Arquivos gamepass - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gamepass/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 31 Jul 2024 13:44:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos gamepass - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gamepass/ 32 32 Hi-Fi Rush | Um clássico moderno assassinado pela Microsoft https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/hi-fi-rush-um-classico-moderno-assassinado-pela-microsoft/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/hi-fi-rush-um-classico-moderno-assassinado-pela-microsoft/#respond Tue, 30 Jul 2024 13:37:50 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17184 Você provavelmente já ouviu o nome de Shinji Mikami. Ex-funcionário da Capcom que trabalhou em clássicos como Goof Troop (SNES) e obviamente, Resident Evil (PSX e Saturn). Depois, ele se envolveu em diversos projetos de sucesso, como liderar a franquia Resident Evil até seu quarto jogo, além de posteriormente ter ido para a Platinum Games, […]

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Você provavelmente já ouviu o nome de Shinji Mikami. Ex-funcionário da Capcom que trabalhou em clássicos como Goof Troop (SNES) e obviamente, Resident Evil (PSX e Saturn). Depois, ele se envolveu em diversos projetos de sucesso, como liderar a franquia Resident Evil até seu quarto jogo, além de posteriormente ter ido para a Platinum Games, trabalhando no jogo Vanquish (PS3, 360, PC).

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Depois de anos na empresa, ele resolveu sair e criar a sua própria: Tango Gameworks, que após ter problemas financeiros, foi adquirida pela ZeniMax que, por sua vez, foi adquirida por ninguém menos que a Microsoft.

Na sua aventura solo, Mikami desenvolveu clássicos modernos, como Evil Within 1 e 2, GhostWire: Tokyo e por fim, Hi-Fi Rush.

Esse último sendo diferente de tudo já feito por ele, mas que devido a recolocação da Microsoft no mercado, acabou sendo a última coisa feita pela Tango Gameworks. Mas será que eles nos deixaram como um clássico? Vamos ver.

Hi-Fi Rush
Créditos: Tango Gameworks

Do que se trata Hi-Fi Rush?

O game conta a história de Chai, um moleque (?) de 25 anos que não tinha um braço, e por isso, vai até a empresa Vandelay Technologies para se voluntariar para o tal Projeto Armstrong, que era nada mais que um programa para instalar membros cibernéticos nas pessoas.

Sem Chai saber, o CEO da Vandelay, Kale Vandelay, colocou Chai para ser um gari para a empresa e ao examinar seus pertences, acha seu iPod e joga fora.

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O player cai no peito do Chai e isso obviamente faz com que o processo todo bugue e Chai acabe se fundindo com o aparelho, ficando conectado com a música e aos sons ambientes.

Como o processo de instalação do novo braço de Chai meio que deu errado por causa disso (apesar dele ter realmente ganhado um braço robótico), ele foi considerado um “defeito” e a empresa colocou todos os robôs para atacarem o pobre jovem.

Créditos: Tango Gameworks

Gameplay musical

O lance de Hi-Fi Rush que o torna diferente de outros jogos de plataforma 3D é que tudo que você faz além de andar é atrelado ao ritmo constante do jogo, que é reproduzido por uma batida que pode ser ouvida na trilha sonora ou visualizada em tela o tempo todo.

A trilha sonora inteira do game funciona em um ritmo sincronizado, e os objetos em tela reagem a ela, de modo que você como jogador, consegue sincronizar seus ataques e combos juntos com essa batida, não muito diferente de tocar bateria em um jogo como Rock Band.

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Isso pode parecer um pouco complicado de início, e talvez até assustador para quem estiver lendo esse texto sem ter jogado, mas é tudo perfeitamente executável até na a dificuldade difícil — essa foi a qual eu zerei o jogo sem nunca ter jogado antes –., isso porque o jogo não te OBRIGA a fazer as coisas no ritmo em combates normais, mas te RECOMPENSA por fazer dessa forma.

Isso faz com que jogar no ritmo seja tratado mais como um bônus do que uma exigência. Essa talvez seja a decisão mais crucial para que Hi-Fi Rush funcione como um jogo para todo tipo de pessoa.

Créditos: Tango Gameworks

Gráficos de mangá ou de HQ?

A Tango Gameworks era um estúdio japonês, mas era claramente influenciado por trabalhos ocidentais. Como já dito, seus trabalhos anteriores envolviam mitologias mais ocidentais, como Evil Within 1 e 2 — ainda que inspirados por Resident Evil 4 –, e em Hi-Fi Rush temos uma mistura de estilos.

