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No período entre os dias 1 e 6 de fevereiro de 2019 aconteceu em São Paulo a quarta edição da Brazilians Against Time, maratona presencial de speedruns feita em prol da caridade, e eu fui um dos runners presentes no evento, esse artigo conta minha experiência lá desde o início.

Sigam-me os bons.

A Brazilians Against Time foi basicamente o motivo intrínseco de eu ter me tornado um speedrunner em Março do ano passado. E foi assim que começou, pouco depois da edição de 2018, eu twittei (agora não lembro se foi pro Hugo Carvalho, o organizador da BRAT ou se foi pro perfil da Brat) a seguinte mensagem: “Ano que vem vou estar aí, como runner.”. Pode ter parecido um tanto ousado, mas era a meta, nem que pra isso eu tivesse que faltar o trabalho.

Até então minhas experiências com speedrun eram basicamente umas tentativas no Mighty Gunvolt de PC (Com IGT na casa dos 20 minutos) e um jogo de plataforma chamado “Miko Training”, que não vou dar muitos detalhes, mas se você morria, literalmente era fodido. Sim, era um jogo adulto,

Logo, comecei a pegar jogos que gosto e tentar corrê-los, e começou assim, com Double Dragon II, que depois de muito tempo, consegui um tempo de 15 minutos e 15 segundos, na versão japonesa, dificuldade fácil. Daí foram a outros jogos, como Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (que detive o World Record de uma categoria por meses), Bare Knuckle 3, Double Dragon IV, entre muitos outros, no SNES e PS2.

Avançamos um pouco no tempo, e como o meu PS2 tinha morrido, eu dei uma esfriada nas speedruns até perder o emprego e comprar o PlayStation 4. Nesse meio tempo, ajudei na comunidade brasileira de speedruns na retransmissão em português da Games Done Quick Xpress que ocorreu na TwitchCon de 2018 e voltei a fazer speedruns, focado no meu atual console de mesa, com Sonic Forces encabeçando no começo de Setembro, além de Timespinner e Samurai Warriors posteriormente.

Prosseguindo, abrem-se as inscrições pra edição de 2019 da Brazilians Against Time, pouco depois da edição especial que aconteceu na Brasil Game Show, e eu mando tudo que é jogo de PS4 e SNES que posso, de Warriors Orochi 4 a Double Dragon II, incluindo coisas de última hora, como Sonic Forces. Avançamos pro final do ano, e sai a lista de jogos aprovados, EU FORA SELECIONADO. Correria Mighty Gunvolt, abrindo o bloco de Mega Man, Sonic Forces e Sailor Moon R.

Começa 2019, e tenho novamente participação na retransmissão da Awesome Games Done Quick, que tem um gosto especial, pois uns meses antes, eu havia participado de uma maratona online pra arrecadar fundos pra ajudar a levar três runners de Mega Man pro evento, Luiz Miguel e Madu, brasileiros e o Soppa, um finlandês, para o evento.

Em fevereiro, finalmente começo a colocar as coisas pra viagem a São Paulo, como passagem, roupas e mala. A noite anterior a viagem foi típica pra mim, logicamente, eu não consegui dormir, ficando acordado até a hora de ir pra rodoviária. No caso, saí daqui da minha casa por volta das 3 da manhã, e como o tinha chovido no dia anterior, resolvo colocar uma jaqueta por cima da blusa que estava.

PRIMEIRO ERRO

Estava abafado pra caramba, e o ar condicionado do ônibus que peguei para a rodoviária não deu conta, então cheguei na Rodoviária Novo Rio pingando suor. Nisso, tive que esperar até a hora da viagem parecendo que tinha pegado chuva, mas felizmente por volta das 6 da manhã, o ônibus parte rumo a São Paulo, com uma parada planejada dali a duas horas em Rezende.

Felizmente o ônibus tinha wi-fi, mas aí, meu celular, que estava nas últimas, cismou do teclado parar de funcionar, então basicamente eu só podia mandar fotos pelo Instagram ou Facebook, ao menos quando o telefone não teimava em reiniciar porque sim.

Duas horas depois, passando por muita estrada e locais que te dão deja vu, o ônibus fez a parada planejada em Rezende. Eu estava com fome, então resolvi comer no “Shopping” da parada.

SEGUNDO ERRO.

