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Eu estava outro dia visitando meu antigo blog de games (Caramba, fazem quase 14 anos que escrevo sobre jogos, desde 2009, antes mesmo do blog, eu fazia alguns reviews) e pensei com meus botões… E se eu reaproveitasse esse conteúdo pro Arquivos do Woo? E acreditem, tem MUITA coisa que eu poderia aproveitar.

Então, não estranhem a quantidade de reviews retrô que vão aparecer aqui no site ao longo dos dias, semanas e meses seguintes, provavelmente é conteúdo reaproveitado – Diabos, eu era menos formuláico quando escrevia sobre jogos e tinha internet discada.

Pra começar, falaremos é claro do meu Castlevania favorito, Castlevania: Aria of Sorrow, do Game Boy Advance. Vamos em frente que atrás vem gente.

Aria of Sorrow
Reprodução: Internet

Intercâmbio Maldito!

O jogo se passa em 2035. A humanidade se prepara para assistir o primeiro eclipse total do novo século. Soma Cruz, um estudante de intercâmbio no Japão vai assistir o eclipse no templo Hakuba e ter a chance de colocar seu kibe para espirrar maionese na esfirra de sua amiga de infância e filha do responsável pelo templo, Mina Hakuba, então…

PERAÍ! PARE ESSE REVIEW!

Vamos lá, Soma Cruz é um estudante de intercâmbio. Provavelmente da Europa ou da América, e Mina é claramente japonesa. Lembrete que ele é estudante de Intercâmbio, ou seja, vem de fora do país (A história se passa no Japão) e isso daria um nó na cabeça de qualquer um ao pensar no assunto. Mas, como nem a wiki de Castlevania solucionou esta dúvida, vamos continuar…

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Enfim, os dois percebem que a escada tá mais grande que o usual e os dois surgem… No Castelo de Drácula. Lá, são atacados pelos cruz-credos habituais da série e salvos por um estranho chamado Genya Arikado (que, SPOILERS é a identidade ‘secreta’ de Alucard SPOILERS) e lá, Soma descobre que tem a habilidade de roubar as almas dos monstros derrotados. Arikado aconselha Soma a procurar a câmara do mestre para descobrir a verdade e encontrar um caminho para fora do castelo.

Aria of Sorrorw
Reprodução: Internet

Tipo o Symphony of the Night, mas melhorado

O jogo segue a fórmula do aclamado Symphony of Night, com exploração não linear. Você dispõe a princípio de pouco equipamento e quase nenhuma habilidade, mas conforme avança, novos equipamentos são conseguidos. O jogo introduziu o sistema de almas, no qual, dependendo da sorte, se você derrotar um monstro, absorverá a alma dele lhe conferindo certas habilidades.

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Almas essas que são essenciais para se fazer o bom final. A jogabilidade funciona muito bem, servindo ao seu propósito, chegando a passar uma sensação de evolução, tanto que um dos mestres passa a ser um mero inimigo mais pra frente no jogo (trope clássica de Beat’em up).

O Castelo de Drácula é imenso, e contém muitos segredos e enganos, não por acaso você vai se perguntar: “PRA ONDE DIABOS EU VOU AGORA?” Acredite, eu fiz MUITO isso. Já a dificuldade do jogo não é grandes coisas, alguns inimigos podem dar trabalho, e outros chefes podem fazer você ter leves evacuações anais, mas nada que lembre os jogos do NES.

Reprodução: Internet

Maravilhoso!

Graficamente é estupendo. Os monstros são diferentes e mesmo com a tela diminuta do GBA, tem detalhes e os cenários são bem conectados e bem feitos. Alguns cenários particularmente são pinturas. Só a Dimensão aonde você enfrenta Chaos que não ficou muito legal porque é basicamente uma versão re-colorida do castelo. As artes do jogo foram feitas pela Ayame Kojima, então depende mais do seu gosto por desenhos. Mas admito que gostei mais da arte “Genérica-Anime” de Dawn of Sorrow.

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Michiru Yamane estava nas Pick-Up’s, o que garante uma sonzeira de alta qualidade. Mesmo com a qualidade sonora do GBA não sendo grandes coisas (Guilty Gear X Advance, estou olhando para você), as músicas de Aria of Sorrow provam que um bom compositor faz milagres até mesmo com hardwares ruins. As vozes ali contidas ficaram boa, e saúdo a Konami por não ter chamado dubladores americanos para refazerem meia dúzia de falas, afinal, se isso acontecesse, perderíamos o modo fofo que a Mina fala quando o Soma vai falar com ela na entrada do castelo.

Reprodução: Internet

Vem na minha conclusão

Eu teria muito mais pra falar de Castlevania: Aria of Sorrow, mas eu só faria você perder tempo. De qualquer jeito, recomendo, com uma jogabilidade bem feita, uma dificuldade honesta (que te desafia, não te desanimando) e gráficos bons, além de uma trilha soberba, o jogo é uma ótima pedida, ainda mais agora que ele foi relançado nas plataformas modernas na coletânia com os jogos do GBA.

