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Falar sobre a preservação dos jogos antigos tem sido um tema cada vez mais recorrente nos dias atuais, e muito disso porque centenas de jogos provavelmente nunca cheguem aos consoles modernos, seja por conta do seu conteúdo considerado problemático para o jovem moderno com problemas emocionais e que não aceita ser contrariado ou mesmo pela falta de apelo dos consumidores, que cada vez mais estão envolvido com jogos multiplayer online.

E quando falamos de preservação de jogos, estamos falando de títulos que as muitas vezes não são tão bons, mas se queremos preservar a sua história, então nada mais justo de também dar o devido cuidado. Por esse motivo, ver PO’ed ganhando uma edição definitiva pelas mãos da Nightdive é surpreendente.

Estamos falando de um jogo que foi publicado originalmente para o console 3DO em 1993, e que tentava fugir ao que estava sendo feito com DOOM entre outros FPS famosos, com a diferença de que PO’ed buscava ser mais uma sátira a tudo aquilo que havíamos vistos em nos jogos bem sucedidos.

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Agora com o titulo lançado nos consoles modernos, enfim temos uma oportunidade de entender um pouco da visão que a Any Channel tinha para o seu FPS na época. Podemos dizer que era um projeto ambicioso se nos basearmos nas faltas do presidente Brian Yen do estúdio em comunicado para imprensa de 1995:

“Jogos desse gênero se tornaram muito previsíveis”, disse o presidente da Any Channel, Brian Yen. “Com o PO’ed, jogamos a convenção ao vento e criamos algo que ninguém nunca viu antes.”

Bem, convido-os a pegarem suas frigideiras e se juntarem a mim e a Ox, o cozinheiro, na luta contra os alienígenas bizarros e descobrirmos se convenções realmente foram atiradas ao vento.

PO'ed
Créditos: Nightdive

Uma frigideira e um sonho

PO’ed inicialmente se parece como qualquer outro jogo do gênero de sua época, exceto que os ambientes são muito mais espaçosos e recheado de inimigos rápidos e que se lançam contra você, enquanto tentamos nos defender usando apenas uma frigideira inicial. No caso aqui nos defenderemos de horas de inimigos que são bizarros, para dizer o mínimo.

Ainda sobre os inimigos, achei curioso que um determinado, depois de abatido também serve como energia para recuperar a nossa barra de vida. Indo um pouco além dos drinks de energia que estão espalhados pela fase para serem coletados.

É um conceito interessante se formos parar para pensar, afinal, é um cozinheiro. Quem melhor do que ele para descarnar uma criatura e usar de alimento?

Se nesse aspecto o jogo me agradou, um outro me incomodou. Eu senti que os inimigos são um pouco esponjas de dano. Apesar de pegarmos um cutelo ainda no começo, o que é basicamente o revolver inicial do jogo, achei que seu dano é quase ridículo e você gasta muito tempo investindo contra um único inimigo enquanto fica zanzando para lá e para cá tentando evitar levar dano, o que vai matando um pouco do humor do jogo. E inimigos não faltam, sendo inclusive destacado por um contador de inimigos mortos em cada fase e quanto deles você deixou vivo ao fechar a fase.

Também temos um Jetpack que é realmente o diferencial do jogo que nos permite sobrevoar dentro das fases para qualquer direção e alcançar plataformas mais distantes, e ouso dizer que é uma experiência e tanto.

PO'ed
Créditos: Nightdive

Extraindo o que dá

Estou jogando PO’ed em um Nintendo Switch Oled e visualmente ele está muito bonito dentro do que é possível fazer com um jogo clássico como esse. Ele é bem fluido e não senti grande diferença enquanto jogava no modo dock ou no modo portátil, com ambos os modo extraindo a melhor experiência possível que este jogo pode oferecer no aspecto visual.

Como o local conta com espaços abertos para serem explorados e claramente pensados para o uso do Jetpack, mesmo em alta velocidade o jogo se mantém com uma taxa de frame estável. Um trabalho notável realizado pela Nightdive, que vai além do visual e nos proporciona uma taxa de frame estável em 60fps e uma nitidez de vários elementos.