Eu consigo ver uma certa influência vinda de animações ocidentais dos anos 80, principalmente na arte, que claramente não deriva de nenhuma influência japonesa direta. Na verdade, eu lembrei muito do jogo Dragon’s Lair, pois o traço dos personagens e a silhueta dos mesmos me lembrou um pouco aquele estilo.

Créditos: Tango Gameworks

Combate e plataforma

O grosso do jogo é basicamente você controlando Chai por plataformas, procurando lugares secretos para explorar ou em combate. Essas lutas por sua vez são colocadas em em arenas bem óbvias, o que não age muito à favor do jogo, pois deixa tudo bem segmentado e fácil de prever.

Ainda assim, o combate envolve o jogador lutar com vários inimigos ao mesmo tempo. Cada inimigo tem uma “dança” que você precisa aprender pra lutar com eles da maneira mais eficiente possível. Seja através de porrada franca ou desviando, usando seus aliados para quebrar suas defesas, usando gancho para alcançá-los quando eles estão no ar, etc; todo inimigo tem um “jeito” certo de matar.

E é essa agilidade que o jogo te exige, de te fazer gerenciar quando e como atacar cada inimigo numa área, tentando manter o ritmo para otimizar o combate, que faz o jogo ser tão viciante e te fazer voltar.

O game é composto por 12 fases, sendo que 70% delas demora cerca de meia hora pra passar. A dificuldade vai escalando, mas tirando alguns chefes, nada é absurdamente difícil, num ponto que mesmo se você não tiver nenhuma noção de ritmo, tudo continua bastante acessível.

Hi-Fi Rush
Créditos: Tango Gameworks

Trilha sonora

A trilha sonora do jogo é composta por algumas canções puxadas pro rock, sendo parte compostas  por Shuichi Kobori, Reo Uratani, (ex-Capcom) e Masatoshi Yanagi. Além deles, também temos umas músicas licenciadas da banda Nine-inch Nails, que estão completamente aleatórias na trilha, e provavelmente foram escolhidas por serem favoritas de alguém dentro da Tango.

Todas as canções são cruciais para o aproveitamento do jogo, já que sua natureza atrela as canções ao gameplay. Porém, não é um jogo como Guitar Hero; você não “toca as músicas” durante o combate, mas elas estão lá pra apimentar as cutscenes, e fazem um ótimo trabalho quanto a isso.

Hi-Fi Rush
Créditos: Tango Gameworks

Dublagens

Por ser um jogo com a grana da Microsoft, temos elencos bem conhecidos em todas as versões importantes para nós — ou seja: inglês, japonês e português.

Chai tem a voz de Roger Craig Smith em inglês, famoso principalmente por ser a voz de Ezio em Assassin’s Creed II, do SONIC e do Chris Redfield em Resident Evil.

Em japonês, ele é dublado por Takehito Koyasu, que é a voz do Dio em Jojo, Shingo em The King of Fighters, entre outros.

Em português, ele foi feito por Marcus Pejon, que se não me engano, nunca pegou papel de protagonista em nada na dublagem nacional, mas fez o Sai em Naruto, talvez seu primeiro papel grande, além do Narancia, em Jojo Parte 5.

Todos os três entregam um ótimo trabalho. Eu não vou me estender no restante do elenco, mas me limito a dizer que a dublagem brasileira faz o jogo brilhar muito mais, pois cada dublador entrega muita energia em seus personagens, principalmente os vilões.

Para todas as pessoas que mostrei cenas do jogo dubladas, elas se impressionaram. Mesmo aquelas que nâo têm costume de jogar as coisas com o áudio em português.

Hi-Fi Rush
Créditos: Tango Gameworks

Conclusão

Hi-Fi Rush é a canção do cisne da Tango Gameworks, que devido a toda sacanagem dentro da Microsoft, foi fechada sem cerimônia. Assim, mesmo que Hi-Fi Rush ganhe uma continuação, provavelmente não será feita pelas mesmas cabeças.

Isso é uma pena, pois o jogo é uma das coisas mais originais que já foram lançadas no Xbox, principalmente após a sua era de ouro no 360.

Muito se reclamava de que os jogos da Microsoft eram todos cinzas e marrons no passado, e custou muito para que jogos como Crackdown 3 e Hi-Fi Rush chegassem aos donos de Xbox, mas no momento que algo assim foi lançado, a empresa simplesmente fechou sua subsidiária. Uma pena e totalmente inexplicável.

