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Nos anos recentes, a Capcom vem nos trazendo diversos relançamentos de seus jogos clássicos na forma de coleções para consoles modernos.

Essa iniciativa começou — pelo menos recentemente — com o  Street Fighter 30th Anniversary Collection, uma coleção que foi feita no ocidente e juntou todos os principais jogos da série. Depois ainda vieram os lançamentos Capcom Beat ‘Em Up Bundle, Capcom Fighting Collection 1 e Marvel vs Capcom Collection, que fizeram muito sucesso com a comunidade devido à sua fidelidade às versões originais, muitas vezes sendo o primeiro lançamento oficial das versões de arcade dos jogos em consoles.

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Agora, em 2025, a Capcom traz a segunda Capcom Fighting Collection, dessa vez contando com os crossovers com a SNK, popular por seus jogos como Fatal Fury e King of Fighters. Mas será que essa coletânea mantém o padrão das anteriores?

Os jogos da coletânea e comentários sobre cada um

Bom, vamos à informação importante. Os jogos que vêm no pacote são:

Divulgação: Capcom

  • Capcom Vs SNK: Millennium Fight 2000 Pro (2001) – Arcade: NAOMI

    • Basicamente a mesma versão do fliperama da época.

    • É a revisão Pro, com mais personagens.

    • Baseada na versão da placa Naomi (mesmo hardware do Dreamcast).

    • É possível jogar com algumas músicas de jogos anteriores, mas a impressão que tive é que não trocaram todas as músicas do jogo.
    • Essa versão também saiu no PS1, mas aqui é a versão arcade.

      Divulgação: Capcom

  • Capcom Vs SNK 2: Mark of the Millennium 2001 (2001) – Arcade: NAOMI

    • Versão da Naomi com alguns bônus.

    • Inclui a versão EO (Easy Operation), lançada originalmente no Xbox e GameCube. É basicamente um modo que facilita comandos e ajusta a jogabilidade para iniciantes.

    • Personagens secretos já desbloqueados.

    • Novo modo “Ver.2K25” com trilha sonora remixada, onde até mesmo regravaram a voz do locutor do jogo (pra um pior, eu achei).

      Divulgação: Capcom

  • Capcom Fighting Evolution (2004) – Arcade: Namco System 246

    • Pode-se jogar com trilha original ou temas clássicos dos personagens.

    • O especial Midnight Bliss do Demitri teve um sprite removido (por questões de direitos autorais relacionados a JoJo’s Bizarre Adventure, já que ele transformava Rose na velha Enya do mangá citado).

    • Shin Akuma e Pyron desbloqueados.

    • Curiosidade: roda na placa Namco System 246 (baseada no PlayStation 2).

      Divulgação: Capcom

  • Street Fighter Alpha 3 Upper (2001) – Arcade: NAOMI

    • Primeira vez com versão em inglês para arcade, que foi construída para essa coleção com base na versão japonesa original.

    • Cenários com leves alterações visuais (não identifiquei).

    • Personagens secretos desbloqueados (acessíveis nas opções).

      Divulgação: Capcom

  • Power Stone (1999) – Arcade: NAOMI

    • Edições em imagens nos finais de personagens (provavelmente Gumrock e Galuda), provavelmente devido a representações de índios e de negros nos finais desses personagens.

    • Personagens secretos desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

  • Power Stone 2 (2000) – Arcade: NAOMI

    • Opção de trilha sonora remixada ou original.

    • Personagens secretos também desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

  • Project Justice (2000) – Arcade: NAOMI

    • Trilha sonora remixada opcional.

    • Algumas imagens da história foram editadas (mudanças não identificadas ainda).

    • O golpe Aerial Float do Kyosuke pode ser ativado/desativado.

    • Personagens editados estão disponíveis (não é possível criar novos).

      Divulgação: Capcom

  • Plasma Sword: Nightmare of Bilstein – Arcade: ZN-2

    • Roda na placa ZN-2 (espécie de PS1 turbinado).

    • Edições visuais em história e cenários (não identificadas até agora).

