Arquivos Videoverse - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/videoverse/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 19 Nov 2023 01:08:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Videoverse - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/videoverse/ 32 32 Bem Feito | Mas será que foi mesmo? https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/19/bem-feito-mas-sera-que-foi-mesmo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/19/bem-feito-mas-sera-que-foi-mesmo/#comments Sun, 19 Nov 2023 01:08:43 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15654 Eu devertia ter escrito esse texto há algum tempo, mas algo tem tomado meu tempo faz alguns dias, ou semanas… Graças ao algoritmo do youtube, eu esbarrei em um vídeo, e esse vídeo virou um rabbit hole, e esse rabbit hole me levou a horas e mais horas jogando o Rollercoaster Tycoon original. Mais especificamente, […]

O post Bem Feito | Mas será que foi mesmo? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu devertia ter escrito esse texto há algum tempo, mas algo tem tomado meu tempo faz alguns dias, ou semanas… Graças ao algoritmo do youtube, eu esbarrei em um vídeo, e esse vídeo virou um rabbit hole, e esse rabbit hole me levou a horas e mais horas jogando o Rollercoaster Tycoon original. Mais especificamente, Rollercoaster Tycoon Classic, que combina Rollercoaster Tycoon 1 e 2 (além das expansões dos dois), com melhorias de qualidades de vida (especialmente pra quem só jogou o RCT original, onde você tinha que remover cada árvore manualmente) em um pacote com a interface renovada… Bem, se você não gosta da interface, pode utilizar o jogo em conjunto com o Open RCT2, uma ferramenta da comunidade que em uma primeira olhada, mistura o melhor das melhorias de qualidade de vida de RCT 2 e RCT Classic, com a interface do primeiro jogo. Além do suporte da comunidade, com muitos plug-ins e peças customizadas disponíveis.

Outra coisa que tem me impedido de escrever, é o calor infernal que vem fazendo no Rio de Janeiro, nem ventilador ou ar-condicionado estão ajudando. A temperatura atrapalha na concentração e as vezes eu quero que uma palavra venha a mente, mas tudo o que aparece é QUENTE… Ou meu cérebro e dedos não estão em conjunto, e acabo escrevendo pau ao invés de pai. É horrível. Então, se tem algum review meu atrasado, culpe o calor. Mas, chega de tangentes minhas, porque temos um texto pra acompanhar.

Todo mundo sabe que eu sou um cagão do caralho, quando se trata de terror, diabos, eu tinha medo das Ghost Houses em Super Mario World. Jogar Resident Evil? Só com muita coragem, uma sala bem iluminada e gente do meu lado. Silent Hill? Nem pensar. Assistir filmes de terror? Nem fodendo. Com isso em mente, dá pra saber que o assunto de creepypastas é algo que eu não tenho a menor familiaridade. Eu conheço por alto algumas histórias, como aquela da música assassina de Lavender Town, que supostamente fez algumas crianças japonesas cometerem sudoku (obviamente é só uma lenda urbana). Outra coisa que eu nunca fui muito chegado, são simuladores de vida, como Harvest Moon/Story of Seasons e Stardew Valley. São jogos que tem uma premissa interessante, mas eu não tenho a paciência pra tal.

O que um assunto tem a ver com o outro, você deve estar se perguntando? Simples, meu jovem mancebo, em 2020, a desenvolvedora oiCabie lançou no itch.io o jogo “Bem Feito”, que misturava o gameplay de um lifesim com o clima de creepypastas. Mas o que destacava o jogo era a maneira com que ele era apresentado, criando uma meta nostalgia com um toquezinho de terror. E agora, juntamente com a QUByte, chega aos consoles (e ao Steam), uma versão remasterizada de Bem Feito. Será que o jogo foi mesmo bem feito? Ou será que foi mal feito na boca do prefeito? Confira nossa análise.

