Arquivos Jogo de terror - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/jogo-de-terror/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 03 Feb 2025 19:25:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Jogo de terror - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/jogo-de-terror/ 32 32 Dead of Darkness | Como fazer um Resident Evil em 2D https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/03/dead-of-darkness-como-fazer-um-resident-evil-em-2d/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/03/dead-of-darkness-como-fazer-um-resident-evil-em-2d/#respond Mon, 03 Feb 2025 19:25:32 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19346 Adaptações 2D de jogos 3D sempre foram algo complexo, porque muitas coisas tem que ser mudadas, a jogabilidade alterada e levado em conta os controles da plataforma em questão, ao menos no passado. Me refiro em específico a era dos portáteis entre 97 e 2002, em especial, Game Boy, Game Boy Color e Game Boy […]

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Adaptações 2D de jogos 3D sempre foram algo complexo, porque muitas coisas tem que ser mudadas, a jogabilidade alterada e levado em conta os controles da plataforma em questão, ao menos no passado. Me refiro em específico a era dos portáteis entre 97 e 2002, em especial, Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance, Neo Geo Pocket e Wonderswan/Color (DS e PSP já tinham potência pra fazer 3D sem engasgar e peidar). Nessa era, recebemos adaptações de franquias e jogos 3D, desde jogos originais (Resident Evil Gaiden, Metal Gear: Ghost Babel) a adaptações de jogos (Alone in the Dark: The New Nightmare, Max Payne). Claro que muitos projetos ficaram pelo caminho, como um porte de Resident Evil, e pelo menos dois projetos envolvendo Dino Crisis.

Claro, que nem sempre os resultados eram satisfatórios, enquanto que o Metal Gear de Game Boy Color e o Max Payne de GBA eram bons jogos, Resident Evil Gaiden tinha uma execução pavorosa, apesar da boa ideia (O combate do jogo é o principal ponto ruim, seguido da arte horrível) e Alone in the Darkness: TNN é ruim, ainda que ele tente emular a versão de consoles.

A história de hoje começa com um jogo singelo de horror chamado Dreamland R, feito no RPG Maker 2000 (ê, saudades) e lançado em 2005, e que em 2010 ganhou uma versão atualizada e revisada, intitulada Dreamland R Final Mix (O título obviamente foi inspirado nas versões Final Mix de Kingdom Hearts), e que ganhou uma tradução pro inglês em 2012 (O jogo foi lançado originalmente em alemão). Haviam planos para uma continuação, que seria chamada de Dreamland R², que nunca foi lançada… (Isso tem mais em comum comigo do que eu imaginava. Versão revisada do próprio jogo, planos de uma continuação nunca lançada?). Eis que em 2022, o criador do jogo, Judeau, anunciou que ele estava trabalhando em um novo jogo que iria utilizar ideias de Dreamland R² e estava em fase de planejamento há pelo menos dois anos.

Com o título de Dead of Darkness, o jogo originalmente iria utilizar o RPG Maker MV como engine, mas devido a limitações técnicas, o criador decidiu trocar de engine e utilizar o GameMaker Studio 2. E depois de dois anos e pouco em produção, agora sob a label Retrofiction Games, Dead of Darkness chegou ao PC na segunda metade de Janeiro, com lançamento também previsto futuramente para os consoles. Será que esse tempo todo valeu a pena? Ou o jogo falha feito minhas tentativas de fazer uma continuação para Força da Amizade? Confira conosco


Procurando pela verdade

Em 1985, na Inglaterra, o investigador privado Miles Windham segue uma pista sobre a misteriosa morte da sua filha que o leva até à Ilha Velvet. Mas assim que chega à ilha, ele rapidamente percebe que os residentes estão a comportar-se de forma estranha. Na verdade, há uma crescente hostilidade em relação ao investigador que parece tornar-se mais forte a cada minuto. Não demora muito até que a situação se intensifique e Miles se encontre numa luta pela sua própria sobrevivência.

Um detalhe que o resumo do jogo no Steam não detalha da história, é que o jogo é visto do ponto de vista de dois personagens, o próprio Miles, que está investigando o que aconteceu com sua esposa e filha, e Olivia Greene, uma enfermeira que fora contratada para trabalhar na clínica da Ilha Velvet. O jogo nos apresenta inúmeros personagens com suas histórias e motivações próprias, que envolvem os segredos tenebrossos da ilha.

