Arquivos Nintendo DS - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/nintendo-ds/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 20 Feb 2025 21:09:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Nintendo DS - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/nintendo-ds/ 32 32 Retro Review do Sancini: Captain America – Super Soldier | A versão do Wii https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/20/retro-review-do-sancini-captain-america-super-soldier-a-versao-do-wii/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/20/retro-review-do-sancini-captain-america-super-soldier-a-versao-do-wii/#comments Thu, 20 Feb 2025 21:09:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19556 Jogos baseados em filmes sempre tiveram fama de ser no mínimo, questionáveis. Quando baseados em filmes de quadrinhos, as chances do jogo ser uma porcaria eram maiores ainda no passado… Quem aqui não se lembra de Superman do N64? Ou de Enter The Matrix? Charlie’s Angels? Ou aquela porcaria do Spider-man 3? Oh, céus, ainda […]

O post Retro Review do Sancini: Captain America – Super Soldier | A versão do Wii apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Jogos baseados em filmes sempre tiveram fama de ser no mínimo, questionáveis. Quando baseados em filmes de quadrinhos, as chances do jogo ser uma porcaria eram maiores ainda no passado… Quem aqui não se lembra de Superman do N64? Ou de Enter The Matrix? Charlie’s Angels? Ou aquela porcaria do Spider-man 3? Oh, céus, ainda tenho náuseas de Batman Forever no SNES. Não que hoje em dia não existam jogos medíocres licenciados, o catálogo de 40 dólares da Game Mill e da Outright Games está aí pra provar. Não que só saiam porcarias licenciadas, jogos muito bons baseados em licenças, Robocop: Rogue City foi um sucesso, tanto que os fãs clamam pro estúdio que fez Rogue City fazer um jogo baseado em Dredd, devido aos resultados deles com Exterminador do Futuro e Robocop.

 

Alguns dos meus jogos favoritos de Super Heróis e filmes são Spider-Man 2, X-Men Legends II: Rise of Apocalipse e Batman: Arkham City. Hoje em dia não é tão comum, mas até a geração PS3, era comum que no lançamento de um blockbuster de verão, um jogo o acompanharia para todas as plataformas possíveis. Em 2011, quando o MCU ainda estava em sua infância, empresas bilionárias não culpavam o CONSUMIDOR pelo fracasso dos produtos, e tudo era muito menos politizado e imbecil,  o Marvel Studios lançou o primeiro filme do Capitão América, Capitão America: O Primeiro Vingador, e para acompanhar o filme, como era tradição na primeira fase do MCU, a SEGA lançou um jogo baseado no filme… Bem, tecnicamente eram três jogos, um, desenvolvido pela Next Level Games (Desenvolvedora Canadense que viria ser adquirida pela Nintendo anos depois, e dentre seus games, fez a série Mario Strikers) para PS3 e 360, que era um clone da série Arkham, um desenvolvido pela Griptonite Games para Nintendo DS, que era… Um platformer de ação da Griptonite Games (Se você jogou Ben 10 Ultimate Alien, Spider-Man: Web of Shadows e Shattered Dimensions no DS, você vai entender o que digo), e um desenvolvido pela High Voltage Software (Que fez o jogo do Harvey, o Advogado para PS2, e The Conduit no Wii), que saiu para Wii e recebeu um porte para o 3DS meses depois. E é a versão que estamos analisando.

 

A montagem das lutas do Cap no filme

Ao invés de adaptar diretamente o roteiro do filme o que tornaria o jogo tão previsível quanto um filme pornô, a SEGA resolveu fazer algo diferente. O Capitão América, simbolo do Patriotismo norte americano, está no meio da guerra e tem que invadir as bases “nazistas”, que são as da Hydra, coisa que acontece no filme, mas o foco do enredo do jogo são as invasões, e lá, confrontaremos alguns dos inimigos do Capitão. Pegando uma paralela, nada mais é do que uma das investidas do exército Americano contra as forças do Eixo, coisa que cansamos de fazer em Call of Duty e Medal of Honor… Lembram quando Medal of Honor significava algo? Se bem que Medal of Honor deixou de ser relevante no PS2.  Pena que nenhum desses jogos citados tenha o Capitão, eles seriam mais divertidos. Mas enfim, é isso.

Resumindo muito, no duro, o roteiro do jogo é baseado na montagem das lutas de Steve Rogers no filme, preenchendo lacunas que ninguém perguntou, mas que felizmente resultam em um produto divertido. LEMBRAM QUANDO A INDUSTRIA OCIDENTAL DE JOGOS FAZIA ISSO? DIVERSÃO? VAI SE FODER, NEIL DRUCKMANN! EU O ODEIO!