Reprodução: oiCabie, QUByte Interactive

Tu te tornas eternamente responsável pelas calças que mancha

LEIA TAMBÉM: Killer Frequency | Entrando no ar em 3… 2… 1…

A apresentação de Bem Feito começa meio diferente de um jogo mais tradicional, porque ao invés da tela título normal esperada pra um jogo, o que nos aguarda é a tela do Sistema operacional Garotron, que nos leva a onde temos o manual do jogo “Bem Feito”, que havia sido lançado em 1999 para o portátil Jogaroto (que se o ícone do console não deixa claro, o nome Jogaroto é uma “tradução/paródia” do Game Boy).

Não é a primeira vez esse ano que analisamos um jogo que tem um jogo dentro dele com um sistema fictício, já que esse ano analisamos a visual novel Videoverse, que também tinha no cerne da narrativa, a nostalgia de uma época, só que enquanto que em Videoverse nós vivíamos naquela época, e a nostalgia evocada era para o jogador que era público-alvo, em Bem Feito, estamos no papel de alguém onisciente (possivelmente um desenvolvedor do jogo dentro do jogo?) que recebemos uma rom do jogo perdido “Bem Feito”, desenvolvido pela Megasoft em 1999.

Após fuçar nas “opções” do sistema operacional (E, fora o manual, ainda não dá pra fuçar muito no começo), entramos no emulador e abrimos o jogo, e então a jornada de “Bem Feito” começa, um life sim, tal qual Harvest Moon, onde assumimos o controle de Reginaldo, um moleque com um sorriso na cara e que claramente é um psicopata, e vive no planetinha B-613. Na geladeira da casa dele, há uma lista de tarefas a se realizar a cada dia, e funciona de maneira semelhante a muitos life sims que temos no mercado… Exceto que há um toque de incerteza em Bem Feito.

Algumas atitudes de Reginaldo, aliadas a outras coisas da estética do jogo de como certas tarefas ou textos são apresentados (em especial, textos se movendo de maneira “sus” como diriam os jovens. Já to vendo o Diogo querer cortar minhas bolas por usar um “sus” em texto), e até mesmo a música muda em alguns momentos. Obviamente, o B-613 é uma referência ao planetinha B-612, do Pequeno Príncipe e durante o jogo temos a célebre frase do livro que parodiei nesse texto e milhares de adolescentes na metade dos anos 2000 colocavam em seus perfis do Orkut, ou no nickname do MSN.

Reprodução: oiCabie, QUByte Interactive

Creepy e Charmoso

LEIA TAMBÉM: Videoverse | Fórum Simulator 2003

A parte estética de Bem Feito recebeu uma melhoria imensa em relação a versão original (denominada Legacy), o sistema operacional estando mais “modernizado”, como se fosse algo atual, enquanto que no original, o SO emulava a estética mais antiga, que alguns podem remeter ao Windows 98.

O jogo dentro do jogo possui um estilo 8-bits monocromático, que é uma mistura do charme de jogos de fazendinha, com uma sensação de que há algo muito errado, especialmente quando vemos o sorrisão na cara de Reginaldo, que parece ser o tipo de pessoa que não hesitaria em lhe convidar pra beber algo pra no dia seguinte você acordar numa banheira cheia de gelo e com um rim a menos.

A trilha sonora é a mesma coisa, são músicas bem compostas, que dão um turno de 180 graus no momento em que as coisas ficam meio… Tensas. A distorção musical é certamente um dos melhores momentos da trilha de Bem Feito, porque bem, a sua espinha fica gelada. Pena que esses momentos musicais são arruinados levemente quando a trilha corta em alguns efeitos sonoros.

Reprodução: oiCabie, QUByte Interactive

Conclusão

Eu admito que sou cagão pra qualquer tema de suspense/terror/creepypasta, então, é de se esperar que eu não recomende Bem Feito pra quem não é chegado nessas coisas. Mas, como aconteceu em Killer Frequency, eu encarei o jogo e vejo seus pontos positivos. Dando um toque de suspense ao gênero de life sims, Bem Feito é de fato… Um jogo Bem Feito… Eu quero morrer depois dessa piada.