Esse foi mais ingenuidade do que burrice, porque como eu nunca havia feito uma viagem de ônibus tão longa que necessitasse de paradas, eu não sabia que o preço da comida de parada de ônibus era tão alto. Diabos, uma torrada com um pouco de ovos mexidos e bacon custou a bagatela de 9 reais, juntando com o mate, mais o refrigerante e batata chips que comprei pra comer no ônibus (O que é um peido pra quem já tá cagado?), e essa brincadeira custou 25 reais.

O resto da viagem ocorreu numa mistura de estradas, estradas e estradas, tempo maluco, onde numa cidade caía um temporal e dois quilômetros depois o tempo estava aberto (São Paulo, Geovane, Geovane, São Paulo), e quando cheguei em definitivo na terra da garoa, fui recepcionado por seu habitante mais ilustre: O TRÂNSITO FILHO DA PUTA. Felizmente, como foi nosso primeiro encontro, ele foi gentil, e o ônibus que era pra ter chegado na Rodoviária do Tietê às 12:30, chegou por volta de 12:50. Obrigado, trânsito.

Lá, eu deveria me encontrar com um outro speedrunner, Fladervy (fera em Freedom Planet, Shovel Knight e Celeste) que viria do interior de São Paulo e o ônibus dele chegaria no mesmo horário. Só que eu mal lembrava da cara do Flad, porque tipo, só vi ele em GDQ e na Brat da BGS (onde rolou uma run foda junto com o argentino Revolucion, com 2 players 1 keyboard em Freedom Planet), nisso fiquei rodando pela rodoviária até ver um cara que lembrava muito ele, e venci minha timidez extrema e perguntei se era ele mesmo. Felizmente acertei. Nessa brincadeira já era uma e meia da tarde.

De lá, pegamos o metrô, e aqui deixo o adendo do quão cômodo é o sistema metroviário de São Paulo, pelo menos em comparação ao Rio, lá você pode ir de um ponto a outro da cidade, trocando de linhas. Claro, pegar na hora do rush deve ser tenso.

Não vou passar um play-by-play dos meus sete dias em São Paulo, mas basicamente em termos de convivência e clima, era sensacional.

Claro, muito do que rolou por trás do que era exibido no stream, foi graças a um pessoal que deu uma força imensa, como a APAE, que ajudou a providenciar a casa, e o pessoal do Beyond the Summit, que deu uma moral incrível com o equipamento de iluminação e câmeras, além de outras coisas que não me vem a cabeça agora.

Por conta de alguém que aparentemente queria fazer com que minha viagem fosse mais sobre ficar na casa do que runs espalhadas, todas as minhas runs aconteceram no mesmo dia, 4 de Março, segunda-feira de carnaval.

Antes disso, o que aconteceu foi eu ajudando com comentários em outras runs, ou lendo o chat (graças a um programinha maroto) na run de Mario Galaxy (que rolou num momento onde chovia bastante na Zona Leste de São Paulo e faltou luz nos dois quarteirões vizinhos, mas não na casa. RNG bom esse.) do Furlim.

As minhas runs foram na média, uma pena que eu nunca parei pra estudar termos técnicos ou strats avançadas (com exceção de Mighty Gunvolt, onde execução é a chave), mas ainda assim, foram divertidas.

Eu comecei abrindo o bloco de Mega Man com Mighty Gunvolt, e erros a parte, foi uma run decente, infelizmente o RNG não me ajudou e meu tempo IGT foi longe do meu PB. Pelo menos eu tinha a companhia do Mexicano_PB ali pra não ficar balbuciando sozinho por quinze minutos enquanto jogava.

Umas duas horas e pouco depois, eu estava lá novamente para jogar Sonic Forces, o que seria minha última speedrun do jogo. Sim, eu decidi me aposentar das runs de Forces, depois de ver o bluemania na AGDQ de 2019, e eu fiquei honrado de ter ali como companhia novamente o Mexicano_PB/CariocaMEX e o Kytes (que descobri depois é um xará meu), e a run foi basicamente três caras aloprando o jogo o máximo possível, fazendo piadas e se divertindo, já que o jogo não é necessariamente ultra diversão.

Por fim, minha última run foi Sailor Moon R, algumas horas depois, onde tive a companhia do hugo4fun, e felizmente teve gente que doou grana pra bidwar que rolou antes, pra que eu pudesse escolher a Sailor… E felizmente não escolheram a Mercury porque ela é muito ruim.

