Arquivos MAGES - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mages/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 21 Feb 2025 18:32:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos MAGES - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/mages/ 32 32 Genso Manège | Vamos fugir do parquinho https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/21/genso-manege-vamos-fugir-do-parquinho/#respond Fri, 21 Feb 2025 18:32:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19352 Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que […]

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Apesar de ser o jogador de visual novels residente aqui do Arquivos do Woo, eu posso dizer que não tenho muita experiência com o gênero otome, até porque em geral, o público de jogos otome é feminino… E porque em geral, alguns dos jogos localizados ficam somente no Switch (Olha para a Aksys Games, que não se dá ao trabalho de portar os otome games que eles lançam pro PC), e até onde eu me lembro, eu não tenho um Nintendo Switch. É, grande choque, eu sei.

Mas isso não quer dizer que eu não tenha experiência com o sub gênero, sim, é limitada, mas eu joguei ao menos algumas Visual Novels do gênero Otome, até mesmo analisando uma aqui para o Arquivos do Woo, sendo essa C14 Dating, quando esta saiu no PS4. E uma outra, que não analisei, mas joguei no meu PC há muito, MUITO tempo atrás e que foi parcialmente responsável por me fazer de fato criar visual novels, é Seduce me Otome (essa é gratuita no Steam). Deve ter alguma outra em algum lugar, mas eu não lembro de cabeça.

Enfim, em 2020, o estúdio LOVE&ART, uma divisão dedicada a Otome games da MAGES (responsável por algumas das visual novels que analisamos aqui) lançou Genso Manège no Switch, e cinco anos depois, a PQube trouxe o jogo para o ocidente, incluindo aqui um novo porte para PC, como acontece com outros títulos da MAGES que a PQube trouxe pro ocidente (Konosuba: Love for these clothes of Desire, SINce Memories: Off the Starry Sky), assim ampliando o potencial público do jogo. Mas… Como o jogo se sai? Confira a nossa análise de Genso Manège.

Para quebrar a maldição

“Eu vou despertar a magia em você, e você vai nos libertar do Rêve…”

O jogador acompanha a história de Emma (você pode alterar o nome dela no começo), uma garota que ficou órfã muito nova, em sua luta para revelar memórias esquecidas. Emma, uma bruxa que perdeu os poderes quando jovem e agora vive uma vida sossegada, é guiada pela lembrança deixada para ela pelo pai, mas se vê abalada com a chegada de um parque de diversões na cidade.

Com muita magia e sonhos, mas carregando um segredo sombrio, Emma sente uma conexão imediata com o fascinante La Foire du Rêve. Sob o charme fantástico do parque, ela descobre que, na verdade, os funcionários estão presos, obrigados a ficar no parque de diversões, e só a magia dentro de Emma pode libertá-los. Acontece que faz anos que Emma não acessa sua magia, e ela precisa buscar muito fundo dentro de si, lidando com dolorosas memórias reprimidas, para conseguir recuperá-la.

Enquanto trabalha no Rêve e desvenda os fios emaranhados de seu passado esquecido, Emma cria laços com os funcionários do parque de diversões.

A história de Genso Manège é mais profunda que a sua temática no parquinho de diversões deixa transparecer, o elenco de personagens é variado, ainda que eles caiam nas tropes do “Amigo de Infância”, “O Manipulativo”, “O Frio”, “O Tsundere”… E pelo menos aqui classificam como tsundere, e não como “male fragile ego”, como certa empresa traduziu anos atrás. Etc, etc.

O jogo possui grande fator replay, com cada um dos personagens tendo sua rota com diferentes finais (A rota de Arnoud, o amigo de infância só está disponível quando se conclui a rota de Hugo), e o final verdadeiro está escondido, depois de todas as rotas serem concluídas.