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Agora sendo um pouco mais direto em termos de comparação. Estamos habituado ao formato consolidado por DOOM e QUAKE clássico, então usar um Jetpack para explorar as fases e ainda conseguir ter uma visão em 3D do cenário do alto é bem divertido. Só peca por levarmos algum tempo para o pegar, mas assim que o adquire a experiência melhora consideravelmente, pois saltar entre as plataformas é um tanto frustrante – Infelizmente em o level design de algumas fases é de arrancar os cabelos. Mas Planar e atingir os inimigos do alto, ah, isso é muito prazeroso, com toda a certeza.

PO'ed
Créditos: Nightdive

Uma dificuldade noventista

PO’ed também vai um pouco além da frigideira e cutelo, nos disponibilizando um lança míssil guiado, onde podemos alternar a visão para a do projetil e assim direcioná-lo ao alvo, no melhor estilo Nikita de Metal Gear Solid, um lança-chamas e uma broca mais a frente do jogo.

Visto que na dificuldade normal você terá um desafio relativamente alto (para aqueles não habituado ao gênero) com vários inimigos lançando projeteis ao mesmo tempo, muitos deles em posições que você sequer consegue vê-los, mas  eles sim. O que auxilia é que o personagem pode equipar uma sandálias e isso vai deixá-lo rápido e até melhorar na questão de impulsionar e facilitar na hora de desviar de projeteis, mas também o tornando um pouco difícil de controlá-lo.

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Não tenho ideia de como eram os controles no original, mas aqui, os controles são bons e respondem de forma precisa, e aprender a controlar Ox correndo feito um doido varrido é apenas uma questão de tempo. Esses detalhes são pontos que contribuem para a melhoria do gameplay. Quanto a dificuldade, nessa edição definitiva conta com uma nova dificuldade caso você sinta que ele seja fácil o suficiente para você.

Inicialmente você estará andando de pé descalços como John McClane por cenários espaçosos e levando danos a torto e a direito e causando muita dor a criaturas em formato de bunda, mulheres que parecem frango assado e outras criaturas bizarras e flatulentas.

Créditos: Nightdive

Conclusão

PO’ed: Definitive Edition talvez não seja um jogo que muitos lembrem ou mesmo cogitassem vê-lo ser remasterizado em algum momento, mas devido a sua história e até mesmo uma questão de enxergar o trabalho de todo um time envolvido em sua criação e que acreditava nesse produto, eu acredito que remasterizá-lo tenha sido um grande acerto.

Há muitos outros jogos que são parte da história da indústria e devido à lançamentos problemáticos ou contratos, obviamente, acabaram caindo no esquecimento. Por sorte a Nightdive segue fazendo esse trabalho magnifico na recuperação e preservação desses jogos.

PO’ed: Definitive Edition é uma experiência divertida caso você goste de explorar jogos antigos e apreciar um pouco da ambição dos estúdios da época. Sua dificuldade noventista tem grandes chances de cair no gosto daqueles retrogamers que gostam de se desafiar – Se não for o suficiente, essa edição ainda conta com uma dificuldade nova e ainda mais desafiadora. O humor empregado também é algo a se destacar vide a bizarrice que buscaram aplicar na forma de inimigos.

Talvez o estúdio Any Channel não tenha conseguido jogar totalmente as convenções criadas por DOOM ao vento, mas eles conseguiram fugir de algumas delas e criar algo novo e original.

O jogo está disponível para PlayStation 5, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S.

Nota Final: 7.5/10

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Esta análise foi feita com uma chave digital de Nintendo Switch cedida gentilmente pela Nightdive.

