Arquivos Donkey Kong Country - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/donkey-kong-country/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 20 Oct 2024 12:53:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Donkey Kong Country - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/donkey-kong-country/ 32 32 Nikoderiko: The Magical World | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/20/nikoderiko-the-magical-world-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/20/nikoderiko-the-magical-world-analise/#respond Sun, 20 Oct 2024 12:53:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18062 Nikoderiko: The Magical World é um jogo estilo plataforma, inspirado em clássicos como Crash Bandicoot e Donkey Kong. Desenvolvido pelo estúdio VEA Games, uma galera indie nova do Chipre, esse é o primeiro jogo deles, e mandaram muito bem logo de cara, trazendo inspirações dos jogos mais clássicos do gênero. Confiram! Jogabilidade Durante o game, […]

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Nikoderiko: The Magical World é um jogo estilo plataforma, inspirado em clássicos como Crash Bandicoot e Donkey Kong. Desenvolvido pelo estúdio VEA Games, uma galera indie nova do Chipre, esse é o primeiro jogo deles, e mandaram muito bem logo de cara, trazendo inspirações dos jogos mais clássicos do gênero.
Confiram!
Créditos: VEA Games

Jogabilidade

Durante o game, você controla Niko e Luna, os personagens principais, usando tanto o d-pad quanto o analógico. Ele possui os comandos clássicos dos jogos de plataforma 2D: deslizar nas paredes, carrinho agachado, planar após o pulo e até uma bundada no chão para matar inimigos. É um jogo recheado de coletáveis, com a estética e a jogabilidade lembrando muito um mix dos Donkey Kongs da Rare e da Retro Studios. Inclusive, você coleta quatro letras durante as fases que formam o nome do protagonista e pega barris que te levam para uma fase bônus, bem similar aos jogos de DK, além de um lance de socar algo no final de cada fase, igual ao DKC Returns.

Em alguns momentos, o jogo muda para uma perspectiva 3D, remetendo aos clássicos do Crash Bandicoot no PS1, mostrando claramente outra das principais inspirações do estúdio ao criar Nikoderiko. Além disso, o jogo oferece um modo cooperativo para dois jogadores, proporcionando uma diversão maior para os pequenos ou até para introduzir a criançada ou a namorada no mundo dos games. Há também uma dificuldade mais fácil, perfeita para quem está começando.

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O jogo também conta com um sistema de montarias, onde amigos do Niko (um sapo, um javali e até um dinossauro) te ajudam durante as fases em momentos específicos. Embora sejam legais e mudem um pouco a jogabilidade, não são um diferencial tão grande assim. No mapa, há uma loja que inicialmente parece oferecer upgrades, mas, na verdade, vende apenas montarias extras e colecionáveis que servem para quem quer platinar o jogo.

Entretanto, notei alguns bugs durante a jogatina. Um problema recorrente é a impossibilidade de usar o d-pad nos menus, o que pode ser bem incômodo. Além disso, em um momento apareceu uma dica na tela dizendo qual botão usar para realizar um ataque, mas, em vez do ícone correto, apareceu uma interrogação.

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

Gráficos e Música

Os gráficos de Nikoderiko são bonitos, com algumas animações em CGI bem feitas. No entanto, o menu principal é simples, lembrando jogos de celular, e, como já mencionei, só dá para usar os analógicos, o que é curioso.

Os efeitos sonoros são bem presentes, saindo principalmente pelo alto-falante do DualSense. No entanto, acho que exageraram um pouco, já que praticamente tudo que não é música sai por ele. A dublagem em inglês é competente, lembrando os jogos recentes do Sonic, e todos os diálogos são dublados, o que adiciona um charme ao jogo.

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As músicas são incríveis, com temas florestais que me lembraram muito as trilhas dos Donkey Kongs do SNES. E qual foi a minha surpresa quando descobri que foram compostas pelo próprio David Wise, o lendário compositor da série da Nintendo. O cara tem um estilo único mesmo.

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

Veredito

De forma geral, Nikoderiko é um ótimo jogo de andar e pular, feito por um estúdio menor que entendeu bem o que fazia os clássicos dos quais se inspiraram serem tão bons.

