Arquivos Análise - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/analise/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 13 Nov 2025 15:39:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Análise - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/analise/ 32 32 Little Nightmares III | A beleza do medo e o eco do familiar https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/13/little-nightmares-iii-a-beleza-do-medo-e-o-eco-do-familiar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/13/little-nightmares-iii-a-beleza-do-medo-e-o-eco-do-familiar/#respond Thu, 13 Nov 2025 15:39:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21037 Em um cenário atual onde os jogos parecem seguir fórmulas recicladas e lançamentos chegam incompletos ou apressados, Little Nightmares III surge com a promessa de manter viva a atmosfera sombria e poética que consagrou a franquia. Produzido pela Supermassive Games e publicado pela Bandai Namco, o título tenta equilibrar inovação e nostalgia, trazendo novos protagonistas, […]

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Em um cenário atual onde os jogos parecem seguir fórmulas recicladas e lançamentos chegam incompletos ou apressados, Little Nightmares III surge com a promessa de manter viva a atmosfera sombria e poética que consagrou a franquia. Produzido pela Supermassive Games e publicado pela Bandai Namco, o título tenta equilibrar inovação e nostalgia, trazendo novos protagonistas, novas mecânicas e um foco maior na cooperação — ainda que nem todas as apostas acertem completamente o alvo.

Enredo e Ambientação

Logo nas primeiras horas, o jogo estabelece seu tom. Você controla Low e Alone, duas pequenas figuras tentando escapar de um lugar chamado The Nowhere, um universo distorcido e surreal que mais parece um pesadelo consciente. A narrativa segue o estilo característico da série: sem falas, sem explicações diretas e com uma ambientação que fala por si só. O jogo não se preocupa em entregar respostas prontas, ele quer que você sinta, observe e interprete.

E isso é um dos maiores méritos de Little Nightmares III. Cada detalhe de cenário, cada ruído, cada sombra contribui para criar uma sensação constante de desconforto e curiosidade. Mesmo sem um enredo explícito, há uma coesão emocional muito forte, especialmente no vínculo entre Low e Alone, construído com gestos e olhares, sem precisar de palavras.

Visualmente, o jogo é um espetáculo à parte. A iluminação, o contraste entre o grotesco e o infantil e o design dos ambientes criam uma atmosfera única. A sensação de pequenez diante do mundo, marca registrada da franquia, permanece tão impactante quanto nunca. A direção de arte continua sendo um dos pontos mais fortes da série.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Jogabilidade e Cooperação

A principal novidade vem na forma de jogabilidade cooperativa. Pela primeira vez na franquia, é possível jogar com outra pessoa de forma online, o que amplia as possibilidades de interação e estratégia. Cada personagem tem suas próprias habilidades: Low usa um arco e flecha para resolver certos puzzles, enquanto Alone conta com uma chave inglesa para manipular mecanismos e abrir caminhos. Essa divisão incentiva o trabalho em dupla, seja com um amigo ou com a inteligência artificial controlando o parceiro.

No entanto, a ausência de um modo cooperativo local (couch co-op) é uma limitação sentida. Little Nightmares III parece feito para ser compartilhado no mesmo sofá, e restringir essa opção apenas ao modo online tira parte do charme da experiência. Jogando sozinho, a IA funciona bem na maior parte do tempo, mas há momentos em que suas ações soam hesitantes, quebrando um pouco o ritmo das fases.

Os controles, por sua vez, são responsivos e fluidos, embora não isentos de pequenos problemas, principalmente nas seções de salto e mira com o arco, onde a perspectiva tridimensional pode atrapalhar a precisão. A progressão, no entanto, é bem equilibrada. Cada cenário traz algo novo: quebra-cabeças inteligentes, perseguições tensas e momentos de pura exploração.

Ainda assim, o formato geral da jogabilidade mantém o padrão dos títulos anteriores. O ciclo “puzzle, fuga, descoberta” continua predominante, o que, para alguns, pode passar uma leve sensação de familiaridade excessiva. Mesmo assim, o design das fases é tão bem elaborado que raramente o jogo deixa de ser interessante.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Trilha Sonora e Design de Som

O som sempre foi uma das armas mais poderosas da série, e aqui não é diferente. A trilha sonora de Little Nightmares III é discreta, quase imperceptível em muitos momentos e é exatamente isso que a torna tão eficaz. Ela não está ali para preencher o silêncio, mas para amplificar o desconforto.

O som de passos ecoando em corredores vazios, o vento soprando em ruínas esquecidas ou o estalar distante de algo se movendo nas sombras criam um ambiente de tensão constante. É o tipo de design sonoro que te faz segurar a respiração sem perceber. Mesmo sem sustos explícitos, o jogo é capaz de causar arrepios com simplicidade e sutileza.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Estrutura e Duração

A campanha é relativamente curta, durando entre quatro e seis horas, dependendo do ritmo de exploração. Para alguns, isso pode soar decepcionante, mas a verdade é que Little Nightmares III não quer ser longo, ele quer ser intenso. E consegue. Cada cenário é cuidadosamente construído, sem enrolação ou repetição desnecessária.

Os ambientes são o verdadeiro espetáculo: desertos repletos de ruínas, fábricas abandonadas, escolas esquecida, cada local tem sua própria identidade visual e transmite sensações diferentes. A transição entre as áreas é fluida, e o ritmo de progressão mantém o jogador sempre curioso sobre o que virá a seguir.

Ainda assim, há uma sensação de segurança excessiva na estrutura geral. O jogo parece preferir não arriscar muito, permanecendo dentro da fórmula que já funcionou. É um equilíbrio entre “bom demais para ser ruim” e “seguro demais para ser incrível”.

Reprodução: Supermassive Games – Bandai Namco

Desempenho e Aspectos Técnicos

No quesito técnico, Little Nightmares III se mantém sólido. O desempenho é estável, as texturas são detalhadas e a iluminação dinâmica contribui diretamente para a ambientação opressiva. Em plataformas de nova geração, o jogo roda com fluidez e sem quedas notáveis de frame rate.

Os modelos dos personagens e inimigos são grotescamente encantadores, algo entre o feio e o fascinante, típico da franquia. O único ponto técnico que ainda merece atenção é a precisão nas colisões em certos puzzles e saltos, que às vezes exigem uma paciência maior do que o esperado. Fora isso, é uma experiência polida e imersiva do início ao fim.

Conclusão

Little Nightmares III é uma mistura de acertos e oportunidades perdidas. Ele mantém a essência que tornou a franquia especial, a mistura de terror psicológico, arte melancólica e narrativa silenciosa, mas hesita um pouco em se reinventar. Ainda assim, é um jogo que vale a pena ser experimentado, especialmente por quem valoriza atmosfera e emoção mais do que sustos e ação.

Se o segundo jogo foi um pesadelo inesquecível, este é um sonho estranho e belo, melancólico e inquietante. Pode não ser o capítulo mais marcante da série, mas continua sendo uma das experiências mais cativantes que o terror moderno pode oferecer.

Nota: 7/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Little Nightmares III para PC cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. O jogo está disponível para Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series S|X,  Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 4/5 e Steam. 

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The Legend of Heroes: Trails in the Sky 1st Chapter | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/03/the-legend-of-heroes-trails-in-the-sky-1st-chapter-analise/ Mon, 03 Nov 2025 23:02:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20921 Comecei minha jornada em Legend of Heroes: Trails in the Sky Remake já sabendo que seria uma experiência extensa. Confesso que o prólogo, embora bem detalhado e cheio de tutoriais, demorou um pouco para engrenar. São muitas informações jogadas de uma vez: o sistema de combate, os pontos de habilidade, a exploração, os NPCs com […]

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Comecei minha jornada em Legend of Heroes: Trails in the Sky Remake já sabendo que seria uma experiência extensa. Confesso que o prólogo, embora bem detalhado e cheio de tutoriais, demorou um pouco para engrenar. São muitas informações jogadas de uma vez: o sistema de combate, os pontos de habilidade, a exploração, os NPCs com suas histórias próprias. Nos primeiros momentos, eu me senti quase sobrecarregado, precisando anotar mentalmente cada detalhe para não me perder no universo do jogo.