    • Personagens secretos desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

A apresentação da coletânea

Todos os menus seguem a estética das coletâneas anteriores desde a Capcom Beat’em Up Bundle. A interface é parecida e, com o tempo, foram adicionadas funções extras nos menus, mas nada que mude radicalmente.

No PC, é possível ajustar a resolução dos menus separadamente da dos jogos, o que é ótimo pra quem tem um computador mais modesto. Isso evita quedas de desempenho desnecessária, já que o requerimento para rodar os jogos em si é baixo.

Divulgação: Capcom

Músicas

Temos um rapzinho no menu que lembra os tempos de Street Fighter IV — já entrou na playlist da academia, lol.

As trilhas remixadas, também disponíveis no menu, dão um tom moderno aos jogos, com músicas eletrônicas atuais. Não superam as originais (a nostalgia sempre ganha), mas trazem um frescor pra quem cansou das trilhas clássicas.

No caso de Capcom Fighting Evolution, as músicas “antigas” são, na real, os temas originais dos personagens, o que casa bem com a proposta-homenagem do jogo.

Divulgação: Capcom

Jogabilidade e emulação

Os games rodam lisinhos. Dá pra aumentar a resolução em até 3x no PC (e 2x nos consoles) pros gráficos 3D ficarem bonitos. Também temos os já tradicionais filtros CRT, que dão aquele charme de TV de tubo tão bem usado nas coletâneas da Capcom.

Os controles são totalmente customizáveis, e jogar com arcade stick torna tudo ainda mais fiel e para a alegria de todos mas para a surpresa de ninguém, todos os jogos possuem rollback netcode, até mesmo na versão de Nintendo Switch.

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Infelizmente, um problema chato vindo dos lançamentos desse estilo ainda se sustenta, que é o único slot de save para todos os jogos. Ou seja: se você parou uma partida de Street Fighter Alpha 3 Upper e quiser salvar outra de Plasma Sword, não é possível, pois só dá pra salvar um de cada vez.

Por outro lado, ainda acho que seria legal incluir também os ports de console, já que muitos tinham modos extras. As versões de Dreamcast, por exemplo, rodam igual às da Naomi, mas trazem mais funções.

Também não curto muito essa filosofia atual de escolher modos de jogo direto no menu da coletânea, onde ele apenas carrega um save state da ROM. Sinto falta dos menus dedicados dos ports antigos. Não é algo que estrague a coletânea, mas seria um extra interessante numa possível Capcom Fighting Collection 3.

Divulgação: Capcom

Escolha dos jogos meio questionável, porém aceitável

Temos que abordar a escolha dos jogos pra essa coleção, pois algo me parece meio estranho.

Afinal, por que Plasma Sword e não Star Gladiator (o primeiro jogo)? Por que Project Justice e não Rival Schools? Por que Street Fighter Alpha 3 Upper,  já que o SFA3 original (que convenhamos, não é tão diferente desse) já havia sido lançado em outra coletânea recente?

Meu palpite é o seguinte: focaram em jogos que rodam na placa Naomi, e o resto veio de bônus, tipo quando colocaram o jogo do Punisher na Marvel vs Capcom Collection.

Provavelmente a Capcom deve lançar outra coletânea no futuro com jogos das placas ZN-1 e ZN-2, como Street Fighter EX 1 e 2, Rival Schools, Star Gladiator e talvez até emulação de PS2 com Street Fighter EX 3. Se isso rolar, espero reler esse texto no futuro e gritar: “VIU, EU FALEI QUE IA SAIR!”.

Infelizmente: Censura

Muita gente pode não ligar, então serei breve: a artwork da Mai em Capcom vs. SNK 2 foi censurada com zoom pra esconder o bundão da personagem. A versão japonesa provavelmente veio com a arte original.

Divulgação: Capcom

Isso já aconteceu antes, como no Mega Man X Legacy Collection 2, em que a abertura do Mega Man X4 foi censurada.

