Arquivos Dogurai - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dogurai/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 10 Nov 2021 05:36:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Dogurai - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dogurai/ 32 32 Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/10/dogurai-indie-brazuca-bom-pra-cachorro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/10/dogurai-indie-brazuca-bom-pra-cachorro/#respond Thu, 10 Sep 2020 09:00:58 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4808 Se você me falasse algo sobre jogos brasileiros 30 anos atrás… Provavelmente eu não responderia nada porque em 1990 eu mal tinha dois anos de idade. Mas, se em meados dos anos 90, você me falasse algo sobre jogos brasileiros. Eu responderia que eram algo bem distante. E estaria um tanto errado porque na época […]

O post Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Se você me falasse algo sobre jogos brasileiros 30 anos atrás… Provavelmente eu não responderia nada porque em 1990 eu mal tinha dois anos de idade. Mas, se em meados dos anos 90, você me falasse algo sobre jogos brasileiros.

Eu responderia que eram algo bem distante. E estaria um tanto errado porque na época tínhamos os jogos da TecToy para Master System e Mega Drive. Cuja qualidade era bastante questionável.

LEIAM – 5 Motivos para se Comprar um Mega Drive

Diabos, eu entro em posição fetal e clamo pela minha mãe toda vez que lembro de Sítio do Pica Pau Amarelo. Castelo Rá-Tim-Bum e Férias Frustradas do Pica-Pau também não me deixam mentir.

Hoje em dia as coisas estão diferentes, jogos brasileiros saem aos montes e nas mais variadas plataformas, e ainda que não tenham orçamento ou visuais de jogos AAA, não quer dizer que não possuem qualidades.

Claro, ainda vamos ter muitos jogos de qualidade duvidosa saindo, seja no PC (O finado Steam Greenlight deu luz a algumas das maiores aberrações já produzidas em solo tupiniquim), ou nos consoles.

O desenvolvimento de Dogurai se iniciou em 2014, como um dos jogos produzidos para a Game Boy Jam 3, lá no GameJolt.

O desenvolvimento do jogo continuou por até que em 2018, o jogo chegava ao Steam, e foi nessa época que tive o primeiro contato com o jogo, através da demo disponibilizada pela HungryBear para o Mystery Game Tournament, da Speedruns Brasil.

E agora, em março de 2020, o jogo chegou ao PlayStation 4 e ao Nintendo Switch, com o porte sendo produzido pela QuByte Games (99 Vidas, Vasara Collection).

Será que o jogo vale a pena o seu dinheirinho?

Furries da Justiça

Dogurai

Tá, Dogurai não é cheio de Furries que nem Fight’n Rage, mas eu decidi fazer a piada ali. Em um futuro não muito distante, a Microsoft-Google substituiu as Forças Armadas e a Polícia por robôs e máquinas, e seu líder, John Google decide DOMINAR O MUNDO, porque é isso que líderes de grandes corporações fazem. Só perguntar a Disney.

Enfim, Bones, um cão-samurai, decidiu ficar Pluto da vida e sair da aposentadoria, para impedir que John Google dominasse o mundo.

No momento, sinto que esse parágrafo sobre a história está curto demais. Mas bem, como o jogo é visualmente inspirado pelos jogos do Game Boy, tudo bem, relevemos.

ELE CORTA, PICA E FATIA

Dogurai

Pequena observação, eu queria colocar a frase “Fácil de controlar, difícil de dominar”, mas mudei de ideia.

Enfim, Dogurai é um side scroller 2D, e basicamente tudo o que você tem para atacar seus inimigos é a sua espada. Você possui um pulo duplo e um slide, mas é só isso.

Os controles são fáceis de se aprender e na metade do estágio de introdução, você vai ter aprendido tudo o que é necessário para terminar o jogo.

LEIAM – 112th Seed | A Semente da salvação

E é aí que a parte “difícil de dominar” entra em campo. As fases possuem uma curva de dificuldade crescente, e até aprender, você vai morrer em alguns obstáculos.

O design de alguns obstáculos das fases é um tanto questionável, mas no fim, é questão de insistência até chegar aos chefes.

As batalhas contra chefes não chegam a ser muito difíceis, assim como todo bom jogo de ação, basta você prestar atenção nos padrões de ataque e reagir de acordo com eles. Não é nada que com um pouco de paciência não dê pra passar.

O jogo ainda possui certa quantia de segredos a serem descobertos, para aumentar o fator replay, como os quatro disquetes escondidos (um deles nem tão escondido assim) que ajudam a resgatar seu velho amigo Rider. Se os disquetes não forem encontrados, Rider se torna um boss na última fase e precisamos eliminá-lo.

Ao conseguir o final bom, salvando Rider, ele se torna um personagem jogável, com suas shurikens (logo, ataque a longa distância), novamente, fator replay em ação.