Apesar da influência de Resident Evil, o jogo também bebe da fonte de H.P. Lovecraft, com pitadas de horror cósmico e insanidade introduzidos no jogo, o que dá um contraste interessante a narrativa… O que é verdade e o que foi produto da sua cabeça? E sem querer spoilar o final do jogo, mas… O jogo deixa aberto que haverá uma continuação.


Resident Evil clássico na veia

Vamos a uma crítica que eu fiz em vários outros jogos aqui no site em termos de gameplay… O jogo não é tão otimizado para o uso do teclado. O que quero dizer com isso? O dev recomenda que joguemos com controle. Mas vamos lá, o jogo bebe da fonte de Resident Evil total, em específico, os primeiros Resident Evils, com o jogador não podendo se mover enquanto atira, a faca para uso quando lhe falta (ou se quer poupar) munição e a exploração da mansão e da ilha.

Até mesmo a função de mudar a cor da sala no mapa quando se acha 100% dos itens, introduzida em jogos posteriores, como o RE Remake foi trazida para Dead of Darkness. Os controles funcionam muito bem, obrigado, mesmo eles tendo sido otimizados para controles e não teclados. Na parte de exploração, obviamente se encontram itens necessários para a jornada, pistas e segredos da lore do jogo e o que está de fato acontecendo na maldita ilha.

O jogo cobre áreas básicas do Resident Evil que aprendemos na terceira série, como inventário e munição limitados, saber quando fugir de uma luta. E como o jogo não pausa, muitas vezes, uma escapadinha para recarregar a arma é o que diferencia a vida e a morte no jogo. Como disse duas frases atrás, fugir as vezes é a melhor opção, porque tem inimigos que podem te matar num ataque só, e as mortes aqui são gráficas e criativas.

Lembra que mencionei da pitada de horror cósmico? Pois é, o jogo tem um sistema de sanidade, e conforme você é atacado por inimigos, mais ablublé das ideias seu personagem vai ficando, até o ponto em que Game Over, Man… Game Over. Sim. Isso dá um toque a mais de cuidado que você precisa ter. Por outro lado, o jogo oferece vários níveis de dificuldade, então mesmo se você for um palerma ou cagão em jogos de Terror (estou olhando para você, Diogo), Dead of Darkness dá pra ser jogado de boa. Outra coisa positiva, é que o jogo sabe utilizar jumpscares, não é como nos jogos de horror modernos (aqueles que Youtubers jogam e gritam feito sopranos de maneira artificial) onde há um jumpscare a cada treze segundos.


Pixel art boa, dublagem de destaque

A dublagem de Dead of Darkness é muito bem feita, os atores apresentam performances decentes, em especial os dubladores de Miles (Bradley Gareth, August, o assassino em série de Crimson Spires) e Olivia (Abigail Turner, Maddy em Crimson Spires… Fun fact, foi a Maddy que foi minha rota quando joguei Crimson Spires no PS4), já que os dois personagens são os que mais você irá ouvir na jogatina.

Graficamente, possui muita inspiração em seu antecessor, Dreamland R, com os sprites de longe lembrando sprites do RPG Maker 2000, obviamente com muito mais detalhes do que seria possível no RPG Maker original. Os cenários são inspirados em Resident Evil, impossível não navegar na mansão da ilha e não lembrar da Mansão Spencer com uma certa nostalgia. E todo esse cenário conectado é muito bem feito.

Isso sem contar os monstros, oh boy, eles são grotescamente bem feitos, em especial os bosses. esses são, em particular os enormes, o destaque da parte gráfica do jogo. E temos como finalização, os retratos dos personagens, e apesar da diferença ser gritante dos retratos pros sprites, os retratos são igualmente bem desenhados.

 

Considerações Finais

Dead of Darkness conseguiu ser um Resident Evil bidimensional MUITO MELHOR que o próprio Resident Evil 2D oficial… O que convenhamos, não era difícil. O que quero dizer é, Dead of Darkness consegue se destacar por si só, sem precisar do conhecimento necessário de Dreamland R, ou Resident Evil. É um bom survivor horror com uma jogabilidade boa, gráficos bacanas que vale a pena, e o preço de R$ 39,99 é um bom custo-benefício. Se você curte RE clássico, dê uma chance ao jogo.