No entanto, essa fase inicial, embora lenta, cumpre seu papel. Ela introduz os personagens de forma cuidadosa, permite que você se familiarize com os comandos do Switch e estabelece a narrativa de maneira sólida. Depois de algumas horas, percebi que estava confortável com o ritmo e, a partir daí, o jogo se abriu de forma muito mais fluida. Cada interação, cada missão secundária começou a ter sentido e a história realmente começou a me envolver.

Créditos: Nihon Falcom

Um mundo rico em detalhes

O remake para Switch consegue transmitir a sensação de um mundo vivo e detalhado, mesmo com as limitações do console. Cidades, vilarejos e áreas externas são encantadores, com construções bem feitas, NPCs que parecem ter vida própria e eventos que surgem conforme você caminha pelo mapa.

O fato de poder explorar cada canto e encontrar pequenas histórias escondidas me deixou impressionado. Cada conversa com os habitantes acrescenta nuances à trama principal, e isso me fez perceber o cuidado que a equipe teve ao adaptar o clássico para um público moderno, sem perder o charme do original. Em várias ocasiões, me peguei apenas caminhando pelas ruas, apreciando o cenário e absorvendo detalhes que provavelmente passariam despercebidos em uma primeira jogatina rápida.

Créditos: Nihon Falcom

A narrativa: personagens que importam

Uma das coisas mais marcantes de Trails in the Sky é como a história consegue prender mesmo sem grandes explosões ou ação frenética. Você realmente se importa com os protagonistas, Estelle e Joshua, e com os personagens secundários que vão aparecendo ao longo do caminho.

O remake consegue transmitir bem a essência emocional do jogo: momentos de tensão, pequenas vitórias e interações que parecem triviais, mas que moldam sua percepção sobre o mundo. É uma narrativa que exige paciência, especialmente no início, mas recompensa com diálogos bem escritos e desenvolvimento consistente de personagens.

Senti que cada decisão, mesmo que simples, tinha peso na forma como os NPCs reagiam. E para mim, isso faz toda a diferença, porque transforma o jogador em parte ativa da história, não apenas um espectador.

Créditos: Nihon Falcom

Sistema de combate: estratégico e envolvente

Após algumas horas, quando me acostumei ao ritmo do jogo, o sistema de combate se revelou como um dos pontos mais fortes. Turnos estratégicos, uso de pontos de habilidade, posicionamento no mapa — tudo contribui para tornar cada batalha significativa.

O que mais gostei foi perceber que cada inimigo exige uma abordagem diferente. Não dá para simplesmente atacar repetidamente; você precisa analisar fraquezas, usar magias na hora certa e manter o posicionamento da equipe. Isso se tornou especialmente evidente nas batalhas contra chefes, onde cada movimento errado poderia custar caro.

No Switch, a experiência foi surpreendentemente confortável. Os controles são responsivos, e a interface é clara mesmo em uma tela menor. Claro que em batalhas mais longas senti falta de ter atalhos ainda mais rápidos, mas nada que prejudique a diversão.

Trails in the Sky Remake
Créditos: Nihon Falcom

Ritmo e exploração

Como mencionei, o prólogo é lento, mas uma vez que ele passa, o jogo se torna muito mais dinâmico. As quests principais começam a se intercalar com side-quests interessantes, fazendo você sentir que há sempre algo a fazer.

Explorar o mapa se tornou uma atividade prazerosa. Descobrir itens, conversar com NPCs e desvendar pequenas histórias paralelas fez com que eu me sentisse realmente imerso. Essa sensação de liberdade, aliada a uma narrativa consistente, é algo que o remake preserva muito bem.

A parte visual do remake é um ponto alto. Apesar das limitações do Switch, o jogo mantém a estética clássica, com sprites detalhados, cenários ricos e animações fluidas. Isso, combinado com a trilha sonora, cria uma atmosfera que mistura nostalgia e envolvimento emocional.

Em várias horas de jogatina, a música conseguiu me prender em momentos específicos, seja explorando vilarejos tranquilos ou enfrentando chefes complexos. Cada tema musical parece pensado para reforçar a sensação de aventura.

Trails in the Sky Remake
Créditos: Nihon Falcom

Personagens secundários e side-quests: pequenas histórias que encantam

Um dos grandes méritos de jogo é como ele transforma side-quests em algo significativo. Não são apenas tarefas genéricas; cada missão secundária contribui para o desenvolvimento de personagens ou acrescenta detalhes interessantes ao mundo.

Passei horas ajudando NPCs, resolvendo conflitos locais e coletando itens raros. Isso me fez perceber que a atenção aos detalhes é um dos maiores trunfos do remake. Até mesmo pequenos diálogos podem render risadas, reflexões ou um toque de nostalgia.

Jogar Trails in the Sky Remake no Nintendo Switch tem sido uma boa experiência. A portabilidade permite que eu jogue tanto no modo portátil quanto na TV, e o desempenho se manteve consistente durante minhas quase 20 horas.

Houve algumas quedas sutis de frame rate em momentos mais carregados, mas nada que atrapalhasse o fluxo. A interface foi adaptada muito bem para a tela menor, mantendo menus claros e leitura confortável para textos longos. Para quem tem o Switch, é sem dúvida uma das melhores formas de experimentar o clássico.

Trails in the Sky Remake
Créditos: Nihon Falcom

Conclusão

Após quase 20 horas de jogo, posso dizer que Legend of Heroes: Trails in the Sky Remake é uma experiência que exige paciência, mas recompensa generosamente. O prólogo lento prepara o terreno, mas logo em seguida você se vê imerso em um mundo rico, com personagens cativantes, combates estratégicos e side-quests que acrescentam profundidade.

Não joguei a versão de PSP, mas posso afirmar que este remake é uma excelente adaptação de um jogo com 21 anos de idade, mantendo todo o charme e complexidade do original, atualizado de forma que até novos jogadores possam se encantar. Para mim, o que torna essa experiência memorável é o equilíbrio entre narrativa e gameplay. Cada decisão, cada conversa e cada batalha contribui para criar uma sensação de jornada real.

Mesmo com a adaptação para o Switch, o remake preserva a essência da história, tornando-se acessível, bonito e envolvente. Se você gosta de RPGs e histórias envolventes e um mundo que realmente se sente vivo, esse remake é obrigatório. E mesmo que o ritmo inicial seja lento, a persistência vale cada minuto, porque depois do prólogo você estará completamente imerso na saga de Estelle e Joshua.

Nota: 9/10


Esta análise foi feita com uma cópia de The Legend of Heroes: Trails in the Sky 1st Chapter para Nintendo Switch cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. O jogo está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 5 e Steam. 

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Frostpunk 2 | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/31/frostpunk-2-analise/ Fri, 31 Oct 2025 21:40:09 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20972 Frostpunk 2 chegou ao Xbox Series S expandindo tudo que o primeiro jogo trouxe, mas sem medo de mudar a vibe. Agora não é só manter um gerador aceso no meio da neve, é reconstruir uma civilização inteira prestes a desmoronar. O frio ainda está ali, mas o perigo maior é humano: até onde você […]

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Frostpunk 2 chegou ao Xbox Series S expandindo tudo que o primeiro jogo trouxe, mas sem medo de mudar a vibe. Agora não é só manter um gerador aceso no meio da neve, é reconstruir uma civilização inteira prestes a desmoronar. O frio ainda está ali, mas o perigo maior é humano: até onde você vai para manter o controle quando tudo começa a derreter? Isso deixa o jogo mais político, mais pesado, e até meio incômodo às vezes.

O clima de urgência do primeiro título dá lugar a uma tensão constante. Frostpunk 2 não quer só que você sobreviva, ele quer que você pense. E, sinceramente, nem sempre é gentil com quem tenta fazer o “certo”.

Reprodução: 11 bit studios

Um mundo congelado, mas vivo

Mesmo no Series S, o jogo impressiona. As paisagens são lindas e opressivas, e a cidade parece respirar fumaça, poeira e desespero. O console segura bem o tranco, com quedas de quadro aqui e ali quando a cidade fica cheia, mas nada que atrapalhe a imersão.

A direção de arte continua sendo o ponto alto. Cada prédio, cada camada de gelo, cada detalhe da cidade transmite o peso do tempo e da decadência. Não é bonito no sentido tradicional, mas é poderoso — e é isso que importa.