Para nossa sorte, o jogo ganhou nova vida, sendo lançado para PS5 em 2024, além de estar disponível no PC desde sempre, via Steam e Microsoft Store (além de GamePass PC, é claro).

Valorizem esse jogo, joguem, nem que seja via GamePass. Façam valer o esforço da Tango e tudo que eles fizeram em pouco tempo de existência. É demais!

Nota: 8 / 10

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Essa análise foi feita usando uma cópia do jogo para Windows. O game está disponível para Xbox Series S|X, PlayStation 5 e Windows via Microsoft Store e Steam.

 

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Não tem nem um ano que a Atlus nos presenteou com o relançamento de Persona 3 Portable, o que já foi um gostinho do que estava por sair este ano. A série Persona teve um boom de popularidade nos últimos 15 anos, e muito se deve ao Persona 3 original e suas versões posteriores, como a versão de PSP supracitada.

O jogo original, lançado para o PlayStation 2 em 2006, foi um marco para a Atlus, que até então nunca havia emplacado títulos de enorme popularidade no ocidente.

Hoje, 18 anos depois, temos a QUARTA versão de Persona 3, mas será se ela é a sua versão definitiva?

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

História

Sem entrar em detalhes muito profundos, podemos dizer que a história de Persona 3 segue um padrão dos shonens de sua época, com roteiro utiliza de dispositivos absurdos como plano de fundo para ilustrar relações interessantes entre os personagens.

Assim, seguimos a rotina de Makoto Yuki (seu nome padrão, mas que não é sugerido pelo jogo), que se muda para um município portuário.

Lá, ele descobre a Hora Sombria (Dark Hour em inglês), um espaço de tempo perdido após a meia-noite, em que seres humanos normais se transformam em caixões — desses de defunto –, enquanto que pessoas com um dom especial conseguem se manter acordadas.

Durante esse horário, a escola da cidade se transforma em um prédio gigantesco chamado Tártaro, que parece ser a origem dos inimigos que estão atacando pessoas durante essa Hora Sombria.

Para combater isso, um grupo seleto de jovens formou a S.E.E.S, um grupo que procura investigar o Tártaro e descobrir a origem do problema.

Sim, parece complexo, mas apesar da narrativa enfeitada, tudo isso serve como um bom pano de fundo para o gameplay.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Exploração noturna

Como dito acima, toda a história acaba nos colocando em uma situação onde o protagonista precisa se dividir entre a vida escolar e social durante o dia, e a exploração do Tártaro à noite. Esse já é um padrão da série, e tudo começou neste terceiro jogo.

Diferentemente de Persona 4 e 5, onde tínhamos várias dungeons diferentes ao longo da história, aqui temos um único lugar a ser explorado.

Por motivos que irei explicar mais à frente, em Reload o Tártaro não é tão repetitivo e seus blocos que devem ser explorados até determinadas datas possuem visuais diferentes entre si.

A exploração como sempre, é opcional, e o jogador pode simplesmente escolher não ir para a dungeon e fazer outras atividades noturnas, como visitar locais da cidade ou passar tempo com outros personagens.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Combate

O combate em Persona sempre foi bom. Diferentemente do Persona 3 original e Persona 3 FES (ambos no PlayStation 2), aqui controlamos todos os membros da equipe, assim como foi feito em Persona 3 Portable (PSP).

Isso evita muito da frustração do jogo original, onde a IA de seus companheiros, ainda que competente, cometia uns erros irritantes que atrapalhavam a sua estratégia.

Em P3R temos muitas coisas vindas de suas continuações, mas com inspirações mais diretas vindas de Persona 5.

Como novidade, temos os super-ataques, chamados de Teurgia, que se carregam como uma barra de especial durante as lutas.

Além disso, temos as Trocas, onde você pode passar seu turno para outro personagens após um ataque no ponto fraco do inimigo.

Tudo isso é feito, claro, com o uso das famigeradas Personas.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

As tais Personas

Partindo do princípio que talvez o leitor desse texto não seja familiarizado com a série, acho necessário explicar como funcionam as Personas.

Na história, as personas são manifestações da alma dos personagens. Seus amigos da equipe possuem uma cada, cada com sua capacidade diferente.

O protagonista, por ser DIFERENTÃO, pode simplesmente ter várias personas. Não obstante, ele também pode FUNDÍ-LAS, criando outras personas diferentes e mais fortes.

Pense nelas como seus pokémons, e você pode trocá-las durante as lutas para causar danos na fraqueza dos adversários.