No geral, essa foi uma run tranquila, porque não tem momentos de “isso vai matar a run ou ferrar PB”, como pode acontecer com Mighty Gunvolt e Sonic.

Por fim, aquela foi minha participação como runner na Brazilians Against Time, mas ainda tivemos algumas surpresas no último dia, quando depois de descansar por algumas horas, eu acordo e simplesmente estava a melhor bagunça que já vi, o faeddin terminando Mineirinho, pra logo em seguida, juntar muita gente e memetizar uma speedrun de Michael Jackson’s Moonwalker, e esse foi o clima de encerramento da Brazilians Against Time.

E depois disso, mais tarde houve, e mais uma vez agradeço a APAE, um almoço no Outback do Shopping Metrô Santa Cruz. E claro, com aqueles preços lá, ainda bem que foi a APAE que pagou o almoço. Mas valeu a pena, porque é bom, apesar de no fim eu estar querendo colocar aquele chá gelado pra fora.

Na hora de ir embora, antes de me despedir da galera, decido ir no banheiro…

TERCEIRO ERRO.

Quando saio do banheiro, sete quilos mais magro, vi que me deram um balão e foram embora.

Não, não fiquei perdido, porque eu precisava ir pra rodoviária e o Shopping era ligado a estação do metrô, e felizmente, outro runner estava lá na estação, o Milani, então pegamos o metrô, ele pra Santo André e eu pro Tietê, onde fiquei aguardando o ônibus e provando o poder do gelo, pois a garrafa de água congelada ainda estava bastante congelada. Faltando doze minutos pro horário de embarque, o ônibus chega. O embarque acontece num misto de melancolia e alívio.

A melancolia vai dando lugar ao medo, porque por um lado, a ida para São Paulo se deu de manhã, a volta para o Rio foi já chegando no fim de tarde, e a noite amigo, a noite a Via Dutra é breu puro. Meu telefone a beira da morte, e por alguma razão, eu acompanhava algum jogo do Fluminense na rádio, e assim foi minha chegada ao Rio. Pra finalizar a melancolia, assim que desembarquei, fui “assaltado”, porque da Rodoviária Novo Rio, até o bairro onde eu moro (25 minutos de viagem talvez?), foram-se 60 Reais.

E assim, cansado, suado e com a porra de uma mala que minha mãe disse que era grande demais, mas quando saí pra viajar tava pesada, eu estava de volta ao conforto do meu lar. A sensação era de dever cumprido e de PUTA QUE PARIU, QUE TÁXI CARO, DA PRÓXIMA VEZ EU VOLTO MAIS CEDO E PEGO O BUSÃO.

Enfim, essa foi minha experiência na Brazilians Against Time desse ano. Se tudo der certo, 2022 talvez eu vá pra São Paulo novamente?

Agora você deve estar se perguntando… Sancini, porque está falando de algo que aconteceu em 2019?

A verdade: Esse texto, eu não lembro de ter terminado ele na época que escrevi.

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Captain Tsubasa | A Jornada ao Sonho https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/12/captain-tsubasa-jornada-ao-sonho/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/12/captain-tsubasa-jornada-ao-sonho/#comments Tue, 12 Jan 2021 10:16:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/06/17/captain-tsubasa-jornada-ao-sonho/ O Capitão Tsubasa Ah… Super Campeões. De todos os animes que foram exibidos na falecida Rede Manchete, Captain Tsubasa (seu nome original), talvez seja o menos lembrado.  Claro, comparado com animes de ação, com lutas, sangue, armaduras, gente morta voando e garotas de saia lutando contra o mal, Super Campeões tinha um enredo bem simples: […]

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O Capitão Tsubasa

Ah… Super Campeões. De todos os animes que foram exibidos na falecida Rede Manchete, Captain Tsubasa (seu nome original), talvez seja o menos lembrado. 

Claro, comparado com animes de ação, com lutas, sangue, armaduras, gente morta voando e garotas de saia lutando contra o mal, Super Campeões tinha um enredo bem simples: crianças jogando futebol e desenvolvendo suas habilidades ao longo de seu crescimento.

Talvez você não saiba mas em 1998 — ano que o anime foi exibido no Brasil — a garotada ligava MUITO mais pra futebol por aqui. Mesmo quem não se importava muito, acabou se empolgando porque era ano de Copa do Mundo, o que gerou um certo frenesi com as crianças da época. Mas lógico, não chegou a 1% do hype gerado por Cavaleiros do Zodíaco.