Nota final: 9,5/10

Dead of Darkness está disponível para PC, e a Eastasia Soft irá cuidar das versões de PS4, PS5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series que serão lançadas posteriormente. Essa análise foi feita com uma cópia de PC, fornecida pela Retrofiction Games

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Sanitarium | Para que o louco não se enfureça, não pode contrariá-lo, tem que imitá-lo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/#respond Tue, 30 Jul 2024 13:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17203 Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo […]

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Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo havia comprado.

Nunca avancei no jogo, mas, após muita insistência do Diogo, eu finalmente decidi pegar esse jogo para jogar até o fim.

Confiram logo abaixo como foi a minha experiência:

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Roteiro que nem o Programa H com Luciano Huck

Loucura, loucura, loucura…

Não que seja algo ruim. A história é apresentada em doses homeopáticas, seja em pequenos flashbacks e pequenos diálogos, ou através de alegorias, desorientação, visões surreais, simbolismo e metáforas.

LEIAM – Elden Ring: Shadow of the Erdtree | A expansão… do número de vezes que morri

É fácil fazer paralelos com filmes como Shutter Island e 12 Monkeys, que trazem o tema de delírio e loucura. O Diogo também citou Jacob’s Ladder, mas ainda não assisti. Outros momentos de Sanitarium me lembraram a forma de contar a trama semelhante ao jogo To The Moon.

Abaixo, adicionei spoilers. Caso não deseje estragar sua experiência, sugiro abraçar e aceitar todos os absurdos que são apresentados durante a história.

Efeitos sonoros, música e vozes da minha cabeça

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

O jogo inicia com um alarme disparado e sons de gritos e desespero. Confesso que, de imediato, já tive um desconforto bem grande que me fez procurar o botão do alarme o mais rápido possível. Os efeitos são bons e a dublagem é aceitável, apesar de achar que, em alguns momentos, faltava interpretação do protagonista.

LEIAM – Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco!

As músicas encaixam muito bem também. No geral, ou são trilhas ambientais bem perturbadoras ou músicas instrumentais minimalistas e melancólicas. Destaque para o tema Sarah.

O único ponto que me incomodou na parte de áudio eram os níveis de som quando se entrava em um puzzle ou quando se mudava de um ambiente para outro no jogo. Sempre havia uma variação que me incomodava.

Gráficos, vídeos e alucinações visuais

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Na minha opinião, os gráficos de Sanitarium envelheceram relativamente bem. Os cenários e personagens são em 3D pré-renderizados. Na resolução do jogo (640×480), funciona muito bem. Aumentando a escala, acaba estourando um pouco, mas nada que incomode.

Os vídeos CGI também são agradáveis. Considerando outros vídeos 3D de jogos contemporâneos ao Sanitarium, este sobreviveu bem. Possivelmente por evitar mostrar rostos.

Minha única dificuldade foi enxergar alguns itens, dada a baixa densidade de pixels.

Jogabilidade, movimentação e espasmos involuntários

Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Sanitarium é um adventure/point-and-click com interações com botão esquerdo do mouse e movimentação com botão direito. É simples e funcional. Não possui diversos verbos como jogos da LucasArts. Não possui combinação de itens no inventário. Não adiciona complexidade desnecessária.

Minhas únicas reclamações são com a velocidade de movimento do personagem e certa dificuldade para encontrar os spots clicáveis no cenário de Sanitarium. Às vezes, demandava muito tempo ir e vir pelo mapa; em outras, é necessário caçar qual pedra de um amontoado no chão é possível clicar ou em qual pedaço do mapa é possível andar.

Reprodução – Internet

Teorias e spoilers

Segue análise escrita por Mewd no fórum AdventureGamers

Resumo do Enredo:

Este é um resumo montado das cenas de flashback do ‘mundo real’ que são exibidas em momentos chave.