Uma visual novel fácil com minigames

Como toda visual novel que s e preza, o core do gameplay é baseado em ler os textos e fazer escolhas para aumentar a afeição com os rapazes… Bem, exceto que em Genso Manège, é facilimo aumentar afeição deles, basta escolher a segunda opção nos diálogos individuais… Eu queria estar brincando, mas não. Por outro lado, essa opção evita súbitos finais ruins em escolhas erradas, como a vez em que eu explodi o mundo ao olhar a Rei Ayanami se trocando no vestiário na visual novel de Evangelion. SIM, ESSA FOI UMA SITUAÇÃO REAL, E SIM, FOI NUM PRODUTO OFICIAL FEITO PELA GAINAX.

Voltando ao jogo, além dos trechos de visual novel, o jogo coloca no seu caminho, dois minigames bem simples, para simular a nossa protagonista recuperando a magia. Num deles, você precisa clicar na maior quantidade de estrelas possíveis num determinado período de tempo (E o jogo vai ranquear sua performance de acordo) e no outro, você precisa alinhar a estrela que diminui o tamanho com o espaço demarcado. Bem simples. Como eu disse, minigames simples, e que após a primeira vez que o jogador os completa, é possível pular esses minigames na próxima vez, garantindo sucesso automático. Vou confessar que preferiria que ao invés disso, houvesse uma opção de jogar com ou sem os minigames, como acontece em C14 Dating, por exemplo. Por outro lado, a opção de pular evita a repetição da mesma coisa sempre.

Espetáculo audiovisual

As composições do jogo, excelentes que passam o clima fantasioso e lúdico de um parque de diversões, foram compostas por um velho conhecido nosso, Takeshi Abo, que fez a trilha de SINce Memories: Off the Starry Sky. Recomendo dar uma escutada na OST do jogo. O tema de abertura e encerramento são interpretados por pessoas que são relativamente de peso pra quem assiste anime, com Rico Sasaki (que canta o tema de Welcome to Japan, Ms. Elf) interpretando o tema de abertura “Histoire du Rêve” e Yumi Matsuzawa interpretando o tema de encerramento, “Kyoumei ~Rèsonance~”.

O jogo possui um elenco talentoso de dubladores por trás, como manda as produções de alto orçamento da MAGES, com os seiyuus desempenhando bem seus papéis. Pena que Emma não tem voz, mas ei, não se pode ter tudo.

Graficamente, vamos começar com um dos problemas, por assim dizer do jogo… As caixas de texto, elas são em um tom claro demais, e contrastando com a fonte branca, mesmo com o contorno, deixa um cadinho incômodo de ler. E no PC, o jogo pode ter alguns problemas vez ou outra, sprites não carregando (isso também acontecia na versão de PC de Konosuba). Fora esses problemas, Genso Manège é um deleite visual com belíssimos sprites e cenários de tirar o fôlego (para o padrão de visual novels), com uma paleta de cores que passa um calor suave, que até engana o jogador, já que o jogo é mais profundo do que as imagens deixam transparecer. Mas, por alguma estranha razão, nas CG’s onde Emma e o par em questão se beijam… Os lábios não se tocam. Vai entender.

Uma boa porta de entrada para o gênero Otome

Genso Manège esconde uma história mais profunda sob o véu de mágica e parquinho de diversões. É uma visual novel excelente e pode ser usada como porta de entrada para o subgênero de Otome Novels, ainda que o preço de R$ 104,90 do PC não pareça convidativo. Você pode deixar o jogo na sua lista de desejos e aguardar por uma promoção.

Nota final: 9/10

Genso Manège está disponível para Nintendo Switch e PC (e existe uma versão para iOS, disponível apenas no Japão) e esta análise foi feita com uma chave do Steam gentilmente fornecida pela PQube.

