Diogo Batista, Autor em Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/author/diogo-batista/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 05 Apr 2026 13:00:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Diogo Batista, Autor em Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/author/diogo-batista/ 32 32 Nintendo Switch vale a pena? Minha experiência depois de dois anos com o console https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/05/nintendo-switch-vale-a-pena-minha-experiencia-depois-de-dois-anos-com-o-console/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/05/nintendo-switch-vale-a-pena-minha-experiencia-depois-de-dois-anos-com-o-console/#respond Sun, 05 Apr 2026 12:59:55 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21971 Faz aproximadamente dois anos que comprei o meu Nintendo Switch e, nesse período, adquiri cerca de 21 jogos físicos para o console. Foi justamente isso que me motivou a escrever este texto, no qual quero compartilhar com vocês alguns dos benefícios de ter um console da Nintendo em casa. Claro, não vou entrar no mérito […]

O post Nintendo Switch vale a pena? Minha experiência depois de dois anos com o console apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Faz aproximadamente dois anos que comprei o meu Nintendo Switch e, nesse período, adquiri cerca de 21 jogos físicos para o console. Foi justamente isso que me motivou a escrever este texto, no qual quero compartilhar com vocês alguns dos benefícios de ter um console da Nintendo em casa.

Claro, não vou entrar no mérito de preços ou discutir o custo dos jogos — até porque não faltam críticas acerca desse assunto por aí.

A ideia aqui é outra. Quero dividir com vocês a minha visão como usuário desse console híbrido. Afinal, acredito que tenho algo a acrescentar para quem ainda cogita comprar um Switch, seja na versão Lite ou OLED. E, apesar das diferenças entre os modelos, a biblioteca de jogos é a mesma — e é aí que mora um dos seus maiores pontos fortes.

O Nintendo Switch atualmente conta com pouco mais de 4 mil títulos em sua biblioteca, então podemos dizer que falta de jogos definitivamente não é um problema.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Arquivo pessoal

Quando comprei meu Nintendo Switch

O meu Nintendo Switch é um OLED, e eu o comprei usado de um redator aqui do site, o Juliano. Só o console saiu por cerca de R$ 2.352 na época, com pagamento parcelado, acompanhado de um grip e um controle que foram incluídos no valor.

Levando em consideração que esses acessórios não acompanham o console originalmente, acabou sendo um bom negócio — até porque o preço de um Switch OLED em 2023 girava na casa dos R$ 2.800.

O console chegou sem nenhum jogo. Mas, como o Juliano é muito parceiro, ele deixou a conta dele conectada, e o Tony, que também escreve aqui, emprestou a dele. Com isso, tive acesso a uma boa variedade de jogos exclusivos do console logo de cara.

Agora, sendo bem honesto, se eu não tivesse esse acesso às contas dos amigos, provavelmente teria passado um bom tempo investindo em jogos free-to-play, como Pokémon Unite, Fall Guys e outros títulos disponíveis na Nintendo eShop.

Talvez não fosse o cenário ideal — e provavelmente eu não ficaria muito satisfeito no começo —, mas ainda assim tentaria extrair alguma diversão dessa situação.

Foi a partir daí que passei a me inteirar melhor sobre a biblioteca do Nintendo Switch. Antes de ter o console, muita coisa simplesmente passa batida. Você ignora notícias, não acompanha lançamentos e acaba absorvendo apenas aquele boca a boca — geralmente focado nos problemas. Na prática, a experiência é bem diferente.

Reprodução: Nintendo

Eu posso jogar quando vou ao banheiro

Uma coisa que eu vi muito — principalmente em comunidades de Xbox e PlayStation que frequentei por um tempo — é que o Switch é um console perfeito para usar no banheiro. E, mesmo sendo dito muitas vezes com certo deboche, eles não estavam errados.

Começar um jogo na sala e continuar no banheiro é, sem dúvida, uma das coisas mais legais que o console permite.

Não foi uma ou duas vezes — foram centenas — que simplesmente tirei o console do dock e levei comigo. A primeira vez que derrotei um guardião em The Legend of Zelda: Breath of the Wild, por exemplo, foi no banheiro… e foi incrível.

Claro, não é exatamente a prática mais higiênica do mundo, mas também não vamos fingir que isso não acontece.

Hoje, eu acabo jogando muito mais no modo portátil, principalmente por conta da tela OLED, do que na televisão. E, por melhor que seja jogar na TV, existe uma diferença enorme entre estar deitado, confortável, e sentado na sala.

Nesse ponto, o Nintendo Switch se tornou minha principal escolha para jogar — o que acabou deixando até o meu Xbox Series S um pouco de lado.

Arquivo pessoal

Uma ótima biblioteca

Não é incomum encontrar pessoas que fazem críticas aos jogos da Nintendo, principalmente tentando infantilizá-los, como se isso fosse um grande problema. Uso como exemplo Mario Odyssey, quando foi lançado em 2017. Ele foi muito bem avaliado pela crítica, mas, dentro das bolhas de outras plataformas, era possível ver diversas críticas negativas. E, sendo bem franco com vocês, eu mesmo acabei comprando essas opiniões sem nunca ter jogado o título.

Ora, o que poderia haver de mais em um jogo do Mario?

Reconheço que fui moleque. Porque, assim que comecei a jogar Mario Odyssey com meu filho, tive uma das jornadas mais belas e divertidas dos últimos anos. Não se tratava apenas de um jogo com gráficos bonitos — a experiência como um todo é extremamente prazerosa. Existe um equilíbrio entre gameplay, trilha sonora e direção de arte que faz do título algo marcante, mesmo depois de concluído.

LEIAM – Raccoo Venture: Uma Aventura Nostálgica em 3D

Mesmo após terminar o jogo, meu filho ainda volta para Mario Odyssey. E isso é algo raro hoje em dia. Pouquíssimos jogos conseguem fazer você querer retornar depois de terminar.

E sabe por quê?

Porque muitos deles não são pensados para isso. São experiências rápidas, feitas para você consumir e seguir em frente.

Por mais que possa soar como algo “nintendista” — e eu não me considero um —, os jogos exclusivos da Nintendo são pensados para serem memoráveis. São jogos que você quer revisitar. Quer mostrar para alguém.

Eu mesmo ainda nem finalizei The Legend of Zelda: Breath of the Wild e, mesmo assim, já falei dele diversas vezes com meu primo, que também tem um Nintendo Switch. Esse tipo de experiência tive com pouquíssimos jogos. Pensando agora, enquanto escrevo, me vêm à mente: Metal Gear Solid, Spec Ops: The Line e God of War.

Comprar um Nintendo Switch é, em certa medida, ter a certeza de que os seus exclusivos vão te proporcionar muitas boas horas de jogatina. Em dois anos, posso dizer que não me decepcionei até o presente momento. Ele me rendeu desde partidas divertidas de Mario Party com colegas de trabalho até momentos de puro nervosismo em Metroid Dread — maldito robô assustador.

O Switch Lite do meu filho – Arquivo pessoal

Vale a pena — mesmo com os problemas

Um dos maiores problemas é o preço que a empresa cobra pelo serviço, o que acaba tornando-o inacessível para muita gente. Ainda assim, se você está disposto a investir em um console, saiba que estará muito bem servido de jogos. Seus exclusivos são de ótima qualidade, e ainda existem os títulos third-party, além de uma vasta quantidade de jogos indie que também merecem destaque.

Você não vai ficar sem opções do que jogar — isso é fato.

E, caso bata aquela nostalgia pelos clássicos da Nintendo, o Switch conta com um serviço chamado Nintendo Switch Online. Eu, por exemplo, tenho acesso a ele porque participo de um plano família, o que acaba tornando o pagamento anual bem mais acessível.

Dentro desse plano, você tem acesso a uma biblioteca de jogos clássicos por meio de emuladores de Super Nintendo, Nintendo 64, Nintendinho, Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance.

E, sendo bem honesto, eu quase não uso o serviço.

Mesmo assim, ele continua fazendo sentido para mim.

Dividido entre várias pessoas, o valor fica interessante — e, no meu caso, ele acabou tendo uma função muito específica: apresentar esses jogos clássicos para o meu filho.

Poderia fazer isso no PC? Sem dúvida.

Mas não seria a mesma coisa.

Hoje, ele tem um Nintendo Switch Lite só para ele, e ver ele jogando Donkey Kong Country sempre que pode tem um peso diferente. Existe algo em ter esse “ecossistema Nintendo” concentrado em um único lugar que é extremamente prático — e, de certa forma, até especial.

Claro, isso não significa que a Nintendo esteja acima de críticas. Longe disso. Sempre vamos bater na tecla do valores que ela cobra e problemas de localização, mas pelo menos nesse segundo item ela tem dado avanços.

Recente aquisição – Arquivo pessoal

Você não precisa acompanhar o hype

Ter um Nintendo Switch significa que você não poderá ter tudo na hora, os valores dos jogos são altos, mas existem milhares de grupos de descontos que facilitam em muito a nossa vida.

Por outro lado, as redes sociais nos bombardeiam o tempo todo que precisamos ter os mais novos lançamentos, e eu entendo que você pode se sentir condicionado a fazer dividas em prol disso, mas porque fazer isso? É tão importante assim estar jogando o mesmo jogo em lançamento que os demais estão jogando?

Quando escolho algo para jogar, eu sempre dou preferencia por algo que tenha passado o hype, e isso me gera benefícios, porque vou pagar menos por isso e claramente vou aproveitar muito mais.

LEIAM – 5 Motivos para você comprar um Nintendo Switch

Isso não vale apenas para o Nintendo Switch, mas, se você pretende ter um, saiba que ter autocontrole e estar disposto a aproveitar o que já está na sua biblioteca faz toda a diferença. É isso que vai te permitir economizar dinheiro e, ao mesmo tempo, aproveitar muito mais o console.