Max é um pesquisador médico perfeitamente comum que foi levado à carreira médica pela culpa de sua irmã Sarah ter morrido de uma doença desconhecida. Na busca para evitar tragédias semelhantes, Max se empenha em encontrar uma cura para o DNAV, uma doença misteriosa que afeta apenas recém-nascidos. Sua pesquisa o leva, junto com sua esposa, para a região dos Astecas na América Central; onde Max está convencido de que encontrará uma cura baseada no fato de que uma tribo de antigos aldeões astecas sobreviveu a uma praga sem o uso de tratamento médico. Max fica frustrado, pois, apesar de passar muito tempo investigando, não encontra nenhuma evidência de uma cura. Ele ouve dizer que seu antigo colega, Dr. Morgan, está trabalhando arduamente na Mercy Corporations para inventar a droga Hope, que promete curar o DNAV que está dizimando os recém-nascidos. Max, vendo seu trabalho atual como um fracasso, decide que talvez deva voltar para casa e ajudar seu antigo colega, que está próximo de uma cura real, em vez de buscar uma cura sozinho de maneira arrogante.

Max retorna para casa e começa a trabalhar com Morgan; infelizmente, muitos dos sujeitos de teste tratados com a droga Hope morrem. A pesquisa continua, e Max passa muito tempo longe de casa, tentando descobrir o que está errado. Sua esposa, infeliz por estar sozinha enquanto Max está consumido pelo trabalho, frequentemente lembra-lhe de sua insatisfação. No entanto, Max está determinado a encontrar uma cura.

Em algum momento, Max está rodando simulações em seu computador para a droga Hope e a vê falhar diante de seus olhos mais uma vez. Então, ele tem uma inspiração e, ao notar uma pequena foto de sua viagem de pesquisa na selva asteca, tem uma revelação e percebe que a resposta para curar o DNAV estava diante dele o tempo todo, aparentemente na foto.

LEIAM – Creepy Tale: Some Other Place | Análise

Ele rapidamente realiza uma simulação e fica eufórico ao ver que funciona. Ele então direciona todos os recursos da empresa para pesquisar essa cura, mas Morgan corta seu financiamento. Em uma reunião, Morgan explica que Max estava se distraindo demais com uma promessa vaga de cura, quando deveriam se concentrar na droga Hope para aperfeiçoá-la. Max fica enfurecido, acusando Morgan de estar buscando apenas lucros e prestígio em vez de curar a doença. Max ameaça deixar a empresa, mas Morgan lembra a ele que sua irmã Sarah não morreu de DNAV e que ele estava levando isso muito para o lado pessoal. Morgan cede e tenta conceder a Max algum financiamento para sua pesquisa, e a reunião termina de forma tensa.

Morgan corta os cabos de freio do carro de Max, na tentativa de impedi-lo de roubar a riqueza e o prestígio que ele obteria com sua cura. Morgan possivelmente faz isso não só por essa razão, mas também para usar a droga Hope como meio de mostrar a seu pai cruel e depreciativo que ele não é um fracasso.

Max dirige para casa, conversando com sua esposa ao celular enquanto desce uma estrada de montanha molhada pela chuva, e não consegue reduzir a velocidade. Seu carro sai da estrada e Max quase morre no acidente.

O que exatamente acontece em seguida é debatível. Max fica preso dentro do Sanatório.

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 1: Não Há Sanatório

“Esta teoria propõe que o jogo inteiro jogável é uma ilusão completa. Apesar dos capítulos no Asilo, isso também faz parte da alucinação causada pelo trauma craniano de Max. Isso é evidenciado durante “O Desafio” quando Max diz: “Eu vejo a conexão agora! Nada disso é real!”

Isso explicaria várias coisas, principalmente por que Morgan de repente é um psiquiatra em um asilo em vez de um médico e como Max acabou em um hospital em vez de ainda estar no asilo. Simplificando, nada disso realmente aconteceu.

A única coisa que realmente impede essa teoria é a virada horrivelmente gráfica que Morgan dá durante a parte “O Laboratório” do jogo. Ele é visto como um monstro desumano que está massacrando pessoas para conquistar a insanidade. Ele está usando crianças clonadas com aparência perturbadora para estudar e colher a “carne insana”.

