Arquivos Joker - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/joker/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Joker - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/joker/ 32 32 Sonic Racing: CrossWorlds | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/#respond Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20858 Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997). Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard […]

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Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997).

Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard Jacques e cantadas por TJ Davis.

Após Sonic R, a Sega deixou de lado a ideia de deixar Sonic correr em um veículo por bastante tempo, até que em 2010, foi lançado Sonic & Sega All-Star Racing, para os consoles da sétima geração (Wii, PS3, Xbox 360) e PC. O jogo era uma celebração a história da Sega num geral, contendo personagens de diversas franquias, como Shenmue e NiGHTS. Ele foi feito pela Sumo Digital, uma empresa ocidental que já havia trabalhado com a Sega em OutRun 2.

Mas a sua continuação que foi o maior sucesso do Sonic em jogos de corrida. Em Sonic All-Star Racing Transformed (2013), a Sumo Digital nos trouxe uma evolução dos conceitos do jogo anterior. Com gráficos e controles melhores, o jogo ainda contou pela primeira vez com a transformação de veículos.

Lá, era possível transformar seu carro em barco ou avião dependendo da parte do percurso, e ele fez (e faz) muito sucesso até hoje entre os fãs de games de kart, sendo até mesmo considerado superior aos Mario Karts contemporâneos a ele.

Após isso, a Sumo Digital fez Team Sonic Racing, um game que provavelmente não foi feito com o mesmo empenho que os anteriores, e por isso é mal visto entre os fãs da série de corrida.

Depois dessa queda vertiginosa depois de dois games de sucesso, a Sega resolveu tomar pra si o desenvolvimento de seu novo jogo de corrida. Sonic Racing: CrossWorlds, é feito pelo próprio Sonic Team e saiu este ano de 2025 para todos os consoles atuais, incluindo o Switch 1. E é dele que vamos tratar neste texto.

Créditos: SEGA

Jogabilidade


Em Sonic Racing: CrossWorlds, é notável a influência de Sonic All-Star Racing Transformed. Os veículos se transformam entre carro, barco e aeronave, mas seus controles estão levemente diferentes.

  • A direção do carro continua similar a SASRT, porém ficou mais difícil fazer curvas sem usar o drift;
  • O controle do barco está mais arcade, e a principal diferença é poder dar saltos ao segurar o botão do drift, similar ao que pode ser feito em Mario Kart World (Switch 2, 2025);
  • Por fim, o controle do avião foi o que mais sofreu mudanças, sendo as manobras mais facilitadas. O controle aéreo de SART era muito duro, então essa é uma mudança relevante e bem-vinda.
Créditos: SEGA

Corridas ágeis para a geração Z

O ritmo das corridas foi algo que meu coração de 34 anos sentiu a idade, confesso. O game não tem um ritmo similar a de um Mario Kart, por exemplo; acontece muita coisa ao mesmo tempo, principalmente nas maiores dificuldades, e várias vezes você não tem tempo de perceber o feedback visual para reagir a um item inimigo ou a uma colisão contra algum objeto ou parede.

Acertar paredes ou bater em outros carros gera um feedback visual que na minha opinião é muito negativo, com anéis voando do seu carro. É quase como se o jogo quisesse te punir por fazer algo que acontece o tempo todo em um jogo de kart.

Apesar disso, o game tem um fluxo divertido, onde as corridas possuem três voltas, e a segunda sempre é num mundo alternativo, que vamos falar abaixo.

Créditos: SEGA

Mas o que são os tais dos CrossWorlds?

A grande mecânica do Sonic Racing: CrossWorlds são os anéis gigantes que teleportam os corredores para outro ambiente durante as corridas. O jogador em primeiro lugar na primeira volta escolhe um entre dois anéis na pista, que leva todo mundo para outra pista completamente diferente. Essas pistas são exclusivas dessa segunda volta e servem como uma variação interessante no gênero. Após a segunda volta, os corredores devem voltar para a pista normal e terminar a corrida normalmente.