Sinceramente, os jogos estão caros demais pro consumidor ainda ter que lidar com esse tipo de palhaçada. Já passou da hora da Capcom (e outras empresas) tomarem vergonha na cara. Não são crianças que estão comprando coletâneas de jogos antigos.

Pior ainda: a arte da Maki (abaixo), do mesmo jogo, está normal. Qual a diferença entre o pacotão da Maki e a bunda da Mai? Tem que perguntar pra Capcom USA e para a artista original, Kinu Nishimura, se ela gostou de ver sua arte cortada.

Divulgação: Capcom

Não só isso, mas o golpe Genocyde Cutter de Rugal em Capcom vs SNK 2 teve seu nome trocado para “Destroyer“, como mostra o vídeo no link a seguir: https://x.com/fffightinfacts/status/1923367832839991671.

É duro ver como as tais “sensibilidades modernas” que tanto se fala, na verdade são apenas frescuras vindas de pautas americanas que, de forma alguma refletem as sensibilidades de todos os outros países do mundo.

Divulgação: Capcom

Não obstante, é bom lembrar que as pessoas que se interessam por esses jogos estão na casa dos 30~40 anos, que podem perfeitamente entender o contexto de cada conteúdo supostamente questionável nas mídias que consomem.

No fim, o que acabamos recebendo é uma tentativa de reescrever o passado através de edição de arte feita por pessoas que tinham uma intenção artística, e não é direito de um funcionário do ESG de uma subsidiária da empresa do outro lado do planeta simplesmente decidir o que deve ou não ser mantido no jogo.

Conclusão

Capcom Fighting Collection 2, apesar do problema acima, entrega uma forma excelente de revisitar esses jogos de luta meio esquecidos.

A presença da SNK com seus personagens mostra que a parceria entre as duas empresas continua forte — especialmente com o intercâmbio de personagens entre Street Fighter 6 e Garou.

Todos os jogos rodam bem e o online tem rollback netcode, inclusive no Switch. As trilhas sonoras remixadas — novidade em relação à Marvel vs Capcom Collection — mostram que a Capcom ainda tenta inovar, mesmo lidando com jogos antigos via emulação.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para PC, gentilmente cedida pela empresa. Capcom Fighting Collection 2 também está disponível para Xbox, PlayStation e Switch.

Divulgação: Capcom

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Marvel vs. Capcom Fighting Collection é provavelmente uma das coletâneas mais aguardadas por todos os amantes de jogos de lutas. Incluso eu. Depois de tantos anos aguardando esperando que a Capcom lançassem  finalmente a Capcom ouviu as nossas preces e nos brindaram com sete títulos que realmente deixou saudades.

Essa coletânea foi lançada no último dia 12 de setembro e resgata sete títulos, com dois desses títulos merecendo muito destaque: X-Men: Children of Atom, que chegou a ser lançado no PlayStation e não foi bem recebido devido a lentidão e falta de quadros, o que em sua contraparte no Sega Saturn foi bem sucedida, mas fora essas duas plataformas, nunca mais se teve noticias. O outro titulo é The Punisher, que só saiu dos arcades para chegar ao Mega Drive e também nunca mais viu a luz do dia.

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Estamos falando de jogos que muito provavelmente só teríamos acesso a emulação, mas como a Capcom começou há alguns anos atrás a investir nessas coletâneas, finalmente pudemos a ter acesso a esse clássicos nos consoles atuais. O que é bom, de fato.

Bem, vamos direto ao ponto. Graças a Capcom Brasil que nos forneceu uma chave do jogo, finalmente pude conferir o que esse nova coletânea tem a oferecer e agora posso desbravar tudo o que esse novo lançamento oferece.

Reprodução: CAPCOM

Uma ode aos nostálgicos

Uma das coisas que se nota logo de cara é que a Capcom não alterna muito o modelo adotado desde a sua primeira coletânea de jogos. É algo simples e funcional, sem firulas e seguindo o modelo carrossel com os títulos.  A parte boa é que continuam recheando de conteúdo para você aproveitar, com artes de todos os jogos e artes originais da coletânea que estão a disposição na aba MUSEU, assim como a trilha sonora de todos eles.

