Arquivos Gatos - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gatos/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 02 Jan 2025 18:50:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Gatos - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/gatos/ 32 32 Stars in the Trash | Não, o jogo não vai pro lixo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/02/stars-in-the-trash-nao-o-jogo-nao-vai-pro-lixo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/01/02/stars-in-the-trash-nao-o-jogo-nao-vai-pro-lixo/#respond Thu, 02 Jan 2025 18:50:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18980 Ah, ano novo. Hora de promessas e coisas que certamente nunca fatremos, mas juramos que mudaremos. Aquela dieta, parar de beber, não arrumar tretas, evitar comprar muitos jogos. Ano novo é cheio de resoluções. Mas no meu caso, hora de remover o backlog gigante. Nesses últimos dias de 2024, deixei as jogatinas de lado para […]

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Ah, ano novo. Hora de promessas e coisas que certamente nunca fatremos, mas juramos que mudaremos. Aquela dieta, parar de beber, não arrumar tretas, evitar comprar muitos jogos. Ano novo é cheio de resoluções. Mas no meu caso, hora de remover o backlog gigante.

Nesses últimos dias de 2024, deixei as jogatinas de lado para assistir animes, pois é, quem diria, Sancini vendo animes. O que me deixou com coisas acumuladas e os jogos que recebi no fim de 2024, mas não fiz análise. Hora de começar.

Enfim, o que animes tem a ver com o jogo da análise de hoje? Não muita coisa, mas o jogo tem muita inspiração em animações clássicas. Criado pelo estúdio espanhol Valhalla Cats, Stars in the Trash promete misturar platforming com a pegada de animações clássicas. Será que ele consegue?

Aventuras gatásticas

Cansado de se sentir aprisionado em casa, Moka, um gato mimado, decide fugir e buscar aventuras. Sua jornada toma um rumo inesperado quando a carrocinha ameaça as ruas. Moka precisa aprender a a sobreviver, e a apreciar o que ele deixou para trás, antes que ele possa perder seu melhor amigo e tudo o que tinha.

A simplicidade do roteiro que conta uma história sem uma fala sequer, não impede a história de ter seus momentos mais pesados. O jogo sabe bem onde colocar momentos cálidos e momentos de tensão. Isso é ótimo porque muitas vezes não é sobre a complexidade do roteiro, mas como você conta uma história.


Uma jornada curta e episódica

A introdução de Stars in the Trash é quase como alguns episódios de cartoons descompromissados do passado, você vai lidar com os controles simples dentro de casa, desempenhando tarefas e vivendo “aventuras” que parecem épicas, mas só acontecem na cabeça do gatinho protagonista. Uma batalha contra o terrível mestre aspirador de pó gigante numa masmorra horripilante, não passa do gato brincando com o aspirador de pó no porão de casa. E sempre que o gatinho vai sair de casa, o cachorro vem e o pega, sinalizando o final do “episódio”

Só que conforme o jogo vai avançando, as aventuras ficam reais e as coisas sérias. Mas com os controles simples e efetivos, e sabendo o que fazer, esta é uma aventura relativamente curta. Inclusive essa é a proposta de Stars in the Trash, uma aventura curta e lúdica, como um desenho animado, onde o protagonista vai ajudando os outros pelo caminho, e que é possível terminar em duas horas. Apesar de que eu vi playthroughs de menos de uma hora.

Ainda que nenhum dos aspectos da jogatina de Stars in the Trash seja particularmente complexo, o que ele faz, executa MUITO bem. E isso é bem importante para um jogo de plataforma. O jogo possui elementos interativos fora da aventura principal, gatices como brincar com bolinhas e derrubar vasos. Isso é um incentivo a exploração e as conquistas do Steam… E automaticamente torna esse jogo um simulador de gatices melhor do que Stray que não passa de um walking simulator com um gato, mas divago.

Aqui é onde o jogo brilha

Stars in the Trash é um jogo BELÍSSIMO. Uma das comparações óbvias seria com Cuphead, mas enquanto o Run and Gun obviamente é um tributo as animações dos anos 30, Stars in the Trash tem sua inspiração nos anos 90 em seu estilo. Cenários maravilhosos e animação soberba, deixam qualquer um de queixo caído. Tudo foi feito com um esmero que justifica até mesmo o preço, apesar da curta duração.

A trilha e efeitos do jogo funcionam harmoniosamente em conjunto, com músicas que remetem (não copiam, mas fazem lembrar) as animações da renascença da Disney dos anos 90. E quando o jogo não coloca as músicas, os efeitos sonoros aclimatizam o jogador perfeitamente. A princípio eu criticaria o fato do jogo não ter textos em português, maaaas… O jogo mal tem texto, apenas menus, então não posso criticar tanto o jogo por isso.