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SINce Memories: Off the Starry Sky | O que aconteceu com meu irmão? https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/since-memories-off-the-starry-sky-o-que-aconteceu-com-meu-irmao/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/23/since-memories-off-the-starry-sky-o-que-aconteceu-com-meu-irmao/#comments Wed, 23 Oct 2024 20:01:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17958 Se eu ganhasse um real a cada franquia cujo jogo que eu analiso pro Arquivos do Woo não é o primeiro, eu poderia comprar um Playstation 5, mas dessa vez EU JURO que a culpa não é minha. Sério. Sim, eu já fiz umas 17 milhões de piadas sobre começar franquias por um jogo que […]

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Se eu ganhasse um real a cada franquia cujo jogo que eu analiso pro Arquivos do Woo não é o primeiro, eu poderia comprar um Playstation 5, mas dessa vez EU JURO que a culpa não é minha. Sério. Sim, eu já fiz umas 17 milhões de piadas sobre começar franquias por um jogo que não é o primeiro, mas dessa vez existe um bom motivo: Nenhuma das visual novels anteriores da série Memories Off havia sido lançada no ocidente… E acredite, é uma série relativamente longa.

Iniciando lá em 1999 com um jogo no Playstation original e durante sua primeira fase, entre 1999 e 2006, o desenvolvimento era pela KID, responsáverl por jogos do NES, como Kick Master, os dois G.I. Joe e o lendário Pepsiman do Playstation 1, além da série de visual novels Infinity, cujos quatro primeiros jogos foram roteirizados por Kotaro Uchikoshi. Enfim, após o fechamento da KID em 2006, o desenvolvimento passou temporariamente pela Cyberfront, que finalizou o jogo que estava sendo produzido durante o fechamento da KID e posteriormente ao lançamento de Memories Off #5 Encore em 2007, a 5pb, hoje MAGES assumiu a batuta da série.

Em 2018, a MAGES havia lançado Memories Off: Innocent Fille, que era planejado para ser o último título da série principal (e dois anos depois, para conveniência dos fãs japoneses, a MAGES anunciou duas compilações contendo os sete jogos da série principal pra 2021). E é claro que a produtora anunciou o que seria um soft reboot também para 2021. Intitulado SINce Memories: Off the Starry Sky, o jogo tinha pretensão de ser um reinício, se passando dez anos após os eventos de Innocent Fille. Só que entre o lançamento japonês, e a versão ocidental de SINce Memories, a MAGES mudou de ideia, e no ano passado, anunciou o nono título (principal) da série Memories Off, previsto para 2025, Memories Off Sousou: Not always true coloca SINce Memories: Off the Starry Sky em uma posição difícil, preso entre o status de Spin-off e Reboot.

Porém, ele é o primeiro título da série a aportar ao ocidente graças a PQUbe, que além das versões nativas de Playstation 4 e Switch, também portou o jogo para PC, tal qual fizeram com a visual novel de Konosuba, que tem subtítulo longo demais para eu decorar. Será que ela tem qualidade para atrair quem não tem conhecimento da série? Confira a nossa análise.

Luto e Recomeço

O estudante universitário Junya Mizumoto está de luto pela morte do seu irmão, após um trágico acidente ocorrido um ano antes, quando encontra uma garota misteriosa que, antes de desaparecer, lhe diz que deveria ter sido ele a morrer.

Carregando o peso destas palavras terríveis e das memórias do seu irmão, Junya acaba por se envolver num projeto inesperado com a sua amiga de infância, Chihaya Hojo. O solar dos Hojo, uma casa tradicional japonesa, precisa de obras de renovação, e Junya compromete-se a levar a cabo esta grande tarefa. Mas é uma tarefa que não conseguirá realizar sozinho.

Como o jogo é uma visual novel sem elementos extras (como em Konosuba: Love for Those Clothes of Desire), não vou falar sobre como funciona a jogabilidade, você deve saber como é: Leia, faça escolhas, e dependendo das suas escolhas, haverão rotas com finais distintos. E ao contrário do que (geralmente) é esperado em visual novels, aqui, nem sempre o foco é o romance. Não se engane, ele está aqui, mas a série Memories off sempre foi mais focada no amadurecimento dos personagens.

