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Selecionamos os 10 melhores jogos do console segundo a nossa opinião

Fazem 20 anos desde o lançamento do PlayStation 2, e de fato é um console que deixou muitas marcas na vida de muitos gamers. Eu mesmo já listei alguns dos motivos para se comprar um PS2 ainda nos dias de hoje.

Foi um console com uma biblioteca recheada de grandes títulos, uma pena que alguns, senão muitos desses títulos foram esquecidos ao longo das gerações seguintes. Os motivos podem ser os mais variados,  mas o objetivo aqui hoje é comemorar e não reclamar.

Hoje estamos aqui para celebrar os 20 aninhos do console, e a pauta veio de nosso amigo de longa data, Cosmão do Shugames, que também é membro do nosso grupo do WhatsApp (Sim, temos um grupo secreto) e sugeriu que listássemos 10 jogos do PS2 que nos marcaram.

Cá estou e abaixo vocês podem conferir o meu primeiro jogo da lista:

METAL GEAR SOLID 3: Snake Eater

20 anos de PlayStation 2

As razões pela qual Metal Gear Solid 3: Snake Eater é um dos meus jogos favoritos da franquia são inúmeros, vai além do fato de que eu sou fã do primeiro jogo e segue pela jogabilidade inovadora e sistema de cura do personagem.

Sofrer danos nesse jogo significa você precisar remover fragmentos, balas e até mesmo suturar para conter o sangramento. Como eu amo esse sistema de cura, sério.

MGS3 ainda continua sendo o melhor titulo da franquia e um excelente jogo, mesmo depois de tanto tempo. Mas nunca o joguei fora do console, mas vale lembrar que a versão HD está no Xbox Game Pass.

Shin Megami Tensei 3: Nocturne

20 anos de PlayStation 2

Shin Megami Tensei 3: Nocturne foi um dos jogos que me levaram ao ápice do estresse. Foi ali que encarei uma das batalhas mais estressante que pude vivenciar em jogos eletrônicos até os dias de hoje, graças ao El Matador.

Um toureiro que bate em seu time todo sem parar e com uma fúria digna de torcedor do timão quando o time perde o jogo. Sério. El Matador consegue derrubar todo o seu time com poucos ataques. Ele é o personagem que vai cobrar se você entendeu todas as regras do combate.

O jogo além de difícil é muito bom e possui uma historia intrigante e bem macabra. Só que ele não te pega pela mão e bate sem piedade a cada vacilo ou estratégia errada. Vai lá passar raiva com SMT3 Nocturne e depois volte aqui pra conversarmos.

Dragon Quest VIII – Journey of the Cursed King

20 anos de PlayStation 2

Foi o primeiro jogo da franquia, se a memória não me falha, totalmente em 3D. Personagens grandes, mundo para explorar e o combate abandonava a famosa tela estática de frente para os inimigos.

Foi paixão a primeira vista. Um dos primeiros RPGs que fechei após a compra do meu PlayStation 2, depois de ter ido morar sozinho. Quem me segue no Twitter, lembra dos meus relatos durante a jogatina e as reclamações quanto ao grinding.

É bonito, divertido e com uma história que apesar de clichê, continua sendo bem bacanuda. Só peca por conta do chefe final que não é difícil, mas continua sendo um dos meus favoritos. Hoje em dia é possível jogar DQVIII até no visor do microondas. Saiu para tudo que é plataforma, mas na época era um bom motivo pra ficar feliz por ter o PS2.

Front Mission 4

20 anos de PlayStation 2

É um baita jogaço e que consegue ser tão desafiador quanto SMT3 que citei la em cima. Talvez não tanto, mas não deve tá longe daquela métrica de dificuldade.

A ideia de ser um jogo de estratégia com wanzers, os gundam daquele mundo, realmente me atraiu. Eu joguei muito o primeiro jogo e aquela coisa de arrancar membros dos inimigos, taxa de erro ao atirar ou imobilizar ele causando danos a pernas e braços se tornava uma estratégia impar na hora de jogar. E isso tudo segue na franquia e até com algumas melhorias.

Gosto bastante também da dublagem, apesar de não ser o ponto forte aqui,  ela consegue passar um pouco da personalidades dos personagens e você meio que acaba se afeiçoando com um personagem e outro. Sua história é densa, alias, acho que é o ponto principal, pois mostra muito o lado politico da guerra e seus horrores.

Não jogue só Front Mission 4, vá atrás dos outros jogos também e se divirta.