Reprodução: 11 bit studios

O peso de governar o que sobrou

A maior diferença aqui é o escopo. Você não é mais só o cara tentando manter a chama acesa; agora é um governador lidando com políticas, ideologias e sobrevivência. É sobre conflitos internos, desgaste do poder e consequências de cada decisão.

O sistema político é o coração do jogo. Cada lei que você aprova, cada discurso ou reforma muda a forma como a sociedade reage. Às vezes, fazer a coisa certa custa caro demais, e o jogo adora te lembrar disso. É pesado, sim, mas também te faz pensar e deixa a experiência mais rica.

Controles e adaptação no Series S

Pra quem, como eu, prefere jogar no sofá, o jogo funciona bem. Os menus foram adaptados para o controle, e o sistema radial é fácil de pegar. Claro que, vindo do PC, é natural precisar de um tempo pra se acostumar, mas nada que frustre a jogatina.

O Series S cumpre seu papel, oferecendo uma experiência estável, confortável e perfeita pra quem gosta de planejar cada decisão com calma.

O som é outro nível. O vento cortando o gelo, os murmúrios do povo, o som dos maquinários, e a trilha orquestrada criam uma atmosfera sufocante. Às vezes, o silêncio é o que mais incomoda — e é justamente aí que o jogo te lembra do peso das decisões.

Reprodução: 11 bit studios

Frio, escolhas e humanidade

Jogar Frostpunk 2 no Xbox Series S é mergulhar numa experiência densa, que te prende pelas ideias mais do que pela ação. Não é um show técnico, mas é um espelho do que somos quando tudo desaba.

Se o primeiro Frostpunk era puro desespero físico, o segundo é desespero moral. Mais lento, mais estratégico, mais reflexivo. Pra alguns, pode parecer menos emocionante; pra outros, é exatamente o que faz o jogo ser especial. A tensão não é imediata, mas é constante, e cada escolha pesa.

E, claro, estar disponível no Xbox Game Pass deixa tudo mais fácil: você pode mergulhar nessa tensão sem compromisso e explorar cada decisão com calma.

Frostpunk 2 não é pra relaxar. É teste de moral, de empatia e de liderança. E no fim das contas, o frio que mais dói não é o da tempestade, e sim o das escolhas que você tem que fazer.

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Pac-Man World Re-Pac 2 | Advinha quem voltou com muita fome https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/22/pac-man-re-pac-2-advinha-quem-voltou-com-muita-fome/ Wed, 22 Oct 2025 22:25:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20976 Se tem um personagem que nunca sai de moda, é o nosso querido Pac-Man. Ele sobreviveu a gerações, consoles e revoluções gráficas. E agora está de volta com Pac-Man Re-Pac 2, um jogo que mistura nostalgia com frescor. É o tipo de título que faz a gente sorrir sem perceber, lembrando por que começou a […]

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Se tem um personagem que nunca sai de moda, é o nosso querido Pac-Man. Ele sobreviveu a gerações, consoles e revoluções gráficas. E agora está de volta com Pac-Man Re-Pac 2, um jogo que mistura nostalgia com frescor. É o tipo de título que faz a gente sorrir sem perceber, lembrando por que começou a jogar videogame lá atrás.

Pac-Man Re-Pac 2 não é apenas um remake com gráficos bonitinhos. Ele é, na real, uma releitura moderna do universo de Pac-Man, e consegue algo raro nos dias de hoje: respeitar o passado, sem parecer preso a ele. A jogabilidade foi atualizada, o mundo expandiu, e o amarelinho ganhou carisma o bastante pra conquistar até quem nunca encostou num jogo de pac-man na vida.

Um Novo Pac-Man

Esqueça os labirintos quadrados e repetitivos — aqui, o jogo brinca com diferentes estilos de fase, misturando momentos clássicos 2D com trechos 3D cheios de ação e exploração. A cada nível, você sente aquele gostinho de algo novo, seja uma mecânica, ou um boss diferenciado

As referências aos jogos antigos aparecem o tempo todo, mas sem depender da nostalgia pra funcionar. É como se o game dissesse: “Ei, lembra de mim?”, e isso deixa a experiência leve, divertida e cheia de ritmo.

Créditos: Bandai Namco

Jogabilidade: simples, divertida e viciante

O ponto mais forte de Pac-Man Re-Pac 2 é o quanto ele é gostoso de jogar. Os controles são precisos, a movimentação é fluida e as novas habilidades, como o Chomp Dash (um ataque que destrói tudo pela frente), dão um toque moderno à fórmula clássica.

A inteligência dos fantasmas foi aprimorada: cada um tem seu próprio estilo de perseguição, o que exige um pouco mais de atenção e estratégia. É aquele tipo de dificuldade que não irrita, mas desafia na medida certa. E quando você domina o ritmo das fases, o jogo te recompensa com aquela sensação de divertimento genuíno, coisa rara na maioria dos jogos hoje em dia

Além disso, há colecionáveis, fases secretas e pequenos desafios extras que aumentam a rejogabilidade. Não é um jogo enorme, mas é o tipo de experiência que te convida a voltar só pra melhorar o próprio desempenho, ou pra se divertir mais um pouquinho, quantas vezes me peguei refazendo as fases só pra liberar um roupinha diferente pro Pac-mac.

Créditos: Bandai Namco

Visual: colorido, carismático e cheio de vida

Visualmente, o jogo é um espetáculo. Cores vibrantes, cenários criativos e animações cheias de personalidade fazem cada mundo parecer um parque temático diferente. Os gráficos são nítidos e o estilo artístico aposta em algo entre o cartunesco e o moderno, com uma identidade que cai como uma luva pro universo do Pac-Man.

As cutscenes são um show à parte — curtas, bem-humoradas e com aquele ar “sábado de manhã” que remete a desenhos animados clássicos. Os fantasmas, por exemplo, estão mais expressivos do que nunca, e cada um tem uma personalidade única que dá um charme enorme ao jogo.

Trilha Sonora e Som: o Wakka Wakka está de volta!

A música continua sendo um dos pilares do charme de Pac-Man. Aqui, a trilha sonora combina remix de temas clássicos com músicas novas cheias de energia, que se encaixam perfeitamente nas fases e chefes. E claro, o icônico “wakka wakka” está intacto, que arranca um sorriso nostálgico toda vez que aparece.

Créditos: Bandai Namco

Conteúdo e Rejogabilidade

Pac-Man Re-Pac 2 não é um jogo gigantesco, mas é compacto e bem aproveitado. Cada fase tem identidade própria, e o ritmo é ágil — perfeito pra quem gosta de se divertir sem se preocupar com longas campanhas. Além da história principal, há desafios extras, modos especiais e colecionáveis que incentivam o famoso “100%”.

O jogo também é ótimo pra todos os tipos de jogadores: os mais novos pegam rápido a dinâmica, e os veteranos sentem aquele conforto nostálgico de “voltar pra casa”.

Veredito Final: O Pac-Man que a gente queria (e nem sabia)

Pac-Man Re-Pac 2 é aquele tipo de jogo que chega sem fazer muito barulho, mas conquista pela simplicidade e carisma. Ele não tenta reinventar completamente o clássico, apenas o reinventa com respeito, energia e muito amor. O resultado é uma experiência divertida, leve e nostálgica, que serve tanto pra veteranos, quanto pra novatos curiosos.

É um lembrete de que diversão não precisa ser complexa, e que o bom e velho Pac-Man ainda está muito vivo para continuar. Entre fases coloridas, fantasmas simpáticos e uma trilha sonora deliciosa, o jogo entrega exatamente o que promete: diversão pura e um mergulho nostálgico de primeira.

