Arquivos Penguin Pop Games - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/penguin-pop-games/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 19 Apr 2022 19:08:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Penguin Pop Games - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/penguin-pop-games/ 32 32 The Pizza Delivery Boy who Saved the World | Meu emprego só tem gente babaca! https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/19/the-pizza-delivery-boy-who-saved-the-world-meu-emprego-so-tem-gente-babaca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/04/19/the-pizza-delivery-boy-who-saved-the-world-meu-emprego-so-tem-gente-babaca/#respond Tue, 19 Apr 2022 08:00:09 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10725 Na minha análise de The Remainder, eu falei sobre jogar algo que sai fora da sua zona de conforto. No caso, eu, totalmente desacostumado com aquele tipo de novel, fui de cabaço, digo, cabeça naquele mundo desconhecido. E é uma coisa que honestamente, recomendo as pessoas a fazerem, desde que sabe, vocês tenham dinheiro pra […]

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Na minha análise de The Remainder, eu falei sobre jogar algo que sai fora da sua zona de conforto. No caso, eu, totalmente desacostumado com aquele tipo de novel, fui de cabaço, digo, cabeça naquele mundo desconhecido. E é uma coisa que honestamente, recomendo as pessoas a fazerem, desde que sabe, vocês tenham dinheiro pra isso.

Pegue um jogo que usualmente está fora da sua zona de conforto e experimente, talvez seu próximo novo jogo favorito pode estar ali. Ou não. Porque nisso também eu já peguei muito jogo bosta, mas aí é porque jogo bosta e eu somos praticamente atraídos um pelo outro.

Onde eu estava? Ah sim, fora da curva. Enfim. Mudando de assunto, lembro que na minha análise de Starlight Shores, mencionei que quando surgiu, criada pelo diretor técnico da Ratalaika Games, a Penguin Pop Games anunciou três jogos: Nowhere Girl, lançado em outubro, Starlight Shores, que saiu no fim de Janeiro e The Pizza Delivery Boy Who Saved the World, que é o quinto jogo da Oh, a Rock! Studios, lançado em 2018 no PC, saiu no fim de março para os consoles.

Confira nossa análise.

Reprodução/ Oh, a Rock! Studios

Entregar pizzas não é fácil, ainda mais quando se trabalha ao lado de um bando de babacas

Você é Doug Rivers, um ex-funcionário do ramo de TI que acabou transformando um bico de entregador de pizzas em trabalho definitivo, é um sujeito certinho… Até demais. Mas o fato é que entregar pizzas (e eventualmente ajudar na pizzaria) tem sido a sua vida nos últimos nove meses, só que esses nove meses não tem sido nada fáceis, por diversos fatores.

Seu chefe é um pão duro que rouba as gorjetas dos funcionários, não atualiza o sistema de pegar entregas, e tudo o que ele faz é gritar com os funcionários, sequer os ouvindo. E os outros funcionários? Bem, a funcionária da cozinha é uma preguiçosa que só faz as coisas quando lhe dá na telha, e os outros entregadores roubam as suas entregas e ficam vagabundeando o resto do tempo. Em resumo, todos são babacas com você.

E claro, os clientes são igualmente excêntricos, sendo na maioria das vezes igualmente cuzões. E tudo, absolutamente tudo acaba sobrando pro Doug, que deve ter trauma de atender telefone, checar as coisas uma, duas vezes e ter vontade de jogar tudo pro alto.

Reprodução/ Oh, a Rock! Studios

Isso é muito familiar

A narrativa da novel é muito familiar pra mim. Pra quem não me conhece, trabalhei onze anos numa rede de fast-food, e mais da metade desse tempo, eu tive que também lidar com a questão de coordenar os pedidos para delivery, seja os pedidos via Internet e Callcenter (sim, existia isso, antes de aplicativos de emprega dominarem o mercado), e posteriormente via telefone.

Então já tive que lidar com muito cliente e funcionário escroto, além de vez ou outra sempre me bicar com os superiores, ainda que nenhum fosse realmente cuzão feito o Sr. Ahmi (o patrão do Doug), então eu tenho total consciência do que o Doug passou na pele. E isso parece ser experiência própria do criador do jogo, que já foi entregador de pizzas.