Captain Tsubasa

Ah, é importante lembrar que a série exibida aqui na década de 1990 foi a segunda já feita, chamada de Captain Tsubasa J.

Essa série foi produzida em 1994, e funciona basicamente como um remake na série original de 1983, só que com metade dos episódios. Aqui tivemos a exibição completa, mas com aberturas trocadas no maior estilo Trem da Alegria e nomes dos personagens adaptados para algo mais ocidental, como Oliver no lugar de Ozora, Carlos no lugar de Taro e Benji no lugar de Genzo.

Vou usar os nomes originais pois não acredito que ninguém aqui tenha um elo tão forte com os nomes brasileiros. Uma outra adaptação da série lançada em 2002 também chegou por aqui, mas falemos dela em outro momento.

Captain Tsubasa

Animes vs. Mangá

Bem, confesso que eu li / leio o mangá esporadicamente, e as diferenças entre as séries variam muito.

Resumo de situações, com momentos específicos de dois ou três jogos mesclados em uma única partida… sabe, o fato do Yoichi Takahashi — o autor — não ser lá um bom escritor e tão pouco um bom desenhista, é notável quando você começa a assistir ou ler Captain Tsubasa e perceber que os clichés que ele usa se repetem muito ao longo da narrativa.

Exemplos disso são o protagonista super habilidoso e que nunca se deixa abalar (que sinceramente beira algum tipo de doença pois o Tsubasa não tem outra expressão além de um sorriso bobo); o sidekick que também tem habilidades que complementam a do personagem principal; o antagonista que depois vira amigo (e aqui temos logo dois), etc, etc etc.

Captain Tsubasa

Talvez isso seja fruto de sua época. Afinal, o mangá é do início da década de 1980, mas o Takahashi bem que poderia desenvolver a história um pouco além do que acontece no campo de futebol ou ao redor dele.

Sabe, temos personagens aqui até bastante carismáticos, como o Ishizaki por exemplo, mas tudo que é contato sobre eles são histórias que se passam em um estádio ou que envolvam alguma partida que vai acontecer.

Sei que esse é um mal de animes de esporte, mas em Captain Tsubasa, até a alternativa mais barata de ramificar uma história para meninos, um romance, é mal explorada… mas sobre isso falemos em outro momento.

A história várias vezes contada

Oliver Tsub- Digo, Tsubasa Ozora, no original, é um garoto prodígio que passa o dia inteiro chutando uma bola de futebol. Um dia, seus pais resolvem se mudar para uma cidade pequena chamada Nankatsu, que é conhecida por ter escolas com clubes de futebol, para que o garoto possa desenvolver melhor seu hobby.

Lá, Tsubasa, então com 11 anos, conhece seus amigos — que obviamente jogam futebol — e, com ajuda de Roberto Hongo (Roberto Maravilha, na dublagem da série J), começam a disputar torneios locais, até que vão evoluindo até um dia disputarem torneios pela seleção japonesa.

O roteiro é simples, porém competente no que se propõe. Como eu disse, o Takahashi não é lá o melhor dos roteiristas, mas ele sabe criar muitas situações inusitadas pra um mangá de esporte.

Captain Tsubasa

Os três arcos da história

O primeiro, “Kids’ Dream“, aborda o começo da história das crianças no clube da escola primária;

“Boys’ Fight” conta a história do último ano ginasial dos personagens;

Já “J Boys Challenge”, já aborda o torneio internacional de juniores.

São um pouco mais de 100 capítulos e a leitura é rápida, apesar do Takahashi cometer umas loucuras como FAZER CAPÍTULOS de 90 PÁGINAS, o que talvez seja o motivo do mangá ter 37 volumes… mas como eu disse, se você simpatiza com os personagens e está disposto a ler uma história com traço e roteiro ligeeeeiramente datados, pode ser uma boa leitura!

Captain Tsubasa

“Mas Horo! Qual eu assisto?”

Olha, eu tenho ótimas lembranças com a versão animada de CT, principalmente com a de 2002, já que foi a primeira que realmente assisti completa e tinha boas músicas.

Contudo, os quatro animes já feitos pra TV contam basicamente a mesma história, porém cada um com suas peculiaridades, com qualidade variando muito, onde cada um tem seu charme.