Eu não cheguei a 21 jogos físicos comprando tudo no lançamento. Muito pelo contrário. Fui pegando depois do hype, aproveitando promoções e, em alguns casos, até boas ofertas de jogos digitais.

É aí que está o pulo do gato.

Se você tem vontade de comprar um Nintendo Switch — qualquer modelo —, eu realmente recomendo. Mesmo com um sucessor já no horizonte, esse primeiro console ainda tem muita lenha para queimar.

E, no fim das contas, talvez o maior valor do Switch não esteja apenas nos jogos que ele oferece — mas na forma como ele te convida a jogar.

 

O post Nintendo Switch vale a pena? Minha experiência depois de dois anos com o console apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/05/nintendo-switch-vale-a-pena-minha-experiencia-depois-de-dois-anos-com-o-console/feed/ 0
Super Mario Galaxy: O Filme | Ação demais, sentimento de menos https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/04/super-mario-galaxy-o-filme-acao-demais-sentimento-de-menos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/04/super-mario-galaxy-o-filme-acao-demais-sentimento-de-menos/#respond Sat, 04 Apr 2026 15:17:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21957 Depois do grande sucesso que foi Super Mario: O Filme, em 2023, todos nós estávamos ansiosos por uma continuação – algo que parecia praticamente certo, considerando o desempenho absurdo do primeiro longa. E é aí que mora um ponto preocupante: continuações nem sempre conseguem manter a qualidade da obra original. Os motivos são variados. Às […]

O post Super Mario Galaxy: O Filme | Ação demais, sentimento de menos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Depois do grande sucesso que foi Super Mario: O Filme, em 2023, todos nós estávamos ansiosos por uma continuação – algo que parecia praticamente certo, considerando o desempenho absurdo do primeiro longa.

E é aí que mora um ponto preocupante: continuações nem sempre conseguem manter a qualidade da obra original. Os motivos são variados. Às vezes, há uma tentativa de entregar uma experiência diferente; em outros casos, a produção decide mirar em um público distinto ou adotar uma nova abordagem. O problema é que, na maioria das vezes, essas escolhas acabam resultando em algo distante daquilo que conquistou o público inicialmente.

E, bem… é exatamente isso que acontece em Super Mario Galaxy: O Filme.

Reprodução: Illumination/ Nintendo

Sendo bem franco com vocês, eu saí da sala de cinema levemente decepcionado.

Super Mario Galaxy: O Filme não mira apenas no seu público cativo, que são os fãs dos personagens e conhecedores dos seus jogos. Ele também tenta atingir um público mais jovem, despertando o interesse pelos jogos da marca — e, nesse sentido, o filme é incrivelmente certeiro. Por outro lado, durante 1h40, eu fui bombardeado com ação atrás de ação, de maneira quase ininterrupta, com pouco espaço para digerir qualquer elemento ligado à trama.

Eu me senti exausto. É como se o filme tentasse jogar o máximo de referências possíveis de uma só vez, e isso acaba prejudicando o envolvimento. Você não consegue se importar com a Rosalina ou com o destino dela nas mãos do Bowser Jr.

LEIAM – Super Mario Bros. O Filme | Não é pra todo mundo?

A trama, por si só, gira em torno da sua captura e de como ela será utilizada como uma arma idealizada pelo Bowser pai. Simples assim.

Entenda bem: eu não acredito que uma obra infantil precise ter um desenvolvimento profundo de personagens. Mas é minimamente esperado que exista espaço para construirmos algum tipo de relação com eles — e o filme não faz isso. Tudo acontece o tempo todo, sem pausa. Um personagem novo aparece e, rapidamente, recebe uma explicação sobre sua história… e seguimos adiante.

Mesmo com o Yoshi sendo introduzido e tendo sua origem explicada rapidamente, ele já é integrado ao grupo sem grandes questionamentos. E seguimos para a próxima sequência. E assim vai o filme inteiro.

Reprodução: Illumination/ Nintendo

Com centenas de referências aos jogos e participações de personagens, o filme acaba sendo uma obra divertida — quase um caleidoscópio de efeitos coloridos. A experiência final é boa, mas deixa aquela sensação de que poderia ter sido muito melhor.

Não sei se estou sendo exigente demais, mas gostei tanto do primeiro filme e da forma como ele construía seu ritmo aos poucos, dando espaço para os personagens crescerem ao longo da narrativa. E nem dá para dizer que tínhamos uma trama mais complexa — afinal, era algo simples: salvar a Princesa Peach.

Ainda assim, havia desenvolvimento. Você via o Bowser crescendo, entendia suas motivações, acompanhava o Mario em sua jornada do herói, e cada personagem era introduzido com naturalidade, sem pressa.

Senti muita falta disso — e acredito que foi o que mais me incomodou. Em pouco mais de uma hora de filme, eu já me perguntava se estava realmente me divertindo. Poucas coisas me fizeram sorrir e, por mais que eu seja um grande fã dos personagens da Nintendo, as inúmeras referências não foram suficientes para me cativar.

Reprodução: Ilumination/ Nintendo

Vale dizer que não busquei informações sobre a crítica especializada antes de assistir ao filme. Gosto de ter minha própria experiência, sem interferências. Ainda assim, não me surpreenderia se o ritmo fosse um dos pontos mais criticados.

Por outro lado, fui ao cinema com minha esposa e meu filho — e ele adorou, principalmente as referências a Super Mario Odyssey e, claro, o Yoshi. Minha esposa também curtiu bastante, especialmente a referência a Super Mario Bros. 2. No fim, parece que só eu saí refletindo sobre tudo o que vi.

E talvez seja isso: é um filme feito para desligar.

Super Mario Galaxy: O Filme provavelmente será um sucesso de público e já dá sinais de que um terceiro filme deve acontecer, considerando o apelo que a obra tem tanto com o público atual quanto com os fãs de longa data.

Já eu não posso dizer que foi o melhor filme que assisti. Ele é legal — talvez eu reveja com o meu filho quando estiver disponível nos serviços de streaming —, mas uma coisa é certa: é um daqueles filmes-evento que a gente não esquece tão cedo.

No fim, não foi o filme que eu esperava — mas talvez tenha sido exatamente o filme que essa nova geração precisava.

O post Super Mario Galaxy: O Filme | Ação demais, sentimento de menos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/04/04/super-mario-galaxy-o-filme-acao-demais-sentimento-de-menos/feed/ 0
Game Boy Advance completa 25 anos – e aqui vão 10 jogos para comemorar https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/21/game-boy-advance-completa-25-anos-e-aqui-vao-10-jogos-para-comemorar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/21/game-boy-advance-completa-25-anos-e-aqui-vao-10-jogos-para-comemorar/#respond Sat, 21 Mar 2026 21:15:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21909 O Game Boy Advance, um dos portáteis mais bonitos da Nintendo, completa hoje 25 anos. E eu não poderia deixar essa data passar em branco. Estamos falando de um aparelho que vendeu mais de 81,5 milhões de unidades ao longo de sua vida e fez parte da infância – e da história – de muitos […]

O post Game Boy Advance completa 25 anos – e aqui vão 10 jogos para comemorar apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
O Game Boy Advance, um dos portáteis mais bonitos da Nintendo, completa hoje 25 anos. E eu não poderia deixar essa data passar em branco. Estamos falando de um aparelho que vendeu mais de 81,5 milhões de unidades ao longo de sua vida e fez parte da infância – e da história – de muitos de nós.

O GBA, como ficou popularmente conhecido, chegou como sucessor de um dos projetos mais bem-sucedidos da Nintendo: a linha Game Boy, que inclui o clássico original e o Game Boy Color. A promessa era clara – oferecer uma experiência mais avançada, sem abandonar a gigantesca biblioteca construída ao longo dos anos anteriores.

LEIAM – O problema nunca foi o videogame

E aqui está um dos seus maiores trunfos: a retrocompatibilidade. Enquanto o console construía sua própria identidade com uma biblioteca incrível de jogos exclusivos, ele também permitia revisitar títulos das gerações passadas. Uma ideia que, com o tempo, se tornaria padrão na indústria.

Para celebrar a data, eu decidi trazer a vocês os meus jogos favoritos de Game Boy Advance. Me acompanhe.

Reprodução: https://www.deviantart.com/bryanthearchivist

Metroid Fusion (Disponível no Switch Online)

Eu não vou mentir para vocês, nunca finalizei um Metroid na minha vida, e o motivo foi a minha incapacidade de me localizar no jogo. Eu acabava sempre perdido e preso em algum momento, só que isso não me impediu de gastar horas jogando Metroid Fusion em 2010.

No enredo, Samus é infectada por um parasita, um vírus letal que imita seres vivos. Salva por uma vacina feita de células Metroid, ela ganha imunidade, mas agora precisa encontrar uma forma de enfrentar seu clone maligno e sair dessa estação espacial.

Talvez tenha sido o Metroid que mais joguei, e tudo nele me agradou bastante – desde a trilha sonora, as cores e a movimentação da personagem. Me diverti descobrindo caminhos paralelos e conseguindo os upgrades. Sem dúvida eu poderia ter finalizado naquela época, mas acabei deixando de lado ao ficar enroscado pela milésima vez e não quis olhar detonado.

Isso não me impede de indicar o título. Não. Se eu, que não terminei, gostei, imagino que você vai se divertir ainda mais. E se você tem um Nintendo Switch e assina o serviço online, pode jogá-lo direto por lá. E se não tiver… bom, você sabe como resolver isso.

 

Reprodução: Nintendo

Mother 3 (Disponível no Switch Online Japonês)

Mother 3 é um baita jogão que gastei horas e horas jogando durante uma fase da minha vida em que trabalhei de porteiro. Não tinha gente chata e inconveniente para eu tratar, então estava eu lá, quietinho no meu canto, jogando.

O jogo acompanha a história de Lucas, um garoto que vive em uma vila tranquila chamada Tazmily. Um lugar que, aos poucos, começa a mudar com a chegada de elementos estranhos e uma tecnologia que transforma a rotina dos moradores. Não quero dar nenhum spoiler, mas eu posso dizer que é um RPG de turno tão gostoso de jogar, por conta dos personagens e do seu desenvolvimento, que é difícil de largar depois que se começa.

