Arquivos Turrican - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/turrican/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 16 Apr 2025 22:54:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Turrican - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/turrican/ 32 32 Rendering Ranger: R² [Rewind] | O clássico esquecido do SNES está de volta https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/16/rendering-ranger-r%c2%b2-rewind-o-classico-esquecido-do-snes-esta-de-volta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/16/rendering-ranger-r%c2%b2-rewind-o-classico-esquecido-do-snes-esta-de-volta/#respond Wed, 16 Apr 2025 22:54:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19949 Eu não sei quando essa tendência começou, mas de uns tempos pra cá, muitas coisas tem sido chamadas por outros nomes. E não, não tô falando de gente escrota que usa a própria condição, seja uma pessoa com TDAH ou no espectro autista pra justificar as atitudes escrotas, mas sim… Renomear algo só pra parecer […]

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Eu não sei quando essa tendência começou, mas de uns tempos pra cá, muitas coisas tem sido chamadas por outros nomes. E não, não tô falando de gente escrota que usa a própria condição, seja uma pessoa com TDAH ou no espectro autista pra justificar as atitudes escrotas, mas sim… Renomear algo só pra parecer mais grã-fino. Pegar um exemplo, a Games Done Quick (sempre ela) passou a chamar romhacks de mods ou fanmods. Tecnicamente dá no mesmo, mas eles passaram ANOS chamando de romhacks, aí recentemente passaram a usar o termo mods. Vai entender esses americanos. Eles insistem em chamar o Mega Drive de Genesis.

Outro exemplo, é a famosa “Carbon Engine” que a Limited Run Games adora falar nos seus lançamentos retrô em consoles modernos. “Com o poder da Carbon Engine blá blá blá”. No fim do dia, é basicamente um emulador. Veja bem, não estou dizendo isso que seja um problema, eu só acho hilário mesmo. É como se eu embalasse o meu cachorro-quente num papel lâminado especial e dissesse: Este é um pão com salsicha espacial venusiano. Ainda é um cachorro quente.

Mudando de assunto… A desenvolvedora alemã Rainbow Arts tinha faro de bons jogos, especialmente quando quem estava por trás do jogo era um certo Manfred Trenz, ele fez The Great Giana Sisters (ainda que a Nintendo tenha pego no pé do cara) e Katakis, dois excelentes títulos do Commodore 64 (ainda que a versão do Commodore Amiga de Katakis seja brochante), e ainda que nem todos os jogos da Rainbow Arts sejam do calibre de TGGS e Katakis (alguns dos jogos da Rainbow Arts figuram entre os piores do Amiga), a softhouse mais acertava do que errava. Depois de Giana Sisters e Katakis, Manfred Trenz criou seu magnum opus, a série Turrican. Trenz era um sujeito fora da curva, digo, quando ele fez Turrican e Turrican 2, o Commodore 64 estava se encaminhando pros seus últimos dias, ainda que fosse rentável na época de Turrican 1 como PC de entrada, ele perdia espaço pros consoles. Quando o SNES e o Mega haviam se estabelecido, Trenz foi lá e fez uma versão de Turrican pro NES. Sim, as versões de Amiga de Turrican são as mais famosas, mas essas foram feitas pelo estúdio Factor 5.

Após a conclusão da versão de NES de Turrican, com o mercado de PC’s diminuindo o ritmo (quando digo mercado de PC’s, me refiro ao Amiga e o Commodore 64, que perdiam mercado pra PC’s com o MS-DOS e o Windows 3.1), Trenz começou a trabalhar em um jogo para o SNES. Intitulado Targa, o jogo passou cerca de três anos em produção, e nesses três anos, muita coisa mudou no mercado de jogos, com custos crescendo e a época de programadores de quarto chegando ao fim, a Rainbow Arts não conseguiu uma publisher para Targa, e somente a sucursal japonesa da Virgin Interactive se dispôs a publicar o jogo para o Super Famicom, e mesmo assim a tiragem do jogo era baixa, em torno de 5000 cópias… E dessas 5000, somente 1500 chegaram a lojas japonesas. O jogo recebeu o nome de Rendering Ranger: R², e com o passar dos anos, ele se tornou um jogo raro para colecionadores. Claro, é possível que alguma cópia pirata tenha chegado ao Brasil, a gente não tinha um mercado de jogos forte o suficiente pra depender de jogos originais. Mas isso não vem ao caso.