Créditos: SEGA

Gráficos

Era de se esperar, mas os jogos do Sonic de uns anos pra cá, principalmente desde o Sonic Frontier (2022), possuem uma fidelidade visual mais arrojada que títulos anteriores. Em Sonic Racing: CrossWorlds temos gráficos lindos, com corredores, carros e principalmente pistas, dando um show visual. Tudo é bem colorido e bem animado, de forma que pareça um filme de animação. As pistas extras de teleporte são bem animadas, com efeitos visuais e coisas acontecendo o tempo todo. 

Créditos: SEGA

Customização dos carros e personagens de fora

De volta de Team Sonic Racing, temos customização dos carros. Você pode comprar peças e customizar o carro com adesivos e pinturas, fazendo com que o jogo se torne um grande Need for Speed Underground do Sonic. Essas mudanças afetam sutilmente o desempenho dos carros nas corridas, mas não consegui sentir nenhuma mudança muito relevante, tirando o uso das pranchas vindas do Sonic Riders de 2006 (que eu ignorei de propósito na introdução deste texto porque não são jogos de CARRO), que diferem dos carros do mesmo jeito que as motos no Mario Kart são diferente dos outros veículos em termos de controle e tração.

De volta de Sonic All-Star Racing Transformed, temos os personagens vindo de outras franquias. Da Sega, temos Ichiban da série Yakuza/Like a Dragon, Joker de Persona 5 e a própria Hatsune Miku. Além disso, a Sega claramente deu um jeito de fazer parceria com a Paramount/Viacom e botou um monte de personagens de séries da Nickelodeon, como Bob Esponja, Tartarugas Ninja e Avatar. Eu gostaria de dizer que eles não fazem muito sentido, mas em Transformed tínhamos gente de Team Fortress e até mesmo uma corredora da Nascar do mundo real, então fazer o quê né. São adicionais via DLC, e isso sim é um problema.

Créditos: SEGA

Veredito

Sonic Racing: CrossWorlds é uma volta ao apogeu que foi Sonic All-Star Racing Transformed, mas ainda não chegou no mesmo nível. A jogabilidade está refinada em relação a Team Sonic Racing, mas o ritmo do jogo da corrida é muito frenético, o que torna alguns momentos da corrida em um grande caos onde você como jogador, não tem tempo pra focar no que deveria ser o fator principal: dirigir em uma pista de corrida.

Créditos: SEGA

Ainda assim, é um jogo bem competente, com modo online bem competitivo e funcional e modos offline com uma grande campanha cheia de campeonatos. Entre ele e Mario Kart World, que foi lançado na mesma época, eu ficaria fácil com o ouriço da Sega. 

Nota: 7,5/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic Racing: CrossWords para PC cedida gentilmente pela SEGA. O game está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

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Persona 5 Strikers | Viajando pelo Japão com os Phantom Thieves https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/31/persona-5-strikers-viajando-pelo-japao-com-os-phantom-thieves/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/01/31/persona-5-strikers-viajando-pelo-japao-com-os-phantom-thieves/#respond Mon, 31 Jan 2022 22:30:40 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=10034 Minha história com Persona 5 é meio complicada. Eu comprei o jogo no PS3, lá no fim de 2017. Era algo difícil de jogar, porque na época aqui em casa só tinha uma Smart TV, então eu aproveitava tipo, momentos nas minhas folgas e as vezes na madrugada, antes de ir trabalhar. Foram 65 horas […]

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Minha história com Persona 5 é meio complicada. Eu comprei o jogo no PS3, lá no fim de 2017. Era algo difícil de jogar, porque na época aqui em casa só tinha uma Smart TV, então eu aproveitava tipo, momentos nas minhas folgas e as vezes na madrugada, antes de ir trabalhar.

Foram 65 horas felizes, até que meu PS3 deu problema quando eu estava no meio da dungeon do Shido. E meses depois, Persona 5 foi um dos primeiros jogos que comprei junto ao meu PS4, mas o trauma do PS3 continuava, tanto que demorou pra eu pegar Persona 5 pra jogar… O quanto demorou?

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O jogo apareceu no meu MEME de jogos terminados em 2020, quando eu fiz dois playthroughs seguidos, um no fim de 2019 e um no começo de 2020.