Infelizmente, o jogo nunca foi lançado no ocidente, ficando restrito apenas ao Japão, mas isso só durou até boas almas se juntarem e localizarem o título em inglês. Sei que o inglês ainda pode ser uma barreira para algumas pessoas, só que não é nada que um bom dicionário e coragem não possam resolver.

Mother 3 é um dos exclusivos do Game Boy Advance que merecia um relançamento localizado nos dias atuais.

Reprodução: Nintendo

Advance Wars (Exclusivo no Portátil)

Advance Wars é, sem sombra de dúvida, um dos jogos, ao lado do Metroid Fusion, em que mais investi horas no Game Boy Advance.

Eu adoro estratégia, e a maneira como esse elemento é desenvolvido nesse jogo é muito divertida e gostosinha de se jogar. Os personagens são animados, e o fato de que cada um dos personagens que controlamos possui um determinado poder, que pode virar o rumo de algumas rodadas, fazia com que eu, às vezes, jogasse até mais de uma vez a mesma rodada, a fim de tentar algo diferente.

Se você busca um título que vai te fazer ferver um pouco os neurônios, com certeza Advance Wars vai te atender. Apesar de não estar disponível no Nintendo Switch Online, ele ganhou uma versão remasterizada, com o segundo jogo incluso, e pode ser encontrado pela internet a um preço um tanto salgado. Então, se a carteira não puder, você sabe como jogar esse incrível jogo sem pagar nada.

Reprodução: Nintendo

The Legend of Zelda: The Minish Cap (Switch Online)

The Legend of Zelda: The Minish Cap foi um dos jogos da série que mais joguei, e o fato de ser um exclusivo do portátil foi um dos fatores predominantes. Eu adoro jogar em portátil, e acredito que isso foi um dos fatores que permitiu que eu continuasse empenhado na jogatina desse capítulo da franquia Zelda.

O título conta com arte e animações acima da média, onde tudo é muito colorido e cheio de vida, o que exalta uma sensação de leveza e aventura constante a cada nova área explorada. Existe um cuidado nos detalhes que faz com que o mundo do jogo pareça vivo, mesmo dentro das limitações do portátil.

Outro ponto que me marcou bastante foi a mecânica de encolher e interagir com o mundo dos Minish. Essa ideia de explorar os mesmos cenários sob uma nova perspectiva trouxe uma sensação de descoberta muito gostosa, quase como se você estivesse revisitando lugares já conhecidos, mas de um jeito completamente diferente.

Sem falar nos puzzles, que seguem aquela linha clássica da série – simples de entender, mas satisfatórios de resolver. Nada que quebre o ritmo, mas o suficiente para te manter envolvido e curioso.

The Minish Cap é, sem dúvida, uma daquelas experiências que mostram como a série Zelda consegue se reinventar mesmo em propostas menores. E faz isso com uma naturalidade absurda.

Obs: Conversando com meu amigo, Diego, que cedeu a foto do Game Boy Advance branco, perguntei a ele qual seria o jogo favorito do GBA, para a minha surpresa foi exatamente The Minish Cap, segue transcrição:

Cara, eu acho que apesar de Pokémon, Zelda Minish Cap é  o melhor pra mim. Um jogo que parece ter saído do Super Nintendo, feito com carinho, gráficos extremamente detalhados e uma história excelente, tudo isso em um portátil.

Não poderia concordar mais. Obrigado, Diego.

Reprodução: Bandai Namco/Nintendo

Dragon Ball Advanced Adventures (Exclusivo do Portátil)

Dragon Ball Advanced Adventure é talvez um dos meus jogos preferidos do Game Boy Advance, não só porque é um título baseado na série de anime Dragon Ball, mas sim porque é, talvez, um dos melhores jogos de Dragon Ball já feitos.

A experiência de ter jogado esse jogo pela primeira vez foi tão boa, mas tão boa, que, mesmo após concluí-lo, eu ainda me via voltando para jogar o modo torneio que o jogo possui. Mal dá para acreditar que conseguiram fazer um jogo tão bom de beat’em up, onde usamos todos os comandos durante o combate.

Ele tem uma ambientação rica e se rende ao entregar muito fanservice para o jogador. É triste como esse jogo ainda não ganhou uma versão remasterizada para os consoles atuais, se mantendo exclusivo do Game Boy Advance até os dias de hoje. Se você procurar pela rede, deve até encontrar versões localizadas em português, tamanho sucesso que foi por aqui.

Se você gosta de Dragon Ball e de beat’em up, com certeza vai encontrar no portátil da Nintendo um dos melhores jogos já produzidos do gênero.

Reprodução: Nintendo

Wario Land 4 (Exclusivo do Portátil)

Wario Land 4 é aquele tipo de jogo que me pegou de surpresa. Eu já conhecia o Wario mais pelo lado caótico dele, mas aqui notamos um cuidado com a jogabilidade que me fez ficar preso a ele por horas.

O jogo tem uma proposta diferente do que a gente estava acostumado nos plataformas da época, principalmente se comparado aos jogos do Mario. Não é só sair correndo da esquerda para a direita – tem exploração, tem ritmo e tem aquele momento de tensão quando você ativa o cronômetro e precisa sair da fase antes do tempo acabar.

Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o visual. É tudo muito expressivo, cheio de animações exageradas, com o Wario reagindo a cada situação de um jeito único. O jogo busca ter uma personalidade própria.

E mesmo sendo um jogo de portátil, ele não se apoia só nisso. Tem fases bem pensadas, desafios que fazem você querer voltar para melhorar e pegar tudo que deixou para trás. O nível de criatividade é tamanho, que levar uma picada de uma vespa no jogo te incha o suficiente para inflar como um balão e alcançar areas mais altas.  Sensacional.

Wario Land 4 é, pra mim, um daqueles jogos que mostram como o Game Boy Advance tinha coisa muito além do óbvio. Talvez não seja o mais lembrado quando se fala da Nintendo, mas com certeza é um dos mais marcantes pra quem deu uma chance.

Reprodução: Ubisoft (quem diria, hein)

Lunar Legend (Exclusivo do Portátil?)

OK, vou ser sincero novamente, eu tô colocando Lunar Legend porque essa foi a versão que mais joguei desse clássico, sendo, inclusive, a versão que finalizei.

Ele talvez não seja a melhor versão do clássico de Sega CD, por conta das ausências de cutscenes. Por outro lado, ele se beneficia da portabilidade, afinal, eu podia jogar Lunar enquanto estivesse no banheiro. E isso é apenas uma das vantagens, porque estamos diante de um port muito bom, com a trilha sonora sendo bem competente, assim como os gráficos.

Sejamos sinceros que os gráficos de Lunar nunca foram o ápice da indústria de video games, mas o conjunto de fatores como gameplay, história, trilha sonora e animação sem dúvida realça a beleza do título. Pra quem não tinha acesso à versão original, com certeza se divertiu, assim como eu me diverti e recomendo Lunar Legend para o Game Boy Advance.

Hoje em dia deve ser uma pequena fortuna conseguir o cartucho, mas sabemos que dá para curtir esse clássico sem ser assaltado por algum salafrário vendedor de cartuchos usados.

Mario and Luigi: Superstar Saga (Switch Online)

Mario and Luigi: Superstar Saga é um daqueles jogos que, à primeira vista, parecem diferentes, mas, depois de jogar por algumas horas, você está se divertindo com o humor pastelão e bobo que só Luigi, o irmão engraçado, pode proporcionar.

Nessa aventura, controlamos ambos os irmãos e precisamos usar o poder da fraternidade para enfrentar os mais variados inimigos em fases com puzzles que dependem dos dois personagens para serem solucionados.

É um título que promete diversão e assim o faz, sendo um bom jogo para se jogar devagar, sem a loucura de querer terminar logo, e assim aproveitar a ambientação, as cores e a ótima trilha sonora. Se você tem um Switch e paga o online, então use-o e descubra mais esse grande clássico do Game Boy Advance antes de jogar a sua continuação exclusiva do Switch.

Reprodução: Game Freak/ Nintendo

Pokémon FireRed (Switch Eshop)

Eu não sou um grande fã de Pokémon como fui no passado, mas, se pudesse escolher um jogo dessa franquia que eu jogaria outra vez, com certeza seria Pokémon FireRed.

Esse foi um dos primeiros jogos da franquia que eu finalizei e me senti orgulhoso pelo feito, e, apesar de não ter ido atrás dos 300 e poucos pokémons para completar a Pokédex – até porque não sou pokecrackudo -, posso dizer que me diverti bastante durante toda a jornada.

Não é difícil entender por que as pessoas gostam tanto desse jogo, ao mesmo tempo em que me frustra ver como a Game Freak não está nem aí para os fãs e continua entregando o mínimo possível.

Estamos falando de um título lançado em 2004 e que está sendo vendido, quando ele deveria claramente fazer parte do sistema online do console da Nintendo.

É um título que recomendo, caso você nunca tenha jogado um jogo da franquia, mas certamente não incentivo a compra dele pelo preço que está sendo cobrado.

Reprodução: Nintendo

Kirby & The Amazing Mirror (Switch Online)

Kirby & The Amazing Mirror é, talvez, o jogo mais diferente da franquia no Game Boy Advance e isso se deve justamente por abandonar a estrutura linear e apostar em um mundo aberto, cheio de caminhos interligados e pouca orientação.

Aqui, mais do que simplesmente avançar, você precisa explorar, se localizar e descobrir por conta própria para onde ir, algo que pode tanto encantar quanto afastar dependendo da sua paciência. Ainda assim, é justamente essa quebra de padrão que faz dele uma experiência única dentro da série, e um ótimo exemplo de como até as franquias mais consolidadas podem se reinventar quando se arriscam um pouco mais.