Castlevania: Aria of Sorrow está disponível para Game Boy Advance, PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

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Castlevania: Circle of the Moon | Análise de um clássico https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/#respond Fri, 07 Sep 2018 16:22:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/09/07/castlevania-circle-of-moon-analise/ Desde que comecei a me dedicar mais a franquia Castlevania, pude perceber que o número de jogos lançados é compatível com a diversa aceitação destes, indo de jogos que muitas vezes são considerados referência de gênero ou mesmo um marco revolucionário, até um outro extremo em que temos títulos que acabam frequentando listas de maiores […]

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Desde que comecei a me dedicar mais a franquia Castlevania, pude perceber que o número de jogos lançados é compatível com a diversa aceitação destes, indo de jogos que muitas vezes são considerados referência de gênero ou mesmo um marco revolucionário, até um outro extremo em que temos títulos que acabam frequentando listas de maiores desastres no mundo dos jogos, pelos mais diversos motivos.

Não cabe aqui discutir qual é bom e qual é ruim, até porque gosto é algo subjetivo e cada um vai ter sua própria opinião a respeito de cada jogo.

Eu já perdi a conta de quantas vezes me pediram para trazer conteúdo de Symphony of the Night ou Aria of Sorrow, jogos que são queridos pela maioria, mesmo sendo jogos que já foram amplamente abordados, seja em blogs, revistas ou vídeos aqui no youtube… também é frequente eu ouvir pedirem para jogar um Castlevania 64 em live, na expectativa de um rage por jogar algo que é considerado por muitos um péssimo jogo.

No fim das contas, são tipos de conteúdo que sempre vão ter seu espaço e quem os acompanhe, assim como eventualmente eles também irão aparecer aqui, mas enquanto isso, talvez seja momento de aproveitar para trazer algo diferente.

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E é por isso que fiz essa introdução mais longa justamente pra destacar, que entre esses dois extremos, temos um espaço preenchido por diversos títulos que podem ser ótimos, mas que muitas vezes são ofuscados, ou mesmo esquecidos, até mesmo pela própria desenvolvedora, como é o caso de Castlevania: Circle of the Moon.

Um jogo muitas vezes considerado inferior em diversos aspectos técnicos ou mesmo difícil demais quando comparado com seus irmãos da mesma plataforma, porém, que tem seu valor e merece um olhar mais de perto.

O jogo

Castlevania

Lançado em 2001, Circle of the Moon foi um dos títulos iniciais do Game Boy Advance, aplicando o modelo de exploração livre com elementos de rpg que fez muito sucesso em Symphony of the Night, um modelo que viria a ser seguido em grande parte dos futuros jogos da franquia.

Embora a espera de um sucessor digno de Symphony of the Night tivesse exaltado os ânimos dos fãs, o fato de ser produzido pela mesma equipe que fez os dois Castlevania de Nintendo 64 caíram como um balde de água fria, fazendo com que o resultado final fosse uma incógnita.

História

O ano é 1830 e em um castelo nos arredores do império Austríaco, Drácula era ressuscitado por Camilla. Sentindo uma anormalidade no balanço da natureza, Morris Baldwin, junto de seu filho Hugh Baldwin e Nathan Graves, seus pupilos, partem para o Castelo na tentativa de impedir o retorno de Drácula.

No entanto, eles chegam tarde demais. Drácula usa seus poderes para prender Morris e se livrar de Hugh e Nathan, que irão partir em uma jornada no castelo para salvar seu mestre e impedir o senhor das trevas.

Jogabilidade

Castlevania

No jogo controlamos Nathan Graves, um dos discípulos de Morris Baldwin, começando o jogo apenas com seu chicote, logo se deparando com locais por onde passará apenas após adquirir novas habilidades.

Como o jogo possui elementos de RPG, conforme derrotamos inimigos ganhamos experiência para subir de nível, deixando o personagem mais forte, além de podermos melhorar com diferentes equipamentos que influenciarão em nossos atributos, 5 sub-armas clássicas da franquia, cada uma podendo ser útil em uma situação específica, itens que irão aumentar permanentemente nosso máximo de vida, magia ou corações, além de itens que permitirão habilidades extras, como correr ou pulo duplo.

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Os controles são simples, temos quatro botões. Pulo, ataque, habilidade e o DSS, abreviação para Dual Setup System, um sistema de combinação de cartas que resultará em diversos resultados, como aumento de atributos, ataques elementais, barreiras mágicas, uso de armas diferentes e até mesmo invocações e são utilizadas fazendo uso dos pontos de magia. O DSS é muito amplo, e caso queiram, existe um guia detalhado de cada combinação aqui no canal.

