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Cinco longos anos após seu lançamento, enfim decidi me aventurar pelas ruas de Raccoon City novamente em Resident Evil 3 Remake. Muito disso graças ao fato de o título ter entrado no serviço Xbox Game Pass. Posso dizer que tê-lo disponível foi uma das razões pelas quais decidi jogá-lo durante as minhas férias — que, infelizmente, estão perto do fim no momento em que escrevo este texto.

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Depois de 6 horas de jogatina, consegui finalizar o jogo e vim até aqui para compartilhar a minha experiência. Afinal, escrevi sobre Resident Evil 2 Remake, título de que gostei muito, então queria ter a oportunidade de cobrir os dois remakes no site. Dessa vez, pretendo fazer de um modo diferente — não necessariamente produzindo uma análise, mas sim dissertando sobre como foi minha experiência e o que achei da obra como um todo.

Será que isso vai funcionar? Não saberia responder, mas quero tentar essa nova abordagem e espero que apreciem.

Reprodução: Capcom

Bem-vindo de volta, Jill

Se existe uma personagem muito querida por mim, é a Jill Valentine. Ela é uma protagonista forte e pioneira no que se refere à epidemia biológica, então tê-la como protagonista em Resident Evil 3 sempre foi um grande acerto, ao meu ver.

Estamos falando de alguém que já presenciou uma epidemia e sabe o que ela faz com as pessoas. Colocá-la novamente no centro do caos em Raccoon City, lutando por sua vida enquanto tenta entender o que houve ali, não só foi um bom fanservice como também permitiu um desenvolvimento mais aprofundado da personagem.

Ela não é um “batalhão de uma mulher só”, tem limitações, precisa da ajuda de Carlos ao longo da trama (mesmo que a contragosto) e não foge de nenhum embate com o Nemesis — apesar de ser possível fugir, mas isso não vem ao caso. O fato de ela não ser uma versão feminina do Capitão América realmente fez com que eu gostasse ainda mais da Jill nesse jogo.

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Só que essa característica foi levemente alterada no remake. Agora temos momentos em que a Jill soa um pouco cheia de si mesma após topar com uma criatura de quase 3 metros de altura. Ok, ela faz parte dos S.T.A.R.S., que é quase um BOPE, e já enfrentou um Tyrant, mas não é como se ela encontrasse criaturas desse tipo toda semana. Essa falta de surpresa me incomodou um pouco ao longo do jogo.

Não importava a forma que o Nemesis tomasse, a reclamação dela era sempre sobre a insistência dele em matá-la — e não sobre o fato de ele estar se tornando uma criatura cada vez mais grotesca e mortal. Isso foi meio chato de ver. Lá pela quarta vez que enfrentamos o Nemesis, você começa a ter a mesma reação da Jill: “Só mais uma segunda-feira.”

Reprodução: Capcom

Uma cidade um tanto pequena

Resident Evil 3 era o único jogo da série em que podíamos explorar um pouco mais da cidade de Raccoon City — algo que, ao meu ver, sempre foi uma de suas maiores qualidades. Ganhar as ruas da cidade e poder se esgueirar por becos, restaurantes, hospitais, prefeitura e outras localidades era muito divertido.

Logo, com o anúncio do remake, a expectativa de revisitar todo esse cenário com o fotorrealismo da RE Engine era enorme. Principalmente porque RE2 Remake foi um sucesso, então era quase impossível conter a animação com o título. E se tem algo que precisamos aprender a conter é a expectativa, pois a indústria de jogos nem sempre consegue atendê-las.

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O jogo é realmente muito bonito. As ruas de Raccoon City brilham na RE Engine, com muito lixo, restos de construção e carros retorcidos por explosões. Numa primeira jogatina, você fica impressionado. Porém, se buscar em sua memória, perceberá que agora Raccoon City parece muito menor. Objetos maiores limitam o espaço que podemos explorar, interagir ou acessar. Nada acontece nesses locais que justifique sua existência, enquanto no clássico havia eventos que nos levavam a outros lugares para adquirir itens ou peças de quebra-cabeça.

Resident Evil 3 Remake é muito mais enxuto. Perdeu muito do backtracking do clássico, e várias áreas foram cortadas — como a torre do relógio e o parque onde enfrentávamos a minhoca gigante.

Raccoon City infelizmente se tornou menor, enquanto os esgotos ganharam mais atenção.

Reprodução: Capcom

Um Nemesis menos acanhado

Não só a cidade ficou menor, como o Nemesis também se tornou menos acanhado — recorrendo a transformações mais rápidas para alcançar Jill durante a trama acelerada. Se antes víamos o Nemesis evoluindo aos poucos, agora ele rapidamente se transforma em versões mais poderosas. Isso elimina a possibilidade de encontrá-lo em becos e corredores, pois ele agora exige arenas maiores.