Esse, junto de Kirby Super Star, talvez tenha sido um dos Kirby que mais joguei, e por isso digo que vale muito a pena investir um tempo nele. Se bem que, parando pra pensar, não lembro de ter jogado um Kirby realmente ruim… bom, talvez Kirby 64.

Reprodução: Internet

Conclusão

O Game Boy Advance foi, sem dúvida, um dos maiores consoles portáteis da Nintendo, e celebrar os seus 25 anos é resgatar um pedacinho dessa história que ele construiu ao longo da sua vida entre nós, jogadores.

Mesmo que você não tenha tido acesso ao console na época, hoje ao menos é possível revisitar esses jogos, seja pela emulação ou pelos serviços da Nintendo, e perceber como verdadeiras joias foram criadas mesmo diante das limitações do hardware. Quando fazemos um paralelo com os jogos atuais, fica difícil não sentir que a indústria, em muitos casos, relaxou na entrega do que nos oferece.

Talvez essa crítica venha de um lado mais nostálgico, ou simplesmente do quanto eu gosto do GBA. Mas, no fim das contas, o que importa é que estamos celebrando os 25 anos desse portátil que marcou uma geração.

E, para comemorar, eu vou jogar mais um pouco dele. Você pode escolher algum da nossa lista – ou, se tiver suas próprias recomendações, deixa aí nos comentários os seus títulos favoritos do Game Boy Advance.

O post Game Boy Advance completa 25 anos – e aqui vão 10 jogos para comemorar apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/21/game-boy-advance-completa-25-anos-e-aqui-vao-10-jogos-para-comemorar/feed/ 0
O problema nunca foi o videogame https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/19/o-problema-nunca-foi-o-videogame/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/19/o-problema-nunca-foi-o-videogame/#respond Thu, 19 Mar 2026 02:10:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21887 Durante um tempo comecei a pensar sobre a necessidade de comprar um Nintendo Switch 2. Afinal, é um novo lançamento e tem anunciado vários títulos exclusivos que acho interessantes. Eu também tenho um site sobre videogames, então sinto que não posso ficar de fora dessa. Oras, como eu posso viver sem ter um Nintendo Switch […]

O post O problema nunca foi o videogame apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Durante um tempo comecei a pensar sobre a necessidade de comprar um Nintendo Switch 2. Afinal, é um novo lançamento e tem anunciado vários títulos exclusivos que acho interessantes. Eu também tenho um site sobre videogames, então sinto que não posso ficar de fora dessa.

Oras, como eu posso viver sem ter um Nintendo Switch 2 para chamar de meu?

Bem, posso afirmar a vocês que isso é um sintoma da FOMO – o medo de não estar participando de algo. Esse sintoma se tornou ridiculamente comum e podemos vê-lo com frequência pela internet e entre pessoas do nosso convívio. Todos querem ter algo da moda ou que esteja no auge.

LEIAM – Por que meu filho não vai crescer com um pai viciado em Redes Sociais

Enquanto você está aqui comigo, centenas de outras pessoas estão publicando artigos ou produzindo vídeos sobre os novos produtos e o quão imperdíveis eles são. Os argumentos são variados, mas o mais importante é que você não pode ficar de fora, tem que fazer parte do bando.

Eu também tive esse sentimento, aliás, passei por isso em quase todas as gerações de consoles passadas, o que mudou apenas na nona geração. Nessa, pude comprar um Series S e um Nintendo Switch. O sentimento é bom, mas, sendo sincero com vocês, eu não jogo tanto quanto gostaria. Levando em consideração o investimento que cada console demanda, eu deveria estar plenamente satisfeito e dedicado aos jogos que comprei. O que não está acontecendo.

Esse foi também um dos motivos pelos quais me livrei da grande coleção de consoles que possuía. Se cercar de videogames e todo tipo de bugiganga por que motivo? Eu preciso tanto assim ter coisas para me sentir parte de algum grupo na internet?

Refletindo sobre tudo isso, cheguei à conclusão de que não preciso ter todos os consoles da nova geração para ser feliz. Eu preciso valorizar o tempo que tenho livre, por isso devo escolher sabiamente onde quero investi-lo. Dá para dizer que estou cercado de jogos eletrônicos em todos os cantos – no celular, nas contas da Steam e da Epic. Nunca foi tão fácil ter acesso a jogos.

Enquanto muitas pessoas estão alucinadas com os grandes lançamentos que estão por vir, no final de semana me vi começando a jogar Trials of Mana. Um remake belíssimo de um clássico do Super Nintendo. Ou seja, não quero me forçar a falar sobre os lançamentos simplesmente porque existe um algoritmo, mas sim abordar os jogos porque eles me fazem refletir sobre algo – seja sua trilha sonora, sua história ou o seu design.

LEIAM – Lords of Thunder | Sega CD

Quem acompanha o site há anos conhece a nossa maneira de abordar os jogos, e o meu intuito é focar cada vez mais nisso. Podemos abordar lançamentos quando eles se tornarem disponíveis, mas não são a nossa prioridade. Eu não quero construir um portal de jogos, mas sim ter um espaço onde possa refletir a respeito deles.

Depois de 15 anos escrevendo nesse site, cheguei à conclusão de que estou cansado desse hype exacerbado que as redes sociais geram em cima de qualquer coisa nova – para o bem ou para o mal. No fim do dia, eu só quero relaxar com o que tenho à disposição. E, se um dia eu achar que estou pronto para comprar um Nintendo Switch 2, talvez o faça. Mas, até lá, estou muito bem servido de jogos.

Agora deixa eu voltar para o meu Trials of Mana.

O post O problema nunca foi o videogame apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/19/o-problema-nunca-foi-o-videogame/feed/ 0
Resident Evil Requiem | Terror e ação em equilíbrio https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/14/resident-evil-requiem-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/14/resident-evil-requiem-analise/#respond Sat, 14 Mar 2026 23:24:06 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21842 Uma das coisas mais interessantes sobre Resident Evil é como cada novo capítulo ainda consegue gerar expectativa. Mesmo depois de tantos anos, cada anúncio da série ainda soa como um pequeno evento para quem acompanha a franquia. E com Resident Evil Réquiem não poderia ser diferente. Com algumas horas de jogatina nas costas e avançando […]

O post Resident Evil Requiem | Terror e ação em equilíbrio apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Uma das coisas mais interessantes sobre Resident Evil é como cada novo capítulo ainda consegue gerar expectativa. Mesmo depois de tantos anos, cada anúncio da série ainda soa como um pequeno evento para quem acompanha a franquia. E com Resident Evil Réquiem não poderia ser diferente.

Com algumas horas de jogatina nas costas e avançando lentamente pelo mapa enquanto controlo Grace Ashcroft, posso dizer que o jogo faz questão de lembrar o jogador de algo que a série sempre fez muito bem: criar tensão. Seja pela escassez de recursos, pelos corredores escuros ou pelos encontros inesperados com criaturas que claramente não deveriam estar ali.

Resident Evil Réquiem marca o nono capítulo da franquia principal e chega com a promessa de entregar mais uma jornada repleta de sustos e ação. Sim, podemos dizer que o elemento ação veio para ficar na série, mas sem deixar de lado aquilo que sempre definiu Resident Evil: o survival horror.

LEIAM – Resident Evil Village | A Jornada de um Pai

Lançado em 27 de fevereiro, Resident Evil Réquiem foi muito bem recebido pelos fãs e demais jogadores, que rapidamente inundaram as redes sociais com suas impressões. É até curioso perceber como a franquia ainda consegue manter tamanha relevância depois de tantos anos.

Nesse novo capítulo estamos no controle da novata Grace Ashcroft e do veterano Leon S. Kennedy, enquanto tentamos descobrir quem é o responsável por uma série de assassinatos misteriosos envolvendo ex-residentes de Raccoon City – e os motivos por trás dessas mortes.

E como já estou com algumas horas de Resident Evil Réquiem, absorvendo cada momento da jogatina enquanto avanço pelo jogo, achei que era uma boa hora de vir aqui compartilhar com vocês as minhas primeiras impressões.

Bem, chega de enrolação.

Pegue sua lanterna e me acompanhe.

Reprodução: Capcom

O survival horror

Uma das reclamações constantes sobre Resident Evil ao longo dos anos, além de terem abandonado a câmera fixa – que ao meu ver não faz falta nenhuma – é o survival horror. O título ganhou mais ação e passou a consistir muito mais em enfrentar os inimigos enquanto armado até os dentes do que propriamente evitá-los. Resident Evil Réquiem, por outro lado, faz o inverso: ele abraça os dois elementos e os divide dentro de um mesmo jogo.

De maneira obrigatória você beberá do puro suco do survival horror quando estiver jogando com Grace, se vendo percorrendo o cenário com pouquíssimos recursos e um inventário restrito, o que te força a fazer um gerenciamento dos itens que carrega e tentar evitar o combate na medida do possível. Ela também é fisicamente mais fraca que Leon, então embates corpo a corpo não são a melhor opção – algo que descobri bem cedo enquanto jogava com ela.

LEIAM – Resident Evil 3 Remake depois do hype

Eu te garanto que você ficará tenso durante as sessões em que jogará com Grace, principalmente ao topar com inimigos especiais que você precisa evitar para preservar recursos. Vou compartilhar com vocês que não esperava morrer logo no começo, mas por hábito acabei indo para o confronto direto e fiquei espantado ao ver que esses inimigos especiais são verdadeiras esponjas de bala. Claro, Grace utiliza uma pistola, então o seu dano é moderado.

Uma coisa que gostei bastante nesse jogo é que os zumbis não são mudos. Eles possuem vozes e estão replicando comportamentos de quando ainda estavam vivos, o que transforma completamente a atmosfera do jogo. Um dos momentos que mais me surpreendeu foi uma empregada presa em um banheiro que está limpando freneticamente um espelho, lambuzando-o de sangue. Uma cena realmente aterrorizante.

