Arquivos MS-DOS - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ms-dos/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 30 Jan 2026 14:57:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos MS-DOS - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ms-dos/ 32 32 Street Racer Collection | Coletânea de clássicos de corrida retrô — Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/29/street-racer-collection-coletanea-de-classicos-de-corrida-retro-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/01/29/street-racer-collection-coletanea-de-classicos-de-corrida-retro-analise/#respond Thu, 29 Jan 2026 17:14:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21521 Street Racer é um jogo que muita gente via sua caixinha pelas prateleiras das locadoras nos anos 90. Seu logotipo lembrava muito o de Street Fighter II, o que parece ser bem proposital, tentando dar destaque ao mote do jogo: uma espécie de Mario Kart, mas com leve combate, ao estilo Road Rash. Em 2025, […]

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Street Racer é um jogo que muita gente via sua caixinha pelas prateleiras das locadoras nos anos 90. Seu logotipo lembrava muito o de Street Fighter II, o que parece ser bem proposital, tentando dar destaque ao mote do jogo: uma espécie de Mario Kart, mas com leve combate, ao estilo Road Rash.

Em 2025, no finalzinho do ano, a QUByte — que já nos trouxe a coletânea de Top Gear — deu um tratamento similar à série de corrida feita pela Vivid e publicada pela Ubisoft na época para diversos consoles, sendo eles: Super Nintendo, Mega Drive, GameBoy, Saturn, Playstation e MS-DOS.

Vamos ver se essa coletânea vale a pena a seguir.

Do que se trata Street Racer?

O game é basicamente um Mario Kart. Temos diversos personagens coloridos e estilizados, que podem atacar para os lados como em Road Rash.

A versão de Super Nintendo usa a tecnologia do Mode 7 do console, enquanto que no Mega Drive e Game Boy, usa-se scaling, como em jogos tradicionais como Top Gear. Isso faz com que todas as versões do jogo sejam bem diferentes umas das outras, diferentemente do Top Gear 2, por exemplo, que apesar de algumas discrepâncias gráficas e sonoras, era basicamente o mesmo jogo em todas as plataformas.

Modos Extras

Além das corridas tradicionais, ainda temos alguns minigames:

  • Soccer: Basicamente Rocket League 16-Bits. Você anda com seu carrinho e tenta fazer a bola entrar no gol. Divertido, porém confuso.

  • Rumble: Basicamente o Battle do Mario Kart e funciona muito bem até mesmo na versão do Mega Drive.

    Reprodução: QuByte

Comparativo de Versões

Versão Tecnologia Visual O que o Horo Joga acha?
Super Nintendo Mode 7 Rotação clássica Bem difícil. IA agressiva; exige domínio na marra.
Mega Drive Scaling Sprites tradicionais A melhor jogabilidade. Mais divertida e responsiva.
MS-DOS Alta Resolução O mais bonito Tecnicamente superior e prazeroso de ver na tela.
Game Boy Scaling Portátil e limitado Encheção de linguiça. Só para preencher o vácuo.

Jogabilidade e Trilha Sonora

O game é bem mais difícil que Super Mario Kart, e não à toa ele vem por default na dificuldade Easy. A versão de SNES por algum motivo é bem mais complicada que a de Mega e Game Boy, de forma que chegar em primeiro vai ser bem difícil até que o jogador pegue o jeito do game.

As músicas de cada versão são diferentes e fazem bem seu papel de ilustrar sonoramente a bagunça das corridas, porém não são marcantes de forma alguma.

Dica: Se quer beleza, vá de MS-DOS. Se quer diversão e resposta rápida, vá de Mega Drive. Mas sério: fique longe da versão de Game Boy.

Reprodução: QuByte

A coletânea de Street Racer, ou quase…

O “quase” do texto acima se refere ao óbvio elefante na sala: a QUByte não colocou todas as versões de Street Racer nesse lançamento. Me parece estranho, mas eles simplesmente ignoraram que o game tinha uma versão de PlayStation e Sega Saturn, que apesar de bem parecidas entre si, são diferentes das outras que estão na coletânea.

Não sei se seria por questão de licenciamento, mas é uma bola fora que não faz muito sentido: por que sua empresa lançaria uma coletânea de um game ligeiramente desconhecido se não for pra fazer dela o pacote definitivo do jogo?