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Trepang2 | Rápido e muito visceral https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/12/03/trepang2-rapido-e-muito-visceral/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/12/03/trepang2-rapido-e-muito-visceral/#respond Sun, 03 Dec 2023 19:54:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15703 O gênero FPS hoje em dia é muito mais focado em uma experiência Multiplayer do que pensado para uma experiência de um único jogador. Não que isso seja um problema, afinal, DOOM Eternal mostrou que é possível criar uma baita experiência única sem deixar de lado aqueles que não querem ter a mãe xingada em […]

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O gênero FPS hoje em dia é muito mais focado em uma experiência Multiplayer do que pensado para uma experiência de um único jogador. Não que isso seja um problema, afinal, DOOM Eternal mostrou que é possível criar uma baita experiência única sem deixar de lado aqueles que não querem ter a mãe xingada em um online.

O que nos leva a Trepang2 que segue essa mesma fórmula, mas tenta entregar um jogo que busca incorporar elementos de terror ao tiroteio. Friso aqui que é tiroteio e violência em níveis absurdos. Sair por ai atirando em tudo e despedaçando soldados e criaturas nunca foi tão prazeroso. Mas ai você se perguntar: Se o tiroteio é empolgante, o que mais ele tem a oferecer além disso?

Bem, pegue sua escopeta e junte-se a mim e ao agente 106 para derrotar as forças do mal. Sério.

Trepang2
Reprodução: Trepang Studios

Tente fugir

Nossa primeira missão consiste em sair de um complexo militar onde estamos presos, e é isso. Essa primeira fase será o nosso tutorial de combate e aqui aprendemos duas habilidades que iremos utilizar a torto e a direito durante todo o jogo, sendo elas: A câmera lenta ao melhor estilo Max Payne e a segunda é uma habilidade de camuflagem que nos torna invisível.

Ambas contam com uma barra de energia que é consumida na medida que utilizamos e ao esgotar, entra em modo de recuperação.

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O restante são corredores poucos iluminados e onde tentando ao máximo sobreviver as hordas de inimigos que os preenchem. Ouso dizer que esta primeira fase é um baita cartão de entrada para qualquer um que se atreva jogar Trepang2, pois ao término dele você sente-se o verdadeiro Steven Seagal.

Trepang2
Reprodução: Trepang Studios

Visceral

Trepang2 é visualmente incrível, mas o seu destaque está está no sistema de mutilação e o alto grau de violência. São poucos jogos da atualidade onde você é capaz de decepar um corpo com uma escopeta ou mesmo explodir alguém ao ponto de todos os seus órgãos ficarem espalhados pelo cenário. Me vem a mente apenas Mortal Kombat fazendo isso atualmente.

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E se a violência chama a atenção, também vale destacar a qualidade do tiroteio que consegue ser incrivelmente bem verossímil dadas as limitações financeiras. Os efeitos das explosões, a fumaça do cano da arma e as iluminações causadas por disparos, tudo isso foi feito de forma cuidadosa e que realmente salta aos nossos olhos durante as partidas.

Não só isso, o cenário e o personagem fica lambuzado com todo o sangue que vai se espalhando durante os confrontos. Isso com humanos, pois quando as criaturas começarem a surgir, o ritmo de jogo muda freneticamente e precisamos fugir em determinadas situações, o que faz com que a forma de jogar mude consideravelmente, principalmente no combate contra chefes.

Terpang2
Reprodução: Trepang Studios

Uma história qualquer

Buscar uma história que justifique toda a loucura que permeia Trepang2 é algo que não vale a pena. É como tentar assistir ao um bom filme de ação dos anos 90 com Chuck Norris e esperar encontrar profundidade de um roteiro do Christopher Nolan, você vai se frustrar.

Trepang2 é feito para você se divertir desligando o cérebro e redirecionar a energia apenas para os dedos e  usando ondas cerebrais apenas para conseguir se localizar e usar as habilidades. Estamos falando da luta contra um mal maior que quer destruir o mundo e cabe a você, o homem mais corajoso do mundo, dar conta do recado.

Parece até que estou fazendo pouco do titulo, mas eu particularmente gosto muito de propostas mais simples e diretas, onde o foco é apenas o entretenimento. O que Trepang2 faz muito bem e  de uma forma que vai lhe prender o suficiente para continuá-lo jogando por um bom tempo.