Nota: 9/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Pac-Man Re-Pac 2 para PlayStation 5 cedida gentilmente pela Bandai Namco. O game está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

 

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Formula Legends | nostalgia, corridas intensas e algumas derrapadas no percurso https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/13/formula-legends-nostalgia-corridas-intensas-e-algumas-derrapadas-no-percurso/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/13/formula-legends-nostalgia-corridas-intensas-e-algumas-derrapadas-no-percurso/#respond Mon, 13 Oct 2025 18:40:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20787 Se você gosta de jogos de corrida e sempre sonhou em reviver as eras douradas da Fórmula 1, Formula Legends pode ser exatamente o que procura. Lançado em setembro de 2025 pelo estúdio italiano 3DClouds, o game mistura arcade e simulação (aquele estilo “sim-cade”) para criar uma experiência divertida, acessível e com bastante personalidade. Mas […]

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Se você gosta de jogos de corrida e sempre sonhou em reviver as eras douradas da Fórmula 1, Formula Legends pode ser exatamente o que procura. Lançado em setembro de 2025 pelo estúdio italiano 3DClouds, o game mistura arcade e simulação (aquele estilo “sim-cade”) para criar uma experiência divertida, acessível e com bastante personalidade. Mas será que ele entrega tudo o que promete? Bora acelerar nessa análise de Formula Legends.

Logo de cara, a proposta chama atenção: são 16 temporadas completas, passando por décadas do automobilismo, mais de 30 pistas inspiradas em circuitos reais e 60 pilotos fictícios claramente inspirados em lendas da Fórmula 1. É quase como um museu jogável de corridas, mas com aquela pegada mais estilizada e leve. A cada temporada dá pra sentir a evolução: pistas mais simples nos anos 60, boxes e detalhes mais modernos nos anos 80 e 90, e toda a sofisticação da era atual.

Reprodução: 3DClouds

Gráficos

Os gráficos seguem um estilo mais cartunesco, mas isso não significa falta de capricho. As pistas são cheias de detalhes reconhecíveis, o clima muda durante as corridas (chuva, céu nublado, noite), e o reflexo da pista molhada dá um charme especial.

Jogabilidade

Agora, falando da jogabilidade de Formula Legends, dá pra dizer que ela fica no meio do caminho. A direção é bem acessível, ótima para quem não tem costume com simuladores pesados. A curva de aprendizado é tranquila e você logo pega o jeito de frear, fazer curvas e até se arriscar em manobras mais ousadas. Só que, para quem é fã hardcore de simulação, pode bater a sensação de que falta profundidade. O carro às vezes parece leve demais e alguns detalhes da física são simplificados.

A IA (inteligência artificial) também merece um comentário à parte. No modo fácil, parece que os adversários estão passeando de domingo, no modo normal ou difícil, alguns pilotos viram praticamente supercarros, forçando ultrapassagens agressivas ou até batendo de forma meio injusta. É divertido? É. Mas também pode ser frustrante quando você está liderando e, do nada, um carro aparece voando e joga toda sua estratégia fora.

Reprodução: 3DClouds

Progressão

O ponto mais criativo de Formula Legends é a progressão histórica. A cada temporada você percebe não só mudanças nos carros, mas também nas pistas, no estilo de corrida e até nos sons dos motores. É uma forma legal de contar a história do automobilismo sem precisar de cutscenes ou narrativa elaborada. Basicamente, o enredo é a própria evolução do esporte.

Os desafios são variados: corridas com clima dinâmico, gerenciamento de pit stop, adaptação a carros de épocas diferentes, e até pequenas variações de regras ao longo das temporadas. Dá pra se divertir bastante no modo carreira, e ainda existem corridas rápidas e time trial, mas dá a sensação de que poderia ter mais modos extras para segurar o jogador a longo prazo.

Reprodução: 3DClouds

Trilha Sonora

A trilha sonora faz o básico, acompanhando bem as corridas, mas não chega a ser memorável. Já os efeitos sonoros dos motores são mais caprichados, mudando conforme a década. O problema é que alguns bugs ainda atrapalham, som que corta do nada, carros que ficam silenciosos por alguns segundos… nada que arruíne o jogo, mas quebra a imersão.

Desempenho

No desempenho, Formula Legends roda bem no PC com algumas ressalvas quanto ao carregamento de texturas no decorrer da corrida que acabei percebendo, onde após umas 5 voltas percebi que as texturas à minha frente não estavam carregando corretamente e as vezes nem carregando mesmo.

Reprodução: 3DClouds

Vale a Pena?

No fim das contas, Formula Legends é um jogo que aposta mais no charme e na nostalgia do que no realismo absoluto. Ele acerta na proposta de ser acessível, divertido e cheio de homenagens à história da Fórmula 1. Ao mesmo tempo, tem seus defeitos como uma IA desbalanceada até demais em níveis de certo modo normais e as colisões com os carros de IA são estressantes que fazem com que tenhamos que reiniciar a corrida inteira algumas vezes, alguns problemas de desempenho, como citei anteriormente.

Formula Legends é uma boa pedida, é um jogo simples, nostálgico, feito para quem é um saudosista das eras de ouro da F1 como eu, mas também um jogo que vai ensinar aos mais novos como foi a evolução da F1.

 

Nota: 7/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Formula Legends para PC cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. O game está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 2,  PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

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Sonic Racing: CrossWorlds | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/12/sonic-racing-crossworlds-analise/#respond Sun, 12 Oct 2025 00:27:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20858 Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997). Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard […]

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Os jogos de corrida da série Sonic sempre chamaram muita atenção quando lançados. Ignorando títulos menos relevantes, como Sonic Drift 1 e 2, o primeiro lançamento relevante foi Sonic R (Saturn, 1997).

Não tem como negar que esse jogo era horroroso, mas ele tinha um charme, que provavelmente vinha mais das músicas compostas por Richard Jacques e cantadas por TJ Davis.

Após Sonic R, a Sega deixou de lado a ideia de deixar Sonic correr em um veículo por bastante tempo, até que em 2010, foi lançado Sonic & Sega All-Star Racing, para os consoles da sétima geração (Wii, PS3, Xbox 360) e PC. O jogo era uma celebração a história da Sega num geral, contendo personagens de diversas franquias, como Shenmue e NiGHTS. Ele foi feito pela Sumo Digital, uma empresa ocidental que já havia trabalhado com a Sega em OutRun 2.

Mas a sua continuação que foi o maior sucesso do Sonic em jogos de corrida. Em Sonic All-Star Racing Transformed (2013), a Sumo Digital nos trouxe uma evolução dos conceitos do jogo anterior. Com gráficos e controles melhores, o jogo ainda contou pela primeira vez com a transformação de veículos.

Lá, era possível transformar seu carro em barco ou avião dependendo da parte do percurso, e ele fez (e faz) muito sucesso até hoje entre os fãs de games de kart, sendo até mesmo considerado superior aos Mario Karts contemporâneos a ele.

Após isso, a Sumo Digital fez Team Sonic Racing, um game que provavelmente não foi feito com o mesmo empenho que os anteriores, e por isso é mal visto entre os fãs da série de corrida.

Depois dessa queda vertiginosa depois de dois games de sucesso, a Sega resolveu tomar pra si o desenvolvimento de seu novo jogo de corrida. Sonic Racing: CrossWorlds, é feito pelo próprio Sonic Team e saiu este ano de 2025 para todos os consoles atuais, incluindo o Switch 1. E é dele que vamos tratar neste texto.

Créditos: SEGA

Jogabilidade


Em Sonic Racing: CrossWorlds, é notável a influência de Sonic All-Star Racing Transformed. Os veículos se transformam entre carro, barco e aeronave, mas seus controles estão levemente diferentes.

  • A direção do carro continua similar a SASRT, porém ficou mais difícil fazer curvas sem usar o drift;
  • O controle do barco está mais arcade, e a principal diferença é poder dar saltos ao segurar o botão do drift, similar ao que pode ser feito em Mario Kart World (Switch 2, 2025);
  • Por fim, o controle do avião foi o que mais sofreu mudanças, sendo as manobras mais facilitadas. O controle aéreo de SART era muito duro, então essa é uma mudança relevante e bem-vinda.
Créditos: SEGA

Corridas ágeis para a geração Z

O ritmo das corridas foi algo que meu coração de 34 anos sentiu a idade, confesso. O game não tem um ritmo similar a de um Mario Kart, por exemplo; acontece muita coisa ao mesmo tempo, principalmente nas maiores dificuldades, e várias vezes você não tem tempo de perceber o feedback visual para reagir a um item inimigo ou a uma colisão contra algum objeto ou parede.