As inspirações são óbvias, e apesar da execução ser muito boa, a amálgama de tantas ideias não vem acompanhada de grande inspiração, visto que não há ideias novas. Se a ideia era criar algo uma versão diferente de jogos já existentes, como Donkey Kong Country e Crash Bandicoot, eles acertaram em cheio, mas para futuras continuações, seria legal se a VEA Games colocasse mais de suas próprias ideias para engrandecer o gênero de jogos de plataforma.

Nota: 7,5/10

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Esta análise foi feito com uma cópia do jogo para PlayStation 5 cedida gentilmente pela VEA Games. Nikoderiko: The Magical World está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X, Nintendo Switch e PC (Steam).

Nikoderiko
Créditos: VEA Games

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Kaze and the Wild Masks | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/03/31/kaze-and-the-wild-masks/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/03/31/kaze-and-the-wild-masks/#respond Wed, 31 Mar 2021 20:48:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=6947 Introdução Eu pensei em colocar como título deste texto a frase: “Um pixel-art nada preguiçoso“. Muitos poderiam ter discordado, até porque envolve o ego e o ganha-pão de muita gente e por isso resolvi deixar de lado essa ideia. Entendo perfeitamente quem acharia isso ruim, porém não podemos fingir que somos cegos e acharmos que […]

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Introdução

Eu pensei em colocar como título deste texto a frase: “Um pixel-art nada preguiçoso“. Muitos poderiam ter discordado, até porque envolve o ego e o ganha-pão de muita gente e por isso resolvi deixar de lado essa ideia.

Entendo perfeitamente quem acharia isso ruim, porém não podemos fingir que somos cegos e acharmos que todos os jogos indies que fazem uso de estilo de arte mais retrô são bons.

LEIAM – Tormenta: O Desafio dos Deuses | Falha Crítica

A própria Devolver Digital, que publica vários jogos nesse estilo, colocou no mercado muita coisa de qualidade um pouco abaixo do que se espera.

Essa não é uma crítica nova, porém muita gente abafa essas opiniões pra não botar o desenvolvedor pra baixo. Mais uma vez: discordo, mas compreendo.

O estúdio do jogo deste review por outro lado, não deixa nada a desejar com os games que trabalha. A PixelHive Game Studio, criada no Rio Grande do Sul em 2011, tem agora em 2021 seu maior projeto chegando a todas as plataformas possíveis (incluindo o Stadia). Estamos falando de Kaze and the Wild Masks.

O vento e as máscaras selvagens

Sendo um jogo clássico de plataforma 2D, o game apresenta um visual bem colorido e sem limitações visuais gráficas baseadas em algum jogo ou console antigo, como outros jogos modernos-retrô já fizeram, como Shovel Knight e os Mega Man 9 e 10 da IntiCreates.

Kaze and the Wild Masks

Temos sim tudo feito em pixels, porém não existem limites de cores ou trilha sonora em chiptune. Todos os personagens são bem animados, com bastante frames, mesmo para os inimigos mais simples.

Por outro lado os cenários possuem uma identidade visual bem mais básica. As plataformas são bem fininhas e chapadas sem dar muita impressão de profundidade onde Kaze pisa.  Contudo os cenários de fundo e de frente são bem usados, com muito efeito parallax.

Com isso, podemos perceber que a ideia era destacar os sprites dos personagens, característica essa muito vista nos jogos da série Klonoa, mais especificamente nos jogos da série para o Game Boy Advance.

Aliás, a própria protagonista Kaze tem um visual que remete bastante ao personagem da Namco. Inclusive, seu nome em japonês é “Kaze no Klonoa”, onde a primeira palavra significa “vento”.

A macaquice que é a jogabilidade

As inspirações do estúdio brasileiro são transparentes como o próprio vento. Se o visual de Kaze remete a Klonoa, sua jogabilidade serpenteia por diversos games dos anos 1990.

A primeira — e mais óbvia — referência é a série Donkey Kong Country. Desde a forma em que a protagonista pega os barri- digo, pedras para atingir inimigos, segurando-os sobre a cabeça com as orelhas da mesma forma que Dixie fazia em DKC2 e DKC3, até fases e inimigos que funcionam exatamente como suas versões originais produzidas pela Rareware em 1995 e 1996.

Kaze and the Wild Masks

Além disso, Kaze usa itens que permitem que ela voe por algumas fases, funcionando exatamente como nas partes em que o jogador controlava o papagaio Squawks no game da Nintendo.