Em 2023, a Ziggurat Interactive anunciou que adquiriu os direitos de Rendering Ranger: R² e estaria relançando o jogo num futuro próximo. Bem, esse futuro próximo chegou, e Rendering Ranger: R² {Rewind] está disponível para Playstation 4 e 5, Nintendo Switch e PC, através do Steam e GOG. Confira a nossa análise.

Um híbrido de Turrican e Katakis

Essa é a melhor maneira de definir Rendering Ranger, com um misto de fases em side-scroller que bebe MUITO da fonte de Turrican, mas com menos foco em exploração (RR: R2R é linear e algumas áreas “secretas” onde power-up’s e vidas extras podem ser encontradas). Se você é habituado ao frenesi de Contra, vai saber como jogar aqui.

Nas opções do jogo, você pode escolher as coisas básicas de um jogo da época, número de vidas, dificuldade. Só que em Rendering Ranger, também dá pra escolher a cor do traje do personagem. O jogo tem autofire habilitado de cara, o que ajuda muito com conveniência de não precisar mashar (O porte moderno de Panorama Cotton tinha uma opção de autofire, que não tinha no original). Durante o jogo, você pode adquirir até quatro armas diferentes, e pegar power-up’s pra essas armas. Felizmente, não é como em Turrican, onde uma arma entra por cima da outra, tem um botão de troca de armas que deixa tudo mais legal. E mesmo mortes não são tão punitivas porque você só perde os power-up’s da arma que está utilizando. Cada arma possui um ataque devastador (indicado na parte de baixo da tela), e até três são inicialmente utilizáveis, mas esses ataques são recarregáveis ao longo do tempo.

As etapas de shooter são as típicas de um shooter do SNES, só que o botão de pulo (na etapa side-scroller) faz com que a nave se vire, permitindo atacar os inimigos. Eu não tinha prestado atenção nesse botão até ser tarde demais, porque durante alguns trechos, vem inimigos dos dois lados da tela.

Um ponto contra, é que o jogo não possui continues. Sim, vou falar mais adiante de como continuar e etc, mas para quem é purista, o jogo não possui continues, mas tem um sistema de Passwords para o jogador continuar de onde parou. Ajuda um pouco, porque o jogo é brutal, mesmo na dificuldade mais fácil, em especial porque o jogo ainda tem muito da herança do design europeu das fases, como corredores apertados e inimigos súbitos. E nas fases de shooter, as vezes é difícil discernir o que é parte do cenário e o que é simplesmente detrito da fase.

O que tem no jogo a mais?

O jogo pode até ser considerado 2-em-1, porque ele possui o jogo original, Rendering Ranger: R² (tecnicamente é a versão de 2022, lançada pela Limited Run pro SNES) e a cancelada versão ocidental, Targa, que utiliza ainda os sprites do protagonista original. Mas a diferença pro Targa não é somente no sprite do protagonista e na tela título, mas também na configuração de botões.

Fora isso, o jogo tem o esperado de um relançamento de jogo clássico, ou seja, a função de salvar e carregar o estado do jogo (O jogo fornece apenas um save state por versão, e o Save é deletado assim que se inicia um jogo novo), a função de rebobinar a jogatina, ideal para quem é menos habilidoso ou errou um salto. Também possui um filtro pra emular CRT, honestamente é uma coisa que não sou fã de usar (cada um com seu cada um), opções de tela, como a original (do SNES, de 8:7), uma de 4:3 que é mais semelhante ao que você veria na TV de tubo), uma versão ampliada da nativa do SNES, ainda sendo 8:7, mas com indo até o topo e parte de baixo da tela, e temos a resolução chamada CRIME DE ÓDIO, que é esticar a tela pra 16:9, não sei porque alguém faria isso. (Eu fiz isso como uma piada numa screenshot no twitter). E o jogo possui também três opções de bordas.