MANHUNT

20 anos de PlayStation 2

Sujo, violento, mas muito violento e de maneira totalmente gratuita. Um jogo que amo mas que vejo como seria impossível ver sair qualquer coisa dele nos dias de hoje. Pelo menos não do modo que deveria e sem nenhum tipo de censura.

É um jogo que abraça todo o tipo de piada de mal gosto, violência (to chovendo no molhado de novo), gore e entrega na mão do jogador. É extremamente desafiador do início ao fim, recompensando o jogador com novas armas e com elas novas formas de execução.

Tem um dos vilões mais legais de todos os tempos (Falando nisso acho que preciso fazer uma lista sobre eles) dos videogames. O jogo saiu para todo tipo de plataforma, mas jogá-lo no PS2 era o caminho mais fácil no meu tempo.

Recomendado para quem tem estômago de aço e muita paciência.

PERSONA 4

20 anos de PlayStation 2

Esse daqui foi uma surpresa pra mim que havia jogado o Persona 2. Curiosamente o Persona 3 apesar de possuir conceitos interessantes, acho o quarto jogo infinitamente melhor.  Claro, aquele lance das armas invokers sumonar o Persona é mó legal, mas isso não vem ao caso agora.

Esse daqui é disparado o game mais famosa da franquia, foi a porta de entrada para muita gente conhecer a franquia. Sendo um spin-off de SMT, podemos dizer que conseguiu ser ainda mais famoso que a série que o originou. Também é mais amigável com o jogador e isso certamente ajudou em sua popularização.

Gosto muito do jogo mas é preciso dizer que o sistema de social link pode não agradar muita gente. Claro, não to dizendo que é ruim mas ele basicamente te obriga a se aprofundar no background de determinados personagens para que você possa melhorar seus personas.

É jogaço, vai lá conhecer.

Urban Chaos: Riot Response

20 anos de PlayStation 2

Não confundir com um game a lá GTA do PC e que saiu no PS1, pois esse daqui se trata de um baita FPS frenético da Rockstead.  Sim, a mesma responsável pelos jogos de sucesso da franquia Batman.

No jogo fazemos parte de um esquadrão chamado carinhosamente de T- Zero (Tolerância Zero) que chega na bala e sem muito papinho. Um esquadrão criado para lidar com os Burners, um bando de sociopata incendiário que estão focado em tomar a cidade.

O jogo entrega muita ação e missões com um arco de dificuldade até elevado. Pra se virar nesse caos todos temos a disposição armamento pesado para conter as hordas de inimigos e bombeiros e policiais para nos dar apoio.

O jogo tem lá os seus defeitos, mas isso aqui não é reviews, então só digo que vale a pena for fugir a mesmice dos FPS mais tradicionais. Corre lá conferir.

Twisted Metal: BLACK

20 anos de PlayStation 2

É o meu jogo favorito da franquia no PS2 por diversos motivos, entre eles o mais importante de todos: Nostalgia.

Esse é um jogo que tive o prazer e oportunidade de comprar original para o console, e aproveitar todo o contexto da obra, desde seu manual no formato do diário do Crazy8, além de uma trilha sonora incrível e toda a insanidade que a franquia podia oferecer na plataforma do PS2.

Cada personagem com um background mais macabro que o outro, destaque para a Dollface que teve sua cabeça presa a uma mascara de boneca quando criança, e a medida que foi crescendo a mascara está esmagando o seu rosto.

Estamos falando de um jogo de corrida de destruição com personagens de background extremamente bizarro. Falei que enfrentamos um maldito helicóptero?

Jogue, ouça a trilha sonora, se lambuze todo com Twisted Metal Black, pois vale a pena.

GOD OF WAR

20 anos de PlayStation 2

Uma das franquias mais legais do console, em minha opinião. Foi um dos meus primeiros contato com o console na época de lançamento, e a batalha contra a Hidra um dos momentos mais épicos já visto em jogos naquela época.

É meio que chover o molhado falar muito do jogo, até porque é um jogo que raramente sai da boca dos gamers, seja pra elogiar ou falar mal. O jogo é incrível e sinceramente, não envelheceu quase nada, apesar de que sua fórmula meio que cansou, apesar de achar isso meio exagero, afinal depende muito do gosto.