Inclusive, uma das primeiras fases que envolve essa mecânica é claramente inspirada em Bramble Blast, estágio de Donkey Kong Country 2 popular por sua música tema “Stickerbrush Symphony”, com direito a um labirinto de espinhos similar ao daquele game, que perdura por todo nível.

Já em outros lugares, é necessário se lançar por arcos/bestas que flutuam e se mexem pelo céu. São basicamente as versões dos barris de DK que passam no check de copyright.

Pra finalizar o tema Donkey Kong, temos a maior inspiração e talvez a mais sutil, que é o uso de um timing e momentum de controle do personagem muito similar.

Kaze não possui um botão de correr, porém seu ataque de giro acelera o movimento, permitindo saltos mais distantes, que podem ser esticados ainda mais se o jogador girar pra um buraco e pular no ar.

Essa é uma mecânica que veteranos do Super Nintendo vão saber usar com destreza e vai facilitar e muito algumas fases mais pra frente o jogo.

Jogabilidade: as outras inspirações

Kaze and the Wild Masks

Nem só de macaco vive nossa coelhinha. Outros power-ups (as tais máscaras do título) aparecem com frequência e mudam o estilo de jogo de algumas fases.

Temos a máscara que faz a personagens voar; uma outra de tigre que deixa o jogo com uma pegada mais Mega Man X, com agarrões na parede e dash no ar; a máscara de tubarão faz Kaze nadar e dar giros na água, assim como acontecia nas fases subaquáticas de Crash Bandicoot Warped. 

Uma outra, dessa vez sem inspirações claras, deixa Kaze correndo automaticamente, tornando a fase uma espécie de endless runner.

Enfim, a conclusão que tiramos é que o jogo se baseia em muita coisa e, diferentemente do que poderia facilmente acontecer, ele consegue obter sucesso em todas elas, já que tudo funciona perfeitamente.

Complecionismo para quem gosta

Kaze and the Wild Masks possui muitos coletáveis e conta cada coisa que é pega nas telas. Cada fase possui duas fases bônus, gemas (cem por fase, no mínimo) e as letras KONG- digo, K-A-Z-E, que também dá um item no fim.

Não há contagem de vidas, graças ao bom senhor Jesus, e os checkpoints são escassos mas justos. Raramente o jogador tem que andar um grande pedaço pra voltar até onde morreu.

Os segredos também são escondidos mas nada muito impossível. Os bônus são postos em lugares que às vezes estão fora do foco de visão do jogador, mas caso a pessoa esteja procurando por eles, não é difícil achá-los.

Dificuldade e apresentação

A dificuldade de Kaze and the Wild Masks também é muito bem distribuída, com o jogo começando mais simples e ensinando as mecânicas bem aos poucos. Aqui temos um desenvolvedor que estudou muito bem como apresentar desafios ao jogador.

Algumas fases e bônus podem se apresentar muito difíceis e frustrantes, porém nunca parece algo injusto. Os controles são bem precisos e nada surge de repente na tela. As mortes são parte do jogo e sempre ensinam algo a quem está com o controle nas mãos.

Não bastasse essa qualidade em relação ao nível, temos lutas contra chefes que realmente fazem com que nós aprendamos suas rotinas. Cada um remete muito — novamente — à série Donkey Kong, porém com um toque dos chefes de Mega Man X e até mesmo dos DKCs feitos pela Retro Studios.

A trilha sonora não é impressionante como a do jogo da qual Kaze puxa a maior inspiração, porém não fica fora de lugar. Temos músicas ambientes que combinam com as fases, mas nada muito além disso.

Também sem impressionar muito são as cutscenes. Obviamente temos que olhar para elas com um olhar menos crítico, pois se trata de um jogo indie de menor orçamento. PORÉM, acredito que a arte empregada nas cenas, desenhadas pelo/a mesmo/a artista responsável por todas as outras artes presentes no game, não combine muito com o visual pixel-art que nos acompanha durante toda jogatina.

Talvez aqui coubesse algumas animações simples em pixel-art similar a jogos antigos, ao invés de cenas com animações simples, parecidas com o que víamos no passado no que era feito com o programa Flash.

São artes bonitas, não me leve a mal, somente não acho que se encaixem no jogo.

