Arquivos RUST - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/rust/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 03 Nov 2023 13:38:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos RUST - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/rust/ 32 32 Archetype Arcadia | Pela irmãzinha! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/03/archetype-arcadia-pela-irmazinha/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/11/03/archetype-arcadia-pela-irmazinha/#respond Fri, 03 Nov 2023 17:26:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15562 Se você é um jogador das antigas, o nome Kemco certamente é associado com a série Top Gear, já que com exceção dos dois últimos títulos (RPM Turning e Top Gear Downforce não foram publicados por ela), era comum ver o nome da Kemco na capa ou tela título dos jogos. Claro, que não foi […]

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Se você é um jogador das antigas, o nome Kemco certamente é associado com a série Top Gear, já que com exceção dos dois últimos títulos (RPM Turning e Top Gear Downforce não foram publicados por ela), era comum ver o nome da Kemco na capa ou tela título dos jogos. Claro, que não foi só isso que eles publicaram lá no passado, haviam outros jogos, inclusive alguns de índole questionável, como Batman Beyond: Return of the Joker (N64/PS1/GBC), Catwoman (GBC), Batman: Dark Tomorrow (Xbox/Game Cube), além da série Crazy Castle.

Após o período de hiato no meio dos anos 2000, a Kemco passou a focar no mercado mobile com uma míriade de RPG’s, que você deve ter esbarrado graças aos portes no PS3, PS4, PS Vita e outras plataformas, mais recentemente. Não apenas RPG’s, a Kemco também passou a trabalhar em visual novels, em conjunto com outras desenvolvedoras.

Em Outubro de 2021, a Water Phoenix e a Kemco lançaram no Japão, para Playstation 4 e Nintendo Switch, a novel Archetype Arcadia, que três meses depois (janeiro de 2022) apareceria nos PC’s, com um porte mobile aparecendo mais tarde no mesmo ano. E agora, dois anos depois de seu lançamento japonês, graças a PQube (que já havia localizado outra novel da Kemco, Raging Loop), Archetype Arcadia chega ao ocidente. Confira a nossa análise.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

A Internet tem a salvação para a nossa irmãzinha

O jogo se passa em um mundo pós-apocalíptico onde uma doença misteriosa chamada ‘Peccatomania’ (Também conhecida como Pecado Original) destruiu a maior parte da humanidade. A história gira em torno de Rust e sua irmã, vagando por terras vazias e procurando desesperadamente por outros humanos vivos. Todos os outros seres humanos foram supostamente vítimas desta doença que faz com que aqueles que sofrem de insanidade, ilusões sensoriais e impulsos autodestrutivos incontroláveis. A única maneira de controlar esses sintomas é passar um tempo dentro de um jogo virtual chamado Archetype Arcadia.

Rust não sofre da doença, mas quando um dia sua irmã misteriosamente fica inconsciente, ele deve entrar no jogo virtualmente envolvente e navegar neste mundo invisível para encontrar uma solução para sua irmã. Dentro do jogo existe um mundo totalmente novo cheio de pessoas e monstros. Um mundo em que usar um dispositivo de jogo permite aos jogadores utilizar memórias poderosas e avatares correspondentes para lutarem entre si. Embora esta existência virtual supostamente atrase a doença, ela também traz consequências graves.

Enquanto Rust luta neste estranho mundo em busca de uma cura, ele conhece várias pessoas com identidades e origens inesperadas, faz amizades inquebráveis e, sem dúvida, alguns inimigos ao longo do caminho. A história e premissa de Archetype Arcadia não são incomuns, mas são interessantes, ainda que seu protagonista seja um tanto ingênuo e otimista em excesso, considerando que o mundo lá fora está uma merda.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

A longa duração é sua força, mas também é sua fraqueza

Dentre as visual novels que já analisei aqui no Arquivos do Woo, Archetype Arcadia certamente está entre as mais longas, com cerca de cinquenta horas de conteúdo, que pra quem é fã do gênero, é um custo benefício, considerando os diversos finais que o jogo possui. Mas também é uma das fraquezas do mesmo, já que o começo arrastado pode afastar alguns, e a longa duração também acaba cansando.

