uma premissa imbecil. É o ano 200 bilhões. Vinyl está a caminho de uma convenção intergaláctica de filmes B, quando sua nave espacial é atingida por uma chuva de meteoros. Ela cai em um planeta desconhecido cheio de perigos.

Viu? Eu disse que era imbecil. Enfim, imagine uma versão 16-bits da série Jill of the Jungle e você vai saber como Vinyl Goddess from Mars funciona.

Attack of the PETSCII Robots

Esse é o jogo mais “moderno” da lista, já que foi produzido apenas alguns anos atrás. Criado pelo youtuber David “8-bit guy” Murray, o jogo é um misto de ação e puzzles, onde você precisa destruir robôs, se infiltrando numa base. Eu digo “ação” porque a ação não é o principal, você precisa das ferramentas certas para encurralar e destruir os robôs.

Originalmente produzido para Commodore PET (Daí o nome PETSCII, já que ele se utiliza dos caracteres do Commodore PET na versão original), ele possui versões para inúmeras plataformas, como Commodore 64, Amiga, Mega Drive, SNES, dentre outras. É um jogo “diferentão”, do que usualmente vemos no mercado.


Alien Rampage

Esse aqui é um dos jogos que há uma boa chance de aparecer nos consoles, já que a parceria da linha QUByte Classics é feita com a Piko Interactive, e Alien Rampage foi relançado no Steam pela mesma. Alien Rampage é o que originalmente seria o primeiro Duke Nukem Forever, ainda em 2D, mas a Apogee meio que cancelou esse projeto e foi pra Duke Nukem 3D. Ele é um run’n gun sólido onde no papel de um Alien, temos que destruir outros Aliens em busca de VINGANÇA… OU CHURROS. Não sei o que diabos é dito na cutscene introdutória, o áudio lá é tão zoado que pode ser um dos dois.

Agora, falando sério, a jogabilidade é boa e os gráficos são decentes, exceto a trilha sonora… Que é inexistente. Certamente uma boa jogatina, se você colocar um pouco de METÓÓÓL de fundo.

Alien Carnage/Halloween Harry

Originalmente lançado como Halloween Harry em outubro de 93, este sólido run’n gun platformer 2D foi rebatizado como Alien Carnage para não ser confundindo com um jogo seasonal e não afetar as vendas do jogo no resto do ano, de acordo com a Apogee. Com um estilo cartunesco, ele lembra bastante os originais Duke Nukem. No relançamento de 94 como Alien Carnage, as fases um e três do jogo foram trocadas de ordem, então quem tinha as versões Shareware de Halloween Harry e Alien Carnage poderia jogar metade do jogo sem pagar nada.

O jogo gerou uma continuação em 1996, chamada Zombie War. Hoje é possível jogar Alien Carnage de graça, já que em 2007, a 3D Realms disponibilizou Alien Carnage gratuitamente (só é necessário passar pelo site com fundo escuro e fonte preta).

Elvira: The Arcade Game

Esse aqui pode entrar na linha do janky que o Sancini quer ver pela graça. Sinceramente, a versão de Amiga é superior, mas seria engraçado ver um jogo antigo baseado na icônica personagem interpretada pela Cassandra Peterson em hardwares modernos.

Lagaf’: Les Aventures de Moktar – Vol 1: La Zoubida/Titus The Fox: To Marrakech and Back

A Titus, aqui pra nós é conhecida por duas coisas, uma, por ter publicado aquele jogo do Lamborghini no SNES, e o infame Superman 64. A publisher e desenvolvedora francesa era conhecida por vários títulos de qualidade questionável, mas haviam bons tesouros enterrados em um monte de merda. Por exemplo, o jogo que originalmente tinha a licença do comediante francês Vincent Lagaf’ foi retrabalhado como o mascot platformer Titus the Fox pro mercado internacional. É um jogo relativamente sólido, ainda que não seja marcante. Considerando que é da Titus que estamos falando, é GOAT material.

Dá pra medir o tamanho da infâmia de uma empresa quando um jogo competente apenas é considerado um GOAT. Absorva essa informação.

Elf

Esse título da Ocean, também lançado para Amiga e Atari ST está na lista dos possíveis jogos a serem lançados pela QUByte, novamente, devido a parceria com a Piko Interactive, que publicou o mesmo no Steam, anos atrás.

Elf é um platformer competente e simples, coisas que a Ocean sabia fazer quando queria. Sério, muita gente que jogou em console tende a odiar a Ocean por causa dos jogos questionáveis dela em plataformas como o Mega e o SNES. Claro, que as vezes, eles faziam um jogo bosta de propósito, como o jogo de Highlander, mas isso é história para OUTRO DIA.

Risky Woods

Outro platformer que é possível de ser lançado pela QUByte, já que também foi republicado pela Piko. É considerado um dos melhores jogos espanhóis de todos os tempos pela HappyConsolas (revista espanhola de jogos), e um platformer competente, que recebeu uma versão para Mega Drive.

Ironicamente, foi um dos últimos títulos da desenvolvedora Dinamic Software, que fechou as portas no ano em que Risky Woods foi publicado. OOF.

Eu havia colocado outros jogos aqui, com base em clipes com gameplay dos jogos em questão, mas depois de uma melhor análise dos mesmos, eles saíram da minha lista de desejos por portes, então, com esses singelos títulos, fica aqui os jogos que eu gostaria de ver portados de DOS pela QUByte.

Agora, como comentário as respostas do tweet da QUByte, sei que muita gente pediu jogos que são queridos, mas que seriam difíceis de conseguir os direitos para um porte moderno, pois suas IP’s são de empresas como a Bethesda, Ubisoft ou Epic Games. Alguns dos jogos pedidos (Lamborghini American Challenge) possuem versões melhores em outros Hardwares, e alguns até mesmo possuem versões modernas…

Maaaaas eu adoraria um relançamento de Carmen Sandiego. Hey, eu sou um hipócrita, eu sei.

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