Acertar paredes ou bater em outros carros gera um feedback visual que na minha opinião é muito negativo, com anéis voando do seu carro. É quase como se o jogo quisesse te punir por fazer algo que acontece o tempo todo em um jogo de kart.

Apesar disso, o game tem um fluxo divertido, onde as corridas possuem três voltas, e a segunda sempre é num mundo alternativo, que vamos falar abaixo.

Créditos: SEGA

Mas o que são os tais dos CrossWorlds?

A grande mecânica do Sonic Racing: CrossWorlds são os anéis gigantes que teleportam os corredores para outro ambiente durante as corridas. O jogador em primeiro lugar na primeira volta escolhe um entre dois anéis na pista, que leva todo mundo para outra pista completamente diferente. Essas pistas são exclusivas dessa segunda volta e servem como uma variação interessante no gênero. Após a segunda volta, os corredores devem voltar para a pista normal e terminar a corrida normalmente.

Créditos: SEGA

Gráficos

Era de se esperar, mas os jogos do Sonic de uns anos pra cá, principalmente desde o Sonic Frontier (2022), possuem uma fidelidade visual mais arrojada que títulos anteriores. Em Sonic Racing: CrossWorlds temos gráficos lindos, com corredores, carros e principalmente pistas, dando um show visual. Tudo é bem colorido e bem animado, de forma que pareça um filme de animação. As pistas extras de teleporte são bem animadas, com efeitos visuais e coisas acontecendo o tempo todo. 

Créditos: SEGA

Customização dos carros e personagens de fora

De volta de Team Sonic Racing, temos customização dos carros. Você pode comprar peças e customizar o carro com adesivos e pinturas, fazendo com que o jogo se torne um grande Need for Speed Underground do Sonic. Essas mudanças afetam sutilmente o desempenho dos carros nas corridas, mas não consegui sentir nenhuma mudança muito relevante, tirando o uso das pranchas vindas do Sonic Riders de 2006 (que eu ignorei de propósito na introdução deste texto porque não são jogos de CARRO), que diferem dos carros do mesmo jeito que as motos no Mario Kart são diferente dos outros veículos em termos de controle e tração.

De volta de Sonic All-Star Racing Transformed, temos os personagens vindo de outras franquias. Da Sega, temos Ichiban da série Yakuza/Like a Dragon, Joker de Persona 5 e a própria Hatsune Miku. Além disso, a Sega claramente deu um jeito de fazer parceria com a Paramount/Viacom e botou um monte de personagens de séries da Nickelodeon, como Bob Esponja, Tartarugas Ninja e Avatar. Eu gostaria de dizer que eles não fazem muito sentido, mas em Transformed tínhamos gente de Team Fortress e até mesmo uma corredora da Nascar do mundo real, então fazer o quê né. São adicionais via DLC, e isso sim é um problema.

Créditos: SEGA

Veredito

Sonic Racing: CrossWorlds é uma volta ao apogeu que foi Sonic All-Star Racing Transformed, mas ainda não chegou no mesmo nível. A jogabilidade está refinada em relação a Team Sonic Racing, mas o ritmo do jogo da corrida é muito frenético, o que torna alguns momentos da corrida em um grande caos onde você como jogador, não tem tempo pra focar no que deveria ser o fator principal: dirigir em uma pista de corrida.

Créditos: SEGA

Ainda assim, é um jogo bem competente, com modo online bem competitivo e funcional e modos offline com uma grande campanha cheia de campeonatos. Entre ele e Mario Kart World, que foi lançado na mesma época, eu ficaria fácil com o ouriço da Sega. 

Nota: 7,5/10


Esta análise foi feita com uma cópia de Sonic Racing: CrossWords para PC cedida gentilmente pela SEGA. O game está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Windows, Xbox One e Xbox Series S|X. 

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Wreckfest | Corrida, destruição e diversão sem regras https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/wreckfest-corrida-destruicao-e-diversao-sem-regras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/wreckfest-corrida-destruicao-e-diversao-sem-regras/#respond Sun, 05 Oct 2025 15:59:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20807 Quando você pensa em jogo de corrida, provavelmente imagina carros velozes, pistas perfeitas e quem errar paga caro. Wreckfest é diferente. Ele mistura corrida com destruição total, e a sensação que você tem é de estar numa bagunça organizada: você corre, bate, empurra os adversários e ainda precisa cuidar para não destruir seu próprio carro. […]

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Quando você pensa em jogo de corrida, provavelmente imagina carros velozes, pistas perfeitas e quem errar paga caro. Wreckfest é diferente. Ele mistura corrida com destruição total, e a sensação que você tem é de estar numa bagunça organizada: você corre, bate, empurra os adversários e ainda precisa cuidar para não destruir seu próprio carro. E é exatamente isso que torna o jogo tão divertido.

Eu, pessoalmente, não sou daqueles que amam ficar tentando fazer tempo perfeito em cada curva, mas Wreckfest consegue me pegar porque o desafio não está só na velocidade — está na improvisação. Cada corrida é imprevisível, cada colisão muda o cenário e até o carro que você escolheu para se proteger pode se tornar uma lata velha em segundos. É a mistura perfeita de tensão e diversão.

Ambientes e pistas 

As pistas de Wreckfest são variadas e cheias de detalhes que fazem diferença na hora da corrida. Tem circuito de terra, asfalto, arenas lotadas de rampas e obstáculos, e até locais cheios de buracos e detritos espalhados. Isso faz com que cada corrida seja diferente da anterior: você nunca sabe exatamente como a pista vai se comportar ou qual adversário vai te empurrar para fora da linha.

O jogo também consegue transmitir a sensação de velocidade e impacto muito bem. Quando você bate em outro carro ou é jogado para fora da pista, o peso da colisão é perceptível. A física é realista na medida certa: não é simulador exagerado, mas também não é arcade sem sentido. Isso cria um equilíbrio ótimo entre diversão e desafio.

Mesmo que visualmente Wreckfest não seja o jogo mais bonito do mundo, ele cumpre o que promete. Os carros se deformam de forma convincente, os efeitos de poeira, fumaça e faíscas dão sensação de caos, e a ambientação das pistas ajuda a deixar a experiência mais intensa. É simples, mas funcional, e funciona melhor do que eu esperava.

Reprodução: Bugbear

Combate sobre rodas

Uma das coisas que mais chama atenção é o sistema de destruição e colisão. Diferente de outros jogos de corrida, em Wreckfest bater nos adversários não é um erro — é uma estratégia. Você pode empurrar carros, tentar tirar alguém da pista ou simplesmente sobreviver ao caos. O jogo recompensa a criatividade na destruição, e isso deixa cada corrida imprevisível e divertida.

Mesmo que você não seja especialista em manobras perfeitas, é fácil entrar no ritmo. O segredo é entender como seu carro reage às batidas, usar o ambiente ao seu favor e aceitar que algumas corridas vão ser uma completa confusão. E isso é ótimo: não existe sensação de derrota permanente, porque cada corrida é diferente, e sempre dá para tentar de novo e se divertir de uma forma nova.

Reprodução: Bugbear

Progressão, customização e modo de jogo

O jogo oferece um sistema de progressão simples, mas satisfatório. Você começa com carros básicos, ganha dinheiro conforme corre e derrota adversários, e pode investir em melhorias de motor, reforços de carroceria e suspensão. Não há microgestão complicada: é comprar peças, testar e ver como seu carro se comporta nas corridas.

Isso funciona muito bem porque te mantém motivado. Cada corrida rende dinheiro e experiência, e você sente que está evoluindo não só no controle, mas também no próprio veículo. O processo de customização é intuitivo: você melhora o carro e aumenta suas chances de sobreviver às corridas mais caóticas. E, mesmo que você não foque nisso, é divertido ver os carros ficando mais resistentes e mais preparados para o caos total.

Já o modo carreira é direto e eficiente. Ele te guia por campeonatos, corridas isoladas e desafios que servem como tutorial de forma natural. Não há enrolação: cada corrida tem objetivo claro, e você sente a progressão acontecendo. É simples, mas cumpre muito bem o papel de manter o jogador engajado.