 

Beat’em up Decente

No PS3 e no Xbox 360, temos um clone de Batman: Arkham Asylum, mas aqui é diferente, o que temos é um jogo de ação bem ao estilo Beat’em Up, mas com os recursos do Wii e as habilidades do Capitão América. O Wiimote é usado como mira para o escudo (e isso é extremamente necessário em alguns pontos), enquanto um dos gatilhos do nunchuk é usado pra arremessá-lo. E as poucas combinações do wiimote + nunchuk funcionam de maneira simples e fácil.

Em alguns momentos quando o oponente te ataca, você tem que apertar o [Z] do nunchuk para realizar um contra ataque, e isso é extremamente necessário para abrir a guarda de certos oponentes. O jogo flui de maneira linear, e sempre tem uma SETA ENORME para indicar o caminho a se seguir, mas há coisas escondidas e sempre é bom ter algo a mais pra se fazer. Nesse caso, há alguns sub-objetivos durante os estágios e pode-se desbloquear roupas extras pra Steve Rogers. Entre os objetivos, estão, encontrar e destruir as 10 bombas do caveira vermelha nos estágios, ou os tesouros de um dos vilões (que teve seu castelo roubado pela Hydra) ou resgatar três soldados feridos.

O jogo tem um lado (pequeno) RPG, pois cada inimigo derrotado rende alguns pontos de experiência (estrelas) que podem servir para adquirir pequenos upgrades para o Capitão. Nos combates contra os chefes, quando o adversário te agarrar pra surrar, você deve chacoalhar o wiimote feito um banana, ao menos isso não é frequente, já que chacoalhar o controle feito um retardado me lembra dos primórdios do Wii

Decente graficamente para o Wii

Os gráficos do jogo definitivamente não são o ápice do Wii, são medianos, o Capitão e os principais vilões estão bem modelados, contudo, os inimigos genéricos, que apesar de variarem um pouco, não receberam tal capricho na modelação, ficando até simplistas. Os cenários são bons e até bem feitos para um jogo de filme, mas são MUITO repetitivos, você passará horas por corredores do castelo, surrando meliantes até não poder mais.

A parte sonora recebeu (em sua versão em espanhol, a que foi jogada e usada para esta análise, se você não olhou as screenshots) uma agradável dublagem. Acredite, o dublador espanhol do Capitão América se saiu bem (eu diria até que melhor que a performance do Chris Evans no jogo), e os outros se saíram razoavelmente bem em seus papéis. Já as músicas do jogo são passáveis, nada memoráveis, mas não perturbam seus ouvidos. Os efeitos sonoros do jogo são bons, nada demais.

Um jogo subestimado na época

Na época, apesar das qualidades, o jogo recebeu notas medianas, mas recentemente, mais e mais pessoas estão descobrindo que o jogo do Capitão América (ao menos a versão de PS3) é um título muito melhor do que o slop de filmes baseados em jogos costuma ser. E a versão de Wii é um jogo igualmente sólido que pode lhe garantir horas de diversão… Isso é, se você puder jogá-la. Emulação de Wii é bem comum hoje em dia, diabos, eu joguei esse título em emulador na época. Ou você pode tentar a versão de 3DS que não possui a chacoalhagem idiota do Wiimote/Nunchuck. Não pude jogar a versão de DS porque por alguma razão, o título não rodava direito no meu flashcart.

Nota Final: 8/10

Esse texto foi originalmente publicado em 2011 no meu blog pessoal e adaptado para o Arquivos do Woo, com algumas alterações e revisões. 

O post Retro Review do Sancini: Captain America – Super Soldier | A versão do Wii apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/20/retro-review-do-sancini-captain-america-super-soldier-a-versao-do-wii/feed/ 1
Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/29/apollo-justice-ace-attorney-trilogy-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/29/apollo-justice-ace-attorney-trilogy-analise/#comments Mon, 29 Jan 2024 18:03:32 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16021 A série de visual novels/ simulador de advogado da Capcom fez um sucesso gigante desde sua estreia ocidental no Nintendo DS. De lá pra cá, diversos jogos foram oito jogos da série principal e três spin-offs. Os games estrearam no Gameboy Advance no Japão, mas em anos recentes, a maioria dos jogos da série principal […]

O post Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
A série de visual novels/ simulador de advogado da Capcom fez um sucesso gigante desde sua estreia ocidental no Nintendo DS. De lá pra cá, diversos jogos foram oito jogos da série principal e três spin-offs.

Os games estrearam no Gameboy Advance no Japão, mas em anos recentes, a maioria dos jogos da série principal já haviam sido portados para dispositivos mais novos, como iPad/iPhone e consoles como PS4 e Switch.

Os únicos games que faltavam receber esse tratamento em alta definição eram os jogos protagonizados por Apollo Justice, o segundo protagonista da série. E agora, com o lançamento dessa trilogia, a saga principal — até então — está completa em HD.