GoW continua sendo um titulo que merece a atenção seja de você que tem um PS2 ou um PS4 e ainda não o tenha jogado. Nem sei 

Dragon Ball Budokai Tenkaichi 2

20 anos de PlayStation 2

O meu jogo favorito da franquia. Cheguei a jogar o terceiro que possui ainda mais personagens, mas esse segundo é o meu xodó.

Fiz todos os finais e desbloqueei todos os personagens na raça. Morri a cada loading, que são incrivelmente demorados, mas ainda assim me divertia horrores. Chegava a chamar uns primos e até meu irmão só pra surrá-los.

O fato de ser possível transformar-se em super sayaijin durante o combate e até executar fusões, quando jogado em time, oferecia uma das experiências mais legais que se podia ter com um jogo do DBZ.

Oras, quantos games você conhece que é possível transformar-se em SSJ e ir até o SSJ3 e voltar a forma normal. Lembrando que as transformações influencia automaticamente na força e estilo de combate, lembrando que nem entrarei na questão de levels dos itens equipáveis.

Na boa, acho que ainda está pra nascer um jogo tão incrível quanto foi DB Budokai Tenkaichi 2. Não joguei ainda DBZ Kakarot, mas se estiver nesse nível, ficarei bem feliz.

CONFIRAM O TOP 10 DOS MEMBROS DO GRUPO

COSMÃO “RABUGENTO” KRAMER

10 – Dragon Quest VIII – Journey of the Cursed King 
09 – Shadow of the Colossus
08 – Rachet and Clank
07 – Okami
06 – Prince of Persia – Sand’s of Time
05 – Burnout 3 – Takedown
04 – Black 
03 – Final Fantasy X
02 – God of War
01 – Grand Theft Auto – Sand Andreas

JEAN “CHEATER” LIMA

10 – Prince of Persia – Sand’s of Time
09 – Midnight Club 3
08 – Tomb Raider – Underworld
07 – Call of Duty – World at War
06 – Manhunt 2
05 – Mortal Kombat – Shaolin Monks
04 – Crash Nitro Kart
03 – Devil May Cry
02 – Need for Speed Underground
01 – TEKKEN 5

DOUGLAS “FIFEIRO” BATISTA

10 – Capcom vs SNK
09 – Need for Speed Most Wanted
08 – Mortal Kombat Armageddom
07 – Marvel vs Capcom 2
06 – Call of Duty
05 – Darkwatch
04 – Silent Hill 2
03 – BLACK
02 – Silent Hill – Shattered Memories
01 – Resident Evil 4

LUKE “ALVANISTA GUY” NAKAMA 

10 – BEN 10 – Protectors of Earth
09 – Blood Roar 4
08 – Grand Theft Auto – Sand Andreas
07 – The Simpson’s – Hit and Run
06 – Bakugan – Battle Brawlers
05 – Clash of the Titans
04 – Sonic Riders
03 – Guitar Hero III
02 – Dragon Ball Budokai Tenkaichi 3
01 – Naruto Shippuden Ultimate Ninja 5

ALEXIS “MOVIE WATCHER” TEXAS

10 – Jak and Daxter – The Precursor Legacy
09 – Burnout 3 – Takedown
08 – Viewtfull Joe
07 – Prince of Persia – Sand’s of Time
06 – Grand Theft Auto – Vice City
05 – Shadow of the Colossus
04 – Captain Tsubasa
03 – Final Fantasy X
02 – Devil May Cry 3
01 – Persona 3 FES

Espero que tenham gostado dessa pequena homenagem aos 20 anos do PlayStation 2. Um console que até hoje continua vivo na mente de muita gente e que milhares de pessoas ainda jogam ao redor do mundo.

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É difícil acreditar que o Brasil consegue produzir alguma coisa em meio a tanta falta de incentivo cultural e criativo, você sabe, afinal, desde pequenos somos alvejados por produções internacionais. Sempre os filmes americanos, sempre os animes japoneses, sempre as bandas internacionais. A culpa não é nossa, infelizmente, alguma coisa nos impede muitas vezes de lembrar que o brasileiro é muito engenhoso, e quando têm recursos para isso, podemos criar qualquer coisa. Por exemplo, o rádio, o Walkman, a máquina de escrever, e até o painel eletrônico para marcar quem entra e sai do campo de futebol.

E nos videogames, então, nossa, é mais comum que as propagandas de 0900 da década de 90. Essas propagandas acabaram, mas a falta de acreditar que os estúdios brasileiros conseguem criar jogos tão bons quanto os americanos e japoneses, isso ainda continua.