As rotas de Since Memories: Off the Starry Sky meio que são previsíveis na temática, não do tipo previsível de você saber, mas do tipo, pela narrativa, dá pra saber que personagem vai levar a qual tipo de narrativa… Seja a reforma da casa, ou romance, ou a investigação da morte do irmão de Junya. Isso traz um fator replay ao jogo… A não ser que você seja um boçal como eu, que faz uma das rotas e não toca mais no jogo porque não consegue visualizar o protagonista com uma garota diferente… Ei, eu disse que sou boçal, hein?

Para quem é fã da série (e sabe japonês e jogou outros títulos da série), AQUELE PERSONAGEM que aparece em todos os títulos, como alguém que ajuda a guiar o protagonista em meio a turbulência, Shin, está de volta. E também há menções a eventos passados. Porém, o fato de que não há sequer traduções de fã dos jogos anteriores da série, essas referências passarão batidas a quem nunca tocou na série. “Mas Sancini, você é fã da série e sabe disso?” Não, eu consultei alguém que jogou os jogos anteriores, porque né, eu sou um boçal, mas também me dou ao trabalho de fazer pesquisas.

Uma coisa que pode não agradar a todos, são as personagens… Bem, apesar de estarem nas tropes vistas em animes e visual novels, elas podem passar a impressão de desgostáveis, até mesmo soarem como manipuladoras em relação ao Junya, nosso protagonista. Varia de caso a caso, e conforme passamos tempo, talvez você consiga ter um xodó dentre as meninas.

Belos valores de produção

Como o título do gênero sugere, visual novels são um gênero que depende do VISUAL, é onde um título sobrevive ou morre, pois uma primeira impressão ajuda bastante. Felizmente, SINce Memories: Off the Starry Sky acerta em cheio, com belíssimas ilustrações e design de personagens de U35 (Aonatsu Line, Yukiro Sign) e Ikeda Yasuhiro (STEINS;GATE 0, Emio – The Smiling Man: Famicom Detective Club) destacam bastante as personagens e os cenários. Tanto sprites, quanto as CG’s, pra quem curte visual novels, é um deleite. Como comentei, Visual Novels dependem da parte visual pra chamar atenção, então nesse quesito, mostra que a MAGES não poupou esforços e recursos.

A trilha sonora, composta por Takeshi Abo (Dead of the Brain, Famicom Detective Club e a própria série Memories Off) é um deleite auditivo. Excelentes composições, contando com músicas originais e remixes de faixas da série, é uma trilha que dá aquele SOCO que eleva um jogo mediano, e destaca ainda mais um jogo bom. Os temas de abertura e encerramento do jogo (Hikari to Kage no Laplace e Hoshizora Orgel) também são bem decentes.

As performances dos seiyuus também é destaque, especialmente considerando que a maior parte do elenco (com exceção de Junji Majima, que faz a voz do Shin) tem pouca experiência em visual novels, com SINce Memories sendo o primeiro trabalho de alguns. Uma das Seiyuus até canta uma música durante o jogo, “Long for You”, que condiz com a personagem em si.

É uma boa porta de entrada para a série, mas…

Se eu recomendo SINce Memories: Off the Starry Sky a fãs de Visual Novels? Sim. Apesar de ter as pontas soltas com referências a jogos não lançados aqui, é uma novel que se mantém por mérito próprio. Os gráficos e trilha ajudam muito, além das performances dos dubladores.

Nota: 8/10

SINce Memories: Off the Starry Sky está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e PC. Esta análise foi feita com uma chave de PS4, cedida pela PQube.