Também temos itens consumíveis, como poções, no entanto, além de curarem pouco, são raras, já que não existem lojas aqui, e esse é um dos fatos responsáveis por muita gente considerar esse jogo mais difícil que a maioria dos seus semelhantes.

Castlevania

A dificuldade também é conhecida por alguns chefes do jogo, mas todos possuem padrões a serem estudados para facilitar a batalha, sendo que as vezes uma combinação diferente de DSS ou uma sub-arma específica pode ser o que esteja faltando para derrota-lo.

Embora seja um jogo de exploração livre, acaba tendo um roteiro bem linear.

Existe uma ordem a qual devemos derrotar os chefes para conseguir a habilidade necessária para explorar a próxima etapa, eventualmente voltando para uma área antiga para pegar um item extra com uma habilidade recém-adquirida.

A discrepância de dificuldade entre as áreas no entanto é algo notável. Se os inimigos de uma área estão muito fortes para você, talvez você esteja na área errada, então se isso acontecer, melhor explorar um pouco mais e tentar achar algo com uma dificuldade mais compatível ao seu nível.

Gráfico

O sprite relativamente pequeno do protagonista pode passar uma primeira impressão de um jogo mais simples, no entanto isso ajuda a destacar chefes grandes e os efeitos das diversas magias. Foi feito um bom uso das cores, variando bastante dentre as diversas áreas do jogo, no entanto em alguns momentos com muitos sprites na tela podemos presenciar um pouco de lentidão.

Som

Embora os efeitos sonoros não sejam nenhum espetáculo, a trilha sonora cumpre bem seu papel. Algumas músicas ficarão na cabeça, além de algumas ótimas trilhas que foram resgatadas, como Aquarius de Castlevania III e clássicos como Vampire Killer e Dance of Illusions.

Diversão e re-jogabilidade

Castlevania

A exploração por si só já é uma grande parte da diversão e mesmo depois de terminado ele continua divertido de se re-jogar para tentar terminar mais rapidamente, já que embora o grinding ajude, ele não seja indispensável nesse jogo, então você não irá perder horas em busca de um item a não ser que queira.

Além disso, quando terminar o jogo um novo modo será destravado, permitindo re-jogar a aventura, mas dessa vez de uma maneira diferente, e cada vez q terminar o novo modo abre mais um, até um total de 4 modos, sendo que em cada um temos os atributos aplicados de uma maneira diferente, o que mudará muito o modo de se jogar.

Demorei perto de 8 horas para explorar 100% do castelo e peguei todas as melhorias e cartas, no entanto deixei alguns dos itens mais difíceis de se pegar de lado, já que isso aumentaria em muito o tempo de jogatina e esse não era meu objetivo.

Curiosidades

Castlevania

Camilla pode ser uma referência ou mesmo um erro de tradução para Carmilla, personagem de uma obra clássica homônima, que inclusive foi escrita antes de Drácula;

Neste jogo não utilizamos o Vampire Killer e sim o Hunter Whip. Talvez essa tenha sido uma maneira que encontraram de não precisar justificar o uso do clássico chicote por membros de fora da família Belmont;

O jogo acabou sendo retirado da linha do tempo oficial clássica, mas caso estivesse, ele se passaria em algum momento próximo dos fatos ocorridos em Order of Ecclesia.

Existe uma área opcional, a Battle Arena, que consiste em 17 salas com inimigos, cada uma mais difícil que a anterior além de que nossa magia esgota rapidamente, impedindo o uso do DSS a não ser que você faça alguma manha. Existem 2 cartas que só podem ser obtidas aqui, além de uma recompensa após a última sala.

Alguns inimigos secretos aparecem em áreas específicas após derrotarmos certos chefes. Esses inimigos tem chance de soltar itens únicos, além de serem mais fortes que o normal.

Conclusões

Castlevania

Ofuscado por outros títulos da série, Circle of the Moon muitas vezes é prematuramente descartado por sua dificuldade, mas é um jogo que sem dúvida merece mais atenção.

Não se deixe abater se em algum momento ficar perdido, a exploração é a chave aqui e muitas vezes, as melhorias que encontrar ou algum equipamento extra podem fazer a diferença naquela parte em que travou. Se um chefe parecer muito difícil de início, tente estudar seu padrão para conseguir desviar nas próximas vezes que o enfrentar.

Com isso tudo Castlevania: Circle of the Moon possui o selo “JOGATINA SAUDÁVEL” e recomendo que vocês ao menos experimentem o jogo para tirar suas próprias conclusões e depois deixem aí nos comentários o que acharam do jogo.

Caso queiram ver uma jogatina completa dele, tem uma série do início ao fim, pegando todas as melhorias e todas as cartas lá no canal.

Abaixo vocês podem conferir o vídeo análise:

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