Evolução da QUByte

A apresentação está responsiva e bonita. Nota-se que a empresa evoluiu muito suas interfaces desde Top Racer Collection. Aqui temos menus menos estáticos, além de extras como manuais e pequenas trivias.

Também é possível trocar a paleta de cores da versão de GameBoy, algo que raramente se vê nessas coletâneas quando elas contêm jogos do portátil.

Reprodução: QuByte

Outra novidade é a adição de troféus, que devem ser obtido jogando todas as versões do game presente na coletânea, mesmo a do GameBoy, sendo assim um prato cheio para os que gostam de ir atrás de Platinas.

O manual do Mega Drive é o da TecToy em português, sendo o ÚNICO dessa versão na coletânea. Para nós brasileiros é legal, mas a gringaiada deve sentir falta do original em inglês.

Reprodução: QuByte

Críticas negativas…

A forma de escolher o jogo é problemática. Em vez de usarem as caixas dos jogos, temos um menu MINÚSCULO no centro da tela com SIGLAS que representam os consoles (provavelmente por questões de licença).

O resultado é isso aqui:

Reprodução: QuByte

Sinceramente, não sei como esse menu passou no teste de QA. Afinal, alguém realmente consegue saber de cara o que significa “NP8″, “N16” e “S16”? Eu mesmo me confundi abrindo o “S16” porque associei o S a Super Nintendo e não a Sega. Esses eufemismos são péssimos… e se o nome dos consoles aparecem nas caixas, mesmo na versão de PlayStation, qual o problema de citá-los nominalmente?

Não obstante, ao lado, o logotipo gigante muda de cor, como se o jogador soubesse diferenciar as versões só pela cor do logo. É uma falha de design que espero que corrijam em futuros updates, já que a QuByte costuma ouvir a comunidade.

Outra parada que deixou muita gente meio chateada e que é um assunto muito divisivo hoje em dia é o claro uso de IA para a capa da arte da coletânea.
Obviamente que ela foi inspirada na arte original do jogo, mas a imagem foi passada por uma IA para que fosse recriada com qualidade melhorada. Ainda que o resultado tenha ficado bacana, acho que o uso de IA para esse tipo de coisa deveria ser limitado à ajudar um artista – pago – a ter inspiração para desenhar sua propria versão moderna da capa.

Sei que é um tema duro mas falta empatia com quem trabalha com arte, e isso deveria ter sido colocado de forma mais aberta pela empresa, por mais que seja um jogo de menor alcance.


Veredito

Street Racer Collection é um lançamento interessante da brasileira QUByte. A evolução da emulação e da interface em relação ao lançamento anterior é gritante. Senti bastante falta das versões de Saturn e PS1, que fariam o pacote ser perfeito. Porém, as versões de Mega, SNES e DOS fazem valer o pacote.

Prós:

  • Versões de SNES, MEGA e DOS bem diferentes e divertidas;

  • Modo multiplayer local presente;

  • Interface ágil e responsiva;

  • Extras legais (manuais).

Contras:

  • Menu principal confuso e pouco claro;

  • Falta das versões de PS1 e Saturn.

Nota: 7.0/10

Reprodução: QuByte

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Lista de desejos do Sancini do DOS para a QUByte https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/15/lista-de-desejos-do-sancini-do-dos-para-a-qubyte/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/15/lista-de-desejos-do-sancini-do-dos-para-a-qubyte/#respond Fri, 15 Mar 2024 19:28:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16539 Nesse dia 12 de Março, a QUByte anunciou que a QUByte Emulation Engine agora trará suporte ao MS-DOS, permitindo portes de jogos de DOS para PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. E no mesmo post, a desenvolvedora e publisher brasileira pediu sugestões de jogos. E é claro que muita gente pediu jogos que […]

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Nesse dia 12 de Março, a QUByte anunciou que a QUByte Emulation Engine agora trará suporte ao MS-DOS, permitindo portes de jogos de DOS para PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. E no mesmo post, a desenvolvedora e publisher brasileira pediu sugestões de jogos. E é claro que muita gente pediu jogos que fizeram parte de sua infância, e alguns incluíram até jogos que tecnicamente já tem portes modernos.

