Arquivos Super Mario Bros. O Filme - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/super-mario-bros-o-filme/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 04 Apr 2026 14:23:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Super Mario Bros. O Filme - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/super-mario-bros-o-filme/ 32 32 O que o sucesso do filme de Minecraft nos ensina? (Pro mal e pro bem) https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/19/o-que-o-sucesso-do-filme-de-minecraft-nos-ensina-pro-mal-e-pro-bem/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/19/o-que-o-sucesso-do-filme-de-minecraft-nos-ensina-pro-mal-e-pro-bem/#comments Sat, 19 Apr 2025 21:37:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20104 Eu não sei se o Diogo levou o pimpolho dele pra assistir “Um Filme Minecraft”, mas é inegável que o filme pode ser considerado um sucesso e hit (faturou no momento desse texto, quase 600 milhões de dólares), apesar da qualidade bastante questionável. E não, a desculpa de que “É pra criança” não cola pra […]

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Eu não sei se o Diogo levou o pimpolho dele pra assistir “Um Filme Minecraft”, mas é inegável que o filme pode ser considerado um sucesso e hit (faturou no momento desse texto, quase 600 milhões de dólares), apesar da qualidade bastante questionável. E não, a desculpa de que “É pra criança” não cola pra um produto abaixo do ideal. E as pessoas que eram crianças quando Minecraft explodiu também merecem um produto melhor.

Porém, esse sucesso todo, aliado a muitos fracassos tanto na indústria dos jogos quanto na cinematográfica me fez pensar numa coisa, e veio a ideia de fazer esse texto. O que esse sucesso do filme de Minecraft (e vou colocar no balaio aqui, o sucesso do filme de Five Nights at Freddy’s, que faturou 300 milhões num orçamento de 20 milhões) representa pra industria e público num geral, tanto pro bem, quanto pro mal? Não sei o quão grande esse texto vai ser, então vamos começar.

Reprodução: Sony

O lado ruim: A mediocridade é recompensada no peso da ip

Isso é algo que é extremamente comum na indústria de jogos, só olhar as listas de jogos mais vendidos do ano, você vai ter lá, apesar das críticas, das abusivas microtransações que fazem um gacha parecer bonzinho, Madden, NBA 2K, o EA FC e Call of Duty no topo. As surpresas foram Helldivers 2 e Elden Ring (impulsionado pelo DLC), mas a maioria é parte de franquias anuais. E o fato é que o peso da ip de Minecraft foi o suficiente pra fazer com que o filme faturasse muito.

Ainda que essa tendência esteja mudando com muitos jogos AAA ocidentais com performance abaixo do esperado (A Ubisoft foi de jogo de performance ruim a jogo de performance ruim por todo 2024, e a controvérsia de Assassin’s Creed Shadows levou o jogo a ser adiado pra 2025), em 2024 mesmo com ip’s de peso, como Star Wars e Dragon Age, não foi o suficiente para se converter em vendas, a falta de qualidade em Minecraft não foi o suficiente para deter o sucesso do filme, mas ao menos deteu uma projeção de que o filme faturaria mais que o filme de Mario (com o resultado do primeiro fim de semana, alguns especularam que Minecrafr bateria Mario, mas agora a projeção de Minecraft é pra pouco menos de um bilhão de dólares de faturamento).

Mas, o sucesso do filme é o triunfo da mediocridade. Deixando de fim a negatividade, vamos aos positivos do sucesso de Minecraft.

Reprodução: Double Eleven, Mohjang Studios

Não saíram ofendendo os fãs ao sinal de críticas

Lembram do primeiro teaser trailer do filme? A internet inteira se uniu em um ódio coletivo a esse trailer, porque foi uma as coisas mais “boomer velho sem contato com a realidade fazendo filme para o jovem” que eu já vi. Todo mundo zoou o trailer a torto e a direito. Curiosamente, uma coisa que não ouvi após esse trailer, foi a produção do filme ou alguém do elenco saindo pra xingar os fãs de racistas, fascistas, homofóbicos ou qualquer outra variante, coisa hoje que é comum em especial na indústria de jogos, mas vem acontecendo nos filmes desde o Caça Fantasmas de 2016.