Trepang 2
Reprodução: Trepang Studios

Concluindo

Trepang2 consegue entregar um jogo divertido o suficiente para entretê-lo e ainda agraciar aqueles que sentiam falta de um jogo violento aos moldes de Soldier of Fortune. E mesmo quem nunca jogou Soldier of Fortune pode vir a curtir o titulo, afinal, quem não gosta de ficar preso em lugares estreitos repleto de soldados armados com grosso calibre… É. To ficando bom nessas piadinhas.

Outro ponto que merece elogios é a sua trilha sonora que abraça de forma perfeita o clima de ação e nos deixa com a adrenalina lá em cima. No meu primeiro combate contra um Homem Mariposa, eu fiquei tão tenso com tudo o que acontecia, que as costas chegava a doer.

O fato de Trepang2 usar com referencia o jogo F.E.A.R  para a construção do elemento de horror é visível, principalmente no elemento escuridão, mas fica só nisso. Se este jogo tivesse sido lançado como uma DLC de DOOM Eternal inspirado em DOOM 3, eu acreditaria facilmente por conta da sua velocidade e sistema de combate.

Trepang Studios e o Team17 possuem em suas mãos um titulo que tem muito a oferecer no futuro, e que com mais tempo e talvez uma equipe maior, podem fazer algo que consiga atrair a grande mídia.

NOTA 08/10

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Esta análise foi feita com uma cópia digital do jogo cedida gentilmente pelo TEAM 17. O jogo está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, Microsoft Windows.

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Half-Life | Será que Ivermectina trata Siri de Cabeça? https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/13/half-life-sera-que-ivermectina-trata-siri-de-cabeca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/13/half-life-sera-que-ivermectina-trata-siri-de-cabeca/#comments Fri, 13 Jan 2023 13:25:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12966 Rapaz! Os anos 90 foram incríveis para a ascensão dos First Person Shooters, quer-se dizer, Doom Clones. Lembro do Wolfenstein 3D presente no computador do escritório do meu pai e, mesmo sem saber ler e escrever, eu já sabia acessar o diretório, iniciar o jogo e usar o cheat MIL para liberar todas as armas […]

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Rapaz! Os anos 90 foram incríveis para a ascensão dos First Person Shooters, quer-se dizer, Doom Clones. Lembro do Wolfenstein 3D presente no computador do escritório do meu pai e, mesmo sem saber ler e escrever, eu já sabia acessar o diretório, iniciar o jogo e usar o cheat MIL para liberar todas as armas e encher vida/munição.

Reprodução: Internet

Bom, já é meu terceiro review aqui no site e tenho que falar dela: A revista com jogos demo. Pois é, foi assim que eu caí no Half-Life pela primeira vez. Foi um mix de computador sofrendo pra rodar e eu sofrendo aguentando a introdução que parecia ter uma hora.

Jogar o jogo completo demoraria ainda um bocado. O Half-Life: Blue Shift surgiu em um CD com vários jogos piratas adquirido pelo meu primo. Esse eu joguei bastante, mas em algum momento o save se perdeu e deixei pra lá.

Lá por 2007 eu tava numa febre de jogar (e acabar vários jogos). Foi aí que eu baixei o Half-Life e dei segmento nele. Porém o meu foco na época estava mais para RPG’s e ele acabou sendo esquecido novamente.

Foi só em Agosto de 2020 que eu finalmente peguei o jogo pra terminar e colocar um fim nessa “divida” que eu tinha comigo mesmo.

Ah! Eu já ia esquecendo! Half-Life é um jogo de tiro em primeira pessoa, desenvolvido pela Valve e publicado pela Sierra em 1998. Curioso, né? É meu terceiro review aqui e todos tem um dedo da Sierra.

Roteiro bom e narrativa impecável para o gênero

Half-Life
Reprodução: Valve

Ok. Eu sei o que John Carmack pensa de história em jogo. Mas tem casos em que ela é necessária e a de Half-Life é ilustre. A história acaba sendo contada entre os eventos por alguns NPC’s com uma ou duas frases, cabe ao jogador realizar as conexões. Sem a necessidade de gigantescos blocos de texto

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A própria introdução e acontecimentos logo após o desastre inicial te deixam bem situados da posição do protagonista Gordon Freeman dentro da Black Mesa. Esses incidentes iniciais também servem como um tutorial para o jogo que vai acrescentando elementos aos poucos, porém sem tratar o jogador como um ignorante.