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O jogo é uma comédia, que vai escalando as coisas num nível absurdo, mas não é aquela comédia do tipo, momentos cômicos em uma trama normal, ecchi ou séria, mas uma comédia de um jogo que não se leva a sério, sabendo extrair os absurdos da realidade e transformá-lo na regra, ao invés da exceção.

O jogo tem cerca de duas horas de leitura, para se chegar em um dos finais. E para os degenerados que querem uma platina fácil, bem, aí está (usualmente visual novels não tem platinas complicadas), mas eu perdi o fio da meada e não sei como completar esse parágrafo.

Reprodução/ Oh, a Rock! Studios

 

Um jogo “foto” realista

Você deve ter reparado pelas imagens e tudo mais, mas… Esse é bem parte do estilo dos jogos da Oh, a Rock! Studios.

Os sprites dos personagens são de pessoas reais, no caso, o próprio programador do jogo que faz o protagonista e um outro personagem. Outros personagens da novel são feitos por membros da equipe… Ou conhecidos do criador do jogo, eu não sei. Mas eles já marcaram presença em outros jogos da produtora.

Os cenários são fotografias de locais reais, e não tenho tanto a dizer sobre eles. Mas, enfim, uma coisa é você usar sprites baseados em fotos de pessoas, e outra é você fazer isso direito.

Felizmente, The Pizza Delivery Boy Who Saved the World é um caso de bom uso, porque temos aí sprites de pessoas reais, e felizmente, as expressões dos personagens são convincentes, pra dar o toque de comédia que o jogo pretende. E os sprites possuem contorno, que dão a impressão de que são sprites mesmo.

As músicas do jogo são ok. Confesso que esqueci todas assim que encerrei a stream do jogo que fiz recentemente, mas elas não incomodaram, e principalmente, combinaram com o jogo.

The Pizza Delivery Boy
Reprodução/ Oh, a Rock! Studios

Vale pra dar umas risadas

Existe uma fina linha que separa uma boa comédia, que entrega tudo o que pretende da maneira certa, de algo medíocre que você acha que vai rir, mas tudo o que faz é soltar bocejos (tipo os vídeos do Nelipe Feto da época que ele xingava Crepúsculo e Restart). Felizmente, The Pizza Delivery Boy Who Saved The World fica na categoria de boas comédias.

É um jogo que abraça a imbecilidade de seu twist, sem necessariamente ser condescendente com o jogador. Eu dei boas risadas com os absurdos, ainda que muitas coisas fossem familiares pra mim, que trabalhei com Fast Food. Recomendo.

O jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X | S e Nintendo Switch, além da versão original de PC. 


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia do game gentilmente cedida pela Penguin Pop Games.

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Starlight Shores | Me reconectando com meu passado https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/16/starlight-shores-me-reconectando-com-meu-passado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/02/16/starlight-shores-me-reconectando-com-meu-passado/#respond Wed, 16 Feb 2022 16:15:20 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10073 Vou ser completamente honesto, eu não sei como fazer a introdução desse texto. Mas enfim, a Penguim Pop Games surgiu, criada pelo diretor técnico da Ratalaika Games, para trazer aos consoles, jogos que talvez a Ratalaika não queira trabalhar (ou qualquer outro motivo). E quando a publisher nasceu, alguns jogos foram anunciados. Nowhere Girl, Starlight […]

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Vou ser completamente honesto, eu não sei como fazer a introdução desse texto. Mas enfim, a Penguim Pop Games surgiu, criada pelo diretor técnico da Ratalaika Games, para trazer aos consoles, jogos que talvez a Ratalaika não queira trabalhar (ou qualquer outro motivo). E quando a publisher nasceu, alguns jogos foram anunciados. Nowhere Girl, Starlight Shores e The Pizza Delivery Boy who Saved the World.

Nowhere Girl foi lançado para todas as plataformas no fim de outubro do ano passado, e no final de janeiro, Starlight Shores, desenvolvido pela Delphinium Interactive saiu para consoles.Confira conosco a análise do jogo.