O fato é que Persona 5 é meu jogo favorito de todos os tempos. E quando uma continuação foi anunciada (e que deixou muita gente puta porque o jogo tava sendo desenvolvido pela Omega Force), eu quase mijei nas calças de emoção.

Claro, que com os aumentos de preço da Sony, cega pro mercado brasileiro, foi difícil conseguir jogar Persona 5 Strikers em seu lançamento, no ano passado. Porém, agora em 2022, eu pude jogá-lo, e é esta análise que você lerá.

Disclaimer: Esta análise terá leves spoilers de Persona 5, por se tratar de sua continuação

Persona 5 Strikers
Reprodução | Atlus/SEGA

Caindo na estrada com os Fantasmas Ladrões

O jogo se passa seis meses após os eventos ocorridos em Persona 5 (ignorando os eventos ocorridos em Persona 5 Royal), e Joker retornara a Tóquio para passar as férias de verão com seus amigos.

Alheio a isso, coisas estranhas acontecem pelo Japão, pessoas estão tendo mudanças súbitas de comportamento, semelhantes as Mudanças de Coração que eram feitas por Joker e seus companheiros. O inspetor Zenkichi Hasegawa é um dos que está no caso, e ele é ordenado a ficar de olho e contatar os Fantasmas Ladrões (e a vontade de escrever os termos em inglês é grande).

Enquanto se preparavam para as férias, em Shibuya, Joker, Ryuji e Morgana acabam parando no Metaverso, graças a um misterioso app. E lá, eles descobrem que novamente alguém está manipulando o público para ganho próprio, o que significa que eles terão novamente que investigar e mudar os corações… Ou algo do tipo.

Porque há uma diferença, já que a manipulação feita pelos Monarcas (vou falar algo curioso mais pra frente), não rouba os corações, mas sim os desejos das pessoas, tornando-as suscetíveis a essa manipulação. Os Monarcas são os residentes das Jaulas. Existem diferenças técnicas entre as Jaulas e os Palácios do jogo original, mas para efeitos de gameplay, são a mesma coisa.

O clima do roteiro de Strikers é bem menos sério e urgente do que o do jogo original, já que lá havia todo o peso da sua transferência, o fato da sua ficha criminal devido a “agressão” contra Shido e etc. Aqui, mesmo com Joker e seus amigos tendo que procurar Jaulas e combater Monarcas pelo país, não há uma pressão como havia. Aqui, o clima é quase de um desses filmes de Road Trip.

Outra grande diferença, é que enquanto que no Persona 5 original, os donos dos Palácios eram em sua maioria, filhos da puta irredimíveis, enquanto que em Strikers, não, são personagens que depois que você realmente sabe o que aconteceu, consegue sentir um pouco de empatia pelos Monarcas. Ainda são pessoas que fizeram o que fizeram no jogo, mas você até um ponto sente pena deles.

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Uma das principais reclamações em termos de história no Persona 5, teve sua condução consertada.

No caso, me refiro ao tratamento de um personagem que se tornará jogável próximo ao fim do jogo. Quem jogou o original, sabe que você mal tem tempo de se apegar a Haru, porque ela só entra pro grupo bem próxima ao clímax da história, e vocês mal tem contato com ela. Aqui, também temos um personagem que vai se tornar jogável próximo ao fim da história, no caso o Zenkichi (isso não é um spoiler, tá na abertura do jogo). Só que vamos convivendo com ele ao longo da jornada, então quando ele se torna parte da equipe, já há um apego ao Tiozão da equipe.

Porém, nem tudo são flores, já que dos outros personagens secundários, apenas Sojiro aparece por razões óbvias, e apenas uma personagem faz uma ponta mais adiante no jogo. Não tem professora, nem doutora, nem nenhum secundário.

E é claro, temos a nova personagem, no caso a Sophie, que é a misteriosa Inteligência Artificial, cujo objetivo é se tornar a Companheira da Humanidade, que vai aprendendo mais sobre como é ser humano, enquanto viaja com o grupo, hospedada no celular de Joker, e com uma forma humana no Metaverso.

Reprodução | Atlus/SEGA

Meio musourella, meio dragon quest heroes, e ainda assim, 100% Persona… Tá, 95%.