Como outros extras, o jogo possui scans dos manuais da versão de Super Famicom e do relançamento da Limited Run de 2022. Inclusive o manual em inglês possui páginas extras dando um resumo bacana da carreira do Manfred Trenz e um pouco sobre a produção de Rendering Ranger: R², scans das caixas e algumas artes do jogo. Você também pode ouvir a boa trilha sonora num jukebox.

Efeitos Impressionantes pro SNES e boa Música

Rendering Ranger: R², apesar da primeira fase não tão impressionante, é um jogo até bonito. Eu preferiria que fosse em sprites? Sim. Mas o jogo possui cenários excelentes, muitas vezes com coisas acontecendo durante a partida. E os efeitos visuais que acontecem impressionam e mostram muito do talento do Manfred Trenz. Independente de ser nas fases em side-scroller, ou nas fases de navinha. Claro que as vezes, toda a ação paga o seu preço, com um pouco de flicker aqui e ali.

A trilha, composta por Jesper Olsen e Stefan Kramer, que não tem jogos extremamente populares sob a batuta, mas o trabalho aqui é excelente com ótimas composições. Esta nova edição de Rendering Ranger ainda vem com uma música extra para se ouvir no Jukebox, com um remix do tema principal.

Lutando contra Aliens, talvez.

Num futuro distante, a Terra foi atacada por alienígenas de origem desconhbecida. As nações do mundo tentaram lutar, mas o poderio militar dos invasores era superior e a Terra sofreu muitas perdas com cidades sendo arrasadas. Os militares do mundo concluíram que a única esperança de vitória contra uma força de poderio ilimitado, era atacar diretamente a base inimiga.

Para isso, era necessário o auxílio de uma tropa chamada RENDERING RANGER, uma força-tarefa que representa todas as nações e deve manter a paz e a ordem. Esses soldados não possuem nome ou nacionalidade, e são conhecidos somente por codinomes e por suas habilidades de luta extraordinárias. Mesmo dentre os membros da RENDERING RANGER, existe um soldado acima dos outros, conhecido como R² (DOUBLE R). Ele recebeu duas missões ultra secretas: A captura de uma nave de combate inimiga e a destruição da base inimiga. Os líderes mundiais sabem que precisam mandar o melhor agente. Claro, não contavam com minha medíocre capacidade de controlar um personagem em um run and gun, mas divago.

Essa história eu retirei do manual em inglês do jogo, porque não há nada indicando esses detalhes no jogo. Não que isso seja um demérito grande, é uma história genérica. Maaas… É o que temos.


Um bom relançamento

Rendering Ranger: R² [Rewind] era um bom jogo em 1995 e continua sendo um bom jogo trinta anos depois, com ação frenética, alguns defeitos europeus e sendo impressionante para um jogo do SNES, esse relançamento preserva o jogo e o leva a um público maior. Apesar da minha zoação lá em cima de que a Carbon Engine é só um nome gourmet para emulação, é uma emulação bem feita. E tem extras convincentes que o separam outras emulações que não oferecem nada além do jogo. O preço do jogo é convidativo aqui pro público brasileiro, com quase todas as versões saindo por R$ 32,99 no Switch e no PC (tanto no Steam quanto no GOG) e por R$ 49,50 no PS4/PS5, o que apesar de mais caro, ainda está abaixo do tabelamento da PSN, onde um jogo de 10 dólares usualmente sai por R$ 53,90.)

Nota Final: 8.0/10

Rendering Ranger: R² [Rewind] está disponível para PC, Playstation 4, Playstation 5 e Nintendo Switch, esta análise foi feita com uma chave de Playstation, cedida pela Ziggurat Interactive.

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Você sabia que Super Turrican 2 foi cancelado quando já estava pronto, e que as únicas cópias terminadas do jogo foram vendidas somente na Colômbia?

Pelo menos é o que afirmava uma revista brasileira de jogos nos anos 90, e é uma mentira mais cabeluda que a juba que cultivei por um ano. Mas por quê comecei esse texto com um factoide mentiroso, você, meu leitor imaginário, se pergunta.