Já o multiplayer transforma tudo em uma festa de pancadaria. Jogar com amigos deve virar uma bagunça imprevisível, cheia de risadas e momentos épicos. O caos aumenta, as estratégias mudam, e não existe nada melhor do que ver seu carro voando por uma rampa enquanto você tenta se manter na pista. Para quem gosta de socializar e competir ao mesmo tempo, é diversão garantida.

Reprodução: Bugbear

Som, música e imersão

O áudio em Wreckfest é simples, mas funcional. O barulho dos impactos, o som do motor, a poeira levantando e as faíscas voando criam uma sensação real de destruição. A música é discreta, deixando o foco na corrida e nas colisões. Jogar com fones ajuda a sentir a intensidade de cada corrida, e isso aumenta bastante a imersão.

Claro, nada é perfeito, e Wreckfest também tem suas falhas. Às vezes, a IA dos adversários faz escolhas estranhas, gerando acidentes inesperados. Algumas pistas repetem obstáculos, e certos momentos podem parecer injustos. Mas, na maior parte do tempo, essas situações acabam se tornando parte da diversão: elas reforçam o caos imprevisível que define o jogo.

Reprodução: Bugbear

Conclusão

Eu me diverti com Wreckfest, mesmo sabendo que não é o tipo de jogo que exige raciocínio profundo ou estratégias complexas. Ele entrega uma experiência imediata e divertida. A cada corrida, você sente a adrenalina de não saber se vai terminar inteiro ou sair voando para fora da pista. A mistura de corrida e destruição é bacana, e mesmo os momentos de frustração acabam sendo engraçados.

Se você gosta de corrida com impacto, pancadaria e risadas garantidas, Wreckfest é um jogo que vale a pena. E mesmo que, como eu, você não se considere fã de jogos de corrida, ele consegue capturar a atenção com seu caos divertido e progressão simples.

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Wrecksfest está disponível para Xbox One, Xbox Series S|X, PlayStation 4, Playstation 5, Nintendo Switch e PC. Essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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The Surge (Xbox One) | Entre aço, suor e paciência https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/the-surge-xbox-one-entre-aco-suor-e-paciencia/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/the-surge-xbox-one-entre-aco-suor-e-paciencia/#respond Sun, 05 Oct 2025 15:28:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20795 Não sou exatamente fã de souls-like. Aquele tipo de jogo que pune constantemente, que exige repetição e paciência quase zen, nunca foi minha praia. Ainda assim, me atraem experiências que desafiam minha curiosidade, especialmente quando um estúdio imprime sua identidade dentro de um gênero tão marcante. Foi assim que entrei em The Surge, lançado para […]

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Não sou exatamente fã de souls-like. Aquele tipo de jogo que pune constantemente, que exige repetição e paciência quase zen, nunca foi minha praia. Ainda assim, me atraem experiências que desafiam minha curiosidade, especialmente quando um estúdio imprime sua identidade dentro de um gênero tão marcante. Foi assim que entrei em The Surge, lançado para Xbox One pela Deck13, e embora eu não tenha saído apaixonado, consegui compreender a proposta e enxergar o valor que ele pode ter para quem aprecia o gênero.

Reprodução: Deck 13

Um mundo sufocante e industrial

Ao contrário de Dark Souls e outros jogos do gênero, The Surge troca castelos e cavaleiros por fábricas decadentes e exoesqueletos enferrujados. A corporação CREO promete salvar o mundo, mas mergulha em caos tecnológico e humano. O protagonista, Warren, é um homem paraplégico que busca recomeçar, mas acaba imerso num pesadelo de metal. A história é simples, mas funciona dentro da proposta: uma parábola moderna sobre ambição, tecnologia e consequências humanas.

O ambiente transmite opressão constante. Corredores apertados, máquinas enormes e ruídos industriais criam desconforto. Visualmente, o Xbox One entrega coerência, ainda que a repetição se torne perceptível em longas sessões. Há momentos em que novos setores oferecem sensação de descoberta — pequenas recompensas para quem explora. A navegação nem sempre é intuitiva, mas o mundo consegue contar sua história mesmo sem diálogos explícitos.

Reprodução: Deck 13

Combate tático e desmembramento

O grande destaque do jogo é o combate. Diferente de muitos souls-like, aqui é preciso mirar partes específicas do corpo dos inimigos: braços, pernas, cabeças. Atacar áreas protegidas rende melhores recompensas, mas exige mais esforço; atacar partes desprotegidas é mais rápido, porém menos lucrativo. Essa dinâmica adiciona uma camada estratégica envolvente, reforçando o conceito industrial do jogo: tudo é desmontável, reaproveitável e perigoso.

Mesmo sem ser fã de souls-like, senti o peso da curva de aprendizado. Cada passo em falso pode custar caro, mas a sensação de vitória ao superar inimigos difíceis ou dominar áreas complexas é intensa e gratificante. O feedback do Xbox One — impacto das armas, peso nos golpes e resposta do controle — reforça a imersão e torna o combate crível e satisfatório.

Reprodução: Deck 13

Progressão, loot e customização

A progressão é o motor do jogo: derrotar inimigos, recolher peças e aprimorar o exoesqueleto cria um ciclo viciante de aprendizado e recompensa. O sistema incentiva experimentação, permitindo diferentes builds — tank, ágil ou balanceado. Para quem gosta de estratégias e microgestão, é gratificante; para mim, que prefiro experiências mais narrativas, pode se tornar cansativo. Ainda assim, o sistema é coerente com a proposta: você literalmente se “reconstrói” com o metal dos inimigos.

Reprodução: Deck 13

Dificuldade, desafios e sua atmosfera

The Surge é desafiador, e não tenta esconder isso. Encontros com inimigos simples podem ser letais se você errar, e chefes exigem estudo de padrões e paciência. Para alguém como eu, não acostumado ao gênero, alguns trechos foram frustrantes — backtracking, checkpoints distantes e repetição de inimigos exigem tolerância. Mas a experiência, quando bem-sucedida, oferece uma sensação de mérito difícil de replicar em outros jogos.

O som do jogo é um personagem à parte. Batidas metálicas, ruídos elétricos e ecos industriais constroem tensão constante. A trilha sonora é discreta, mas complementa a ambientação, deixando o barulho mecânico dominar. Jogar com fones de ouvido aumenta a imersão, e cada impacto ou alerta de inimigo se torna quase físico, reforçando a sensação de perigo.

O jogo não é perfeito. Repetição de inimigos, backtracking excessivo e trechos com picos de dificuldade abruptos podem cansar o jogador. Visualmente, há limitações, e algumas áreas se tornam monótonas. Para alguém que, como eu, busca narrativa e exploração emocional, isso pesa. Ainda assim, esses problemas não anulam o que o jogo faz de melhor: combate tático, progressão viciante e atmosfera industrial coerente.

Reprodução: Deck 13

Minha experiência pessoal

Eu particularmente não gostei do jogo, mas consegui notar seus pontos positivos: a complexidade do combate, a coerência da ambientação e a sensação de progresso através da customização são bem executadas. The Surge cumpre sua proposta, e consigo ver claramente o prazer que ele pode proporcionar a fãs de souls-like.

Dito isso, deixo em aberto para os leitores testarem e compartilharem comigo como foi a própria experiência. Cada jogador constrói sua história dentro desse mundo de metal, suor e frustração. O que para mim foi um teste de paciência, para outros pode ser uma paixão inesperada.

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The Surge está disponível para Xbox One, Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5, Amazon Luna e GeForce Now. Essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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Everybody’s Golf: Hot Shots | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/09/06/everybodys-golf-hot-shots-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/09/06/everybodys-golf-hot-shots-analise/#respond Sat, 06 Sep 2025 12:36:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20720 A franquia Everybody’s Golf, que outrora foi conhecida como Hot Shots Golf nos EUA, é bem antiga já. Seu primeiro game saiu no PlayStation 1 no ano de 1997. Desenvolvido inicialmente pela Camelot (que viria a fazer os jogos da série Mario Golf, Mario Tennis e Golden Sun para a Nintendo), Everybody’s Golf tem até […]

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A franquia Everybody’s Golf, que outrora foi conhecida como Hot Shots Golf nos EUA, é bem antiga já. Seu primeiro game saiu no PlayStation 1 no ano de 1997.