E eu, como não tenho namorada, decidi fazer uma lista com jogos que eu acho que seriam interessantes de ver, não porque foram parte de minha infância (se eu fosse colocar o que de DOS joguei na infância, poderia se resumir a Abuse e Dangerous Dave, no curso de informática), mas porque são jogos que já joguei ou vi, e também com dicas de jogos que de fato podem aparecer em consoles, através da QUByte. Sem mais delongas, vamos lá.


The Eye of the Typhoon

Esse é um jogo de luta obscuro sul-coreano, produzido para PC e 3DO. Haveria uma versão para Neo-Geo, mas foi cancelada (um novo porte de fãs para NeoGeo está sendo produzido). Esse jogo é praticamente uma redenção pelo título anterior da Viccom, o genérico Fight Fever, de Neo Geo. A jogabilidade é bem reminiscente dos jogos de luta do console da SNK, com o maior problema na versão de PC é a falta de remapeamento de teclas, e o posicionamento das mesmas no teclado.

Esse aqui é um dos que eu joguei quando fazia lives jogando jogos de MS-DOS, e recomendo dar uma procurada, é bem sólido, mais do que os portes de DOS de SF II e Mortal Kombat, por exemplo.


Lotus III: The Ultimate Challenge/Lotus: The Ultimate Challenge

Como recentemente fiz um texto sobre a série Top Gear, desde sua origem, e o que aconteceu pós SNES até o relançamento da Top Racer Collection (o texto ainda está sob revisão, vai ao ar em breve), eu tive oportunidade de jogar a série Lotus. Os dois primeiros jogos saíram no Amiga e em outras plataformas, como Atari ST, Commodore 64, Acorn Archimedes e Mega Drive, o terceiro jogo saiu para MS DOS.

Sendo um híbrido dos dois primeiros (corrida tradicional ou time attack com checkpoints), Lotus III é um excelente jogo de corrida, e recomendo se você curte a série Top Gear/Top Racer. A versão de MS DOS é um porte melhorado do jogo de Amiga.

Vinyl Goddess from Mars

Mas hein? Vinyl daonde? Marte? Deusa? Enfim, originalmente produzido para ser o segundo jogo da série Jill of the Jungle, a Epic Megagames (Hoje Epic Games) recusou o jogo, e publicou Jazz Jackrabbit, então o plot e sprites tiveram que ser rearranjados para algo original. É bastante semelhante a série Jill of the Jungle, mas com uma premissa imbecil. É o ano 200 bilhões. Vinyl está a caminho de uma convenção intergaláctica de filmes B, quando sua nave espacial é atingida por uma chuva de meteoros. Ela cai em um planeta desconhecido cheio de perigos.

Viu? Eu disse que era imbecil. Enfim, imagine uma versão 16-bits da série Jill of the Jungle e você vai saber como Vinyl Goddess from Mars funciona.

Attack of the PETSCII Robots

Esse é o jogo mais “moderno” da lista, já que foi produzido apenas alguns anos atrás. Criado pelo youtuber David “8-bit guy” Murray, o jogo é um misto de ação e puzzles, onde você precisa destruir robôs, se infiltrando numa base. Eu digo “ação” porque a ação não é o principal, você precisa das ferramentas certas para encurralar e destruir os robôs.

Originalmente produzido para Commodore PET (Daí o nome PETSCII, já que ele se utiliza dos caracteres do Commodore PET na versão original), ele possui versões para inúmeras plataformas, como Commodore 64, Amiga, Mega Drive, SNES, dentre outras. É um jogo “diferentão”, do que usualmente vemos no mercado.


Alien Rampage

Esse aqui é um dos jogos que há uma boa chance de aparecer nos consoles, já que a parceria da linha QUByte Classics é feita com a Piko Interactive, e Alien Rampage foi relançado no Steam pela mesma. Alien Rampage é o que originalmente seria o primeiro Duke Nukem Forever, ainda em 2D, mas a Apogee meio que cancelou esse projeto e foi pra Duke Nukem 3D. Ele é um run’n gun sólido onde no papel de um Alien, temos que destruir outros Aliens em busca de VINGANÇA… OU CHURROS. Não sei o que diabos é dito na cutscene introdutória, o áudio lá é tão zoado que pode ser um dos dois.