Percebo que Resident Evil Réquiem consegue nos ganhar nos detalhes, pois ele vai construindo uma atmosfera opressora, onde nenhum canto é realmente seguro, nem mesmo aquele onde você derrotou um zumbi, que pode simplesmente se transformar em uma versão mais mortal do que a que enfrentou antes. Essa insegurança realmente consegue impactar o jogador.

Reprodução: Capcom

Jogando com Leon

Fica evidente logo no primeiro momento em que controlamos Leon no prólogo do jogo que seu gameplay é mais focado no combate e pensado para ser mais direto ao ponto, sem nos preocuparmos tanto com puzzles. Enquanto você se esgueira com Grace, com Leon você parte para o ataque e usa tudo o que tem para derrubar o que surgir em sua frente. O jogo também muda nesse aspecto: o volume de inimigos que enfrentamos com Leon é muito maior do que aquele enfrentado por Grace.

O Leon desse jogo é mais velho e até um pouco divertido, usando frases engraçadas como “fiz o cardio do dia” ao derrotarmos uma leva de zumbis.

O inventário do personagem também é muito maior, no estilo maleta, como o de Resident Evil 4, o que possibilita carregar muito mais itens e se preocupar menos com gerenciamento de recursos. Como disse no parágrafo acima, a preocupação aqui é derrotar os inimigos e avançar na história. O que não significa que seja uma tarefa fácil, pois exigirá do jogador movimentos rápidos e um bom uso do sistema de parry.

Vale a pena mencionar como o parry nesse jogo é essencial e permite evitar quase todo tipo de dano dos inimigos, desde aqueles que fazem uso de arma branca até os que utilizam motosserras.

Reprodução: Capcom

Terceira ou primeira pessoa?

Durante o lançamento do jogo foi comentado que, ao jogar com Grace, o recomendado era utilizar a primeira pessoa, e com Leon, a terceira pessoa. Isso acontece por conta de como são distintos os seus gameplays. Grace lida com ambientes escuros e com inimigos espalhados pelo cenário, além de ser mais fraca, o que exige que você ande de maneira furtiva grande parte do tempo, enquanto com Leon é o oposto.

No meu ponto de vista, Resident Evil precisa ser jogado em terceira pessoa. Por mais que Resident Evil Village tenha sido um bom título, ele posteriormente recebeu um modo em terceira pessoa. O que, ao meu ver, oferece uma imersão muito maior do que jogar em primeira pessoa. Talvez por estar acostumado com outros jogos, quem sabe.

Andar de maneira furtiva com Grace foi uma experiência muito melhor em terceira pessoa do que em primeira. Por exemplo: durante o prólogo em que estamos fugindo de uma criatura que vive na escuridão, Grace tropeça enquanto corre devido ao desespero. Se você jogar essa cena em primeira pessoa, isso não acontece. Notar esse desespero na personagem enquanto fugia foi muito mais imersivo, sem sombra de dúvida.

Reprodução: Capcom

Mudanças

Resident Evil Réquiem volta com as plantas depois de terem sido abandonadas em Resident Evil Village. O seu retorno deixa de lado as variações azul e vermelha – temos apenas a verde – e o seu modo de uso é por meio de um injetor que pode ser utilizado rapidamente. Enquanto utilizamos, o personagem continua se movimentando, mas de uma maneira mais lenta. O que é importante, pois ainda nos dá um respiro para tentar nos desvencilhar dos inimigos.

Entre as novidades temos o modo de salvamento clássico em que podemos utilizar os Ink Ribbons e também um sistema moderno. Temos salvamento automático e também salvamentos nas máquinas, e isso pode ser feito a qualquer momento durante uma sala de descanso. Essa opção dos Ink Ribbons é muito bem-vinda para aqueles que gostam de se desafiar ao tentar fechar o jogo sem salvar nenhuma vez.

LEIAM – Maratona Sonic: Sonic Generations (3DS)

Uma mecânica não tão nova, mas inserida em um contexto interessante, é o uso do sangue deixado espalhado pelo cenário. No começo do jogo, Grace pega um coletor de sangue que permite que ela crie munição para as armas e um injetor hemolítico, que é capaz de explodir o inimigo em mil pedaços rapidamente. Sendo muito útil para lidar com inimigos especiais no jogo. Além disso, você também precisa gerenciar quando criar determinado item, pois o injetor possui um limite de carga, então pense bem antes de criar algo.

Entre as mudanças, acho que a mais notável é a questão dos puzzles, que agora são mais diretos ao ponto e um número menor. Colete três peças, descubra a ordem dos símbolos e assim por diante. Na medida que você avança pelo cenário, consequentemente vai encontrando os itens que permitem ter acesso a determinadas áreas no momento correto. O sistema de mapa ajuda muito a se localizar e você se verá avançando em um bom ritmo sem ficar empacado.

Graficamente falando

Resident Evil Réquiem é belíssimo e rodou lindamente no Xbox Series S, que apesar de ser um console que é alvo de críticas de gente desocupada, podemos dizer que recebeu uma versão muito bem otimizada. Não enfrentei qualquer queda de frame ao longo da jogatina, mesmo em momentos em que criaturas se amontoavam em cima do personagem.

A iluminação merece destaque, principalmente em ambientes escuros onde a lanterna do personagem revela lentamente corredores apertados, objetos abandonados e manchas de sangue espalhadas pelo cenário. Esses pequenos detalhes ajudam muito a construir a atmosfera opressora que o jogo tenta transmitir.

Sendo bem franco com vocês, só sendo alguém realmente chato para se prender a diferenças mínimas entre uma versão e outra. Muito da beleza do jogo vem do excelente trabalho da Capcom com seu motor gráfico, algo que já vimos em outros títulos recentes da empresa, sempre muito bem otimizados.

Se você assistir a um vídeo de comparação gráfica entre as plataformas, vai perceber que as diferenças são pequenas e dificilmente afetariam a experiência de quem está jogando. No caso de Resident Evil Réquiem, o conjunto visual e sonoro trabalha muito bem para manter o jogador imerso, transformando cada ambiente em um espaço tenso e cheio de detalhes.

Reprodução: Capcom

Conclusão

Resident Evil Réquiem talvez seja o melhor jogo moderno da franquia até agora. Ele mescla dois estilos de jogo em um só, e o resultado é uma experiência equilibrada e satisfatória para o jogador. O título conta com localização em português e uma dublagem que só reforça o cuidado que a Capcom tem com seus jogos ao trazê-los para o Brasil.

O jogo não reinventa a roda, mas tudo é conduzido por um fio narrativo que prende a nossa atenção e nos faz querer descobrir qual será o destino que aguarda nossos protagonistas – e também aqueles que estão por trás de todo esse caos.

LEIAM – Resident Evil 2 Remake | Uma aula de como se fazer um remake

Tudo isso é acompanhado por uma jogabilidade divertida e criaturas que conseguem manter o jogador constantemente em alerta, criando aquela sensação de perigo que sempre foi uma das marcas registradas da série.

Como amante de videogames – e principalmente da franquia Resident Evil – posso dizer que fiquei bastante satisfeito com Resident Evil Réquiem. É um jogo que entrega exatamente aquilo que promete: tensão, ação e uma aventura que honra o legado da série.

Nota: 9.0

__________________________________________________________________________________________________________________________
Resident Evil Requiem está disponível no PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam e Epic Games Store). Esta análise foi feita com uma chave da versão de Xbox Series S|X, gentilmente cedida pela Capcom.

O post Resident Evil Requiem | Terror e ação em equilíbrio apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/14/resident-evil-requiem-analise/feed/ 0
My Hero Academia: All’s Justice | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/17/my-hero-academia-alls-justice-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/17/my-hero-academia-alls-justice-analise/#respond Tue, 17 Feb 2026 18:59:16 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21658 Eu comecei My Hero Academia: All’s Justice com expectativas controladas.  Não porque eu não goste da franquia, mas porque jogos baseados em anime quase sempre seguem uma fórmula muito clara: visual fiel, golpes exagerados, bastante fan service e um sistema de combate acessível. O que às vezes funciona muito bem. Às vezes parece reciclado. As […]

O post My Hero Academia: All’s Justice | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu comecei My Hero Academia: All’s Justice com expectativas controladas.  Não porque eu não goste da franquia, mas porque jogos baseados em anime quase sempre seguem uma fórmula muito clara: visual fiel, golpes exagerados, bastante fan service e um sistema de combate acessível. O que às vezes funciona muito bem. Às vezes parece reciclado.

As primeiras horas aqui são fortes. A apresentação é impactante, as lutas têm peso e o jogo faz questão de deixar claro que está trabalhando com o arco final da obra, algo que naturalmente carrega mais tensão.

Logo no começo você sente que ele quer ser grande. Cinemático. Dramático. E em vários momentos ele consegue. Mas conforme as horas passam, começam a aparecer as camadas menos polidas.

Será que no fim vale a pena? Vamos descobrir

Reprodução: Bandai Namco

Sistema de Combate – Bonito, acessível… e repetitivo

O combate é claramente pensado para ser acessível. Você aprende rápido, entende os padrões com facilidade e consegue fazer coisas visualmente impressionantes sem precisar dominar comandos extremamente técnicos. O que é muito positivo ai meu ver.

Existe gerenciamento de barra, habilidades especiais, suporte de equipe e momentos de virada que funcionam bem. As ativações de Plus Ultra são um espetáculo à parte. São animadas, exageradas e muito fiéis ao anime.

Posso dizer que o problema definitivamente não está no começo.

Depois de algumas horas, você percebe que o jogo trabalha muito em cima de estruturas repetidas. Combos básicos se repetem. Estratégias começam a ficar previsíveis. As lutas mais importantes são visualmente intensas, mas mecanicamente não se diferenciam tanto quanto deveriam.  Não é um sistema ruim, mas também não tem qualquer profundidade.

Ele funciona melhor como espetáculo do que como um desafio técnico.