A trama vai se desenrolando conforme novos fatos são descobertos e novas áreas são reveladas. Na minha opinião, o jogo poderia ser mais curto pois dá a sensação que os desenvolvedores tinham a ambição de mostrar tudo que a engine GoldSource era capaz de realizar.

Música boa e efeitos sonoros agridoces

Half-Life
Reprodução: Valve

A música é boa e casa com os eventos do jogo, porém nada memorável. Não me vejo ouvindo a trilha durante o trabalho como faço com Killing Floor 2, Perfect Dark ou os jogos da série Donkey Kong.

Já os efeitos sonoros são… difíceis de explicar. Entenda, os efeitos sonoros são muito bem tratados em questão de como eles são inseridos dentro do jogo: No caso de encanamentos há uma reverberação; É possível identificar o posicionamento dimensional das criaturas ou soldados através do áudio perfeitamente. Mas eu sinto que há muita compressão, talvez tenha sido a saída para reduzir o tamanho do jogo. As falas dos militares pelo rádio são impossíveis de entender e alguns efeitos como subir escadas e selecionar equipamentos são muito altos.

Gráficos ótimos mas não revolucionários

Half-Life
Reprodução: Valve

Eu sou muito suspeito pra avaliar gráficos, é a parte de um jogo que menos tem importância pra mim. Sinceramente, gráficos em jogos são como beleza na vida real: são apenas um cartão de visita para despertar um interesse posterior.

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As texturas e polígonos obviamente envelheceram, mas dá para jogar o jogo original sem desencantos. Minha única ressalva é que dentro das instalações da Black Mesa o cenário é sempre sempre bem igual, e fora é sempre um deserto gigante. De resto, é completamente aceitável.

Quando comparado com jogos como Quake 2, ele aparenta não inovar em nada.

Controles extremamente precisos

Reprodução: Valve

Os controles são excelentes. Pode não ter sido o primeiro, mas foi o jogo de FPS mais popular até então a definir como padrão o movimento através das teclas WASD e Mouse. É fácil mirar e é fácil se movimentar!

Alias, no jogo também é possível recarregar a arma. Característica de FPS que eu só lembro de ter visto em Outlaws e GoldenEye 007 (ambos de 1997).

Por fim, a única observação que eu faço é que em alguns momentos é frustrante subir escadas e o chão parece “escorregadio” em algumas sessões de plataforma. Nada que estrague o resto da experiência, só um pouco frustrante.

Considerações Finais

Reprodução: Valve

Jogue! Jogue agora, mas jogue no modo normal – o modo hard é tirano e injusto.

O jogo está sempre em promoção na Steam, não tem desculpas para não jogar. Se os defeitos e gráficos envelhecidos não te agradam, veja o remake Black Mesa.

Falando em Black Mesa, além de todos os pontos fortes que já citei acima, vale entender a importância de Half-Life na comunidade de mods. Mods como Counter-Strike e Day of Defeat permitem que desenvolvedores amadores tenham uma experiência na indústria de games. Com muito talento e sorte estes desenvolvedores conseguem lançar seus mods como produtos a parte.

O Black Mesa surgiu como um mod para o Source Engine, modernizando o Half-Life clássico para plataformas mais novas. A própria Valve endossou o projeto e hoje ele está disponível na Steam. Seria notável se outras empresas tomassem a mesma atitude quando surgem projetos usando sua propriedade intelectual, né Big N?

Como dito anteriormente, em alguns momentos o jogo parece ser só uma exibição do que é possível fazer com a Engine. Uns segmentos de plataforma desnecessários e um trecho maior do que o necessário em outro planeta. Mas é inegável que a Valve acertou em cheio com seu estreante na indústria.

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