Conclusão

Por fim, o jogo entrega muito conteúdo, pois existem conquistas/troféus para completar os coletáveis, zerar o game sem morrer (?!) e fazê-lo em menos de duas horas. Realmente tem conteúdo para um mês inteiro tranquilamente.

Kaze and the Wild Masks é mais um grande produto nacional e merece todo carinho e dinheiro que você quiser investir no game. Suas inspirações em clássicos são claras, mas se estão fazendo com tanta perfeição e carinho, não vejo problema nenhum nisso.

O game está disponível para PlayStation, Xbox, Steam, Switch e Stadia.
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Essa análise foi feita com uma cópia do game para PlayStation 4, cedida pela distribuidora.

Kaze and the Wild Masks

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#PlayWoo | Aritana e a Pena da Harpia https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/27/gameplay-aritana-e-pena-da-harpia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/27/gameplay-aritana-e-pena-da-harpia/#respond Mon, 27 Nov 2017 14:12:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/27/gameplay-aritana-e-pena-da-harpia/ Eu possuo um canal no YouTube que normalmente posto algumas coisas relacionadas ao que escrevo aqui no site, como os vídeo que coloquei quando escrevi sobre A Pro ou o Perfuraneve. Claro, chegou a rolar alguns gameplays, mas nunca me dediquei totalmente, mas percebi que preciso migrar, chegou a um ponto em que é bem […]

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Eu possuo um canal no YouTube que normalmente posto algumas coisas relacionadas ao que escrevo aqui no site, como os vídeo que coloquei quando escrevi sobre A Pro ou o Perfuraneve.

Claro, chegou a rolar alguns gameplays, mas nunca me dediquei totalmente, mas percebi que preciso migrar, chegou a um ponto em que é bem difícil competir com o YouTube, então estou unindo site e canal.

Estou iniciando as atividades do canal com essa série de Aritana e a Pena da Harpia, pois o Duaik Estúdios anunciaram a continuação de Aritana, então se você ainda não conhecia esse ótimo jogo brasileiro, agora é a hora.

Aritana é um game de plataforma que respira influencia de grandes clássicos como Donkey Kong, Crash Bandicoot entre outros que fizeram a nossa alegria lá no passado. Ele é repleto de colecionáveis e não pega na mão do jogador, tornando-o um jogo desafiador e muito divertido.

ASSISTAM TAMBÉM – Woo joga Mortal Kombat II

Ah, mas o canal será apenas de gameplays? Não! Eu farei sim gameplays, mas também procurarei criar outros formatos de vídeos, mas para isso acontecer é preciso o apoio de todos vocês, pois o feedback é muito importante para que eu possa melhorar o conteúdo e que a atividade continue divertida para ambos.

Por enquanto é isso, conto com a participação de todos e espero que se divirtam!

Gostaram do jogo e querem saber onde o encontrá? Você encontra  Aritana e a Pena da Harpia na Steam pelo preço de 19,00 R$.

 

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BGS 2016 com Jogatinas Saudáveis | Jogos Indies https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/12/17/bgs-2016-com-jogatinas-saudaveis-jogos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/12/17/bgs-2016-com-jogatinas-saudaveis-jogos/#respond Sat, 17 Dec 2016 22:23:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/12/17/bgs-2016-com-jogatinas-saudaveis-jogos/ E a BGS 2016 acabou – sim, há meses e estou atrasado… muito atrasado – mas cá estou eu para passar para vocês o que vi de legal no setor independente da feira. Infelizmente não pude ir nas outras edições da feira para ter um parâmetro de comparação, mas me pareceu que destinaram um espaço […]

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E a BGS 2016 acabou – sim, há meses e estou atrasado… muito atrasado – mas cá estou eu para passar para vocês o que vi de legal no setor independente da feira.


Infelizmente não pude ir nas outras edições da feira para ter um parâmetro de comparação, mas me pareceu que destinaram um espaço bem decente para as empresas indies na feira. Não era um canto escuro sujo… era um compilado, onde as pequenas empresas conquistaram merecidamente seus espaços, que devem ter sido altos – leia caro para caramba – mas não tão altos quanto a determinação destes promissores produtores de jogos!