A produção aguentou as críticas de pé, e os trailers posteriores não sofreram essa torrente de críticas, e os fãs mais fervorosos de Minecraft recuperaram o otimismo em relação a produção. Se esse otimismo é justificado, agora olhando pro filme finalizado, são outros 500, porque assim como o filme de Super Mario Bros., a aventura do filme de Minecraft é menos genérica. (Fica aqui a minha tangente de que a Anya-Taylor Joy não ficou muito boa de Peach, e o Chris Pratt se saiu melhor do que o esperado, mas divago).

Imagine se durante a produção de filmes como o Caça-Fantasmas de 2016, As Panteras de 2019, os remakes da Pequena Sereia e Branca de Neve, os produtores e elenco não saíssem atacando todos os críticos, e os classificando como machistas, misóginos racistas? Porra, no caso da Branca de Neve, o produtor teve que viajar pra dar um esporro na Rachel Zeigler pra ela parar de falar merda! Ainda que não fossem faturar tanto, as pessoas iriam ver esses filmes com a cabeça mais aberta se a produção não passasse tanto tempo espantando o possível público alvo. E o remake da Pequena Sereia teria de fato se pagado nos cinemas, porque dos filmes que mencionei, foi o mais bem sucedido.

Reprodução: Silver Cow Studio

Foi uma produção (quase) livre de polêmicas

Dungeons & Dragons: Honra entre rebeldes foi um baita filme baseado em Dungeons & Dragons, porém… O filme fracassou nos cinemas. O motivo? Durante a produção, alguém disse que o filme seria uma obra de empoderamento feminista e blá blá blá. Isso, devido ao clima atual, coloca as pessoas com um pé atrás. Todo mundo está mais do que cansado da trope da girlboss. Só que o filme não é essa obra que falaram, é um filme competente e bastante divertido, mas devido a essa declaração, ninguém foi ver. E mais recentemente, a Marvel matou a animação de MUITA GENTE para o novo filme do Quarteto Fantástico.

Eu tinha minhas reservas pessoais de ver a Vanessa Kirby como Sue Storm (pessoalmente, a Sue deveria ser um cadinho mais jovem, a Kirby tem a minha idade) e o Arroz de Festa Pedro Pascal interpretando Pedro Pascal, digo, Reed Richards, mas o primeiro teaser trailer me deixou esperançoso, era o tipo de filme que a Marvel precisa, que elenco a parte, poderíamos ter algo bom. Porém, estava bom demais pra ser verdade, porque a Vanessa Kirby e Joseph Quinn deram declarações que brocharam não só a mim, mas muita gente que estava ligeiramente otimista com o filme. Kirby comentou que o filme será uma obra de empoderamento feminista, enquanto que Quinn disse que seu Johnny não será um cara flertador “machista”. Sim, o mesmo Quinn que fazia muita gente que conheço molhar as calcinhas depois de Stranger Things. (A pessoa de quem falo sabe quem é, VOCÊ NÃO ME ENGANA). Ou o filme vai ser uma desgraça, ou essa é uma sabotagem e tanta, tal qual foi em D&D. Pra esse tipo de coisa, você fica calado, no clima atual, as pessoas estão sensíveis e qualquer coisa mínima é motivo pra briga em rede social.

Minecraft por outro lado, passou sua produção praticamente livre de qualquer tipo de polêmica barata. Digo praticamente, porque uma das pessoas que faria um cameo no filme, a streamer Rachell Marie “Valkyrae” Hofstetter deu uma declaração de que Jason Momoa teria destratado uma pessoa no set e tal. Só que a polêmica morreu rapidamente, e o cameo de Valkyrae foi removido. Duvido que tenha sido algo muito grave, creio que tenha sido mais uma coisa do estresse do ritmo de gravações, porque nenhum outro problema foi reportado.

Reprodução: Telltale Games

O público alvo FOI ASSISTIR

Isso também vale pro filme de Five Nights at Freddy’s. Uma das coisas que vemos na indústria dos jogos, são produções que tem um público alvo, a chamada audiência moderna… Que parece não existir. Ou é pequena demais pra fazer um jogo ser bem sucedido. A tal audiência moderna parece mais focada em falar no twitter, no Blue Sky e outros locais, que você PRECISA jogar o “Flopperson Xtreme Bidennus”, caso contrário você é um preconceituoso, rachista, macista, misógino, transfóbico e eleitor do Trump/eleitor do Bolsonaro (mesmo que você não more nos EUA/mesmo que você tenha votado no Lula). Só que elas mesmas não compram tais jogos. Se o jogo foi feito pra você, porque você não comprou? Falar é fácil, se você quer que o jogo seja bem sucedido, compre… Ou você, tal criatura da audiência moderna, vai esperar o streamer modinha jogar o jogo pra formar sua opinião?