Uma belíssima surpresa de fim de ano

Stars in the Trash é um jogo que me surpreendeu positivamente, tal qual um outro jogo com inspiração em animação que analisei há bastante tempo, o Rainbow Billy. O trabalho em capturar o espírito das animações em um jogo com jogabilidade simples, mas funcional torna o título uma boa aquisição para quem curte platformers com um tom narrativo e boas animações. Recomendadíssimo. Só não leva nota 9 pela curta duração.

Nota: 8,5/10

Stars in the Trash está disponível para PC e essa análise foi feita com uma chave fornecida pela Valhalla Cats, que reverterá parte das vendas para o auxílio de abrigos de animais.

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Acho que já devo ter dito em um, dois ou vinte textos, que não sou muito chegado em roguelikes, mesmo tendo feito textos sobre um ou mais jogos do gênero (de cabeça, me vem aquele do Heavy Metal que eu esqueci o nome, e o beat’em up side-scroller do Team 17 que eu também esqueci o nome). Eu não sei de onde exatamente vem minha aversão ao gênero, talvez porque assim como os AAA imitam as tendências de um jogo de sucesso (lembra quando todo jogo queria imitar GTA, ou Gears of War? Ou quando todo jogo passou a ser “Mundo Aberto” com centenas de caralhos pra coletar, side-quests ruins a rodo pra esconder o quão vazia era a experiência principal? Acho que vale o mesmo pra roguelikes pra mim, agora TODO SANTO JOGO o dev quer colocar elementos de roguelike. Isso quando ele não mistura roguelike com FUCKING CARTAS. Sim, só olhar qualquer showcase de jogos independentes e fazer um drinking game de cada jogo roguelike… Shot duplo se tiver cartas. Você vai ter cirrose em seis meses. Se adicionarmos jogos de fazendinha imitando Stardew Valley? COMA ALCOÓLICO NO DIA.

Então, dá pra entender meu ceticismo ao falar sobre o gênero, é um do qual eu nunca fui particularmente fã, que todo aspirante a desenvolvedor indie quer pegar carona achando que virá “grana fácil” (Isso aqui é completamente subjetivo já que todo desenvolvedor indie SABE que é mais fácil ganhar na mega sena do que ter “grana fácil” desenvolvendo jogos). Mas ainda assim, mesmo eu não gostando do gênero, aqui no Arquivos do Woo, prezamos pelo nosso profissionalismo e integridade jornalística (sim, alguém tem que ter esse tipo de coisa trabalhando com jogos, mesmo que certos sites gringos e nacionais tenham jogado a integridade na latrina… Star Wars: Outlaws “um dos melhores jogos de Star Wars”? SÉRIO, JOVEM NERD? Outro Ubisoft: The Game com skin de Star Wars, extremamente mediano com personagem sem carisma, e vocês chamam de “um dos melhores jogos de Star Wars?” Num mundo com os dois Star Wars Jedi da EA, os Battlefront originais (e até mesmo o Battlefront 2 da DICE é bom, descontando o caminhão de microtransações), os Knights of the Old Republic (incluindo o MMO) e Force Unleashed. Tenha paciência). Aonde eu estava? Ah sim, integridade jornalística. Aqui, prezamos esse tipo de coisa, e analisamos jogos de gêneros que não somos tão ligados assim.

Foi assim que Ink. (Sim, tem um ponto no título do jogo. Boa sorte tentando pesquisar no Google/Duck Duck Go/Seu motor de pesquisa), título independente da Brainium Games, desenvolvido pela Linked Rooms Games (boa sorte tentando pesquisar sobre eles também) chegou as minhas mãos, e ao acesso antecipado no Steam. Será que vale a pena pegar, ou é só mais um em meio a milhares de roguelikes?

Aventuras através dos Olhos de uma Criança

Tecnicamente, o protagonista do jogo é Liam, uma criança criativa que dá vida a incríveis histórias através de seus desenhos, e o jogador em si, assume o papel de um dos três diferentes gatos de pelúcia que ele possui (Spok, Smuk e Skrat) e basicamente… Você cria a sua história, atirando em tudo o que se mexe, pois possivelmente Liam assistiu muito Rambo, Braddock e Commando, pois seus gatinhos de pelúcia atiram em tudo o que se mexe.