Atingir a fraqueza concede um “+1”, que é a chance do personagens jogar por mais um turno ou passar a vez para outro, como já falado acima.

É um sistema que causa um bom efeito psicológico no jogador, pois fazer uma luta perfeita, sem dar chance para o inimigo reagir, é satisfatório e não faz a exploração ser enfadonha. Muito pelo contrário.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Exploração diurna

Já durante o dia, o game tem um aspecto totalmente diferente. O jogador passa por tudo que um adolescente em idade escolar já tá cansado de viver: responder perguntas aleatórias em sala de aula, conversar com alunos a fim de reforçar amizades ou relacionamentos — mais disso adiante –, participar de clubes, visitar lanchonetes, um fliperama, lan house, ir ao cinema, karaokê, comprar armas (?), passar o dia jogando MMORPG, etc.

Toda e qualquer atividade no jogo gasta um período do seu dia, e cabe ao jogador gerenciar isso, pois toda atividade melhora um ou mais atributos.

Esse atributo pode ser social, como Charme, Intelecto e Coragem, e determinado nível entre eles é necessário para realizar OUTRAS atividades.

Por exemplo: para entrar na boate Escapade, é necessário ser nível 2 em Coragem. E sua Coragem pode ser aumentada através de outras atividades, como ver um filme de terror ou comer um lanche gigantesco.

Além desses atributos, temos o já clássico Social Link.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Vínculos Sociais

Os Social Links foram introduzidos oficialmente na versão original de Persona 3, e são a raíz da estrutura do game, pois é o fator principal que une o gameplay diurno com a exploração e o combate.

Para os não familiarizados, os Vínculos Sociais (tradução oficial de P3R) são feitos com alguns personagens específicos durante a trama.

Cada conversa com eles aumenta pontos em seus Social Links e, após um período, a relação entre vocês evolui.

Cada um desses personagens está associado a uma arcana do tarô, assim como suas personas.

Logo, melhorar os vínculos sociais com os personagens de determinada arcana, faz com que novas personas se tornem mais fortes, pois elas vão receber os bônus dessas relações.

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Na via oposta, ter posse de uma persona com a mesma arcana de um social link no momento da interação com o personagem, faz com que esse elo evolua mais rapidamente.

Essa interação é crucial para que você veja todas as interações entre personagens até o fim antes do final do jogo e também faça personas mais fortes com maior facilidade.

Infelizmente, os personagens masculinos do seu grupo seguem sem Social Links, mas foram adicionados elementos similares que não influenciam as suas personas, mas sim as habilidades destes personagens durante as batalhas.

Persona 3 Reload
Reprodução: Sega/Atlus

Visual

Nas versões anteriores, O Tártaro era uma dungeon com a mesma cara durante o jogo inteiro, e isso era meio modorrento de ver, pois tudo era muito repetitivo visualmente.

Porém em Reload, a Atlus fez com que cada grupo de andares tivesse um visual suficientemente diferente, a fim de não cansar o jogador.

Graficamente o jogo pega muito da fórmula de Persona 5. Temos menus muito bonitos, que trazem de volta a identidade visual azul do original, mas agora com elementos dinâmicos que se movem durante a navegação. Tudo isso sem parecer confuso de navegar.

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O uso da Unreal Engine 4 também permitiu uso de técnicas como raytracing nos reflexos, além de visuais bonitos de modo geral.

Os personagens agora possuem proporções normais, ao invés do estilo SD (super-deformed) das versões anteriores, além de que a maioria dos diálogos está dublada em japonês e inglês.

Reprodução: Sega/Atlus

Músicas

Talvez a parte mais fraca dessa nova versão, pois as músicas antigas foram regravadas por uma nova cantora. O tema de batalha antigo, “Mass Destruction“, perdeu uma pouco da força no refrão.

Todas as outras músicas possuem um arranjo mais suave e menos “dance”, deixando a trilha um pouco mais sóbria e suave de modo geral.

As músicas novas são boas mas até agora, com 25 horas de jogo no momento que escrevo essa parte do texto, não encontrei um tema que ficasse tanto na cabeça, diferentemente de Persona 4 e 5, onde a trilha era grudenta e muito boa de se ouvir, mesmo fora do jogo.

https://www.youtube.com/watch?v=CT230p4QTQo

Melhorias de qualidade de vida

O jogo original tinha ótimas mecânicas, mas ainda não tínhamos chegado em um consenso sobre o que poderia ser implementado em jogos sem tirar sua diversão.

