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Rage 2 certamente é uma sequencia que fez alvoroço, não só porque se trata de uma continuação de um titulo que não teve um impacto tão grande em seu lançamento, mas também porque vende a ideia de ser um jogo extremamente bem humorado e repleto de loucuras – Mas será que os trailers e teasers realmente refletem toda a experiência alucinante que o jogador encontrará com o jogo?

Pois depois de ser bombardeado com teasers e trailers insanos, enfim, comecei minha jogatina com muitas expectativas de me deparar com loucuras e insanidades em níveis astronômicos. Não queria nada mais ou nada menos do que uma aventura alucinante sem enrolação e banhada na mais pura adrenalina.

Bem, mas será que tudo aquilo era apenas marketing?

Me acompanhe e descubra como foi minha experiência com RAGE 2 .

Capturado em Xbox One Fat/ Bethesda – Avalanche Studios

SEJA UM RANGER

Rage 2 chegou aos consoles dois meses atrás, e desde então, venho jogando e me divertindo bastante com essa obra desenvolvida pela Avalanche Studios  – Já escrevi sobre dois games da desenvolvedora TheHunter Call of the Wild e Mad Max) em conjunto da ID Software (criadora de DOOM).  Fosse invadindo dutos subterrâneos ou esgotos só para matar mutantes ou buscando por arcas perdidas, além do obvio, realizar as missões principais e avançar na história.

LEIAM – theHunter: Call of the Wild | De uma beleza nunca antes vista

O mapa é enorme e com diversos pontos a ser explorado, o que em um primeiro momento pode até deixar o jogador perdido. Pelo menos eu fiquei algumas horas só vagando até decidir para onde eu ia primeiro, mesmo com o jogo me dizendo onde ir.

Afinal, ninguém manda em mim, sou um RANGER.

Durante minhas andanças eu topei com lugares e paisagens incríveis, o que me fez usar o modo fotografia algumas vezes, algo que normalmente não tem muito peso, pelo menos para mim. Se você gosta de modo foto e chorar com o pôr do sol, tenho certeza que vai passar horas tentando captar esses momentos belos dentro de RAGE 2.

Não que seja um problema, afinal quem não gosta de uma bela paisagem como papel de parede.

Por outro lado, em alguns lugares o excesso de lixo beira ao ridículo, e isso é maravilhoso porque normalmente está ligado a determinada região dominada por algum personagem. Se em alguns lugares a areia é predominante e em outros próximos a áreas povoadas nota-se mais o lixo, em outros você vai ver uma concentração considerável de vegetação.

Eu sei que isso não é tão importante, mas achei que valia a pena citar.

Capturado em Xbox One Fat/ Bethesda – Avalanche Studios

O perigo e caos

Encontra-se espalhado por todo o ermo. Não é difícil tá passando com seu carrão e se deparar com gangues jogando tênis com granadas, ou, até mesmo uma briga entre mutantes.

É um mundo muito vivo, então a todo momento você vai se deparar com criaturas fortes, corridas, mechas e comboios. Diabos, colocaram até mesmo um mecha do lixão para nos matar, como se não bastasse as torres sentinelas da facção Autoridade por perto.

Falando nisso, os inimigos principais do jogo são pertencentes a AUTORIDADE. Uma das facções mais forte e também o motivo que nós levam a se tornar um ranger.  Eles são os inimigos mais fortes e os que mais demanda das habilidades, até porque normalmente você se depara com eles ao realizar as missões principais, então recomendo ir atrás de algumas Arcas antes de ir encará-los.

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Os desafios que temos de encarar possuem um arco de dificuldade relativamente alto, ao menos alguns. Acessando ao mapa você pode conferir o nível de dificuldade de cada uma das missões. É interessante dizer que o jogo não priva você de ir encarar uma missão com nível mais alto, ela tá lá e se você quiser pode ir.

A probabilidade de ter o traseiro chutado é gigantesca, mas o jogo ao menos te mostra o nível de dificuldade da missão. Na maioria das vezes é dureza mesmo. Por outro lado se você é do tipo que adora desbloquear habilidades, recomendo sair em busca das arcas só para garantir habilidades especiais para o personagem, assim tornará o combate um pouco mais fácil na hora de lidar com missões mais complexas.

Há também o combate mano a mano que é bem divertido e que pode ser melhorado por meio de habilidades. Na hora que a munição acaba e a situação aperta, porque não resolver no soco. Chutar granadas ou rebatê-las com a coronha da arma são algumas dessas opções e que podem salvar vidas ou tirá-las.

RAGE 2
Reprodução/ Bethesda – Avalanche Studios

O Marketing é bom

Fico feliz que RAGE 2 tenha conseguido chamar a atenção, algo que seu antecessor infelizmente não conseguiu. O trabalho de marketing foi incrível, realmente conseguiu encantar os jogadores. Só é uma pena uma pena que não consigam entregar toda aquele humor e insanidade dos vídeos.

O jogo tem diversas coisas para se fazer, uma grande parte delas remete muito mesmo a Mad Max. Na verdade, Mad Max pelo visto utilizou da formula do primeiro RAGE, ou talvez seja apenas impressão por conta da temática.