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KONOSUBA – God’s Blessing on this Wonderful World! Love For These Clothes Of Desire! | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/12/konosuba-gods-blessing-on-this-wonderful-world-love-for-these-clothes-of-desire-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/02/12/konosuba-gods-blessing-on-this-wonderful-world-love-for-these-clothes-of-desire-analise/#respond Mon, 12 Feb 2024 22:14:48 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16158 Minha experiência com Konosuba é bem limitada. Eu sei da popularidade do anime, mas o mais perto que cheguei, foi aquele clone de Mega Man produzido pelo Team Ladybug e que foi dado de brinde com o Box de Blu-Rays da segunda temporada do anime. E recentemente, por falta do que fazer, baixei um fangame […]

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Minha experiência com Konosuba é bem limitada. Eu sei da popularidade do anime, mas o mais perto que cheguei, foi aquele clone de Mega Man produzido pelo Team Ladybug e que foi dado de brinde com o Box de Blu-Rays da segunda temporada do anime. E recentemente, por falta do que fazer, baixei um fangame da franquia… Que foi lançado com o box da primeira temporada. Fora isso, o que sei também é que a dublagem brasileira é horrorosa. Desculpem me quem gosta, mas a dublagem de Konosuba é fraca. O que parece ser um mal da dublagem brasileira em animações japonesas de uns tempos pra cá.

Sim, eu sei que a geração de dubladores clássicos, que gente como eu cresceu ouvindo envelheceu e deu espaço para uma nova leva de dubladores, mas parece sempre faltar algo. Não sei se por direção ruim ou atuações ruins, fica difícil assistir anime dublado. E os dubladores não ajudam, estando mais preocupados em… Deixa pra lá, é melhor eu não me exaltar, porque dá última vez que me exaltei fazendo um artigo, pessoas vieram atrás de nós porque criticamos a censura de corporações bilionárias.

Mas enfim, o assunto, Konosuba… Conheço pouco, é um dos isekais mais famosos em geral (gênero que não tá nem um pouco saturado, imagina), e claro que como toda obra famosa, adaptações em jogo acabam acontecendo, eu mencionei o Resurrection of Beldia, que é o clone de Mega Man X produzido pelo Team Ladybug (e possui uma tradução de fãs, só dar uma procurada básica), e o In the Life (que também possui tradução de fãs), porém de maneira oficial, nenhum jogo da franquia havia aparecido por essas bandas.

Porém, isso mudou com a chegada da segunda visual novel de Konosuba, Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire!, lançada originalmente em 2020 para Playstation 4 e Nintendo Switch, chegou agora no começo de fevereiro para as mesmas plataformas, com adição de um porte para PC. Será que o jogo vale a pena? Confira conosco.

Fazer roupas para acabar com a maldição

Após uma dessas aventuras regulares que Kazuma e seu grupo tem (traduzindo para quem não tem conhecimento de Konosuba: Megumin utilizando uma magia de EXPLOSÃO e exaurindo as forças, Darkness servindo de isca porque gosta de apanhar, Kazuma ficando desesperado porque Aqua foi inútil novamente), o grupo encontra um estranho artefato no chão. Artefato esse que é capaz de gerar roupas.

Só que antes que algo possa avançar, eles são acusados por Sena de ter roubado esse artefato de um nobre, e precisam fazer roupas para ele sob a ameaça de banimento. Porém, o que não sabiam, era que esse artefato amaldiçoa a pessoa que o usa, alterando sua personalidade de maneira oposta. Assim, a masoquista Darkness vira uma Sadista, Megumin, que tem complexo devido a seus peitos pequenos, funda a Liga das Lolis e Aqua se torna uma Deusa útil. Kazuma agora precisa dar um jeito de cumprir os mandos e desmandos do Nobre Filho da Puta (nossa, quem diria que o nobre é um filho da puta?) e fazer com que as garotas retornem ao normal.

A trama segue com a típica comédia de Konosuba, com um total de 10 finais disponíveis, dois para cada garota do grupo principal (Aqua, Megumin e Darkness possuem dois finais, um regular e um bom), e um para as garotas secundárias (Chris, Wiz, YunYun e Saya), dando certo valor replay ao jogo.

Felizmente, nos dias de hoje, pessoas mais competentes que eu escrevem guias de como conseguir esses finais, então não vai ser difícil pro jogador médio fazer 100%, a não ser que ele seja um ignorante que se recusa a aprender inglês, mas divago.