Acredite ou não, o primeiro pitch de Persona 5 Strikers, era pra ser um musou englobando a série Persona inteira. Só que isso foi descartado logo de cara, e logo assim que Persona 5 chegou as lojas japonesas em 2016, o Omega Force começou a trabalhar em Strikers.

Por isso não temos coisas de Royal no jogo…

Mas enfim, o jogo funciona como um híbrido de musou, com os elementos base da série Persona. Você tem obviamente os ataques com o quadrado, e cada um dos personagens tem um ataque diferente com o triângulo (utilizando aqui o mapeamento do Playstation), e combos são feitos, ou com o básico, ou apertando o triângulo no meio de algum combo, mas isso depende de cada personagem.

Porém o combate se parece muito mais com os jogos da série “Dragon Quest Heroes”, do que com um Dynasty Warriors da vida, e colocando na panela, os elementos da série Persona, com o protagonista tendo a capacidade de ter múltiplas Personas, com fraquezas e forças, os elementos e tudo que conhecemos de Megami Tensei.

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As invocações de persona funcionam como as magias de Dragon Quest Heroes, segurando o botão de ombro e selecionando a magia, mas ao contrário de DQH, onde você mapeia cada magia pra um botão de face, aqui você seleciona a magia e pode mirar onde ela vai acertar.

Ao contrário de Persona, mesmo as magias que usualmente acertam um alvo, vão acertar múltiplos alvos (exceto buffs/debuffs específicos), porque elas tem uma área de alcance, magias simples (como Zio/Zionga/Ziodyne) acertam numa área circular, já as magias de multiplos alvos (Mazio/Mazionga/Maziodyne), acertam uma área em funil, maior que o círculo.

Eu fiz a comparação com Dragon Quest Heroes, e não foi tão a toa assim. As etapas de “Tower Defense” de DQH também estão presentes aqui, em algumas seções onde a Futaba terá de hackear os sistemas e o seu grupo precisará defendê-la. Felizmente, o design das dungeons nas seções onde existem essas etapas ajudam a tornar a coisa bem menos maçante.

Persona 5 Strikers
Reprodução | Atlus/SEGA

Persona Adaptado em Musou

O sistema de navegação nas Jaulas, é bem parecido com o dos Palácios de P5, procure chegar ao fim da dungeon para garantir uma rota, evite ser visto pelos inimigos, com toda a questão do nível de procurado do jogo original, bem adaptado. Existem os espaços pra se esconder, como em Persona, momentos de platforming, e tudo mais.

Existem diferenças aqui e ali, mais devido a diferença de gêneros, mas quem jogou Persona 5 (ou o Royal) de cabo a rabo vai reconhecer os elementos adaptados. A diferença maior, é que você não tem a pressão de tempo que havia em cada palácio, e pode sair do mesmo pra comprar itens de cura/sp quantas vezes forem necessárias.

Há um sistema de BONDS, que é basicamente uma experiência extra que você ganha após cada batalha, e as vezes em alguns diálogos da história, a cada nível de BOND que você ganha, pode utilizar em perks que valem pro grupo todo, como aumento de status, potência de magias, facilidade de abrir baús trancados, dentre outras coisas… E também está ligado ao troféu mais cretino do jogo, o último necessário pra minha platina. Ainda assim a Platina do jogo levou menos tempo do que eu levei pra terminar o Persona 5 original.

Como o jogo não tem um requerimento pra final verdadeiro, Persona 5 Strikers permite que você seja um pouco mais bobo em diálogos, levando a situações que possivelmente não aconteceriam no jogo original.

Aliás, prepare-se, já que Persona 5 Strikers é um pouco mais difícil que o seu Persona usual. Ele não é o típico “aperte quadrado pra vencer” que vemos em um Musou, mas não chega a ser muito complicado. Você só não vai encontrar a mesma facilidade que tem de jogar no Hard.

Sem contar os desafios extras, como os Dire Shadows, que são Shadows que nas Jaulas, eles são envolvidos por eletricidade estática e não te atacarão. Futaba avisará que eles são Shadows mais fortes que os comuns.