Se o título do texto não entregou que falaremos de Turrican Anthology, o parágrafo de abertura deve ter deixado isso bem claro. Mas enfim, para quem cresceu apenas com consoles como Mega Drive e Super NES, pode ter ouvido sobre a série apenas com as versões para tais consoles (incluindo o péssimo porte de Turrican 1 pro Mega Drive), mas nos computadores na Europa, Turrican foi um fenômeno imenso, com versões para os computadores caseiros e consoles.

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A série tem uma certa treta, porque de um lado, temos a criação original de Manfred Trenz (criador de Great Giana Sisters e Katakis, sucessos do C64) e da Rainbow Arts, no Commodore 64. Por outro lado, temos o imensamente popular porte de Amiga, desenvolvido pela Factor 5. A série rendeu jogos até 1995, quando Super Turrican 2 fora lançado. Tentativas de migrar a série pro 3D foram feitas, mas nada foi concluído. A série “morreu”, mas ela não deixou de influenciar jogos futuramente, como os excelentes Gunlord X e Valfaris.

Mas a série começou a ensaiar a volta em 2018, graças a Analogue e a Strictly Limited Games, que lançaram Super Turrican: Director’s Cut, tanto no Analogue NT quanto em cartucho avulso para SNES. Essa versão contém o conteúdo que fora cortado do Super Turrican original por conta de contenção de custos da publisher, e rearranja as fases, tornando uma experiência diferente do jogo original. E no começo de 2021, a ININ Games lançou a Turrican Flashback Collection, que continha 4 jogos, Turrican, Turrican II: The Final Fight, Mega Turrican e Super Turrican. Haviam planos para uma Antologia com mais jogos, mas ela fora adiada, até que finalmente, no fim de julho de 2022, a Turrican Anthology finalmente chegava, dividida em dois volumes e trazendo um total de dez jogos. Confira nossa análise.

Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

O que tem e o que não tem na coletânea?

Logo de cara, uma coisa que se nota ausente nas compilações, são três jogos importantes (mais pelo significado do que pelos jogos em si), no caso, a versão original de Commodore 64 do Turrican, a versão de Commodore 64 de Turrican II: The Final Fight, e o jogo Super Turrican de NES, no caso, os três são obras do criador da série, Manfred Trenz.

Na compilação, encontra-se a trilogia do Amiga, no caso Turrican, Turrican II: The Final Fight e Turrican III: Payment Day, o Mega Turrican de Mega Drive, que é curiosamente a versão original de Turrican III, mas não havia quem publicasse o jogo até 1994, quando a Data East adquiriu os direitos do jogo. E três jogos do SNES, o Super Turrican, o Super Turrican 2 e o Super Turrican: Director’s Cut, que mencionei na introdução da análise. Os outros três jogos da coletânea são versões Score Attack de Mega Turrican e Super Turrican, e uma versão Director’s Cut de Mega Turrican, que não tem tanta diferença pra versão original, a não ser a área secreta depois da seção do elevador, que vai estar desbloqueada de cara (no original, você tinha que ter uma quantidade determinada de pontos para acessar).

Um fator determinante contra a possível compra dos jogos, é que justamente eles estão divididos em duas coletâneas, com o volume 1 contendo Turrican 1, 2, Super Turrican, Super Turrican: Director’s Cut e Mega Turrican: Score Attack e o volume 2 contém Turrican 3, Mega Turrican, Mega Turrican: Director’s Cut, Super Turrican 2 e Super Turrican: Score Attack. Ou seja, quem quer jogar todos os jogos de maneira conveniente, terá de fazer duas compras.

E considerando o atual estado das coisas, a compra da edição de colecionador (física) de Turrican Anthology com os dois volumes se torna difícil pra quem não tem tanto dinheiro assim sobrando. Claro, ela tem itens que valem a pena o investimento (documentário em Blu-ray e uma caralhada de coisas), mas vamos combinar, é caro.

Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

Tretas em um mundo distante…

Eu honestamente não vou pegar o roteiro dos jogos, porque são pelo menos cinco histórias diferentes (Turrican 1, 2, 3, Super Turrican e Super Turrican 2). Mas, do que dá pra entender dos manuais, O segundo e terceiro jogos da série são conectados (mesmo protagonista), assim como Super Turrican e Super Turrican 2.

O trabalho de porte dos jogos foi feito pela Ratalaika, que vem trabalhando com esse tipo de jogo tem algum tempo, até mesmo em parceria com a ININ Games, nos casos de Cotton e da própria Turrican Flashback. Os jogos tem os recursos que esperamos desses relançamentos, sistema de save state, rebobinação, nada que não saibamos. Felizmente, no caso das versões de Amiga, Turrican era um dos jogos que utilizava dois botões, logo, nada daquela palhaçada de apertar pra cima pra pular, tão comum em jogos europeus dos anos 80/90.

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Não se engane, Turrican é uma série europeia, então você já sabe o que esperar, alta dificuldade, saltos de fé e mortes estúpidas. Mas ainda assim, são jogos excelentes que são Run N’ Guns com fases gigantes e abertas a exploração. Claro, que nos últimos jogos (em especial Super Turrican 2), as coisas são mais lineares, mas enquanto que não são áreas necessariamente interligadas como em Metroid, a maioria da série não segue um design de fases linear.

Power-up’s estarão a disposição do jogador pra ajudá-lo a passar pelas tretas, então fique atento a que tipo de arma se adequa ao seu estilo de jogo. Algumas fases serão com jogabilidade de shooter, dando assim uma variedade ao pacote final (individual) de cada jogo.

Turrican Anthology
Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

A música rouba a cena, apesar dos bons gráficos

Os dois primeiros Turrican’s de Amiga estão certamente entre os melhores jogos da biblioteca do computador, por uma boa razão. E os jogos possuem um bom trabalho no departamento, contando com bons efeitos visuais, camadas de parallax em certos estágios. Os chefes são enormes e marcantes, apesar de não contarmos com o Dolph Lundgren gigante…

Tá, essa foi uma piada que só quem sabe que o segundo jogo recebeu portes para Mega Drive, Game Boy e Super NES (esse cancelado, apesar de 95% dele estar pronto – Faltavam alguns retoques em animações e som), só que deram uma de Tectoy e colocaram uma skin de Soldado Universal no mesmo. Pelo menos esses portes de Turrican em console eram decentes, ao contrário do que foi feito com Turrican 1, mas divago).

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Eu comentei sobre os dois primeiros jogos, mas isso não quer dizer que o resto seja não marcável, porque eles possuem um bom trabalho de pixel art… Só não posso dizer o mesmo dos personagens criados nas cutscenes, que tentam passar uma aura de anime, mas parece mais o trabalho feito por alguém que ouviu o conceito do que é anime, porque PUTA QUE PARIU QUE GENTE FEIA E MAL DESENHADA! Desculpem, eu precisava disso.

Mas, se tem uma razão pela qual vale a pena jogar a série Turrican, é a trilha sonora, composta por Chris Hülsbeck, compositor que tá no meu top 5 favoritos, junto com Yuzo Koshiro, o finado Koichi Sugiyama e outros dois zés que não lembro no momento. As músicas de cada jogo são absolutamente fantásticas, em especial as de Turrican II: The Final Fight. Recomendo ir no YouTube e ouvir a trilha de Turrican 2, não vai se arrepender.

Turrican Anthology
Reprodução: Factor 5, Ratalaika Games, ININ Games

Recomendado com ressalvas

Turrican Anthology Vol. 1Vol. 2 valem a pena? Pelo lado positivo, tem a comodidade de não precisar ter que emular o Amiga pra jogar os jogos, poder ter eles facilmente acessíveis e tudo mais.

Por outro lado, os jogos estão divididos em duas coletâneas e comprando um ou outro você não vai ter a série inteira. Honestamente, se substituíssem os Score Attacks pelas versões de C64 e adicionassem o jogo de NES, valeria mais a pena.

Turrican Anthology Vol. 1 e Turrican Anthology Vol. 2 estão disponíveis para PlayStation 4 e Nintendo Switch.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela ININ Games.

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