Desenvolvido inicialmente pela Camelot (que viria a fazer os jogos da série Mario Golf, Mario Tennis e Golden Sun para a Nintendo), Everybody’s Golf tem até hoje oito jogos da série principal, sendo o mais recente até então o Everybody’s Golf de PS4, que foi lançado em 2017 e foi bem recebido.

Após um pequeno hiato, principalmente após a desenvolvedora da série atualmente, a Clap Handz, ter parado de produzir a série para investir em jogos próprios sem ligações com a Sony, tivemos uma surpresa: o novo game da série seria terceirizado para a Bandai Namco, saindo das mãos de subsidiárias da Sony e ainda mais: seria multiplataforma, chegando também ao Switch e ao PC.

O motivo dessa mudança é claro: explorar franquias fora do escopo principal da Sony, que são as franquias de grande porte como God of War e expandir seu mercado para todos jogadores possíveis. Mas deixar uma série tão antiga nas mãos de outra produtora deu certo? Vamos ver.

Reprodução: Sony / Bandai Namco

Entendendo as regras

Everybody’s Golf pode ser um pouco assustador para quem não conhece o esporte, mas assim como futebol, você não precisa dominar as habilidades e as regras na vida real para se divertir.

O gameplay é simples: em cada buraco (ou “fase”), você tem um número indicado no canto superior da tela que é chamado “Par“. Esse Par indica quantas tacadas você pode dar até matar a bola no buraco. Se você matar com menos tacadas que o par, você “perde ponto”; caso mate com mais, você “ganha pontos”.

No golfe porém, ganha quem fizer “MENOS PONTOS”. Parece estranho, mas é bem intuitivo quando você joga, confia.

Essas pontuações com mais ou menos pontos possuem nomes para facilitar, que são:

  • Par: Digamos que o Par de um buraco seja 3. Se você matar a bola em exatas 3 tacadas, o texto “Par” aparecerá na tela e sua personagem vai comemorar. (+0)
  • Birdie: Quando aparecer isso após matar a bola, significa que você acertou uma tacada A MENOS que o par, o que é excelente (-1)
  • Eagle: Jogada incrível com DUAS TACADAS A MENOS que o par. Difícil de fazer na maioria dos buracos. (-2)
  • Albatroz: Como você deve imaginar, essa é quase impossível. São TRÊS TACADAS A MENOS que o par. Rara de ser vista até mesmo em games de fantasia como esse e Mario Golf. Aparecia muito em PangYa, porém. (-3)
  • Condor: QUATRO TACADAS A MENOS. Nem o Tiger Woods fez um Condor na vida, apesar de já ter matado bolas numa tacada só em buracos com pares menores onde o alcance de uma tacada é suficiente pra acertar.
  • Hole-in-One: Como o nome já diz, é matar a bola numa tacada. Em jogos — e provavelmente na vida real — normalmente só é possível em buracos de pares curtos. Dá pra fazer bastante em jogos, mas é bem raro também.
  •  Bogey, Double Bogey e Triple Bogey: Essas são as jogadas que você quer evitar. São quando você passa o Par por 1, 2 e 3 tacadas, respectivamente.

MAS ATENÇÃO SOBRE AS JOGADAS RUINS: essas coisas ACONTECEM e fazem parte do jogo! Não se frustre se fizer uns bogeys seguidos, pois o jogo não é sobre acertar tudo e sim sobre fazer menos pontos que os outros adversários.

A IA erra bastante também, justamente pra compensar tacadas erradas suas. O golfe não é um jogo sobre perfeição.

Reprodução: Sony / Bandai Namco

Gameplay

Agora sobre como você joga o game: no início do “buraco” (aqui no caso falando do mapa ou de cada fase, não do furo no chão em si lol), você ajusta a posição inicial do seu golfista e pode controlar a câmera para ver até onde a bola vai.

Essa mira não leva em consideração os efeitos de vento e inclinação, e a graça desse tipo de jogo é justamente essa: ver a trajetória que a bola faria sem influência do vento, ajustar a mira com o que você considera ideal para compensar isso e tentar acertar a tacada perfeita, o famoso “Nice Shot”.

Uma vantagem de Everybody’s Golf: Hot Shots (e todos os jogos modernos de golfe estilo arcade) é que o jogo já te dá o taco ideal para melhor se aproximar do buraco, sem que você precise ficar trocando entre eles.

Além disso, aqui também é mostrado um indicador na barra de força, para caso a tacada exija menos potência para chegar ao buraco.

Quando se chega no “Green”, que é a área lisa próxima ao buraco, a tacada deve ser rasteira. Para te ajudar, o jogo mostra uma malha sobre o chão, onde pontinhos correm por ela, indicando inclinações: quanto mais rápido os pontinhos correm na malha, maior é a inclinação do terreno.

E isso é basicamente tudo que você precisa saber pra zerar o jogo. Falando sério! Golfe — em videogames — é muito fácil de aprender.

E o mais importante eu já expliquei mais acima: não se frustre por errar um buraco por 2 ou 3 tacadas, já que o importante é ganhar no final da série. E perder faz parte também, assim como qualquer outro esporte.

Tem também um sistema de Stamina, novo desse jogo, que é basicamente o estado mental do golfista. Se você erra muito, ele decai, mas quando você acerta, ele melhora, dando bônus. Isso é opcional e voltado a jogadores mais confiantes nas próprias habilidades.

Reprodução: Sony / Bandai Namco

Customização

Assim como em jogos anteriores da série, você pode personalizar seu personagem. Ao ganhar pontos durante a campanha, é possível comprar roupas, tacos, bolas, acessórios, além de liberar caddies (que são os carregadores de tacos, que te dão bônus durante as partidas).

Tudo isso com pontos que você ganha dentro do jogo. Obviamente terão DLCs, mas o conteúdo presente já no game é suficiente para se divertir bastante.

Tanto seu golfista quanto o caddie sobem de nível após as partidas, liberando novas habilidades e bônus que podem ser ativados/usados durante as partidas, estimulando o uso contínuo dos personagens nos diversos modos.

Enquanto o golfista pode ser customizado com roupas e acessórios, os caddies podem receber adesivos que também dão bônus durante as partidas.

Isso é bacana mas a forma como a progressão ocorre inclina o jogador a sempre jogar com o mesmo personagem, visto que ele sobe de level conforme você joga e não há um incentivo a trocar, a menos que você goste mais o design de outro.

O desbloqueio de personagens é bem demorado e após várias horas eu abri apenas alguns, então seria esse também um fator que deveria ser melhorado em futuras atualizações.

Reprodução: Sony / Bandai Namco

 

Modos de jogo

Os modos abaixo aparecem no menu Single Player:

  • Challenge Mode: principal modo de jogo, onde você escolhe um golfista e joga diversos torneios, a fim de ganhar recompensas e dinheiro pra gastar na loja;
  • World Tour: o modo história do game, onde além de competir, você vê a historinha de cada personagem;
  • Stroke Play: é o que seria o modo “Amistoso” em jogos de futebol; defina as regras, como número de buracos, punições especiais e jogue de dois a quatro jogadores por buraco (você e as IA).
  • Match Play: pelo que entendi, é similar ao Stroke Play mas você compete contra cada golfista controlado pela IA. Seria o modo “Arcade” dos jogos de luta;
  • Wacky Golf: um modo novo meio party game, onde você pode jogar contra amigos ou a IA com regras doidas, como com bola explosiva ou com tornados que fazem a bola ser puxada pro buraco, deixando o jogo mais fácil;
  • Solo Round: jogue sozinho e sem pressa em qualquer buraco.

E no modo Multiplayer: Stroke Play, Match Play e Wacky Golf, idênticos ao Single Player, mas podendo ser jogados com até 4 jogadores localmente.

É notável como o jogo deu um passo atrás em relação ao seu último lançamento (2017, feito pela Clap Handz). O lobby ao estilo Dragon Ball FighterZ foi deixado de lado, em favor de menus tradicionais, similares aos jogos anteriores ao último.
Essa foi uma mudança claramente pensada para simplificar o escopo do jogo, que ao meu ver, pareceu grandioso demais para um gênero tão nichado como golfe.
Não é uma mudança ruim nesse aspecto, mas como vamos ver mais a frente, não foi só na apresentação dos modos de jogo que as coisas deram um passo atrás.