O público de Minecraft, assim como o de FNAF, vestiu a camisa e foi aos cinemas, ainda que parte do púbico (de Minecraft) tenha estado mais preocupado em fazer bagunça e arruinar o dia de quem limpa as salas de cinema. O fato é, esse público de Minecraft e FNAF, VOTOU COM A CARTEIRA. Porque não adianta nada você fazer uma defesa de um Dustborn ou Concord da vida, se você sequer vai jogá-lo. Sim, eu entendo que os jogos estão caríssimos, e são entretenimento de luxo. Mas se você, que está interessado no jogo, pode se dar a opção de não comprar o jogo que quer porque está caro… Porquê eu, que não estou interessado no jogo, não tenho essa opção? Tremenda hipocrisia.

Reprodução: Mohjang

Finalizando…

A conclusão que chegamos com o sucesso do filme de Minecraft, é que apesar da mediocridade, o peso da ip PODE ajudar no sucesso, se a produção não passa seu tempo atacando o público alvo e espantando o público alvo. Ter uma produção livre de polêmicas e declarações polêmicas também vai ajudar, mas principalmente… O público alvo PRECISA TAMBÉM colaborar para que o produto seja um sucesso. Isso vale pra filmes, mas pode ser muito bem aplicado a jogos, com sucessos como Black Myth Wukong, Hogwarts Legacy, Space Marine 2, Split Fiction e Stellar Blade. A mensagem principal desse texto pras produtoras é: não desrespeite seu público. E para os jogadores, independente de sua crença: Vote com sua carteira e não seja um hipócrita.

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Um amigo decidiu presentear a minha família com ingressos para assistirmos Super Mario Bros. O Filme, o que aconteceu nesse domingo. Posso dizer que antes de ir ao cinema, estava um pouco apreensivo em como seria a sessão que encararia.

Só conseguia pensar em diversos adolescentes e adultos gritando junto as crianças, o que para a minha surpresa se provou errado. Não sei. Talvez por ser domingo de Pascoa, mas foi bem tranquilo. E ver meu filho se divertindo e detonando um balde de pipoca foi maravilhoso.

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Essa foi a primeira vez que o levo ao cinema para assistirmos algo junto, e que baita experiência positiva eu tive. Mas você, leitor, deve se perguntar: E as críticas Diogo? Os críticos não gostaram!

Para responder a isso, vou dedicar alguns parágrafos, mas o que posso dizer de antemão é que não estão de todo errado.

Me acompanhe.

Créditos: Illumination/ Nintendo

OS CRÍTICOS CRITICAM E OS FÃS CHILICAM

Por conta da internet, cada vez mais críticos sofrem ataques por conta dos inúmeros influencers que se lançam como “opinadores” profissionais ou do usuário médio que não consegue ver o objeto do seu desejo receber avaliações negativas, levando a critica como um ataque pessoal.

O que não faz muito sentido quando paro para pensar a respeito, até porque quando escrevemos uma crítica, existe muita coisa envolvida, desde toda a bagagem do autor e até o seu gosto pessoal.

Uma crítica negativa não significa que a obra não possa ser um sucesso de bilheteria ou mesmo que seja de toda ruim, visto que existem vários fatores envolvidos.

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O maior deles é o publico alvo e amplo que a obra é capaz de atingir, então mesmo que seja apontado problemas em uma animação, isso não vai mudar a experiência que você poderá ter com ela.

Não é como se avaliações tivessem o poder de ditar o que você irá sentir ao gastar algumas horas dentro de uma sala de cinema. Cabe um pouco da amadurecimento para entender que o mundo não se resume ao seu gosto pessoal ou esse efeito manada emburrecedor das rede sociais.

Créditos: Illumination/ Nintendo

SUPER MARIO BROS. O FILME

Dito isso, preciso dizer que uma das melhores decisões que a Nintendo podia ter tomado com relação ao filme foi escolher a produtora Illumination Entertainment. Quem tem filhos pequenos e assistiu centenas de vezes as animações da produtora sabe o nível de qualidade das animações.

Mesmo que ainda não fujam dos design dos personagens criados pela Nintendo, a produtora manteve muito do seu toque pessoal e alguma liberdade para tornar os personagens da BIG N muito vivos, coloridos e ainda mais cativantes do que já eram.