Isso é espelhado no capítulo de Grimwall, onde Gromna comete atrocidades semelhantes. É possível que tudo isso represente o desdém de Max por Morgan por não ajudá-lo com sua cura, ou pode ter sido apenas a maneira do designer do jogo de construir um impulso contra Morgan como antagonista. De qualquer forma, parece uma tangente solta. Se você terminar o jogo assumindo que havia mais nos planos de Morgan do que simplesmente encher os bolsos, provavelmente sairá do jogo com a sensação de que ele não terminou corretamente.

Outra coisa a considerar são os avisos ominosos que Max recebe sobre estar preso neste lugar. Talvez isso seja orientação divina; é difícil dizer. No clímax, onde Morgan injeta o IV de Max com o misterioso líquido verde, vemos repetidamente uma representação “viral” de Morgan que está tentando mantê-lo restrito em sua própria mente, mas a droga real ainda não entrou em seu corpo. Todas essas coisas combinadas lançam algumas dúvidas sobre essa teoria, embora tudo possa ser atribuído a alucinação e exagero mental. A especulação nos leva à segunda teoria do enredo.”

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 2: Droga da Insanidade

“Esta é uma teoria alterada que é muito menos coerente; mas foi a impressão que tive na primeira vez que joguei. O nível “O Laboratório” desempenha um papel muito maior aqui; em que os estudos de Morgan sobre caçar e capturar a insanidade são factuais. Se o asilo é real ou não é discutível, mas o principal aqui é que Max foi injetado com um estranho líquido verde que parece ter sido colhido dos bebês de tubo de ensaio. Minha sugestão é que este seja um ‘Soro da Insanidade,’ com o qual se pode infectar um indivíduo perfeitamente normal e torná-lo insano.

Durante o clímax, Morgan injeta o IV de Max com essa substância. Pode muito bem ser veneno; considerando que mata você se chegar ao seu braço, mas parece notavelmente semelhante à injeção que você recebeu antes de se transformar em Grimwall.

Se o Asilo fosse real, então Morgan poderia idealmente tê-lo injetado com o soro e colocado no hospício para impedi-lo de espalhar informações sobre sua cura. É improvável que Morgan tenha conseguido se tornar o médico-chefe de um asilo apenas para fazer isso, no entanto. A menos, é claro, que a Mercy Corporations tenha seu próprio asilo; mas isso seria apenas se aprofundar em desculpas sem fundamento. Essa teoria é possível, mas parece terrivelmente improvável.”

Sanitarium
Reprodução – Internet

Considerações finais

Por algum motivo que não sei explicar, eu nunca persisti em jogar Sanitarium além daquela área inicial quando era criança/adolescente. Foi a melhor decisão que eu tomei.

Por quê? O jogo é ruim? Não! muito pelo contrario!

Só que para poder absorver as diferentes camadas e nuances de Sanitarium, se faz necessário um pouco de vivencia e entendimento da vida. Algo que, quando adolescente, tenho certeza que não conseguiria aproveitar e simplesmente achar que se trata de um jogo “pirado”.

Por exemplo, na vida adulta, as vezes nos dedicamos em demasia pelo trabalho e isso pode afetar a vida amorosa com o(a) companheiro(a). Ou uma internação por alguma infecção que te faz ter febre e delírios, e lidar com efeitos colaterais de analgésicos bem potentes.

Na minha opinião, Sanitarium  é um bom jogo e com uma história bem diferente. Já joguei outros adventures e no geral eles tem uma temática bem leve e bem humorada. Um que tentou ser mais na pegada adulto e terror foi Phantasmagoria, mas o resultado final foi uma entrega galhofa e que não causa inquietude e desconforto como Sanitarium.

O jogo tem pequenos defeitos, como as já citadas dificuldades para saber as áreas que são clicáveis e que tem movimentação permitida. Merecia um carinho da DotEmu para rodar o jogo em resoluções maiores, com scaling filters e algumas qualidades de vida.

Recomendado! Vá verificar nas promoções das suas plataformas de serviços de distribuição de jogo digitais favoritas(que não me pagam nada)

Você pode acompanhar a jogatina inteira na playlist Sanitarium do canal Arcade Noé.

Nota: JOGUEM!