Talvez o que tornasse o Nemesis tão icônico, além da sua obstinação, fosse a imprevisibilidade: ele podia surgir a qualquer momento. Isso nos deixava tensos sobre se estávamos com recursos suficientes para enfrentá-lo.

Depois da primeira hora, os encontros com Nemesis passam a acontecer apenas em arenas. Toda a tensão se esvai, o que é uma pena. No clássico, o segundo estágio dele era assustador por sua velocidade — se você não estivesse preparado, morria rápido.

Em RE3 Remake, os combates contra essa segunda forma ocorrem em arenas, onde você corre em círculos esperando o ataque dele para poder contra-atacar com o que tiver — ou com o que encontrar espalhado pelo cenário.

Reprodução: Capcom

Uma experiência curta

Com tudo o que falei até agora, pode parecer que não gostei do jogo — mas é o contrário. Enxugar tantos elementos do clássico fez com que o título se tornasse uma aventura muito mais direta ao ponto. Lidar com o Nemesis talvez não evoque mais o terror de antes, mas isso não o torna menos desafiador.

Ele agora assusta mais pelo tamanho e pela velocidade, principalmente pelos seus saltos — que quase me fizeram jogar o controle no chão algumas vezes. E Raccoon City está muito bem ambientada, com becos escuros e criaturas à espreita. Essa combinação torna Resident Evil 3 Remake uma experiência curta, porém agradável. E isso contribui para o fator replay do jogo.

Talvez não seja perfeito, e até pudesse ter sido lançado como uma DLC de Resident Evil 2 Remake, mas o título consegue, no fim das contas, ter brilho próprio.

Fiquei bem contente com tudo o que vi. Apesar de achar tudo muito acelerado, enfrentar o Nemesis em sua forma final com uma arma supermoderna foi de arrepiar. Mesmo sem alguns dos elementos que tornaram o original um clássico, esta releitura ainda é competente. Erra aqui e ali, mas no final entrega uma obra redondinha e divertida.

Reprodução: Capcom

Conclusão

Resident Evil 3 Remake me agradou bastante, sendo uma experiência perfeita para o momento em que eu me encontrava antes de jogá-lo. Sabe quando você olha para a biblioteca de jogos e pensa: “Não tenho nada para jogar”? Foi exatamente isso que aconteceu comigo. Não tinha nada que realmente me empolgasse, então fui ao Game Pass, vi o título e instalei só para brincar um pouco. Quando percebi, não queria mais parar de jogar.

Durante a jogatina, senti falta das opções que tínhamos sempre que encontrávamos o Nemesis ou uma horda de zumbis invadindo um posto de gasolina. Mas isso foi superado à medida que eu acessava novas áreas ou enfrentava criaturas diferentes.

No fim, após concluir o jogo, fiquei feliz por mim mesmo, por tê-lo fechado, e pela diversão que ele me proporcionou ao longo das 6 horas. Ele talvez esteja longe de ser perfeito, mas com certeza vai entreter e divertir quem decidir jogar.

Nota: 7,0/10

Recomendo!

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Onimusha Warlords Remaster | Um clássico atemporal, ou quase https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/onimusha-warlords/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/onimusha-warlords/#respond Sat, 18 May 2019 15:28:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/05/18/onimusha-warlords-remaster-review/ A Capcom tem feito um trabalho incrível ao longo dos últimos anos, isso é inquestionável. Tanto que ao meu ver é disparado uma das produtoras que mais trouxe lançamento incríveis nos últimos tempos, a começar por Resident Evil 7 que foi um divisor de águas da franquia, e o maravilhoso Resident Evil 2 Remake, que […]

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A Capcom tem feito um trabalho incrível ao longo dos últimos anos, isso é inquestionável.

Tanto que ao meu ver é disparado uma das produtoras que mais trouxe lançamento incríveis nos últimos tempos, a começar por Resident Evil 7 que foi um divisor de águas da franquia, e o maravilhoso Resident Evil 2 Remake, que produzimos um review aqui no site.

LEIAM – Resident Evil 2 Remake | Uma aula de como se fazer um remake

Dito isso, Onimusha Warlords é mais um desses grandes lançamento da Capcom na atual geração de consoles.

Estamos diante de um jogo que por pouco não se tornou um Resident Evil com espadas, mas que acabou tomando um rumo diferente e criando uma identidade própria, mesmo trazendo consigo diversos elementos que tornaram a franquia RE famosa.

Quais seriam esses elementos? Bem, me acompanhe que irei contar a vocês

Onimusha
Comparativo da versão Xbox One X e PlayStation 2

Onimusha Warlords nasceu para ser um survival horror com samurais, mas o uso de espadas e absorver orbs, apesar de fujir um pouco, ainda não o torna menos que isso. Inclusive é repleto de puzzles e mistérios para solucionarmos – Claro, vocês podem discordar disso e encará-lo só como um hack’n slash com puzzles.