Agora temos muitas melhorias que facilitam a vida do jogador, como por exemplo:

  • Mapa que aparece também durante o dia e não só no Tártaro;
  • Aviso sobre Social Links disponíveis;
  • Controle total da party;
  • Retroceder para um ponto anterior recente da história (para corrigir erros de escolha de diálogos ou fazer outra atividade, por exemplo);
  • “Teleporte” para pontos de interesse no mapa;
  • Uma função de “Auxílio” durante as lutas, onde ao apertar um botão, a melhor ação possível do personagem é escolhida no menu, desde que você já tenha descoberto manualmente antes.

Isso torna o game mais palatável àqueles que não querem ficar anotando ou decorando coisas que eventualmente se tornam mais trabalho do que diversão.

O jogo deixa tudo direto ao ponto e bota nas mãos do jogador a função de apenas viver aquele ambiente, com chance mínima de perder um evento pois simplesmente esqueceu.

Reprodução: Sega/Atlus

Localização em português

Antes da conclusão, gostaria de separar um parágrafo para falar do marco que é Persona 3 Reload em termos de tradução.

Esse é o primeiro jogo da série oficialmente localizado na nossa língua e temos aqui um trabalho muito bem feito. Apesar de estar tudo muito bom, notei um erro ou outro, que provavelmente se deram pela falta de contexto em que o tradutor encontrou o diálogo.

Coisas como uma única troca de gênero do personagens durante um diálogo solto ou uma conversa onde alguém perguntava: “Tá tudo bem?” e seu personagem responde com “É.”, sendo essa talvez uma tradução de “Yeah” que, por estar fora de contexto na ferramenta usada pelo tradutor, acabou passando batida.

Uma adaptação curiosa foi o nome do shopping da cidade. Antes chamado de Paulownia Mall, tanto em inglês quanto em japonês, na nossa língua ele se chama “Kiri Shopping”.

A princípio achei que fosse o nome na língua original, mas como não era, fui mais a fundo e vi que “paulownia” é o nome científico de uma flor chamada “kiri” em japonês.

Por questão de espaçamento ou por simples vontade do tradutor, foi escolhido usar o nome da flor em japonês, mesmo que o shopping se chame Paulownia mesmo. É curioso.

Reprodução: Sega/Atlus

Conclusão

Persona 3 Reload usa tudo que deu certo em Persona 5 para reviver a história de um jogo de muito sucesso no PlayStation 2.

A sua temática adolescente ainda conversa muito bem com os jovens da geração atual, enquanto que os que jogaram na época, agora podem reviver aquela história de maneira mais agradável aos olhos de quem tem menos tempo para se dedicar a jogos, devido a quantidade gigantesca de melhorias de qualidade de vida apresentadas nessa versão.

É notável também a falta da campanha “The Answer” de Persona 3 FES e da jornada com a protagonista feminina de Persona 3 Portable. Provável que tais elementos venham a ser lançados como DLC, o que é uma putaria com o jogador que já teve essas coisas de graça com os jogos base.

Com mudança estruturais em relação os jogos anteriores da série, P3 veio a mundo com a proposta de misturar exploração de dungeons com um simulador de vida adolescente. Com isso, o game se provou como uma fórmula de sucesso que rende frutos até hoje para a empresa.

Assim, ao combinar diversos elementos das três versões anteriores da história, Persona 3 Reload tenta melhorar e trazer para os padrões e expectativas atuais um game que já foi muito bem recebido em sua primeira versão. Infelizmente não trouxeram todo o conteúdo anterior, mas o pacote aqui apresentado já é suficiente para agradar aqueles que gostam da história principal do jogo original e também os novatos que estão chegando agora nas terras de Persona.

Reprodução: Sega/Atlus

Prós:

  • Melhorias de qualidade de vida em vários quesitos;
  • História e gameplay que conversam e se influenciam bastante;
  • Visualmente agradável, com gráficos bonitos em todas as versões;

Contras:

  • Trilha sonora mais fraca que a original;
  • Falta de elementos de outras versões, como a campanha “The Answer” de Persona 3 FES.

Nota: 8,0

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Esta análise foi feita no PC, utilizando uma assinatura pessoal do serviço GamePass.

Persona 3 Reload está disponível no PC (Steam, Game Pass e Xbox Store), PlayStation 4 e PlayStation 5.