Nota: 8,5/10

Bem Feito está disponível para PC, Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch, Xbox Series S | X e Xbox One. Essa análise foi feita com uma chave de PS4, gentilmente cedida pela QUByte Interactive.

O post Bem Feito | Mas será que foi mesmo? apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/19/bem-feito-mas-sera-que-foi-mesmo/feed/ 2
Videoverse | Forum Simulator 2003 https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/12/videoverse-forum-simulator-2003/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/12/videoverse-forum-simulator-2003/#respond Sat, 12 Aug 2023 13:43:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14769 É difícil eu começar com um assunto que possa se transferir pro texto, então vou um pouco mais direto ao ponto: Apesar de ter ouvido coisas boas sobre o jogo anterior da Kinmoku, “One Night Stand”, eu não cheguei a jogá-lo. Por uma razão ou outra. Mas tudo bem, com o caminhão de jogos que […]

O post Videoverse | Forum Simulator 2003 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
É difícil eu começar com um assunto que possa se transferir pro texto, então vou um pouco mais direto ao ponto: Apesar de ter ouvido coisas boas sobre o jogo anterior da Kinmoku, “One Night Stand”, eu não cheguei a jogá-lo. Por uma razão ou outra. Mas tudo bem, com o caminhão de jogos que saem todos os dias, é compreensível o fato de que vários jogos passam batido pelo seu radar. Diabos, eu nem sabia que haviam feito um segundo Shaolin vs. Wukong.

Enfim, um gênero que possui vários subgêneros dentro de si, é o das visual novels. No cerne, ainda são textos com escolhas a serem feitos, só que se olharmos um pouquinho a fundo, vários subgêneros podem ser encontrados dentro. Desde os Raising sims, como o clássico True Love, onde você precisa fazer escolhas de atividades que podem levar a rotas específicas com determinadas garotas, outro subgênero surgido, é o dos Otome games, iniciado com o estúdio Ruby Party, da Koei Tecmo com Angelique, o primeiro jogo da série Neo Romance. (Ironicamente, o único jogo com input do Ruby Party a chegar ao ocidente foi o spin-off de Touken Ranbu, Touken Ranbu Warriors, de PC e Nintendo Switch). Fora isso, temos novels de terror, eróticas, comédia, até mesmo Dungeon Crawlers, como a série Lightning Warrior Raidy.

O que isso tem a ver com o título de hoje? Bem, o jogo é uma visual novel, e como eu deixei implícito no primeiro parágrafo desse texto, é da criadora de One Night Stand. A diferença é que Videoverse passa longe de ter a mesma pegada de One Night Stand, desde a arte até o roteiro. Mas será que ele vale a pena seu tempo? Confira conosco.

Reprodução: KINMOKU

As desventuras de fóruns do começo dos anos 2000

Você está no papel de Emmett, um garoto britânico de quinze anos que vive na Alemanha em 2003, e entre as aulas, gosta de jogar no seu Kinmoku Shark, um console popular com gráficos monocromáticos e acesso a uma rede online chamada Videoverse, onde se pode entrar em contato com outras pessoas, fazer amigos e jogar online, os jogos que possuem essa função.

E basicamente, o que temos que fazer no jogo é, além de acompanhar o progresso de Emmett em Feudal Fantasy, interagir com as pessoas, e manter a comunidade segura de alguns trolls online. É difícil fazer um resumo básico de Videoverse porque muito do que faz a trama dá pra ser considerado spoiler.

LEIAM – Redfall | Um mediano jogo de Xbox

A trama do jogo faz um ótimo trabalho em capturar a essência dos fóruns no começo dos anos 2000, a maioria das pessoas ainda aprendendo como aquilo funciona, conhecendo uns dos outros. Tá certo que eu particularmente não tinha experiência em fóruns gringos em 2003, na época eu geralmente navegava por fóruns de RPG Maker, Cavaleiros do Zodíaco e Harry Potter…

E o jogo é bem longo num primeiro playthrough, levando mais ou menos sete horas do começo ao fim, pelo menos esse é o tempo que tá registrado na minha conta do Steam quando terminei o jogo.