A história do jogo acontece após a derrota do Lorde Nobunaga, que acaba sendo morto em campo de batalha, mas acaba sendo ressuscitado por Genma, uma raça demoníaca que tem intenções de acabar com a vida na terra como a conhecemos. Quando o samurai Samanosuke Akechi descobre o que está acontecendo, deixa o campo de batalha e corre em direção ao castelo para proteger a princesa Yuki.

Chegando lá se depara com um rastro de corpos e inimigos nem um pouco normais. Mesmo lutando com todas as suas forças, acaba sendo ferido.

É então que o personagem é apresentado a manopla de Oni, um artefato que permite que o personagem possa absorver as orbs deixadas pelos inimigos, assim tornando possível que consigamos dar upgrade as armas de Samanosuke. Mas nosso personagem não está sozinho, ele conta com a ajuda de Kaede, uma kunoichi que aparece para nos salvar nos momentos em que estamos nos ferrando.

Onimusha

A primeira coisa que nos salta os olhos é a melhoria gráfica em comparação a versão clássica. Uma melhoria já esperada e que certamente torna o jogo palatável para os mais jovens que decidirem se aventurar em Onimusha Warlords.

Por outro lado, o jogo por se tratar de um remaster, não sofre melhorias em jogabilidade. Apesar de achar que não preciso explicar, porque acredito que o leitor do nosso site é esperto e antenado, sei que algumas pessoas ainda não entendem as diferenças entre um remaster e um remake.

  • Remasters: Jogos clássicos com gráficos e resoluções atualizados para a geração atual.
  • Remakes: Jogos clássicos rei-maginados como motores gráficos da geração atual.

Dito isso, aviso que o jogo possui câmeras-fixas, movimentação “tank” e cenários pré-renderizados.

Onimusha

Claro, esses pontos apesar de atrapalhar um pouco, não comprometem o jogo pelo motivo mais obvio, ele é um jogo antigo com um bonito visual. E vou ser sincero, eu estranhei bastante quando comecei a jogar, fazia algum tempo que não encarava um jogo nesse formato, o que me levou a ficar perdido em diversos momentos até entender como me acostumar com essa mecânica.

Os puzzles são desafiadores, principalmente para pessoas que assim como eu, depois de ler um file, logo em seguida esquece toda informação. Recomendo fortemente que se for assim tão lesado quanto eu, anote os códigos.

Esse tipo de desafio não é tão comum nos jogos de hoje em dia, então garanto que alguns dos puzzles vão calejar vocês. Há um puzzle no começo do jogo que se baseia em números, nada complexo, mas ainda assim bem criativo. Ele já dá uma ideia de que para conseguir itens melhores nas outras caixas lacradas, você vai ter que se esforçar melhor.

Gostaria de levantar uma questão, nada a ver com os puzzles.

Apesar de não ser um empecilho pra mim, acredito que uma localização do jogo para a nossa língua não seria nada mal. Talvez porque estamos mal acostumados a quantidade enorme de jogos que vem sendo lançado em nossa língua, então se deparar com um jogo, mesmo que remaster, todo em inglês causa um certo espanto, mas isso não desabona de modo algum o titulo.

Onimusha

Onimusha: Warlords tem a sua importância na história dos vídeo games, não só porque foi o primeiro título do PlayStation 2 a vender 1 milhão de cópias em todo mundo, mas como também conseguiu se tornar uma franquia de sucesso, mesmo tendo nascido de uma concepção para um novo jogo de Resident Evil.

Com puzzles desafiadores, inimigos bem estranhos e ambientado em um Japão tomado pelo sobrenatural, além do uso de personagens que realmente existiram, Onimusha cria uma identidade própria ao mesclar toda essa formula um enredo interessante e personagens criveis.

Em contrapartida o combate é um hack’n slash convencional, onde você mata inimigos e coleta as orbs deixada por eles, sendo que algumas podem recuperar sua vida e outras apenas para recarga de magia das armas. Com o diferencial de que o personagem coleta itens como; ervas medicinais e kits médicos, além de outras armas convencionais. Não é nada complexo e o jogador se adapta bem rápido.

Onimusha

O titulo chegar a geração atual foi algo mais do que bem-vindo, pois certamente gamers mais velhos conseguiram reaproveitar o titulo com tudo o que ele tem a oferecer e em HD.

Capcom vem acertando muito nesse sentido e nós gamers aproveitando bastante, agora por favor, nos dê Resident Evil 3 Remake.

Ressalto novamente, que uma possível localização teria sido muito bem-vinda, além de ampliar o alcance do titulo entre um publico mais jovem. De qualquer modo Onimusha é mais do recomendado para qualquer um que não teve contato com a franquia.

*Onimusha Warlords Remaster foi analisado com uma chave digital de Xbox One  gentilmente cedida pela Capcom.*

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