Também não vou dizer que o mérito é apenas da produtora, até porque Shigeru Miyamoto está envolvido com o projeto há mais de 7 anos, ou seja, antes mesmo do filme começar a ser produzido. E sendo um pouco puxa saco aqui, creio que foi graças ao envolvimento de Shigeru desde a concepção e durante a produção, que o filme conseguiu entregar tanto fanservice e ainda assim não ser uma obra pasteurizada.

Sendo direto, o filme consegue entregar uma das melhores animações baseadas em um personagem de vídeo game pelos motivos certos.

Créditos: Illumination/ Nintendo

AIN, LACRASSAUM

Se você acendeu o pavio de suas hemorroidas por achar que Peach roubou algum protagonismo, sinto em dizer que você estourou suas pregas a toa.

Primeiramente pelo motivo de que os personagens nunca tiveram muito da sua história desenvolvida profundamente, o que permitiu que o filme tomasse várias liberdades. Uma delas foi a de não comprometer a personalidade dos personagens e ainda expandir um pouco mais do que conhecíamos, como a família de Mario e Luigi, ou como Peach foi parar no Reino dos Cogumelos.

Mesmo assim, ouso dizer que sequer é um bom desenvolvimento, e isso se deve ao fato de que a ideia central era criar algo com que os fãs pudessem se conectar e ainda assim entregar um experiência agradável para quem não conhecesse os personagens.

Cito aqui um relato que Shigeru mesmo apontou em briefing divulgado em novembro do ano passado:

as pessoas que jogaram o jogo esperam uma experiência cinematográfica que seja fiel às suas memórias do jogo, enquanto aqueles que nunca jogaram esperam um filme agradável como uma peça de entretenimento independente.”.

Outro ponto é “Pelo amor de Deus” a personagem participa de corridas em Mario Kart, luta em Smash Bros e ainda compete em Mario Tennis e Mario Soccer. Ou tu não conhece ou tu só é mau caráter pra soltar uma dessa.

Créditos: Illumination/ Nintendo

MAS MAS MAS SUPER MARIO BROS. O FILME, É BOM?

Não vou entrar no mérito de spoilers ou contar qualquer coisa que possa comprometer a experiência dos fãs. Mas achei que seria interessante contextualizar a minha leitura da obra antes de “descer a lenha”.

Super Mario Bros. O filme não poupa fanservice e ele se sustenta inteiramente em cima disso, atirar referencias a tudo o que conhecemos dos jogos do encanador bigodudo.

Nem de longe é ruim, pelo contrário, o fiapo de história que o filme tem e as motivações dos personagens, mesmo que simples, tornam o filme leve e inofensivo para se assistir. O que nos leva a um dos motivos pelo qual os críticos provavelmente não gostara tanto do filme.

Enquanto toda animação atual busca tocar em elementos sensíveis, o filme do Mario vai na contramão e busca apenas e unicamente entreter. Ele não tenta ser Toy Story ou qualquer outra obra que busque grandes reflexões, mas sim que você passe uma tarde agradável com  sua família.

Nesse quesito o filme brilha tanto quanto uma estrela que confere poderes ao Mario e Luigi, pois não só busca arrancar gargalhadas com situações no mínimo curiosas, como também explora um pouco mais dos personagens da Nintendo que nunca foram lá muito desenvolvidos.

Créditos: Illumination/ Nintendo

CONCLUSÃO

Super Mario Bros. O Filme tem um fiapo de história que é mais do que suficiente para entreter toda a família. Ele não quer se aproximar de nenhuma outra animação que tenhamos visto, e isso faz todo o sentindo. Nintendo sabe a mina de vender brinquedos que tem na mão, e esse acerto com certeza vai abrir as portas para que outras IPs também ganhem adaptações cinematográfica.

– Oh, mas os críticos… mimimi

SUPERE. VOCÊ TEM QUASE 40 ANOS! Se divirta e aprenda a lidar com opiniões contrárias. E até onde eu sei, você não é acionista da Nintendo pra ficar comemorando número.

O que posso dizer é que o filme vale muito a pena, os personagens estão lá, você os reconhece e ainda vai vibrar com os combates. Preciso dizer, é sensacional as batalhas e como tudo é tão coeso desse universo cinematográfico que a Nintendo criou.

Super Mario Bros. O Filme vale muito a pena, recomendo.

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