Reprodução: Sony / Bandai Namco

Gráficos

A nova engine usada pela Bandai Namco deixou os gráficos bem mais simples que o último game, o Everybody’s Golf de PS4. A iluminação está mais simples, além de que os personagens voltaram a ter design mais caricato e menos realista que o jogo anterior, ainda que aquele também fosse bem estilo anime.

Isso se deve provavelmente ao fato do jogo precisar ser escalado para o Nintendo Switch 1, o que fere um pouco a qualidade do game nas outras plataformas.

O desempenho de Everybody’s Golf Hot Shots também não está tão otimizado, pois o framerate do jogo cai diversas vezes e quase sempre em horas inoportunas, como por exemplo quando você dando sua tacada. Isso ocorre principalmente quando há muitos efeitos na tela, como nevoeiro ou raios de sol, que acredito serem dinâmicos e mal otimizados.

Tentar acertar o ponto certo da barra de força com o framerate irregular é frustrante e é um absurdo como esse jogo não consegue rodar em 60 FPS cravado em um PlayStation 5.

Os jogos recentes da Bandai Namco que também saíram pra Switch possuem esse problema, como Klonoa e Pac-Man World: Repac, e ao meu ver parece que todos rodam na mesma engine: a famigerada Unity.

É triste porque eu sei que pela simplicidade gráfica, esse jogo deveria rodar melhor, e a empresa que desenvolveu esse jogo, a HYDE, já fez games com desempenho melhor, como Digimon Survive e o port de Final Fantasy XV para Windows.

Aliás, comparando os gráficos desse game com o do último, é estranho pensar que esse é um game de 2025 e o outro é de 2017, dada a discrepância, não só da fidelidade da arte como também de desempenho. Essa é uma bola que eles jogaram fora dos limites do campo completamente.

Veredito

Nessa nova versão feita pela Bandai Namco de Everybody’s Golf Hot Shots, o gameplay segue as evoluções dos jogos anteriores, principalmente desde o World Invitational que saiu para PS3 e PS Vita. O jogo possui um modo de treino para iniciantes, o que faz que pelo menos a barreira inicial seja mais fácil de ser derrubada para aqueles que se assustam com a ideia de jogar um joguinho de golfe.

Infelizmente, o desempenho do game no PlayStation 5 está abaixo do esperado, principalmente com gráficos tão simples e em um game sem mundo aberto e com assets que não limitam ou gargalam o console.

Espera-se que a Bandai Namco e a desenvolvedora HYDE, se encontrem durante os updates e não foquem somente em vender DLC, pois o game tem potencial, mas o que temos até agora precisa de um pouco de melhora.

Já por outro lado, ver a série chegando em mais plataformas é mais do que bem recebido, visto que o estilo arcade tornam o esporte mais aproximável, e tê-lo na maioria dos consoles faz com que a série chegue pela primeira vez a outras pessoas além dos donos do console da Sony.

Nota: 7,0/10

 


Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para PlayStation 5 gentilmente cedida pela Bandai Namco. Everybody’s Golf Hot Shots está disponível para PlayStation 5, Nintendo Switch 1 e Windows (Steam).

Reprodução: Sony / Bandai Namco

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Primal Planet | força de uma narrativa sem palavras https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/08/30/primal-planet-forca-de-uma-narrativa-sem-palavras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/08/30/primal-planet-forca-de-uma-narrativa-sem-palavras/#respond Sat, 30 Aug 2025 16:55:14 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20732 Primal Planet é daqueles jogos que conquistam logo nos primeiros minutos, não só pelo visual impressionante, mas também pela forma como transmite emoção sem depender de palavras. A direção de arte é um espetáculo à parte: os cenários em pixel art são vibrantes, cheios de detalhes e contam com um cuidado especial nas cores, iluminação […]

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Primal Planet é daqueles jogos que conquistam logo nos primeiros minutos, não só pelo visual impressionante, mas também pela forma como transmite emoção sem depender de palavras.

A direção de arte é um espetáculo à parte: os cenários em pixel art são vibrantes, cheios de detalhes e contam com um cuidado especial nas cores, iluminação e até nas mudanças climáticas, que vão de chuvas torrenciais a noites silenciosas em florestas densas. Cada bioma tem sua própria identidade, seja uma selva viva e colorida, cavernas escuras e opressivas ou templos misteriosos que despertam a sensação de exploração constante.

O charme visual não está apenas na beleza, mas também na maneira como o mundo parece vivo, com dinossauros vagando livremente, interagindo uns com os outros e criando um ecossistema que reage à presença do jogador.

Jogabilidade e Combate

Reprodução: Seethingswarm

A jogabilidade acompanha essa mesma preocupação com naturalidade. A movimentação é fluida, oferecendo liberdade ao jogador para rolar, escalar, usar saltos duplos e até improvisar plataformas com lanças — o que abre espaço para uma exploração criativa.

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Esse dinamismo torna cada sessão prazerosa, já que o cenário não é apenas pano de fundo, mas um verdadeiro desafio a ser superado. O combate, por sua vez, não exige apenas reflexos rápidos: ele estimula a adaptação. Em alguns momentos, é possível distrair inimigos com frutas, montar armadilhas ou simplesmente evitar confrontos, deixando ao jogador a escolha da abordagem. Essa liberdade reforça a sensação de estar diante de um mundo vivo, onde cada ação tem peso.

Reprodução: Seethingswarm

Narrativa e trilha sonora

A narrativa se destaca pela simplicidade e pela força emocional. Sem qualquer linha de diálogo, tudo é contado por gestos, expressões e pequenos momentos do cotidiano. A relação do protagonista com sua família é mostrada de forma sutil, com abraços, olhares e interações que criam uma conexão imediata com o jogador.

Esse elo emocional é colocado à prova quando a vida tranquila é interrompida, e a jornada de resgate se torna o motor da aventura. É impressionante como um jogo consegue transmitir tanto apenas com imagens e sons, dispensando completamente o texto.

A trilha sonora e os efeitos sonoros reforçam essa atmosfera. O som de dinossauros rugindo ao longe, a água pingando em cavernas e a música que cresce em intensidade durante batalhas contra chefes criam uma imersão palpável. A trilha, embora discreta em alguns momentos, sabe se destacar nas horas certas — principalmente nas lutas mais intensas — remetendo ao estilo de jogos clássicos, mas com um toque moderno que dá peso às situações.

Reprodução: Seethingswarm

O sistema de progressão

Nem tudo, porém, é perfeito. O sistema de progressão, embora recompensador, depende de um mapa que nem sempre ajuda o jogador. A ausência de uma boa navegação pode tornar a exploração cansativa, especialmente porque a viagem rápida só se torna viável em estágios mais avançados. Em alguns trechos, a história perde ritmo, com um meio mais arrastado e um final que chega de forma abrupta, deixando a sensação de que poderia ter sido desenvolvido com mais cuidado. Ainda assim, esses deslizes não comprometem a experiência como um todo, que segue sendo marcante.

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Um dos pontos mais interessantes do jogo é o modo cooperativo local. Em qualquer momento, um segundo jogador pode entrar para controlar Sino, o simpático dinossauro companheiro do protagonista. Ele não é apenas um ajudante: Sino tem sua própria árvore de habilidades, participa de combates e ajuda a resolver quebra-cabeças ambientais. Embora sua progressão seja menos profunda do que a do personagem principal, sua presença adiciona uma camada de diversão e estratégia, tornando a experiência mais completa para quem gosta de jogar em dupla.

Reprodução: Seethingswarm

Conclusão

No fim, Primal Planet é um jogo que une a beleza de uma pixel art caprichada, a fluidez de uma jogabilidade criativa e a força de uma narrativa contada com sutileza. Ele tem falhas pontuais, como a navegação complicada e algumas quedas no ritmo da história, mas entrega uma aventura envolvente e cheia de personalidade.

É um título que mostra como a paixão de um desenvolvedor independente pode resultar em algo grandioso, capaz de emocionar, divertir e deixar lembranças fortes em quem se aventurar por seu mundo pré-histórico repleto de perigos e descobertas.

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Primal Planet está disponível para PC. Essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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