Por fim, após as quatro fases iniciais, temos uma longa jornada que leva a típica Boss Rush, antes do confronto no espaço sideral.

Como no Game Boy, mas pode irritar

Dogurai

O jogo começou o desenvolvimento numa Jam de Game Boy, e segue essa estética. Os gráficos são bem definidos, mas na versão de consoles, possui duas resoluções.

A que mantém a proporção original da tela, com o restante sendo preenchido por uma borda. E uma versão esticada, que ainda mantém a proporção, mas eliminando as bordas e ocupando boa parte da tela,

A resolução original parece meio… Pequena, mesmo jogando numa tela de 43′. Isso fica mais como uma reclamação minha do que um defeito do jogo… “Ain, mas Sancini, porque especificamente uma tela de 43′?”

Calma, pessoa imaginária que inventei só pra alongar um pouquinho essa análise. Tela de 43′ é porque é o tamanho da minha TV. Eu queria comprar uma de 32′, mas meus pais me convenceram de que a de 43′ tava barata, então foi ela que comprei.

Onde eu estava? Ah sim.

O jogo possui uma paleta de cores dinâmica, alterando e se adequando dependendo da fase que estamos jogando. Ou você pode simplesmente escolher uma das paletas fixas e permanecer com ela do começo ao fim do jogo.

Isso é recomendado, porque alguns dos contrastes das paletas acabam deixando tudo muito claro e o posicionamento de inimigos pode ficar enganoso e irritar um pouco o jogador.

A trilha de Dogurai é uma caixinha de surpresas. Tem algumas melodias empolgantes, porém outras são desinteressantes, como por exemplo a musica do Menu (que é a mesma da seleção de fases.).

Jesus Cristo de Cascatinha, que música chata.

Veredito Final

Dogurai

Dogurai é um jogo curto, dá pra você terminar em duas horas, se você souber o que fazer.

Possui um bom fator replay, e para um jogo que custa 10 reais no PC (20 no PS4), certamente vale a pena para uma tarde de tédio. Tem algumas decisões de design questionáveis e algumas musicas não muito inspiradas, mas no geral é um jogo decente.

Dogurai está disponível para PC (via Steam e itch.io), Playstation 4 e Nintendo Switch.

Esta análise foi feita com base na versão de PS4.

Gostou do review? Então comenta ai e me segue lá no Twitter: @MrSancini

O post Dogurai | Indie brazuca bom pra cachorro apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/09/10/dogurai-indie-brazuca-bom-pra-cachorro/feed/ 0
Pixel Devil and the Broken Cartridge | Tributo desperdiçado https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/13/pixel-devil-and-the-broken-cartridge-tributo-desperdicado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/13/pixel-devil-and-the-broken-cartridge-tributo-desperdicado/#respond Thu, 13 Aug 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=4425 Muitas vezes, certos jogos passam batidos por seu radar. Por exemplo, Dogurai, um platformer indie brasileiro chegou ao PS4 em março desse ano, mas não se viu muita gente falar a respeito dele. Uma pena, pois joguei Dogurai ainda em seu estágio beta e é um jogo deveras divertido. Recomendo a compra. Enfim, dentre esses […]

O post Pixel Devil and the Broken Cartridge | Tributo desperdiçado apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Muitas vezes, certos jogos passam batidos por seu radar. Por exemplo, Dogurai, um platformer indie brasileiro chegou ao PS4 em março desse ano, mas não se viu muita gente falar a respeito dele.

Uma pena, pois joguei Dogurai ainda em seu estágio beta e é um jogo deveras divertido. Recomendo a compra.

Enfim, dentre esses milhares de jogos indie que passam batido porque seu hype está num AAA genérico, Pixel Devil and the Broken Cartridge parece ter o nome de fanfic genérica de Harry Potter e promete prestar tributo a clássicos como Mega Man, Ducktales, Darkwing Duck, Battletoads, entre outros.

Mas será que ele é uma pérola perdida que merece ser visitada ou é um jogo que deve cair no esquecimento?

Salve a garota, como nos velhos tempos

Pixel Devil and the Broken Cartridge

O jogo não perde tempo, e vai direto ao assunto em sua curta introdução. Você, Pixel Devil, aparentemente um youtuber retro e sua garota, Valya, decidem se mudar para um novo apartamento, nisso ele encontra um cartucho esquisito e decide colocá-lo em seu console.

Do nada, uma mão sai de um portal surgido de dentro do cartucho e rapta Valya. E você, munido de uma arma que parece suspeitamente uma Super Scope, vai atrás dela.

LEIAM – Destruction Derby | Burnout no Nintendo 64?

Coisa básica de qualquer jogo da época, mas de alguma maneira, a combinação da intro com a musica de introdução não ajuda a te animar pra essa tarefa simples.