A questão é que depois de algumas horas você fica com a impressão que só faz uma coisa só, não há personagens secundários interessantes o suficiente para interagir com seu personagem.

O humor empregado nos vídeos não refletem a realidade dentro do jogo, apesar de que, sim, há alguns diálogos engraçados. O nosso personagem (você pode escolher o sexo do personagem logo no início do jogo) vive soltando piadinhas, mas é só isso. É quase DOOM dentro de universo que remete a Mad Max mas com um protagonista que fala a beça.

Sei que é chato realizar tantas comparações com DOOM e Mad Max, mas sendo títulos das duas desenvolvedoras envolvidas no jogo, fica quase impossível, até porque realmente lembra. Claro, ele tem o seu diferencial, como uma variedade de veículos para ser desbloqueado e inimigos até que divertidos, além do fato que NÓS PODEMOS USAR UM MECHA e enfrentar um verme gigante – E quem comprou a edição especial ainda ganha  a BFG 9000 de DOOM, que é uma das armas mais poderosa do jogo.

RAGE 2
Reprodução/ Bethesda – Avalanche Studios

Concluindo

RAGE 2 tem alguns bugs, afinal, que jogo hoje em dia não tem, certo? Eu também encontrei um problema no carregamento do menu, nada ao ponto de travar a partida, mas um carregamento demorado na transição de uma aba para a outra.

No geral eu gostei de RAGE 2, achei um jogo divertido e que provavelmente vai agradar muitos jogadores. Bem, o jogo não é um game que você irá quebrar a cabeça ou vai se deparar com puzzles.  Ele se resume a descobrir maneiras de matar e se sobreviver enquanto você anda para lá e para cá e enfrenta os mesmos inimigos quase que o tempo todo.

Pode até se tornar maçante em determinado momento se você for muito exigente, então não crie tantas expectativas por conta dos trailers, garanto que vai encontrar em RAGE 2 um ótimo titulo para suas doses diárias de adrenalina.

É altamente recomendado para quem gosta de um FPS despretensioso, rápido e com um arco de dificuldade desafiador.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One cedida pela distribuidora do jogo, Bethesda.

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theHunter: Call of the Wild | De uma beleza nunca antes vista https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/30/thehunter-call-of-wild-um-dos-mais/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/30/thehunter-call-of-wild-um-dos-mais/#respond Thu, 30 Nov 2017 16:51:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/11/30/thehunter-call-of-wild-um-dos-mais/ No passado eu me diverti muito com jogos como a franquia Cabela’ s Big Game Hunter e um outro joguinho de Android, mas fora isso, nunca encontrei nenhum outro jogo que trouxesse uma experiência real da caçada. O que me fazia pensar se uma experiência mais realista da caçada realmente funcionária nos videogames? Bem, parece […]

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No passado eu me diverti muito com jogos como a franquia Cabela’ s Big Game Hunter e um outro joguinho de Android, mas fora isso, nunca encontrei nenhum outro jogo que trouxesse uma experiência real da caçada.

O que me fazia pensar se uma experiência mais realista da caçada realmente funcionária nos videogames?

Bem, parece que a Avalanche Studio também esteve pensando nisso, pois nos entregou TheHunter: Call of the Wild, um jogo que tem a proposta de oferecer uma experiência “real” de uma verdadeira caçada.

Mas será que foram bem sucedidos?

Está aberto a temporada de caça

TheHunter: Call of the Wild começa te oferecendo a possibilidade de estilizar o seu personagem, e após isso, você é levado a uma das duas reservas do jogo, onde lá você terá um mapa enorme a percorrer enquanto decide qual será a sua presa.

O que em um primeiro momento eu me senti perdido nos comandos, mesmo com um tutorial sendo apresentado. Isso porque estava habituados a um formato tradicional dos jogos de FPS, então leva-se um tempo para se adaptar aos controles do jogo. Nada que possa atrapalhar.

Com os comandos aprendidos, então é hora de explorar a reserva em que estamos. Decidi percorrer aleatoriamente ignorando a voz de  nossa guia, só para conferir o cenário e ver se topar com alguma corsa ou qualquer outra presa. Cheguei a encontrar algumas no caminho, porém, nenhuma delas oferecia grandes pontuações.

Hora de alvejar animais

O jogo utiliza de um sistema cataloga os alvos como relevantes oferecem experiência e dinheiro, então não pense que atirar em todos os animais do caminho te favorecerá.

Isso pode até prejudicar um possível alvo maior, visto que o som dos tiros assustam os animais, que apesarem de grandes não são muito fáceis de serem encontrados. Diabos, nenhum ser vivo quer ser morto, então dão o jeito de fugir.

Caçar na vida real não deve ser uma tarefa fácil, e o jogo segue isso a risca ao oferecer equipamentos como chamarizes, armas melhoradas, feromônios a apitos que simulam  o som de acasalamento. São apetrechos que custam horas de jogatina para serem pegos e facilitar um pouquinho.