Posso dizer que apesar de adorar a arte dos jogos que compõem essa coletânea, afinal, existe vários rascunhos de design, o que nos da uma ideia de como cada um deles foi concebidos.

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No caso da trilha sonora, está é certamente uma das coisas que mais gosto – Capcom sempre nos entregou trilha sonoras incríveis, alias, eu recomendo treinar ao som da trilha sonora do Marvel vs. Capcom 2, que é espetacular.

E indo um pouco mais além, você também encontrará uma gama de opções para cada um dos títulos de Marvel vs. Capcom Fighting Collection, onde você pode simplesmente ir para o treino livre e tentar aprender a identificar a hitbox de cada um dos personagens e consequentemente melhorar o seu jogo. Esse tipo de função passou a ser bem comum, principalmente por conta do cenário competitivo e vê-lo por aqui, é no mínimo interessante. O que provavelmente fará com que os nostálgicos passem a enxergar com bons olhos para está coletânea.

Reprodução: CAPCOM

Novidades

Os títulos de Marvel vs. Capcom Fighting Collection certamente não inova em termos de jogabilidade, mas segue oferecendo algumas novidades em termos de configurações para cada um dos jogos. Não só contamos com uma variedade de filtros que você possa adequar brilho entre outras melhorias visuais, como também podemos alternar entre suas versões entre a japonesa e a norte americana, e ainda podemos conferir em tempo real a prévia dessas mudanças.

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E se você é um dos que sente falta da possibilidade dos cheats de desbloqueio de personagens, saiba que os títulos são portes dos arcades, então funcionalidades que estávamos habituados a ver nas versões de console de mesa não estão disponíveis, MAS, você pode selecionar se o jogo inicia ou não com os personagens especiais desbloqueados. Em Marvel vs. Capcom 2 por exemplo, os personagens estão todos lá para você escolher nos combates 3×3 sem ter que ganhar dinheiro para adquiri-lo nas lojas – O que eu particularmente gostava, até porque enxergava nisso uma forma de estender o tempo de jogo.

Outra novidade e provavelmente a mais significante de Marvel vs. Capcom Fighting Collection é o rollback netcode que torna a experiência nos combates online uma experiência bem mais tranquila. Nas partidas que joguei não encontrei qualquer dificuldade e todas foram estáveis, seja jogando no modo dock ou no modo portátil do Nintendo Switch, o que realmente me animou a voltar ao titulo mais vezes.

Conclusão

Marvel vs. Capcom Fighting Collection não só acaba atraindo atenção do publico jovem que pode se ver motivado a querer conhecer os jogos em suas plataformas atuais, como também reúne toda uma comunidade de amante de jogos de lutas, além de ser uma maneira de também preservar esses jogos. Posso dizer com tranquilidade que essa coletânea é uma ótima porta de entrada para conhecer uma das melhores fases dos jogos de luta dos anos 90.

E falando por mim que não sou lá um grande amante de jogar no computador, ter a mão essa variedade de jogos no conforto do sofá é sim muito atraente. Principalmente pela qualidade em que eles estão sendo portados em sua totalidade sem perder nenhum quadro das animações e com um bom desempenho, e um online que realmente vai te garantir boas partidas. Quem gosta de encarar desafios no online, sem dúvida vai se divertir.

O desempenho dele no Nintendo Switch foi bem satisfatório e ter esses setes jogos a disposição fácil para jogar no modo portátil, é realmente gratificante. O maior ponto negativo é o seu preço. Marvel vs. Capcom Fighting Collection chega aos consoles e PC com um valor um tanto elevado, na Steam o jogo está por R$ 199 e R$ 275 nos consoles.

Esperem uma promoção ou não, mas Marvel vs. Capcom Fighting Collection com certeza vale muito a pena, só peca por terem deixado de forma as versões de consoles lançadas no passado e o seu preço elevado no lançamento.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma chave digital para Nintendo Switch cedida gentilmente pelo Capcom.

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