Porém, para aqueles que perseveram (depois de sobreviverem ao protagonista ultra otimista), temos uma história envolvente com seus altos e baixos, dividida em oito capítulos. A trilha sonora é um dos principais fatores responsáveis pela atmosfera do jogo, especialmente a melancolia pretendida. A dublagem, apesar da maioria do elenco não ter muitos papéis (de acordo com o VNDB), cumpre bem o exigido com performances decentes.

O estilo gráfico da Novel é o que esperamos de visual novels japonesas, artes bem desenhadas, cenários lindos (e pós apocalípticos), e sprites bacanas. Nada muito sensacional, mas não é de se jogar fora.

Reprodução: Kemco/Water Phoenix/PQube

Talvez numa promoção

Archetype Arcadia é uma visual novel decente com uma premissa interessante, mas que tropeça no começo arrastado e na duração longa demais para a história. Mas, acho que 149,50 é um pouquinho demais pra uma Visual Novel. Então talvez numa promoção, quem sabe.

Nota Final: 8/10

Archetype Arcadia está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch e PC, com a análise feita com uma chave de PS4, gentilmente cedida pela PQube.

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Fallout 76 chegou com a promessa de suprir nossas necessidades de Fallout e com o plus de nos permitir jogar com os amigos. Ninguém pediu uma função online, mas ela acabou vindo assim mesmo.

Oras, Fallout 4 conseguiu nos proporcionar uma experiência single player muito gratificante, logo a possibilidade de algo dar errado se a Bethesda abrisse a porta do multiplayer eram baixíssimas.

É, pelo menos era o que pensávamos.

O PRIMEIRO CONTATO

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Quando anunciaram o Fallout 76 com aquela música country maravilhosa, minhas expectativas foram lá em cima. Eu sei que nunca devemos criar expectativas com jogos atuais, mas Fallout realmente mexe comigo. Quem me conhece sabe o quanto gosto da franquia, até um podcast sobre Fallout eu participei.

Enfim, depois de muito aguardar, um B.E.T.A no qual não participei foi liberado, e curiosamente as pessoas falaram até que bem demais do que viram.

O que só aumentou ainda mais minhas já crescente expectativas, que mesmo depois da enxurrada de criticas eu ainda queria jogar, muito. Eis então que tive a oportunidade de por minhas mãos engorduradas em uma versão digital do jogo e agora cá estou digerindo tudo o que vi até o presente momento.

West Virginia é o novo mundo no qual a aventura acontece dessa vez, muito mais colorido que a Washington de Fallout 4. Nesse prequel que tem um mapa gigantesco a ser explorado, você está sozinho, quase que literalmente.

UM PREQUEL

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Se Fallout 4 conseguia nos passar uma sensação de vazio e desesperança (estou usando o quarto título como comparação por razões obvias, foi o título anterior a este) mesmo que com comunidades isoladas de seres humanos. Porém, aqui optaram por substituir os seres humanos por robôs e diversos, não, milhares de holodiscos e cartas para concluirmos missões.

Parece que essa escolha se deve pelo fato de que não queriam colocar humanos, visto que os jogadores poderiam querer matá-los e opção de humanos imortais não parecia a melhor.

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O jogo usa como pano de fundo o fato da Vault 76 ter sido a primeira a ser aberta para o mundo pós-guerra nuclear. O que explicaria a ausência quase que total de outros seres humanos como NPCs.

O que pra mim é até OK, mas dai você começa Fallout 76 é encara horas de vazio e missões desinteressantes ao ponto de me pegar olhando no celular ou dando atenção a outras coisas. Apesar do sistema de crafting ser divertido e melhor do que no jogo anterior, só ele não consegue salvar o jogo.

O jogo ainda continua usando uma engine gráfica datada, mas isso ainda podia ser ignorado se tudo corresse bem, só que em alguns momentos partes do cenário não são renderizados, sendo o caso mais gritante quando meu pipboy ficou invisível e eu sequer conseguia ver o que estava acessando no inventário.

BUGS A DAR COM PAU!