Reprodução: Bandai Namco

O ritmo do combate

Existe um detalhe em My Hero Academia: All’s Justice que começou a me incomodar com o tempo:  o ritmo.

Algumas animações são longas demais. Certos golpes interrompem a fluidez da luta para exibir efeitos que são lindos nas primeiras vezes, mas cansativos depois da décima repetição. Chega uma hora que você fica meio saturado, porque o jogo quer ser cinematográfico o tempo todo. Só que cinema e fluidez de gameplay nem sempre andam lado a lado.

Há momentos em que você sente que está assistindo mais do que jogando. Em um jogo baseado em confrontos intensos, isso pode quebrar o envolvimento.

Reprodução: Bandai Namco

Quantidade não é tudo

O número de personagens em My Hero Academia: All’s Justice é grande. Muito grande. E isso ajuda bastante a manter o interesse. Testar estilos diferentes, experimentar variações de equipe e explorar personagens menos óbvios é uma das partes mais divertidas do jogo.

Mas aqui aparece outro problema comum em jogos de anime: quantidade não significa profundidade.

Muitos personagens acabam compartilhando estruturas parecidas de funcionamento. Mudam animações, mudam efeitos visuais, mas a base mecânica é muito próxima.

Isso não invalida a diversão, mas limita a longevidade competitiva.

Reprodução: Bandai Namco

Modo História e o conteúdo

O modo história de My Hero Academia: All’s Justice é claramente o coração do jogo.

Ele tenta recriar momentos importantes com peso dramático, e em vários trechos funciona muito bem. Algumas batalhas têm energia de clímax real. A trilha ajuda, a direção de câmera ajuda e a construção do confronto é eficiente.

Mas a organização deixa a desejar. Existem cortes abruptos. Algumas transições acontecem rápido demais. Certos confrontos começam quase sem preparação. E há picos de dificuldade que parecem surgir do nada. Sério, existem combates em que você quase não consegue muita coisa, porque a dificuldade está muito elevada.

Por outro lado o jogo oferece bastante conteúdo. Modos adicionais, desafios paralelos, batalhas extras. No papel, isso é excelente.

Na prática, parte desse conteúdo sofre com repetição. Missões seguem padrões semelhantes, objetivos se repetem e o incentivo para continuar depende mais do apego ao universo do que da variedade.

Você se vê jogando mais porque gosta dos personagens e não necessariamente porque a estrutura é inova de maneira divertida.

Reprodução: Bandai Namco

Cenário e localização

Visualmente My Hero Academia: All’s Justice, alterna entre momentos muito fortes e outros mais simples, onde podemos ver que os personagens são bem modelados. As expressões funcionam e os efeitos especiais são exagerados na medida certa.

Mas alguns cenários parecem vazios demais. Certas áreas passam sensação de pouca vida. E em momentos muito caóticos, a tela pode ficar visualmente poluída.

Nada que quebre completamente a experiência, mas também nada que impressione.  No entanto, se tem algo que impressiona é a falta de localização em português do jogo.

Aqui não tem muito o que discutir.

A ausência de localização em português é um erro. Estamos falando de uma franquia extremamente popular no Brasil. Ignorar esse público em um lançamento desse porte é algo que incomoda.

Não é impeditivo para jogar, mas é um ponto negativo claro.

Reprodução: Bandai Namco

Vale a Pena?

Depois de um tempo considerável com My Hero Academia: All’s Justice  a sensação que fica é que ele entrega um belo espetáculo visual, como momentos empolgantes que respeita o material original, mas sem evoluir a formula de jogos de anime de área.

Existe base para algo mais profundo. Existe potencial para um sistema mais refinado. Existe espaço para um ritmo melhor ajustado, mas ele não vai muito além.

Mesmo assim eu me diverti. Principalmente quando parei de esperar algo revolucionário e aceitei o jogo pelo que ele é: uma celebração jogável do arco final de My Hero Academia.

Se você é fã da franquia, com certeza vale a pena o titulo..

Você vai reconhecer momentos, vai gostar das ativações especiais, vai curtir montar equipes e reviver confrontos importantes.

Se você procura um jogo de luta extremamente técnico, competitivo e profundo, talvez ele não seja o ideal.

Ele não redefine o gênero, mas também não é um fracasso. É um jogo que funciona melhor quando você já está emocionalmente envolvido naquele universo. E isso, dependendo do jogador, pode ser mais do que suficiente.

Nota: 7.5/10


Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para Xbox Series S|X gentilmente cedida pela Bandai Namco. My Hero Academia: All’s Justice está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (via Steam).

O post My Hero Academia: All’s Justice | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/17/my-hero-academia-alls-justice-analise/feed/ 0
The Legend of Heroes: Trails in the Sky 1st Chapter | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/11/03/the-legend-of-heroes-trails-in-the-sky-1st-chapter-analise/ Mon, 03 Nov 2025 23:02:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20921 Comecei minha jornada em Legend of Heroes: Trails in the Sky Remake já sabendo que seria uma experiência extensa. Confesso que o prólogo, embora bem detalhado e cheio de tutoriais, demorou um pouco para engrenar. São muitas informações jogadas de uma vez: o sistema de combate, os pontos de habilidade, a exploração, os NPCs com […]

O post The Legend of Heroes: Trails in the Sky 1st Chapter | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Comecei minha jornada em Legend of Heroes: Trails in the Sky Remake já sabendo que seria uma experiência extensa. Confesso que o prólogo, embora bem detalhado e cheio de tutoriais, demorou um pouco para engrenar. São muitas informações jogadas de uma vez: o sistema de combate, os pontos de habilidade, a exploração, os NPCs com suas histórias próprias. Nos primeiros momentos, eu me senti quase sobrecarregado, precisando anotar mentalmente cada detalhe para não me perder no universo do jogo.

No entanto, essa fase inicial, embora lenta, cumpre seu papel. Ela introduz os personagens de forma cuidadosa, permite que você se familiarize com os comandos do Switch e estabelece a narrativa de maneira sólida. Depois de algumas horas, percebi que estava confortável com o ritmo e, a partir daí, o jogo se abriu de forma muito mais fluida. Cada interação, cada missão secundária começou a ter sentido e a história realmente começou a me envolver.

Créditos: Nihon Falcom

Um mundo rico em detalhes

O remake para Switch consegue transmitir a sensação de um mundo vivo e detalhado, mesmo com as limitações do console. Cidades, vilarejos e áreas externas são encantadores, com construções bem feitas, NPCs que parecem ter vida própria e eventos que surgem conforme você caminha pelo mapa.

O fato de poder explorar cada canto e encontrar pequenas histórias escondidas me deixou impressionado. Cada conversa com os habitantes acrescenta nuances à trama principal, e isso me fez perceber o cuidado que a equipe teve ao adaptar o clássico para um público moderno, sem perder o charme do original. Em várias ocasiões, me peguei apenas caminhando pelas ruas, apreciando o cenário e absorvendo detalhes que provavelmente passariam despercebidos em uma primeira jogatina rápida.

Créditos: Nihon Falcom

A narrativa: personagens que importam

Uma das coisas mais marcantes de Trails in the Sky é como a história consegue prender mesmo sem grandes explosões ou ação frenética. Você realmente se importa com os protagonistas, Estelle e Joshua, e com os personagens secundários que vão aparecendo ao longo do caminho.

O remake consegue transmitir bem a essência emocional do jogo: momentos de tensão, pequenas vitórias e interações que parecem triviais, mas que moldam sua percepção sobre o mundo. É uma narrativa que exige paciência, especialmente no início, mas recompensa com diálogos bem escritos e desenvolvimento consistente de personagens.

Senti que cada decisão, mesmo que simples, tinha peso na forma como os NPCs reagiam. E para mim, isso faz toda a diferença, porque transforma o jogador em parte ativa da história, não apenas um espectador.

Créditos: Nihon Falcom

Sistema de combate: estratégico e envolvente

Após algumas horas, quando me acostumei ao ritmo do jogo, o sistema de combate se revelou como um dos pontos mais fortes. Turnos estratégicos, uso de pontos de habilidade, posicionamento no mapa — tudo contribui para tornar cada batalha significativa.

O que mais gostei foi perceber que cada inimigo exige uma abordagem diferente. Não dá para simplesmente atacar repetidamente; você precisa analisar fraquezas, usar magias na hora certa e manter o posicionamento da equipe. Isso se tornou especialmente evidente nas batalhas contra chefes, onde cada movimento errado poderia custar caro.

No Switch, a experiência foi surpreendentemente confortável. Os controles são responsivos, e a interface é clara mesmo em uma tela menor. Claro que em batalhas mais longas senti falta de ter atalhos ainda mais rápidos, mas nada que prejudique a diversão.

Trails in the Sky Remake
Créditos: Nihon Falcom

Ritmo e exploração

Como mencionei, o prólogo é lento, mas uma vez que ele passa, o jogo se torna muito mais dinâmico. As quests principais começam a se intercalar com side-quests interessantes, fazendo você sentir que há sempre algo a fazer.

Explorar o mapa se tornou uma atividade prazerosa. Descobrir itens, conversar com NPCs e desvendar pequenas histórias paralelas fez com que eu me sentisse realmente imerso. Essa sensação de liberdade, aliada a uma narrativa consistente, é algo que o remake preserva muito bem.

A parte visual do remake é um ponto alto. Apesar das limitações do Switch, o jogo mantém a estética clássica, com sprites detalhados, cenários ricos e animações fluidas. Isso, combinado com a trilha sonora, cria uma atmosfera que mistura nostalgia e envolvimento emocional.

Em várias horas de jogatina, a música conseguiu me prender em momentos específicos, seja explorando vilarejos tranquilos ou enfrentando chefes complexos. Cada tema musical parece pensado para reforçar a sensação de aventura.