A princípio, você é jogado num estágio de introdução, que é mais ou menos um tutorial com os comandos do jogo e logo em seguida, você é introduzido a uma tela de seleção de fases, tal qual Mega Man. Mas, porém, entretanto, contudo, todavia, você vai descobrir que não é bem assim que a banda toca e que para passar de determinados trechos das fases, você precisará de armas específicas que só podem ser conseguidas em outras fases, mais ou menos como em Quackshot, clássico da SEGA.

Então, ao invés de você ter a liberdade de começar pela fase que quiser, você tem uma ordem de fases para seguir, só que isso não é feito de maneira gradual, como em Quackshot, onde você começa numa fase e vai até um ponto até descobrir que precisa de algo, o jogo não te condiciona a pensar desse jeito.

Difícil pelas razões erradas

Pixel Devil and the Broken Cartridge

Depois dessa ducha de água fria, você começa a jogar de verdade. O jogo é um sidescroller como Mega Man, percorra as fases, vá até os chefes que tem padrões de ataque, vença-os e consiga as armas especiais que ajudam a prosseguir nas fases onde você estava empacado.

Passe as quatro fases iniciais e uma quinta irá abrir, onde teremos que enfrentar novamente os chefes para chegar até o final do jogo.

Só que… O jogo é difícil. Pelos motivos errados. Não, não estou sendo chorão e reclamando de uma dificuldade que está acabando com a minha paciência.

LEIAM – Bloodstained: Curse of the Moon 2 | A Melhor mentira da Inti Creates

Pra começo de conversa, Pixel Devil & the Broken Cartridge é um jogo que possui poucos inimigos. Que possuem apenas UM PADRÃO de ataque. Se esconder de modo que fique protegido e te atacar.

Apenas esse padrão. Tá, tem os peixes do trecho com água, mas ainda assim, o padrão não é diferente. Isso denota falta de criatividade, e muitas vezes resulta em morte ou perda de HP de maneira boba, porque certos inimigos se escondem no chão e te atacam, então só dá pra atacar quando ele está prestes a atacar você.

Fazendo paralelos com outros jogos difíceis que podem acabar com sua paciência, Shovel Knight e The Messenger, dois jogos que prestam tributo a jogos da era 8-bits e podem dar uma canseira fácil ao jogador, você não sente que morreu porque não podia atacar um inimigo ou não chegou numa plataforma, você morreu por culpa sua e vai melhorar naquilo para que não morra.

Os chefes não são necessariamente difíceis, eles possuem padrões de ataque fáceis de serem decorados e podem ser derrotados facilmente. O que é difícil no jogo, é devido a posicionamento esparso e mal feito dos inimigos, além de alguns obstáculos nada agradáveis (como a água hit-kill ou espetos estrategicamente posicionados para te ferrar) e o design de fases HORROROSO.

Pixel Devil and the Broken Cartridge

Sim, o design de fases do jogo é simplesmente horrível, os pulos exigem uma precisão que os controles não tem, os yoko blocks de Mega Man possuem padrões meio erráticos (não são padrões precisos como em MM) e sequer acompanham uma dica de áudio como em MM, muitas vezes o inimigo vai estar posicionado de modo que se ele te acertar, vai te jogar no abismo.

Os bosses fazem referências a jogos clássicos, como Darkwing Duck, DuckTales e Battletoads (com direito referência ao Turbo Tunnel na fase), mas só referência não tira o quão chatas e previsíveis as lutas com eles são.

Zzzzzz… Ah, sim, tédio audiovisual

Pixel Devil and the Broken Cartridge

Graficamente, o jogo seria considerado OK, se a parte do áudio não fosse tediante a ponto de tornar a experiência extremamente monótona. As músicas são muito, mas muito chatas.

Os inimigos são sem inspiração, o personagem principal é feito no estilo do Mega Man, mas sem lembrar o Mega Man e os cenários. Só estão lá, mas como eu havia dito, o áudio deixa tudo tedioso, e eu não consigo arranjar mais sinônimos de tédio pra definir o quão chato é esse jogo.

Desperdício de Tributo

Pixel Devil and the Broken Cartridge

Pixel Devil and the Broken Cartridge tinha potencial, mas acho que eu devia ter previsto esse resultado pelo trailer totalmente desinteressante.

É um jogo que poderia ter sido um tributo bacana, se não tivesse um design de fases tão ruim e uma trilha insossa, que aliado a gráficos e jogabilidade meh, deixa muito a desejar. Desculpem a análise curta, mas o jogo é ruim, evitem.

Pixel Devil and the Broken Cartridge está disponível para PS4, PC, Xbox One, Switch e Android, e esta análise foi feita com base na versão de PS4.

O post Pixel Devil and the Broken Cartridge | Tributo desperdiçado apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/08/13/pixel-devil-and-the-broken-cartridge-tributo-desperdicado/feed/ 0