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Mesmo com todos esses pontos negativos, Fallout 76 consegue ser divertido se jogado com amigos.

Jogar com um amigo certamente ajuda a acabar com a sensação de vazio e sem nada para fazer. Organizar caçadas ou mesmo a construção de um forte acabam sendo uma iniciativa do jogador para compensar a ausência de missões divertidas. Ou mesmo encarar os PVPs em grupos, que eu particularmente detesto.

Admiro muito que tenha se aventurado tanto ao ponto de alcançar power armors e os códigos para ogivas nucleares sozinho, se é que isso aconteceu, pois a experiência single player é frustrante.

Abrindo o mapa você pode ver os jogadores que estão online durante a sessão e marcar a posição, caso você deseje encontrá-los. O que eu não recomendo, a não ser que procure um desafio. Isso eu achei bacana porque deixa o jogador um pouco temeroso, pois você não sabe se o cara vai desejar montar um grupo contigo ou acabar com sua vida.

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Uma ideia acertada ao meu ver. Mas sozinho é morte certa, até porque você vai encontrar pessoas com trajando Power Armor logo, o que lhes confere uma vantagem gritante contra pessoas que estejam começando.

Não acho que isso seja ruim, mas um sistema de progressão em que a medida que você evolui passa a ser visível para outros de níveis próximo ou semelhante equilibrariam as coisas para os iniciantes.

Há outros problemas como a colisão com objetos e projetil quando você atira em alguém, existe um atrasado de segundos, o que faz com que você tome dano nesse tempo. Missões que você já fez mas que depois de você deslogar e retornar para outra jogatina elas estão como não concluídas, obrigando você a fazer novamente.

O MAIOR FRACASSO DE 2018?

Fallout 76 | Um lançamento problemático

A Bethesda está ciente dos problemas, o que faz com que o jogo venha recebendo diversos updates quase semanais afim de melhorar o jogo. Quando tive acesso ao jogo ele havia recebido um patch com pouco mais de 1GB.

Eu não duvido que o título possa se tornar bom e trazer alguma justiça a franquia Fallout, porém, a internet não perdoa e o título está fadado a ser encarado como o maior fracasso de 2018.

Não posso nem dizer que o rotulo seja injusto, o jogo não deveria ter sido lançado do modo que foi, talvez se tivessem mudado a data de lançamento, com mais alguns meses de polimento e betas aberto ao publico eles conseguissem entregar um produto final mais consistente e fiel ao que a marca representa.

Também não vou dizer a vocês que terminei o jogo, se é que isso é possível, porque realmente cheguei a um ponto que me via forçado a tentar encontrar algo minimamente interessante para continuar a jogar o jogo e torcer para ele não fechar sozinho no processo – O que aconteceu umas duas vezes.

CONCLUINDO

Fallout 76 | Um lançamento problemático

Fallout 76 pode não apresentar um resultado final que agrade aos fãs ou mesmo quem está ingressando ao universo de Fallout pela primeira vez, mas ele como um game de sobrevivência, até tem um potencial enorme com aqueles que estão acostumado a jogos como RUST entre outros jogos do gênero que levam décadas para ficarem completo. Esses certamente podem se sentir atraído ou gastar horas nesse jogo.

Quem esperava ter uma experiência single player, que nos fora prometido durante a E3, vai se decepcionar e encontrar poucos motivos para dedicar seu tempo a Fallout 76.

Eu fico triste por conta do potencial e ser um grande fã da franquia, apesar de não duvidar que a coisa possa melhorar, acredito que vai levar um tempo que não tenho para conferir as mudanças mensalmente.

Como um fã da franquia, é certo que irei retornar daqui a algum tempo e quero escrever sobre as mudanças significativas que encontrar. Quero muito voltar aqui apenas com coisas boas para relatar quando esse dia chegar.

Reforço que o jogo pode sim se tornar uma experiência incrível no futuro e torço por isso, quero retornar a ele e me surpreender, mas por enquanto é um jogo mediano e que recomendo que os fãs esperem e o pegue em promoções.

Essa analise foi feita com uma cópia cedida pela Bethesda para o Xbox One.

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