Trails in the Sky Remake
Créditos: Nihon Falcom

Personagens secundários e side-quests: pequenas histórias que encantam

Um dos grandes méritos de jogo é como ele transforma side-quests em algo significativo. Não são apenas tarefas genéricas; cada missão secundária contribui para o desenvolvimento de personagens ou acrescenta detalhes interessantes ao mundo.

Passei horas ajudando NPCs, resolvendo conflitos locais e coletando itens raros. Isso me fez perceber que a atenção aos detalhes é um dos maiores trunfos do remake. Até mesmo pequenos diálogos podem render risadas, reflexões ou um toque de nostalgia.

Jogar Trails in the Sky Remake no Nintendo Switch tem sido uma boa experiência. A portabilidade permite que eu jogue tanto no modo portátil quanto na TV, e o desempenho se manteve consistente durante minhas quase 20 horas.

Houve algumas quedas sutis de frame rate em momentos mais carregados, mas nada que atrapalhasse o fluxo. A interface foi adaptada muito bem para a tela menor, mantendo menus claros e leitura confortável para textos longos. Para quem tem o Switch, é sem dúvida uma das melhores formas de experimentar o clássico.

Trails in the Sky Remake
Créditos: Nihon Falcom

Conclusão

Após quase 20 horas de jogo, posso dizer que Legend of Heroes: Trails in the Sky Remake é uma experiência que exige paciência, mas recompensa generosamente. O prólogo lento prepara o terreno, mas logo em seguida você se vê imerso em um mundo rico, com personagens cativantes, combates estratégicos e side-quests que acrescentam profundidade.

Não joguei a versão de PSP, mas posso afirmar que este remake é uma excelente adaptação de um jogo com 21 anos de idade, mantendo todo o charme e complexidade do original, atualizado de forma que até novos jogadores possam se encantar. Para mim, o que torna essa experiência memorável é o equilíbrio entre narrativa e gameplay. Cada decisão, cada conversa e cada batalha contribui para criar uma sensação de jornada real.

Mesmo com a adaptação para o Switch, o remake preserva a essência da história, tornando-se acessível, bonito e envolvente. Se você gosta de RPGs e histórias envolventes e um mundo que realmente se sente vivo, esse remake é obrigatório. E mesmo que o ritmo inicial seja lento, a persistência vale cada minuto, porque depois do prólogo você estará completamente imerso na saga de Estelle e Joshua.

Nota: 9/10


Esta análise foi feita com uma cópia de The Legend of Heroes: Trails in the Sky 1st Chapter para Nintendo Switch cedida gentilmente pela distribuidora do jogo. O jogo está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 1/2,  PlayStation 5 e Steam. 

O post The Legend of Heroes: Trails in the Sky 1st Chapter | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Frostpunk 2 | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/31/frostpunk-2-analise/ Fri, 31 Oct 2025 21:40:09 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20972 Frostpunk 2 chegou ao Xbox Series S expandindo tudo que o primeiro jogo trouxe, mas sem medo de mudar a vibe. Agora não é só manter um gerador aceso no meio da neve, é reconstruir uma civilização inteira prestes a desmoronar. O frio ainda está ali, mas o perigo maior é humano: até onde você […]

O post Frostpunk 2 | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Frostpunk 2 chegou ao Xbox Series S expandindo tudo que o primeiro jogo trouxe, mas sem medo de mudar a vibe. Agora não é só manter um gerador aceso no meio da neve, é reconstruir uma civilização inteira prestes a desmoronar. O frio ainda está ali, mas o perigo maior é humano: até onde você vai para manter o controle quando tudo começa a derreter? Isso deixa o jogo mais político, mais pesado, e até meio incômodo às vezes.

O clima de urgência do primeiro título dá lugar a uma tensão constante. Frostpunk 2 não quer só que você sobreviva, ele quer que você pense. E, sinceramente, nem sempre é gentil com quem tenta fazer o “certo”.

Reprodução: 11 bit studios

Um mundo congelado, mas vivo

Mesmo no Series S, o jogo impressiona. As paisagens são lindas e opressivas, e a cidade parece respirar fumaça, poeira e desespero. O console segura bem o tranco, com quedas de quadro aqui e ali quando a cidade fica cheia, mas nada que atrapalhe a imersão.

A direção de arte continua sendo o ponto alto. Cada prédio, cada camada de gelo, cada detalhe da cidade transmite o peso do tempo e da decadência. Não é bonito no sentido tradicional, mas é poderoso — e é isso que importa.

Reprodução: 11 bit studios

O peso de governar o que sobrou

A maior diferença aqui é o escopo. Você não é mais só o cara tentando manter a chama acesa; agora é um governador lidando com políticas, ideologias e sobrevivência. É sobre conflitos internos, desgaste do poder e consequências de cada decisão.

O sistema político é o coração do jogo. Cada lei que você aprova, cada discurso ou reforma muda a forma como a sociedade reage. Às vezes, fazer a coisa certa custa caro demais, e o jogo adora te lembrar disso. É pesado, sim, mas também te faz pensar e deixa a experiência mais rica.

Controles e adaptação no Series S

Pra quem, como eu, prefere jogar no sofá, o jogo funciona bem. Os menus foram adaptados para o controle, e o sistema radial é fácil de pegar. Claro que, vindo do PC, é natural precisar de um tempo pra se acostumar, mas nada que frustre a jogatina.

O Series S cumpre seu papel, oferecendo uma experiência estável, confortável e perfeita pra quem gosta de planejar cada decisão com calma.

O som é outro nível. O vento cortando o gelo, os murmúrios do povo, o som dos maquinários, e a trilha orquestrada criam uma atmosfera sufocante. Às vezes, o silêncio é o que mais incomoda — e é justamente aí que o jogo te lembra do peso das decisões.

Reprodução: 11 bit studios

Frio, escolhas e humanidade

Jogar Frostpunk 2 no Xbox Series S é mergulhar numa experiência densa, que te prende pelas ideias mais do que pela ação. Não é um show técnico, mas é um espelho do que somos quando tudo desaba.

Se o primeiro Frostpunk era puro desespero físico, o segundo é desespero moral. Mais lento, mais estratégico, mais reflexivo. Pra alguns, pode parecer menos emocionante; pra outros, é exatamente o que faz o jogo ser especial. A tensão não é imediata, mas é constante, e cada escolha pesa.

E, claro, estar disponível no Xbox Game Pass deixa tudo mais fácil: você pode mergulhar nessa tensão sem compromisso e explorar cada decisão com calma.

Frostpunk 2 não é pra relaxar. É teste de moral, de empatia e de liderança. E no fim das contas, o frio que mais dói não é o da tempestade, e sim o das escolhas que você tem que fazer.

O post Frostpunk 2 | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Brasil Game Show 2025 | Como foi a minha experiência https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/17/brasil-game-show-2025-como-foi-a-minha-experiencia/ Fri, 17 Oct 2025 19:36:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20932 No mês de outubro, como tem acontecido nos últimos anos, ocorre a Brasil Game Show, em São Paulo — um dos mais antigos e tradicionais eventos de jogos do país. E, assim como nas edições anteriores, não podia ser diferente: mais uma vez, eu marquei presença. Então lá fui eu organizar hotel e companhia para […]

O post Brasil Game Show 2025 | Como foi a minha experiência apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
No mês de outubro, como tem acontecido nos últimos anos, ocorre a Brasil Game Show, em São Paulo — um dos mais antigos e tradicionais eventos de jogos do país. E, assim como nas edições anteriores, não podia ser diferente: mais uma vez, eu marquei presença. Então lá fui eu organizar hotel e companhia para cobrir o evento.

Mas este ano, algumas coisas mudaram. A começar pela localização: o evento deixou a Expo Center Norte e migrou para o Distrito Anhembi, que, sinceramente, pareceu um espaço menor. Outra diferença perceptível foi o número de empresas participantes — houve uma redução considerável. Além da ausência da PlayStation e da Xbox, agora havia menos empresas compondo o evento.

Pessoalmente, foi um pouco decepcionante. Eu estava animado, mas, chegando lá, o que encontrei foram poucas lojas vendendo produtos semelhantes a preços altos, uma praça de alimentação cara e pouquíssimas atrações realmente interessantes, pelo menos para mim.

Arquivo pessoal

Os estande de jogos

Durante a BGS 2025, algumas empresas marcaram presença — entre elas SEGA, KONAMI, DEVOLVER DIGITAL e ARC SYSTEM WORKS. Infelizmente, a QUByte não participou este ano, e tanto PlayStation quanto Xbox continuam de fora.

Entre os jogos inéditos, os maiores destaques vieram da Devolver Digital, que montou uma feirinha com um toque brasileiro e quatro títulos novos: BALLxPIT, Forestrike, Skate Story e Quarantine Zone.

A Arc System Works trouxe Double Dragon Revive e Bubble Bobble: Sugar Dungeons; a SEGA apresentou Sonic Racing CrossWorlds em um estande temático, com direito a um modelo do troféu erguido por Ayrton Senna no GP da Europa de 1993 — um detalhe nostálgico e incrível.

Já a KONAMI exibiu apenas eFootball em um estande pequeno, estampado com o rosto de Neymar. Nada contra, mas futebol não é muito a minha praia.

Além disso, alguns jogos ganharam seus próprios espaços, como Ghost of Yotei, Dying Light: The Beast e Resident Evil Unit (mobile). Mas o grande destaque foi mesmo a Nintendo, com um estande gigantesco e várias estações para testar Hades II, Mario Kart World, Donkey Kong Bananza e Street Fighter 6 no Nintendo Switch 2.

Arquivo pessoal

O evento

Infelizmente, em termos de novidades, o evento deixou a desejar. Ele pareceu se sustentar muito mais nos convidados internacionais e nos influenciadores, muitos dos quais eu nunca tinha ouvido falar.

E, sinceramente, isso já virou tendência: a BGS se tornou um ponto de encontro para quem quer ver o streamer favorito e colecionar brindes de estande. É algo que atrai um público mais jovem — entre 10 e 20 anos —, mas que, para mim, perdeu parte do encanto.