Divulgação: Capcom

Jogabilidade

Se você está lendo esta análise provavelmente já deve saber como funciona, mas para desencargo de consciência, vou explicar um pouco sobre como funciona a série Ace Attorney:

O jogo se desenrola em forma de Visual Novel, mas diferentemente das VNs modernas, o jogador realmente tem interações que modificam o desenrolar da história; é necessário apresentar provas durante o interrogatório das testemunhas, além de pressioná-las para conseguir depoimentos mais detalhados.

Fora do tribunal, a história também ocorre, com os personagens visitando cenas do crime ou conversando em seu escritório. É basicamente a série House, caso o médico fosse… um advogado.

Apollo Justice
Divulgação: Capcom

Posso começar por essa trilogia?

Essa trilogia conta com os jogos de número 4, 5 e 6 da saga — e inclusive no Japão, eles são numerados –, mas também serve como um soft-reboot da série.

O protagonista é novo, e a história se passa sete anos após o último jogo com o protagonista anterior, Phoenix Wright. Alguns personagens antigos aparecem sim, mas de forma geral, tudo é reapresentado no quarto jogo, de forma que ninguém ficará perdido se começar por aqui.

LEIAM – The Great Ace Attorney: Chronicles | Análise

Existem óbvias referências aos jogos antigos, mas mesmo que o jogador comece por essa e volte posteriormente aos três primeiros jogos, não há mal nenhum.

Eu mesmo zerei apenas o primeiro Ace Attorney — umas 5x, é verdade — e os jogos do Apollo foram muito suaves de acompanhar, mesmo sem conhecimento de todo histórico da série.

Apollo Justice
Divulgação: Capcom

Melhorias

Todos os games dessa coletânea foram lançados nos portáteis da Nintendo. Apollo Justice: Ace Attorney foi o único que ainda foi lançado para o Nintendo DS original, e por isso, usava sprites e artes 2D, assim como a trilogia original.

Dual Destinies e Spirit of Justice são games que saíram no 3DS, e com um console melhor, optou-se por usar gráficos 3D para os personagens.

Nessa coletânea em HD, houve um tratamento digital — não foi IA — nas artes 2D de Apollo Justice, enquanto que os dois últimos jogos receberam upscale nos modelos 3D para que fiquem bonitos em HD.

Apollo Justice
Divulgação: Capcom

Obviamente, a interface também foi alterada, já que os jogos não fazem mais uso de duas telas. As janelas de diálogo usam fontes mais sutis e as interações com objetos agora se fazem com o analógico da direita, que serve para girá-los.

Vale lembrar que essas mudanças são feitas já em cima dos ports que os três jogos receberam para iOS uns anos atrás, mas agora receberam upscale para HD, além de melhorias na interface e dimensionamento de tela, pois finalmente o primeiro jogo está em 16:9, e não em 4:3 como no DS e no port para iOS.

Divulgação: Capcom

Música e texto

Apesar do tratamento HD, optou-se por usar os mesmos efeitos sonoros e trilha das versões originais, porém eu particularmente, eu preferiria que ao menos fosse possível jogar os jogos com a trilha sonora arranjada.

A adaptação dos textos ainda é a mesma das versões antigas, mas agora aparece um aviso antes do jogo iniciar, falando que “blá blá blá o roteiro está apresentado da forma original de sua época”, meio que pra se desculpar por antecedência caso ofenda os floquinhos de neve de sempre.

LEIAM – Danganronpa: Trigger Happy Havoc | Análise

Apesar de toda essa preocupação com quem odeia videogame mas finge que gosta, eles não se importaram em traduzir o jogo para o português. Assim, mais uma vez, a série Ace Attorney fica limitada — oficialmente, é claro — a quem tem um ótimo conhecimento da língua inglesa ou japonesa.

Mas, se você adquiriu seu jogo no PC, existem as ótimas traduções da equipe Jacutem Sabão, que já traduziram a primeira trilogia e também dois jogos da série Apollo Justice, mas por enquanto, somente nas versões de DS/3DS.

Divulgação: Capcom

Conclusão

Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy chega aos consoles atuais (e da geração passada) como uma forma de imortalizar mais uma parte da história da série Ace Attorney.

Com isso, os seis jogos da série principal já possuem versões em HD disponíveis para aqueles que não puderam jogar na época do Nintendo DS.

São jogos com histórias muito divertidas e que prendem o jogador, principalmente aqueles que gostam de narrativas de mistério ou tramas interativas.

___________________________________________________________________________
Esta análise foi escrita usando uma cópia do jogo cedida gentilmente pela Capcom.
Também foram usados screenshots da análise feita pelo canal Digital Foundry.

Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy está disponível para PlayStation, Xbox, Switch e PC (Steam).

Divulgação: Capcom
Divulgação: Capcom

O post Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy | Análise apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/29/apollo-justice-ace-attorney-trilogy-analise/feed/ 1