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Lakeview Cabin Collection | Uma homenagem aos filmes de horror dos anos 80 https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/04/23/lakeview-cabin-collection-uma-homenage/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/04/23/lakeview-cabin-collection-uma-homenage/#respond Thu, 23 Apr 2015 17:32:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/04/23/lakeview-cabin-collection-uma-homenage/ Se existe um gênero de filme que me faz soltar boas gargalhadas tanto quanto uma boa comédia, são os filmes de horror. Eu cresci assistindo a clássicos como The Shinning, Christine, Gremlins, Hellraiser entre tantos outros, mas quando preciso jogar algum título do gênero eu simplesmente bugo. Obviamente não estou aqui para falar dos meus complexos e problemas […]

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Se existe um gênero de filme que me faz soltar boas gargalhadas tanto quanto uma boa comédia, são os filmes de horror. Eu cresci assistindo a clássicos como The Shinning, Christine, Gremlins, Hellraiser entre tantos outros, mas quando preciso jogar algum título do gênero eu simplesmente bugo.


Obviamente não estou aqui para falar dos meus complexos e problemas mentais, mas sim, para apresentá-los à Lakeview Cabin Collection.


Eu não sou muito chegado a games indies, principalmente pelo fato de que poucos jogos que utilizam do pixel art são bons, mas no caso desse título, ele realmente me empolgou, pois além de ser uma homenagem aos filmes slasher dos anos 80, realmente é muito divertido e com sangue o suficiente para agraciar os amantes de Hotline Miami e filmes de horror.


O jogo começa especificamente na rua, próximo a um cinema e em seu comando com quatro personagens masculino. Sendo que um é um visitante qualquer, o outro um mendigo portando uma shotgun e dois funcionários do cinema.


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Eu não pretendo oferecer spoiler, mas há um easter egg a ser feito com esses personagens, but, entrando com um deles na sala de cinema do filme Lakeview Cabin III, você passa a controlar o grupo de casal.



No jogo você terá em seu comando um grupo de casal, que como qualquer bom filme de horror dos anos 80, resolveu passar o final de semana isolado do mundo e escolheu o Camping Lakeview. – Eu carinhosamente apelidei o grupo de ABBA, e o cachorro apelidei de Scooby, sou péssimo para dar nomes em animais, basta ver minha gata que recebeu o nome de Kirie.


Voltando, apelidei a garota ruiva de Shakira, assim, eu pude usá-la como isca para matar o assassino sem dor na consciência – Morra Shakira!



Droga, esqueci de falar sobre o assassino, pois bem, em Lakeview, você pode transar, nadar pelado, tomar cerveja, fumar maconha, tudo como manda a lista de coisas a não serem feitas quando se está em um local isolado da civilização. Se você realizou todos esses itens, se prepare pois Baby Face vai aparecer, alias, nem precisa fazer, ele vai aparecer de qualquer forma.

Para sobreviver, você pode se esconder dentro de armários, pular no lago, esconder-se nos cômodos ou tentar dar cabo da vida dele, mas saiba que quando Baby Face estiver bem machucado, uma surpresa surgirá.

Isso não o impedirá de acertar a cabeça dele com um machado, atear fogo, atirar com uma shotgun na cara ou derrubar um bloco de concreto em cima dele. Existem inumeras armas ao seu dispor, basta usar a imaginação.


Também há inúmeras formas de ser morto no jogo, mas o fato dele obrigar você a criar uma armadilha no melhor estilo Scooby-Doo torna o replay cada vez melhor. Talvez o único ponto negativo por enquanto seja o fato de que apenas o “terceiro filme” é jogável. Após concluir você volta para o cinema onde vê as outras salas do cinema bloqueadas.




O primeiro título é gratuito e você pode jogá-lo diretamente no site do Game Jolt, mas  a versão paga é bem superior e tem a vantagem de que você compra uma vez e receberá todos os “filmes” conforme forem lançados.

Espero que os próximos possam mesclar títulos como O Exorcista, Drácula ou até mesmo o Massacre da Serra elétrica – O que achei imperdoável por não encontrar nenhuma moto serra no local.

Se está sem nada para jogar e procura por algo novo, recomendo vivamente que joguem Lakeview Cabin Collection, pois como eu disse, não sou muito chegado a  games indies, mas se é bom, eu preciso dar o braço a torcer.

Agradecimentos ao canal do Lazy, pois conheci o jogo lá em um dos ótimos gameplays que ele faz, que por sinal você pode ver logo abaixo:



Obrigado, Lazy!

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