Não me vejo mais como o público-alvo do evento. Essa versão mais “desidratada” em conteúdo me deixou um pouco frustrado. Já na entrada, a fila para passar pela segurança era enorme, e mesmo em um dia de imprensa, as filas dentro do pavilhão eram longas — principalmente na área da Nintendo, onde o pessoal se aglomerava por brindes de Pokémon.

Depois de andar bastante, decidi visitar as lojas para buscar lembranças. Foi um choque. Os preços estavam altíssimos, especialmente em uma loja de jogos — a única do evento. Senti muita falta da Editora Europa, onde eu costumava comprar revistas todo ano – Sim, eu adoro revistas.

Arquivo pessoal

Os indies

Na ala indie tínhamos jogos divertidos, como o  A.I.L.A. (inclusive com demo disponível), novo jogo de terror desenvolvido pelo estúdio Pulsatrix, mesmo responsável pelo jogo de terror FOBIA. O estúdio realmente está empenhado em oferecer uma experiência assustadora em seu novo titulo.  Agora que gosta de um roguelike iria se divertir com Hell Clock, um jogo brasileiro desenvolvido pelo estúdio Rogue Snail  que tem o seu jogo ambientado na guerra de Canudos mesclando ação com terror. Outra surpresa que encontrei na área indie foi Baki Hanma: Blood Arena que também estava disponível para jogar é trata-se de um jogo no melhor estilo Punch-Out com os personagens do anime, esse desenvolvido pelo estúdio Purple Tree S.R.L.

Claro, e se você estivesse muito cansado de terror e violência, poderia se surpreender com o jogo pensado no publico que adora títulos fofinhos, que é o caso do jogo Capy Castaway. Ele é todo pensado para ser fofo enquanto controlamos uma capivara e seu amigo corvo pelo cenário em busca do caminho de casa. É uma boa pedida para quem gosta do gênero. Um trabalho interessante do estúdio Kitten Cup Studio.

Dá pra dizer com tranquilidade que estes foram os jogos que mais chamaram a minha atenção enquanto estive no evento na área indie.

Arquivo pessoa – Estande do Path of Exile

Concluindo

Não posso dizer que foi a melhor experiência que tive em uma Brasil Game Show, pois é evidente que o evento desidratou em termos de empresas participando. O local estava menor e, mesmo em um dia de imprensa, era perceptível que o dia aberto ao público seria bem lotado e com um calor humano infernal, pois, no dia de imprensa, você se deparava com corredores estreitos e muita gente.

A falta de novidades também contribuiu um pouco para a minha decepção. É um mês em que não tivemos grandes novidades, para ser sincero.

Outro ponto é que me vejo um pouco velho demais para o público que a BGS está mirando. Eu não me interesso por influencers de TikTok e não pagaria dinheiro para ir vê-los. Trazer figuras como Kojima, entre outras famosas, realmente é interessante e tem apelo, mas, no meu caso, eu não costumo ir ao evento para vê-los. E, se fosse, me programaria apenas para isso — não para cobrir o evento em si —, pois sei que isso exigiria encarar filas e mais filas.

Enquanto voltava para casa, fiquei refletindo durante todo o caminho se ainda faz algum sentido eu ir ao evento nas próximas edições. Afinal, será que a próxima trará novidades? Devemos aguardar.

O post Brasil Game Show 2025 | Como foi a minha experiência apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Wreckfest | Corrida, destruição e diversão sem regras https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/wreckfest-corrida-destruicao-e-diversao-sem-regras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/wreckfest-corrida-destruicao-e-diversao-sem-regras/#respond Sun, 05 Oct 2025 15:59:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20807 Quando você pensa em jogo de corrida, provavelmente imagina carros velozes, pistas perfeitas e quem errar paga caro. Wreckfest é diferente. Ele mistura corrida com destruição total, e a sensação que você tem é de estar numa bagunça organizada: você corre, bate, empurra os adversários e ainda precisa cuidar para não destruir seu próprio carro. […]

O post Wreckfest | Corrida, destruição e diversão sem regras apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Quando você pensa em jogo de corrida, provavelmente imagina carros velozes, pistas perfeitas e quem errar paga caro. Wreckfest é diferente. Ele mistura corrida com destruição total, e a sensação que você tem é de estar numa bagunça organizada: você corre, bate, empurra os adversários e ainda precisa cuidar para não destruir seu próprio carro. E é exatamente isso que torna o jogo tão divertido.

Eu, pessoalmente, não sou daqueles que amam ficar tentando fazer tempo perfeito em cada curva, mas Wreckfest consegue me pegar porque o desafio não está só na velocidade — está na improvisação. Cada corrida é imprevisível, cada colisão muda o cenário e até o carro que você escolheu para se proteger pode se tornar uma lata velha em segundos. É a mistura perfeita de tensão e diversão.

Ambientes e pistas 

As pistas de Wreckfest são variadas e cheias de detalhes que fazem diferença na hora da corrida. Tem circuito de terra, asfalto, arenas lotadas de rampas e obstáculos, e até locais cheios de buracos e detritos espalhados. Isso faz com que cada corrida seja diferente da anterior: você nunca sabe exatamente como a pista vai se comportar ou qual adversário vai te empurrar para fora da linha.

O jogo também consegue transmitir a sensação de velocidade e impacto muito bem. Quando você bate em outro carro ou é jogado para fora da pista, o peso da colisão é perceptível. A física é realista na medida certa: não é simulador exagerado, mas também não é arcade sem sentido. Isso cria um equilíbrio ótimo entre diversão e desafio.

Mesmo que visualmente Wreckfest não seja o jogo mais bonito do mundo, ele cumpre o que promete. Os carros se deformam de forma convincente, os efeitos de poeira, fumaça e faíscas dão sensação de caos, e a ambientação das pistas ajuda a deixar a experiência mais intensa. É simples, mas funcional, e funciona melhor do que eu esperava.

Reprodução: Bugbear

Combate sobre rodas

Uma das coisas que mais chama atenção é o sistema de destruição e colisão. Diferente de outros jogos de corrida, em Wreckfest bater nos adversários não é um erro — é uma estratégia. Você pode empurrar carros, tentar tirar alguém da pista ou simplesmente sobreviver ao caos. O jogo recompensa a criatividade na destruição, e isso deixa cada corrida imprevisível e divertida.

Mesmo que você não seja especialista em manobras perfeitas, é fácil entrar no ritmo. O segredo é entender como seu carro reage às batidas, usar o ambiente ao seu favor e aceitar que algumas corridas vão ser uma completa confusão. E isso é ótimo: não existe sensação de derrota permanente, porque cada corrida é diferente, e sempre dá para tentar de novo e se divertir de uma forma nova.

Reprodução: Bugbear

Progressão, customização e modo de jogo

O jogo oferece um sistema de progressão simples, mas satisfatório. Você começa com carros básicos, ganha dinheiro conforme corre e derrota adversários, e pode investir em melhorias de motor, reforços de carroceria e suspensão. Não há microgestão complicada: é comprar peças, testar e ver como seu carro se comporta nas corridas.

Isso funciona muito bem porque te mantém motivado. Cada corrida rende dinheiro e experiência, e você sente que está evoluindo não só no controle, mas também no próprio veículo. O processo de customização é intuitivo: você melhora o carro e aumenta suas chances de sobreviver às corridas mais caóticas. E, mesmo que você não foque nisso, é divertido ver os carros ficando mais resistentes e mais preparados para o caos total.

Já o modo carreira é direto e eficiente. Ele te guia por campeonatos, corridas isoladas e desafios que servem como tutorial de forma natural. Não há enrolação: cada corrida tem objetivo claro, e você sente a progressão acontecendo. É simples, mas cumpre muito bem o papel de manter o jogador engajado.

Já o multiplayer transforma tudo em uma festa de pancadaria. Jogar com amigos deve virar uma bagunça imprevisível, cheia de risadas e momentos épicos. O caos aumenta, as estratégias mudam, e não existe nada melhor do que ver seu carro voando por uma rampa enquanto você tenta se manter na pista. Para quem gosta de socializar e competir ao mesmo tempo, é diversão garantida.

Reprodução: Bugbear

Som, música e imersão

O áudio em Wreckfest é simples, mas funcional. O barulho dos impactos, o som do motor, a poeira levantando e as faíscas voando criam uma sensação real de destruição. A música é discreta, deixando o foco na corrida e nas colisões. Jogar com fones ajuda a sentir a intensidade de cada corrida, e isso aumenta bastante a imersão.

Claro, nada é perfeito, e Wreckfest também tem suas falhas. Às vezes, a IA dos adversários faz escolhas estranhas, gerando acidentes inesperados. Algumas pistas repetem obstáculos, e certos momentos podem parecer injustos. Mas, na maior parte do tempo, essas situações acabam se tornando parte da diversão: elas reforçam o caos imprevisível que define o jogo.

Reprodução: Bugbear

Conclusão

Eu me diverti com Wreckfest, mesmo sabendo que não é o tipo de jogo que exige raciocínio profundo ou estratégias complexas. Ele entrega uma experiência imediata e divertida. A cada corrida, você sente a adrenalina de não saber se vai terminar inteiro ou sair voando para fora da pista. A mistura de corrida e destruição é bacana, e mesmo os momentos de frustração acabam sendo engraçados.

Se você gosta de corrida com impacto, pancadaria e risadas garantidas, Wreckfest é um jogo que vale a pena. E mesmo que, como eu, você não se considere fã de jogos de corrida, ele consegue capturar a atenção com seu caos divertido e progressão simples.

___________________________________________________________________________________________________________________

Wrecksfest está disponível para Xbox One, Xbox Series S|X, PlayStation 4, Playstation 5, Nintendo Switch e PC. Essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

O post Wreckfest | Corrida, destruição e diversão sem regras apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/05/wreckfest-corrida-destruicao-e-diversao-sem-regras/feed/ 0