Reprodução: KINMOKU

Escolhas, tarefas, diálogos e múltiplos finais

Videoverse é uma visual novel, mas não tem sua progressão ou mesmo maneira de se jogar, como uma tradicional, com texto e escolhas. Esses elementos ainda estão lá, mas parte do que o jogo tem, funciona como um point and click, com elementos que precisam ser clicados, seja o login na Videoverse ou entrar nos sub-fórum, interação com alguns elementos e etc.

Pra alguém da perspectiva de fora, isso pode não pode parecer muito, mas para a perspectiva de alguém que conhece a engine que Videoverse foi feito (Ren’py), é meio que um pesadelo, mas uma conquista e tanto em termos de programação, com a centena de map buttons utilizados.

LEIAM – Sonic Colors | Maratona Sonic

Não vou entrar em muitos detalhes sobre isso porque não é importante explicar detalhes de programação na análise dele. Mas acredite, simples coisas clicáveis em cenário na Ren’py podem ser um pé no saco de programar.

Videoverse tem um excelente fator replay para uma visual novel, com múltiplas escolhas que levam a múltiplos finais. Quantos finais? Não sei ainda, talvez eu edite esta análise após confirmar a quantidade. E se você se sentir perdido com relação a como fazer as coisas que o jogo pede, há um tutorial simples de como fazer a navegação básica pelo mundo de Videoverse.

Reprodução: KINMOKU

Trilha sonora bacanuda e uma arte pra cada momento

Primeiro, passar aqui pra dizer que a trilha sonora do jogo é muito bacana, composta por Clark Aboud, com musicas que refletem cada momento da jogatina, desde quando estamos meramente vagando pelo fórum, ou dentro do fictício Fin, digo, Feudal Fantasy, ou momentos mais tensos da história, todas elas são muito boas. O jogo possui uma dublagem (em inglês) em alguns pontos, que é justificada no final. E ela é decente.

Graficamente, é meio difícil classificar? Porque temos o exterior, com uma estética representando o quarto de um jovem do começo dos anos 2000, com o console, revistas de jogos, fotos, cartuchos e tudo mais. Nisso, temos um estilo limpo, se procurarmos, encontramos paródias de jogos famosos, e alguns jogos reais, como o próprio One Night Stand, da Kinmoku.

LEIAM – F1 23 | O Auge da realidade e emoção

Dentro da área do console/videoverse, temos um estilo monocromático, com duas cores que pode ser alterado com certos temas. No jogo em si (Feudal Fantasy), é azul claro/azul, mas nos fóruns do Videoverse, são outras cores usadas. E apesar da estranheza no início, é agradável aos olhos. As artes dos membros do Videoverse são de estilos variados, incluindo a sua própria, que vai evoluindo ao longo do jogo. E temos os momentos de videochamadas, onde a animação e expressões faciais dos personagens lembram as animações usadas em One Night Stand.

Por fim, temos algo que eu não posso dar spoilers, mas a cutscene final do jogo é mostrada num estilo que lembra muito histórias em quadrinhos e a arte é boa.

Reprodução: KINMOKU

Conclusão

No meu caso em particular, Videoverse é meio que uma viagem no tempo, a uma época mais simples da Internet, num período pré redes sociais, onde tínhamos menos preocupações, e como comentei na análise, todo mundo ainda aprendia como funcionava o mundo online.

E se você curte visual novels em geral, essa aqui é uma recomendação em caps lock (apesar de ter escrito em caixa baixa).

Nota Final: 9/10

Videoverse está disponível para PC, e esta análise foi feita com uma chave gentilmente cedida pela Kinmoku.

O post Videoverse | Forum Simulator 2003 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/12/videoverse-forum-simulator-2003/feed/ 0