É, o jogo não oferece tanto em narrativa, é o jogador, através das decisões e caminhos que toma em suas runs é que cria o que os gatinhos vivenciarão. Nada contra isso, mas também…

Jogar no touchpad é uma miséria

Eu não sou o maior versado em PC gaming, mas Jesus Cristo de cascatinha, touchpads de laptop e jogos NÃO COMBINAM. Eu reclamei disso na análise de Mustache in Hell, mencionei em Void Sols e só por desencargo de consciência, devo mencionar também quando joguei o híbrido de visual novel e simulador de fotógrafo da Super Sonico no PC: TOUCHPADS DE LAPTOP SÃO UM HORROR PRA JOGAR. Então, se você tem um mouse e teclado, ou um controle… Pode ficar tranquilo, que Ink. é fácil de jogar e compreender em termos de controle. Ele funciona no seu mais básico, como um dual stick shooer, você se move com um analógico/WASD e mira com o outro analógico/mouse. E obviamente atira com o botão esquerdo do mouse, usando o direito para esquivar. Controles realmente básicos e que não lhe deixam na mão, a não ser que você seja um idiota como eu e use o touchpad pra jogar. Ou pior, esteja tão acostumado com a esquiva do Void Sols no shift, que você usa o shift pra tentar esquivas aqui e sofrendo dano desnecessário (eu já disse que sou um imbecil?).

O jogo usa um esquema de navegação parecido com o jogo de Heavy Metal que eu mencionei e ainda não tive a cara de pau de lembrar o nome, no qual as salas são randomizadas e devemos navegar por elas matando tudo o que se mexe, atirando, esquivando e coletando possíveis power-up’s para a nossa arma. No geral, apesar de não ser o jogo mais criativo do mundo, Ink. é funcional. Claro, que como um jogo em Acesso Antecipado, a campanha de Ink não está completa, com apenas dois capítulos disponíveis, então sua diversão por hora será limitada. Nem tão limitada assim, já que Ink possui modo cooperativo local para até três jogadores atirarem em tudo o que vêem pela frente.

Uma crítica que tenho embasamento para fazer, e também é válida em Void Sols (e mencionei na análise) é que quando se abre ele pela primeira vez, o jogo abre com as configurações no máximo… Qual é a tara de devs que acham que todos tem PC’s da Nasa pra rodar tudo no máximo? Como manda a cartilha de roguelikes, Ink possui um arsenal de armas variado e que deixaria Stallone com um sorriso no rosto… Ou o Arnold clássico. Enfim, o arsenal de Ink é variado, apesar da arminha de merda que você começa. Creio que uma boa dose de sorte é necessária para encontrar um arma boa o suficiente para quebrar a run, tal qual aconteceu comigo naquele roguelike de Heavy Metal, que até documentei em vídeo.

Bonito graficamente

Só de olhar as screenshots, percebe-se que Ink. chama a atenção pelos gráficos, vistosos com sprites bem desenhados, apesar da movimentação parecer meio não natural. Os inimigos também tem essa pegada, com eles tendendo a puxar pro nojento, mas não num nível Binding of Isaac, que chega a ser Nightmare Fuel, mas um bonitinho grotesco.

Os cenários… Pelo menos o que o jogo oferece até aqui, parecem repetitivos, creio que conforme o jogo vá se desenvolvendo no futuro, uma maior variedade de biomas será adicionada. Ou não, não sei, não prevejo o futuro.

Sonoramente.. É um jogo funcional, nada ofende, mas nada marcante. Não há do que reclamar, mas não irá ficar na sua cabeça.

Uma outra reclamação que pode entrar na parte gráfica do jogo, é que o jogo pode apresentar quedas de frames em PC’s menos potentes em momentos, quando o seu HP está em baixa e a tela escurece, os efeitos exigem do PC e pode dar um slowdown absurdo. Pode ser resultado da minha máquina merda? Certamente, mas ei, meu texto, minhas regras.

Finalizando

Ink. tem potencial, ainda está no início do desenvolvimento (dois capítulos dos nove previstos estão disponíveis em Early Access), mas essa é a maravilha do Acesso Antecipado, um título que possui falhas, melhorar a ponto de faturar premiações de jogo do ano (Aconteceu com Baldur’s Gate 3, o jogo teve recepção morna em acesso antecipado, mas graças ao feedback dos fãs, a Larian entregou um mega hit quando chegou a versão 1.0). Se eu acho que Ink. vá chegar a ser jogo do ano? Não, mas assim como todo jogo em Acesso Antecipado, tem potencial de se tornar um excelente jogo, do jeito que ele está, é uma boa pedida e relativamente barato para fãs de roguelikes.

Nota: 7/10

Ink. está disponível para PC no Steam e em Acesso Antecipado, e essa análise foi feita com uma chave fornecida pela Brainium Games.

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