LEIAM – HALO | Mais do que apenas um FPS

Você precisará caçar muitos animais para ganhar dinheiro e experiência o suficiente para desbloqueá-los e em seguida comprá-los. Creio que o desafios aqui seja um pouco alto demais, porque não ter bons equipamentos consiste em horas andando na surdina e fugindo da direção do vento e ainda se frustrar com o fato da caça fugir antes mesmo que você a aviste.

Claro, temos um sistema de rastrear as pegadas dos animais que até certo ponto é eficiente, mas os animais parecem possuir um sentido aranha, porque não são nada fáceis de serem pegos.

O que pode ser frustrante em alguns momentos, acredite.

De uma beleza nunca antes vista

Por outro lado, estamos diante de um dos jogos mais belos que pude conferir esse ano. Sério, TheHunter: Call of the Wild é lindo e repleto de uma vegetação muito viva. O trabalho e cuidado ao replicar a movimentação das folhas e o clima dinâmico surpreende muito. É algo lindo de se ver.

Temos uma variedade de animais para caçar, e para encontrá-los você precisará andar muito por toda a reserva. Cada um deles se mantem em áreas especificas da reserva, por sorte você pode acessar pelo mapa e conferir.

Para se locomover mais rapidamente o jogo te dá um quadríciclo, mas ele só faz barulho e pode te alarmar os animais, sendo útil apenas para chegar em áreas mais afastadas. Um fast travel cairia muito bem sem tivesse em diversos pontos do mapa afim de facilitar o acesso a determinadas áreas. Só que aqui você pode apenas ir até a cabana e depois seguir na caminhada novamente.

Talvez isso tenha sido feito propositalmente para te forçar a seguir na caminhada e  apreciar a paisagem que são de tirar o folego.

Sidequest’s?

theHunter

TheHunter: Call of the Wild como qualquer jogo de mundo aberto não se limita a apenas te jogar sem objetivo. Ele também te dá algumas quest, como acabar com animais que estão comendo plantações de milhos ou mesmo apenas registrar algumas fotos de determinados animais para um fotografo.

É, estamos diante de um jogo de caça, esperava fazer o que? Roubar um banco?

Outro ponto que preciso destacar é a sonoplastia do jogo. É incrível. Você consegue ouvir o som das folhas, galhos, animais e até mesmo o vento enquanto explora a reserva. Isso aliado aos cenários bem construído, nos leva a uma imersão muito grande – Em alguns momentos eu quis estar ali sozinho a beira do lago.

Só que nem tudo é flores em TheHunter: Call of the Wild, pois as quest não são lá tão interessantes quanto devia.

Os detalhes

theHunter
Mirei na cabeça e acertei o traseiro

 

Depois de um pouco mais de 10 horas de jogatinas eu não estava mais me divertindo, e isso realmente me chateou um pouco. Se ao menos as quest fossem um pouco mais interessantes, talvez me sentisse motivado a continuar jogando mais algumas horas. Ou, se talvez não fosse tão complicado topar com alguns dos animais.

Por vezes me senti um idiota ao andar muito tempo e não encontrar nada, e isso entra o ponto que salientei lá em cima.

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Você precisa de mais equipamentos se realmente quiser ser um melhor caçador, mas pra isso precisa caçar animais para ganhar a experiência e dinheiro, então como fazer isso se não encontra os animais?

Claro, o jogo te dá dicas dos locais em que normalmente você os encontra, como na área de alimentação e pontos de água.

O smartphone/tablet te dá as horas que normalmente eles estão naquela área, mas isso não facilitou muito, porque ainda precisaria retornar a cabana e voltar no horário ou aguardar parado sem causar nenhum barulho. O que é extremamente chato.

Conclusão

theHunter

TheHunter: Call of the Wild possui um baita potencial para ser um excelente jogo do gênero – Além de ser o mais bonito.

Só que infelizmente não é um game que você conseguirá passar horas nele devido ao fato de que as missões não são interessantes o suficientes para te entreter. Sim, da para passar horas no meio das florestas caçando, até porque realmente toma tempo até chegar ao seu alvo, isso se ele não fugir antes.

Talvez o realismo aqui tenha sido um pouco exagerado ao tornar a caça trabalhosa e exigente demais de equipamentos. Não to dizendo que seja impossível conseguir alguns animais, só que que não é tão divertido. Claro, é recompensador quando você consegue pegar um animal que lhe rende mais pontos, mas isso a um custo relativamente alto do seu tempo.

E não me entendam mal. Não acho que facilitar demais seja interessante, mas acrescentar uma variedade de missões interessante talvez instigue os jogadores a passar mais tempo in game. O jogo possui um modo online em que dá para jogar com os amigos, isso sem dúvida melhora a experiência tanto para quem gosta do gênero quanto para os gamer casuais.

Se você gosta de jogos do gênero, certamente vai encontrar um em TheHunter: Call of the Wild um bom desafio.

O jogo está disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4, sendo a versão analisada de Xbox One.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de Xbox One cedida pela distribuidora do jogo.

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