O anime de 1983 deixa os diálogos e eventos mais naturais, porém com animação bem limitada da época, enquanto a versão de 2018 — a mais recente feita pela David Production, mesmo estúdio de Jojo’s Bizarre Adventure — é exatamente o oposto disso.

LEIAM – Tudo o que você precisa saber sobre JoJo’s Bizarre Adventure | Phantom Blood

A série de 1994 (J, que passou na Manchete) resume os eventos do primeiro arco, porém toma liberdades com a arte.

Finalmente o anime de 2001 possui baixo investimento e faz um winrar com a história pra chegar logo no arco “Road to 2002”, que por sua vez também é diferente do mangá.

Captain Tsubasa

Explicando o conteúdo de cada versão

Por toda essa confusão, achei melhor separar os arcos com base nos diversos mangás e colocar embaixo de cada um deles a versão animada correspondente (caso exista).

Lembre-se que aqui não estarão listados alguns OVAs e filmes com história original.

Mangá: Captain Tsubasa

Arcos:
[1] Kids Dream 

Plot: Nankatsu primário no torneio nacional
Animes: Captain Tsubasa (1983) (até o episódio 80)
               Captain Tsubasa J (1994) (até o episódio 35*)
       Captain Tsubasa (2002) (até o episódio 11)
       Captain Tsubasa (2018) (até o episódio 28)

*: O anime Captain Tsubasa J (1994) não adapta os arcos “Boys’ Fight” e “J Boys Challenge”, pulando da infância dos garotos já pra fase quase adulta.

[2] Boys’ Fight

Plot: Nankatsu ginasial no torneio nacional
Animes: Captain Tsubasa (1983) (episódio 81 até o final)
              Captain Tsubasa (2002) (episódio 12 ao 20)
              Captain Tsubasa (2018) (episódio 29 ao 52)

[3] J Boys Challenge 

Plot: International Jr. Youth na França
Animes: Shin Captain Tsubasa (OVA)
               Captain Tsubasa (2002) (21 ao final**)
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Mangás: Captain Tsubasa Saikyo no Teki! Holanda Youth & Captain Tsubasa  World Youth Hen

 Arcos:

[4] Battle of World Youth

Plot: Eventos pós Jr. Youth 
Animes: Saikyo no Teki! Holanda Youth (Filme) 
               Captain Tsubasa J (episódio 36 até o final*)

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Mangá: Captain Tsubasa Road to 2002

Arcos:
[5] Road to 2002

Plot: Tsubasa sai do São Paulo e vai pro Barcelona
Anime: Captain Tsubasa (2002) (21 ao final**)

**: O anime Captain Tsubasa (2002), além de resumir duas sagas inteiras em dez (!) episódios, também criou material novo na sua segunda metade, misturando plots dos arcos “J Boys Challenge” e “Road to 2002”. Pode ser considerado material original, de certa forma.

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Mangá: Captain Tsubasa: Golden-23 

Arcos:

[6] Golden-23

Plot: O Sub-22 do Japão se prepara e joga as Eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2004
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Mangás: Captain Tsubasa: Kaigai Gekito Hen in Calcio – Hi Izuru Kuni no Giocatore & Captain Tsubasa: Kaigai Gekito Hen en La Liga

Arcos:
[7] Overseas Fierce Fights

Plot: Os personagens principais jogando seus torneios locais e Tsubasa jogando o Campeonado Espanhol
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Mangá: Captain Tsubasa: Rising Sun

[8] Rising Sun 

Plot: Os Jogos Olímpicos de 2004 no México, continuação da preparação feita no mangá Golden-23

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E por enquanto é só de anime e mangá (ufa!)

Recomendações Pessoais

Olha, é inegável que é necessário ter um certo gosto pelo esporte pra assistir Captain Tsubasa, por isso, tenha isso em mente antes de se aventurar pois muito do que se sustenta a série é o fato de ter partidas de futebol acontecendo. Dito isso, minhas recomendações são:

Captain Tsubasa (1983): indicado pra quem não se importa com arte datada. O roteiro consegue melhorar o mangá, deixando o ritmo mais natural, porém demorado. A maioria dos filmes é baseada nessa série.

Captain Tsubasa J (1994): sinceramente só consigo recomendar pra quem assistiu na Manchete e por favor, veja legendado. A dublagem erra muita coisa, além de trocar o nome dos personagens.