Starlight Shores
Reprodução/ Penguim Pop Games

 

Um fim de semana para corrigir um erro

Você está no papel de Will, um estudante universitário que foi convidado por sua amiga de infância Theo, para passar o fim de semana de seu aniversário numa casa na cidade de Seaside, graças a um sorteio que ela ganhou. A questão é que como você e ela fazem faculdades diferentes, acabaram perdendo o contato e você não a vê ou fala com ela fazem seis meses.

Theo vai levar sua amiga (da faculdade) Lena, enquanto que Will estende o convite a seu colega Alec, que insiste em ir sozinho e te manda na frente. Você chega antes dele, certo de que Alec deu o bolo em vocês (algo que era esperado). Porém, ele chega, acompanhado de sua (atual) namorada Erika.

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A única coisa em comum que Erika tem com Theo, Will e Alec, é que ela é da mesma cidade pequena e estudou na mesma escola, já que eles não faziam parte dos mesmos circulos sociais da escola.

Será que Will irá descobrir seus sentimentos por Theo? Encontrar uma paixão em Lena? Ou os meses separados de Theo foram o suficiente para ele seguir em frente? Tudo depende de você.

Reprodução/ Penguim Pop Games

 

Um pouco de realidade, ainda que de maneira fantasiosa

Starlight Shores é uma visual novel que trata de uma coisa até que mundana. Após o fim do ensino médio, é comum que amigos acabem seguindo caminhos diferentes, pode ser por razões de mudança de casa, ou faculdade a pessoa faz. São poucas as amizades que continuam, e as que mais vale a pena manter.

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O jogo é relativamente curto, durando cerca de duas horas e meia pra um playthrough sem pular os diálogos. Honestamente, eu gostei de como os personagens foram abordados.

Nenhum deles é tido como perfeito, cada um tem seus pontos fortes e fracos, a Theo é insegura quanto ao próprio corpo. A Erika cansou de bancar a boa menina e passou a farrear sempre que possível, e a Lena esconde que gosta da Theo.

E nesse meio termo, temos momentos genuinamente bem humorados, mas sem ficar deslocados. E claro, temos um pequeno toque mais fantasioso com a questão do pedido a ser feito a uma estrela cadente, mas é isso. É no fim das contas uma história sólida.

Starlight Shores
Reprodução/ Penguim Pop Games

É um jogo bonito, não posso mentir… E sonoramente agradável

Visual novels nunca irão bater de frente com os AAA em termos de orçamento ou mesmo público. Porque a não ser que o jogo chame a atenção de youtuber do FoTM (Flavor of the Month, ou Modinha), ou seja algum meme (olhando aqui pra visual novel do Pombo e a do KFC), o público mediano vai passar batido por visual novels.

É um gênero nichado, mesmo com a aceitação dele hoje em dia sendo maior que 10, 15 anos atrás. Então, se uma visual novel quiser chamar a atenção de um público já de nicho, precisa de uma boa apresentação.

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E felizmente, Starlight Shores é bem competente nesse departamento. Contando com sprites bonitos e cenários bem desenhados, além de CG’s atraentes. O jogo consegue ficar acima d’água, especialmente quando descobrimos que existe um mar de visual novels com visual 3D genérico e com o mesmo tema.

A trilha sonora do jogo pode não ser brilhante, mas cumpre seu papel em criar a atmosfera do jogo, e nesse gênero, a trilha criar a atmosfera é muito importante, já que não temos tanto auxílio visual.

Starlight Shores
Reprodução/ Penguim Pop Games

Se recomendo? Sim.

Fãs do gênero, fiquem tranquilo, Starlight Shores é uma experiência curta e satisfatória. Se você espera algo chocante ou ecchi, tire seu cavalinho da chuva. A novel é um slice of life simples sobre um dos problemas da vida adulta, e não tenta ser mais do que isso.

É competente e vão ser duas horas gostosas. Só uma pena não ter tradução em português (Especialmente porque eu streamei o meu playthrough).

Starlight Shores está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series S | X, além da versão original de PC.


Esta análise foi feita no PlayStation 4 com uma cópia do game gentilmente cedida pela Penguin Pop Games.

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