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Redfall | Um mediano jogo de Xbox https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/11/redfall-um-mediano-jogo-de-xbox/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/07/11/redfall-um-mediano-jogo-de-xbox/#comments Tue, 11 Jul 2023 14:13:31 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14467 A Arkane é conhecida por seus jogos de FPS com toques de RPG. Seus sucessos recentes envolvem o game Prey (2017), Dishonored (2017) e Deathloop (2021). Em seu primeiro game exclusivo para Microsoft, a empresa volta ao gênero de FPS de mundo aberto, dessa vez com uma temática de humanos contra vampiros e que, como […]

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A Arkane é conhecida por seus jogos de FPS com toques de RPG. Seus sucessos recentes envolvem o game Prey (2017), Dishonored (2017) e Deathloop (2021). Em seu primeiro game exclusivo para Microsoft, a empresa volta ao gênero de FPS de mundo aberto, dessa vez com uma temática de humanos contra vampiros e que, como vamos ver a seguir, não deu muito certo.

Créditos: Arkane Studios

A história

O game se passa numa ilha chamada Redfall mesmo, nos EUA. Os jogadores estão presos na ilha, pois depois de rolar um experimento científico sem sucesso (clichê), a cidade/ilha ficou isolada, prendendo os personagens lá dentro.

Então os jogadores podem escolher entre quatro caçadores de vampiros, e lutar pela sobrevivência dentro desse ambiente hostil.

Redfall
Créditos: Arkane Studio

Gameplay

Redfall é basicamente Far Cry com uma pegada supernatural. Você anda pra cima e pra baixo na cidade, matando vampiros e alguns humanos que estão por lá, subindo seus equipamentos e nível geral.

O loop de jogabilidade é meio cansativo, pois nunca acontece nada muito além disso. O multiplayer pode trazer um pouco de conteúdo adicional à isso, mas aí seria um fator externo, o que não tem relação com o jogo em si.

As missões são repetitivas e você só fica pegando itens, ligando e desligando coisas, matando inimigos e não muda muito depois disso.

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Muitas vezes, alguns itens necessários para progredir são espalhados pelo mapa sem dicas ou contexto, fazendo que o progresso seja ligado à necessidade de explorar áreas cegamente, fazendo o famigerado pixel-hunting, pegando tudo e torcer para que o que você precisa, esteja no seu inventário eventualmente.

Os inimigos também são bem repetitivos, mas isso na minha opinião não seria tão ruim, se as missões não seguissem sempre o mesmo loop.

Os chefes não são tão interessantes, mas oferecem uma diferença bem necessária para os momentos cansados do restante do jogo.

Redfall
Créditos: Arkane Studio

Visuais fracos e bugs.

Redfall parece ser algo feito pro Xbox One rodando via retrocompatibilidade. Mesmo jogando a versão de PC, notei que os visuais são bem simplórios, com texturas carregando em baixa qualidade. Algumas, até carregam bonitinhas depois de um tempo, mas você precisa ficar coisa de um ou dois minutos olhando pra uma porta até ela carregar com a textura em alta resolução.

Assim, a maior parte do tempo, os jogadores vão ver coisas com qualidade baixa, semelhantes a um jogo rodando no Switch, mas com resolução maior.

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Os inimigos possuem uma inteligência artificial muito ruim. Os vampiros ficam parados te ignorando ou andando em círculos; os humanos ouvem tiros e não fazem nada, de modo que alguns momentos parece que você tá atirando em bonecos sem alma.

As cutscenes tem um design que usa os modelos dos personagens parados e anima a cena, mas ficou um pouco feio e sem estilo, pois as imagens são apresentadas quase sem filtros ou efeitos visuais para enfeitar essa pseudo-animação. Assim, parece que o jogo está mostrando para nós um esboço de cenas que eram para ser animadas, mas nunca foram.

Fora animações que não carregam, missões que quebram e te fazem ter que carregar o save e outros problemas.

Conclusão

Redfall foi lançado de forma quase incompleta, mas a versão de PC está rodando bem agora. Isso não o salva de ser algo bem desagradável e chato, assim como foi com Wolfenstein: Youngblood.

Você pode até se divertir um pouco se pegar no GamePass, mas não dê seu dinheiro para comprar em separado.

Prós:

  • Dublagem em português competente;
  • Mapa bem diversificado e com bastante coisa para explorar;

Contras:

  • Inimigos são batatas sem inteligência;
  • Ter que ficar online mesmo para jogar sozinho;
  • Cutscenes simples demais;

 

Nota: 6,5/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do game cedida gentilmente pela distribuidora. O game está disponível para Xbox e PC via Steam.

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