Captain Tsubasa (2002): mais uma série que só consigo recomendar pra quem assistiu na época, seja no Cartoon Network ou na RedeTV anos depois. A dublagem dessa vez consegue mudar o nome dos personagens no MEIO da série, então do nada o Tsubasa deixa de ser Oliver, além de clássicos como a voz escrota da Yayoi Aoba:

Captain Tsubasa (2018): Inegavelmente a versão mais fiel em relação ao mangá. Mesmo adaptando somente os dois primeiros arcos, a versão 2018 não tira nada da história original, ainda que trazendo a mesma para os tempos atuais (o pai do Tsubasa conversa com ele por mensagem ao invés de mandar uma carta a cada final de torneio).

Porém, PRA MIM, isso causa um efeito um pouco comum em séries atuais que é a falta de naturalidade da animação por causa dessa busca por verossimilhança em relação a obra original.

Certos momentos e cenas parecem nada mais que uma página colorida do mangá. Isso é uma característica do estúdio, já que Jojo também sofre do mesmo problema. Se isso com certeza não te incomoda tanto, talvez seja o melhor caminho para começar.

Captain Tsubasa (mangá) (1981): O mangá é muito feio, porém a real história está contida nele e é inegável que é a única forma de acompanhar a história em sua plenitude.

Uma forma que eu considero ok de acompanhar a série seria assistir o anime de 1984 ou o de 2018 inteiro, e depois o mangá a partir da parte correspondente (listada mais acima no texto).

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Então é isso! Depois desse resumão gigantesco e toda essa junção de informações espaçadas na internet + conhecimento pessoal, espero que consiga estimular mais gente a conhecer a história do Tsubasazinho. Infelizmente ele jogou no São Paulo (ou “Brancos”, como no anime de 2002) e não no meu Mengão, mas aí também é querer demais.

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Esse artigo foi originalmente publicado em 17/09/2017 e re-editado em 12/01/2021, com correção de informações, formatação e novas imagens. Espero que gostem!

 

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Horizon Chase Turbo | As Novidades da Versão de Switch e Xone https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/#respond Sat, 18 May 2019 13:31:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/horizon-chase-turbo-as-novidades-da/   Já falamos anteriormente tudo sobre a versão do jogo feita para PS4 em nosso review, que você pode ler nesse link aqui. Mas agora vamos apontar às novidades que chegaram recentemente a versão atualizada do jogo, feita para os consoles Nintendo Switch e Xbox One. O principal destaque é o novíssimo modo Playground, um tipo de […]

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Já falamos anteriormente tudo sobre a versão do jogo feita para PS4 em nosso review, que você pode ler nesse link aqui. Mas agora vamos apontar às novidades que chegaram recentemente a versão atualizada do jogo, feita para os consoles Nintendo Switch e Xbox One.

O principal destaque é o novíssimo modo Playground, um tipo de desafio onde diversas corridas com “gimmicks” diferenciadas vão aparecendo e sendo atualizada constantemente pelos desenvolvedores.

Na época do lançamento, existiam duas corridas Time Trial — uma espelhada e outra com mudanças climáticas — e três corridas com alterações variadas (turbos infinitos, sem HUD, etc). Enquanto esse modo continuar sendo atualizado, a diversão será infinita, até porque os seus recordes continuam sendo enviados para os placares de líderes.

Além disso, foram adicionadas novas cores para os carros já existentes, além de carangas novas e bizarras, como o incrível UNO COM ESCADA DA FIRMA, uma adição incrível pra brasileiros mas que não deve fazer sentido algum para os gringos. Inclusive uma das características do jogo — desde a versão para mobile — era essas referências populares que nem todo mundo consegue pegar de cara, como o carro do não-Batman e o carro “underground” Walker-X, uma referência dupla a Need for Speed e Velozes & Furiosos.

Além disso, o modo multiplayer local continua excelente, sem frame caindo mesmo com 3 ou 4 jogadores, um diferencial gigantesco para esse tipo de jogo, principalmente no portátil da Nintendo.

Infelizmente porém, continuamos sem multiplayer online em nenhuma plataforma. Uma escolha esquisita da Aquiris, visto que o gênero é perfeito pra jogar online enquanto se conversa com os amigos.


Horizon Chase Turbo está disponível agora para todas as plataformas e é uma recomendação fortíssima para todos os nostálgicos com Top Gear e amantes de corridas arcade de modo geral.

Abaixo vocês podem conferir o review em vídeo da versão de PlayStation 4:

 

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