Vimos clássicos, sendo divulgados novamente e que por incrível que pareça, muitos ainda não conheciam, como o Trajes Fatais, Chroma Squad, Pipa Combate, cada um com sua característica distinta, já sendo quase velhos conhecidos de quem costuma acompanhar o cenário independente, ou até mesmo alguns canais relevantes de youtube que puderam apreciar essas pérolas.

Infelizmente a feira estava muito cheia, mesmo sendo o setor indie – ou então, felizmente estava muito cheia! – e não pude me concentra em muitos jogos, mas vou relatar brevemente minha experiência com três deles que me agradaram muito.



Comecei a feira indo diretamente para o stand da Ethereal Flame, onde pude conhecer o jogo que tanto queria, o Spaceship Overdrive! Este jogo remete aos antigos jogos de navinha, ou SHMUPS como queiram, horizontais. Estilo clássico, batalha espacial, contando com armas especiais, estilos diferentes de nave e o fantástico ataque OVERDRIVE, que dá nome ao jogo, em que partimos com a nave em chamas num Kamikaze pra cima dos oponentes, fazendo combos monstruosos permitindo uma maior pontuação.

A equipe da Ethereal Flame, cheia de determinação fez com que sua bela criação ganhasse o prêmio de melhor jogo mobile na BGS 2015, um prêmio mais que merecido! Spaceship Overdrive já está disponível, gratuitamente para Android, e em breve estará disponível para iOS e, se tudo der certo, para Playstation 4.



Depois conversei com a equipe do Cat Nigiri, responsáveis pelo jogo Keen, o qual já foi aprovado no programa Greenlight da Steam. O jogo mistura uma jogabilidade extremamente macia de puzzle e aventura, com gráficos bem bonitos.


No jogo, controlamos Kim, uma garota bem nervosa criada por sua avó para salvar o mundo, em uma jornada para frustrar os planos de uma corporação que almeja destruir seu vilarejo.

Pelo que pude sentir ao jogar, a jogabilidade é bem intuitiva e até onde fui, a curva de aprendizado mostrou-se agradável. Pelo que pude conversar com a equipe da Cat Nigiri, eles planejam lançar Keen para consoles também.


Mais tarde eu pude conversar com os desenvolvedores do jogo Kiatto – The Legendary Hero, um interessante jogo de plataforma, ao melhor estilo Donkey Kong Country. De acordo com a equipe, o jogo deve sair em dezembro para iOS e Android, embora até agora eu não tenha notícias, espero que consigam lançar.


O jogo apresenta várias armadilhas, sendo um belo desafio até mesmo para os jogadores mais experientes. O estilo clássico de aprender com os erros se mostra bem notável, podendo agradar os jogadores que gostam de exercitar sua memória e reflexos.

Como menções honrosas, gostaria de destacar o jogo Tiny Little Bastards da Overlord Game Studio, um action RPG com elementos de exploração livre que me pareceu excelente, com jogabilidade macia e gráficos bem atrativos. Não pude falar com a equipe de desenvolvimento – e realmente gostaria de remediar isso no futuro – mas pelo que vi o jogo tem lançamento previsto agora para abril de 2017 para Playstation 4, Xbox One, Windows 10, Mac e Linux.

Também, outro que me agradou demais foi o Super Button Soccer um jogo de – como o nome diz – futebol de botão!

Achei sensacional a temática do jogo, mas mais destaque ainda devo à Smyowl Studios por fazerem um gameplay simplificado que remetesse ao clássico estilo de jogo de futebol de botão. Podemos escolher nosso time e a formação, agradando gregos e troianos. A partida que fizemos foi bem rápida, de 3 minutos, o suficiente para deixar com a sensação de que o jogo vale o investimento dos 20 reais, preço cheio pelo qual ele sai na Steam, para juntar os marmanjos que gostavam da brincadeira.

Por enquanto o jogo está disponível apenas para PC.

E é isso aí. Esses foram os jogos que pude jogar e espero ter conseguido trazer ao menos uma parte da sensação de como foi essa experiência no setor indie da BGS para vocês. Acho sempre importante valorizarmos o trabalho das pessoas que muitas vezes investem suas noites mal dormidas, deixam de sair com a família ou mesmo fazem no curto horário livre que tem após o trabalho, então, por que não dar uma chance a esses jogos?

E caso queiram ver a experiência desse dia em vídeo, preparei um curto compilado de menos de 5 minutos que você pode conferir logo abaixo e está disponível no meu canal:

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