Peguemos como um dos exemplos mais básicos que aconteceu com a franquia Wonder Boy no Master System, originalmente é uma produção japonesa. De repente, nos anos 90, colocaram a Turma da Mônica no lugar dos personagens originais. Isso poderia ter acontecido com qualquer outro jogo, poderiam ter feito com Psycho Fox, era só trocar a raposa pela Mônica e o corvo pelo Sansão. No entanto, resolveram fazer essa substituição no Wonder Boy, e não é que isso ajudou a elevar as vendas do jogo no país? Tinha até propaganda na TV. Quem não queria jogar Mônica no Castelo do Dragão ou Turma da Mônica: O Resgate? Se não fosse por isso, seria apenas um jogo a mais. O marketing da Tectoy foi tão forte e certeiro que, para quem veio daquela época, não dá para pensar em Wonder Boy sem pensar também na Turma da Mônica.




E se eu dissesse que o seu próximo Shadow of the Colossus está em Distortions? Aí vai dizer, não, porque nada supera. Por isso, não tenha medo de conhecer as coisas, principalmente, não tenha medo de sair da zona de conforto. Deixe de lado qualquer sintoma de viralatismo, até porque isso é um pensamento do início do século XIX. Não poder dizer que gosta de algo porque foi feito no Brasil? Então, deveríamos sentir vergonha de comer arroz e feijão no almoço, sinta vergonha de comer brigadeiro em festa de aniversário. E de volta aos jogos, já ouvi criador brasileiro dizer que não gosta quando escrevem que o jogo foi produzido no Brasil – Por que sentir vergonha disso?




Mas eu acredito que tenham pessoas que ainda esperam que os estúdios brasileiros produzam algo a nível Triple A. E neste momento não precisamos esperar muito, a produção do estúdio Among Giants está aí como um Triple I – jogo indie de alto custo.


É possível enxergar muita coisa aqui, a começar com as cenas em vídeo, e no que diz respeito a personagem, conseguem alcançar o nível das modelagens da Quantic Dreams. O in-game mostra um visual do fim da geração PS2 com mecânicas da geração PS1 – encontre objetos, desvende puzzles, não dá pra chegar naquele ponto até desbloquear um novo poder, e a novidade fica por conta do violino e as partituras que ensinam novas músicas que darão mais vida aos cenários, além de ajudar a vencer hordas de inimigos e demais obstáculos pelo caminho. Use a memória para decorar sequências de poderes e usá-los nos momentos mais oportunos, vale também anotar no caderno para não se perder depois.




E como o jogo pune a pessoa do controle? Não tem game over ao morrer, a personagem volta para o último ponto. Isso acontecia muito na geração PS2/Xbox 360 e ainda acontece em vários jogos, mas podemos voltar a lembrança em Secret of Monkey Island, da LucasArts, que já naquele 1990 trazia um jogo onde não existia tela de game over.


Percebeu quantas passagens tivemos aqui? Diante do videogame, e desde o Atari, jogadores crescem com muitas referências externas. Se isso não fosse verdade, ninguém escreveria Blazing Chrome e Contra Hard Corps no mesmo texto.




E se tem algo que os estúdios brasileiros conseguem fazer de melhor é contar história. Aprendemos isso com nossos avós, e Monteiro Lobato. É incrível que na oportunidade de criar jogos, o brasileiro consegue dar a volta por cima ao criar jogos que conseguem conversar com quem está no controle, ao invés de pedir que apenas apertemos botões para chegar ao final. E pode ter certeza que tem muito estúdio internacional atentos para o que está sendo feito por aqui.




Quando possível, separe um tempo do console, liga o PC e procure por Distortions no Steam, e garanta uma produção reconhecida em 10 categorias, sendo 5 prêmios – Melhor Jogo, Melhor Tecnologia, Melhor Jogo Brasileiro e Escolha do Público no BIG Festival, Ideia Mais Original e Melhor Jogo da BGS10 (São Paulo/2017). Só fique atento com a configuração, o jogo é brasileiro mas não é humilde.


E encerro aqui com meu agradecimento ao Cyber Woo, por abrir esse espaço no Arquivos do Woo para compartilhar com vocês essa experiência com Distortions.


*O jogo Distortions foi analisado com uma chave digital fornecida pela Among Giants.


Distortions [PC]
Desenvolvedora: Among Giants
Publisher: Among Giants

Data de Lançamento: 02/03/2018


Essa analise feito por nosso amigo Marvox do blog Marvox Brasil.

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