Não é só “Visual Novel”

Partindo da premissa das roupas, o gameplay de Love for These Clothes of Desire é dividido em dois loops, a parte de Visual Novels, onde respostas corretas as personagens aumentam a afeição delas, chegando a um ponto onde as rotas com as garotas são abertas, essa parte, obviamente sendo o que se espera de uma Visual Novel, e como tal, é bem executada… E se você acha que não há como uma visual novel ser mal executada, só ver o desastre que foi “Goodbye, Volcano High”, um jogo que não agradou fãs de visual novels ou furries. Então, fazer o bê-a-bá do gênero é essencial.

A outra parte, é a de administração de tempo, onde Kazuma deve mandar os membros do seu grupo (Aqua, Darkness e Megumin) em quests e trabalhos para conseguir dinheiro e materiais para fazer as roupas nos três primeiros dias da semana, no quarto dia, alguns eventos podem acontecer, e é quando o grupo descansa, e o quinto dia é quando o grupo usa o dinheiro que conseguiu durante a semana para comprar materiais adicionais para fazer as roupas. Roupas opcionais podem ser criadas para desbloquear trabalhos e alterar um pouco certos eventos.

A afeição com as meninas pode ser influenciada com determinadas roupas, então se você quiser a rota de tal menina, faça a roupa X pra ela. Há guias com as roupas necessárias para cada rota. Uma das coisas que pode fazer com que alguns virem o nariz (aqui no Brasil em específico), além do fato do jogo ser uma visual novel (coisa que o jogador brasileiro médio odeia), é a falta de uma tradução para o português. Claro, ao contrário de estúdios grandes como a Sega, não há como a equipe da PQube pagar por uma tradução, pelo menos não de um jogo pesado e focado em textos como é este aqui. Mas isso não significa que eu não possa sonhar com um mundo onde tenhamos mais visual novels lançadas com português entre as escolhas de idioma.

Gráficos e musicas fiéis ao anime

O maior destaque do jogo, é que os dubladores do anime voltam a reprisar os papéis, e graças a todos os deuses existentes e alguns que não existem mais, nada de dublagem americana. Não tem nada mais broxante do que comprar um jogo japonês, todo estilo anime pra no fim do dia, o único audio disponível ser em inglês. Quem viveu a geração PS1/PS2 sabe disso. Era um suplício jogar Naruto no PS2 numa época pré-iso Undub.

Graficamente, os sprites e CG’s do jogo parecem ter saído do anime, e as roupas possuem exatamente aquilo que os fãs da franquia mais gostam: Fanservice. Numa era onde gente que não consume clama por censura de produto que não é feito pra eles, é bom ver que nem todo estúdio japonês arrega as pernas pra charlatões disfarçados de localizadores.

As músicas, são bastante decentes, não interferindo na jogatina, e destaque para os temas de abertura, “It’s so fine”, interpretado pela Machico (que canta as aberturas das temporadas da série e do spin-off da Megumin), e “Ama Yadori”, que possui versões cantadas pelas seiyuus da Aqua, Megumin e Darkness, além de uma versão com as três cantando juntas.

Reprodução: Mages, PQube

O ponto fraco é o preço

Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire! vale a pena o valor cobrado? A resposta é… Não. Pelo menos do ponto de vista financeiro, as versões de PS4 e Switch custam 249,90 e 258,32 respectivamente. A versão do Steam, aqui pro Brasil está mais em conta, saindo quase a metade desse preço. Mas enfim, no geral, Love for these Clothes of Desire! é uma novel competente, servindo como aperitivo da terceira temporada de Konosuba que chega em Abril.

Nota final: 8/10

Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World! Love for these Clothes of Desire! está disponível para Playstation 4, Nintendo Switch e PC. Esta análise foi feita com uma cópia de PS4, gentilmente cedida pela PQube.

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