A luta só será iniciada se você os atacar, e prepare-se, porque para um despreparado, eles vão te massacrar. Você pode revisitar todas as dungeons para grindar e fazer side-quests (As Requests funcionam de maneira semelhante ao Phan-site do jogo original), que são necessárias, caso queira enfrentar o Reaper, o chefe mais difícil do jogo (e necessário para se abrir o New Game +)

Caso você tenha feito absolutamente tudo, incluindo o Reaper, você desbloqueará a dificuldade Merciless, que de fato é desafiante. Por exemplo, eu morri na cena introdutória do jogo umas 3 vezes tentando jogar no Merciless. Um dia, quem sabe.

Reprodução | Atlus/SEGA

Estiloso como o anterior, novos cenários do Japão para se admirar.

Uma das coisas que separava Persona 5 da maioria dos JRPG’s, era a questão de estilo. Não falo somente dos gráficos e direção de arte e cenários, mas até mesmo os menus do jogo são feitos com um esmero imenso. Pega em comparação os menus confusos de Sword & Fairy 6. Há um universo de diferença. Aqui as coisas não são diferentes.

Você pode dizer que os cenários do Strikers são mais contidos do que os do Persona 5, já que não vemos muito de Tóquio e tal, mas Strikers se passa no Japão inteiro, então os cenários são mais variados. E as Dungeons são tão criativas quanto as originais. Os novos personagens, sejam eles os novos jogáveis, como Zenkichi e Sophie, quanto aqueles que nos deparamos ao longo da jornada, são personagens que poderiam ter saído do jogo original.

E as versões Shadow dos vilões também possuem bons visuais, eu queria que a Shadow Alice sentasse na minha cara, mas estou colocando o carro na frente dos bois. Diabos, um dos vilões mistura uma referência a Tokusatsu e a Tekkaman e eu não esperava ver uma referência a Tekkaman.

A música do jogo… Meus amigos, recomendo ouvir a trilha de Persona 5 Strikers, do começo ao fim.

Alguns temas do jogo original foram reaproveitados sem mudanças, e os novos temas são do tipo que vão ficar na cabeça por tempos, desde a música de abertura “You are Stronger”, como temas de batalha como “Daredevil” (Detalhe extra: Caso você tenha saves de Persona 5 ou Persona 5 Royal no PS4, ou o Joker no Super Smash Bros. Ultimate no Switch, você pode jogar o jogo com os temas de combate de Persona 5 e Persona 5 Royal, não sei como fica esse recurso no PC), E alguns temas, como “Last Surprise” e “Rivers in the Desert” ganharam rearranjos feitos por Masayoshi “MASA” Sasaki, compositor da série Dynasty Warriors e ficaram fenomenais, dando uma nova energia a duas músicas icônicas de P5.

A dublagem, eu não preciso dizer muito sobre, porque está no mesmo nível de excelência do Persona 5 original, tanto em japonês, quanto em inglês. Tá certo que alguns personagens não voltariam por motivos extremos (os dubladores do Igor e da Chihaya faleceram, no caso do Igor é até conhecido porque tem uns 10 anos que nas reaparições do Igor na versão japonesa da franquia Persona, usam clipes de áudio antigos), e eu não sei onde eu queria chegar com essa frase.

Persona 5 Strikers
Reprodução | Atlus/SEGA

Só o preço é meio salgadinho

Se tem uma coisa que pode afastar as pessoas de comprar Persona 5 Strikers, possivelmente é seu preço base, que em todas as plataformas, foi de 300 Reais. Enquanto que por muito menos, você pode aproveitar o Persona 5 original no PS4.

Mas, se você curtiu o Persona 5 e o Royal, recomendo fortemente que jogue P5 Strikers, é um jogo divertido que mistura bem Persona 5 e Musou. Só não espere as waifu wars do jogo original. Infelizmente o jogo não considera a parte de romance do jogo original. O que é uma pena.

Persona 5 Strikers está disponível para PlayStation 4, Nintendo Switch e PC, e esta análise foi feita com base na versão de PS4, que esteve disponível no mês de janeiro na PlayStation Plus. E se você quer saber porque a análise demorou pra sair… Bem, faltou inspiração pra eu escrever.

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