Agora, falando sério, a jogabilidade é boa e os gráficos são decentes, exceto a trilha sonora… Que é inexistente. Certamente uma boa jogatina, se você colocar um pouco de METÓÓÓL de fundo.

Alien Carnage/Halloween Harry

Originalmente lançado como Halloween Harry em outubro de 93, este sólido run’n gun platformer 2D foi rebatizado como Alien Carnage para não ser confundindo com um jogo seasonal e não afetar as vendas do jogo no resto do ano, de acordo com a Apogee. Com um estilo cartunesco, ele lembra bastante os originais Duke Nukem. No relançamento de 94 como Alien Carnage, as fases um e três do jogo foram trocadas de ordem, então quem tinha as versões Shareware de Halloween Harry e Alien Carnage poderia jogar metade do jogo sem pagar nada.

O jogo gerou uma continuação em 1996, chamada Zombie War. Hoje é possível jogar Alien Carnage de graça, já que em 2007, a 3D Realms disponibilizou Alien Carnage gratuitamente (só é necessário passar pelo site com fundo escuro e fonte preta).

Elvira: The Arcade Game

Esse aqui pode entrar na linha do janky que o Sancini quer ver pela graça. Sinceramente, a versão de Amiga é superior, mas seria engraçado ver um jogo antigo baseado na icônica personagem interpretada pela Cassandra Peterson em hardwares modernos.

Lagaf’: Les Aventures de Moktar – Vol 1: La Zoubida/Titus The Fox: To Marrakech and Back

A Titus, aqui pra nós é conhecida por duas coisas, uma, por ter publicado aquele jogo do Lamborghini no SNES, e o infame Superman 64. A publisher e desenvolvedora francesa era conhecida por vários títulos de qualidade questionável, mas haviam bons tesouros enterrados em um monte de merda. Por exemplo, o jogo que originalmente tinha a licença do comediante francês Vincent Lagaf’ foi retrabalhado como o mascot platformer Titus the Fox pro mercado internacional. É um jogo relativamente sólido, ainda que não seja marcante. Considerando que é da Titus que estamos falando, é GOAT material.

Dá pra medir o tamanho da infâmia de uma empresa quando um jogo competente apenas é considerado um GOAT. Absorva essa informação.

Elf

Esse título da Ocean, também lançado para Amiga e Atari ST está na lista dos possíveis jogos a serem lançados pela QUByte, novamente, devido a parceria com a Piko Interactive, que publicou o mesmo no Steam, anos atrás.

Elf é um platformer competente e simples, coisas que a Ocean sabia fazer quando queria. Sério, muita gente que jogou em console tende a odiar a Ocean por causa dos jogos questionáveis dela em plataformas como o Mega e o SNES. Claro, que as vezes, eles faziam um jogo bosta de propósito, como o jogo de Highlander, mas isso é história para OUTRO DIA.

Risky Woods

Outro platformer que é possível de ser lançado pela QUByte, já que também foi republicado pela Piko. É considerado um dos melhores jogos espanhóis de todos os tempos pela HappyConsolas (revista espanhola de jogos), e um platformer competente, que recebeu uma versão para Mega Drive.

Ironicamente, foi um dos últimos títulos da desenvolvedora Dinamic Software, que fechou as portas no ano em que Risky Woods foi publicado. OOF.

Eu havia colocado outros jogos aqui, com base em clipes com gameplay dos jogos em questão, mas depois de uma melhor análise dos mesmos, eles saíram da minha lista de desejos por portes, então, com esses singelos títulos, fica aqui os jogos que eu gostaria de ver portados de DOS pela QUByte.

Agora, como comentário as respostas do tweet da QUByte, sei que muita gente pediu jogos que são queridos, mas que seriam difíceis de conseguir os direitos para um porte moderno, pois suas IP’s são de empresas como a Bethesda, Ubisoft ou Epic Games. Alguns dos jogos pedidos (Lamborghini American Challenge) possuem versões melhores em outros Hardwares, e alguns até mesmo possuem versões modernas…

Maaaaas eu adoraria um relançamento de Carmen Sandiego. Hey, eu sou um hipócrita, eu sei.

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